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COMO LIMPAR SEUS DISCOS, DE VERDADE! – UM DICA IMPORTANTE PARA COLECIONADORES

Eu já indiquei outras vezes em grupos de colecionadores de discos de vinil e aqui indico novamente. Como colecionador e também fotógrafo, descobri através de amigos no Cecor, (Centro de Restauração de Obras de Arte da UFMG) um produto usado na limpeza de filmes fotográficos à base de Xilol. Esse produto eles usam para limpar materiais plásticos com texturas, inclusive discos de 78 rpm. Partindo dessa prática, vi que eles usam o mesmo produto que uso em meus filmes ao lavar, ou seja, o Photo-Flo 200 da Kodak. Desde então, todos os meus discos eu lavo usando o Photo-Flo 200 e fica realmente uma beleza, tanto na aparência quanto no resultado sonoro. Para tanto, basta 5 ml de Photo-Flo para 800 ml de água destilada e uma esponja de espuma de melamina (esponja mágica). A dica é lavar o disco primeiro com água da torneira para umidecer o sulco (cuidado especial com o selo, evite muita água nele). Depois, como a esponja no Photo-Flo diluido, passe de forma circular sobre o disco, seguindo os sulcos e gerando uma espuma sobre a superfície. Faça isso umas tantas vezes, de acordo com o estado de sujeira do disco. Depois de feito de um lado e do outro, leve o disco na água corrente da torneira retirando todo o produto e coloque o disco para secar em um local longe de poeira (eu uso um secador de pratos de metal). Na falta do Photo-Flo 200 no mercado Brasileiro, use outros similares que podem ser encontrados até no Mercado Livre. Obviamente, estou generalizando situações de sujeira. Há coisas que requer um tratamento mais profundo e técnico. Fica a dica! 😉
Os Poligonais – A Bossa Dos Poligonais (1965)


Trazemos mais uma vez um raro disquinho. Um compacto duplo do conjunto Os Poligonais. Este foi o disco de estreia deste conjunto instrumental, lançado em 1965 pelo obscuro selo Sawaya. O sucesso e o repertório desse compacto impulsionaram o grupo a gravar o seu aclamado álbum, ‘long-play’ lançado no ano seguinte pelo selo Farroupilha. Como a qualidade da imagem um tanto sofrível, para alguns pode ser difícil a leitura, assim, segue a baixo a transcrição:
Segundo antigo provérbio: “Os pássaros com a mesma plumagem estão sempre juntos”. Verdade, sempre aplicável. Assim, de há uns dois anos para cá, os universitários Vidal Sbrighi e Vicente de Paula Salvia, apaixonados por música, habituaram-se unir um grupo de amigos, Edmar Tony, Alvaro Galati e Pedro Eduardo, como êles, amantes da música. Distraiam-se tocando em conjunto, fazendo arranjos e mesmo compondo. Talento não lhes faltava. Basta dizer que todos dominavam com perfeição diversos instrumentos: Vidal: Clarinete, Saxofone, Piano, Harmônica, Violão – Vicente: Piano, Celeste, Harmônica, Marimba – Edmar: Guitarra, Contra-Baixo – Alvaro: Contra-Baixo – Pedrinho: Bateria. Nada faltava, para que dali surgisse, expontâneamente um conjunto rítmico fadado ao sucesso. Criando um estilo moderno e original ao compor e executar, cumpria agora encontrar um nome adequado ao conjunto, pois, segundo êles mesmos, não desejavam formar um conjunto “quadrado”. Daí o nome de “Os Poligonais”, nome original do conjunto que apresentamos ao público atravéz de seu primeiro disco (A bossa dos Poligonais). Suas composições e estilo de execução, estamos certo será do agrado de todos, pois a harmonia e ritmo inspiram a todos em todos os sentidos. Nesta gravação tocam: Vidal: Sax – Vicente: Piano, Celeste – Edmar: Guitarra, Violão – Alvaro: Contra-baixo – Pedrinho: Bateria – Vocal a cargo de: Mário Sergio, Odair, Odracyl, Luiz Carlos e Alvaro. Estão de parabéns êstes jovens valores que despontam no mundo da música e dos discos, e o sucesso será o prêmio dêstes rapazes que se esforçam para apresentar ao público o melhor de si mesmos.
OLIVEIRA NETTO
teleco diferente
tempo limitado
interrogação
areia
romeu e julieta
Gabriela (1967)


Seguimos aqui com mais um compacto, lançado pelo selo Fermata, em 1967. Este disquinho registra duas canções que fizeram parte e se destacaram em festivais, sendo esses o II Festival Internacional da Canção – Rio e o III Festival da Música Popular Brasileira, todas as duas defendidas pela cantora Grabriela e com arranjos e regências de Rogério Duprat. Um excelente compacto que merece o nosso toque musical. Confiram…
balanço do vento
brinquedo
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Daisy Guastini – Canção Que A Madrugada Inspirou (1962)
Saímos um pouco dos discos de forró e vamos para outras raridades da música popular, em compactos e lps. E aqui temos, envido pelos nossos incansáveis amigos cultos, Daisy Guastini neste compacto de 1962 lançado pelo selo RGE. Este disquinho marca um dos melhores momentos de Daisy, cantora que iniciou sua carreira ainda nos anos 50. Como podemos ver, o disquinho é um compacto duplo, ou seja, com quatro faixas/música. Nele temos um bom exemplo de três gêneros musicais bem populares da época, a marcha rancho, o bolero e o samba canção, nesse último se destaca um samba bossa nova, “Fim do dia”, de José Guimarães e Gerson Caetano. Daisy Guastini é uma cantora, infelizmente, pouco lembrada. E essa é uma boa razão para postarmos um disco dela em nosso Toque Musical. Confiram…
canção que a noite inspirou
fim do dia
eu sabia
eu quero saber se sou feliz
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O Maior Forró Do Mundo (1986)
Mais um disco bacana de forró. Uma coletânea que pelo nome já diz tudo. Aqui temos Quinteto Violado, Banda de Pau e Corda, Nana Rocha e Pinto do Acordeon. Um seleção de 12 músicas para animar qualquer forró. Produzindo e lançado pelo Estúdio Eldorado através do selo Paralelo, em 1986. O disco se destaca por mesclar arranjos sofisticados que reflete a efervescência do forró nos anos 80. Confiram…
funga funga – quinteto violado
vamso suspirar – banda de pau e corda
beco do prazer – nana rocha
pagode russo – quinteto violado
forró do egildo – banda de pau e corda
as tres festas – quiteto violado
partida – band ade pau e corda
oia o cruzado de novo – pinto do acordeon
anita cruz violeira – nana rocha
com todo gás – quinteto violado e banda de pau e corda
engenho velho – banda de pau e corda
o maior forró do mundo – quinteto violado
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Oswaldinho – In Concert (1980)
Temos para hoje a presença de Oswaldinho, também conhecido como “Oswaldinho do Acordeon”. Instrumentista e compositor, iniciou na música ainda criança, ao lado do pai sanfoneiro, Pedro Sertanejo, com quem gravou a partir dos oito anos. Mas foi a partir dos anos 70 que ele se ingressou de vez na MPB tocando com o grupo Bendegó. Daí passou a tocar com outros tantos e diversos músicos. Seu grande referencial para a música nordestina urbanizada foi Dominguinhos. Oswaldinho, na sua versatilidade acabou se tornado um dos maiores músicos/sanfoneiros do país, respeitado ao nível dos mestres da sanfona/acordeon. Ao longo de todo esse tempo gravou dezenas de discos.
Aqui temos este ousado trabalho onde ele não tem limites, faz uma mistura de ritmos nordestinos tradicionais com jazz e música clássica. Um trabalho bem diferenciado do discos anteriores, porém sem perder a essência e magia. Vale a pena conferir ete que foi seu décimo lp.
foró in concert
sinfonia nº5 de beethoven
côc do improviso
motivação
risco
forró com frutas
forró em aracaju
língua de canivete
festejo
cá entre nós
pesadelo
naquela noite
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Nossos Sucessos Vol. 2 (1988)
Mais um disco da coletânea Continental através de seu selo Gel. “Nossos Sucessos” em uma nova seleção. Embora não conste, podemos entender como um segundo volume, pois como se pode ver, aqui, a única coisa que muda além do repertório/artistas é a cor da tarja central, a primeira azul, esta verde. Talvez até tenham outros volumes diferenciados pela cor, mas até o momento só temos esses dois. Aqui, não muito diferente do primeiro, temos uma outra seleção seguindo a mesma linha, com artistas/fonogramas extraídos de seus discos. Esta coletânea é bacana também porque nos dá a oportunidade de conhecer diferentes artistas da música forrozeira. Confiram…
cabeludo zé mané – clemilda
oh darcy – alípio martins
nem olhou pra mim – alcimar monteiro
bulir com tu – hermelinda
amor fervendo – zé calixto
eu botei a aliança – carlos andré
forró do massapé – dominguinhos
deixa falar – fubá e dominguinhos
de marré decê – joão paulo jr.
lambuza no meu baton – guadalupe
Nossos Sucessos Vol. 1 (1988)
Seguimos hoje com uma coletânea de sucessos do da gravadora Continental através de seu selo Gel. Uma seleção de músicas nordestinas, verdadeiros forrós extraídos de seus diferentes discos/artistas. São dez faixas que alegram a vida de qualquer forrozeiro. Confiram…
dodói – roberta miranda
galeguim do zói azu – genival lacerda
para tirar côco – abdias
a cacimba da viúva – edson duarte
melô da feira – laranjeiras
forró na brasa – amelinha
fungado – sirano
bonita e gostosa – luizinho calixto
sem você não sou ninguém – toninho alves
pout pourri pajeú
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Manezinho Do Forró – Descer Do Pé De Côco (1987)
Mais um sanfoneiro para o forró do Toque Musical 🙂 Agora temos aqui Manezinho do Forró, um piauiense radicado em Belo Horizonte, considerando uma lenda viva do forró pé-de-serra mineiro. Um artista que carrega uma profunda herança musical e é um símbolo da cultura nordestina no Sudeste. O pai de Manezinho , Zé Pessoa, foi parceiro musical de Januário, pai de Luiz Gonzaga e este por sua vez foi seu padrinho de crisma. Em busca de novas oportunidades, Manezinho veio parar em Belo Horizonte onde se tornou militar, mas nunca abandonou a sanfona. Tocou com grandes nomes como o padrinho Luiz Gonzaga e também com Dominguinhos.
Aqui temos ele neste lp lançado pelo selo “Discos Chororó”, em 1987. Disco perfeito para os forrozeiros de plantão. Se não conhecem, a hora é essa…
descer do pé de côco
o bicho lobisomem
amor de sanfoneiro
chamego
cangaço de lampião
boiadeiro
o pau vai comer
mulher boa
remelexo
um sonho no piaui
peão de trecho
dançando pra me alegrar
Luizinho Calixto – Do Jeito Que Você Gosta (1994)
E da-lhe sanfona! Desta vez vamos com Luizinho Calixto, mais um dos grandes mestre da sanfona de oito baixos do BRasil. Nascido em Campina Grande, na Paraiba, ele é um multinstrumentista e compositor, reverenciado por maner acessa a tradição do instrumento e também por expandir seu rpertório para ritmos como o choro, bossa nova e frevo. Foi descoberto por Jackson do Pandeiro que o levou para o Rio de Janeiro. Seus primeiros discos foram gravados nos anos 70, década que também integrou o cenário do autêntico forró. Tocou ao lado de grande nomes da música nordestina dos quais se destacam Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga.
paixão nenem
quanod te vejo
chama de paixão
passarela
minha preta meu xodó
de cara nova
na onda do forró
meu velho tocador
só pra chamegar
borão variado
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Forrozando – 16 Sucessos Para Você Dançar Vol. 2 (1981)
Seguindo nesse forró, agora temos uma coletânea de sucessos para animar qualquer festa. Um disco que é alegria para os DJ’s de forró. Lançado em 1981 pelo selo Soma, da Rede Globo de Televisão. Reúne um time de artistas nordestino em fonogramas cedidos por outros selos, permitindo uma seleção de primeiríssima e que agrada em cheio. Confiram…
forró do mané vito – luiz gonzaga
puxe o fole – bastinho calixto
o gabola – forrókimbo
camarão – zé gonzaga
adeus rosinha – trio noirdestino
pescaria em boqueirão – joão gonçalves
o rela bucho – sebastião do rojão
o forró do cabo gato – ary lobo
forró do mestre – gerson filho
forró na fazendinha – zé xodó
piadinho de pinto – baú dos oito baixos
forró do junco – arlindo dos oito baixos
deixa isso pra noite – zé paraiba
menino vaqueiro – zé honório
forró em petrolina – zé da peba
forró no escuro – zé piatá
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Dominguinhos – Garanhuns (1992)
Forrózando, vamos hoje trazendo Dominguinhos, um dos grandes nomes da nossa MPB. Aqui temos dele o lp “Garanhuns”, disco lançado em 1992 pela gravadora RGE. Um trabalho onde o sanfoneiro presta uma homenagem a sua terra natal, Garanhuns, cidade do agreste pernambucano. O álbum traz um repertório cheio de xaxado, xote e forró. Conta com a participação da cantora Elba Ramalho. Este disco é marcado pela transição do mercado fonográfico, num momento em que a música aqui no Brasil entrava com tudo na era do ‘compact disc’. Garanhuns foi um trabalho gravado e lançado somente em lp e somente em 2017 teve sua edição em cd, através da editora Discobertas. Domingiunhos conduz o álbum com muito maestria na sanfona, misturando o romantismo característico de suas composições com o balanço animado do forró. Quem gosta do gênero não pode perder a chance de ouvir…
coisa linda
fofa chão
faz de mim
pouco importa
estrela gonzaga
fazenda corisco
balança sanfoneiro
já vi tudo
chamego e xodó
meu garanhuns
sem rumo sem prumo
limpa banco
as moças de angical
Edgar Dos 8 Baixos – Cabra Bom Dos 8 Baixos (197…)
Aproveitando o momento e os discos na ponta da agulha, vamos entrar na semana do forró, garantido assim a trilha da festa junina, Festa de São João… E aqui temos o sanfoneiro alagoano, Edgar dos Oito Baixo, cabra bom dos 8 baixos. Um artista regional, forrozeiro, que fez muito sucesso na Caravana do Rei dos 8 Baixos, uma memorável caravana de artistas de forró e pé-de-serra que percorria o interior do nordeste, comanda pelo maestro e sanfoneiro Gerson Filho. Quem gosta de forró não pode perder esse raro lp. Confiram no GTM.
alegria no salão
cabra bom dos oito baixos
xodó de mulher bonita
roendo côco
sertão sofredor
machucando o fole
levanta a saia
forró do cícero moreira
aguenta mulher
vila nova
recordando manaus
ponta pelada
Danado De Bom (1986)
Esquentando o São João, vamos de forró que tá danado de bom! Aqui uma coletânea de músicas de forró em lp lançado nos anos 80 pelo selo Lup Som. São 14 músicas para dançar no arrastado numa seleção com grandes nomes do forró: Vavá dos 8 Baixos, Azeitona, Renato Leite, Rubens Diniz, Baianão da Sanfona e o Trio Diretas. Um disco para animar qualquer festa de forró. Confiram…
feira de mangaio – rubens diniz
chamengo das meninas – vavá dos 8 baixos
siry com molho – azeitona
forró alegre – baianão da sanfona
forró do maranhão – renato leite
forró pesado – trio diretas
forró alegria do nordeste – vavá dos 8 baixos
o fruto rico – vavá dos 8 baixos
chilique – trio diretas
festa do interior – rubens diniz
forró do zé do floe – baianão da sanfona
forró em são mateus – vavá dos 8 baixos
pesadinho – azeitona
trem romeiro – renato leite
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Catulo De Paula – Geremias Do Roque Santeiro (1976)
Como estamos em junho, inevitavelmente não podemos esquecer das festas de São João, festas juninas, música nordestina e forró. Daí, vamos trilhando nossas postagens para esses gêneros, até porque, temos aqui alguns bons discos de forró para apresentar.
Começamos com este, hoje, raro lp do cearense, cantor, compositor e ator brasileiro, conhecido como Catulo de Paula. Iniciou sua carreira nos anos 50, no Rio de Janeiro. Ficou muito conhecido nas décaddas de 60 e 70 por suas composições de forte teor regional. Tornou-se um dos nomes mais requisitados para composição de trilhas de filmes sobre a temática do cangaço. Conforme as fontes, Catulo foi convidado pela TV Glogo para interpretar um cego cantador de feira na versão original da novela Roque Santeiro, que foi censurada na época. Ele havia escrito um “ABC” rimado que resumia a hitória da trama. Mas como a novela foi vetada, ele levou a ideia para este disco “Geremias do Roque Santeiro” que foi lançado no ano seguinte através do selo Tapecar. O disco aborda o universo do folclore nordestino, misturando forró, samba e a música popular. Um trabalho muito interessante e curioso. Raridade que dificilmente terá uma reedição. Então, cola no GTM…
roque santeiro
abc do roque santeiro
é a vida… é a vida
o glosador
zé da paraíba
forró do zé joão
nordestino incrementado
alegria dolorida
prefiro ficar com maria
toque final
vida ruim
tempo de esperar
balada da noite sem fim
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III Festival Universitário De MPB (1970)


Mais um compacto de festival… Desta vez um 7 polegadas do III Festival Universtário de MPB. Compacto simples, mas com duas grandes canções, uma composições de Ruy Maurity e outra de Ivan Lins, interpretadas pela cantora Lúcia Maria e pelo grupo vocal Umas & Outras. Confiram essa raridade no GTM…
dia cinco – lúcia maria
a vida avisa que chegou – umas & outras
Laurindo Almeida – Impressões Do Brasil


Aqui temos um disco que nos foi solicitado a um tempo atrás e hoje, por acaso e já que estava no prato rodando, vamos a ele. Laurindo Almeida acompanhado ao piano por Ray Turner no álbum “Impressões do Brasil”. Este disco foi gravado nos Estados Unidos e lançado em 1957 pelo Capitol Records. Um clássico da música instrumental que também teve sua edição no Brasil. Segundo informações, este trabalho destaca-se como um dos primeiros lps da história gravados exclusivamente para a combinação de violão e piano, servindo como ponte cultural e crucial para a projeção da música brasileira nos Estados Unidos antes mesmo da Bossa Nova. O repertório mescla peças de concerto complexas com o dinamismo do choro brasileiro. O lado A é totalmente dedicado a Radamés Gnattali com sua peça “Concertino Nº2 para Violão e Piano”. O lado B traz três choros de Garoto, um choro de Villa-Lobos e duas outras composições do próprio Laurindo Almeida.. Taí, um disco para entendidos 🙂
primeiro movimento allegro – radamés gnattali
segundo movimento adagio – radamés gnattali
terceiro movimento presto – radamés gnattali
choro triste – garoto
choro gracioso – garoto
cnosso choro – garoto
serenata – laurindo almeida
crepúsclo em copacabana – laurindo almeida
gavotta-choro – heitor villa-lobos
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Mais um compacto de festivais. Desta vez temos o 3º Festival de Música Popular Brasileira de Juiz de Fora, lançado em 1970. O presente disquinho traz as quatro músicas finalista do festival, aqui neste 7 polegadas chamado “Êxitos”. Como podemos ver estampado na capa, temos Guarabyra, Evinha, Clara Nunes e Carlos Imperial apresentando as finalistas defendidas por eles. Eis aí, mais um registro raro quer merece ser lembrado. Confiram no GTM…
velhas histórias – guttemberg guarabyra
clara – eva
garôa de suburbio – clara nunes
portela – carlos imperial e a turma da pesada
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Henrique Benny (1965)

Aqui, mais um raro compacto dos anos 60, lançado pelo selo RCA Victor, em 1965 trazendo o cantor Henrique Benny. Um artista cujo o repertório está ligado ao samba balanço e bossa nova. Gravou alguns compactos pela Victor, inclusive sendo um deles um dos poucos disco de 7 polegadas em álbum com dois compactos. Este nós ainda não postamos, mas logo que possível a gente traz para vocês conhecerem. Por hora, vamos com este compacto simples que teve duas versões, uma com capa personalizada e outra genérica. O conteúdo musical é muito bom, samba e balanço numa atmosfera bossa nova bem comum daqueles tempos. Vale muito conferir…
preamar
joaninha
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Dinalva (1972)
Seguimos aqui, agora e mais uma vez trazendo uma cantora, Dinalva, artista que trafegou fortemente pelo samba, pelo balanço e pelas raízes da música nordestina no início dos anos 70. Embora sua discografia seja composta por compactos, ela gravou composições de grandes nomes da música nacional. Ao que consta, em sua carreira, aleém de defender as composições regionais e de Clara Nunes, ela também ficou conhecida por interpretar sambas-enredo. O seu maior destaque catalogado na música foi a gravação de “Valongo”, samba-enredo oficial da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro para o Carnaval de 1976. Neste compacto pela Continental, de 1972, ela nos traz dois sambas…
feriado nacional
seca do nordeste
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Dalva Righetti (1968)


Temos desta vez um daqueles disquinhos raros da Bemol, um compacto simples lançado por volta de 1968 e trazendo a cantora Dalva Righetti. Dalva foi uma das jovens artistas que se apresentava em Belo Horizonte no programa Brasa 4, da saudosa TV Itacolomi. No disco Brasa 4, também da Bemol, que já apresentamos aqui no Toque Musical, há também a participação dela. Assim como outros artistas que se apresentavam neste programa, que era uma versão belorizontina do programa da Jovem Guarda, Dalva Righetti fez muito sucesso e este compacto tocou muito nas rádios da cidade, principalmente o tema “Restinho de amor”, que se destaca em um arranjo super bacana, com solos de flauta de Aécio Flávio. “Fui namorar” não fica para trás, composição de Eustáquio Sena.. Disquinho bem interessante que merece ser ouvido. Confiram no GTM.
restinho de amor
fui namorar
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Conjunto de Xixa (1965)
Seguimos com outro disquinho raro trazendo o Conjunto de Xixa, compacto duplo lançado em 1963 pelo selo Audio Fidelity. Xixa foi um músico pouco conhecido do público porque se dedicou mais a trabalhar nos bastidores. Cavaquinista, esteve presente em diversos discos da época, trabalhando com diferentes artistas. Publicamos aqui no Toque Musical um disco dele há algum tempo atrás. Agora o temos de volta neste compacto lançado provavelmente em 1965.. Nele temos quatro quatro clássicos da nossa mpb interpretada de forma instrumental por esse grande instrumentista. Confiram…
praça onze
chora cavaquinho
boneca de pixe
fica mal com deus
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Celso Dantas – Com Paulinho Nunes Quartet (1968)


Temos aqui mais um raro compacto editado e produzido pelo obscuro selo GCA William (Gravações Culturais Artística William). Já havíamos publicado aqui um outro disquinho desse selo lançado para o Natal de 1967. E coincidentemente, agora e mais uma vez temos este outro compacto com o mesmo conjunto, Paulinho Nunes Quartet, aqui acompanhando o cantor Celso Dantas, que conforme podemos ver é apresentado no texto de contracapa do disquinho. Compacto simples trazendo um bolero e um samba. Vale a pena ouvir…
meu deus isso é demais
rosa flor
3º Festival De Música Universidade Gama Filho (1972)
E eis que voltamos aos compactos… Trazendo hoje o raro disquinho de 7 polegadas do “3º Festival de Música – Universidade Gama Filho”. Um registro ao vivo, que traz uma amostra deste festival, acontecido no Rio de Janeiro, em 1972. O compacto privilegia as quatro canções finalistas, sendo a vencedora, a música e interpretação, “É isso aí”, defendida pela cantora Fabíola. Interessante notar que as quatro canções são interpretadas por cantoras. O disquinho foi lançado pelo selo Philips e em capa personalizada.
depois – sonia lemos
é isso aí – fabíola
talvez eu te espere mais um pouco – luna
da presença e do medo – tania
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Sidney – Isto É Dança Vol. IV (1963)


Mais um disco do pianista Sidney Souza, acompanhado de côro e a orquestra da CBS sob direção de Astor. Lp lançado no início dos anos 60 (1963) como parte de uma série, da qual já apresentamos alguns. Este é o volume quatro e traz um repertório misto com sucesso nacionais e internacionais da época e como o próprio título anuncia, feito para dançar. Confiram…
no other love
perda de amor
ebb tide
when i fall in love
dream
influência do jazz
minha oração
quiereme mucho
over the rainbow
i only have eyes for you
principe igor
rio de janeiro
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Francisco Alves – A Canção Do Expedicionario (1989)
Já tivemos a oportunidade de postar aqui uma boa parte das gravações de Francisco Alves. Mas eis que nos chega este lp, lançado em 1989 pelo selo EMI, mas produzido pela Moto Disco, uma gravadora, produtora e rede de loja de discos do Rio de Janeiro de Francisco Almeida Aguiar, o Chico da Moto Disco. Muito ativa entre as décadas de 80 e 90, que se destacou por focar no resgate histório da música brasileira, relançando fonogramas raros, clássicos de carnaval e sambas. Grande inspiração para o Toque Musical.
Aqui temos deles esta coletânea que busca homenagear o “Rei da Voz”, trazendo uma seleção de clássicos inesquecíveis, muitos apresentados aqui em diversos momentos e na qual tem como tema central a “Cançaõ do Expedicionário, composição de Spartaco Rossi e Guilherme de Almeida, gravada originalmente em 1944. Uma coletanea muito boa com fonogramas restaurados que vale a pena ouvir.
canção do expedicionário
alô alô america
alza manolita
como as ondas do mar
confeti
verão do havai
canção da criança
odete
vou-me embora amor
tristezas não pagam dívidas
a mulher tem razão
haja carnaval ou não
deus salve a america
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Calos Allan – Canção Do Amor Ausente (1968)
Talvez por conta da ausencia, da demora em atualizar nossas postagens, muitos ‘amigos cultos’ ficam achado que o Toque Musical está esgotado, sem ter o que postar. Na verdade, o que falta é o que sempre faltou, tempo para o Augusto aqui se dedicar com mais afinco ao que deveria ser diário. Atrasamos, sim, mas não paramos. E talvez, por conta disso, muitos tem nos enviado discos raros para postarmos.
Aqui temos um, Carlos Allan, interpretando músicas do compositor paraibano Genival Macedo. Para a grande maioria, inclusive para o Toque Musical, Carlos Allan, intérprete e Genival Macedo, compositor, são dois nomes até então desconhecidos. Mas, nunca é tarde para descobrirmos esses artistas e seus discos. Para nossa sorte, na contracapa, temos um texto apresentando os dois nomes, o que nos ajuda nessa obscuridade fonográfica. Então, ao baixarem o disco completo pelo GTM, todos poderão se inteirar mais de “Canção do amor ausente”. O lp, ao que parece, foi lançado em 1968 pelo selo Promodisc Hi Fi, especializado em gravações promocionais. Confiram aí essa raridade…
cidade jardim
sol da minha vida
canção do amor ausente
final de amor
folha amarga
clara
rio cidade maior
encantos da bahia
casa sem luz
nosso encontro
fuga
meu sublime torrão
Robertinho De Recife – Robertinho No Passo (1978)
Com a colaboração dos amigos cultos, temos hoje, aqui e em boa hora Robertinho de Recife em seu segundo disco, lançado em 1978 pela CBS. Um trabalho dos mais interessantes focado no frevo, porém numa roupagem diferenciada, elétrica e um tanto experimental. A ideia de postar este disco hoje vem muito por conta de termos postado, dois dias atrás, um disco de Hermeto Pascoal. Pois esse “Robertinho no Passo” é um álbum que conta com a parceria do ‘bruxo’. Hermeto Pascoal está presente na direção, arranjos, execusão e autoria de boa parte do repertório. Daí, podem ter certeza, não se trata de um disco comum. É verdadeiramente uma obra de primeiríssima de música instrumental onde dois grandes artistas se encontram. Vale realmente ouvir esse lp. Não deixem de conferir!
robertinho no passo
nenhum talvez
vassourinha – fogão
caboclinho
frevo dos palhaços
arrecife
come e dorme
mundo novo
abel
Elza Soares – Voltei (1988)
Fechando nosso mês de maio, estamos agora trazendo Elza Soares, em disco lançado pelo selo RGE, em 1988. “Voltei” é um lp que marca o retorno da cantora depois de um longo período de dificuldades e tragédias. Enfrentou o fim de seu casamento com o jogador Garrincha e a perda de seu filho em 1986. Momentos difícieis que fez a cantora se afastar de tudo. Mas ela acabaria voltando neste lp, cujo o título deixa claro tudo isso. O trabalho ela dedicou a esse filho, o Garrinhinha e mais uma vez ela demonstrou sua força e seu talento, mostrando sua voz potente em um disco de samba. A produção de Milton Manhães trouxe arranjos refinados focados no samba tradicional. Um belo trabalho que vale a pena ouvir…
voltei – bom dia portela – malandro
doce acalanto
amor sublime
plenitude
erê
lá vem você
sem ilusão
ânsia louca
coisa da gente
nesse trem
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Hermeto Pascoal – Festa Dos Deuses (1992)
Temos hoje a figura do grande Hermeto Pascoal em um disco lançado em 1992, “Festa dos Deuses”, álbum que celebra a volta do artista a uma grande gravadora após ter passado anos lançando trabalhos de forma independente. O disco vai na contramão de uma época onde a música popular brasileira era dominada pela mediocridade do chamado sertanejo univesitário e o pop ‘mela-cueca’. Ele vem com um time de músicos de primeira linha apresentando um verdadeiro banquete sonoro, repleto de experimentalismos. Um trabalho imperdível para quem gosta de boa música.
o galo do airan
rainha da pedra azul
viajando pelo brasil
o farol que nos guia
pensamento positivo
peneirando agua
canção no paiol em curitiba
aula de natação
três coisas
irmãos latinos
depois do baile
quando asaves se encontram nasce o som
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