{"id":684,"date":"2010-10-07T23:47:00","date_gmt":"2010-10-07T23:47:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=684"},"modified":"2010-10-07T23:47:00","modified_gmt":"2010-10-07T23:47:00","slug":"nos-obsoletos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=684","title":{"rendered":"N\u00f3s, obsoletos&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_DSKVEvHtskc\/TK5efeBJdqI\/AAAAAAAAHIo\/PISVnTjQ-6Q\/s1600\/disco+brasil.JPG\"><img decoding=\"async\" style=\"TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5525457687557011106\" border=\"0\" alt=\"\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_DSKVEvHtskc\/TK5efeBJdqI\/AAAAAAAAHIo\/PISVnTjQ-6Q\/s400\/disco+brasil.JPG\" \/><\/a><em>Nenhuma not\u00edcia me animou tanto, nos \u00faltimos tempos, quanto a da volta do disco de vinil.<br \/>O vinil tinha sido declarado morto, definitivamente acabado, com a chegada do CD. Continuava \u00e0 venda em nichos obscuros das lojas de disco, apenas para colecionadores de antiguidades e outros tipos esquisitos.<br \/>Mas aconteceu o seguinte: descobriram que as grava\u00e7\u00f5es em vinil eram superiores, em mat\u00e9ria de fidelidade sonora, \u00e0s grava\u00e7\u00f5es digitais. Algo a ver com a reprodu\u00e7\u00e3o dos harm\u00f4nicos, n\u00e3o me pe\u00e7a detalhes.<br \/>E mais: conclu\u00edram que a desvantagem mais evidente do vinil em compara\u00e7\u00e3o com o CD, o ru\u00eddo de superf\u00edcie, o chiado da agulha no sulco, na verdade \u00e9 uma vantagem, faz parte do seu charme.<br \/>As pessoas n\u00e3o sabiam bem o que estava faltando no CD e de repente se deram conta: faltava o chiado. Faltavam o poc da sujeira no disco e o crec-crec do arranh\u00e3o.<br \/>Dizem que j\u00e1 se chegou ao c\u00famulo de acrescentar um chiado em grava\u00e7\u00f5es em CD, para simular o ru\u00eddo de uma agulha lavrando um sulco inexistente. N\u00e3o sei.<br \/>O que interessa a n\u00f3s, obsoletos, no resgate do vinil \u00e9 a perspectiva que ele nos traz do desagravo. Eu j\u00e1 tinha me resignado \u00e0 obsolesc\u00eancia.<br \/>Como o disco de vinil, existia apenas como objeto de curiosidade e comisera\u00e7\u00e3o: sem telefone celular, sem nada nos bolsos que me informe instantaneamente as cota\u00e7\u00f5es na bolsa de T\u00f3quio, a temperatura em Moscou e a raiz quadrada de 117 enquanto toca uma m\u00fasica e me faz uma massagem, sem nenhum outro uso para meu laptop al\u00e9m de escrever estes textos, mandar e receber e-mails e, v\u00e1 l\u00e1, colar do Google, um homem, enfim, com saudade das pequenas cerim\u00f4nias humanas do passado, como a de levar um rolinho de filme para ser revelado na loja.<br \/>E agora surge esse exemplo de regenera\u00e7\u00e3o para a nossa esp\u00e9cie, a dos relegados pela t\u00e9cnica. Ainda voltaremos ao conv\u00edvio dos nossos contempor\u00e2neos sem precisar esconder que n\u00e3o temos tuiter.<br \/>Os discos de vinil sa\u00edram do seu nicho e hoje ocupam espa\u00e7os respeit\u00e1veis, em contraste com os CDs, que perdem espa\u00e7o. <br \/>Tamb\u00e9m podemos sair do pequeno espa\u00e7o da nossa resist\u00eancia e proclamar que os an\u00fancios do nosso fim foram prematuros e ainda temos alguma utilidade.<br \/>\u00c9 s\u00f3 nos explicarem algumas coisas. O que quer dizer a tecla &#8220;Num Lock&#8221; no computador, por exemplo?&#8221;<\/em><br \/>(Lu\u00eds Fernando Ver\u00edssimo)<\/p>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nenhuma not\u00edcia me animou tanto, nos \u00faltimos tempos, quanto a da volta do disco de vinil.O vinil tinha sido declarado morto, definitivamente acabado, com a chegada do CD. 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