{"id":5978,"date":"2017-02-12T22:39:00","date_gmt":"2017-02-13T00:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=5978"},"modified":"2017-02-15T22:45:31","modified_gmt":"2017-02-16T00:45:31","slug":"moacir-santos-the-maestro-1974","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=5978","title":{"rendered":"Moacir Santos &#8211; The Maestro (1974)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"https:\/\/4.bp.blogspot.com\/-dUV7cwlUF3g\/WKTwG3RlxkI\/AAAAAAAAN2Y\/CIVFsrc-Ilc67FCCZUoH-vGhYm9jJT4rwCLcB\/s640\/moacir%2BFp.JPG\" width=\"620\" height=\"640\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"https:\/\/3.bp.blogspot.com\/-S10SPyA144g\/WKTwF-L875I\/AAAAAAAAN2U\/mjQ9Orje_TsIplfVH1A5rfzESV8g-GmawCLcB\/s640\/moacir%2BBp.JPG\" width=\"640\" height=\"640\" \/><\/p>\n<p>\u201cTu que n\u00e3o \u00e9s um s\u00f3, \u00e9s tantos, como o meu Brasil de todos os santos, inclusive meu S\u00e3o Sebasti\u00e3o\u201d. Assim o Poetinha Vin\u00edcius de Moraes, em seu \u201cSamba da b\u00ean\u00e7\u00e3o\u201d, com melodia de Baden Powell, homenageou um dos principais arranjadores, multi-instrumentistas e compositores brasileiros, aquele que renovou a linguagem da harmonia no pa\u00eds. \u00c9 Moacir Santos, que o TM p\u00f5e hoje em foco. \u00a0Foi na cidade de Flores, no sert\u00e3o pernambucano, que Moacir Santos veio ao mundo, no dia 26 de julho de 1926. Come\u00e7ou a tocar clarinete aos onze anos, e iniciou sua carreira tocando em bandas de m\u00fasica. Foi para o Recife ainda adolescente e, em seguida, excursionou com um circo pelo interior de Pernambuco. Nos anos 1940, trabalhou na Bahia, Cear\u00e1 e Para\u00edba, e aprendeu a tocar saxofone. Em 1948, junta-se \u00e0 Orquestra Tabajara de Severino Ara\u00fajo e muda-se para o Rio de Janeiro, sendo logo contratado pela lend\u00e1ria R\u00e1dio Nacional. Conhecido por seu virtuosismo, ainda dominava o piano, o trompete, o banjo, o viol\u00e3o e a bateria. Por dois anos, Moacir residiu em S\u00e3o Paulo, onde foi regente da orquestra da antiga TV Record, voltando em seguida para o Rio. Foi l\u00e1 que, em 1965, gravou seu primeiro LP, \u201cCoisas de Moacir Santos\u201d, pela marca Forma, que pertencia a Roberto Quartin. Suas composi\u00e7\u00f5es mais conhecidas s\u00e3o \u201cNan\u00e3 (Coisa n\u00famero 5)\u201d, de parceria com M\u00e1rio Telles, irm\u00e3o da cantora Sylvia Telles, \u201cSe voc\u00ea disser que sim\u201d (que fez com o Poetinha Vin\u00edcius), \u201cMenino travesso\u2019 e \u201cTriste de quem\u201d.\u00a0 Foi assistente do compositor alem\u00e3o Hans Joachin Kollreuter e professor de importantes nomes da MPB, tais como Baden Powell, Paulo Moura, Jo\u00e3o Donato, Nara Le\u00e3o, Roberto Menescal e S\u00e9rgio Mendes. Em 1967, Moacir Santos transfere-se para Los Angeles, EUA, pois fora convidado para a estreia mundial do filme \u201cAmor no Pac\u00edfico\u201d, de cuja trilha sonora foi respons\u00e1vel (tamb\u00e9m comp\u00f4s para filmes do cinema novo brasileiro, como \u201cGanga Zumba\u201d, \u201cOs fuzis\u201d, \u201cO beijo\u201d e \u201cSeara vermelha\u201d). Nos EUA, Moacir lan\u00e7ou quatro \u00e1lbuns autorais (inclusive o que o TM nos traz hoje) e continuou compondo para o cinema, al\u00e9m de ministrar aulas de m\u00fasica e vir esporadicamente ao Brasil, onde recebeu in\u00fameras homenagens, como o Pr\u00eamio Shell de M\u00fasica, com o qual foi agraciado em 2006. Em 2005, foi lan\u00e7ado pela Biscoito Fino o \u00e1lbum \u201cChoros &amp; alegria\u201d, com v\u00e1rias composi\u00e7\u00f5es do in\u00edcio da carreira de Moacir, nunca antes gravadas.\u00a0 Moacir Santos faleceria um ano mais tarde (6 de agosto de 2006), em Pasadena, Calif\u00f3rnia, onde residia. \u201cThe maestro\u201d, o \u00e1lbum de Moacir Santos que o TM orgulhosamente oferece a seus amigos ocultos, ocultos e associados, \u00e9 o primeiro que ele fez nos EUA. Lan\u00e7ado em 1972 pela Blue Note, verdadeira refer\u00eancia em mat\u00e9ria de jazz, s\u00f3 chegou ao Brasil dois anos mais tarde, atrav\u00e9s da extinta Copacabana Discos, que representava o selo, ent\u00e3o coligado da United Artists, e hoje com seus produtos mundialmente distribu\u00eddos pela Warner. Gravado em Los Angeles, nos est\u00fadios da A&amp;M Records, e remixado em Nova York, \u00e9 um trabalho excepcional, com oito faixas, todas de autoria do pr\u00f3prio Moacir Santos, sozinho ou com parceiros. Logo no in\u00edcio, ele revive sua \u201cCoisa n\u00famero 5\u201d, o afro-samba \u201cNan\u00e3\u201d, como j\u00e1 frisado, um de seus mais conhecidos trabalhos autorais. Ele mesmo participa como vocalista em cinco faixas, sendo que em duas ele divide os vocais com Sheila Wilkinson, e assina quase todos os arranjos, a exce\u00e7\u00e3o de \u201cNan\u00e3\u201d, que ficou a cargo de Reggie Andrews, tamb\u00e9m produtor deste trabalho. Por sinal, impec\u00e1vel do in\u00edcio ao fim, com o padr\u00e3o t\u00e9cnico e de qualidade que at\u00e9 hoje caracteriza as produ\u00e7\u00f5es fonogr\u00e1ficas da Blue Note. Ouvindo-o, constata-se que, realmente, Moacir Santos n\u00e3o era um s\u00f3: eram muitos, em uma s\u00f3 pessoa!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">nan\u00e3 (coisa n.5)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">bluishmen<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">sou eu (luanne)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">lamento astral (astral whine)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">m\u00e3e iracema<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">kermis<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">april child (maracatu, na\u00e7\u00e3o do amor)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">the mirror&#8217;s mirror<\/p>\n<p>*Texto de Samuel Machado Filho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cTu que n\u00e3o \u00e9s um s\u00f3, \u00e9s tantos, como o meu Brasil de todos os santos, inclusive meu S\u00e3o Sebasti\u00e3o\u201d. 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