{"id":93,"date":"2012-04-11T04:20:00","date_gmt":"2012-04-11T04:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=93"},"modified":"2014-04-20T08:28:34","modified_gmt":"2014-04-20T11:28:34","slug":"alfredo-moretti-blackout-carlos-galhardo-cauby-peixoto-francisco-alves-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-17-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=93","title":{"rendered":"Alfredo Moretti, Blackout, Carlos Galhardo, Cauby Peixoto, Francisco Alves &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical &#8211; Vol. 17 (2012)"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-sVzY0PpeSNA\/T4UHTNfDJdI\/AAAAAAAABgU\/NxppKaOS2kA\/s1600\/CAPAp.JPG\"><img decoding=\"async\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5729994127517623762\" style=\"cursor: pointer; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;\" alt=\"\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-sVzY0PpeSNA\/T4UHTNfDJdI\/AAAAAAAABgU\/NxppKaOS2kA\/s400\/CAPAp.JPG\" border=\"0\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-D-LpjeX_0sU\/T4UHGzAiGnI\/AAAAAAAABgI\/8tPwjdE5eZ0\/s1600\/CONTRACAPAp.JPG\"><img decoding=\"async\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5729993914251876978\" style=\"cursor: pointer; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;\" alt=\"\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-D-LpjeX_0sU\/T4UHGzAiGnI\/AAAAAAAABgI\/8tPwjdE5eZ0\/s400\/CONTRACAPAp.JPG\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<div><span style=\"line-height: 18px;\"><span style=\"font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;\">Esta j\u00e1 \u00e9 a d\u00e9cima-s\u00e9tima edi\u00e7\u00e3o do meu, do seu, do nosso Grand Record Brazil. Uma trajet\u00f3ria excelente, mas olha, certamente iremos muito al\u00e9m, se Deus quiser. Aqui temos, treze fonogramas raros, a maior parte de cantores bastante conhecidos e que deixaram sua marca na hist\u00f3ria da m\u00fasica popular brasileira. Exce\u00e7\u00e3o feita, claro, ao paulistano Alfredo Moretti (c.1925-?). Com timbre semelhante ao de Francisco Alves (tamb\u00e9m aqui lembrado), ele ficou esquecido com o passar do tempo, talvez pela escassa discografia que deixou: apenas nove discos 78 com dezoito m\u00fasicas, entre 1953 e 1957, nos selos Columbia (oito) e Todam\u00e9rica. (o \u00faltimo). Nesta edi\u00e7\u00e3o do GRB, eis seu sexto disco, o Columbia CB-10182, lan\u00e7ado em agosto de 1955. No lado A, matriz CBO-543, o samba-can\u00e7\u00e3o \u201cViol\u00e3o amigo\u201d, de \u00cdtalo Moretti, e no verso, matriz CBO-541, o bolero \u201cPorque te quero\u201d, de autoria do acordeonista M\u00e1rio Gennari Filho em parceria com Joamar (quem seria?), e certamente \u00e9 o pr\u00f3prio Gennari quem o acompanha com seu acorde\u00e3o e seu conjunto, ambos n\u00e3o-creditados no selo original.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"line-height: 18px;\"><span style=\"font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;\">J\u00e1 que falamos anteriormente de Francisco Alves, o eterno e ecl\u00e9tico Rei da Voz, cuja tr\u00e1gica morte em acidente rodovi\u00e1rio completa 60 anos em setembro pr\u00f3ximo, ele aqui comparece com cinco faixas bastante apreciadas. Uma delas \u00e9 seu eterno carro-chefe, a \u201ccan\u00e7\u00e3o brasileira\u201d \u201cA voz do viol\u00e3o\u201d, melodia sua e versos de Hor\u00e1cio Campos, feita para uma revista teatral chamada \u201cN\u00e3o isso \u00e9 que eu procuro\u201d, encenada no Teatro Carlos Gomes, no Rio. E foi a m\u00fasica que Chico mais gravou de todo o seu repert\u00f3rio: \u201capenas\u201d quatro vezes, a primeira em 1928 (selo Parlophoin), a segunda em 1929 (feita a pedido do letrista Hor\u00e1cio, que n\u00e3o gostou de ter seu nome omitido na primeira grava\u00e7\u00e3o), a terceira em 1939 e esta aqui, a quarta e \u00faltima, todas pela Odeon. O registro daqui \u00e9 de 5 de abril de 1951, matriz 8943, lan\u00e7ado em julho seguinte com o n\u00famero13143-A. No verso, matriz 8941, outra regrava\u00e7\u00e3o, a da can\u00e7\u00e3o \u201cLua nova\u201d, tamb\u00e9m com melodia dele pr\u00f3prio e versos de Luiz Igl\u00e9sias, lan\u00e7ada originalmente por Chico em 1928, e aqui com o subt\u00edtulo de \u201cLua nova\u201d, com versos do homem de teatro Luiz Igl\u00e9sias, que inclusive foi marido da atriz Eva Todor, estrela de sua companhia teatral. Em seguida, o disco Columbia 55248-B, de 7 de novembro de 1940, lan\u00e7ado em dezembro seguinte, matriz 338, apresentando a l\u00edrica marcha-rancho \u201cA flor e o vento\u201d, da parceria Jo\u00e3o \u201cBraguinha\u201d de Barro-Alberto Ribeiro, com acompanhamento orquestral de Radam\u00e9s Gnatalli. O lado A, j\u00e1 revivido aqui anteriormente, \u00e9 \u201cOnde o c\u00e9u azul \u00e9 mais azul\u201d, dos mesmos autores mais Alcyr Pires Vermelho. Em seguida temos uma vers\u00e3o, das muitas que Haroldo Barbosa fez para o Rei da Voz, grava\u00e7\u00e3o Odeon de 8 de setembro de 1944, lan\u00e7ada em agosto seguinte com o n\u00famero 12505-B, matriz 7647 (o outro lado de \u201cPara sempre adeus\u201d, tamb\u00e9m j\u00e1 revivida aqui), com acompanhamento orquestral de Fon-Fon. \u00c9 o fox \u201cLagoa adormecida (Sleepy lagoon)\u201d, de Eric Coates e J. Lawrence, do filme \u201cMinha secret\u00e1ria brasileira (Springtime in the rockies)\u201d, da 20th Century Fox, dirigido por Irving Cummings (tendo nada mais nada menos do que C\u00e1rmen Miranda no elenco!). Nele, a m\u00fasica \u00e9 executada pela orquestra do bandleader Harry James. Encerrando a participa\u00e7\u00e3o do Rei da Voz nesta edi\u00e7\u00e3o, temos a primeir\u00edssima e original\u00edssima grava\u00e7\u00e3o do samba-can\u00e7\u00e3o \u201cMarina\u201d, de autoria do mestre baiano Dorival Caymmi. Ela foi feita por Chico na sua Odeon de sempre em 11 de mar\u00e7o de 1947, com lan\u00e7amento em maio seguinte com o n\u00famero 12773-B, matriz 8191 (\u00e9 o outro lado do fox-can\u00e7\u00e3o \u201cMaria\u201d, que j\u00e1 oferecemos antes tamb\u00e9m). Um m\u00eas mais tarde, Dick Farney tamb\u00e9m gravou \u201cMarina\u201d, na Continental, acompanhando-se ao piano, com lan\u00e7amento em junho seguinte, e esse acabou sendo o registro de maior sucesso, fazendo muitos pensarem que foi Dick o lan\u00e7ador do samba-can\u00e7\u00e3o de Caymmi (ele regravaria a m\u00fasica outras quatro vezes). Ainda em 1947, N\u00e9lson Gon\u00e7alves e o pr\u00f3prio Caymmi fizeram seus registros de \u201cMarina\u201d, ambos pela RCA Victor.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"line-height: 18px;\"><span style=\"font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;\">Falemos agora de Ot\u00e1vio Henrique de Oliveira. Quem? \u00c9 nada mais nada menos que Blecaute, o eterno \u201cgeneral da banda\u201d (Esp\u00edrito Santo do Pinhal, SP, 1919-Rio de Janeiro, 1983), que recebeu esse apelido do Capit\u00e3o Furtado, radialista e compositor, sobrinho de Corn\u00e9lio Pires, por causa dos apag\u00f5es frequentes na \u00e9poca do p\u00f3s-guerra. S\u00e3o tr\u00eas grava\u00e7\u00f5es relacionadas a datas comemorativas. Pra come\u00e7ar, o bai\u00e3o junino \u201cSanto Ant\u00f4nio n\u00e3o gosta\u201d, da prof\u00edcua parceria Haroldo Lobo-M\u00edlton de Oliveira (tamb\u00e9m respons\u00e1vel por muitos hits carnavalescos), gravado na Continental em 10 de abril de 1952, com lan\u00e7amento em maio-junho desse ano sob n\u00famero 16556-A, matriz C-2834, com acompanhamento do conjunto do trombonista Astor Silva, o Astor do Trombone. Em seguida o Copacabana 5502, lan\u00e7ado em dezembro de 1955. No lado A, matriz M-1273, um cl\u00e1ssico natalino brasileiro: a \u201cvalsinha de roda\u201d \u201cNatal das crian\u00e7as\u201d, de autoria dele mesmo e ainda hoje muito lembrada. No verso, matriz M-1272, Blecaute homenageia as noivas com a marcha \u201cNoiva querida\u201d, de Silvino Neto, tamb\u00e9m humorista de r\u00e1dio e autor dos cl\u00e1ssicos \u201cCinco letras que choram\u201d e \u201cValsa dos namorados\u201d, ambos hits de Francisco Alves.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"line-height: 18px;\"><span style=\"font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;\">Carlos Galhardo, \u201co cantor que dispensa adjetivos\u201d, est\u00e1 de novo presente no GRB, com mais uma homenagem \u00e0s noivas: \u00e9 a valsa \u201cAnivers\u00e1rio de casamento (Anniversary waltz)\u201d, do romeno Ian Ivanovici em vers\u00e3o do especialista Lourival Faissal. Grava\u00e7\u00e3o RCA Victor de 4 de agosto de 1950, lan\u00e7ada em agosto seguinte com o n\u00famero 80-0697-B, matriz S-092727. Essa mesma grava\u00e7\u00e3o foi reeditada em dezembro de 1952 com o n\u00famero 80-1060-B, e \u00e9 mais uma prova que as datas comemorativas (anivers\u00e1rio, Natal, bodas de prata, etc.) foram gfravadas por Galhardo mais que qualquer outro int\u00e9rprete.<\/span><\/span><\/div>\n<p><span style=\"line-height: 18px;\"><span style=\"font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;\">Para encerrar, um int\u00e9rprete que tem resistido ao tempo, e j\u00e1 octogen\u00e1rio, ainda em franca atividade: \u00e9 o grande Cauby Peixoto, que aqui comparece com um disco \u201cinternacional\u201d, o Columbia CB-11000. Ele foi gravado em Hollywood, Calif\u00f3rnia, EUA, em 1955, quando da primeira temporada do \u201cprofessor da MPB\u201d naquele pa\u00eds, com acompanhamento orquestral de um dos mais expressivos maestros da \u00e9poca, Paul Weston. No lado A, matriz RHCO-33427, o samba-can\u00e7\u00e3o \u201cFinal de amor\u201d, composto pelo empres\u00e1rio do cantor, Di Veras, em parceria com Haroldo Barbosa. No verso, matriz RHCO-33426, o bolero \u201cA p\u00e9rola e o rubi (The ruby and the pearl)\u201d, da dupla Jay Livingstone-Ray Evans, vertida por outro especialista na mat\u00e9ria, Haroldo Barbosa. Ambas as grava\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m sa\u00edram no primeiro LP de Cauby, o dez polegadas \u201cBlue gardenia\u201d, junto com outras duas tamb\u00e9m gravadas por ele nessa temporada americana, \u201cSem por\u00e9m nem porqu\u00ea\u201d e \u201cNossa rua\u201d. Enfim, mais um presente do TM para todos os amigos ocultos e ocultos que apreciam o que \u00e9 bom. Divers\u00e3o garantida!<\/span><\/span><\/p>\n<div style=\"color: white; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: medium;\"><span style=\"font-family: arial;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"color: white; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;\"><span style=\"font-family: arial;\"><span style=\"font-size: 100%;\">*<\/span><\/span><span style=\"font-family: arial;\"><span style=\"font-size: 78%;\">TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO<\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta j\u00e1 \u00e9 a d\u00e9cima-s\u00e9tima edi\u00e7\u00e3o do meu, do seu, do nosso Grand Record Brazil. Uma trajet\u00f3ria excelente, mas olha, certamente iremos muito al\u00e9m, se Deus quiser. 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