{"id":6692,"date":"2019-01-08T09:17:57","date_gmt":"2019-01-08T11:17:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=6692"},"modified":"2019-03-16T09:21:43","modified_gmt":"2019-03-16T12:21:43","slug":"eduardo-marques-1973","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=6692","title":{"rendered":"Eduardo Marques (1973)"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/3.bp.blogspot.com\/-Nc6XeVy0D6s\/XItut-BSbSI\/AAAAAAAAPkM\/83LiAavlAh8gkgfB3BSQ3rs0BKvPzJNzACLcBGAs\/s640\/Anota%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B2019-03-15%2B062320.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/4.bp.blogspot.com\/-qRoyzK1Eylg\/XItuuMrlbxI\/AAAAAAAAPkQ\/GSONH3T9QcgyNi0CueRGWxGSOB_RJR2eACLcBGAs\/s640\/Anota%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B2019-03-15%2B062412.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n<p class=\"inserted\">Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje eu trago um disco, que por certo, nunca vi postado em outros blogs (no tempo em que haviam blogs). Ali\u00e1s, nunca vi este disco al\u00e9m da capa, conhecia talvez uma ou outra m\u00fasica. Certamente, ao pesquisarmos no Google as informa\u00e7\u00f5es aparecem, mas posso dizer, sem d\u00favidas que este disco passou batido pela m\u00eddia recente. Permaneceu no obscurantismo dos nossos holofotes, esquecido entre outras p\u00e9rolas da m\u00fasica popular brasileira. Observo que este lp, lan\u00e7ado pela Odeon, no ano de 73 segue um padr\u00e3o de capa ao estilo de outros discos lan\u00e7ados pela gravadora naquela \u00e9poca, como os de Edu Lobo e do Francis Hime. S\u00e3o capas criadas pelo fot\u00f3grafo Cafi e pelo compositor Ronaldo Bastos, que naqueles tempos cuidavam das cria\u00e7\u00f5es visuais da Odeon.<br \/>N\u00e3o fosse a colabora\u00e7\u00e3o do meu amigo F\u00e1res, este disco hoje n\u00e3o estaria aqui e talvez continuasse na penumbra, no esquecimento musical. Confesso que me apaixonei de cara logo na primeira faixa e a coisa seguiu de cabo a rabo. Onde eu estava que at\u00e9 ent\u00e3o desconhecia essa preciosidade? Tardou, mas n\u00e3o faltou.<br \/>Mas afinal, quem \u00e9 Eduardo Marques? Compositor, instrumentista e cantor carioca. Nasceu em Vila Isabel, zona norte do Rio, no ber\u00e7o do samba, vindo de uma fam\u00edlia tamb\u00e9m musical. Seu av\u00f4 foi violonista e seu pai cantor, chegando inclusive a gravar um disco com Jacob do Bandolim. Dentro desse ambiente, Eduardo Marques desde a adolesc\u00eancia j\u00e1 frequentava as rodas de samba e no in\u00edcio dos anos 70 come\u00e7ou uma parceria com Herm\u00ednio Bello de Carvalho. Suas composi\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a ser gravadas por gente de peso como Elza Soares, Roberto Ribeiro, Clementina de Jesus, Simone e muitos outros. Apadrinhado por Cartola, Clementina, Carlos Cacha\u00e7a e outros bambas, gravou este que foi o seu primeiro disco. Na verdade, antes, no mesmo ano de 73, saiu um compacto promocional com duas m\u00fasicas, &#8220;N\u00e3o esquente a cabe\u00e7a&#8221; e &#8220;Jerusal\u00e9m&#8221;.<br \/>Vou deixar aqui o relato do pr\u00f3prio artista sobre o lan\u00e7amento deste bel\u00edssimo lp que encontrei em seu blog pessoal. Vale a pena a leitura:<br \/><i>Era o Tempo do \u201cmilagre brasileiro\u201d, ano de\u00a01973, na cidade do\u00a0Rio de Janeiro.\u00a0Eu mal completara vinte e um anos de idade. O local era o est\u00fadio da\u00a0gravadora Odeon, que ficava na sobreloja daquela galeria, ali pr\u00f3ximo \u00e0 Pra\u00e7a Paris, no finalzinho da Avenida Rio Branco, no Centro. Ent\u00e3o, acontecia a grava\u00e7\u00e3o de&#8230;<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/null\" name=\"more\"><\/a>meu primeiro disco, um long-play, vulgo \u201cbolach\u00e3o\u201d, de composi\u00e7\u00f5es e interpreta\u00e7\u00f5es minhas, produzido por meu parceiro Herm\u00ednio Bello de Carvalho, com arranjos musicais do Maestro Nelsinho do Trombone, e uma \u00fanica faixa, dentre as doze, intitulada \u201cCasa de Ferreiro\u201d, arranjada por Luizinho E\u00e7a, do \u201cTamba Trio\u201d. Essa faixa j\u00e1 estava gravada, quando recebemos a not\u00edcia de que fora vetada, com mais algumas outras, pelo servi\u00e7o de censura vigente. Por orienta\u00e7\u00e3o de Herm\u00ednio modifiquei letras e rimas, para que n\u00e3o se perdesse de todo o material de base j\u00e1 gravado, e at\u00e9 adotamos recursos, como simplesmente substituir um t\u00edtulo original de uma determinada composi\u00e7\u00e3o, por um outro bem babaca, que n\u00e3o tivesse qualquer sentido. Foi assim que um samba meu e de Jo\u00e3o de Aquino, originalmente intitulado &#8220;30 Moedas&#8221;, foi renomeado para &#8220;Fica, Amor&#8221; , gravado pelo Jo\u00e3o de Aquino e por Jorginho do Imp\u00e9rio. Ent\u00e3o assim era feito e funcionava. Submetidas novamente \u00e0 censura, as mesmas letras com t\u00edtulos alterados eram, por fim, liberadas. As imagens de capa e contracapa do long-play foram das lentes precisas de Cafi e do compositor Ronaldo Bastos, al\u00e9m do tra\u00e7o delicado do pintor Luiz Canabrava, em uma imagem minha para o encarte do disco. O Herm\u00ednio preparara um esquem\u00e3o para a divulga\u00e7\u00e3o do disco. Ele convidou para serem meus padrinhos art\u00edsticos: Cartola, Paulinho da Viola, Carlos Cacha\u00e7a, Clementina de Jesus, e o General da Banda de Ipanema Albino Pinheiro. Houve a distribui\u00e7\u00e3o de convites, feita tamb\u00e9m com discos promocionais em formato de compacto simples, tamb\u00e9m de vinil, com duas m\u00fasicas em parceria com Herm\u00ednio, extra\u00eddas do long-play, &#8220;N\u00e3o Esquente A Cabe\u00e7a&#8221; e &#8220;Jerusal\u00e9m&#8221;, sendo uma em cada lado da \u201cbolachinha\u201d. A capa do compacto simples era de caricaturas impressas e assinadas pelo cartunista Lan, comigo ao colo de minha madrinha Clementina de Jesus, com meus outros padrinhos, como em um \u201cbatizado\u201d, e na contracapa um texto de Herm\u00ednio. Os compactos foram endere\u00e7ados \u00e0 imprensa, \u00e0 artistas, cr\u00edticos, empres\u00e1rios, enfim. Os t\u00e9cnicos de grava\u00e7\u00e3o eram Toninho e Nivaldo, com a dire\u00e7\u00e3o geral do Maestro Gaya. Uma produ\u00e7\u00e3o vultosa, que me apavorou de tal forma, a ponto de eu me ausentar do \u201cmeio art\u00edstico\u201d, em longa reclus\u00e3o, tal me parecia a responsabilidade. O tima\u00e7o de M\u00fasicos participantes nas grava\u00e7\u00f5es foi de primeir\u00edssima grandeza: Regional do Canhoto, Maestro Orlando Silveira do acorde\u00e3o, Chiquito Braga na guitarra el\u00e9trica, Hugo Belardi nos teclados, Dino 7 Cordas, Dam\u00e1zio no viol\u00e3o de 6, Luiz\u00e3o Maia no contrabaixo de pau, Luna na bateria, Pedro Sorongo nos efeitos, Erastro, irm\u00e3o do percussionista Nana Vasconcellos, de berimbau e tambores, Luizinho E\u00e7a de piano, e nos vocais o Coral do Joab e d\u2019As Gatas.<\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">eu n\u00e3o digo nada<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">acostumado<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">n\u00e3o esquente a cabe\u00e7a<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">meu chorinho<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">roseira<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">o que eu chorei de amor<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">toc toc<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">o solit\u00e1rio<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">deixa comigo<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">cumplicidade<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">casa de ferreiro<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">jerusal\u00e9m<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><br \/><br \/>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bom dia, amigos cultos e ocultos! 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