{"id":6001,"date":"2017-03-13T18:43:28","date_gmt":"2017-03-13T21:43:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=6001"},"modified":"2017-03-15T18:47:04","modified_gmt":"2017-03-15T21:47:04","slug":"milton-carlos-largo-do-boticario-1976","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=6001","title":{"rendered":"M\u00edlton Carlos &#8211; Largo do Botic\u00e1rio (1976)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"https:\/\/2.bp.blogspot.com\/-dkHUVPWLnaw\/WMmzRjbgWmI\/AAAAAAAAN70\/HC41QdScrbUMJWiRQhWN21FAo4g_8ZnFQCLcB\/s640\/capap.JPG\" width=\"637\" height=\"640\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"https:\/\/3.bp.blogspot.com\/-jzfGBYtMVvY\/WMmzR26YDKI\/AAAAAAAAN74\/TLjDDAq_q1I49bcH_AuBTuLHXCEfEyB1QCLcB\/s640\/contrap.JPG\" width=\"640\" height=\"636\" \/>O Toque Musical novamente apresenta um dos nomes mais representativos da MPB na d\u00e9cada de 1970, e que o destino, infelizmente, levou muito cedo. Estamos falando de M\u00edlton Carlos Fantucci, ou simplesmente M\u00edlton Carlos.\u00a0 Ele veio ao mundo no dia 13 de novembro de 1954, na cidade de S\u00e3o Paulo, e era irm\u00e3o e parceiro da tamb\u00e9m cantora e compositora Isolda, de quem o TM j\u00e1 postou seu primeiro \u00e1lbum como cantora-solo.\u00a0 Nosso M\u00edlton come\u00e7ou a se interessar pela m\u00fasica ainda crian\u00e7a, fazendo hist\u00f3rias e m\u00fasicas para teatrinhos de bonecos, juntamente com a irm\u00e3. Ambos, inclusive, atuaram como \u201cbacking vocals\u201d (ou seja, fazendo coro) em grava\u00e7\u00f5es de cantores consagrados.\u00a0 No in\u00edcio dos anos 70, embora muito jovens, M\u00edlton e Isolda j\u00e1 tinham suas m\u00fasicas gravadas por nomes como Ant\u00f4nio Marcos, Maria Creuza e o conjunto Os Incr\u00edveis. E, em 1973, a dupla se consagra definitivamente quando o \u201crei\u201d Roberto Carlos grava \u00a0\u201cAmigos, amigos\u201d, que constitui-se no primeiro grande hit autoral de ambos. \u00a0De Milton e Isolda, Roberto ainda gravaria \u201cJogo de damas\u201d (1974), \u201cElas por elas\u201d (1975), \u201cPelo avesso\u2019 e \u201cUm jeito est\u00fapido de te amar\u201d (ambas em 1976). Eles ainda teriam m\u00fasicas gravadas por Wando (\u201cAmanh\u00e3 \u00e9 outro dia\u201d, \u201cNa boca do povo\u201d), \u00c2ngela Maria (\u201cNunca mais\u201d) e Agnaldo Rayol (\u201cEu levo uma cruz na corrente\u201d).\u00a0 E o pr\u00f3prio M\u00edlton Carlos tamb\u00e9m gravaria algumas de suas m\u00fasicas com Isolda, com aquela voz fina e infantil que muitos a princ\u00edpio pensaram ser de mulher!\u00a0 Sua estreia como int\u00e9rprete acontece em 1974, quando grava um compacto duplo pela RCA, com uma m\u00fasica de autoria de Martinha, \u201cEu queria\u201d, e outras tr\u00eas que comp\u00f4s com a irm\u00e3 Isolda, \u201cUm presente pra ela\u201d, \u201cAmici, amici (Amigos, amigos)\u201d e \u201cSamba quadrado\u201d, esta \u00faltima constituindo-se em sucesso absoluto de execu\u00e7\u00e3o e projetando M\u00edlton Carlos nacionalmente. \u201cSamba quadrado\u201d ainda foi, em 1975, faixa-t\u00edtulo e de encerramento do primeiro LP de M\u00edlton, que ainda teve outro hit at\u00e9 hoje lembrado, \u201cMem\u00f3rias do Caf\u00e9 Nice\u201d, de Art\u00falio Reis e Monalisa. \u00a0Infelizmente, M\u00edlton Carlos morreria prematura e tragicamente, pouco antes de completar 22 anos de idade, no dia 21 de outubro de 1976, em desastre de autom\u00f3vel, quando vinha de Jundia\u00ed para S\u00e3o Paulo, a bordo de seu Passat. O acidente aconteceu em um trecho da Via Anhanguera, quando o carro do cantor tentou ultrapassar uma carreta Scania-Vabis e colidiu com um caminh\u00e3o Chevrolet. Com o choque, o Passat de M\u00edlton desgovernou-se e foi colhido pela carreta. Ele e sua noiva, a tamb\u00e9m cantora Mariley Lima, que estava com ele, morreram na hora, mas o empres\u00e1rio Genildo Oliveira, que viajava no banco de tr\u00e1s, teve apenas ferimentos leves. \u00a0Apesar de abalada com o acidente que levou o irm\u00e3o e parceiro, Isolda continuou compondo suas can\u00e7\u00f5es, e foi justamente em um momento de grande saudade de M\u00edlton, como voc\u00eas j\u00e1 sabem,\u00a0 que ela escreveu seu maior hit autoral, \u201cOutra vez\u201d, gravado em 1977 por Roberto Carlos e lembrado at\u00e9 hoje. Pois o TM oferece hoje a seus amigos cultos, ocultos e associados o segundo e \u00faltimo LP que M\u00edlton Carlos lan\u00e7ou em vida (houve um terceiro, com grava\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas, lan\u00e7ado ap\u00f3s sua morte, em 1978, e j\u00e1 postado aqui no TM). Trata-se de \u201cLargo do Botic\u00e1rio\u201d, de 1976, produzido com todo o aparato t\u00e9cnico e art\u00edstico que ent\u00e3o caracterizava as produ\u00e7\u00f5es fonogr\u00e1ficas da RCA, hoje Sony Music. \u00a0Com a coordena\u00e7\u00e3o de Marcelo Duran, e produ\u00e7\u00e3o, teclados e arranjos do sempre eficiente S\u00e9rgio S\u00e1, M\u00edlton Carlos apresenta um excelente repert\u00f3rio, a come\u00e7ar pela faixa-t\u00edtulo e de abertura, que comp\u00f4s em parceria com Art\u00falio Reis, e que segue a linha saudosista de \u201cMem\u00f3rias do Caf\u00e9 Nice\u201d, hit do disco anterior. Da parceria com a irm\u00e3 Isolda, ele regrava \u201cElas por elas\u201d, j\u00e1 sucesso com Roberto Carlos, e apresenta as ent\u00e3o in\u00e9ditas \u201cMe mata\u201d, \u201c\u00daltimo samba-can\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cUma valsa, por favor\u201d, \u201cVexame\u201d e \u201cUm acalanto\u201d, que encerra o disco. H\u00e1 ainda composi\u00e7\u00f5es do produtor do disco, S\u00e9rgio S\u00e1, em parceria com o pr\u00f3prio M\u00edlton (\u201cHora do jantar\u201d) e Ant\u00f4nio Marcos (\u201cDa janela\u201d), e da dupla Edson Concei\u00e7\u00e3o e Alo\u00edsio (\u201cZ\u00e9 Biriba\u201d), com direito a regrava\u00e7\u00f5es dos cl\u00e1ssicos \u201cDorinha, meu amor\u201d (samba de Jos\u00e9 Francisco de Freitas) e \u201cAlgu\u00e9m me disse\u201d (bolero da prof\u00edcua parceria Evaldo Gouveia-Jair Amorim).\u00a0 Tudo isso num trabalho imperd\u00edvel e hist\u00f3rico, onde poderemos conferir, mais uma vez, todo o talento e a musicalidade de M\u00edlton Carlos, e lamentar que o tenhamos perdido de forma t\u00e3o tr\u00e1gica e prematura. Enfim, coisas do destino&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">largo do botic\u00e1rio<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">da janela<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">me mata<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">algu\u00e9m me disse<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">hora do jantar<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">elas por elas<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">dorinha meu amor<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00faltimo samba can\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">uma valsa por favor<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">vexame<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">z\u00e9 biriba<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">um acalanto<\/p>\n<p>*Texto de Samuel Machado Filho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Toque Musical novamente apresenta um dos nomes mais representativos da MPB na d\u00e9cada de 1970, e que o destino, infelizmente, levou muito cedo. 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