{"id":5860,"date":"2016-11-19T08:16:51","date_gmt":"2016-11-19T10:16:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=5860"},"modified":"2016-11-24T08:19:56","modified_gmt":"2016-11-24T10:19:56","slug":"diana-uma-nova-vida-1975","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=5860","title":{"rendered":"Diana &#8211; Uma Nova Vida (1975)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-LupSOLsEUU4\/WDa8QJcwWhI\/AAAAAAAANkM\/YZbR2A_71_ALa1NkU7k0Oo0vdLkBrImLgCLcB\/s640\/capap.JPG\" alt=\"\" width=\"636\" height=\"640\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"https:\/\/3.bp.blogspot.com\/-tt7muRHgFpo\/WDa8Qox_tDI\/AAAAAAAANkQ\/5g_K-VDGX5kuFOCuHENF8RXBx_g5GacXACLcB\/s640\/contrap.JPG\" alt=\"\" width=\"637\" height=\"640\" \/><\/p>\n<p>Hoje, o Toque Musical p\u00f5e em foco uma das cantoras mais populares da d\u00e9cada de 1970, representante\u00a0 da chamada m\u00fasica brega, termo que j\u00e1 foi extremamente pejorativo e negativo, sin\u00f4nimo de cafona, mas que hoje tem um outro significado, designando m\u00fasica popular de f\u00e1cil assimila\u00e7\u00e3o. Estamos falando de Ana Maria Siqueira I\u00f3rio, mais conhecida como Diana. Ela \u00e9 carioca de Botafogo, tendo crescido no do Leblon, e veio ao mundo no dia 2 de junho de 1954, filha de Regina Siqueira e Osvaldo I\u00f3rio. Sua batalha por um lugar ao sol nos meios art\u00edstico-musicais iniciou-se em 1968, quando gravou seu primeiro disco, na Philips, um compacto simples com as m\u00fasicas \u201cN\u00e3o me deixe mais\u201d e \u201cConfia em mim\u201d. Um ano mais tarde, grava o segundo single, na Caravelle, interpretando \u201cMenti pra voc\u00ea\u201d e \u201cS\u00edtio do Pica-Pau Amarelo\u201d. Nessa \u00e9poca, ela conheceu um outro cantor que tamb\u00e9m estava em in\u00edcio de carreira, Odair Jos\u00e9, e ambos passaram a viver juntos. Em 1970, Diana \u00e9 contratada pela CBS, com o objetivo de substituir Wanderl\u00e9a, que tinha ido para a Philips, e seu compacto de estreia nessa gravadora (selo Epic) trouxe as m\u00fasicas \u201cN\u00e3o chore, baby\u201d e \u201cEu gosto dele\u201d. Passou ent\u00e3o a ser produzida por Raul Seixas, futuro \u00edcone do rock brazuca, ent\u00e3o conhecido como Raulzito. E ele comp\u00f4s, em parceria com Mauro Motta, o primeiro grande sucesso de Diana, lan\u00e7ado em 1971: \u201cAinda queima a esperan\u00e7a\u201d (\u201dMeus parab\u00e9ns agora\/ e feliz anivers\u00e1rio, amor\/ Est\u00e1s feliz agora\/ depois que tudo acabou\u201d&#8230;). Foi o pontap\u00e9 inicial para in\u00fameros outros sucessos, bastante executados pelas r\u00e1dios AM de cunho popular (o FM ainda engatinhava no Brasil): \u201cPor que brigamos?\u201d (vers\u00e3o de um hit de Neil Diamond, \u201cI am&#8230; I said\u201d, regravada at\u00e9 mesmo por duplas sertanejas), \u201cCan\u00e7\u00e3o dos namorados\u201d, \u201cHoje sonhei com voc\u00ea\u201d, \u201cEstou completamente apaixonada\u201d, \u201cEsta noite minha vida vai mudar\u201d, \u201cNo fundo de minha alma\u201d, \u201cA m\u00fasica da minha vida\u201d, \u201cUma vez mais\u201d, \u201cFoi tudo culpa do amor\u201d etc. Diana e Odair Jos\u00e9 casaram-se oficialmente em 1973, mas j\u00e1 nessa \u00e9poca os dois j\u00e1 viviam \u00e0s turras, o que desencadeou a conturbada separa\u00e7\u00e3o do casal, em 1975. Um ano depois, nasceu a filha de ambos, Clarice, e, entre idas e vindas, a uni\u00e3o de Odair e Diana s\u00f3 terminou definitivamente em 1981. Conhecida como \u201ca cantora apaixonada do Brasil\u201d e \u201ca voz que emociona\u201d, Diana tem, em sua discografia, nove \u00e1lbuns, entre LPs e CDs, e in\u00fameros compactos. A partir dos anos 80, afastou-se progressivamente do disco e da m\u00eddia, mas nunca deixou de fazer apresenta\u00e7\u00f5es por todo o Brasil, continuando a receber os aplausos e o carinho do p\u00fablico. \u201cUma nova vida\u201d, que o TM hoje nos oferece, \u00e9 o quarto \u00e1lbum de est\u00fadio da nossa Diana, lan\u00e7ado pela Polydor\/Phonogram em 1975. O \u00a0disco traz m\u00fasicas que diferem substancialmente\u00a0 dos trabalhos anteriores da cantora, que ainda expressavam fortes reminisc\u00eancias do i\u00ea-i\u00ea-i\u00ea e da Jovem Guarda. Com a produ\u00e7\u00e3o dos competent\u00edssimos Jairo Pires e Tony Bizarro (que por sinal assina uma das faixas, \u201cSe voc\u00ea tentasse\u201d, ali\u00e1s a primeira m\u00fasica soul gravada por Diana), este \u00e1lbum tem arranjos muito bem elaborados, levando a assinatura de Jos\u00e9 Roberto Bertrami\u00a0 (l\u00edder da banda Azymuth, que tamb\u00e9m participou dos acompanhamentos em algumas faixas) e Luiz Cl\u00e1udio Ramos, que oscilam da MPB \u00e0 \u201csoul music\u201d. Das doze faixas, sete s\u00e3o de autoria da pr\u00f3pria Diana, entre elas a divertid\u00edssima \u201cLero-lero\u201d (\u201cVou arranjar um algu\u00e9m\/ que ponha voc\u00ea no chinelo\u201d), por certo a m\u00fasica desse trabalho que mais repercutiu. Outro destaque fica por conta da faixa de abertura, \u201cAinda sou mais eu\u201d, vers\u00e3o do cl\u00e1ssico do reggae \u201cI can see cleary now\u201d, de Johnny Nash.\u00a0 O curioso \u00e9 que a faixa-t\u00edtulo, \u201cUma nova vida\u201d, foi composta pelo ex-marido de Diana, Odair Jos\u00e9, e gravada originalmente por Rosemary, em 1974, mas o sucesso da m\u00fasica, ironicamente, s\u00f3 aconteceria na voz de Diana! Com essas e outras credenciais, al\u00e9m do impec\u00e1vel padr\u00e3o t\u00e9cnico de grava\u00e7\u00e3o da Phonogram na \u00e9poca, este \u201cUma nova vida\u201d, al\u00e9m de ser bastante representativo na carreira discogr\u00e1fica de uma int\u00e9rprete de forte apelo popular, como Diana, \u00e9 mais um grande \u00e1lbum que o TM tem orgulho em oferecer, para alegria e deleite de tantos quantos apreciem o que nossa m\u00fasica popular tem de significativo em seu precioso legado!<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">ainda sou mais eu<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">lero lero<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">momentos<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">vem morar comigo<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">eu tenho raz\u00e3o<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">promessa de amor<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">uma nova vida<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">eu preciso fazer voc\u00ea feliz<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">o tempo e a dist\u00e2ncia<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">muito obrigada<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">eu amo voc\u00ea demais<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">se voc\u00ea tentasse (vem tentar a sorte)<\/div>\n<p>*Texto de Samuel Machado Filho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje, o Toque Musical p\u00f5e em foco uma das cantoras mais populares da d\u00e9cada de 1970, representante\u00a0 da chamada m\u00fasica brega, termo que j\u00e1 foi extremamente pejorativo e negativo, sin\u00f4nimo de cafona, mas que hoje tem um outro significado, designando &hellip; <a href=\"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=5860\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2822,146],"tags":[],"class_list":["post-5860","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diana","category-selo-polydor"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5860","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5860"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5860\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5861,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5860\/revisions\/5861"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5860"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5860"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5860"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}