{"id":86,"date":"2012-04-23T23:47:00","date_gmt":"2012-04-23T23:47:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=86"},"modified":"2014-04-20T08:27:16","modified_gmt":"2014-04-20T11:27:16","slug":"dalva-de-oliveira-dolores-duran-lana-bittencourt-linda-batista-neide-fraga-nora-ney-selecao-78-rpm-do-toque-musical-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=86","title":{"rendered":"Dalva De Oliveira, Dolores Duran, Lana Bittencourt, Linda Batista, Neide Fraga, Nora Ney &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical (2012)"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-wuQeFJXuY_M\/T5Xq2d3IDFI\/AAAAAAAABn0\/yhzIeG-uLXI\/s1600\/GRB18+Fp.JPG\"><img decoding=\"async\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5734747921975872594\" style=\"display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: hand; width: 400px; height: 400px;\" alt=\"\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-wuQeFJXuY_M\/T5Xq2d3IDFI\/AAAAAAAABn0\/yhzIeG-uLXI\/s400\/GRB18+Fp.JPG\" border=\"0\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-J9_hRUexyew\/T5XqqXczQ9I\/AAAAAAAABno\/foVdkvlsC-o\/s1600\/CONTRACAPAp.JPG\"><img decoding=\"async\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5734747714096415698\" style=\"display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: hand; width: 400px; height: 400px;\" alt=\"\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-J9_hRUexyew\/T5XqqXczQ9I\/AAAAAAAABno\/foVdkvlsC-o\/s400\/CONTRACAPAp.JPG\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia; font-size: 100%;\">Ap\u00f3s uma semana de aus\u00eancia (involunt\u00e1ria, pelos motivos conhecidos de todos), aqui est\u00e1 a d\u00e9cima-oitava edi\u00e7\u00e3o do meu, do seu, do nosso Grand Record Brazil. Desta vez apresentamos cantoras que deixaram sua marca na hist\u00f3ria de nossa m\u00fasica popular, em alguns de seus melhores momentos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia; font-size: 100%;\">Abrindo nossa sele\u00e7\u00e3o desta semana, temos a grande Nora Ney (Iracema de Souza Ferreira, Rio de Janeiro, 1922-idem, 2003), uma das precursoras da bossa nova, com seu canto quase falado e sua voz calma e grave. E em um de seus melhores discos, o Continental 16728, gravado em 23 de janeiro de 1953 e lan\u00e7ado em mar\u00e7o-abril do mesmo ano, com dois sambas-can\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicos. No lado A, a matriz C-3043 apresenta esta obra-prima de Luiz Bonf\u00e1, \u201cDe cigarro em cigarro\u201d, uma das mais apreciadas p\u00e1ginas do repert\u00f3rio de Nora, e que foi gravada at\u00e9 em Espanhol por Greg\u00f3rio Barrios. No verso, matriz C-3044, \u201cOnde anda voc\u00ea?\u201d, assinada por um mestre da dor-de-cotovelo, Ant\u00f4nio Maria, junto com Reinaldo Dias Leme. No acompanhamento, a orquestra do maestro Copinha. <\/span><\/p>\n<p><span style=\";font-family: georgia; font-size: 100%;\">A sempre lembrada Linda Batista (Florinda Grandino de Oliveira, S\u00e3o Paulo, 1919-Rio de Janeiro, 1988) d\u00e1 prosseguimento a esta sele\u00e7\u00e3o com dois discos. Primeiro, um do auge de sua carreira, o RCA Victor 80-0802, gravado em 19 de maio de 1951 e lan\u00e7ado em agosto seguinte, com dois sambas-can\u00e7\u00f5es do mestre Lupic\u00ednio Rodrigues e acompanhamento do conjunto do violinista Faf\u00e1 Lemos. O lado A, matriz S-092961, \u00e9 o famoso \u201cVingan\u00e7a\u201d, uma verdadeira coqueluche na interpreta\u00e7\u00e3o de Linda. J\u00e1 havia sido gravado anteriormente pelo Trio de Ouro, j\u00e1 sem Dalva de Oliveira, substitu\u00edda por Noemi Cavalcanti e mantendo Nilo Chagas e Herivelto Martins, seu fundador, por\u00e9m o sucesso foi mesmo de Linda. E acredite: teve gente que at\u00e9 se suicidou ao som de \u201cVingan\u00e7a\u201d! No verso, a matriz S-092962 nos traz \u201cDona Diverg\u00eancia\u201d, parceria de Lupi com Felisberto Martins, tamb\u00e9m sucesso, embora um pouquinho menor que o de \u201cVingan\u00e7a\u201d. Em seguida, seremos transportados para o in\u00edcio de carreira de Linda, mais exatamente sua estreia fonogr\u00e1fica, na Odeon, com o disco 11631, gravado em dupla com Fernando Alvarez no dia 20 de junho de 1938, com acompanhamento orquestral do palestino Simon Bountman, e lan\u00e7amento em agosto do mesmo ano, trazendo duas rumbas de Djalma Esteves, um especialista nesse g\u00eanero cubano. No lado A, matriz 5868, \u201cChurrasco\u201d, de Djalma com Augusto Garcez, e no verso, matriz 5869, \u201cChimarr\u00e3o\u201d, s\u00f3 de Djalma. Bah, tch\u00ea!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia; font-size: 100%;\">A carioca Irlan Figueiredo Passos, ali\u00e1s Lana Bittencourt (n. 1931), aqui comparece com o disco Columbia CB-10388, lan\u00e7ado ao apagar das luzes de 1957. Abrindo o disco, a matriz CBO-902 apresenta sua personal\u00edssima interpreta\u00e7\u00e3o de \u201cLittle darlin&#8217;\u201d, de Maurice Williams, em ritmo de rumba, que fez muito mais sucesso que o registro original americano, em ritmo de calipso, com o grupo The Diamonds, sendo depois inclu\u00edda no LP \u201cLana em musicalscope\u201d. No verso, matriz CBO-1206, uma regrava\u00e7\u00e3o em ritmo de fox da can\u00e7\u00e3o \u201cFeliz Natal\u201d, da dupla Kl\u00e9cius Caldas-Armando Cavalcanti, originalmente lan\u00e7ada por Dick Farney em 1949. Este registro de Lana tamb\u00e9m saiu no LP-colet\u00e2nea \u201cNosso Natal\u201d. Passado o dito cujo, o 78 de \u201cLittle darlin\u201d\u201d foi relan\u00e7ado com o n\u00famero CB-10395, e no verso foi relan\u00e7ado o bai\u00e3o \u201cZez\u00e9\u201d, de Humberto Teixeira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia; font-size: 100%;\">Embora mais conhecida como compositora, a carioca Dolores Duran (Adil\u00e9a Silva da Rocha, 1930-1959) foi tamb\u00e9m uma int\u00e9rprete vers\u00e1til, cantando em todos os idiomas (at\u00e9 mesmo em esperanto!). \u00c9 o que comprova o disco desta sele\u00e7\u00e3o, o Copacabana 5917,lan\u00e7ado em junho de 1958, com acompanhamento do conjunto de Severino Filho, fundador do grupo Os Cariocas. O lado A, matriz M-2236, apresenta o cl\u00e1ssico fox italiano \u201cNel blu dipinto di blu\u201d, mais conhecido como \u201cVolare\u201d, primeira palavra do estribilho, com o qual Domenico Modugno venceu o Festival de San Remo daquele ano. No verso, matriz M-2237, o cl\u00e1ssico samba-can\u00e7\u00e3o &#8216;Quem foi?\u201d, de Nestor de Holanda e Jorge Tavares, originalmente lan\u00e7ado em 1947 por Aracy de Almeida, ao lado dos Vocalistas Tropicais. As duas faixas sa\u00edram tamb\u00e9m em LP (era uma \u00e9poca de transi\u00e7\u00e3o de formatos), ou seja, nos dois volumes de \u201cDolores Duran canta para voc\u00ea dan\u00e7ar\u201d, sendo \u201cQuem foi?\u201d do primeiro e \u201cNel blu dipinto di blu\u201d do segundo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia; font-size: 100%;\">A sempre lembrada Dalva de Oliveira (Vicentina de Paula Oliveira, Rio Claro, SP, 1917-Rio de Janeiro, 1972) comparece aqui com uma marcha-rancho de Pereira Mattos e M\u00e1rio Rossi, composta em homenagem a Francisco Alves, morto em tr\u00e1gico acidente automobil\u00edstico na Via Dutra, em 27 de setembro de 1952. Seis dias depois, a 3 de outubro, Dalva, rec\u00e9m-chegada de uma longa excurs\u00e3o \u00e0 Europa, compareceu ao est\u00fadio da Odeon para gravar \u201cMeu rouxinol\u201d, matriz 9451, e o disco chegou \u00e0s lojas em dezembro com o n\u00famero 13350, sem grava\u00e7\u00e3o no lado B, em sinal de luto pela morte de Chico Viola, com direitos revertidos a institui\u00e7\u00f5es de caridade auxiliadas pelo cantor, se houvesse registro dele nesse disco. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia; font-size: 100%;\">Neide Fraga (S\u00e3o Paulo, 1924-Rio de Janeiro, 1987) nos apresenta sua grava\u00e7\u00e3o da \u201cCan\u00e7\u00e3o de anivers\u00e1rio\u201d, de Joubert de Carvalho, feita na Odeon em 16 de outubro de 1953 e lan\u00e7ada em dezembro seguinte com o n\u00famero 13562-B, matriz 9919. Originalmente a m\u00fasica saiu em 1950, pela Sinter, com a orquestra e o coral de L\u00edrio Panicalli. Quatro versos apenas, mas isso \u00e9 apenas um detalhe, pois afinal boa m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 Lus\u00edadas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia; font-size: 100%;\">Finalmente, temos a paulistana Vit\u00f3ria de Martino Bonaiutti, ali\u00e1s, Marlene, interpretando um bai\u00e3o junino de R\u00f4mulo Paes e Haroldo Lobo, \u201cCan\u00e7\u00e3o das noivas\u201d, lan\u00e7ado em maio-junho de 1952 pela Continental com o n\u00famero 16556-B, matriz C-2843. No acompanhamento, o conjunto do sempre eficiente Radam\u00e9s Gnatalli. Mais uma divers\u00e3o garantida para nossos amigos cultos e ocultos! <\/span><\/p>\n<div><span style=\"font-family: 'courier new'; font-size: 100%;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: 'courier new'; font-size: 78%;\">* TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s uma semana de aus\u00eancia (involunt\u00e1ria, pelos motivos conhecidos de todos), aqui est\u00e1 a d\u00e9cima-oitava edi\u00e7\u00e3o do meu, do seu, do nosso Grand Record Brazil. 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