{"id":5617,"date":"2016-07-03T21:45:05","date_gmt":"2016-07-04T00:45:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=5617"},"modified":"2016-07-04T21:53:33","modified_gmt":"2016-07-05T00:53:33","slug":"celly-campello-brotinho-encantador-1961","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=5617","title":{"rendered":"Celly Campello &#8211; Brotinho Encantador (1961)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/4.bp.blogspot.com\/-MzsyLcj1NY0\/V3r_jaCvVBI\/AAAAAAAANEM\/DmbJpOgPvf8BAZEDBcLtd-rygj6crmqpACLcB\/s640\/capap.JPG\" width=\"637\" height=\"640\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-tKShBAKia4Q\/V3r_jBhnoBI\/AAAAAAAANEI\/Panx47TQd44BW6DDd9Bpsfo6sIV4UIEAQCLcB\/s640\/contrap.JPG\" width=\"639\" height=\"640\" \/><\/p>\n<p>O Toque Musical traz hoje para seus amigos cultos, ocultos e associados um disco da primeira grande estrela feminina do rock brasileiro: C\u00e9lia Benelli Campello, ou como ficou para a posteridade, Celly Campello (S\u00e3o Paulo, 18\/6\/1942-Campinas, SP, 4\/3\/2003). Paulistana criada em Taubat\u00e9, cidade da regi\u00e3o paulista do Vale do Para\u00edba, ela fez sua primeira apari\u00e7\u00e3o p\u00fablica aos 5 anos de idade, em um espet\u00e1culo mirim de bal\u00e9, dan\u00e7ando \u201cTico-tico no fub\u00e1\u201d. Aos seis anos, cantou pela primeira vez, ao microfone da R\u00e1dio Cacique. Paralelamente, estudava\u00a0 bal\u00e9, piano e viol\u00e3o, e tornou-se uma das estrelinhas do \u201cClube do Guri\u201d, apresentado aos domingos na R\u00e1dio Difusora de Taubat\u00e9. Aos 12 anos, ganhou seu pr\u00f3prio programa, na Cacique. Aos 16 anos incompletos, em 1958, ela estreou em grava\u00e7\u00f5es, na Odeon, interpretando \u201cHandsome boy\u201d, tendo, no outro lado do 78 (tamb\u00e9m lan\u00e7ado em compacto simples de 45 rpm, ali\u00e1s o primeiro single brasileiro da gravadora), \u201cForgive me\u201d, com o irm\u00e3o, Tony. O estouro definitivo, por\u00e9m, veio em mar\u00e7o de 1959, quando saiu o cl\u00e1ssico \u201cEst\u00fapido Cupido (Stupid Cupid)\u201d, vers\u00e3o de Fred Jorge para um hit de Neil Sedaka, que logo tornou-se coqueluche nacional. Da\u00ed vieram outros sucessos at\u00e9 hoje lembrados, tais como \u201cLacinhos cor de rosa\u201d, \u201cMuito jovem\u201d, \u201cBanho de lua\u201d, \u201cT\u00fanel do amor\u201d, \u201cEu n\u00e3o tenho namorado\u201d, \u201cFrankie\u201d, \u201cJingle bell rock\u201d, \u201cTrem do amor\u201d, etc. Em 1962, para tristeza de seu p\u00fablico, Celly resolve abandonar precocemente a carreira para se casar, ainda no apogeu e com vinte anos de idade. Ainda gravaria outros discos em ocasi\u00f5es espor\u00e1dicas, mas sem repetir o \u00eaxito inicial. S\u00f3 conseguiu voltar \u00e0 evid\u00eancia em 1976, quando a novela \u201cEst\u00fapido Cupido\u201d, escrita por M\u00e1rio Prata para a TV Globo, e ambientada em 1961, reviveu antigos sucessos dela e de outros contempor\u00e2neos, como Carlos Gonzaga, Ronnie Cord, Wilson Miranda, S\u00e9rgio Murilo, Dem\u00e9trius e o irm\u00e3o Tony. A pr\u00f3pria Celly declarou \u00e0 imprensa, certa vez, que chegou a ganhar mais dinheiro nos seis meses de exibi\u00e7\u00e3o da novela do que no auge da carreira! \u201cBrotinho encantador\u201d, o \u00e1lbum hoje oferecido a voc\u00eas pelo TM, foi o quinto LP-solo de Celly Campello e o \u00faltimo que ela fez antes de abandonar precocemente a carreira para se casar, lan\u00e7ado pela Odeon em outubro de 1961. \u00c9 um trabalho que segue a linha dos anteriores, recheado de vers\u00f5es de sucessos do rock internacional, com direito at\u00e9 a algumas faixas em ingl\u00eas (\u201cRunaway\u201d, \u201cLittle devil\u201d, \u201cAngel , angel\u201d). A primeira faixa, \u201cPresidente dos brotos\u201d, \u00e9 uma vers\u00e3o bem humorada do especialista Fred Jorge, curiosamente lan\u00e7ada quando o Brasil vivia em regime parlamentarista de governo, decretado ap\u00f3s grave crise pol\u00edtica causada pela ren\u00fancia do presidente J\u00e2nio Quadros,e a tentativa de impedir a posse do vice, Jo\u00e3o Goulart, que acabou assumindo a chefia da na\u00e7\u00e3o com poderes limitados. Fred assina quatro outras vers\u00f5es constantes aqui: \u201c\u00cdndio sabido\u201d (que, curiosamente, era bastante apreciada pelo cantor Cyro Monteiro!), \u201cOrdens demais\u201d, \u201cTchau, baby, tchau\u201d e \u201cO jolly joker\u201d.\u00a0 A misteriosa Marilena assina a l\u00edrica \u201cA lenda da conchinha\u201d. Letras brazucas de Juvenal Fernandes (\u201cJuntinhos\/Together\u201d), Romeu Nunes (\u201cFlamengo rock\u201d)\u00a0 e do misterioso Tassilo Marischka (\u201cHey, boys, how do you do?\u201d) completam o presente LP, muito bem escorado por arranjos e reg\u00eancias de Waldemiro Lemke e M\u00e1rio Gennari Filho, e pelo invej\u00e1vel padr\u00e3o t\u00e9cnico de grava\u00e7\u00e3o da Odeon nessa \u00e9poca. \u201cBrotinho encantador\u201d, portanto, traz uma Celly Campello ainda em plena forma, tendo por isso, inestim\u00e1vel valor hist\u00f3rico. \u00c9 ouvir e recordar&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">presidente dos brotinhos<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00edndio sabido<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">juntinhos<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ordens demais<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">tchau tchau tchau<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">runaway<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">flamengo rock<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">o jolly joker<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">angel angel<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">hey boys how do you do<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">a lenda da conchinha<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">little devil<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">*Texto de Samuel Machado Filho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Toque Musical traz hoje para seus amigos cultos, ocultos e associados um disco da primeira grande estrela feminina do rock brasileiro: C\u00e9lia Benelli Campello, ou como ficou para a posteridade, Celly Campello (S\u00e3o Paulo, 18\/6\/1942-Campinas, SP, 4\/3\/2003). 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