{"id":5984,"date":"2017-02-17T22:50:35","date_gmt":"2017-02-18T00:50:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=5984"},"modified":"2017-02-19T22:52:49","modified_gmt":"2017-02-20T01:52:49","slug":"luiz-eca-cordas-1965","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=5984","title":{"rendered":"Luiz E\u00e7a &#038; Cordas (1965)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"https:\/\/4.bp.blogspot.com\/-BOt4AjYFSzk\/WKpD7XkpraI\/AAAAAAAAN3o\/rs8zJEiPaYsEfJKIA03lAmPBjgoAm4mGACLcB\/s640\/luiz%2Be%25C3%25A7a%2Bfp.JPG\" width=\"618\" height=\"640\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-24hGJkx2IwM\/WKpD7cba8xI\/AAAAAAAAN3k\/ZnYot-8uBRYor8bioMRYw9IA-MYC9KY8gCLcB\/s640\/luiz%2Be%25C3%25A7aBp.JPG\" width=\"640\" height=\"640\" \/><\/p>\n<p>Hoje, o TM p\u00f5e em foco mais um nome important\u00edssimo de nossa m\u00fasica popular, atuando como pianista, compositor, m\u00fasico e arranjador. Estamos falando de Luiz Mainzi da Cunha E\u00e7a, ou simplesmente Luiz E\u00e7a, como ficou para a posteridade. Ou ainda Luizinho, como era chamado carinhosamente pelos amigos. Embora nascido no Rio de Janeiro, em 3 de abril de 1936, Luiz E\u00e7a era descendente do escritor portugu\u00eas E\u00e7a de Queiroz, e foi t\u00e3o importante para a m\u00fasica, tanto popular quanto erudita, quanto seu ilustre antepassado para a literatura. Seu primeiro contato com a m\u00fasica deu-se aos quatro anos de idade, quando ganhou de presente um pianinho de brinquedo.\u00a0 A sua primeira professora foi a pianista russa Zina Stern, amiga de seus pais, que lhe ensinou durante quatro anos as t\u00e9cnicas de piano das escolas francesas e russas. Aos catorze anos, ap\u00f3s um per\u00edodo de muita brincadeira e pouca m\u00fasica, voltou aos estudos sistem\u00e1ticos, e apresentou seu primeiro recital, no Conservat\u00f3rio Brasileiro de M\u00fasica, e tamb\u00e9m fez seu primeiro baile, no Clube Cai\u00e7aras, na Lagoa. Nessa \u00e9poca, in\u00edcio dos anos 1950, ocasi\u00e3o em que estudava no Col\u00e9gio Mallet Soares, em Copacabana, passa a ter aulas de piano com aquela que ele pr\u00f3prio considerava sua grande mestra, Madame Petrus Verdier. Em 1951-52 atuou na lend\u00e1ria R\u00e1dio Nacional, junto com Garoto, o mago das cordas, com quem inclusive participou de algumas rodas de choro no s\u00edtio que ele possu\u00eda em Areal, RJ. Aos 17 anos, em 1953, passa a atuar como pianista na boate do Hotel Vogue, aut\u00eantico reduto da \u201chigh society\u201d carioca, onde tinha grande tr\u00e2nsito com os estrangeiros que l\u00e1 se hospedavam, por falar fluentemente ingl\u00eas, franc\u00eas e espanhol (com essa idade, Luiz s\u00f3 podia tocar na noite com permiss\u00e3o judicial).\u00a0 Um ano mais tarde, ingressa no conjunto do acordeonista Sivuca, que seria seu amigo para o resto da vida e, depois, forma o Trio Penumbra, com Candinho ao viol\u00e3o e Jambeiro ao contrabaixo, que fazia apresenta\u00e7\u00f5es na R\u00e1dio Mayrink Veiga.\u00a0 Em 1955, como pianista do Trio Plaza, integrado ainda por Ed Lincoln no contrabaixo e Paulo Ney na guitarra, Luiz E\u00e7a faz sua estreia fonogr\u00e1fica, quando a etiqueta R\u00e1dio lan\u00e7a o LP \u201cUma noite no Plaza\u201d. Depois desse \u00e1lbum, Luiz E\u00e7a ganhou uma bolsa de estudos do ent\u00e3o presidente da Rep\u00fablica Juscelino Kubitschek de Oliveira, para estudar em Viena, capital da \u00c1ustria, onde teve aulas, entre outros grandes professores, com o pianista e compositor Friederich Guida. De volta ao Brasil, em 1962, Luizinho forma um dos mais importantes conjuntos da bossa nova: o Tamba Trio, ao lado do contrabaixista Bebeto e do baterista H\u00e9lcio Milito, sendo os tr\u00eas tamb\u00e9m vocalistas. O Tamba Trio foi, inclusive, o primeiro a fazer \u201cpocket-shows\u201d no Bottle\u2019s Bar, que ficava no lend\u00e1rio Beco das Garrafas, catedral da bossa nova no Rio de Janeiro, e ainda fez excurs\u00f5es pela Am\u00e9rica do Norte e pela Europa.\u00a0 Luiz E\u00e7a acompanhou e fez arranjos para muitos dos mais importantes nomes da MPB a seu tempo, como Maysa, Nara Le\u00e3o, Carlos Lyra, Sylvia Telles, Edu Lobo, M\u00edlton Nascimento, Flora Purim, Joyce Moreno, Jo\u00e3o Bosco, Luiz Gonzaga\u00a0 e Nana Caymmi, entre tantos outros. Foi ainda professor de jovens m\u00fasicos e atuou como pianista na casa noturna Chiko\u2019s Bar, onde tamb\u00e9m gravou um disco ao vivo com um de seus maiores amigos, o pianista de jazz norte-americano Bill Evans, em 1979. Luiz E\u00e7a faleceu em 25 de maio de 1992, em seu Rio de Janeiro natal, aos\u00a0 56 anos, de infarto fulminante, deixando, como se v\u00ea, um extenso curr\u00edculo de servi\u00e7os prestados \u00e0 m\u00fasica brasileira. Dele, o TM oferece, orgulhosamente, a seus amigos cultos, ocultos e associados, o \u00e1lbum que \u00e9 talvez sua maior obra-prima. Trata-se de \u201cLuiz E\u00e7a &amp; cordas\u201d, lan\u00e7ado em\u00a0 1965 pela Philips. Produzido pelo pr\u00f3prio Luizinho, que, claro, est\u00e1 tamb\u00e9m ao piano, este disco cont\u00e9m primorosos arranjos (dele pr\u00f3prio, naturalmente)\u00a0 para composi\u00e7\u00f5es suas e de outros grandes nomes da bossa nova, como Edu Lobo, Baden Powell, Robereto Menescal e Durval Ferreira. Obras como \u201cA morte de um deus de sal\u201d, \u201cChegan\u00e7a\u201d, \u201cPrimavera\u201d e \u201cTristeza de n\u00f3s dois\u201d ganham roupagem de gala, com grande orquestra de cordas e participa\u00e7\u00e3o do contrabaixista Bebeto, seu companheiro de Tamba Trio, do violonista Neco e do baterista Ohanna.\u00a0 A contracapa do disco reproduz, inclusive, um entusiasmado telegrama de parab\u00e9ns do ent\u00e3o diretor art\u00edstico da Philips, Armando Pittigliani. Tudo isso faz de \u201cLuiz E\u00e7a &amp; cordas\u201d um trabalho de qualidade inquestion\u00e1vel, merecedor, por todos os t\u00edtulos, de mais esta postagem do nosso TM.\u00c9 s\u00f3 conferir&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">morte de um deus de sal<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">imagem<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">can\u00e7\u00e3o da terra<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">tristeza de n\u00f3s dois<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">velho pescador<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">can\u00e7\u00e3o do encontro<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">chegan\u00e7a<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">primavera<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">consola\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">saudade<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">quase um deus<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">amando<\/p>\n<p>*Texto de Samuel Machado Filho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje, o TM p\u00f5e em foco mais um nome important\u00edssimo de nossa m\u00fasica popular, atuando como pianista, compositor, m\u00fasico e arranjador. 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