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Danado De Bom (1986) 

Esquentando o São João, vamos de forró que tá danado de bom! Aqui uma coletânea de músicas de forró em lp lançado nos anos 80 pelo selo Lup Som. São 14 músicas para dançar no arrastado numa seleção com grandes nomes do forró: Vavá dos 8 Baixos, Azeitona, Renato Leite, Rubens Diniz, Baianão da Sanfona e o Trio Diretas. Um disco para animar qualquer festa de forró. Confiram…
 
feira de mangaio – rubens diniz
chamengo das meninas – vavá dos 8 baixos
siry com molho – azeitona
forró alegre – baianão da sanfona
forró do maranhão – renato leite
forró pesado – trio diretas
forró alegria do nordeste – vavá dos 8 baixos
o fruto rico – vavá dos 8 baixos
chilique – trio diretas
festa do interior – rubens diniz
forró do zé do floe – baianão da sanfona
forró em são mateus – vavá dos 8 baixos
pesadinho – azeitona
trem romeiro – renato leite
 
 
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Catulo De Paula – Geremias Do Roque Santeiro (1976)

Como estamos em junho, inevitavelmente não podemos esquecer das festas de São João, festas juninas, música nordestina e forró. Daí, vamos trilhando nossas postagens para esses gêneros, até porque, temos aqui alguns bons discos de forró para apresentar.
Começamos com este, hoje, raro lp do cearense, cantor, compositor e ator brasileiro, conhecido como  Catulo de Paula. Iniciou sua carreira nos anos 50, no Rio de Janeiro. Ficou muito conhecido nas décaddas de 60 e 70 por suas composições de forte teor regional. Tornou-se um dos nomes mais requisitados para composição de trilhas de filmes sobre a temática do cangaço. Conforme as fontes, Catulo foi convidado pela TV Glogo para interpretar um cego cantador de feira na versão original da novela Roque Santeiro, que foi censurada na época. Ele havia escrito um “ABC” rimado que resumia a hitória da trama. Mas como a novela foi vetada, ele levou a ideia para este disco “Geremias do Roque Santeiro” que foi lançado no ano seguinte através do selo Tapecar. O disco aborda o universo do folclore nordestino, misturando forró, samba e a música popular. Um trabalho muito interessante e curioso. Raridade que dificilmente terá uma reedição. Então, cola no GTM…
 
roque santeiro
abc do roque santeiro
é a vida… é a vida
o glosador
zé da paraíba
forró do zé joão
nordestino incrementado
alegria dolorida
prefiro ficar com maria
toque final
vida ruim
tempo de esperar
balada da noite sem fim
 
 
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III Festival Universitário De MPB (1970)

Mais um compacto de festival… Desta vez um 7 polegadas do III Festival Universtário de MPB. Compacto simples, mas com duas grandes canções, uma composições de Ruy Maurity e outra de Ivan Lins, interpretadas pela cantora Lúcia Maria e pelo grupo vocal Umas & Outras. Confiram essa raridade no GTM…
 
dia cinco – lúcia maria
a vida avisa que chegou – umas & outras
 
 
 

Laurindo Almeida – Impressões Do Brasil 

Aqui temos um disco que nos foi solicitado a um tempo atrás e hoje, por acaso e já que estava no prato rodando, vamos a ele. Laurindo Almeida acompanhado ao piano por Ray Turner no álbum “Impressões do Brasil”. Este disco foi gravado nos Estados Unidos e lançado em 1957 pelo Capitol Records. Um clássico da música instrumental que também teve sua edição no Brasil. Segundo informações, este trabalho destaca-se como um dos primeiros lps da história gravados exclusivamente para a combinação de violão e piano, servindo como ponte cultural e crucial para a projeção da música brasileira nos Estados Unidos antes mesmo da Bossa Nova. O repertório mescla peças de concerto complexas com o dinamismo do choro brasileiro. O lado A é totalmente dedicado a Radamés Gnattali com sua peça “Concertino Nº2 para Violão e Piano”. O lado B traz três choros de Garoto, um choro de Villa-Lobos e duas outras composições do próprio Laurindo Almeida.. Taí, um disco para entendidos 🙂
 
primeiro movimento allegro – radamés gnattali
segundo movimento adagio – radamés gnattali
terceiro movimento presto – radamés gnattali
choro triste – garoto
choro gracioso – garoto
cnosso choro – garoto
serenata – laurindo almeida
crepúsclo em copacabana – laurindo almeida
gavotta-choro – heitor villa-lobos
 
 
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Mais um compacto de festivais. Desta vez temos o 3º Festival de Música Popular Brasileira de Juiz de Fora, lançado em 1970. O presente disquinho traz as quatro músicas finalista do festival, aqui neste 7 polegadas chamado “Êxitos”. Como podemos ver estampado na capa, temos Guarabyra, Evinha, Clara Nunes e Carlos Imperial apresentando as finalistas defendidas por eles. Eis aí, mais um registro raro quer merece ser lembrado. Confiram no GTM…
 
velhas histórias – guttemberg guarabyra
clara – eva
garôa de suburbio – clara nunes
portela – carlos imperial e a turma da pesada
 
 
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Henrique Benny (1965)

Aqui, mais um raro compacto dos anos 60, lançado pelo selo RCA Victor, em 1965 trazendo o cantor Henrique Benny. Um artista cujo o repertório está ligado ao samba balanço e bossa nova. Gravou alguns compactos pela Victor, inclusive sendo um deles um dos poucos disco de 7 polegadas em álbum com dois compactos. Este nós ainda não postamos, mas logo que possível a gente traz para vocês conhecerem. Por hora, vamos com este compacto simples que teve duas versões, uma com capa personalizada e outra genérica. O conteúdo musical é muito bom, samba e balanço numa atmosfera bossa nova bem comum daqueles tempos. Vale muito conferir…
 
preamar
joaninha
 
 
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Dinalva (1972)

Seguimos aqui, agora e mais uma vez trazendo uma cantora, Dinalva, artista que trafegou fortemente pelo samba, pelo balanço e pelas raízes da música nordestina no início dos anos 70. Embora sua discografia seja composta por compactos, ela gravou composições  de grandes nomes da música nacional. Ao que consta, em sua carreira, aleém de defender as composições regionais e de Clara Nunes, ela também ficou conhecida por interpretar sambas-enredo. O seu maior destaque catalogado na música foi a gravação de “Valongo”, samba-enredo oficial da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro para o Carnaval de 1976. Neste compacto pela Continental, de 1972, ela nos traz dois sambas…
 
feriado nacional 
seca do nordeste
 
 
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Dalva Righetti (1968)

Temos desta vez um daqueles disquinhos raros da Bemol, um compacto simples lançado por volta de 1968 e trazendo a cantora Dalva Righetti. Dalva foi uma das jovens artistas que se apresentava em Belo Horizonte no programa Brasa 4, da saudosa TV Itacolomi. No disco Brasa 4, também da Bemol, que já apresentamos aqui no Toque Musical, há também a participação dela. Assim como outros artistas que se apresentavam neste programa, que era uma versão belorizontina do programa da Jovem Guarda, Dalva Righetti fez muito sucesso e este compacto tocou muito nas rádios da cidade, principalmente o tema “Restinho de amor”, que se destaca em um arranjo super bacana, com solos de flauta de Aécio Flávio. “Fui namorar” não fica para trás, composição de Eustáquio Sena.. Disquinho bem interessante que merece ser ouvido. Confiram no GTM.
 
restinho de amor
fui namorar
 
 
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Conjunto de Xixa (1965)

Seguimos com outro disquinho raro trazendo o Conjunto de Xixa, compacto duplo lançado em 1963 pelo selo Audio Fidelity. Xixa foi um músico pouco conhecido do público porque se dedicou mais a trabalhar nos bastidores. Cavaquinista, esteve presente em diversos discos da época, trabalhando com diferentes artistas. Publicamos aqui no Toque Musical um disco dele há algum tempo atrás. Agora o temos de volta neste compacto lançado provavelmente em 1965.. Nele temos quatro quatro clássicos da nossa mpb interpretada de forma instrumental por esse grande instrumentista. Confiram…
 
praça onze
chora cavaquinho
boneca de pixe
fica mal com deus
 
 
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Celso Dantas – Com Paulinho Nunes Quartet (1968) 

Temos aqui mais um raro compacto editado e produzido pelo obscuro selo GCA William (Gravações Culturais Artística William). Já havíamos publicado aqui um outro disquinho desse selo lançado para o Natal de 1967. E coincidentemente, agora e mais uma vez temos este outro compacto com o mesmo conjunto, Paulinho Nunes Quartet, aqui acompanhando o cantor Celso Dantas, que conforme podemos ver é apresentado no texto de contracapa do disquinho. Compacto simples trazendo um bolero e um samba. Vale a pena ouvir…
 
meu deus isso é demais
rosa flor
 
 
 

3º Festival De Música Universidade Gama Filho (1972)

E eis que voltamos aos compactos… Trazendo hoje o raro disquinho de 7 polegadas do “3º Festival de Música – Universidade Gama Filho”. Um registro ao vivo, que traz uma amostra deste festival, acontecido no Rio de Janeiro, em 1972. O compacto privilegia as quatro canções finalistas, sendo a vencedora, a música e interpretação, “É isso aí”, defendida pela cantora Fabíola. Interessante notar que as quatro canções são interpretadas por cantoras. O disquinho foi lançado pelo selo Philips e em capa personalizada.
 
depois – sonia lemos
é isso aí – fabíola
talvez eu te espere mais um pouco – luna
da presença e do medo – tania
 
 
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Sidney – Isto É Dança Vol. IV (1963)

Mais um disco do pianista Sidney Souza, acompanhado de côro e a orquestra da CBS sob direção de Astor. Lp lançado no início dos anos 60 (1963) como parte de uma série, da qual já apresentamos alguns. Este é o volume quatro e traz um repertório misto com sucesso nacionais e internacionais da época e como o próprio título anuncia, feito para dançar. Confiram…
 
no other love
perda de amor
ebb tide
when i fall in love
dream
influência do jazz
minha oração
quiereme mucho
over the rainbow
i only have eyes for you
principe igor
rio de janeiro
 
 
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Francisco Alves – A Canção Do Expedicionario (1989)

Já tivemos a oportunidade de postar aqui uma boa parte das gravações de Francisco Alves. Mas eis que nos chega este lp, lançado em 1989 pelo selo EMI, mas produzido pela Moto Disco, uma gravadora, produtora e rede de loja de discos do Rio de Janeiro de Francisco Almeida Aguiar, o Chico da Moto Disco. Muito ativa entre as décadas de 80 e 90, que se destacou por focar no resgate histório da música brasileira, relançando fonogramas raros, clássicos de carnaval e sambas. Grande inspiração para o Toque Musical.
Aqui temos deles esta coletânea que busca homenagear o “Rei da Voz”, trazendo uma seleção de clássicos inesquecíveis, muitos apresentados aqui em diversos momentos e na qual tem como tema central a “Cançaõ do Expedicionário, composição de Spartaco Rossi e Guilherme de Almeida, gravada originalmente em 1944. Uma coletanea muito boa com fonogramas restaurados que vale a pena ouvir.
 
canção do expedicionário
alô alô america
alza manolita
como as ondas do mar
confeti
verão do havai
canção da criança
odete
vou-me embora amor
tristezas não pagam dívidas
a mulher tem razão
haja carnaval ou não
deus salve a america
 
 
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Calos Allan – Canção Do Amor Ausente (1968)

Talvez por conta da ausencia, da demora em atualizar nossas postagens, muitos ‘amigos cultos’ ficam achado que o Toque Musical está esgotado, sem ter o que postar. Na verdade, o que falta é o que sempre faltou, tempo para o Augusto aqui se dedicar com mais afinco ao que deveria ser diário. Atrasamos, sim, mas não paramos. E talvez, por conta disso, muitos tem nos enviado discos raros para postarmos. 
Aqui temos um, Carlos Allan, interpretando músicas do compositor paraibano Genival Macedo. Para a grande maioria, inclusive para o Toque Musical, Carlos Allan, intérprete e Genival Macedo, compositor, são dois nomes até então desconhecidos. Mas, nunca é tarde para descobrirmos esses artistas e seus discos. Para nossa sorte, na contracapa, temos um texto apresentando os dois nomes, o que nos ajuda nessa obscuridade fonográfica. Então, ao baixarem o disco completo pelo GTM, todos poderão se inteirar mais de “Canção do amor ausente”. O lp, ao que parece, foi lançado em 1968 pelo selo Promodisc Hi Fi,  especializado em gravações promocionais. Confiram aí essa raridade…
 
cidade jardim
sol da minha vida
canção do amor ausente
final de amor
folha amarga
clara 
rio cidade maior
encantos da bahia
casa sem luz
nosso encontro
fuga 
meu sublime torrão
 
 
 

Robertinho De Recife – Robertinho No Passo (1978)

Com a colaboração dos amigos cultos, temos hoje, aqui e em boa hora Robertinho de Recife em seu segundo disco, lançado em 1978 pela CBS. Um trabalho dos mais interessantes focado no frevo, porém numa roupagem diferenciada, elétrica e um tanto experimental. A ideia de postar este disco hoje vem muito por conta de termos postado, dois dias atrás, um disco de Hermeto Pascoal. Pois esse “Robertinho no Passo” é um álbum que conta com a parceria do ‘bruxo’. Hermeto Pascoal está presente na direção, arranjos, execusão e autoria de boa parte do repertório. Daí, podem ter certeza, não se trata de um disco comum. É verdadeiramente uma obra de primeiríssima de música instrumental onde dois grandes artistas se encontram. Vale realmente ouvir esse lp. Não deixem de conferir!
 
robertinho no passo
nenhum talvez
vassourinha – fogão
caboclinho
frevo dos palhaços
arrecife
come e dorme
mundo novo
abel
 
 
 
 
 

Elza Soares – Voltei (1988)

Fechando nosso mês de maio, estamos agora trazendo Elza Soares, em disco lançado pelo selo RGE, em 1988. “Voltei” é um lp que marca o retorno da cantora depois de um longo período de dificuldades e tragédias. Enfrentou o fim de seu casamento com o jogador Garrincha e a perda de seu filho em 1986. Momentos difícieis que fez a cantora se afastar de tudo. Mas ela acabaria voltando neste lp, cujo o título deixa claro tudo isso. O trabalho ela dedicou a esse filho, o Garrinhinha e mais uma vez ela demonstrou sua força e seu talento, mostrando sua voz potente em um disco de samba. A produção de Milton Manhães trouxe arranjos refinados focados no samba tradicional. Um belo trabalho que vale a pena ouvir…
 
voltei – bom dia portela – malandro
doce acalanto
amor sublime
plenitude
erê
lá vem você
sem ilusão
ânsia louca
coisa da gente 
nesse trem
 
 
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Hermeto Pascoal – Festa Dos Deuses (1992)

Temos hoje a figura do grande Hermeto Pascoal em um disco lançado em 1992, “Festa dos Deuses”, álbum que celebra a volta do artista a uma grande gravadora após ter passado anos lançando trabalhos de forma independente. O disco vai na contramão de uma época onde a música popular brasileira era dominada pela mediocridade do chamado sertanejo univesitário e o pop ‘mela-cueca’. Ele vem com um time de músicos de primeira linha apresentando um verdadeiro banquete sonoro, repleto de experimentalismos. Um trabalho imperdível para quem gosta de boa música.
 
o galo do airan
rainha da pedra azul
viajando pelo brasil
o farol que nos guia
pensamento positivo
peneirando agua
canção no paiol em curitiba
aula de natação
três coisas
irmãos latinos
depois do baile
quando asaves se encontram nasce o som
 
 
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Avelino Santos – Minha Onda É Choro (1967)

Hoje vamos de choro. Mas não chora não 🙂 Aqui está um clássico álbum de chorinho instrumental lançado em 1967 pela Codil através do obscuro selo Atonal, trazendo o clarinetista Avelino Santos e seu conjunto. Um disco que celebra o tradiconal choro brasileiro e conta com uma seleção musical onde se misturam composições autorais e outros famosos como inesquecível “Carinhoso” de Pixinguinha que abre o disco.
Para os que não conhecem, Avelino Santos foi um dos grandes instrumentistas e compositor que se destacou gravando alguns expressivos discos de choro nos anos 60. Infelizmente, há pouca informação sobre ele, mas é através de iniciativas como essa, de reviver seus discos, que seu nome vem a tona e quem sabe, pode atiçar outros que o conheceram. Vale a pena ouvir este lp.
 
carinhos
um chorinho em aldeia
balanço do samba
um chorinho alucinante
recordando
sofre porque quers
um chorinho em montevideo
sonoroso
lamento de trombone
saudade do rio
samburiqui
sonhando
 
 
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Quincas E Os Copacabana – Das 11 As 4 (1959)

E aqui temos Quincas e Os Copacabana. Já tivemos a oportunidade de apresentar esse grupo através de um outro lp. Agora temos outro, “Das 11 às 4”, uma referencia aos salões de danças e boates no final dos anos 50. O disco é um retrato da efervecência das noites cariocas, onde conjuntos e orquestras tocavam ao vivo. Tempos onde grandes músicos se apresentavam em casas noturnas agitando as madrugadas, como é o caso aqui do saxofonista e band leader Quincas e seu grupo, Os Copacabana.
Neste lp, lançado pelo selo Odeon, em 1959, eles nos apresentam um repertório primoroso de composições nacionais e sucessos internacionais bem ao gosto da época, entre sambas, boleros, jazz e choro. Disco bem legal 😉
 
o apito no samba
rico vacilon
tenderly
vai astor
torero
pigalle
jambrando
el reloj
harlem nocturne
natureza bela
andalucia
la vie en rose

Nelson Barbosa – Gaita Gaiata (1968)

Entre os muitos gaitistas talentosos que já postamos aqui, ainda faltava o nome de Nelson Barbosa, também conhecido como “Nelson da Gaita”, um músico que atuou a partir do final dos anos 50, seguindo pela década seguinte prinicpalmetne como músico de estúdio. Teve papel curcial no ensino da gaita no Brasil, sendo autor de métodos de partituras muito populares nos anos 60 e 70.
Aqui temos dele este raro lp, gravado em 1968, acompanhado por seu conjunto. Um disco lançado pela Companhia Indutrial de Discos através do selo Inspiração. Traz um repertório instrumental com polca, xote, maxixe, chorinho, rancheira, dobrado, revelando sua versatilidade regional. Disco bem interessante e didático para os amantes da gaita de boca. Confiram no GTM…
 
liechtensteiner
melindrosa
pica-pau peralta
figurinha difícil
até o sol raiar
felisbela
gaita gaiatasarita
pracinha
gaúcho gago
viaduto do chá
maria fumaça
 
 
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Frank Valdor – Live In Rio (1972)

Fazendo jus a nossa máxima de “ouvir música com outros olhos”, hoje vamos de ‘kraut-samba” neste curioso lp maestro e compositor alemão Frank Valdor, figura pitoresca que ficou conhecido como o “rei do som dinâmico de festa”. Segundo informações, ele foi um músico que gravou dezenas de discos na Europa, criando arranjos vibrantes, voltados para festas com música initerrupta, explorando os mais diferentes gêneros como o pop, big band, música tradicional alemã e também ritmos latinos. E foi numa dessas que ele gravou aqui no Brasil este lp “Live in Rio” no início dos anos 70. Um disco realmente interessante por conta da presença da participação de um time de músicos brasileiros nos quais se destacam figuras como Dom Salvador, Waltel Branco e Paulo Moura. No álbum também temos um grupo de ritmistas de peso e isso pode ser comprovado nos créditos da contracapa. E também, como se pode perceber, o repertório é essencialmente de música brasileira e claro, com intervenções autorais do alemão. Um disco verdadeiramente festivo, que fez muito sucesso na Europa. Foi gravado aqui no Brasil, mas lançado lá fora. Em outros tempos esse lp podia ser encontrado facilmente em alguns sebos aqui no Brasil, mas por conta desses ‘ingredientes’ já se tornou raridade. 
 
brazil
samba- maracatu
ave maria no morro
samba de uma nota só
desafinado
cachaça queima
a banda
garota de ipanema
mas que nada
olê mulher rendeira
manhã de carnaval
tristeza
 
 

 

 

J.B. de Carvalho e Seus Sucessos – Batuque (1961)

Aqui temos “Batuque”, álbum de J. B. de Carvalho, conhecido como o rei da macumba. Este disco foi lançado pelo selo Philips em 1961. Diferente de seus trabalhos anteriores, focados em pontos doutrinários de terreiro, neste disco ele mescla samba de raiz, afro-sambas , jongos e elementos precussivos de rituais. Para muitos este lp representa um marco histórico e cultural na consolidação dos ritmos afro-brasileiros e das músicas de terreiro no mercado comercial fonográfico. Hoje em dia é um disco muito procurado por colecionadores e também por dj’s que adoram fazer um mixer com essas sonoridades. Confira já esse toque musical no GTM…
 
cadê vira mundo
poeira
vou navegar
maria fricote
pisa no chão
falso amor
yaô
suará
remexe remexe
juro
macumbembê
a cuica tá roncando
 
 
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Pascoal Melillo E Seu Conjunto – Boite A Beira Mar (1959)

Para não perdermos tino, o tom e o toque, vamos trazendo aqui um lp bem ao estilo do nosso blog. Enviado já há algum tempo pelos amigos colaboradores, temos mais uma vez presente em nosso Toque Musical, o maestro, arranjador e compositor Paschoal Melillo, conhecido por ter sido um dos primeiros artistas paulsitas a tocar e gravar baião. Fez muito sucesso ao longo das décadas de 30 até os anos 60. Já tivemos a oportunidade de apresentá-lo aqui. E desta vez ele volta com seu conjunto em, “Boite A Beira-mar”, lp lançado em 1959 pelo selo Copacabana. Um disco onde temos uma seleção de músicas para a atmosfera de boate e salão. É um registro raro da era de ouro dos bailes de são e das casas noturnas daqueles tempos. Na contracapa há mais informações, mas vocês só vão conseguir ler baixando o arquivo completo no GTM.
 
samba na lua
innamorata
saudades de itararé
um dia voltarás
sílvia
indiozinho
paschoalypso
belezinha
amargor
ninguém é igual a você
bonitinho
 
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Cara A Cara – Trilha da Novela (1979) 

E hoje trazemos uma trilha de novela, “Cara a Cara”, exibida  pela tv Bandeirantes em 1979.  Não se trata de um trilha totalmente original, mas sim uma seleção de sucessos da MPB. Tem como destaque o tema de abertura homônimo, interpretado pelo cantor Antonio Marcos, criada em parceiria com Sérgio Sá, exclusivamente para essa novela. Mas o bom deste disco é que ele é recheado de outros grandes sucessos, coisa que só seria possível mesmo reunir em um disco assim. Vejam só…
 
cara a cara – antonio marcos
eu, a viola e deus – rolando boldrin
acenda o farol – tim maia
menina dos sonhos – cão fila
orelhão da avenida – carlinhos vergueiro
uma festa pra mim – débora duarte
na hora do almoço – belchior
folhetim – gal costa
revelação – fagner
tempo de voar – maria martha e antonio marcos
cigarra – simone
 
 
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Baden Powell – De Baden Para Vinícius (1981) 

Seguindo em nosso toque musical, vamos agora com o grande Baden Powell neste disco lançado em 1981, pelo selo Atlantic. Um registro gravado ao vivo e como o próprio título sugere, é uma homenagem ao amigo e parceiro Vinícius de Moraes. As gravações foram extraídas do show “Nosso Baden”, em que o violonista fez no Teatro Clara Nunes, no Rio de Janeiro, em 1980. A produção é assianda pelo jornalista Sérgio Cabral. O repertório do álbum é estruturado em pot-pourris e faixas individuais, com momentos onde o artista alterna no instrumental e na sua própria voz. Um registro marcante que merecia ter saído em album duplo, trazendo o show completo. Mas já valeu o que temos. Confiram…
 
velho amigo
feitnha pro poeta
se todos fossem iguais a você
tempo feliz
o poeta e alua
apelo
além do amor – deixa
formosa
samba da benção
 
 
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Dulce Quental – Voz Azul (1987)

Temos hoje, “Voz Azul”, segundo álbum solo da cantora e compositora Dulce Quental, lanaçado em 1987 pelo selo EMI. Um disco que consolidou a transição da artista para uma sonoridade mais sofisticada, que mesclava o pop com bossa, new wave e jazz. É um disco bem bacana, contando com a presença de amigos como Herbert Vianna, Celso Fonseca, Tavinho Fialho, Mayrton Bahia, Nico REsente e Jaques Morelenbaum. O lp traz 10 faixas, entre as quais se destaca “Caleidoscópio” que foi um grande sucesso, tanto em sua voz quanto depois com os Paralamas do Sucesso. Taí, oportunidade boa de ouvir o disco por inteiro. Confiram no GTM..
 
caleidoscópio
colírio
correspondence
escuro amor
essa gravação se auto-destruirá em 5 segundos
luz e sombra
não atirem no pianista
stoned
viver
voz azul
 
 
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Raices De América – Dulce América (1985) 

Seguimos em nossas postagens com o grupo Raices de América em seu álbum de 1985, lançado pelo selo Estúdio Eldorado. Neste lp, o Raices de América funde de forma brilhante elemenos da música folclórica latino-americana com mpb, folk e até rock. Para os que não conhecem esse grupo, históricamente se destacam por esse tipo de proposta musical, exaltando a identidade cultural da América Latina. Sua formação era mista, composta de músicos brasileiros, chilenos e argentinos. Ao que consta, o Raices de America continua ativo, com mais de 45 anos de carreira. Belíssimo trabalho, que vale a pena conhecer…
 
negra de colores
la fiesta de san benito
cio da terra
silueta cubana
ojos azules
nu 2000
dulce america
todo nace del solo
nada será com antes
rosa de hiroshima
 
 
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Revolução de 30 – Uma Visão Através Da Música Popular (1980)

Hoje estamos trazendo um lp que muitos já haviam pedido. Trata-se do álbum “Revolução de 30 – Uma visão através da música popular”. Uma coletânea histórica, lançada originalmente em 1980 pela EMI, mas em selo independente e que aqui documenta o clima político da época através de sambas, marchas e hinos. O disco procura apresentar a efervencência, o ufanismo e as tensões ideológicas que marcaram  a ascensão de Getúlio Vargas ao poder. Temos aqui reunidas gravações originais restauradas da década de 30, período em que o rádio começava a ditar o comportamento e a política nacional. Muitos desses registros já foram apresentados aqui no Toque Musical através de sua série exclusiva “Grand Record Brazil – Seleção de 78 RPM”. Mas, por certo, neste lp será até melhor contextualizados. Trata-se de um disco raro e que não foi comercializado. Uma nova oportunidade para os amigos, que nos próximos três meses poderão baixar o arquivo completo em nosso GTM. 
 
é sim senhor – francisco alves e orqustra pan american
seu doutor – francisco alves e orqustra pan american
seu julinho vem – francisco alves e orquestra pan american
é sopa – francisco alves e orquestra pan american
hino a joão pessoa – francisco alves e orquestra pan american
24 de outubro – gastão formenti e orqustra brunswick
hino a juarez – ubirajara com orquestra victor brasileira
palavras do general miguel costa aos brasileiros
miguel costa – orquestra victor brasileira
o barbado… foi-se – almirante e orqustra guanabara
bico de lacre não vem mais – alvinho com orquestra  copacabana
gê-gê (seu getúlio) – almirante e bando de tangarás e orquestra guanabara
 
 
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Moreno – Moreno E O Bambalacha (1980)

Hoje trazemos Moreno Paes, cantor e compositor cuja a carreira se destacou no cenário da MPB do final dos anos 70. Artista da mesma safra de outros como Renato Terra, Marcelo e Biafra. Ao que consta, gravou apenas um compacto e dois lps. Sumiu da cena musical e quase não se encontra nada sobre ele. Curiosamente, seus discos se tornaram objeto de especulação por conta do estilo que mistura samba-rock, reagge e groove. Uma pegada que agrada os DJ’s e acaba sendo muito procurados em plataformas como o Discogs e Mercado Livre. A coisa é bem naquela linha da oferta-procura.
O disco que apresentamos foi o primeiro lp, lançado pela Polydor, em 1980 e traz como destaque as faixas “Negritude do meu violão” e “Primeiro de Dezembro”, além da faixa título, “Bambalacha”
Confiram no GTM…
 
tá na hora
chá pro coração
primeiro de dezembro
na negritude do meu violão
banbalacha
bamboo
coração torturado
pra levar a mnha nega
balanço lance
tem uma ilha
 
 
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Almondegas – Aqui (1975)

E aqui, mais uma vez no nosso Toque Musical, o grupo Almondegas. Um dos mais importantes conjuntos vindos do sul. Iniciaram sua trajetória em 1972, na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul. A banda é reconhecida como uma das pioneiras na criação de um identidade própria para a música pop gaúcha e promoveram uma fusão inovadora entre o regional, o pop com pitadas de rock. Desse conjunto, mais tarde sairia a famosa dupla Kleiton e Kledir. “Aqui” foi o segundo disco que eles gravaram e por certo um de seus melhores trabalhos e no qual se destaca “Cançao da meia noite”, música que fez muito sucesso, principalmente por ter feito parte da trilha da novela global Saramandaia. Sem dúvida, um disco da melhor qualidade e que vale a pena ouvir com carinho. 
 
canção da meia noite
mi triste santiago
seria festa
amor caipira é touxa das minas gerais
coisa miúda
barca de caronte
haragana
elevador
em meio aos campos
vida e morte
ganudêncio sete luas
velha gaita