ATENÇÃO!

Destacado

PARA SE ASSOCIAR AO NOSSO GRUPO, O GTM, E PODER ACESSAR OS ARQUIVOS DESSAS POSTAGENS O INTERESSADO DEVE FAZER A SUA SOLICITAÇÃO FORMAL, ATRAVÉS DAS ORIENTAÇÕES QUE SE ENCONTRAM NOS TEXTOS LATERAIS. OS LINKS PARA DOWNLOAD ESTÃO NO GTM E FICAM ATIVOS POR UM TEMPO LIMITADO. NÃO HÁ MAIS REPOSIÇÃO DE LINKS POR SOLICITAÇÃO. POR ISSO, É BOM ACOMPANHAR SEMPRE AS POSTAGENS, POIS O TEMPO PASSA E A FILA ANDA. MAIORES INFORMAÇÕES, ENTRE EM CONTATO: toquelinkmusical@gmail.com

Galo Preto – Galo Preto (1978)

Fala galera, amigos cultos e ocultos! A postagem de hoje tem duplo sentido, ou seria um triplo? A verdade é que hoje o meu Galão da Massa vai se tornar campeão antecipado, no Campeonato Nacional, o grande campeão do Brasileirão. Enfim, um título dos mais esperado. Hoje vai ter festa na cidade, com certeza! E no jogo final, a grande comemoração. Até lá eu penso em algo para homenagear. Por hora, vou postando aqui este disco maravilhoso de choro do então estreante grupo Galo Preto. O triplo sentido a que me referi passa por aqui, pelo Galo Preto (e Branco) e pelo choro, sendo o choro uma homenagem ao Flamengo e ao Cruzeiro (podem chorar a vontade). E é claro que o triplo sentido também tem a ver o nosso toque musical. Há tempos venho querendo postar este disco e hoje ele cai como uma luva, alegrando e festejando com o que há de mais autêntico em nossa música que é o choro.
Aqui temos o disco de estreia do, hoje tradicional, grupo de chorinho Galo Preto, formado na época por jovens músicos que começavam a se destacar no cenário musical daqueles anos 70, quando o choro passava por uma fase de redescoberta. Havia um renascimento desse gênero musical e o Galo Preto viria a se tornar um dos seus grandes expoentes, apadrinhado por Claudionor Cruz. Neste primeiro trabalho o grupo viria acompanhado por ilustres convidados, bambas do choro e trariam para o seu repertório uma seleção praticamente inédita de músicas, tanto autorais quanto de autores consagrados, porém por muitos desconhecidas.
Está aí um disco perfeito para se ouvir na sexta-feira, comemorando antecipadamente o título de bicampeão brasileiro. Mas tá valendo também para os demais torcedores e muito mais ainda para os amantes da boa música brasileira. 
 
recado
desprezado
dia do preto velho
medrosa
sarambeque
cheio de afeto
implicante
de coração a coração
estou voltando
vou lhe dar uma resposta
língua de sogra
murmurando
 
.  

Elas Cantam Assim (1957)

Bom dia, bom começo de mês a todos os amigos cultos e ocultos! Em um  outro momento do Toque Musical, sei que postei um lp de 10 polegadas intitulado “Eles Cantam Assim”, apresentando alguns cantores do ‘cast’ da gravadora RCA Victor. Revendo meus arquivos digitais, vejo que tenho também este, “Elas Cantam Assim”, arquivo que baixei de algum outro blog. Não por falta do que postar, mas já que temos este também, porque não publicá-lo aqui em nosso sítio? Então, aqui vai ele… E como podemos ver pela capa, nesta seleção promocional vamos encontrar as irmãs Baptista, Linda e Dircinha e também as cantoras Marion Duarte e Ester de Abreu. Cada uma apresenta duas músicas neste disquinho com oito faixas lançado em 1957. Lembrando que essas mesmas gravações aparecem em discos de 78 rpm, também lançados por aquela época. Confiram no GTM…
 
meus olhos – linda baptista
não diga não – marion
canção pra broto espreguiçar – dircinha baptista
que será será – ester de abreu
roga por nós – marion
sempre que lisboa canta – ester de abreu
boa noite – linda baptista
 se eu morresse amanhã de manhã – dircinha baptista
 
 
.

Noites Mineiras (1963)

Olá, caros amigos cultos e ocultos! E chegamos a mais um fim de mês… Novembro se foi e para fechar estou trazendo um disco que há tempos orbita meu universo fonográfico e não sei porque razão eu ainda não o postei. Foi preciso colocá-lo para tocar para perceber o que nós estávamos perdendo. Eis um disco que realmente vale a pena resgatar, pois certamente vocês não o acharão em outro lugar, talvez agora no Youtube, logo que o link for liberado no GTM, alguns dos amigos ocultos irão logo prestar o serviço.
Pois bem, temos aqui o lp “Noites Mineiras”, disco produzido nas ‘Geraes’ e lançado pelo obscuro selo mineiro Galáxia, em 1963. (Por acaso, temos aqui no Toque Musical outro dois discos deste selo que focava a sua produção em obras bem específicas de cunho cultural. São bem raros os discos dessa editora) Ao álbum em questão foi dado a direção artística e arranjos ao violonista Raul Alberto Marinuzzi, músico (filho do compositor mineiro George Marinuzzi), foi maestro da Orquestra Sinfônica de Belo Horizonte, presidente da Cemig, administrador de empresas e hoje, ao que sei, trabalha como palestrante, conferencista nas áreas de recursos humanos. A ele coube a direção deste requintado álbum de capa dupla, “Noites Mineiras” recrutando os músicos certos para um projeto que buscava valorizar o cancioneiro popular das Minas Gerais. É, sem dúvida, um dos discos mais bonitos do gênero produzido aqui em Minas. São quinze temas populares, sendo alguns de autoria de Raul Marinuzzi. Um trabalho que se destaca pela qualidade e simplicidade. Altamente recomendável…
 
quisera
tim tim
alice
alecrim
flor do céu
quebra quebra gabiroba
perpétua
lembrando ouro preto
calango -dê
adeus boneca
peixe vivo
noite de lua cheia
chora morena
elvira escuta
tua sombra
 
 
.

Nerino Silva – Deixe Comigo (1968)

Fala aí, amigos cultos e ocultos, tudo bem? Se é para fazer postagem e esquecer tudo, deixe comigo! Hehehe… É por aí… Está aqui um disco que por uma teimosia ou capricho da minha memória sempre acaba esquecido, posto de lado, aguardando uma hora. O problema é que sempre faltava uma coisa. Agora, não tem erro, vai que vai… Temos mais uma vez em nosso Toque Musical a presença do sambista Nerino Silva. Carioca, de Vila Isabel, fez sucesso na década de 60, embora tenha gravado pouco discos. “Deixe comigo” é talvez o seu mais conhecido trabalho, no qual temos várias faixas interessantes, destacamos seu maior sucesso, “Súplica cearense”, de Gordurinha e Manoel Peixoto, aqui em sua primeira e original gravação. Um disco bacana, que vale aquela conferida no GTM.
 
voltei
deixe comigo
bom dia meu amor
adeus maria fulô
o seu lugar
quando o samba terminou
amor de carnaval
do meu pensamento saiu lágrima
enquanto eu choro
dona divergência
súplica cearense
 
 
.

Dupla Ouro E Prata – Lágrimas De Barracão (1961)

Boa hora para todos, amigos cultos e ocultos! Ontem, revendo alguns arquivos do nosso ‘banco fonomusical’, estive ouvindo o disquinho que hoje apresento a vocês. Este, por sinal, veio de outra fonte. Disco baixado em algum outro blog, com certeza. Sei que tenho este disco, mas visto que temos um arquivo aqui já completo e no capricho, melhor aproveitá-lo, não é mesmo?
Então, temos aqui um dez polegadas, lançado em 1961 pelo selo Polydor. Trata-se da Dupla Ouro e Prata, um grupo vocal surgido nos anos 40. Conforme o texto de contracapa, a dupla foi organizada por Miguel Angelo Roggieri, que ao longo da existência do grupo formou a dupla com Rubião de Oliveira e depois com Oswaldo Cruz. Fizeram muito sucesso no rádio, televisão e cinema até 1963, quando então a dupla acabou por conta da morte de Miguel Angelo. No arquivo deste disco há mais informações sobre a Dupla Ouro e Prata. O repertório é bem interessante, com sambas e batuques autorais.
 
adeus marapé
capote de pobre é cachaça
cacarecos
linda mocinha
lágrimas de barracão
seu relógio
o drama do chofer
boi bumbá
 
 
.

A Voz Da RCA Victor – Suplemento Nº 21 Agosto (1959)

Bom dia, boa hora… a todos os amigos cultos e ocultos! Um aviso que sempre tenho que deixar aqui, pois não basta ele destacado em vermelho no Grupo Toque Musical, parece que boa parte dos amigos associados não leem as regras. Como é informado por lá: É PROIBIDO FAZER ALTERAÇÕES NAS CONFIGURAÇÕES DO GRUPO. Quando alguém tenta burlar as regras e altera alguma coisa no seu perfil no GTM, acaba sendo automaticamente banido. Um programa de monitoramento faz a varredura semanal, assim, evitem alterar qualquer coisa, porque depois de banido não tem como voltar ao grupo com o mesmo e-mail.
Bom, dando sequencia a nossa mostra, seguimos com mais um disco da série “A Voz da RCA Victor”, um suplemento musical criado pela gravadora e distribuído nas rádios e lojas de discos da época. Eram discos promocionais criados para divulgar os lançamentos. Curiosamente, são discos de 12 polegadas, que rodam em 33 rpm, apresentando os lançamentos de discos de 78 rpm da gravadora. Esses discos saíam mensalmente e traziam tanto os lançamentos nacionais quanto os internacionais. A única coisa ruim nesta coleção é que as músicas não são apresentadas por inteiro. Porém, não deixa de ser algo interessante e só mesmo aqui, no Toque Musical, vocês vão ver e ouvir isso. Confiram mais este número…
 
papai do meu coração / ideias erradas – carlos galhardo
balada alegre / a vida é bela – neusa maria
meu grande papai / papai do céu – verinha lúcia
vida da minha vida / eu creio em ti – jorge goulart
nós dois a sós / recordação do passado – ivete siqueira
botequim da vida / violão amigo – roberto vidal
madame saudade / delírio – carlos nobre
o diário / velha paineira – carlos gonzaga
santos dumont / vai por mim – mario zan
dia dos pais / estrela de ouro – luiz gonzaga
homenagem a jk / mariana – ary lobo
eu sou mais o papai – neusa maria
viva o nosso papai – zaccarias e orquestra excelsior
forró em quixadá / caiçara – severino januário
poema da minha alma / página esquecida – nenete e dorinho
drama de amor / desprezo – bié e juquinha
come prima / solo mio – mario lanza
cha cha charleston / volcano – the three suns
i go ape / moon of gold – neil sedaka
catalaina / the milionaire – perez prado
donde estará mi vida / caudal escondido – joselito
 
 
.

Marino Cafundó De Moraes – Missa Do Violeiro Do Brasil (1980)

Caros amigos cultos e ocultos, como vão?  Seguindo aqui em nossas variedades ‘fonomusicais’, temos para hoje este raro compacto produzido pela Edições Paulinas, em 1980. Trata-se da Missa do Violeiro do Brasil, um evento litúrgico-musical coordenado por Marino Cafundó de Moraes e sua “Orquestra de Violas Sertanejas”. Marino era paulista, tenente da militar, músico e maestro que se dedicou a música folclórica, criando em Osasco, nos anos 70, a Casa dos Violeiros do Brasil. Com sua orquestra de violeiros, com até 60 instrumentistas fez várias apresentações e também foi responsável pelas “Missa Sertaneja” e “Missa do Violeiro do Brasil”, as quais foram registradas em disco através de O Domingo, um editorial da Edições Paulinas. Aqui temos apenas a Missa do Violeiro do Brasil, que por sinal, me parece, também teve um lançamento em lp, no caso, mais completo. O mesmo vale para a Missa Sertaneja. Porém, contudo, temos neste um compacto triplo e inclui encartes.
 
canto de entrada
canto de meditação
canto de aclamação
canto de ofertas
canto da comunhão
canto da despedida
 
 
.

Denise Emmer – Canto Lunar (1982)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Não é de hoje que eu venho querendo postar aqui algum disco dessa maravilhosa artista chamada Denise Emmer. Acho que até então não o fiz por conta de seus discos já estarem bem divulgados em blogs. Parece que essa moçada mais nova andou descobrindo o talento desta grande artista e seus discos. Hoje, seus lps sumiram da praça, os poucos que encontramos são ditados pelo famigerado Mercado Livre, onde o que vale é a especulação. E depois que se atinge uma cifra por lá, torna-se objeto de desejo de compulsivos e vaidosos colecionadores. Porém, contudo, está aqui uma obra e uma artista que merecem mesmo grande atenção e interesse. Denise Emmer, para quem não sabe, é uma artista de alto nível. Cantora, compositora, poetisa, escritora, violonista e violoncelista. E não por acaso, é filha de dois grandes escritores, Janete Clair e Dias Gomes. Denise começou cedo na vida artística, fazendo suas composições quando ainda era criança. Também estudou piano clássico e se formou em Física. Como violoncelista, faz parte da Orquestra Rio Camerata e do Quarteto de Cordas Legatto. Como escritora tem uma dezena de livros, poesias e contos. Sempre muito atuante, uma escritora também premiada. No campo da música popular tem também vários discos gravados, sendo este “Canto Lunar” seu terceiro lp, lançado pela RGE, em 1982. Eu queria ter postado incialmente aqui o primeiro disco, o “Pelos Caminhos da América”, de 81, mas o meu lp está com a capa bem judiada, meu amigo Fáres até me mandou as capas novas, mas procurando aqui não encontrei. Daí, achei melhor ficarmos com o “Canto Lunar” que também é tão lindo quanto o primeiro. Denise Emmer faz um tipo de música rara, ou seja, de qualidades excepcionais, pois tem poesia, um sentimento que muitos artistas compositores não possuem, além de um refinado gosto musical. Sua música tem influências latino-americanas, somado a uma sonoridade, também, que nos lembra a música medieval. Diversos artistas já gravaram suas músicas. “Canto Lunar” é como os demais discos que ela gravou, impecável! Disco para se ter na coleção, músicas para se ter no coração. Não deixem de conferir…
 
canto lunar
luzes da cidade
voa coração
moça de la mancha
grande amor
o amor é leve
o sol
canção de acender a noite
estrela no mar, peixe no céu
cama na calçada
 
 
.

José Dias – Galo Legal (1969)

Boa hora, amigos e torcedores cultos e ocultos! Vai aqui mais um disquinho do Galão da massa. Não sei se é porque eu sou atleticano e só olho para o que acontece com ele, mas o time do Galo sempre teve seus torcedores apaixonados, a tal ponto que nunca lhe faltou homenagens. E na época de ouro do disco de vinil, muitos foram lançados, cantando as glórias desse time mineiro tão querido. De compactos a lps e mesmo na fase do cds, sempre houve e ouve-se o Galão cantar. aqui temos um compacto com duas músicas de autoria de três irmãos torcedores, Mauro, João e Plínio Saraiva. Os irmãos Saraiva fazem parte da memória da cultura popular, do núcleo de resistência da Velha Guarda do samba de Belo Horizonte. São autores de inúmeros sambas e marchas, inclusive e também para os times do Cruzeiro e América. Neste disquinho temos duas de suas composições interpretadas pelo cantor José Dias. Eis aí uma boa curiosidade fonomusical que agrada mesmo quem (infelizmente) não é atleticano 🙂 Vamos conferir?
 
galo legal
galo tinindo
 
 

Voo Livre (1981)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Entramos neste mês ainda mais na diversificação fonomusical, misturando gêneros, época e artistas dos mais variados. É o balaião de fim de ano! Hehehe…
Aqui temos um raro exemplar do único disco gravado pelo grupo gaúcho Vôo Livre, uma edição independente, produzido pelo selo gaúcho Pialo, em 1981. O Vôo Livre foi um trio de rock, com influencias de hard e progue, surgido em Pelotas no final dos anos 70. Na época do lançamento fizeram um relativo sucesso em rádios especializadas em rock, mas a pegada daquele momento já era outra e a banda ficou limitada. Tinham até um projeto para um segundo disco ainda mais completo, porém o desgaste de shows e a decadência do rock progressivo, frente ao pop, punk e new wave, levaram o Vôo Livre a uma aterrisagem forçada. O trio se desfez e não mais voltou. Em 2011 este disco foi relançado e nele incluído mais três faixas, músicas essas que fariam parte do projeto do segundo disco. O álbum relançado em cd foi totalmente restaurado e remasterizado pelo músico e produtor paulista Lelo Nazário. Embora já enterrado, o Vôo Livre faz hoje parte e se destaca entre os grande nomes do rock gaúcho. Sem dúvida, um disco legal, que vale uma conferida…
 
hey
visão
viagem
chuva forte
pz4429
pôr do sol
 
 
 

Os Garotos da Lua – No Mundo da Lua (1956)

Olá, meus amigos cultos e ocultos! Seguimos hoje trazendo novamente um disco de 10 polegadas, só que desta vez não voltaremos a regra do 10-12 polegadas alternados, mas os três formatos estarão sempre presentes por aqui, com certeza 😉
Desta vez estamos trazendo o lendário conjunto vocal, os Garotos da Lua, grupo este formado em Pernambuco, nos anos 40. Integrado inicialmente por Jonas Silva, Toninho (Antonio Botelho dos Santos), Alvinho (Álvaro Pinheiro de Sena), Acyr (Acyr Bastos Melo), Milton (Milton Alexandre Silva) e Edgardo (Edgardo Luiz Luna Freire). Inspirados em grupos vocais americanos e em especial por grupos vocais brasileiros como o Bando da Lua e Os Anjos do Inferno, eles logo estariam buscando o destaque nacional ao descerem para o Rio de Janeiro. Nesse momento Jonas Silva foi substituído pelo então, também estreante cantor baiano, João Gilberto. O grupo se manteve coeso por um determinado momento. Com João Gilberto gravaram apenas dois discos de 78 rpm. Logo ele também seria substituído, devido aos atrasos e faltas aos ensaios e apresentações. Os Garotos da Lua gravaram ao longo dos anos 40 e 50 uma dezena de bolachões. “No Mundo da Lua” foi o único lp que chegaram a gravar, em 56, pela Sinter. No repertório uma série de sambas, baião e beguine. Músicas de sucesso e que fizeram sucesso também com eles. Vamos conferir?
 
na baixa do sapateiro
vou tentar esquecer
qui nem jiló
não diga não
já vai?
lá vem a baiana
recordação
policromia brasileira
 
 
.

Tony Damito E Conjunto Brasa 5 – Esse Galo É Um Espeto (1967)

Boa hora a todos, amigos cultos e ocultos! E em especial aos amigos atleticanos que vez por outra me pedem para postar aqui os discos do Galão. Hoje, finalmente, resolvi fazer um agrado, afinal eu também sou da massa e o momento é bem propício, diga-se de passagem, não é mesmo? Separei para os próximos dias três compactos deste time centenário, tradicional e o mais amado de Minas Gerais. 
Aqui temos este compacto lançado em 1967 trazendo o cantor Tony Damito acompanhado pelo conjunto Brasa 5, prestando uma justa homenagem ao maior clube futebolístico mineiro. Por certo, alguns irão dizer que é pretensão minha, deixando de lado o América e o Cruzeiro. Mas convenhamos, dentro do cenário desportivo nacional, times de destaque são os que estão na primeira divisão, não é mesmo? hehehe… 
 
esse galo é um espeto
galinho, tu és o maior
 
 
.

O Som Internacional Do Belsom (1970)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Seguimos com nossos toques, um pouco com atraso, mas uma hora a gente acerta… Tenho aqui para vocês um disquinho que vi nessa semana sendo vendido a partir de 800 reais. Fiquei curioso para conhecer e ouvir, afinal por esse preço deve ser coisa muito boa, né? Por acaso, este é um disco que eu já tinha em meus arquivos de mp3, baixei de algum outro blog, com certeza. Então lá fui eu ouvir… Sem dúvida é, para mim, um disco interessante… Aliás, eu acho tudo sempre muito interessante, quando não curioso, exótico, ou mesmo diferente. No caso do Belsom aqui há um pouquinho de tudo isso, porém eu fico abismado com a especulação nesse nosso mundo especulativo de discos de vinil. Com certeza, o povo pirou de vez… O que não é de se estranhar no mundo do colecionismo, contudo, acho que já está virando abuso. E este se sustenta enquanto houver quem os banque e por incrível que pareça, em se tratando da vaidade e compulsividade, o colecionador de discos é insuperável. Este lp é um bom exemplo. Embora seja um disco com suas qualidades e que hoje em dia desperta curiosidade, principalmente de estrangeiros, para mim, está longe de ser uma preciosidade. Mas depois que surgiu na internet, o Mercado Livre e Discogs, os preços nascem e são ditados por aí…
“O Som Internacional do Belsom” é mesmo um disco que desperta a curiosidade. Começa pela capa, que lembra bem discos de cunho religioso. O título também nos leva a buscar as informações na contracapa. No texto, uma pretenciosa evocação às qualidades deste conjunto que estreava em seu primeiro (talvez único) disco, lançado por uma pequena gravadora, Riosom, através de seu selo Hot, supostamente em 1969. Interessante observar que este disco é um lançamento Riosom para um conjunto chamado Belsom, cujo ‘band-leader’ se chamava Elsom. Seria apenas uma coincidência em rima? Acredito que não… o fato é que o Belsom soa bem como um conjunto de baile, ou conjunto de beira de piscina, ou ainda, conjunto de cruzeiro marítimo, trazendo em seu repertório temas e gêneros variados, nacionais e internacionais. Por certo, algumas faixas atraem, como as interpretações e arranjos para “Wave”, “Watermelon Man” e “Mustang Cor de Sangue”. Interessante, sem dúvida, mas pagar 800 pilas por um exemplar só se for para ganhar gincana, como vejo por aí. Querem conhecer, confiram no GTM.
 
wave
sentado a beira do caminho
ilusão de carnaval
watermelon man
aquele plá
les papillons
casatschok
an impossibledream
o bolo
et maintenant
flor da ilusão
mustanq cor de sangue
 
 
 

Os Nucleares (1969)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Nosso Toque Musical traz hoje um raro lp do que podemos considerar como os últimos suspiros da Jovem Guarda. Aqui temos Os Nucleares em seu primeiro e único disco, lançado em 1969, pela RCA. Este grupo era formado por músicos que tocavam com Tim Maia, Hyldon, Cassiano e também acompanhavam outros artistas. Nele se destacou o guitarrista Ivanilton Lima que a partir dos anos 70 adotaria o nome de Michael Sullivan, se tornando um músico compositor e produtor de sucessos. O lp dOs Nucleares foi produzido por Rossini Pinto, com arranjos de Frankie Adriano, da dupla Tony & Frankie. Os Nucleares lembram bem o estilo de outro grupo carioca, o Renato e Seus Blue Caps. Por sinal, Michael Sullivan viria  também a fazer parte desse grupo os anos 70. Confiram no GTM…
 
apolo 0
sai prá lá
conta-me
agora vá
que vontade de gritar ao mundo
você finge me esnobar
as noite que eram nossas
don’t pity me
era tudo que eu queria
eu só quero o teu carinho
o bem do amor
eu vou buscar
 
.

Tatá Guarnieri – Albatroz (1983)

Diga lá, amigos cultos e ocultos… Aqui outro disco que eu também não conhecia, vindo entre os muitos lps que ganhei do meu amigo Fáres, “Tatá Guarnieri – Albatroz”. Trabalho bem interessante e sendo produção do Luiz Carlos Calanca (Baratos Afins), pode acreditar que vale a pena conhecer. O disco foi lançado em 1983 pelo selo Baratos Afins, na sua fase de maior produção fonográfica, quando ainda se era possível lançar discos com alguns requintes, incluindo encartes, capas duplas, etc… No caso, aqui temos um disco com algumas dessas qualidades, além é claro do próprio conteúdo artístico que é assinado por Tatá Guarnieri e Toninho Mendes. Um disco autoral idealizado pelo parceiro, o compositor e poeta Toninho Mendes. “Albatroz” foi o primeiro lp de Tatá Guarnieri que também é músico e compositor e já havia gravado um compacto produzido pelo Zimbo Trio. Neste lp Tatá procura destacar mais o seu lado de intérprete, sem deixar de lado, claro, suas composições. E como ele próprio define, “Albatroz” é um disco sem um estilo bem definido, porém de uma beleza poética e musical que faz deste um trabalho que vale a pena conhecer. Nos encartes do álbum há mais informações e eu deixo que vocês mesmo as procurem. pois eu aqui estou que nem paulista, sem tempo e num corre doido. Confiram no GTM…
 
albatroz
para vinicius, lennon e cartola
marangá auê
risco de prata
margem a margem
cordeiros do coração de lata
chão
nós
serpentina
o espirito do lobisomen
o coração do mundo
coração 45
pelo puro prazer de viver
 
 
.
 

Woops – Palco Da Vida (1981)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Aqui vou eu de novo explorando os lotes de discos que o meu amigo Fáres me enviou. Há sempre alguma coisa que eu não conhecia e que se encaixa aqui em nosso espaço como uma luva. E se tem uma coisa que a gente gosta aqui no Toque Musical são esses discos obscuros, curiosos e raros. Aqui temos um bom exemplo de um disco que, talvez, poucos conheçam: “Woops – Palco da Vida”, disco lançado em 1981 pela Continental. Eu também não conhecia a banda Woops e para tanto, só mesmo colocando para tocar e procurar na internet maiores informações. Foi o que fiz.. Descobri que esta banda veio do Espírito Santo, um grupo capixaba que surgiu em Vila Velha nos primeiros anos da década de 70. Era um conjunto de bailes e festivais que atuou por mais de dez anos por várias cidades do estado. Inicialmente se chamavam Grupo Wups, mas a partir dos anos 80 passou a se chamar Woops, quando então também tiveram a chance de gravar seu primeiro disco. Ao que parece, a Continental lançou primeiro um compacto com a faixa Palco da Vida e em seguida sairia este lp. Segundo informações, o grupo passou por várias formações, tendo sempre a frente o guitarrista Paulinho que mais para frente adotaria o nome de Paulo Woops, dando sequencia no que restou dos Woops e formando sua banda, Paulo Woops & Megabanda. A sonoridade dos Woops é bem interessante e característico do que ecoava na música pop dos anos 70. Teriam feito mais sucesso se seus produtores tivessem investido mais na banda. Lembra bem um Roupa Nova ainda na época dos Famks. Para quem não conhece, olha a chance aí… Confiram no GTM.
 
palco da vida
deus
novas manhãs
beatriz
pendure um sorriso
venha dançar
criança
raiz da vida
faça a cabeça funcionar
caminhante
 
 
.

Novena Do Senhor Bom Jesus Do Bomfim (1982)

Olá, meus caros amigos cultos e ocultos! Estou trazendo hoje este disco que por certo irá agradar, em especial aos amigos baianos. Temos aqui um registro ao vivo da Novena do Senhor Bom Jesus do Bomfim, evento de devoção e festividades que acontece todo início de ano na Basílica do Senhor do Bonfim, em Salvador. Aqui temos um registro no dia da Lavagem do Bomfim. Sob a regência do maestro Walter Boaventura, a Orquestra e Coro da Festa do Bomfim executam a obra sacra do compositor baiano João Manoel Dantas. Um evento tradicionalíssimo da cultura baiana que, em 1982, mereceu essas gravações publicadas em disco. Vamos conferir?
 
hino sacro
introdução do reitor
regem confessorem
veni
padre nosso
ave maria
gloria pater
terceira jaculatória
kirie
pater
spirictus
sancta maria
ladainha
consolatrix
regina
agnus dei
christus factum
primeira jaculatória
segunda jaculatória
quarta jaculatória
tantum ergo
hino popular
 
 
.
 

Dick Farney Na Broadway (1954)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Sei que teve gente por aqui reclamando do fim da ‘dobradinha 10-12 polegadas’. Sem dúvida, estava muito bom ficar alternando discos de 10 e 12 polegadas, mas isso exige um trabalho que envolve além da digitalização e edição, também uma limpeza minuciosa nos discos, pois boa parte desses, antes de serem digitalizados, precisam de uma boa limpeza e isso envolve também o restauro de capas. Falta-me o de sempre, o tempo. Mas fiquem tranquilos, pois sempre teremos eles por aqui, é só uma questão de momento certo. Por hora, vamos mantendo nosso toque musical como uma caixinha de surpresas. E para não dizer que não falei de flores, segue aqui um dez polegadas bem raro. Hoje e mais uma vez temos aqui o lendário Dick Farney. Digo lendário porque este é um artista com muita história para contar e por aqui no TM algumas boas já foram contadas. Eu cheguei até a pensar que já havia postado este disco, mas já que não foi, vai agora… Aqui temos Dick Farney em um momento internacional. Vou resumir a apresentação, pois na contracapa temos um texto bem detalhado. “Dick Farney na Broadway” foi um disco lançado pelo selo Sinter em 1954. Aliás, neste mesmo ano ele também estaria lançando outros dois lps de 10 polegadas pela Continental. Naquele momento Dick Farney estava vivendo sua melhor fase, dedicando-se tanto a música popular brasileira quanto a música americana, no caso, o jazz. Acredito que este tenha sido o seu primeiro lp, no qual temos os registros originais feitos nos Estados Unidos, em 1947, para o selo Majestic. Nessas gravações Dick vem acompanhado pela orquestra de Paul Baron. Aqui no Brasil o disco viria a ser lançado somente nos anos 50, no caso, neste lp. Vale a pena destacar neste disco três faixas, músicas que foram pilares de glória para o artista: “Marina”, de Dorival Caymmi, “Copacabana”, de João de Barro e Alberto Ribeiro e a internacional “Tenderly”, um clássico da música americana, de Walter Gross e Jack Lawrence, que Dick Farney teve a honra de estrear, sendo assim o primeiro cantor a interpretar a canção. Vale lembrar que a versões em inglês para “Marina” e “Copacabana” para este disco são Jack Lawrence. Vamos conferir no GTM?
 
tenderly
my melancoly baby
copacabana
there’s no sweeter word tha sweetheart
for once in your life
somebody loves me
marina
how soon
 
 

Os Originais Do Samba (1981)

Amigos cultos e ocultos, boa hora a todos! Depois do “Luzes da Cidade, disco de samba da cantora Paula, temos agora um outro, desta vez com o grupo Os Originais do Samba. Já tivemos a oportunidade de apresentar aqui outros disco deles e agora estamos trazendo este que foi lançado em 1981 pela RCA. Um trabalho produzido por Osmar Zan e Waldir Santos. Disco muito bom deste que foi um dos mais importantes conjuntos de samba nos anos 70. Neste álbum já não participa do grupo o comediante Mussum que fez parte dos primeiros discos que gravaram. Aqui vamos encontrar um repertório dos mais interessantes e bem arranjados, como se pode ver na foto de contracapa. Disco bacana de se ouvir de um lado e do outro. Não tem como desagradar, confiram no GTM…
 
clementina de jesus
fiscal da natureza
gema
bebeto loteria
ela
alguém me avisou
eu me rendo
telhado de vidro
porão e colher de pau
você não foi
ausência
mulher mulher
 
 
.
 

Paula – Luzes Do Morro (1985)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje vamos de samba! Foi assim que pensei, logo que escolhi este disco para postar. Porém, não fazia ideia da dificuldade para achar informações ao seu respeito, considerando se tratar de um lp dos anos 80 e lançado pela Som Livre. Procurar informações sobre uma cantora chamada apenas de ‘Paula’ num universo musical onde há tantas outras Paulas, chega quase a ser uma missão impossível, principalmente quando na internet as informações só nos leva ao disco para venda. Só mesmo quem é do ‘métier do samba carioca’ poderia nos ajudar. Como até o momento não apareceu ninguém, me limito ao que o disco nos tem a oferecer. Temos aqui um autêntico disco de samba e uma cantora de voz pequena, mas personalíssima, se encaixando bem num repertório de sambas de raiz. Agrada em cheio. Tem uma boa produção, a cargo de Rildo Hora que também é responsável pelos arranjos e regência. Disco de qualidade que merece nosso toque musical. Confiram…
 
luzes do morro
fogo no tacho
samba do trabalhador
samba de roda da cachoeira
coração apaixonado
vida roceira
amor oculto
pião na unha
coração
sonho de criança
se deus quiser
boa noite cidade maravilhosa
 
 

The Lowell Zoo – The International Hit Group Vol. II (1972)

Boa hora, meus caros amigos cultos e ocultos! Se tem uma coisa que a gente gosta aqui no Toque Musical é de produções obscuras e curiosidades do mundo dos discos. Aqui, um bom exemplo… The International Hit Goup, um projeto fonográfico que apareceu no início dos anos 70. Nessa época e aqui no Brasil, os chamados ‘hits internacionais’, ecoavam em nossas rádios por duas vias, as oficiais e originais e as alternativas e clandestinas, que eram geralmente as versões. Era muito comum se fazer versões em português para músicas estrangeiras de sucesso. As vezes, essas versões saíam aqui primeiro que as originais e até chegavam a fazer mais sucesso por conta da língua, era mais fácil de cantar. Mas a música estrangeira sempre teve muito espaço por aqui. Porém, alguns produtores e gravadoras sempre lançaram mão de recursos estratégicos para vender discos. Para se fazer uma coletânea com músicas variadas de sucesso não é tão simples, a começar pelo fato de que geralmente cada música é de artistas e gravadoras diferentes, o que dificulta conseguir autorização para usar os fonogramas. Buscando fugir desses entraves, a turma aqui usava um jeitinho. Recriava a coisa toda, ou seja, gravava novamente as músicas tal qual (?) as originais. Para isso, colocavam no estúdio um grupo de músicos capazes de criar uma versão, ou seja, criar os chamados ‘covers’. E por trás das gravadoras, nessa época, existiam diversas produções/gravações que eram usadas inclusive como moeda de troca, principalmente por editoras pequenas e locais. Afinal, música era usada não apenas para o entretenimento, mas também nas trilhas para propagandas, cinema, teatro… E essas pequenas gravadoras atuavam também nessa área. Mas o fato é que nessa época não havia tanto controle quanto ao uso de conteúdo musical, então era possível criar um disco como este, o The International Hit Group que teve dois volumes, provavelmente lançados no mesmo ano, que aqui consideramos como 1972. Trata-se de uma coletânea de sucesso internacionais do momento, apresentados por bandas covers. No volume I, que infelizmente nós não temos, a banda cover se chama The Flower Friends. Já no segundo volume, que é este que estamos apresentando, tem a banda que se chama The Lowell Zoo. É bom que fique claro, essas bandas não existem, foram nomes criados para dar credibilidade ao trabalho. E isso se percebe, vejam vocês, na contracapa deste lp. Inclusive, este disco, com esta capa foi criado pela Bemol e traz uma duvidosa ficha técnica, os nomes são ótimos, hehehe… Este mesmo volume recebeu também uma outra versão de capa, porém, nas duas versões o selo é MAD. Tudo muito obscuro e curioso, mas vale a pena conhecer…
 
long cool woman in a black dress
rock and roll lullaby
fille du vent
everything i own
world champion fool
sweet seasons
let’s stay together
nena
song sung blue
because i love 
alone again
 
 
.

Berê (1978)

Olá, caros amigos cultos e ocultos! Nosso toque musical de hoje é para este disco, hoje raro, lançado em 1978 pela Continental, da então estreante, a cantora e compositora Berenice Biachi, ou Berê como adotou em disco. Ela é uma cantora gaúcha que despontou no cenário fonográfico aos 18 anos. Teve a oportunidade de lançar este disco por uma grande gravadora e desta recebeu toda a atenção, sendo na época muito bem divulgada pela área de comunicação da Continental. O álbum, muito bem produzido lá pelas bandas do sul, trás um repertório exclusivo de compositores gaúchos, nomes importantes como Lupcínio Rodrigues, Luiz Coronel, Glenio Fagundes, Galileu Arruda, Marco Aurélio Vasconcelos, Raul Ellwanger e Geraldo Flach. Há também espaço para uma composição própria, “Gaúcho”, em parceria com Luiz Paulo. O lp é realmente muito bom e merece ser lembrando. Contudo, mesmo com toda essa produção o disco de Berê não deslanchou para além das fronteiras sulistas. Curiosamente, parece que a cantora não gravou mais discos, não há na internet informações sobre isso. Mas, ao que parece, Berê acabou seguido outros rumos, se tornou um arquiteta e trabalha nessa área. Ficamos mesmo sem saber é se ela ainda continua cantando. Por hora, vamos apreciar o trabalho…
 
amargo
viagem para o sul
gosto
a triste milonga de leontina das dores a espera de seu homem
cão e gato
escandalosamente maravilhante
nos cantos escuros
leontina dsa dores canta o filho que vai nascer
petiço pipeiro
invernias
gaucho
 
.
 

Halley Flamarion – Piano E Cordas (1985)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Há alguns meses atrás eu postei aqui um raro disco do pianista mineiro Halley Flamarion, no caso, seu primeiro lp, o “Encontro com Halley”, de 1968. Para a minha surpresa, recebi vários e-mails de colecionadores interessados no lp, inclusive gente de fora do Brasil. Como já disse, os discos postados aqui não estão necessariamente ofertados para venda. Eventualmente alguns acabam sendo vendidos, mas isso não é regra. No caso do Halley Flamarion, acabei cedendo as cifras, pois tinha outro de reserva. Por certo, não há nada de errado em perguntar. Peço desculpas aos que eu não pude atender. Como dizem, quem não chora, não mama…
Enfim, hoje estou trazendo um outro disco deste excepcional músico, um lp instrumental onde ele também se mostra como compositor e arranjador. Entre os nove temas apresentados, três são de sua autoria. Vale destacar também a presença familiar, no caso, Toninho Horta, que participa nas mixagens e também na faixa “Todo o azul de Luiza”, composição dele com Márcio Borges. A capa é um trabalho da artista plástica Niura (Horta) Belavinha. Vamos conferir?
 
une chanson pour leila
nadia’s theme
beatriz
reminiscence
reflexos de minas
somewher in time
todo o azul de luiza
theme from summer of 42
halley’s theme
 
 
 

Gilberto Alves – Gilberto Alves De Sempre (1969)

Boa hora a todos, amigos cultos e ocultos! Hoje tenho para vocês este disco do cantor, da Velha Guarda, da época de ouro do rádio, Gilberto Alves. Já tivemos a oportunidade de apresentar outros discos gravados por ele e aproveitando o momento, aqui vai uma excelente opção. Neste lp, que acredito ser uma coletânea, temos uma seleção muito boa do melhor do cancioneiro popular, verdadeiros e inesquecíveis clássicos da nossa música. Sem delongas, vamos a elas…
 
casa de caboclo
gosto que me enrosco
porque sorris?
minha herança
eu sonhei que tu estavas tão linda
taberna
e você… não dizia nada
fraqueza rude
tu passaste por este jardim
ainda é cedo
por teu amor
 
 
.

Mauricio Tapajós – Olha Aí! (1980)

Boa hora a todos, amigos cultos e ocultos! Aqui temos hoje um lp de compositor, de um dos grandes compositores brasileiro, desses que a gente conhece um tanto de música, mas que as vezes não sabemos quem é o autor. Estamos falando de Maurício Tapajós, um artista que infelizmente já se foi, não se encontra mais entre nós. Porém nos deixou muita música boa. Nascido de uma família musical, era filho de Paulo Tapajós, cantor, compositor, produtor e radialista e também irmão do compositor Paulinho Tapajós, o qual também já se foi.
“Olha aí” é um disco o qual podemos considerar como sendo o primeiro lp solo de Maurício, lançado em 1980 pela sua própria produtora, a Saci (Sociedade de Artistas e compositores Independentes). Foi o primeiro disco do seu selo e por ele Tapajós lançou três discos, sendo um deles, “Rio, ruas e risos” já publicado (com falhas) por aqui. Inclusive, “Rio, ruas e risos” foi gravado originalmente, segundo contam, em 1974, sendo lançado nessa época com brinde por uma instituição financeira (se não me engano). Numa próxima oportunidade irei postar novamente este disco, pois acabei fazendo algumas confusões… 
Mas voltando ao “Olha aí”, como disse, foi o primeiro lançamento do selo Saci. E nele vamos encontrar algumas de suas mais conhecidas composições, sempre em parceria com outros grandes compositores, como João Nogueira, Aldir Blanc, Hermínio Belo de Carvalho e Paulo Cesar Pinheiro, que também cuida da direção artística. Confiram este disco no GTM…
 
falando de cadeira
tô voltando
rotina de lar
dama da noite
resta sobre o bar
mudando de conversa
sem pena de mim
querelas do brasil
filha da vizinha
pesadelo/de repente
 
 
.

Shampoo (1983)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje eu tenho para vocês este disco do grupo Shampoo. Nos anos 80 alguma coisa desse conjunto ecoou para além da fronteiras paulistas, de onde se originou, a partir de festivais, segundo algumas informações que encontrei na internet. Ao que parece, eles gravaram apenas este lp e dois compactos, sendo um promocional deste lp e outro pelo selo Fermata, o qual me parece ser o primeiro. Achei interessante postar este disco, pois ele tem mesmo a cara daquele início de anos 80, um rock pop com frescor de juventude. Sua sonoridade lembra muito a música da dupla, também daquela época, Luiz Guedes e Thomas Roth, da mesma forma o Roupa Nova e também a música mineira do Clube da Esquina. Inclusive, temos aqui, além das composições autorais, a gravação de “Tudo que você podia ser”, de Lô e Márcio Borges. Vamos conferir o disco?
 
blusa de lã
muralhas do japão
lápis de cor
essa menina
tudo que você podia ser
duas ou três
diz o velho
amor brincadeira
fruta maçã
fiesta
 
 
 
.

Grupo Engenho – Vou Botá Meu Boi Na Rua (1980)

Boa hora a todos, amigos cultos e ocultos! Em abril deste ano eu havia postado aqui o segundo disco do Grupo Engenho. Passado esse tempo, acho que já podemos postar mais um e no caso, aqui temos o primeiro disco gravado por eles. 
O Grupo Engenho foi conjunto instrumental e vocal formado nos anos 70, na efervescência dos circuitos universitários, dos festivais e eventos. Gravaram três lps, sendo este o segundo. Param as atividades pouco tempo depois de lançarem o terceiro disco. Depois de mais de uma década o Grupo Engenho retoma os trabalhos com uma nova formação. Gravaram mais dois discos, sendo um cd e depois um dvd. Ao que parece, eles continuam atuantes. Infelizmente, não conseguiram um destaque nacional, mas bem que mereciam, pois sua música, embora muito atrelada ao regional, parece falar a todo o Brasil. Composições de qualidade e músicos também.
Em “Vou botá meu boi na rua” (uma alusão ao Sérgio Sampaio ou só uma inspiração?) temos um trabalho autoral de qualidade, música autêntica brasileira pautada no regionalismo catarinense. Um disco independente que hoje em dia atraí muita gente. Então, vamos conferir…
 
baião de milhões
barra da lagoa
lua mansa
puleiro dos anjos
boitatá
pescadores
recuerdo
nó cego
calabouço
pedra do moinho
feijão com caviar
vou botá meu boi na rua
 
 
.

Juca De Oliveira – Fragmentos Da Poesia Latino-Americana De Protesto (1980)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje nós vamos de poesia! Sim, poesia é coisa muito boa e mais ainda quando a temática é política e social, poesia de protesto. Os fascistas detestam, mas a gente canta…
Aqui temos o ator e dramaturgo Juca de Oliveira, ainda em seus melhores dias e num momento nobre. Nobre no sentido de grandeza humana, pois essa acompanha a todo homem que se sensibiliza com as questões e dramas sociais. Gravar um disco com poesias de protestos é, sem dúvida, uma demonstração de sensibilidade e empatia com as lutas políticas e sociais na América Latina. Pena que em um determinado momento Juca de Oliveira se iludiu com ‘falsos profetas’, com a hipocrisia do Lavajato, dando apoio ao dublê de juiz, Sergio Moro e sua gangue. Bom, mas isso não vem ao caso e cada vinho envelhece como merece. Juca de Oliveira é sem dúvida um grande artista e sabe como poucos cantar/interpretar uma poesia. Neste lp, que inicialmente foi censurado pelo então governo militar, temos um apanhado de poemas/textos de cunho político, de diferentes poetas latino-americanos. Um belo trabalho que infelizmente, hoje em dia anda meio esquecido. Mas é justamente nessas horas que a lembrança do disco, da poesia e do seu conteúdo se faz mais necessário. Como já cantava o poeta Thiago de Mello: ‘faz escuro, mas eu canto”. Confiram no GTM…
 
a carta no caminho (parte 1) – pablo neruda
no caminho com maiacowski – eduardo alves da costa
segregação nº 1 – carlos german beli
pedidos – juan gelman
inventário de cicatrizes – alex polari de alverga
cemitério pernambucano – joão cabral de melo neto
cemitério de sertão – dom pedro casaldáliga
o comandante – gonzalo rojas
a carta no caminho (parte 2) – pablo neruda
a carta no caminho (parte 3) – pablo neruda
não te salves – mario benedetti
não há ventura para mim fora de ti – ernesto cardenal
a flor e náusea – carlos drummond de andrade
podes? – nicolas guillen
12.207 – alex polari alverga
o vidente – castro alves
epitáfio do desterrado – ernesto cardenal
a carta no caminho (parte 4) – pablo neruda
 
 
.

Moacyr Franco Show (1970)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Vejam vocês… Ao longo de toda a existência do Toque Musical, até hoje eu não havia postado nenhum disco do Moacyr Franco. Uma injustiça, convenhamos, afinal ele foi e ainda é um grande artista. Me lembro muito bem dele, principalmente em programas de televisão onde ele mesclava música e humor. Moacyr Franco nasceu na cidade de Ituiutaba, aqui em Minas Gerais. Cantor, compositor, ator, humorista e (para queimar o filme) político, chegou a ser deputado. Gravou vários discos ao longo de sua carreira e como compositor tem música para todo gosto, sempre foi muito eclético. 
Aqui temos dele o lp “Moacyr Franco Show”, que viria a ser também o nome de seu mais famoso e duradouro programa de televisão. Foi exibido de 1972 até 77, pela Rede Globo. Neste disco temos um repertório variado com temas autorais, versões de músicas internacionais e também de outros compositores, inclusive uma música do Rei do Futebol, nosso grande ídolo, Pelé. O disco é realmente muito interessante e vale a pena relembrar…
 
eu amo tanto tanto
decisão
pior é não ter por quem chorar
canta que passa
vem 
fogos de artifício
balada para um louco
cristina
prelúdio da namorada
olinda dos velhos tempos
hoje
por enquanto adeus
 
 
.

Desafio Das Contas [Soma] (1974)

Bom dia, amiguinhos cultos e ocultos! Saindo um pouco do comum, ou fazendo jus ao nosso lema de ouvir com outros olhos, hoje temos em nossas postagens um disquinho dedicado ao público infantil, o infantil que fomos nós, hoje pessoas adultas. Sim, este disco foi lançado em 1974, pela Continental e para o seu selo Corujinha. Quem está aí por volta dos 50 anos deve se lembrar. Trata-se de um trabalho produzido e de autoria de Nazareno de Brito, com arranjos e regência do maestro Renato de Oliveira. Uma feliz ideia para ensinar as crianças a somar, fazer da matemática uma diversão e um aprendizado fácil, na base da decoreba. Aliás, a melhor maneira de decoreba que eu conheço, pois não há nada melhor que lembrar através da música. Além de ser útil é também divertido e um trabalho musical muito bem produzido. Neste, além dos personagens, temos também um coral no qual se destaca a presença do grupo Titulares do Ritmo e também as vozes femininas de Lurdes, Magda e Judith (seriam As Gatas?). Em resumo, um disquinho divertido que irá agradar até mesmo as crianças de hoje em dia. 
Vamos conferir esta soma no GTM? 🙂
 
abertura
conta do +1
conta do +2
conta do +3
conta do +4
conta do +5
conta do +6
conta do +7
conta do +8
conta do +9
 
 
.