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Gilberto De Abreu & A Cia. – João, Gilberto E Clarisse (2001)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Em nosso ‘drops sortido’ de janeiro, eu hoje quero apresentar a vocês um cd, ao invés do tradicional vinil/lp. Não me recordo mais onde foi que achei este trabalho, mas há tempos venho querendo trazer aqui para o nosso Toque Musical. Trata-se do genial artista plástico mineiro, nascido na cidade de Espinosa, Minas Gerais. Um talento, que sempre passeou também pelos campos da música. Este cd foi lançado em 2001, aqui em Belo Horizonte e para mim, é uma das coisas mais bonita de se ouvir, dentro da produção musical mineira. É um trabalho excepcional, pois ultrapassa os limites de uma simples produção musical. Convido os amigos aqui para essa audição. E para clarear um pouco mais esta postagem, incluo uma resenha que veio incluída nos arquivos. Segue… 
O trabalho, fruto de três anos, tempo dedicado à criação, ensaios, apresentações e gravações, está em sintonia com a proposta da poesia sonora, que trata o poema não como letra numa música nem como texto a ser recitado, mas como célula expressiva em diálogo com o som, provocando imagens e reflexões. O cd é composto de dez faixas e sete poemas, todos colhidos na safra da poesia contemporânea mineira: Murilo Antunes, Ronaldo Brandão, Luciana Tonelli, Maria José Bretas, Joana Guimarães, além do próprio Gilberto, responsável pela concepção musical e arranjos finais de todas as faixas. Tocando um cavaquinho em outra afinação, acrescida de efeitos sonoro/tecnológicos, dá o tom pra percussão de João Carlos e a rebeca de Clarisse Alvarenga, formando o trio que desembocou no título do trabalho e remete a João Gilberto e Clarice Lispector, dois gigantes da música e das letras. Das três faixas que não trazem poemas, duas são instrumentais, entre elas uma releitura de “Carinhoso”, de Pixinguinha e João de Barro, clássico inquestionável da música brasileira. Há também uma curiosa regravação de “O Tempo vai Apagar”, canção de Paulo César Barros e Getúlio Côrtes, conhecida na voz de Roberto Carlos. João Carlos, percussionista, parceiro e amigo de Gilberto tem uma participação fundamental nesse trabalho, dividindo com ele a concepção minimalista do cd, que conta também com as participações especiais dos músicos; Tattá Spalla e Fernando Lopes e o ator e músico Kimura Schetino. Clarisse Alvarenga, também jornalista deixou gravada a sua participação com a rabeca em “Gente”, e Gabriela Ruas emprestou sua voz infantil ao “O Monstro”. Gravado e mixado no estúdio Audio-Digital por Sérgio Murilo entre setembro de 1999 e dezembro de 2000, o cd teve edição esgotada, houve ainda uma segunda edição distribuída no “mano a mano”. Com o traço indelevelmente associado à história de um dos mais importantes movimentos musicais do Estado, além de capas de discos de Beto Guedes, ele tem desenhos em discos de Toninho Horta e Lô Borges, para os quais também fez cenários de shows – Gilberto de Abreu não poderia negar a relação que mantêm com a música desde que, ainda na adolescência, se tornou vizinho dos Borges no edifício Levy, no Centro de Belo Horizonte, onde foi morar quando se transferiu de Montes Claros, oriundo de Espinosa, norte de Minas, para a capital. Na estréia fonográfica marcada pela independência, o CD que foi inteiramente bancado pelo artista, à base de permuta com seus quadros, reúne a sua produção poética e a de amigos. O artista plástico, performer e poeta admite ter encontrado no disco o formato ideal para expor parte de sua irrequieta produção artística que, além de desenhos e pinturas, inclui poemas e composições feitas no cavaquinho que toca desde a década de 70, quando entrava em cena em companhia do instrumento no espetáculo teatral “Risos e Facadas”, de Eid Ribeiro e Ronaldo Brandão, inspirados em textos de Samuel Becket. Sobrinho do flautista Oswaldo Lagoeiro, que fez carreira em emissoras de rádio da cidade quando o veículo ainda cultivava performances ao vivo de profissionais da música, e primo do baixista e compositor Yuri Popoff, Gilberto diz que não precisou freqüentar escola de música depois da intensa convivência com os integrantes do então nascente Clube da Esquina. “Enquanto aprendia música com eles, alguns como o Beto Guedes se enveredavam na pintura comigo” recorda das incursões dos dois no ateliê do chorão e pintor Godofredo Guedes, pai de Beto. Na linha inversa dos que fazem da música um mero fundo musical para a poesia, no disco ele promove a interação total das duas manifestações, dando origem a um novo formato do gênero. 
“Quando ele dedilha o cavaquinho, parece estar sintonizado a uma época de questionamento e inconformismo, a mesma que viu surgir grande parte de sua produção artística, que hoje ultrapassa 30 anos de vida”. (Textos de Alécio Cunha, Ailton Magioli e Alexandra Martins)
 
clarice lispector, joão gilberto (instrumental)
gente
quadra 76
o carinhoso 
lapso
o mostro
só o tempo vai apagar
velhocyclo
joão gilberto
vida (mix)
 
 
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Som Livre Exportação Nº 2 (1971)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje vamos relembrar um dos programas de maior sucesso da história da Rede Globo de Televisão. Trata-se do “Som Livre Exportação”, que ficou em cartaz entre 3 de dezembro de 1970 e 22 de agosto de 1971. Era um programa semanal que pretendia oferecer uma visão panorâmica da música brasileira. A ideia inicial era exportar o programa para promover a música brasileira no exterior, mas isso acabou não acontecendo. Comandado por Elis Regina e Ivan Lins, o programa contou com a participação de grandes nomes da MPB, como Aldir Blanc, César Costa Filho, Chico Buarque, Clementina de Jesus, Gonzaguinha, Tim Maia, Tony Tornado, Toquinho, Vinícius de Moraes, Roberto Carlos, Wilson Simonal e os grupos Brazuca e Os Mutantes, além de ter revelado uma nova geração de músicos. Aplaudido pela crítica, “Som Livre Exportação” revolucionou os musicais de televisão ao romper com a fórmula do programa de auditório, intercalando depoimentos de personalidades e recolhendo opiniões de populares, o que imprimia um dinamismo próprio a cada número. Alternando planos com cortes que passavam do cantor para a plateia, a direção quebrava a imobilidade tradicional dos demais programas do gênero. O presente álbum, gravado ao vivo (aliás é o volume 2) e lançado pela Philips em 1971, com o selo Forma, reúne alguns dos melhores momentos do “Som Livre Exportação”. Tudo começa com a Orquestra da TV Globo executando o tema de abertura do programa. Depois, Elis Regina interpreta “Black is beautiful”, dos irmãos Valle, nada mais atual nestes tempos de luta pela igualdade racial. Em seguida, um Gonzaguinha em princípio de carreira interpreta “Raça superior”, de sua autoria. Os Mutantes vêm logo depois com “Benvinda”, de Rita Lee e Arnaldo Batista, e Fábio (aquele da música “Stella”) apresenta “A volta do corisco”, dele e Paulo Imperial. Ivan Lins interpreta “Bia, Bia, Beatriz”, de sua parceria com Ronaldo Monteiro de Souza, um dos temas da novela global “O cafona”, cuja trilha sonora estava estourada na época. O Trio Mocotó nos apresenta “Esperança”, de Jorge (então) Ben e Yara Rossi. Maria Bethânia vem em seguida, com “Dia quatro de dezembro”, de Tião Motorista. Maysa canta “Homem de bem”, de César Costa Filho e Aldir Blanc. O grupo O Terço, então despontando com grande vigor, apresenta “Saturday dream”. E, para encerrar, o MPB-4 vem com “Eu chego lá”, composição do mestre Dorival Caymmi. Enfim, este é um disco repleto de bons momentos, mais uma raridade merecedora de nosso Toque Musical. A conferir no GTM, sem falta.
 
tema de abertura – orquestra da tv globo
black is beautiful – elis regina
raça superior – luiz gonzaga jr
benvinda – mutantes
a volta do corisco – fábio
bia bia beatriz – ivan lins
esperança – trio mocotó
dia 4 de dezembro – maria bethania
homem de bem – maysa
saturday dream – o terço
eu cheguei lá – mpb4
 
 
 
*Texto de Samuel Machado Filho 

La Joven Guardia Canta Roque Narvaja (1982)

Buenas noches, amigos cultos e ocultos! Como se vê, janeiro é mesmo sortido e hoje, mais uma vez, continuamos em nossa saga, trazendo música para se ouvir com outros olhos. Esta postagem vai, em especial, para o meu amigo culto Fáres, um fã incondicional da Jovem Guarda, Beatles e tudo que de bom rolou naqueles anos 60. Nosso encontro é com uma dos mais populares grupos de nossos hermanos argentinos, La Joven Guardia, um dos pioneiros grupos de rock surgidos por lá. Fizeram muito sucesso com músicas como  “El extraño del pelo largo” e “La extraña de las botas rosas”, além de outras tantas, músicas essas que estão reunidas nesta coletânea, lançada na Argentina, nos anos 80. A propósito, Roque Narvaja era a guitarra e a voz da banda e aqui neste lp se contempla exatamente o primeiro período de sua formação. La Joven Guardia esteve atuante de 1967 a 78 com diferentes formações. Pelo que sei, houve um reencontro em 2015, com direito a show na Flórida (EUA), onde um dos membros da formação original, o tecladista Félix Pando se radicou. Outra curiosidade vem do nome deste grupo. Eu sempre achei que fosse um nome influenciado pelo movimento da nossa Jovem Guarda, mas não tem nada a ver. O nome vem de um romance do escritor soviético Aleksandr Fadeyev. O La Joven Guardia, ao contrário de seus vizinhos brasileiros da Jovem Guarda era um grupo engajado com as questões políticas e chegaram a ter problemas por conta disso, mas provaram ser menos alienados que a turma de cá, que também fazia rock. Aliás, é bom que se diga, os argentinos tiveram mais liberdade para se expressar no rock do que os brasileiros. Basta ver a quantidade de bandas que dão de dez a zero nas daqui (exceto os Mutantes, que no caso é ‘hors-concurs’, hehehe…) Enfim, é isso aí… Vamos conferir esta coletânea no GTM 😉
 
el extraño del pelo largo
el comprador de amaneceres
motores de pastel
otoño
vuelvo a casa
pensar que no pensaba enamorame
la reina de la canción
la extraña de las botas rosas
despues de la tormenta
soy igual que los demas
profecia
la muerte del extraño
 
 
 
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Duda E Seu Ritmo – Hit Parade (1958)

Olá, amigos cultos e ocultos! Aqui está, pela primeira vez, no Toque Musical, o pianista Aldovrando  de Castro, o Duda, com um dos muitos LPs que gravou para a Continental, ao lado de seu conjunto, “Hit parade”, lançado em 1958. Duda era paulistano e desde logo interessou-se por música, aprendendo muito cedo os rudimentos do piano. Quando sua família transferiu-se para o então Distrito Federal, Duda aprimorou seus estudos clássicos cursando o Instituto Musical do Rio de Janeiro. Voltando a São Paulo, em 1937, iniciou-se profissionalmente na orquestra de José Nicolini, famosa na época. Nesse tempo, tendo concluído o ginasial, frequentava o pré-médico, pois tencionava formar-se em Medicina. Porém, a convite de um amigo, passou a tocar na orquestra de bordo do navio “Cuiabá”, que fazia a linha Brasil-Europa. Nas proximidades de Leixões, em Portugal, o navio encalhou, o que obrigou Duda a passar três meses em Lisboa, atuando nas orquestras locais. Prosseguindo viagem, percorreu as principais cidades da Europa, onde divulgou e tocou nossa música popular. De volta ao Brasil, Duda passou a atuar nos principais cassinos e centros de diversões de São Paulo e Rio de Janeiro. Foi somente no pós-guerra que ele organizou sua própria orquestra, sendo contratado pela Rádio Record de São Paulo e aparecendo nos principais clubes noturnos. Em 1947, organizou um pequeno conjunto, aperfeiçoando-o mais tarde, e transformou-o em sexteto, com ele atuando nas principais emissoras de rádio e televisão de São Paulo. Em 1957, a convite da Continental, gravou seu primeiro LP, “Hoje tem baile”, logo seguido por outros. É o caso deste “Hit parade”, no qual executa, ao lado de seu sexteto e também de um coro, sucessos nacionais e internacionais, ao gosto da época. É mais um disco interessante, merecedor de nosso Toque Musical. Não deixem de conferir no GTM.
 
alone
love me forever
little darling
mister lee
diana
pode ser
adeus amor
nega manhosa
carioca dengosa
por causa de você
onde estou
till
april love
around the world
 
 
*Texto de Samuel Machado Filho

Dilermando Pinheiro E Seu Famoso Chapéu De Paula – Sambas Do Passado Vol. 2 (1956)

E aí, meus amigos cultos e ocultos, estão gostando da nossa seleção fonomusical de janeiro? Eu acredito que sim, claro! Nossa missão é agradar aos gregos e aos troianos, aos meus amados esquerdistas e também aos meus odiosos golpistas que acabaram virando gado. Sim, “o importante é que a nossa emoção sobreviva” e não há nada melhor que a música para acalmar os bichos… hehehe…
Então… nosso encontro hoje é com o lendário Dilermando Pinheiro. Carioca da gema e um autêntico boêmio. Sua carreira começa nos anos 30, um precursor do chamado ‘samba de breque’. Uma de suas marcas era o batuque no chapéu de palha e aqui neste lp vamos poder presenciar isso ao longo das oito faixas deste lp de 10 polegadas, lançado pela Musidisc em 1956. Na verdade, este foi o segundo volume, lançado também no mesmo ano do primeiro. Como o nome mesmo diz, trata-se de uma seleção de sambas do passado, clássicos dos anos 30 e 40. Uma delícia de disquinho que só mesmo quem conhece pode dizer. Se alguém aqui ainda não ouviu, a oportunidade é esta. Confiram no nosso GTM. E qualquer hora dessas e publico aqui o volume 1 para completar, ok?
 
vai cavar a nota
mágoas de um vagabundo
velhos tempos
faceira
vai haver barulho no chateau
até amanhã
retratinho
nega risoleta
 
 
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Muita Bossa Com… (1965)

Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Hoje o Toque Musical oferece a vocês uma coletânea com vários nomes da bossa nova. É “Muita bossa com…”, lançada em 1965 pela Philips com o selo Fantasia. Foram selecionados para integrar este disco dez nomes de destaque, alguns até precursores da bossa nova, com um repertório de ótima qualidade. Agostinho dos Santos comparece com “Maria dos meus pecados” e “Eu não existo sem você”. Baden Powell, um mestre do violão, vem com “Samba triste” e “Dum… dum… dum… dum”. Carlos Lyra entrou com os clássicos “Marcha da quarta-feira de cinzas” e “Maria Ninguém”.  Sylvia Telles, de quem o TM já apresentou alguns discos, aqui interpreta “Trá lá lá lá lá”, “Manhã de carnaval” e “Canção que morre no ar”. O Poetinha Vinícius de Moraes aqui nos apresenta “Pela luz dos olhos teus”, letra e música dele próprio, e que marcou sua estreia em disco como intérprete, em 1960. Anos mais tarde, esta música seria regravada em dupla por Tom Jobim e Miúcha, versão que inclusive foi tema de abertura da novela global “Mulheres apaixonadas” (2003). Portanto, eis aqui o registro original. Lúcio Alves, precursor e depois integrante da bossa nova, aqui revive os clássicos “A vizinha do lado” e “Samba da minha terra”, ambos de autoria do mestre Dorival Caymmi. Eliana, que não é outra senão Eliana Pittman, apresenta aqui “Estrelinha”, sensível composição de Sérgio Bittencourt. Por fim, Sônia Delfino, sobrinha da também cantora Ademilde Fonseca e uma das precursoras do rock brasileiro, aqui comparece com a graciosa “Luluzinha bossa nova”, inspirada na conhecida personagem das histórias em quadrinhos criada nos EUA por Marjorie Henderson Buell. Enfim, uma coletânea com momentos sublimes e que, por isso mesmo, é merecedora de nosso Toque Musical. Não deixem de conferir no GTM. 
 
maria dos meus pecados – agostinho dos santos
samba triste – baden powell
trá lá lá lá lá – sylvia telles
marcha da quarta feira de cinzas – calos lyra
a vizinha do lado – lúcio alves
estrelinha – eliana pittman
eu não existo sem você – agostinho dos santos
canção que morre no ar – sylvia telles
dum… dum… dum… dum – baden powell
luluzinha bossa nova – sonia delfino
maria ninguém – carlos lyra
 
 
*Texto de Samuel Machado Filho

Fred William – O Gaiteiro Alegre (1980)

Bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Aqui, mais uma vez marcando presença no nosso Toque Musical, temos o grande Fred William, um gaiteiro (ou um gaitista) que fez muito sucesso nos anos 50. Foi considerado um dos mais importantes músicos, ao lado do grande Edu da Gaita. Sua produção musical se concentra mais nas décadas de 50 e 60 e numa pesquisa rápida, para alguns sites, a sua discografia vai até os anos 60. Porém, como já vimos aqui mesmo no TM, temos um disco dele de 1971 e agora estou trazendo este e ao que tudo indica foi mesmo gravado em 1980. Um repertório bonito e quase todo autoral com diferentes ritmos, baião, fandango, rancheira, choro… Difícil saber que fim levou este artista, mas considerando a idade, ele provavelmente já faleceu. Porém e para nós ele continua vivo através de sua arte e do nosso empenho em resgatar sempre o que faz parte da nossa cultura musical. 
 
baião da serra grande
uma farra na churrascaria
rancheira do namorados
um paulista na paquera
balança o saco
aragana
quem diria agora
canta cigarra
fandango no galpão
sonho meu
linda serrana
felicidade
 
 
 
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Formula 7 – Som Psicodélico (1968)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Tenho aqui para vocês mais um disco super interessante. Lp lançado, segundo contam, em 1968 pelo selo Parlophone, da Odeon. Um tipo de disco muito comum naqueles tempos, onde a gravadora criava um grupo, geralmente formado por músicos de estúdio, fazia uma seleção com temas do momento e depois lançava para um público sedento, que muitas vezes não encontrava os temas no original. Acredito que por serem músicos de estúdio o nível das execuções era da melhor qualidade, um instrumental de tirar o chapéu. Ainda segundo contam, no time de músicos deste disco tinha nomes como, Hélio Delmiro na guitarra, Luizão Maia no baixo, Márcio Montarroyos no trompete, Caribé na bateria, Sérgio Luiz “Cabeçada” no piston, Hélio Celso no piano, Maestro Nelsinho no trombone, Gérson Ferreira Pinto no sax e flauta e até um americano, Bill Vogel, outro trompete. Como se vê, o Fórmula 7, neste disco é um conjunto de qualidade e se certifica quando se escuta suas músicas. Se não me engano, o Fórmula 7 gravou outros discos, porém não sei se seriam os mesmos músicos. Enfim, seja como for, o importante é mesmo o que ficou, um repertório misto com temas nacionais e internacionais, sucessos da época. Confiram no GTM….
 
watermelon man
pata pata
ponteio
call me
bond street
simplesmente
suck’um up
you only live twice
alegria alegria
rossana
i’m a believer
batman
 
 
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Best Of Friends – Daybreak (1971)

Olá, meus amigos cultos e ocultos! E aqui vamos a cada dia com uma surpresa diferente, agradando gregos e troianos. Trago hoje para vocês uma curiosidade, que por certo já é do conhecimento de muitos por aqui, pois já foi postado em outros saudosos e falecidos blogs. Temos aqui o Best Of Friends – Daybreak, álbum produzindo por Roberto Quartin e em seu lendário selo Quartin. Selo este que produziu alguns discos, hoje pura raridade. Daybreak, me parece foi o único com artistas estrangeiros.
Best of Friends, ao que tudo indica foi um grupo seria o nome do grupo formado por artistas americanos e contou com arranjos e participação de Eumir Deodato. O som do grupo é algo próximo do folk pop, bem agradável, por sinal. Segundo contam, teve uma tiragem pequena, assim como outros lançamentos da Quartin, mas logo chegou a ser relançado nos EUA e na Itália, com outras capas e outras pós produções. Disco bem interessante e que aqui, para nós, tem ainda mais curiosidade por conta da presença de Eumir Deodato. Confiram…
 
walking out on yesterday
i’m not forgetting your name
it’s ok
if love’s in season
fenario
love the one you’re with
summer sound
just plain living blues
sail
drifting with the time
 
 
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Henry Feyerabend E Quarteto Arautos Do Rei – A Bíblia De Mamãe (1964)

Olá amigos cultos e ocultos! Em meio a diversidade fonomusical deste início de ano, temos aqui hoje o lp “A Bíblia de Mamãe”, disco de cunho religioso evangélico, lançado em 1964 pelo selo GBM (Gravadora Boa Música). Nele temos o pastor e teólogo canadense Henry Feyerabend e o Quarteto Arauto do Rei, acompanhados pela organista Cibele P. Botelho. Juntos eles nos apresentam uma seleção de músicas sacras, ou melhor dizendo ‘gospel’. Este grupo foi formado em 1962. Era uma versão brasileira do quarteto americano The King’s Heralds que já estava no Brasil desde os anos 40 através do programa de rádio “A Voz da Profecia”, produzido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. O quarteto é o grupo oficial desta Igreja e pelo que consta continua ainda em atuação, estando já em sua vigésima nona formação. Já gravaram dezenas de discos e este foi o quarto disco lançados por eles, ainda com a primeira formação e tendo como tenor principal este pastor, Henry Feyerabend, como líder e atuante até o final dos anos 60. Disquinho curioso e que só poderia ressuscitar num blog como o nosso Toque Musical. Confira no GTM…
 
a bíblia de mamãe
débil sou
não me abalarei
cristo oulho pra mim
hoje escolhei
um dia vamos compreender
somos filhos de um rei
tem fé em deus
justo ser
lar celeste lar 
doce nenê jesus
 


 

Bibi – Compacto (197…)

Olás! Boa noite a turma de amigos cultos e ocultos! Como disse, janeiro será o mês da diversidade fonomusical, ou algo assim. Um mês cheio de surpresas ao longo de cada dia, para agradar gregos e troianos 🙂 E aqui vamos nós com mais uma curiosidade musical. Não sei bem de onde, mas há algum tempo atrás recebi este arquivo de um disco estrangeiro. Trata-se, na verdade, de um compacto duplo, produzindo em Angola, na África. Nosso artista e produtor se chama Bibi. Infelizmente não há nada sobre ele ou sobre o disquinho na internet além de referências em sites como Discogs e Youtube, Aliás, diga-se de passagem, as pessoas plantam coisas no Youtube sem dar a menor informação e este disco é um bom exemplo. Daí, a única coisa que temos são as limitadas informações de contracapa. Disco gravado na Rádio Nacional de Angola, provavelmente deve ser dos anos 70. Bibi, ao que parece é o nome do grupo e também de um dos cantores. Chama a atenção o tamanho das músicas, todas com mais de 7 minutos de duração. Uma música alegre, cantada em português e em dialeto africano, curiosamente, cola no ouvido. Muito interessante e vale uma conferida…
 
amor sem fronteira
zena
aquela tarde
mobembo
 
 
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Grupo Gralha Azul (1981)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Há algum tempo atrás, estava eu em Sampa passeando pelos sebos da periferia, quando num desses deparei com um colecionador, um sujeito japonês, que estava enchendo a sacola de discos, numa voracidade que me chamou a atenção. Entre os discos que levou havia um lote com talvez uma dúzia de um mesmo lp, no caso, este aqui do Grupo Gralha Azul. Os discos estavam novinhos e pelo jeito era sobra de estoque. O cara catou tudo, pagou e foi embora. Por curiosidade, perguntei ao vendedor que discos eram aqueles e daí foi que fiquei sabendo que o comprador tinha mesmo vindo do Japão, era um colecionador que eventualmente aparecia por lá e comprava, segundo ele, todo estoque de discos independentes. Quando perguntei ao vendedor que disco era aquele que o japa comprou em lote, ele disse que era de um conjunto musical lá do Paraná. Tirou de trás do balcão um outro exemplar, me mostrou e perguntou: “quer levar um? este é o último”. Evidentemente, acabei comprando, mais pela curiosidade. Ao final o vendedor ainda me disse: “aproveita porque agora este disco vai valorizar, esse moço que saiu tem loja no Japão e vende lá esses discos bem caro”. E realmente, tempos depois vi este lp sendo vendido no e-Bay por umas 100 ‘doletas’. No Mercado Livre tinha um, mas logo foi vendido. Hoje, voltando a esse site de vendas, vi que apareceram outros e com preços muito bons. Acho até que vou comprar outro para garantir o momento especulativo, hehehe… Mas, convenhamos, faz sentido este lp entrar para o hall dos disco raro, afinal os poucos que tinha por aqui já foram embora e certamente, uma produção independente como essa não deve ter passado de mil cópias. Contudo, isso ainda não é nada, não fosse também a qualidade do produto. O Grupo Gralha Azul surgiu na cidade de Paranavaí, dentro do Teatro Estudantil da cidade. Foi fundado pelo professor Huany França, em 1969, porém, somente em 1977 o grupo assume mesmo uma forma ao participar, em Maringá, do 1º Femucic, um festival regional que lhes serviram de impulso para novas aventuras. Desde então, o Gralha Azul passou a se apresentar em público e também em outros festivais, ultrapassaram as fronteiras e chegaram até São Paulo, onde então ganharam mais destaque. Em 1981 o grupo então grava este que seria o seu primeiro disco, um lp independente e como o próprio texto interno nos fala, sem grandes pretensões. Sem dúvida, é um disco com muita simplicidade, mas também com identidade própria, explorando temas rurais, regionais, em composições próprias. Muito interessante, vale uma conferida no GTM…
 
girassol
a hora da bóia
pequena história
geração
saudades da gralha azul
navio de sonhos
américa
ciranda paranaense
pé de meia
viola cor de sangue
remanso
martin pescador
 
 
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Trio Montanhês – Baile No Zoo… Logico Que É Bicho Dancando (1963)

Boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Ainda não dá para perceber, mas janeiro vai ser o mês das postagens mais sortidas, vai ter de tudo e para todos. Fiquem ligados para não perderem nada, ok?
Tenho para esta segundona, um lp bem legal. Gosto muito de discos que seguem um tema, ou por outra, onde suas músicas estão interligadas por uma mesma referência temática. Aqui temos um bom exemplo, um disco alegre e que agrada em cheio. Trata-se de uma seleção musical onde o fio condutor é a bicharada, ou seja, são músicas que falam de bichos, animais, todas músicas de sucesso, conhecidas do grande público. Um passeio por diferentes momentos musicais onde os animais são o motivo da vez. E quem comanda a festa é o Trio Montanhês, grupo vocal que vem muito bem assessorado por Walter Wanderley, responsável pelos arranjos e também presente nas gravações. Sem dúvida, um lp dos mais interessantes. Confiram no GTM…
 
o tatu subiu no pau
rato rato rato
marrequinha
urubu malandro
o pato
pombo correio
mula manca
tem gato na tuba
upa upa upa (canção do trolinho)
periquito verde
lobo bobo
eu vi um leão
 
 
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Vários – Dance Com Os Ases (1959)

Que tal iniciar 2021 dançando? Pois é esta a proposta do álbum que o TM oferece hoje a seus amigos cultos e ocultos. O disco chama-se “Dance com os ases”, foi lançado pela Odeon em 1959, e reúne doze músicos, à frente de suas orquestras e conjuntos (Gaya, Luiz Arruda Paes, Oswaldo Borba, Astor Silva, Mário Gennari Filho, Luiz Arruda Paes etc.), executando um repertório variado, de músicas nacionais e internacionais. O cardápio deste disco nos oferece, sem dúvida alguma, o melhor do que havia em música de dança na época: samba, samba-canção, bolero, fox, mambolero (no caso, “Singapura”, composto por Quincas e executado por ele e Os Copacabana) e até mesmo um maxixe, “Ao pé da letra”, concebido e executado pelo acordeonista Mário Gennari Filho. Como se pode observar, é um disco de excelente qualidade técnica e artística, reunindo ases diversos, sendo, por isso, mais um digno merecedor de nosso Toque Musical. E aí, dá-me o prazer desta contradança?
 
l’ederai  –  oswaldo borba e sua orquestra
la goualante du pauvre jean  –  gaya e sua orquestra
sábado em copacabana – astor e sua orquestra
my special angel – hector lagna fietta e sua orquestra
maria – luiz arruda paes e sua orquestra
singapura – quincas e os copacabana
o relógio do vovô – conjunto melвdico norberto baldauf
eclipse – irany e seu conjunto
blue moon – orlando silveira e seu conjunto
o paito no samba – steve bernard e seu conjunto
dora me disse – sexteto rex
ao pé da letra – mаrio gennari filho e seu conjunto
 
 
*Texto de Samuel Machado Filho

Francis Hime – Passaredo (1977)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje, neste segundo dia do ano, vamos nos surpreender com o “Passaredo”, de Francis Hime, disco gravado por ele em 1977, pelo selo Som Livre. Por certo, um clássico da nossa MPB, disco fundamental em qualquer discoteca e certamente, já bem rodado em todas as praças. Mas é aqui que ele vem marcar o ponto. Que seja eterno aqui enquanto dure.
Em ‘Passaredo’ vamos encontrar Francis assinando as treze faixas do disco, todas em parceria com outros grandes compositores, em especial Ruy Guerra e Chico Buarque, que também participa do disco. Belíssimo trabalho que agora vocês podem conferir aqui e no GTM…
 
passaredo
máscara
trocando em miúdos
meu homem
lindalva
último retrato
pouco me importa
carta
maravilha
ave-maria
anoiteceu
meu melhor amigo
luisa
 
 
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Yukiaki Taguchi – Enka Em São Paulo (1977)

Boa noite a todos os amigos cultos e ocultos! Mais uma vez, vão aqui os nossos votos de um feliz ano novo, que superemos toda essa crise e que nos venha a vacina! Como dizia a música do Belchior: “ano passado eu morri, mas este ano eu não morro…” Viva a vida!
Para começar o ano temos aqui um disco diferente, um lp, como se pode ver, de um artista estrangeiro. Na verdade um artista japonês, olha só que interessante… Como todos devem saber, eventualmente publicamos também artistas/discos estrangeiros, numa forma de ampliar nossas sensações e nossa curiosidade fonomusical. Melhor ainda quando de alguma forma há uma relação com o Brasil, ou a brasilidade. Temos aqui um disco de produção independente, apresentando o cantor japonês Yukiaki Taguchi. Este lp, ao que parece, foi gravado em São Paulo, uma produção não comercial e certamente uma edição limitada, voltada para a comunidade nipônica no Brasil. Pelo texto em português, do próprio artista, este é um disco onde ele nos apresenta o “Enka” que é o estilo tradicional da música popular japonesa, algo que lembra bem a música pós Jovem Guarda, aquele jeitão romântico, um tanto brega, diga-se de passagem. Yukiaki Taguchi, conforme texto veio para o Brasil em 1968. Embora o texto de contracapa seja em japonês, entende-se que ele já tinha no Japão uma carreira artística.
Como temos um grupo grande de amigos ocultos japoneses sempre por aqui, creio que este lp pode ser, também para eles, interessante, não é mesmo? Começamos então 2021! 
 
kuchinashi no hana
shinobi goi
kamomemach minatomachi
toshiue no hito
kita kôro
sakariba blues
onna no yume
minatomachi namidamachi wakareemachi
onna ho iji
kiri no defune
sassoriza no onna
kushiro no yoru
 
 
 
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Garotos Da Lua – No Mundo Da Lua (1956)

Boa noite, meus caros e prezados amigos cultos e ocultos! Aqui chegamos a última postagem do ano. Haveria nesta data muitos motivos para comemorarmos e teríamos até, talvez, uma maior atenção da minha parte na escolha desta nossa última postagem de fim de ano. Por certo, temos aqui um disco exemplar, merecedor de toda a nossa atenção e não é atoa que estou postando hoje. Mas, evidentemente, seria hoje um dia de festa não fosse o vírus, não fosse também a atuação desse (des) governo que nada de concreto. Vamos entrar o ano novo ainda na incerteza da vacina. É lamentável… Diante disso e de tantos outros perrengues, não estou muito animado a fazer festa por aqui. Assim, procuro neste último dia de 2020 ser como qualquer outro dia.
E aqui vamos para o “Mundo da Lua” com o lendário grupo vocal Garotos da Lua, neste lp da Sinter lançado em 1956. Este é um disco já bem divulgado em outros blogs e sites, daí não vejo a necessidade de repetir apresentações. Com certeza as informações serão fáceis de encontrar, até mesmo na contracapa, como podemos ver aqui.
Hoje, o que realmente importa são os meus, os nossos votos de um feliz ano novo! Que 2021 nos traga a vacina e que com ela possamos novamente nos reunir. Aliás, precisamos muitos nos reunir, sairmos as ruas para manifestar nosso repúdio pelo descaso desse governo canalha, genocida e bandido para com o nosso povo. Chega dessa gente!
Hoje, mais que nunca, quero desejar a todos os nossos amigos cultos ou ocultos muita felicidade em 2021! Muita saúde, muito amor, muita alegria… Fraternidade, reencontros, paz e reflexão. Que este ano que está chegando seja de mudança, de transformação e consciência. Tudo de bom para nós!
 
na baixa do sapateiro
vou tentar esquecer
não diga não
qui nem jiló
já vai
lá vem a baiana
recordação
policromia brasileira
 
 

 

 

 

Delora Bueno – Cânticos Brasileiros (1955)

Olá amiguinhos cultos e ocultos! Nadando de braçada nas heranças fonomusicais vindas de finados sítios, vamos assim finalizando esse ano de 2020. Consegui, enfim, alcançar a meta das 365 postagens do ano, muito por conta da quarentena que me deu tempo para fazer as coisas direitinho. Espero que no ano que está vindo a gente possa continuar mantendo a regularidade diária.
Hoje o nosso encontro é com a cantora Delora Bueno. Um nome, talvez, pouco lembrado nos dias atuais. Delora foi uma cantora que nasceu nos Estados Unidos, filha de mãe americana e pai brasileiro. Nasceu em Iowa, Estados Unidos’, mas cresceu no Brasil. Viveu aqui até os 19 anos, quando então foi morar de vez na América. Por lá se casou e a a partir de então teve uma carreira de estaque como cantora, animadora de palco e professora de canto, atuando tanto na América quanto no Brasil. Era considerada pela imprensa americana como a embaixadora da canção popular brasileira. Gravou vários discos, tanto aqui quanto lá fora. Entre seus trabalhos temos aqui este disco de 1955, lançado pela Odeon, “Cânticos Brasileiros”, uma celebração a nossa música popular e folclórica. Confiram no GTM…
 
tambatajá
oia o sapo
toca-toca
pingo d’água
cobra grande
maringá
tayeiras
casinha pequenina
upa upa meu trolinho
 
 
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Alberto Mota E Seu Conjunto – Top-Set (1966)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Mais um disquinho aqui para fechar o ano. Aliás, discão! Um excelente lp do instrumentista e compositor Alberto Mota e seu conjunto, “Top-Set, lançado em 1966 pelo selo Polydor. Este conjunto surgiu em Belém do Pará na década de 50 tendo Alberto Mota a frente com seu piano e solovox. No início dos anos 60 eles já estavam fazendo muito sucesso e acabaram sendo contratados pela Polydor e lançando o primeiro disco em 1961. Nesta época, era um dos mais famosos grupos de baile atuando no Norte e Nordeste. Alberto Mota Gravou mais três discos pela Polydor ao longo dos anos 60, sendo este “Top-Set” o último, um disco com um repertório cheio de sucessos da época, nacionais internacionais, cabendo inclusive a Exaltação à Belém do Pará, música de J. Macedo. 
Alberto Mota e seu grupo atuou até o início dos anos 70, quando então foi aos poucos se limitando a apresentações locais. Hoje só nos restam seus discos, coisa também rara de encontrar. Mas felizmente, na internet, através dos blogs de música ele foi muito divulgado e agora se eterniza aqui no nosso Toque Musical 🙂 Confiram no GTM…
 
a casa do sol nascente
arrastão
você
rosas vermelhas para uma dama triste
hello dolly
brincando gostei
pot pourri de sambas:
vamos balançar
tem que balançar
palpite infeliz
sinfonia do carnaval
na onda do berimbau
samba de verão
exaltação a belém do pará
extase total
garota de ipanema
moscou contra 007
 
 
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Fafá Lemos – Dó Ré Mi Fafá (1961)

Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Lá se foi o Natal, logo mais tem o Fim de Ano (graças a Deus!) e desta vez vamos seguir os protocolos, ou seja, vamos ficar em casa, ninguém sai, ninguém entra. Nada de festas e aglomeração, o momento é crítico e exige cuidados. Por favor, fiquem vocês também em casa, ainda temos muitos discos para conhecer e ouvir, ok?
Bom, finalizando nossas postagens dos últimos dias deste ano, tenho para hoje este lp do violinista Rafael Lemos Junior, mais conhecido como Fafá Lemos, lançado em 1961, pelo selo RCA Victor. Fafá já foi apresentado aqui no Toque Musical em outras oportunidades, tanto em discos solo como em grupo, no caso, o Trio Surdina, ao lado de Garoto e Chiquinho do Acordeon. Neste lp ele nos traz um repertório eclético, como era comum na época, misturando temas nacionais e internacionais. Porém, o que nos chama a atenção é a seleção nacional, onde podemos encontrar, por exemplo, músicas de Dorival Caymmi, Haroldo Barbosa, o bolero filho único de João Gilberto, “Ho-ba-la-lá” e ainda duas composições de autoria desse violinista. 
Tá aí… mais um disco bacana a encontrar o seu destino, aqui no Toque Musical, claro! 😉 Confiram no GTM…
 
the exodus song
fiz o bobão
ho-ba-la-lá
palhaçada
theme from the apartment
fiu, fiu
murmúrio
la novia
meu primeiro samba
never on sunday
roceira
rosa morena
 
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Al Brito E Seu Piano – Arco-íris Musical (1958)

Olá, amigos cultos e ocultos! O TM apresenta hoje mais um LP do compositor e pianista João Leal Brito, o Britinho. É “Arco-íris musical”, lançado pela Columbia em 1958, e que ele gravou sob o pseudônimo de Al Brito. O repertório compõe-se de sucessos nacionais e internacionais de ocasião, compondo um verdadeiro arco-íris musical e, portanto, fazendo jus ao título. Acompanhado de orquestra, Al Brito (ou Britinho) traz ótimas execuções ao piano em faixas como “Besame mucho”, “Nos braços de Isabel”, “Foi a noite”, “All the way” e “Mocinho bonito”. Enfim, um trabalho muito bem elaborado, digno de merecer o nosso Toque Musical. É ir ao GTM e conferir.
 
un angelo e sceso a brooklyn
besame mucho
nos braços de isabel
i’ll close my eyes
foi a noite
podes voltar
il nostro giorno
if should lose you
mocinho bonito
faça de conta
all the way
porque e para quê
 
 
 
*Texto de Samuel Machado Filho 
 

Irmãos Do Ritmo – Baile de Bossa (1963)

Boa noite aos amigos cultos e ocultos! Entre os muitos arquivos e discos enviados por colaboradores, alguns são verdadeiras surpresas, curiosidades que cabem como uma luva em nosso sítio, pois como todos devem saber o Toque Musical é um lugar onde se escuta música com outros olhos. Adoramos publicar discos raros, sejam eles de que gênero ou assunto for. Desta vez temos aqui um curioso e raro lp, o “Baile de Bossa”, com o grupo Irmãos do Ritmo. Curioso em vários aspectos, a começar pelo fato de, mesmo sendo uma produção totalmente obscura, ganhou projeção a ponto de merecer uma reedição de seus fonogramas pela Tratore nos ‘streamings’ da música digital. Tudo que podemos saber sobre este disco e seus artistas estão somente na contracapa do lp. Não há nada a ser encontrado no Google além de referências replicadas de vendas ou colecionismo via Discogs ou Mercado Livre. O que talvez chame muita atenção para este lp é o fato da referência a Bossa Nova, onde por certo constam duas ou três músicas do gênero e atrai colecionadores de discos de BN. Conforme o texto da contracapa, os Irmãos do Ritmo foi um grupo formado por adolescentes, quatro irmãos que se iniciaram como um grupo vocal, conquistando espaço na rádio América, de São Paulo. Depois se transformaram em um grupo rítmico, incluindo outros garotos instrumentistas. Gravaram pelo selo Everest Hi Fi, da produtora Prodisco e pela numeração é de supor que tenha sido esta também a primeira produção. O repertório, contudo, não é só de samba/bossa, tem também temas internacionais da música jovem daquele tempo, rock, balada, bolero, twist, fox e cha-cha-cha. Enfim, um autêntico grupo para os bailes da época. Uma outra curiosidade, este grupo, se não nos enganamos, acompanhou Wanderley Cardoso em suas primeiras apresentações no rádio e também no primeiro compacto gravado pelo cantor. Vamos conferir o disquinho, pois como disse, é no mínimo curioso…
 
legata a un granello de sabbia
garota de ipanema
torna pitchina mia
menina feia
misty
não sei dizer
granada
tonight
moon river
só danço samba
rota 66
moon glow
 
 
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Um Novo Tempo – Rede Globo – Compacto (1973)

Bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Desejo a todos um ótimo Natal, mesmo diante a um momento tão difícil pelo qual passamos e em especial aqui no Brasil, onde além da pandemia também passamos pela praga de um (des)governo genocida, corrupto e miliciano. Por certo não irei citar os nomes dos canalhas, pois aqui neste espaço não caberia tamanha infâmia. 2020 foi, neste sentido, o pior ano de nossas vidas, perdemos amigos, parentes e muitos dos nossos ídolos da música que aqui tanto prezamos. Que tamanha infelicidade abateu sobre nós, Ou ainda, por outra, como haviam fascistas no armário! A estupidez e a ignorância amplificadas através de redes sociais e em especial o WhatsApp, onde não há nenhum controle. Tamanha infelicidade descobrir que até mesmo aquele tio velho, aquele primo ou irmão passaram a comungar dessa praga chamada ‘fakenews’. Meu Deus, como o nosso povo é ignorante, preconceituoso, racista e mal caráter. Sim, um povinho mal educado que age como gado e não sabe o quanto está sendo manipulado. O Brasil, hoje, voltou a ser uma republiqueta, um país rico mas cheio de miseráveis, estamos a cada dia regredindo, Terra plana, kit gay, vacinas que transformam as pessoas em jacarés, Jesus na goiabeira… Pqp! Como deixamos essa gente subir ao pode? 
Pois bem, estamos na lona, hoje já temos mais de 200 mil pessoas mortas de Covid, por conta da incompetência e crueldade desse governo. E ainda temos de aturar uma legião de idiotas que não quer se vacinar (que morram, então). É de lamentar a nossa situação.
É por essas e por outras que desejo ao Papai Noel dois presentes, a vacina e o fim dessa política nefasta. Que tenhamos mais consciência de classe, que sejamos mais tolerantes e mais fraternos. Precisamos reconstruir o Brasil. Chega de patifaria! Este é o presente que quero para todos nós. 
Aqui, hoje, para não dizer que não falei de discos, tenho para vocês este compacto lançado pela Som Livre em 1973. Safra muito boa, mesmo em plena ditadura. “Um novo tempo” foi uma música composta pelos irmãos Marcos e Paulo Cesar Valle e em parceria com Nelson Motta. Um tema que ficou famoso na televisão e até hoje é lembrado. Críticas a parte, neste sentido, devemos muito a Rede Globo, pois principalmente nesta época a emissora veiculou muitos programas importantes e na música então nem se fala. Mas isso é assunto para um outro dia, talvez. Enfim, temos este compacto que também traz os Salmos de Davi recitados por Cid Moreira e boa parte do elenco da Globo, naqueles bons tempos musicais. Tudo a ver com o momento presente. Esperamos todos por um novo tempo. Deus é pai!
 
um novo tempo
os salmos de davi
 
 
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Lagna Fieta E Orquestra – Natal Dançante (1959)

Olá, amigos cultos e ocultos! E então é Natal, é noite de Natal. Um Natal diferente, mais triste, porque não haverá a confraternização tradicional. Essa pandemia melou nossas pretensões natalinas, ou eu diria os encontros e a festa. Nesta noite, quem tem realmente consciência da situação, não vai se arriscar. Vamos todos ficar quietos em nossas casas. Celebremos o Natal dentro de nós, pois isso é o que realmente importa. Para a nossa sorte, podemos encontrar nossos queridos de forma virtual, podemos vê-los e também lhe mandar mensagem. Eu sei, não é muito, mas é o que temos por agora. Vamos ficar em nossas casas. E aproveitando, vamos ouvir música para alegrar o nosso espirito e lavar a alma.
Para esta noite, tenho o lp “Natal Dançante”, de 1959, um disco lançado pela RGE, trazendo um repertório que eu diria, mais com clima natalino do que propriamente temas de Natal. Esses, na verdade, se limitaram a duas ou três faixas, mas o disco tem seus encantos. A frente temos a orquestra do maestro argentino Hector Lagna Fieta, radicado no Brasil, esteve muito atuante em rádios e gravadoras, sendo parte do ‘cast’ de músicos e maestros de estúdio. Lagna Fieta era também compositor. Foi ele o responsável pela composição e arranjos de todas as trilhas sonoras dos filmes de Mazzaropi, ao lado de Elpídio dos Santos que fazia as letras. Maestro que fez parte da época de ouro das gravadoras.
Enfim, temos aqui nossa trilha de Natal. Desejamos a todos os amigos uma noite iluminada, com muito amor e paz. Quero desejar aqui também, em especial, os meus votos natalinos aos amigos Samuel Machado Filho, Edu Pampani e ao Fares Darwiche pela colaboração, foça e amizade. Um abraço a todos. Feliz Natal!
 
jingle bells
quem é
lobo bobo
una mujer
maria boa
valentina my valentina
white christmas
o apito no samba
túnel do amor
conversa
margarida
castigo – balada triste – mais brilho nas estrelas
 
 
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A Festa Do Natal (1974)

Boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Como já estamos bem próximos do Natal, aqui vai um disquinho para comemorar, A Festa do Natal, uma coletânea de sucessos lançada originalmente pela Copacabana em 1959. Em 1974 o disco voltou a ser relançado, através do selo Som. Aqui encontramos Angela Maria, Altamiro Carrilho, Carequinha, Agnaldo Rayol. Inezita Barroso, Jairo Aguiar, Golden Boys e Os Titulares do Ritmo, todos apresentado um tema de Natal. Na verdade esta é uma seleção com músicas natalinas extraídas de discos desses artistas. Disquinho bacana que não poderia faltar nesta data. Confiram no GTM…
 
oração – angela maria
meu bom papai noel – carequinha
o primeiro natal – agnaldo rayol
cantiga de natal – jairo aguiar
entrai pastorinhas – inezita barroso
o tannenbaum – os titulares do ritmo
sino de belém – os titulares do ritmo
missa do galo – carequinha
eterno natal – agnaldo rayol
vinde pastores – jairo aguiar
natal as crianças – the golden Boys
boas festas – altamiro carrilho e sua bandinha
 
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Clóvis Pereira – Velhos Sucessos Em Bossa Nova (1963)

Boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Aqui vai mais um disco bacana para se encaixar nessa mostra de fim de ano. Tenho para vocês “Velhos Sucessos em Bossa Nova”, lp do maestro e pianista Clóvis Pereira, disco lançado em 1963 pelo selo Mocambo, da Rosenblit. 
Eu estava buscando mais informações sobre este disco quando me deparei com um texto do jornalista José Teles, achei tão completo que tomo a liberdade de reproduzi-lo aqui:
“…estreia em disco do maestro Clóvis Pereira, com um time formado por craques do instrumental pernambucano, recriando sucessos de décadas anteriores, em roupagem bossa nova. Na época, depois dos intérpretes de BN, quase tudo na cola de João Gilberto, a onda eram os combos de samba jazz. Clóvis Pereira foi além, e formou uma orquestra de bossa nova, com instrumentação inovadora, com um naipe de saxes, dois trompetes, um trombone, celo, contrabaixo, percussão, violões, e ele, o maestro no piano. Talvez o desnecessário neste disco é o “velhos sucessos”, até porque João Gilberto, no LP que modernizou a música popular brasileira, interpreta quatro Ary Barroso, Dorival Caymmi, Marino Pinto e Zé da Zilda, duas das canções, estão neste LP de Clóvis Pereira, Aos Pés da Cruz, e Morena Boca de Ouro. O repertório do LP vai de Sinhô (Gosto que me enrosco), a João de Barro, Noel Rosa, Ary Barroso, e Ataulfo Alves, o menos conhecido Waldemar Gomes e Afonso. Teixeira, do então ainda recente sucesso Nega (gravado por Jorge Veiga em 1958). Se o repertório é impecável, o que dizer dos músicos que Clóvis arregimentou? Sivuca toca um dos três violões, o trombonista é o também compositor Senô (autor de, entre outras, Duda no Frevo), os quatro saxes são de Valderedo (soprano), Ivanildo (alto), Maurício (barítono), e Duda (tenor). Assim como estes, os demais, Miro, Zezinho, Chagas, são tudo cobra criada, de talento calejado em orquestras de baile e de frevo, ou nos estúdios da Rozenblit, então no auge. Os arranjos são todos muito bons. Amélia, por exemplo, começa com um uníssono de saxes. O maestro Duda mostra seu lado Stan Getz, dialogando com o sax de Ivanildo, na abertura do álbum, com Não me diga adeus (Paquito/Soberano), mais para o jazz West Coast (o que mais influenciou os bossa novistas).
Fim de Semana em Paquetá (João de Barros/Alberto Ribeiro) tem um toque de Stan Kenton, com a cozinha de contrabaixo, bateria e ritmistas (como se chamavam então percussionistas) firmes e discretos, enquanto saxes e trompetes se revezam nos improvisos. 54 anos depois ete álbum não perdeu o frescor, é daqueles trabalhos aos quais o tempo não causa danos, pelos contrário os torna ainda melhores.”
 
não me diga adeus
fim de semana em paquetá
madalena
morena boca de ouro
no rancho fundo
helena, helena
gosto que me enrosco
fita amarela
o orvalho vem caindo
aos pés da cruz
nêga
amélia

 

 
 

 

Neco E Seu Violão – Coquetel Bossa Nova (1963)

Olá, amiguinhos cultos e ocultos! E segue a bossa e os diversos discos a ela relacionados. Discos esses já bem divulgados em diversos outros blogs que hoje já nem existem mais. E assim sendo, o Toque Musical os recebe de herança. Digo herança porque muitas vezes eu prefiro pegar o arquivo pronto original ao invés de digitalizar discos e capas. Só tenho feito isso quando os arquivos de áudio estão em baixa qualidade ou incompleto, sem contracapa ou selos. Enfim, é no Toque Musical que tudo se completa e eterniza (que seja eterno enquanto dure!)
Então, temos desta vez a presença de Daudeth Azevedo, músico carioca mais conhecido pela alcunha de Neco. Foi um instrumentista e arranjador. Participou de shows e gravações de centenas de discos da MPB. Era essencialmente um músico de estúdio, mas também foi integrante de grupos como Os Ipanemas, com Astor Silva; Banda Veneno, de Erlon Chaves; Os Catedráticos, de Eumir Deodato e Os Gatos, de Durval Ferreira. Gravou também quatro discos solos, sendo este “Coquetel Bossa Nova” seu primeiro disco, gravado em 1963 e lançado em 64. Os arranjos deste disco são Astor Silva, padrão CBS. Confiram já, no GTM…
 
jogado fora
você
está nascendo um samba
se chegou assim
ah! se eu pudesse
corcovado
nós e o mar
com amor não se brinca
tem dó
a mesma rosa amarela
tristeza e solidão
sorriu para mim
 
 
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Orquestra Moderna de Câmara – Brasil Bossa Nova (1962)

Bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Dentro desta mostra de fim de ano, trago aqui mais uma orquestra em ritmo de Bossa Nova. Temos desta vez a Orquestra Moderna de Câmara e seu lp “Brasil Bossa Nova”, um disco lançado pelo sofisticado e diferenciado selo Nilser, do músico e empreendedor Nilo Sérgio que também era o dono da gravadora brasileira Musidisc. Os álbuns da Nilser eram geralmente produções luxuosas, em capa dupla, com recortes e outras características conceituais que os diferenciavam dos discos fabricados no Brasil. Um bom exemplo é este, que tem capa dupla, recortes e um trabalho de arte magnífico, com ilustração do artista Ademir Martins. “Brasil Bossa Nova” é um belíssimo disco com essa orquestra que provavelmente era a de estúdio da Musidic e isso se percebe pela total ausência na ficha técnica até mesmo do maestro e arranjador. Mas, independente disso, o que temos aqui é um repertório, para a época, moderno com várias músicas que se tornaram clássicos os verdadeiros clássicos da Bossa Nova. Muito bacana, não deixem de conferir…
 
solução – dizem por aí
chega de saudade – o menino desce o morro
ideias erradas – chora tua tristeza
na cadência do samba – leva meu samba
meditação – este seu olhar
samba de uma nota só – desafinado
manhã de carnaval – a felicidade
samba triste
o barquinho
menina moça – mulher de trinta
mulata assanhada – samba que eu quero ver
 
 
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Orquestra Rudá – Clássicos Em Bossa Nova (1963)

Bom dia, caros amigos cultos e ocultos! Continuando nossa saga fonomusical temos para hoje a Orquestra Rudá, também conhecida como Orquestra Fantasia, de Rogério Duprat. Segundo informações, este foi o primeiro disco de Duprat, que na época ainda era professor da Universidade de Brasília, da qual acabou saindo devido ao Golpe de 64. Mudou-se para São Paulo e passou a trabalhar como diretor artístico de uma nova gravadora paulista, a VS (Som Indústria Villela Santos Ltda). Conforme um texto do cantor Alberto Pavão, que também trabalhou com Duprat, gravadora VS entrou no mercado fonográfico com muita ambição. Era dirigida pelo radialista Ataliba Santos em sociedade com o empresário Paulo Villela. Criaram dois selos, o VS comercial, no qual lançava lps e compactos do elenco da gravadora e também o selo Penthon que era destinado a produção de lps vendidos a domicílio, tal qual fazia a Odeon com seu selo Imperial, ou como o selo mineiro Paladium. O selo Penthon era para assinantes e não era vendido em lojas. Daí a razão pela qual este lp ser hoje uma raridade, pois a produção foi limitada, embora e ao que parece, também chegou a ser lançado pelo selo comercial. Na versão ‘venda a domicílio’ o disco apresentava uma outra capa, como podemos ver nas imagens menores. “Clássicos em Bossa Nova” foi um disco inovador, pois seguindo projetos semelhantes, como os discos do maestro Peruzzi na RGE e depois MGL, onde este misturava ritmos de samba para músicas clássicas, aqui, com a Orquestra Rudá ele faz algo parecido, só que através do batido da Bossa Nova. É, sem dúvida, um disco dos mais interessantes e na época chegou a chamar a atenção. Aqui no Toque Musical ele agora se eterniza, pois em outros tempos já havia sido publicado nos finados blogs Abracadabra e Loronix. Confiram no GTM…
 
abertura, do guarani – carlos gomes
valsa, opus 61 nº1 em lá bemol – chopin
andantino – quarta sinfonia de tschaikowsky
tema de concerto para piano opus 54 – schuman
noturno opus 9 nº 2 em mi bemol – chopin
preludio e brinde da traviata – verdi
dança macabra – saens
tema do 1º movimento das sinfonias 4ª de brahms e 5ª de beethoven
o cisne – saens
andante cantabile 5ª sinfonia de tschaikowsky
 
 
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Os Bossa Três – & Seus Amigos (1962)

Olá, amigos cultos e ocultos! E por falar em jazz, que tal este Bossa Três? No início do ano postamos no Toque Musical aquele que foi o terceiro álbum de uma série de três lançada por este fantástico grupo formado por Luiz Carlos Vinhas, Edson Machado e Tião Neto, quando então estiveram em temporada pelos Estados Unidos e por lá gravaram, através do selo Audio Fidelity. Desta vez, trazemos o segundo lançamento, um disco ainda mais enfronhado no jazz, onde de suas doze faixas, dez são de compositores americanos. Somente as duas faixas de abertura dos lados A e B são dOs Bossa Três. E temperando ainda mais este prato, o trio vem acompanhado pelos não menos fenomenais saxofonistas, Clifford Jordan, Sonny Simmons e Prince Lasha. Um discaço para quem gosta de jazz e de bossa. Por essas e outras é que não poderia faltar no TM. Agora fica faltando o primeiro, Os Bossa Três e Jo Basile, que postaremos numa próxima oportunidade, ok? 
 
bottes
blue monk
love for sale
cutie
moanin’
well you needn’t
dahod
epistle to train
days wine and rose
whisper not
yesterdays
minortory
 
 
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