Toque Musical – 15 Anos!

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Agora, aos 15 anos e longe de ser o sucesso de tempos passados, mas com sua marca garantida na memória de todos, seguimos na mesma tradição, porém, a partir de agora sem a obrigatoriedade de sermos diários. Também iremos mudar nossas apresentações, deixando de vez essa máxima dos ‘amigos cultos e ocultos’. Textos teremos, quando assim acharmos por bem. As postagens seguirão agora conforme nossa disponibilidade. A Equipe Toque Musical, no momento, só conta com um colaborador e nosso ritmo vai ser outro. Continuamos na fita e dentro do possível atendendo aos solicitantes e agora, mais ainda, contando com a contrapartida e doações para que possamos continuar levanto a todos os nossos toque musicais. O Grupo do Toque Musical (GTM) continua ativo e sempre aceitando novos associados. Para as solicitações de arquivos, o atendimento é exclusivo através do e-mail toquelinkmusical@gmail.com
Saudações musicais a todos!
Augusto TM
 
 
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ATENÇÃO!

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PARA SE ASSOCIAR AO NOSSO GRUPO, O GTM, E PODER ACESSAR OS ARQUIVOS DESSAS POSTAGENS O INTERESSADO DEVE FAZER A SUA SOLICITAÇÃO FORMAL, ATRAVÉS DAS ORIENTAÇÕES QUE SE ENCONTRAM NOS TEXTOS LATERAIS. OS LINKS PARA DOWNLOAD ESTÃO NO GTM E FICAM ATIVOS POR UM TEMPO LIMITADO. NÃO HÁ MAIS REPOSIÇÃO DE LINKS POR SOLICITAÇÃO. POR ISSO, É BOM ACOMPANHAR SEMPRE AS POSTAGENS, POIS O TEMPO PASSA E A FILA ANDA. MAIORES INFORMAÇÕES, ENTRE EM CONTATO: toquelinkmusical@gmail.com

Cynthia Priolli – Camargo Guarnieri (1990)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Neste ano de renovação e reconstrução do Brasil (em todos os sentidos) o Toque Musical irá retomar suas postagens dando ênfase a música erudita brasileira. Por certo, aqui nunca faltou espaço para ela. O TM é um espaço multifacetado, onde já postamos até as banalidades, seja por curiosidade ou pura diversão. Mas, agora, vamos nos dedicar ao erudito. Existe sim uma grande produção fonográfica para esse gênero e que infelizmente sempre viveu meio as sobras e nos dias atuais, podemos dizer que foram mesmo esquecidas. Música clássica, erudita… não é para qualquer um, só mesmo para iniciados. Os discos que apresentamos aqui é uma oportunidade boa para se conhecer um pouco da música brasileira de cunho erudito, seus intérpretes e compositores.
 
Sonatinhas nº1
molengamente
ponteado e bem gostoso
bem depressa
Valsa nº 10
choroso
6 Ponteios
nº 13 saudoso
nº 35 dengoso
nº 45 com alegria
nº 12 decidido
nº 22 triste
nº43 grandioso
Estudo nº 16
caprichoso
4 Momentos
nº 7 calmo e tristonho (homenagem a Henrique Oswald)
nº 8 gracioso
nº 9 sofrido
nº 10 íntimo
Sonatina nº 4
com alegria
melancólico
grandioso
 
 
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Trio Tambatajá – Assim É O Trio Tambataja (1962)

Olá, meus caros amigos cultos e ocultos! Aqui vamos nós para mais um ano de Toque Musical. E para os que nos acompanham, já sabem, a regularidade por aqui já não existe. Não temos mais postagens diárias e seguimos dentro do que me for possível, ou seja, as postagens agora acontecem conforme a minha disponibilidade. Tempo é dinheiro e aqui, sinceramente, tenho perdido os dois. Mas ainda me sobra o encanto. Ainda me encanto com os discos, com os artistas e suas músicas e acho que é por isso que ainda seguimos nessa missão. Além do mais, vejo surgir no horizonte a esperança de dias melhores. A cultura, as artes e a educação voltam a ser valorizadas neste Brasil. Graças a Deus, nos livramos do câncer, que é esse crápula chamado Bolsonaro. Ainda vamos viver por um bom tempo com essa marola fascista, mas isso logo acaba, porque como já vimos, a insensatez e a loucura não duram para sempre, uma hora a ficha cai. Precisamos varrer logo esses ratos, devolvê-los ao esgoto de onde nunca deveriam ter saído. O momento agora é outro, de esperança, não só para uma metade, mas para todos. Não estou aqui defendendo Lula, mas estou certo que este é sem dúvida o melhor caminho, a melhor saída desse inferno que foram os últimos quatro anos. Tenho muita fé nessa reconstrução do Brasil. E isso anima…
Por hora, vamos fazer assim, postagens sem dias certos, sem compromisso. Afinal, essa coisa de compromisso só de um lado não é muito justo, não é mesmo?
Começando o ano novo, tenho para abrir, este raro e muito interessante lp do Trio Tambatajá, seu primeiro lp, lançado em 1962, pelo selo Copacabana. Este lp tem uma curiosidade, foi talvez um dos discos mais procurados (e levados) por colecionadores japoneses, desde os anos 60. Segundo um amigo japonês, amante da música brasileira, é mais fácil encontrar este lp no Japão do que aqui no Brasil. E não é que ele tenha sido reeditado por lá, são mesmo os originais, lançados naquela época. Acredito que a razão do ‘sucesso’ do álbum está no fato do Trio Tambatajá ter sido um dos primeiros grupos musicais brasileiros a tocar no Japão. Segundo as informações, o Trio Tambatajá fez sucesso na ‘terra do sol nascente’ antes mesmo de Sérgio Mendes aparecer por lá levando a Bossa Nova. No final dos anos 50, o imigrante japonês Toshiro Ono, pai da cantora Lisa Ono, chegou ao Brasil e teve a ideia de criar uma boate, uma espécie de clube noturno no qual se apresentavam também músicos brasileiros, entre esses o Trio Tambatajá que acabou sendo levado também ao Japão por Ono. O trio se apresentou em várias cidades japonesas fazendo muito sucesso, oque por certo corroborou para que seus discos fossem também por lá vendidos. E realmente, por aqui é difícil ver este lp, cujo os poucos exemplares existentes estão nas mãos de colecionadores, ou esquecidos em sebos e lojas de discos esperando um mais ‘antenado’ ir buscá-los. Na falta do físico e mais importando o conteúdo, aqui temos ele para vocês ouvirem, completo como manda o nosso figurino. 
 
tamba-tajá
quero beijar-te as mãos
ave maria no morro
prenda minha
per omnia saecula seaculorum, amen
o beijo (el beso)
apartamento de malucos
rio
eu e o rio
baila baila
o poema da vida
 
 
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Buquê De Valsa (196…)

Aqui temos este lp, lançado provavelmente na primeira metade dos anos 60. Trata-se de uma obscura produção para também um selo obscuro, Editora e Gravadora Musical Inspiração. Como se pode ver pela capa, não há muita informação a respeito deste lp. Mas considerando o gênero valsa e também pelo repertório, vê-se que é um disco de produção limitada e independente, provavelmente um grupo regional mineiro. Os temas são quase todos bem conhecidos do público e aqui no Toque Musical cabe como um luva. Resgatando o que ninguém mais lembrava…
 
saudades de ouro preto
saudades de uberaba
rapaziada do brás
branca
olhos negros
beijos e lágrimas
bonequinha
desde el alma
saudades e nada mais
um doce olhar
porque sofrer
darci
 
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Edil Pachedo – Pedras Afiadas (1977)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Segue aqui hoje este lp que tem sido muito badalado ultimamente no mundo dos colecionadores e especuladores de vinil.  Por certo, é um daqueles discos que ainda não haviam figurando em blogs, como o nosso Toque Musical e também por ser relativamente raro, até então. Temos aqui o primeiro lp do cantor, compositor e instrumentista baiano Edimilson de Jesus Pacheco, mais conhecido como Edil Pacheco. Um excelente disco de samba lançado em 1977 pelo selo Polydor. Vale a pena dar uma conferida…
 
mais um dia
abra a gaiola
me achei de novo
pedras afiadas
coração vadio
lua menina – siriê
ouro em pó
há muito tempo
nau dos aflitos
de passo em passo
tributo a batatinha
pranto natural
alô madrugada – tristeza
 
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Cauby Peixoto – Cauby (1986)

Olá, amigos cultos e ocultos! Aqui temos hoje e mais uma vez, o grande Cauby Peixoto, em disco lançado em 1986, pelo selo Top Tape. Neste, temos a participação de Raimundo Fagner. Um bom disco para somar aos tantos outros do Cauby que já postamos por aqui.
 
spot light
polaroid
salvo conduto
vingança
ternura
fracasso
solidão nunca mais
eterno rouxinol
por causa de você
o ébrio
 
 
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Leila Silva – Perdão Para Dois (1960)

Inezilda Nonato da Silva (Manaus, 7 de junho de 1935), mais conhecida como Leila Silva, é uma cantora brasileira. Ficou famosa na década de 1960 e com a música “Não Sabemos” do LP Perdão para Dois, rendendo a ela a conquista dos prêmios mais importantes da época. Sucesso no rádio e na televisão, se apresentou em quase todos os programas. Sua voz chamou a atenção da crítica e do público e seu talento alcançou outros países, como Itália, França e Japão. Atualmente residindo em Santos, São Paulo, continua na ativa se apresentando por todo o Brasil.
 
perdão para dois
mar negro
não sabemos
inteirinha
sarjeta
ansiedade
saudade distante
tango triste
céu sem estrelas
para que chorar
diga você 
deixe-me
jura-me
que será de ti
 
 
 
*Texto extraído da biografia da artista

Raiz De Pedra – Trajetória (1985)

No início da década de 80, surgiu um dos mais importantes grupos de Porto Alegre, o Raiz de Pedra. Pedro Tagliani – violão e guitarra, Márcio Tubino – flauta e saxofones e César Audi – bateria criaram uma nova linguagem de Jazz progressivo que os tornaria conhecidos e respeitados por toda a Europa. Lançaram seu primeiro LP (Trajetória em 1985) totalmente independente e em seguida mais um LP independente em 1988 (Ao Vivo). Gravaram na Alemanha, em 1989, o álbum Pictures com a gravadora Mazurmuzik e mais tarde em 1996, o álbum Diário de Bordo que contou com a participação de Egberto Gismonti como pianista e co-arranjador. Desde então, o grupo Raiz de Pedra tem atuado em shows e trabalhos individuais pelo exterior.
 
prisma
quatro cores
trajetória
movimento
carnaval dos aflitos
céu espelhos e cristal
alameda das orquídeas
cavalgada
de passagem
 
*Texto extraído da biografia

Gracinha Leporace (1968)

Gracinha Leporace (Rio de Janeiro, 20 de janeiro de 1949) é uma cantora brasileira. Apareceu na cena musical brasileira em 1965 integrando o Grupo Manifesto, um grupo vocal e instrumental formado entre outros por Guttemberg Guarabyra, Fernando Leporace, seu irmão, Guto Graça Mello e Mariozinho Rocha. Com o Manifesto, em 1967 Gracinha foi eleita a melhor intérprete com “”Canção de esperar você”, de seu irmão Fernando,[1] e venceu a fase nacional do II Festival Internacional da Canção, com a música “Margarida”, de Guarabira, cantada pelo Manifesto, do qual também fazia parte. Na fase internacional, os brasileiros ficaram em terceiro lugar e neste mesmo ano lançaram seu primeiro álbum, Manifesto Musical. Em 1968, Gracinha lançou seu único disco solo, Gracinha Leporace, com composições de Edu Lobo, Vinicius de Moraes, Tom Jobim e Carlinhos Lyra. No ano seguinte, ela conheceu Sérgio Mendes, líder do Sergio Mendes & Brazil 66, que fazia então grande sucesso nos Estados Unidos e em todo mundo, e que criou o Grupo Bossa Rio, todo com integrantes brasileiros, para fazer uma grande turnê mundial. Com Sérgio, Gracinha apresentou-se no MIDEM (Marché International du Disque et de l’Edition Musicale), na França, no Japão e gravou mais dois discos. O relacionamento com Sérgio Mendes tornou-se afetivo e os dois casaram-se, indo Gracinha viver nos Estados Unidos a partir de 1970, onde ela substituiu Lani Hall, a vocalista norte-americana do Brazil 66, na banda do marido. Desde então, ela tem participado das gravações e shows das diversas formações do grupo de Sergio Mendes, inclusive gravando os vocais do último grande sucesso mundial do grupo, uma nova versão de Mas Que Nada, de Jorge Ben, junto com o grupo norte-americano Black Eyed Peas, para o último CD de Sérgio Mendes, Timeless.

(fonte Wikipedia)

última batucada

rancho de ano novo

madrugada

prece

mensagem

canção da desesperança

a saudade fez um samba

senhora senhorinha

sem saída

cantiga

em tempo

chega de saudade

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João Gilberto – Ao Vivo No Teatro De Santa Isabel Recife Em 2000 (2022)

Boa noite, meus amigos cultos e ocultos! Hoje, dia 30 de julho de 2022, o nosso Toque Musical completa 15 anos! Sinceramente, acho que só foi possível por conta dessa nossa insistência e o enorme prazer em fazer o que a gente faz. Acredito que poucos blogs com o TM ainda se mantém na ativa. A maioria acabou, outros remodelaram, se transformaram em outra coisa. Enfim, o Toque Musical é um dos poucos que ainda se mantém fiel a seu formato, mesmo sabendo que o conceito da coisa mudou e tudo que é postado aqui, se ainda não está no YouTube, logo vai estar. Mas ainda assim, seguimos na tradição, no formato diário-público-pessoal, confraria fonomusical. Enfim, 15 anos, um tempo longo para um site. Somos, sem dúvida, uma tradição, um clássico nessas praças da web. Parabéns para nós! Parabéns ao Toque Musical! Que venham mais 15 anos! (já pensou?)
Para marcar a data e o momento, estamos trazendo aqui nosso assunto mais ilustre, o impagável João Gilberto, figura da maior importância no TM, por conta das diversas postagens que já fizemos sobre ele e em especial nas edições exclusiva que criamos de registros em shows e mais ainda, da bombástica gravação, até então inédita ao público, das fitas gravadas pelo Chico Pereira. 
Inclusive, a respeito desse fato, dessa que foi a mais importante postagem que já fizemos, posso agora contar alguns detalhes e corrigir alguns enganos sobre essa história. Há alguns anos atrás fui procurado pelo Zuza Homem de Mello que então, na época, escrevia sobre o João Gilberto, preparando o que seria seu último livro, o “Amoroso”, que viria a ser lançado de maneira póstuma. Zuza faleceu quatro dias após finalizar o livro, o qual a produção final ficou a cargo de sua companheira, Ercília Lobo. E foi ainda durante a elaboração desse livro que um dia recebi um e-mail do Zuza pedido informações sobre a história da fitas, como os registros digitais chegaram até a mim. Contei a ele que os arquivos digitais me foram passados pelo então amigo franco-uruguaio Christophe Rousseau, que ele por sua vez conseguiu isso de um colecionador de raridades sueco. Quando este material chegou em minhas mãos, ainda não estava editado, era um arquivo único no qual continha sequencias dessas gravações feitas pelo fotógrafo Chico Pereira. Até então, a única pessoa que possuía esses registros era uma pesquisadora americana, que eventualmente colocava em seu blog alguns trechos, para manter o seu ibope. Daí, com o arquivo bruto, fui editando no Sound Forge e gerando novos para cada música ou trecho de falas. Editei, remixei limpando da melhor forma o áudio, o qual o Chris também já havia mexido. O trabalho maior foi identificar cada música, cada passagem e ao final veio também a produção das capinhas para chegarmos à grande publicação, a que virou notícia nos grandes jornais e revistas e também entraria, para minha surpresa, como citação em “Amoroso”. Infelizmente, houve um engano, dando ao fã de Bossa Nova, ‘artista do playback’, o título de “engenheiro de som” (hehehe…). Sem querer lhe tirar o mérito por ter conseguido a fita e também por ter passado a mim, o trabalho todo coube mesmo ao Augusto aqui. E segundo o Zuza, naquele 2011, o nosso “João Gilberto Na Casa De Chico Pereira” foi o que houve de melhor em lançamento musical. O nome do Augusto TM não entrou no livro. Ficou mais charmoso com a versão do francês, engenheiro de som. Mas a gente não liga não, a gente sempre foi eminencia parda nessa história toda. E de qualquer forma, vale a pena ler esse livro. É realmente uma biografia apaixonada, escrita por alguém que também viveu e conheceu de perto, na amizade o genial João Gilberto. E é nesse livro também que vocês irão encontrar detalhadamente a passagem de João pelo Recife, em um memorável show no Teatro de Santa Isabel, em 2000. É este show que agora aqui apresentamos a vocês, em uma nova edição, com direito também as capinhas, tudo organizadinho, como manda o nosso figurino. Espero que esteja no agrado de todo. Confiram, no GTM…
 
aos pés da cruz
recife cidade lendária
doralice
carnaval da vitória
ave maria
discussão
odete ouve o meu lamento
um abraço no bonfá
solidão
hino nacional
sinfonia do rio de janeiro
bahia com h
samba de uma nota só
farolito
chega de saudade
não vou pra casa
 
 
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No Mundo Do Baião Vol. 1 (1956)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Já quase completo o ciclo dos primeiros 15 anos do nosso Toque Musical, ainda cabe um espaço para mais um disco. E desta, temos hoje o lp de dez polegadas. “No Mundo do Baião, volume 1, lançado em 1956 pela Musidisc. Acho que esse era o último que faltava ser postado aqui. Uma seleção trazendo alguns artistas do ‘cast’ da Musidisc, num momento onde o baião, um gênero nordestino, fazia muito sucesso. As músicas que compõe este lp foram, por certo, extraídas de discos de 78 rpm, lançados também naquele mesmo período. Aqui temos…
 
meu limão meu limoeiro – urubu malandro – leal brito
prenda minha – ubirajara silva
ciranda no baião – leal brito
adeus guacyra – leal brito
pé de manacá – as três marias e leal brito
baião moreno – as três marias
pagão djalma ferreira
eh boi – adeus morena – as três marias e leal brito
nós três – trio surdina
 
 
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Sandoval Dias – A Música de Maysa (1959)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Como quando a gente já chega a uma certa idade e festejar é uma coisa apenas pontual, é mais ou menos nessa que estamos, diante ao dia de amanhã, quando então o Toque Musical completa 15 anos de atividades. Em outras épocas a gente fazia festa, mas confesso, ando tão desanimado e sem condições para fazer valer a data. Mas não a deixaremos passar batida… 🙂
Hoje temos aqui um belo disco que por certo irá agradar, Chama atenção já pela capa. E o que temos aqui é a música de Maysa, que naquele final dos anos 50 fazia muito sucesso. Muitos artistas gravaram, não apenas os cantores, mas também os músicos instrumentistas, afinal a melodia e a letra na música desta cantora e compositora caminham juntas e com a mesma triste beleza. E como fica interessante na interpretação do saxofonista Sandoval Dias e seu conjunto. Confiram mais essa joinha lançada pelo selo Sinter, em 1959. Como sempre, arquivos completo no GTM. Cola lá…
 
ouça
marcada
adeus
o que…
não vou querer
escuta noel
tarde triste
mundo novo
agonia
rindo de mim
resposta
quando vem a saudade
 
 
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The Gentlemen – Super Legal (1968)

Boa hora, meus camaradas, amigos cultos e ocultos! Que tal um genérico para o dia de hoje? Aqui temos um daqueles obscuros lps lançados também por obscuras editoras e gravadoras nos anos 60. The Gentlemen é o nome do conjunto e por certo, um nome fantasia para dar identidade a este lp, lançado em 1968 pelo selo DN (Disc News). O que eu acho curioso nessas edições distribuídas pela Codil, cujo os fonogramas eram usados por esses selos de segunda linha é o senso do que era jovem, do que era um som psicodélico, enfim, do que rolava de moderno fora daqui. Pelo jeito só tiveram sucesso na parte visual, nas capas, pois os conjuntos e artistas que apareciam aqui eram de um nível bem popular. Parece que a coisa era mesmo feita apenas para ganhar dinheiro. Os músicos e cantores desses discos, muitas vezes nem eram profissionais e seus nomes nem aparecem. Desses gravações se produzia um lp, inventava-se um nome chamativo e vamos lá. Aqui temos uma seleção de músicas que faziam sucesso naquela época, boa parte coisas da Jovem Guarda, mas em versões, nunca com os artistas originais. Mesmo assim é interessante de conhecer e ouvir. E aqui no Toque Musical é a melhor praça para se encontrar coisas variadas. Afinal é aqui que se ouve música com outros olhos, não é mesmo? Confiram mais essa… 
 
por isso corro demais
quando
alegria alegria
benzinho
você deixou alguém a esperar
e por isso eu estou aqui
i love her
está chegando a hora
ela é demais
estou feliz
la paloma
south of the border
 
 
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Jacob do Bandolim – Jacob Revive Sambas Para Você Cantar (1963)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Eis aqui um disquinho gostoso de se ouvir e mais ainda, convida a gente a cantar. Não é exatamente um disco de ‘karaokê’, ou um playback para acompanhar, embora o título seja bem sugestivo. O que temos aqui é uma seleção de sambas, no qual o grande Jacob do Bandolim nos presenteia, trazendo músicas que naquele início dos anos 60 já eram clássicos do samba. Aqui, esta seleção de sambas aparecem em forma de pot pourri. Achei por bem manter sem separar, fazendo isso apenas nas pausas longas e dessa maneira temos então apenas três faixas, ok? Disco realmente maravilhoso e raro entre o que se encontra desse grande instrumentista brasileiro. Confiram no GTM…
 
tenha pena de mim
chora cavaquinho
agora é cinza
pois é…
adeus
ai que saudades da amélia
até amanhã
sei que é covardia, mas…
não tenho lágrimas
foi ela
deixa essa mulher chorar
o orvalho vem caindo
palpite infeliz
leva meu samba
chega de saudade
praça onze
está chegando a hora
 
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Baião Nº 3 (1953)

Bom dia, caros amigos cultos e ocultos! Já na última semana do nosso mês de aniversário, achei de postar este “Baião Nº 3”, uma coletânea em disco de dez polegadas da série lançada pelo selo Musidisc, os primeiros discos nesse formato dessa gravadora. Já postamos aqui os dois primeiros números e por certo as músicas deste lp podem também aparecer em outros discos e postagens anteriores, pois são fonogramas extraídos de lançamentos em bolachas de 78 rpm. Como se pode ver, aqui temos Leal Brito e orquestra, Nilo Sérgio, As Três Marias, Manezinho Araújo e Catulo de Paula, interpretando essa série clássica de baião. Confiram no GTM…
 
casinha pequenina – cangaceiro – leal brito e orquestra
mulher rendeira – casinha na colina – nilo sergio e leal brito
não dei meu coração – epa o baião pegou – três marias e leal brito
peguei um ita no norte – trem ó lá lá – leal brito e orquestra
cuco – no ceará não tem disso – leal brito
a mulher barbada côco do bamba le le – manezinho araujo
meu limão meu limoeiro – urubu malandro – leal brito e orquestra
desengano – não perdes por esperar – catulo de paula
 
 
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Djalma Ferreira – Baile De Formatura (1962)

Bom dia, boa tarde, boa noite… Boa hora, amigos cultos e ocultos! No atraso e também na pressa, hoje vamos mais uma vez trazendo o lendário Djalma Ferreira e seu conjunto de baile, em um disco bem bacana, de sambas, feito na medida para os antigos e tradicionais bailes de formatura. Por certo este lp deve ter rodado muito em festas/bailes mecânicos, aqueles que não tem música ao vivo, ou na pausa da orquestra ou do conjunto. Hoje em dia é um pouco diferente os bailes, mas tá valendo. Até mesmo para conhecer o que rolava nesses eventos dos anos 60. Confiram no GTM…
 
lamento
volta
samba no drink
fala amor
nosso samba
murmúrio
sambadim
recado
cheiro de saudade
foi a saudade
cansei
casa da loló
 
 
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O Grupo Coisa E Tal (1971)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Eis aqui um disco que faltava em nossa coleção. Não sei bem porque razão até hoje eu não o postei. Talvez porque o arquivo estava incompleto. Já tive este disco nas mãos, mas acabei por não fazer o que sempre faço, digitalizar, fotografar capa e selos. Acho que não o postei mesmo por conta de estar faltando a parte interna, este lp, originalmente, era de capa dupla e é justamente no seu interior que vamos encontrar um texto informativo sobre O Grupo e Coisa e Tal… Eu até acreditava que este seria mais um disco de um outro conjunto chamado O Grupo, o qual também já postamos aqui. Mas agora, vejo que estava enganado, nada a ver. Este é outro e aqui no caso, formado por sete elementos: Quartin (orgão, piano e vocal), Renato (baixo e vocal), Roberto (bateria e vocal), Márcio (sax, flauta e clariquete), Carlinhos (guitarra e vocal, Jayme e Maurício (ritmo e vocais). Conforme o texto de apresentação de Sérgio Bitencourt, que também assina duas das faixas do disco, trata-se de um grupo de ocasião, ou seja, um grupo de músicos que se juntam despretensiosamente para gravarem um disco com músicas que eles mesmos escolheram. E em se tratando de artista de alto nível, inevitavelmente oque temos aqui é um repertório da melhor qualidade. como se pode ver na relação a baixo e na contracapa do lp. Confiram, os que ainda não o conhece…
 
socorro
vera verinha
yara bela
la vai ela
canção pra inglês ver
vogue
não te conheço não
senhores do mundo
matilda
bloco da solidão
o problema dela
e coisa e tal
 
 
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Nazaré Pereira – Ver O Peso (1988)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Hoje trago para vocês este disco da cantora Nazaré Pereira. Já tivemos aqui outros discos dela, se não me engano e hoje eu posto este por questões bem pessoais, pela lembrança, pelo marco de um momento em minha vida. Gosto muito do povo paraense e a ele e em especial, a alguns amigos que partiram recentemente, eu deixo esta lembrança.
Nazaré Pereira, como o texto de contracapa informa é uma artista que saiu do norte para fazer sucesso na França. Acredito que ela seja mais conhecida por lá do que por aqui. E como sempre, seu discos são ótimos. Quero até prometer aqui que logo teremos mais discos dela no Toque Musical. Por hora, vamos curtir este belíssimo trabalho onde nossa artista exalta de forma tão bacana a cultura paraense em um trabalho totalmente feito em Belém. Vale a pena conhecer…
 
dunas da princesa
lá vou eu
ataiô
clarão da lua
para belém
cheiro de flor
lua luar
sinhá pureza
bon jour pra você
na areia da praia
carimbó da saudade
ilhas do marajó
 
 
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Lúcio Alves – Interpreta Dolores Duran (1960)

Bom dia, caros amigos cultos e ocultos! Olha aí mais um disco para as nossas fileiras… Hoje temos um encontro com Lúcio Alves e Dolores Duran, na segunda versão de um lp originalmente lançado em 1960 e cujo o qual nós já apresentamos aqui no Toque Musical. Como se trata de um disco dos mais bacanas, não seria pecado repetir a dose, até porque este é uma nova versão, onde as músicas seguem outra ordem de faixas. Como sabemos, inclusive pelo texto de contracapa, este lp tem um sentido um tanto póstumo, pois foi gravado e lançado no ano seguinte ao da morte de Dolores Duran.
Leiam o texto da contracapa aqui, ou baixem o disco completo no GTM.
 
ideias erradas
a noite do meu bem
estrada do sol
castigo
noite de paz
vou chorar
por causa de você
fim de caso
pela rua
quem sou eu
solidão
canção da tristeza
 
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Os 3 Morais (1973)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Hoje o nosso encontro é com o trio vocal, Os Três Morais, grupo formado pelos irmãos Jane, Sidney e Roberto. Iniciaram nos anos 60 gravando jingles para comerciais de rádio e tv. Atuaram na música erudita e depois popular, participando de programas de televisão e se destacaram também nos festivais. Gravaram alguns lps, sendo este o terceiro, quando então Jane sai do grupo para formar dupla com o marido, Herondy Bueno (Jane & Herondy). O trio ainda gravou mais um disco com uma outra cantora. Neste lp temos um repertório bem bacana, inclusive com músicas autorais. Vale a pena conferir 😉
 
além
fim de verão
como el fez en el gaa
rosa poesia poema
marinherio
automóvel
cartas fotografias
sou eu
seleção baden poweçç
seleção noel rosa
 
 
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Silvio Caldas (1957)

Boa noite, caros amigos cultos e ocultos! Em outros tempos aqui no Toque Musical, no mês de aniversário do blog, a essa altura a gente já estava em festa, tendo diariamente a postagem de discos  especiais, que valesse a data. Com o passar do tempo, acho que esfriamos um pouco e neste ano, mais que especial, dos 15 anos está também complicado ficar por conta de uma produção comemorativa. Se eu conseguir já completar os dias de atraso, já vai estar de bom tamanho.
Temos aqui o grande Sílvio Caldas em um lp de 10 polegadas, lançado em 1957, pela Continental. Sílvio nos apresenta um repertório de samba, valsa, choro e canção. Músicas que também foram lançadas em bolachas de 78 rpm. Algumas das faixas já foram apresentadas, principalmente na série Coleção Grand Record Brazil de 78 rpm. Confiram no GTM…
 
cabelos de prata
minha casa
não pergunte
boa noite amor
pastora dos olhos castanhos
você voltou
nunca soubeste amar
violões no funeral
 
 
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