Renato E Seus Blue Caps (1963)

Boa noite a todos! Estive ouvido hoje alguns discos da Jovem Guarda e entre eles este álbum do Renato e Seus Bule Caps. Taí um disco que eu nunca cheguei a ouvir todo, hoje foi a primeira vez. Me chamou a atenção porque nele aparece o Erasmo Carlos, tinha que ouvir.

O conjunto Renato e Seus Blue Caps surgiu no início dos anos 60, criado pelos irmão Renato, Paulo Cezar e Edson, que logo partiria para carreira solo, se transformando em “Ed Wilson”. Gravaram alguns 78 rpm, ainda naquela de ‘a la Gene Vincent’, fazendo um autêntico rock’n’roll, ou ‘twist’ , como se dizia na época. Se não me engano, acho que foi o Carlos Imperial quem ‘apadrinhou’ o conjunto. Neste lp de 1963 os “Blue Caps” aparecem com uma nova formação, entram Eramo Carlos como guitarista e cantor e também o saxofonista Roberto Simonal, irmão do Wilson Simonal. A capa é horrorosa, mas o disco é muito bom, estou gostando 🙂
Estou vendo aqui que este álbum foi relançado nos anos 80 e depois novamente, ganhando a sua versão cd nos anos 2000. Saiu numa série 2 em 1 com outra raridade, o primeiro álbum, “Twist”.
Estou vendo também que eu tenho este cd. Olha só… e nunca ouvi, nem lembrava que tinha.
Só eu mesmo, hehehe…
limbo rock
walking my baby back home
estrelinha
o lobo mau
comanche
boogie do bebê
ford de bigode
what’d i say
relax
stand up

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7 pensou em “Renato E Seus Blue Caps (1963)

  1. Respeito quem gosta, em nenhum momento quero revogar de quem aprecia o direito de ouvir, mas vamos combinar que o disco é ruim a começar pela capa. Esse sonzinho de Jovem Guarda quase sempre me soa boboca e despretensioso no pior sentido do termo, fora que é superdatado (o rock que se fazia no Brasil no início dos anos 70 já não tinha nada a ver com aquilo). O tempo dá razão aos detratores: por onde andam hoje os artistas daquele movimento? Teria secado a fonte de inspiração? Não é à toa que quem de fato era bom (Roberto e Erasmo) permaneceu.

  2. Clayton, talvez o Renato e Seus Blue Caps não tenha alcançado o mesmo sucesso do Roberto e Erasmo, mas inegavelmente eles fazem parte de uma história chamada Jovem Guarda.
    Por certo, a grande maioria da turma da JG ficou para trás, assim como o próprio movimento. O mesmo ocorreu com a Bossa Nova, a Tropicália, etc… Só irão lembrar mesmo quem mergulhou fundo nas águas desses mares 🙂
    A propósito, o Renato e Seus Blue Caps continua na ativa e é um dos mais antigo conjunto de 'rock/pop' do mundo!

  3. Clayton, boa tarde.
    Eu vivi essa época e como diz o “Rei” em sua música “Jovens tardes de domingo”: “palavras simples eram usadas prá falar de amor”. Realmente foi uma época maravilhosa. Não que agora não seja. É que deixou saudades.
    Abçs.
    Marcão

  4. Em Tropicália a maioria ficou pra trás? Caetano, Gil, Gal, Tom Zé, Rita Lee, toda essa turma não está aí até hoje? Da Bossa Nova, mesmo não sendo o maior fã tenho de reconhecer que Tom Jobim, em termos musicais, e Vinícius, quanto à coloquialidade das letras, imprimiram uma marca indelével na nossa música popular. E se João Gilberto e Carlos Lyra não produzem nada de relevante há pelo menos quarenta anos, Marcos Valle soube se renovar e até hoje anda por aí fazendo seu som. Colocando lado a lado a Bossa, a Tropicália e a JG, creio que esta última ficou na poeira do tempo, sobrevivendo apenas na lembrança de quem era jovem naquela época e nos programas de flashback das rádios populares.

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