{"id":6406,"date":"2018-05-23T21:23:48","date_gmt":"2018-05-24T00:23:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=6406"},"modified":"2018-06-10T21:26:20","modified_gmt":"2018-06-11T00:26:20","slug":"clara-nunes-compacto-1968","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=6406","title":{"rendered":"Clara Nunes &#8211; Compacto (1968)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"https:\/\/4.bp.blogspot.com\/-6qiTgWPYTGw\/Wx2-K1gSi7I\/AAAAAAAAO8c\/y9TDQp0IA3sCShQBV9YWLw2zFI0tt3cyACLcBGAs\/s640\/capap.JPG\" width=\"633\" height=\"640\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"https:\/\/2.bp.blogspot.com\/-N0j6skpRG50\/Wx2-Kh0y4jI\/AAAAAAAAO8Y\/o_94JzB_sVEN1JaF1iHdy44cgHM7CLCtgCLcBGAs\/s640\/contrap.JPG\" width=\"619\" height=\"640\" \/><\/p>\n<p>Nascida em 12 de agosto de 1942, em Cedro, distrito de Paraopeba (hoje Caetan\u00f3polis), na regi\u00e3o central do estado de Minas Gerais, Clara Francisca Gon\u00e7alves, ali\u00e1s Clara Nunes, prestou not\u00e1vel contribui\u00e7\u00e3o para nossa m\u00fasica popular, e \u00e9 considerada, com justi\u00e7a, uma das maiores e melhores int\u00e9rpretes do Brasil. Era filha de um violeiro, Man\u00e9 Serrador, que exercia importante papel em sua comunidade, sobretudo na Folia de Reis. Talento precoce, a futura Guerreira, aos 10 anos de idade, venceu seu primeiro concurso de canto, em sua cidade natal, e aos 14, come\u00e7ou a trabalhar como tecel\u00e3, of\u00edcio que continuou a exercer ao mudar-se para Belo Horizonte, em 1958. Cantando nas quermesses do bairro Renascen\u00e7a, onde morava, Clara chamou a aten\u00e7\u00e3o do violonista Jadir Ambr\u00f3sio, que lhe abriu espa\u00e7os principalmente em programas de r\u00e1dio. Em 1960, venceu a fase mineira do concurso A Voz de Ouro ABC, e obteve o terceiro lugar na vers\u00e3o nacional. Mais tarde, \u00e9 contratada pela R\u00e1dio Inconfid\u00eancia e, em 1961, recebe o Trof\u00e9u Ary Barroso de melhor cantora do r\u00e1dio mineiro. Atuou tamb\u00e9m em clubes e boates da capital mineira, chegando a trabalhar junto com nada mais nada menos que M\u00edlton Nascimento, ent\u00e3o contrabaixista. Nessa \u00e9poca, fez sua primeira apresenta\u00e7\u00e3o na televis\u00e3o, em um programa que a lend\u00e1ria Hebe Camargo apresentava em BH. E, em 1963, ganhou programa exclusivo, \u201cClara Nunes apresenta\u201d, na extinta TV Itacolomi, onde se apresentavam \u201cmedalh\u00f5es\u201d da MPB de ent\u00e3o, como Altemar Dutra e \u00c2ngela Maria. Em 1965, muda-se para o Rio de Janeiro, logo atuando no r\u00e1dio na televis\u00e3o, casas noturnas e escolas de samba. Nesse ano, \u00e9 contratada pela Odeon, sua \u00fanica gravadora em toda a carreira, e, umano depois, lan\u00e7a o primeiro LP, \u201cA voz ador\u00e1vel de Clara Nunes\u201d, com repert\u00f3rio essencialmente rom\u00e2ntico (boleros e sambas-can\u00e7\u00f5es), mas sem repercuss\u00e3o. Seu primeiro sucesso comercial viria em 1968, com \u201cVoc\u00ea passa, eu acho gra\u00e7a\u201d, de Ataulfo Alves e Carlos Imperial. A partir da\u00ed, aderiu de vez ao samba (interpretando tamb\u00e9m MPB e forr\u00f3), sendo inclusive uma das cantoras que mais gravou m\u00fasicas de compositores da Portela, sua escola de cora\u00e7\u00e3o. Foi tamb\u00e9m a primeira cantora brasileira a vender mais de cem mil c\u00f3pias, quebrando o tabu de que vozes femininas n\u00e3o vendiam discos. Conhecedora das m\u00fasicas, dan\u00e7as e tradi\u00e7\u00f5es afro-brasileiras, converteu-se \u00e0 umbanda e levou a cultura africana para suas can\u00e7\u00f5es e vestimentas. Seu curr\u00edculo tamb\u00e9m inclui apresenta\u00e7\u00f5es no exterior, onde representou dignamente a cultura do Brasil, ela que tamb\u00e9m foi pesquisadora de nosso folclore e nossos ritmos. Em 1973, participou do show \u201cPoeta, mo\u00e7a e viol\u00e3o\u201d, junto com a dupla Toquinho e Vin\u00edcius de Moraes, ent\u00e3o em evid\u00eancia, no Teatro Castro Alves de Salvador, Bahia . Tamb\u00e9m fez, ao lado do ator Paulo Gracindo, em 1974, no extinto Canec\u00e3o do Rio, o show \u201cBrasileiro, profiss\u00e3o:\u00a0 esperan\u00e7a\u201d, no qual cantava m\u00fasicas de Dolores Duran, entremeadas por cr\u00f4nicas de Ant\u00f4nio Maria, interpretadas por Gracindo, e que gerou um \u00e1lbum de mesmo nome. Entre seus maiores sucessos, destacam-se: \u201c\u00ca baiana\u201d, \u201cConto de areia\u201d, \u201cTristeza p\u00e9 no ch\u00e3o\u201d, \u201cMenino Deus\u201d, \u201cO mar serenou\u201d, \u201cDeusa dos orix\u00e1s\u201d, \u201cBanho de manjeric\u00e3o\u201d, \u201cMeu sapato j\u00e1 furou\u201d, \u201cMorena de Angola\u201d, \u201cPeixe com coco\u201d, \u201cBasta um dia\u201d, \u201cNa linha do mar\u201d, \u201cPortela na avenida\u201d, \u201cNa\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cTributo aos orix\u00e1s\u201d, \u201cGuerreira\u201d, \u201cFeira de mangaio\u201d, \u201cAs for\u00e7as da natureza\u201d, \u201cCora\u00e7\u00e3o leviano\u201d e \u201cIjex\u00e1\u201d. \u00a0Uma gloriosa carreira que se encerrou prematuramente no dia 2 de abril de 1983, quando Clara Nunes faleceu, aos 40 anos, na Cl\u00ednica S\u00e3o Vicente do Rio de Janeiro. Ela havia se submetido a uma cirurgia de varizes, aparentemente simples, mas acabou tendo uma rea\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica a um componente do anest\u00e9sico (o chamado \u201cchoque anafil\u00e1tico\u201d), e sofreu uma parada card\u00edaca, permanecendo 28 dias em coma. Em sua homenagem, a Rua Arruda C\u00e2mara, onde fica a quadra da Portela, passou a chamar-se Rua Clara Nunes. A discografia da eterna Guerreira, que vendeu, em toda a sua trajet\u00f3ria art\u00edstica, pelo menos4,4 milh\u00f5es de c\u00f3pias, segundo dados dispon\u00edveis, engloba 16 \u00e1lbuns de est\u00fadio e mais de 90 compactos, sem contar as colet\u00e2neas, tudo isso pela Odeon (depois EMI, hoje Universal Music). Dela, o TM foi buscar, para deleite de seus amigos cultos e ocultos, este rar\u00edssimo compacto duplo de 1968. Nele, vamos encontrar uma Clara Nunes ainda em in\u00edcio de carreira, interpretando vers\u00f5es de hits internacionais da \u00e9poca, todas assinadas por Geraldo Figueiredo. Destaque para \u201cO amor \u00e9 azul (L\u2019amour est bleu)\u201d, originalmente sucesso da cantora grega VickyLeandros, e merecedora at\u00e9 mesmo de uma famosa vers\u00e3o orquestrada do maestro franc\u00eas Paul Mauriat, lembrada at\u00e9 hoje<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/null\" name=\"_GoBack\"><\/a>. Completam este precioso disquinho, \u201cMam\u00e3e (Mama)\u201d, \u201cSozinha\u201d (adaptada da \u201cSu\u00edte n\u00famero 3\u201d, de Johann Sebastian Bach) e \u201cAdeus \u00e0 noite (Adieu a lanuit)\u201d. Nenhuma dessas faixas apareceu nos LPs da inesquec\u00edvel Clara Nunes, o que redobra o valor hist\u00f3rico desta postagem do TM, precioso documento do in\u00edcio de carreira de uma das mais expressivas cantoras que o Brasil j\u00e1 teve. \u00c9 s\u00f3 conferir.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">mam\u00e3e<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">sozinha<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">o amor \u00e9 azul<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">adeus a noite<\/div>\n<p>*Texto de Samuel Machado Filho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascida em 12 de agosto de 1942, em Cedro, distrito de Paraopeba (hoje Caetan\u00f3polis), na regi\u00e3o central do estado de Minas Gerais, Clara Francisca Gon\u00e7alves, ali\u00e1s Clara Nunes, prestou not\u00e1vel contribui\u00e7\u00e3o para nossa m\u00fasica popular, e \u00e9 considerada, com justi\u00e7a, &hellip; <a href=\"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=6406\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[896,93,86],"tags":[],"class_list":["post-6406","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-clara-nunes","category-compactos","category-selo-odeon"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6406","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6406"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6406\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6407,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6406\/revisions\/6407"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6406"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6406"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6406"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}