{"id":5317,"date":"2015-12-08T21:55:33","date_gmt":"2015-12-08T23:55:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=5317"},"modified":"2015-12-08T21:55:33","modified_gmt":"2015-12-08T23:55:33","slug":"luely-figueiro-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-142-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=5317","title":{"rendered":"Luely Figueir\u00f3 &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical Vol. 142 (2015)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-uRrh5d1rPvI\/Vmdp9MdTUGI\/AAAAAAAAMaI\/gn1-2AqsNJU\/s640\/CAPAP.JPG\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"640\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-Uu2hpXhWlKI\/Vmdp9xEEwrI\/AAAAAAAAMaM\/XoMmmgAntvQ\/s640\/CONTRACAPAP.JPG\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"640\" \/><\/p>\n<p>Em sua edi\u00e7\u00e3o de n\u00famero 142, o Grand Record Brazil tem a satisfa\u00e7\u00e3o de apresentar uma cantora que tamb\u00e9m mostrou seu talento no cinema, como atriz, e ainda hoje lembrada por muita gente. Estamos falando de Luely da Silva Figueir\u00f3, seu nome completo na pia batismal, Nasceu em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, no dia 26 de setembro de 1935. Cantava no r\u00e1dio desde a mais tenra idade, tendo sido eleita, em 1957, Rainha do R\u00e1dio Ga\u00facho. Logo depois, mudou-se para S\u00e3o Paulo (residiu tamb\u00e9m no Rio), e gravou seu primeiro disco, em 78 rpm, pela Continental, apresentando o tango \u201cYasmin de Santa M\u00f4nica\u201d e o bolero \u201cQuero te assim\u201d.\u00a0 Luely foi tamb\u00e9m estrela do cinema nacional, em filmes como \u201cA doutora \u00e9 muito viva\u201d, \u201cCasei-me com um xavante\u201d, \u201cVou te cont\u00e1\u201d e \u201cMarido de mulher boa\u201d. Esteve tamb\u00e9m entre as \u201ccertinhas do Lalau\u201d, se\u00e7\u00e3o que S\u00e9rgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, mantinha em sua coluna no jornal \u201c\u00daltima Hora\u201d. Em 1958, foi eleita Rainha dos M\u00fasicos de S\u00e3o Paulo. Luely foi esposa do compositor S\u00e9rgio Ricardo, com quem apresentou o programa musical \u201cBalada\u201d, da TV Continental, Canal 9, do Rio de Janeiro.\u00a0 Atuou tamb\u00e9m na TV Tupi e na R\u00e1dio e TV Record de \u00a0\u00a0S\u00e3o Paulo, as chamadas \u201cEmissoras Unidas\u201d. \u00a0Sua discografia abrange doze discos 78, quase todos pela Continental e o \u00faltimo deles pela RCA Victor, um compacto simples pela Chantecler, em 1967, e apenas dois LPs, \u201cGauchinha bem querer\u201d (Continental, 1959) e \u201cNova era\u201d (independente, 1981), este \u00faltimo j\u00e1 oferecido a voc\u00eas pelo TM, al\u00e9m de participa\u00e7\u00f5es em \u00e1lbuns coletivos.\u00a0 Convertendo-se ao espiritismo, Luely Figueir\u00f3 deixou a carreira art\u00edstica e retomou seus estudos, diplomando-se professora de ensino de segundo grau, tendo exercido a profiss\u00e3o por muitos anos at\u00e9 ser aposentada pelo Estado de S\u00e3o Paulo, na virada do s\u00e9culo XXI. Dedicou-se \u00e0 literatura esp\u00edrita, lan\u00e7ou livros religiosos e se tornou tamb\u00e9m astr\u00f3loga. N\u00e3o cantava mais profissionalmente, mas apenas em encontros comunit\u00e1rios. Sua \u00faltima apari\u00e7\u00e3o foi em agosto de 2008, em S\u00e3o Paulo, durante o show musical de lan\u00e7amento do livro \u201cA era do r\u00e1dio\u201d, do pesquisador Waldyr Comegno, onde apresentou-se ao lado de nomes como Denise Duran e Roberto Luna. Luely Figueir\u00f3 morreu em 6 de dezembro de 2010, aos 75 anos. Nesta edi\u00e7\u00e3o do GRB, apresentamos\u00a0 catorze preciosas grava\u00e7\u00f5es de Luely Figueir\u00f3 em 78 rpm. Para come\u00e7ar, as m\u00fasicas do disco RCA Victor 80-2281, gravado em 26 de outubro de 1960, com lan\u00e7amento em janeiro de 61, por sinal o \u00fanico de Luely na marca do cachorrinho Nipper. \u00a0No lado A, matriz L2CAB-1116, a toada \u201cAmor ruim\u201d, de S\u00e9rgio Ricardo. E no verso, matriz L2CAB-1117, o samba-can\u00e7\u00e3o \u201cChuva que passa\u201d, de Durval Ferreira , Maur\u00edcio Einhorn e Bebeto.\u00a0 Durval e Maur\u00edcio fizeram parte, respectivamente como violonista e gaitista, do grupo Os Gatos. As onze faixas seguintes s\u00e3o da Continental, primeira gravadora de Luely, inclu\u00eddas, em sua maior parte (exceto \u201cO rel\u00f3gio da saudade\u201d, \u00a0\u201cA felicidade\u201d e \u201cO nosso amor\u201d), no primeiro LP da cantora, \u201cGauchinha bem querer\u201d. E a terceira faixa desta sele\u00e7\u00e3o \u00e9 justamente a que deu t\u00edtulo ao vinil, toada de Tito Madi que foi gravada originalmente por ele mesmo, em 1957. E Luely a registrou um ano mais tarde, a 22 de abril de 1958, com lan\u00e7amento pela Continental em julho-agosto seguintes sob n\u00famero\u00a0 17565-A, matriz 12078. \u201cA felicidade\u201d, samba cl\u00e1ssico da parceria Tom Jobim-Vin\u00edcius de Moraes, foi feito para o filme \u201cOrfeu negro\u201d, produ\u00e7\u00e3o franco-italiana rodada em cores no Brasil, e originalmente exibida nos cinemas daqui como \u201cOrfeu do carnaval\u201d. Interpretado na trilha sonora por Agostinho dos Santos, \u00e9 aqui oferecido por Luely na grava\u00e7\u00e3o que a Continental lan\u00e7ou em agosto de 1959 com o n\u00famero 17713-A, matriz C-4191. Depois, temos \u201cEu n\u00e3o sei\u201d, samba-can\u00e7\u00e3o de autoria do cantor L\u00facio Alves, lan\u00e7ado em maio de 1959 sob n\u00famero 17664-B, matriz 12181. \u201cO nosso amor\u201d \u00e9 outro samba da parceria Tom Jobim-Vin\u00edcius de Moraes feito para o filme \u201cOrfeu negro\u201d (nos cinemas, \u201cOrfeu do carnaval\u201d), e foi nele interpretado por Elizeth Cardoso. Luely Figueir\u00f3 o canta aqui em grava\u00e7\u00e3o que a Continental lan\u00e7ou em agosto de 1959 sob n\u00famero 17713-B (o outro lado de \u201cA felicidade\u201d), matriz C-4190. \u201cQuero-quero\u201d \u00e9 uma valsa campeira em estilo gauchesco, de autoria de Luiz Carlos Barbosa Lessa.\u00a0 \u00c9 o lado B do segundo 78 de Luely, o Continental 17469, lan\u00e7ado em julho-agosto de 1957, matriz 11974. \u201cAt\u00e9&#8230;\u201d, tamb\u00e9m conhecido como \u201cAt\u00e9 que&#8230;\u201d, \u00e9 a vers\u00e3o de Oswaldo Santiago para o fox \u201cTill\u201d, de Carl Sigman e Charles Danvers. Foi lan\u00e7ado pela Continental em setembro-outubro de 1958, sob n\u00famero 17589-B, matriz 12120, e na \u00e9poca foi tamb\u00e9m gravado por Julie Joy. \u201cN\u00e3o quero, n\u00e3o posso, n\u00e3o devo\u201d, samba-can\u00e7\u00e3o de Dirce Moraes, \u00e9 o lado B de \u201cEu n\u00e3o sei\u201d, lan\u00e7ado em maio de 1959, matriz 12181. \u201cNasce uma pobre menina\u201d, samba-can\u00e7\u00e3o de Alcyr Pires Vermelho e Alberto Ribeiro, abre o segundo 78 de Luely, o Continental 17469, lan\u00e7ado em julho-agosto de 1957, matriz 11974, e na mesma ocasi\u00e3o tamb\u00e9m teve registro de L\u00e9o Vaz, na Todam\u00e9rica.\u00a0 \u201cO rel\u00f3gio da saudade\u201d, a faixa seguinte, \u00e9 uma verdadeira rel\u00edquia para colecionadores, e me foi enviado a pedido pelo pesquisador Miguel\u00a0 \u00c2ngelo de Azevedo, o Nirez, l\u00e1 de Fortaleza (CE), a quem agradecemos a cortesia. Trata-se de um samba-can\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio Ricardo, com quem Luely foi casada, e saiu pela Continental em julho de 1959 sob n\u00famero 17698-A, matriz C-4178, estranhamente com o t\u00edtulo de \u201cO rel\u00f3gio da vov\u00f3\u201d!\u00a0 Por certo o t\u00edtulo foi mudado em tiragens posteriores, e Luely tamb\u00e9m interpretou a m\u00fasica no filme \u201cMarido de mulher boa\u201d, da Herbert Richers. A valsa \u201cOlhe-me, diga-me\u201d, de autoria de Tito Madi, \u00e9 bastante conhecida e tem v\u00e1rios registros, inclusive do pr\u00f3prio autor. Este foi feito na Continental por Luely em 22 de abril de 1958, com lan\u00e7amento em julho-agosto do mesmo ano, disco 17565-B (do qual aqui tamb\u00e9m est\u00e1 o lado A, \u201cGauchinha bem querer\u201d), matriz 12072. \u201cO rel\u00f3gio da saudade\u201d teve regrava\u00e7\u00f5es por Rosana Toledo e pelo pr\u00f3prio S\u00e9rgio Ricardo. O bolero \u201cQuero-te assim (Te quiero asi, asi)\u201d, de Bernardo Sancrist\u00f3bal (espanhol radicado no M\u00e9xico) e Miguel Prado, em vers\u00e3o de Carlos Am\u00e9rico, \u00e9 o lado B do 78 rpm de estreia de Luely Figueir\u00f3, o Continental 17438, lan\u00e7ado em maio-junho de 1957, matriz 11952. Encerrando esta edi\u00e7\u00e3o do GRB, o divertido \u201cXote do Netinho\u201d, de autoria do violonista \u00c2ngelo Apol\u00f4nio, o Poly, em parceria com Victor Dag\u00f4, lan\u00e7ado pela Continental em janeiro-fevereiro de 1959 sob n\u00famero 17635-AZ, matriz 12177. Esta \u00e9, portanto, a homenagem que o Grand Record Brazil presta a Luely Figueir\u00f3, tamb\u00e9m uma grande contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o de nossa mem\u00f3ria musical. Para ouvir e guardar com carinho!<\/p>\n<p>* Texto de Samuel Machado Filho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em sua edi\u00e7\u00e3o de n\u00famero 142, o Grand Record Brazil tem a satisfa\u00e7\u00e3o de apresentar uma cantora que tamb\u00e9m mostrou seu talento no cinema, como atriz, e ainda hoje lembrada por muita gente. 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