{"id":6130,"date":"2017-07-24T13:45:31","date_gmt":"2017-07-24T16:45:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=6130"},"modified":"2017-07-25T13:50:52","modified_gmt":"2017-07-25T16:50:52","slug":"atahualpa-yupanqui-1967","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=6130","title":{"rendered":"Atahualpa Yupanqui (1967)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"https:\/\/2.bp.blogspot.com\/-3uVYZZhxjMU\/WXZr6UlpeYI\/AAAAAAAAOOA\/GTgJUSzL0r0QFOp1I1PPfVWDgS59WR1NgCLcBGAs\/s640\/frente.jpg\" width=\"640\" height=\"640\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"https:\/\/2.bp.blogspot.com\/-LT6URDRtCjg\/WXZr48CWdiI\/AAAAAAAAON8\/SA30iNIN-egbqzP0VXaN4bnna-qsaVFJACLcBGAs\/s640\/contra.jpg\" width=\"640\" height=\"640\" \/><\/p>\n<p>Dando prosseguimento ao seu ciclo latino-americano, o TM oferece hoje a seus amigos cultos, ocultos e associados um \u00e1lbum daquele que \u00e9 considerado um dos mais importantes divulgadores de m\u00fasica folcl\u00f3rica da nossa vizinha Argentina. Estamos falando de Atahualpa Yupanqui.\u00a0 Compositor, cantor, violonista e escritor, ele veio ao mundo com o nome de H\u00e9ctor Roberto Chavero, na cidade de Pergamino, prov\u00edncia de Buenos Aires, no dia 31 de janeiro de 1908, filho de pai qu\u00e9chua e m\u00e3e basca. Ainda crian\u00e7a, mudou-se como a fam\u00edlia para Agust\u00edn Roca, em cuja ferrovia seu pai trabalhava. Aos seis anos, come\u00e7ou a ter aulas de violino e, pouco tempo depois, de viol\u00e3o, com o concertista Bautista Almir\u00f3n, viajando diariamente os 15 quil\u00f4metros que o separavam da casa do mestre. Em 1917, sua fam\u00edlia mudou-se para Tucum\u00e1n e, aos treze anos, ele teve suas primeiras obras liter\u00e1rias publicadas no jornal da escola. \u00c9 quando come\u00e7a a utilizar o nome Atahualpa, em homenagem ao \u00faltimo soberano inca. Alguns anos depois, em homenagem a Tupac Yupanqui, pen\u00faltimo governante inca, agregou \u201cYupanqui\u201d a seu pseud\u00f4nimo. Aos 19 anos, comp\u00f4s a can\u00e7\u00e3o \u201cCaminito del \u00edndio\u201d, que se tornou um hino da identidade ind\u00edgena na Argentina. Este seria, em 1936, o lado A de seu primeiro disco, em 78 rpm, pela Odeon, tendo no verso \u201cMangruyando\u201d. Fez in\u00fameras viagens, percorrendo prov\u00edncias argentinas, a Bol\u00edvia, os Vales Calchaquies e at\u00e9 mesmo o Sul do Brasil, muitas vezes montado em lombos de mulas, a fim de melhor conhecer antigas culturas sul-americanas. Em 1939, publicou seu primeiro livro de poemas, \u201cPiedra sola\u201d. Depois vieram mais onze, dois dos quais publicados postumamente. Em 1945, filiou-se ao Partido Comunista da Argentina, junto com um grupo de intelectuais, o que, inevitavelmente, provocou repres\u00e1lias: \u00a0foi proibido de se apresentar em r\u00e1dios, teatros, bibliotecas e escolas, al\u00e9m de ter sido preso v\u00e1rias vezes. Seu romance \u201cCerro bayo\u201d, de 1947, serviu de base para o roteiro do filme \u201cHorizontes de piedra\u201d, com m\u00fasica e atua\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Atahualpa Yupanqui, lan\u00e7ado em 1956 e premiado no Festival de Karlovy Vary, cidade da antiga Tchecoslov\u00e1quia e agora da Republica Checa (Yupanqui apareceria em mais seis filmes,\u00a0 entre 1959 e 1981). Em 1949, viajou pela Europa, apresentando-se na Hungria, Tchecoslov\u00e1quia, Rom\u00eania, Bulg\u00e1ria e Fran\u00e7a, Foi em Paris que conheceu Edith Piaf e Paul Eluard, apresentou-se no Teatro Aleneo e gravou o \u00e1lbum \u201cMinero soy\u201d (cuja faixa-t\u00edtulo est\u00e1 tamb\u00e9m no presente \u00e1lbum), premiado em concurso internacional de folclore da Academia Charles Gross\u00a0 como melhor disco estrangeiro. Voltando \u00e0 Argentina, em 1953, tornou p\u00fablico seu desligamento do Partido Comunista, na verdade acontecido dois anos antes. Entre suas m\u00fasicas mais conhecidas (deixou um total de 325 composi\u00e7\u00f5es), est\u00e3o: \u201cEl arriero\u201d, \u201cTrabajo, quiero trabajo\u201d, \u201cLos ejes de mi carreta\u201d, \u201cLos Hermanos\u201d (que Elis Regina tornou conhecida no Brasil, em registro memor\u00e1vel),\u201dMilonga del solitario\u201d, \u00a0\u201cZamba del grillo\u201d, \u201cLuna tucumana\u201d e \u201cNada mas\u201d. Trabalhos estes interpretados por gente do porte de Mercedes Sosa, Alfredo Zitarrosa, V\u00edctor Jara, D\u00e9rcio Marques, \u00c1ngel Parra e Marie Laforet, e que continuam a fazer parte do repert\u00f3rio de v\u00e1rios artistas na Argentina e em outras partes do mundo. Em 1963-64, Atahualpa Yupanqui apresentou-se no Jap\u00e3o, Col\u00f4mbia, Marrocos, Egito,\u00a0 Israel e It\u00e1lia. Em 1967-68 fez temporada art\u00edstica na Espanha e na Fran\u00e7a, voltando a residir em Paris. Em 1986, foi condecorado como Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras na Fran\u00e7a, e, um ano depois, homenageado pela Universidade de Tucum\u00e1n. Em janeiro de 1990, j\u00e1 com a sa\u00fade abalada por problemas card\u00edacos, apresentou-se pela \u00faltima vez em sua Argentina natal, participando do festival de Cosqu\u00edn, e \u00a0depois retornou a Paris a fim de cumprir contrato art\u00edstico. Foi casado duas vezes, a primeira com sua prima, Maria Al\u00edcia Martinez, entre 1931 e 1937, com quem teve os filhos Alma Alicia, Atahualpa Roberto e Lila Amancay,\u00a0 e a segunda com a pianista e compositora franco-canadense Paula \u201cNenette\u201d Pepin, entre 1942 e 1990 (ano em que ela faleceu), com quem\u00a0 teve seu \u00faltimo filho, Roberto Chavero. Atahualpa Yupanqui faleceu em 23 de maio de 1992, em N\u00eemes, na Fran\u00e7a, aos 85 anos, e, por desejo expresso em testamento, foi sepultado em Cerro Colorado, na prov\u00edncia argentina de C\u00f3rdoba. \u00a0Aqui, oferecemos a nossos amigos cultos, ocultos e associados um \u00e1lbum que a Odeon argentina lan\u00e7ou em 1967, dentro de uma s\u00e9rie chamada \u201cGaleria\u201d, e, como quase toda a discografia de\u00a0Yupanqui, nunca editado em territ\u00f3rio brasileiro. S\u00e3o catorze faixas imperd\u00edveis, algumas cantadas, outras instrumentais, nas quais desfilam ritmos tipicamente argentinos, como a zamba, a canci\u00f3n, a chacarera, a baguala e a canci\u00f3n norte\u00f1a. Enfim, \u00e9 uma preciosa amostra do legado de Atahualpa Yupanqui, de quem brevemente estaremos postando mais um \u00e1lbum. Aguardem!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">canci\u00f3n del ca\u00f1averal<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">quiero ser luz<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">minero soy<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">la alabanza<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">zambita del alto verde<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">el vendedor de yuyos<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">payo sola<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">indiecito dormido<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">la finaldita<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">mi caballo perdido<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">zamba de vargas<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">viejo tambor vidalero<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">el coyita<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">no quiero que te vayas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*Texto de Samuel Machado Filho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dando prosseguimento ao seu ciclo latino-americano, o TM oferece hoje a seus amigos cultos, ocultos e associados um \u00e1lbum daquele que \u00e9 considerado um dos mais importantes divulgadores de m\u00fasica folcl\u00f3rica da nossa vizinha Argentina. 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