Aqui temos um compacto duplo trazendo a cantora Rosemary. Lançado em 1970, pelo selo RCA Victor, o disquinho apresenta um tributo à Chiquinha Gonzaga e a Carmen Miranda, mostrando a versatilidade da cantora que naquela época vivia um dos seu melhores momentos.
Hoje vamos relembrar “Meu Pedacinho de Chão”, telenovela coproduzida e exibida pelas TV Globo e Cultura, em 1971. Foi a primeira novela das 18 horas da Globo e que abriu uma nova agenda de teledramaturgia em sua programação. A história foi escrita por Benedito Ruy Barbosa e teve 185 capítulos. Mereceu uma segunda versão em 2014 pela Globo e no mesmo horário.
Aqui temos a trilha da versão original, lançada neste compacto duplo pela RCA Victor, com direção musical de Carlos Castilho e músicas de Cleston Teixeira. Em uma das faixas, “Canto de amor de Juliana” quem canta é Wilson Miranda. Confiram o disquinho no GTM…
Então entramos em 2026… Vamos logo retomando nossas postagens já no primeiro dia do ano. Neste mês de janeiro continuaremos nossas publicações apresentando os mais variados discos de 7 polegadas, os compactos. Temos ainda muita coisa para mostrar, dar o toques daquilo que é raro, curioso e que ficou esquecido no mundo da música e das produções fonográficas brasileira.
Começamos trazendo este raro disquinho que é uma pequena amostra da trilha sonora da peça Roda Viva, de Chico Buarque. A peça, com Marília Pêra e Rodrigo Santiago, foi lançada em uma segunda montagem, em 1968, após a estreia original com outro elenco. Roda Viva tornou-se um símbolo de resistência contra a ditadura militar, sofrendo ataques violentos do Comando de Caça aos Comunistas (CCC). Apesar da proibição e desses ataques, a peça se tornou um hino de resistência.
O disco, um compacto simples traz a múisca “Sem fantasia”, interepretada por Marília Pêra e um monólogo por Rodrigo Santiago.
A gente passa uma vida inteira ouvindo música e ainda assim algumas coisas passam batidas. Eis que entre os tantos discos compactos, do amigo Fares, nos aparecem uns que são totalmenten obscuros. É bem o caso da dupla “As Clebs”, que aqui nos chama a atenção também pelo próprio nome. De onde tiraram isso? Certamente, não veio do acaso e é bem provável que seja um sobrenome sulista e as moças, em questão, sejam irmãs. Ficamos nas hipóteses porque, infelizmente, não encontramos muitas informações sobre o grupo. Da pesquisa rápida, só conseguimos mesmo cair no Youtube, onde para nossa surpresa, encontramos um outro compacto delas, lançado em 1967, pela Chantecler. Assim sendo, vamos então apresentar os dois disquinhos, sendo o segundo lançado em 1969, pela RCA. Ao que tudo indica, As Clebs gravaram apenas esses dois compactos e existiram entre os períodos de 67 a 69 seguindo o gênero musical jovem daquele tempo que era a Jovem Guarda. Se acaso alguém tiver maiores informações sobre esta dupla, nos envie para que possamos entender essa história. Por hora, vamos ouvindo seus disquinhos…
E desta vez, trazemos o cantor e compositor José Ricardo, artista que surgiu no início da Jovem Guarda como cantor romântico. Aqui temos dele seu primeiro disco, um compacto simples, lançado pela RCA Victor em 1965 e que seria uma prévia de seu lp, lançado naquele mesmo ano. José Ricardo se destacou mais ainda como uma espécie de ‘protetor dos artistas’, ajudando muitos colegas em situação precária. Existem vários relatos de artistas que foram ajudados por ele e muito por conta de sua atução assistêncial, acabou dando nome a uma instituição de auxílio à classe artística, a Funjor (Fundação Sócio-Cultural José Ricardo).
Em meio a esse leque de variedades, hoje vamos mais uma vez trazendo o grupo Pholhas. Já postamos aqui pelo menos uns três discos dessa banda paulista que fez muito sucesso cantando em inglês, numa época em que era essa a grande sacada comercial da indústria fonográfica brasileira. Desta vez vamos apresentando aqui uma versão em espanhol do primeiro disco que eles gravaram, o Dead Faces, álbum originalmente lançado em 1972. Este lp, foi lançado na Espanha em 1975, trazendo uma nova capa, porém, as músicas são as mesmas do disco original e que por acaso não chegamos a postar. Assim, garantimos agora a sua apresentação como uma das muitas curiosidades (tradicionalmente) do Toque Musical.
Mais uma bobagem dos anos 80… O que os compositores não faziam para conseguir um dinheirinho. Aqui tempos a dupla Sullivan e Massadas, autores de tantos sucessos encarando um besteirol para agradar o patrão e o (des)gosto popular. Aproveitando a popularidade do apresentador Faustão, nessa época, tremendo sucesso na tv, ainda na Band, com seus bordões. Criaram esse compacto chamado “Rock do Fautão” (de onde será que tiraram isso???) Mas o certo é que parece mesmo a abertura de programa do apresentador. E certamente este disquinho deve ter feito algum sucesso com esse ‘rock’ que aparece no compacto em duas versões. Segue aí…
Ainda nos ‘quartetos’, temos para hoje o raríssimo compacto duplo do Quarteto Nova Era. Grupo surgido em Niteroi, no final dos anos 60. Formado por Francisco Aguiar, Mauro Simões, Bia e Renata Giglio. Gravaram apenas este disquinho, que por muito tempo ficou esquecido, só vindo a ser descoberto décadas depois, se tornando uma preciosidade e objeto de desejo de muitos colecionadores. O Quarteto Nova Era, segundo contam, atuava em bailes e também em programas de tv. Gravou este compacto por terem sido classificados em 4º lugar no Festival Fluminense da Canção Popular. Faziam uma música inspirada em grupos famosos da época, como os Mutantes e The Mamas And The Papas. Consta que o disquinho chegou a ser relançado fora daqui por um selo europeu, Groove Records. Tudo isso por conta também de terem entrado numa coletânea gringa intitulada “Obsession”, com outras bandas obscuras. Nessa, até Os Novos Baianos entraram.
Dizem os estudiosos das tecnologias que o formato ‘blog’ é algo ultrapassado e o formato do Toque Musical e suas versões, pelo WordPress e pelo Blogger não se comunicam de forma eficiente com os buscadores de conteúdos. Razão pela qual já nos tornamos apenas apenas lenda no Reddit e alguns poucos indexadores. O Toque Musical, embora tenha entre seus associados quase 5 mil inscritos, está a cada dia se tornando mais invisível ao grande público. E isso, de fato, é culpa minha que não busquei uma atualização e mais ainda, não faço muitos engajamentos através de redes sociais. Por outro lado, também temos a questão de que o assunto o qual este blog trata já não desperta tanto interesse, consierando também que o acesso ao seu conteúdo, hoje, parece ser mais complicado e desistimulante. Assim, hoje em dia, temos pouco mais de uma centena de amigos cultos e ocultos fiéis ao TM. Mas, ainda assim, a gente vai remando… vai postando, seja pra mil, seja pra dez… seja para mim mesmo.
E falando da postagem de hoje, temos este álbum da cantora Vanusa. LP lançado em 1975, pelo selo RCA Victor. “Amigos novos e antigos” é um disco bem produzido e um repertório acima da média. Foi um dos discos mais vendidos da cantora. Contou com arranjos de Francisco de Moraes, Sérgio Sá, José Briamonte e Lincoln Olivetti. Destaque para “Paralelas”, de Belchior, “Amigos novos e antigos”, de João Bosco e Aldir Blanc, “Outubro”, de Milton Nascimento e Fernando Brant e também “Congênito”, de Luiz Melodia, músicas de sucesso que a cantora interpretou com maestria. Este lp foi relançado em cd trazendo bônus. Um dos melhores disco de Vanusa, com certeza.
Aqui, novamente, Nelsinho e seu trombone. E não faz um mês quando então postamos no Toque Musical o seu primeiro lp pela RCA Victor. Agora temos outro, “Bossa do Samba”, lançado no mesmo ano de 1960, uma continuação, respondendo a sucesso do primeiro álbum. Repertório selecionadíssimo, não tem como desagradar…
Desta vez, temos um discaço do genial trombonista Raul de Souza. O cara já era uma sensação no início dos anos 60 quando atuou no histórico lp de Sergio Mendes “Você ainda não ouviu nada”. Em 1965 lança então este seu primeiro disco, “À Vontade Mesmo”, um album que é puro samba jazz. Aqui temos o lp na versão japonesa, ou seja, com outra capa. Raulzinho vem acompanhado do Sambalanço Trio, grupo formado pelas feras Cesar Camargo Mariano, Airto Moreira e Clayber. Disco para se ouvir de cabo a rabo. Olha só o repertório…
Mais uma da RCA Victor investindo na ‘juventude’. Aqui, “Nova Geração”, um selecionado da gravadora trazendo alguns de seus jovens artistas romanticos-populares: Rosemary, Sérgio Murilo. Cidinha Santos, Ronnie Cord, Cyro Aguiar, Adilson Ramos e José Ricardo.
Para agradar os amantes de Bossa Nova e também da Jovem Guarda, eis aqui o disco perfeito… Ou por outra, como fazer um bossanovista gostar de Jovem Guarda e/ou vice-versa. É o que nos apresenta a Mário Castro Neves e seu conjunto Jovem Guarda formado por Chico Feitosa, Normando, Novelli, Miguel e Pedrinho, esses dois últimos do conjunto The Fevers. Um grupo, certamente de ocasião, por isso não gravaram outros discos, Um momento bem propício, quando dois seguimentos musicais jovens se destacavam na música popular. O Conjunto Jovem Brasa procura aproximar os dois ‘movimentos’, ligeiramente opostos, provando que a mistura pode dar caldo. Que o diga os próprios músicos que formam o Conjunto Jovem Brasa. A propósito, este lp lançado pela RCA Victor em 1966, teve uma edição na Espanha e também na Argentina, com direito inclusive a compacto duplo. Uma experiência musical muito interessante que merece ser ouvida…
Então, começamos Agosto… agora com 18 anos, seguimos na maioridade 🙂 Começamos trazendo Nelsinho, trombonista e compositor, que atuou dos anos 40 a 60. Aqui, num lp lançado pela RCA Victor, em 1959, apresentando o instrumentista numa seleção de sambas clássicos. A contracapa faz um apanhado da carreira do artista até então. Quanto ao repertório, o conteúdo, vale a pena conhecer…
Hoje vamos com Fats Elpídio, pianista pernambucano, o qual já apresentamos aqui em outras postagens. Agora temos este lp de 12 polegadas, lançado pela RCA Victor em 1958. Trata-se de uma continuação do seu lp de 57, o volume 1. Fats ainda gravaria um terceiro volume em 1960.
O repertório deste disco inclui versões de ‘standards’, como “On the Trail” de Grofé, montagens instrumentais e sambas-canção, oferecendo uma mescla de jazz instrumental e arranjos adaptados à estética brasileira da época. Por hora vamos com este segundo volume, logo que possível traremos os outro dois.
Seguimos com nosso toque musical, hoje apresentando e já pela terceira vez, Sylvio Vianna.
Sylvio Vianna era um pianista, gaitista e vibrafonista que fez muito sucesso em casas noturnas do Rio de Janeiro. Ele fez parte do conjunto de Dick Farney e posteriormente formou seu próprio conjunto no qual fazia o que todos os músicos/artistas da época faziam, música para dançar.
Aqui temos ele e seu conjunto em mais um disco para dançar. Desta vez, “Samba do bom”, lp lançado em 1962 pela RCA Victor. Como o próprio título indica, trata-se de um seleção de clássicos da música brasileira, sambas e também, em ritmo de samba, outros dois clássicos, só que da música americana, “A little more of your amor” e “Over the rainbow”. Sylvio Vianna vem acompanhado de conjunto, coro e a voz de Dalva Barbosa em duas das faixas.
E aqui temos Nema – Pássaro Livre, disco lançado em 1980 pela RCA Victor. Essa cantora é um verdadeiro mistério, não se encontra nada sobre ela . Nenhuma informação, nem mesmo algum comentário no Youtube, mas nem neste canal ela aparece com alguma dsa faixas. Realmente um mistério e de se estranhar, visto que o trabalho é muito bom, com um excelente repertório. A cantora também, não deixa nada a desejar. Muito afinada e uma voz muito agradável. Para quem não conhece, eis aqui a oportunidade…
Nos primeiros anos do Toque Musical chegamos a postar vários discos do grupo instrumental Os Populares lançados nos anos 60. Eis que de repente nos aparece outro, agora o de 1970.
Os Populares surgiram em 1967 no Rio de Janeiro, de uma dissidencia do The Pop’s. O guitarrista J. Cesar, por sinal um dos melhores do Brasil, resolveu criar o grupo em paralelo com os Pop’s que ainda continuavam a existir.Eles se lançaram em um compacto com músicas de Natal, hoje muito raro. O grupo se apresentou em diversos programas de rádio e TV, gravaram alguns discos e atuaram até por volta de 1978, conseguindo alguma popularidade. Seu estilo era a basicamente instrumental, bem na linha ‘conjunto de beira de piscina e bailes’. Nós aqui do Toque Musical gostamos bastante e recomendamos…
Por conta de um atraso, ultimamente, quase constante, acabamos deixando passar a oportunidade de postar aqui este lp para o Dia das Mães. Porém, para as mães e para nós filhos, nunca é tarde para uma homenagem. Então, aqui vai este lp lançado em 1961 pela RCA Victor, “Mamãe”. Na época, uma ótima pedida, um presente para o lar, para tocar para a mamãe. Tempo bom… Hoje não é mais assim, né?
Aqui temos Irany de Oliveira regendo seu côro infantil feminino neste projeto musical dedicado as mães. São doze canções famosas para todo filho da mãe cantar e lembrar. Coisa mais linda da mamãe…
Olha aí, mais uma vez a Eliana Pittman, agora em um compacto da RCA Victor, lançado em 1976. Com coordenação artística de Sérgio Cabral e arranjos e regências de Severino Filho, aqui temos duas amostras, duas canções, pré-lançamento do álbum “Pra Sempre” da cantora.
Aqui, um outro compacto, estilo genérico das capinhas de plástico vermelho da RCA Victor, desta vez, um lançamento de 1974 trazendo o cantor e compositor cearense, Ednardo. Neste compacto simples temos duas canções, “Carneiro” e “Pavão Mysteriozo”, sendo esta segunda seu grande sucesso. O lp foi lançado em 74 e “Pavão Mysteriozo” viria a ser tema de abertura da novela Saramandaia”, em 1976. No selo deste compacto podemos ver, o ano de lançamento, 1974 e a referencia ao tema da novela de 76. Estranho, né?
Desta vez, vamos com um disquinho da RCA Victor. Compacto simples, lançado em 1969, trazendo o cantor e compositor Antônio Marcos, artista que fez muito sucesso nos anos 60 e 70. Foi casado com a cantora Vanusa. Antes de se lançar em carreira solo fez parte de um grupo vocal, Os Caçulas. TAmbém foi ator, trabalhando em teatro e no cinema. Durante os anos 60 Antonio Marcos aparece em vários compactos, entre os quais este com um de seus sucessos, música de autoria de Nelson Ned, “Se eu pudesse conversar com Deus”. Ao que parece, as músicas desses primeiros compactos não foram lançadas em lp.
Um compacto para o dia de hoje… No sorteio, veio este, um excelente exemplar para a nossa lista de coisas raras. Aliás, os compactos, geralmente cosmtumam ser mais raros por conta, principalmente, de produções independentes. Mas também temos inúmeros outros artistas de selo grande que ficaram só no compacto. É bem o caso deste artista que agora apresentamos, Celso Landrini. Ao que tudo indica ele só gravou uns dois ou três compactos nos anos 60. Não há na rede nenhuma informação sobre ele. Curiosamente, aparece um outro artista com o mesmo nome, mas pelo tímbre da voz, não parece ser o mesmo. O Celso Landrini aqui é um cantor ao estilo Agnaldo Timóteo, uma voz bem parecida e seguindo um mesmo estilo musical. Confiram no GTM…
E hoje temos um lp dos mais interessantes. Um dos primeiros discos de festivais de música popular. No caso aqui, trata-se do segundo Festival da Penha, idealizado e promovido pela Rádio e Jornal do Brasil e Lojas Palermo, uma das mais imporantes lojas de discos e aparelhos de som, que existia no Largo da Carioca, nos anos 50. Pelo texto de contracapa é de se entender que a primeira edição do festival não houve um registro como este, em disco. E é de se estranhar, mesmo com a assistência quase ‘oracular’ da Inteligência Artificial, não há nenhum relato publicado sobre esse festival ou evento… Por certo, aqui é algo bem diferente dos festivais dos anos 60 e 70, mas, como podemos ver na contracapa, houve uma seleção e premiação e as músicas aparecem na listagem, ou na sequências das faixas, em ordem da premiação.
E por falar em disquinhos (compactos) que os DJ’s adoram, aqui temos uma raridade, João Luiz, com “Super mulher” e “Sambarê”, duas joinhas do funk brazuca 70 que hoje em dia fazem o maior sucesso nas pistas e festas. João Luiz, para os que não sabem é um cantor e compositor que surgiu na época da Jovem Guarda. Gravou vários discos, muitos desses, compactos e sempre trazendo alguma música de sucesso. Foi ‘apadrinhado’ por João Araújo, presidente da Som Livre e pai de Cazuza. Trabalhou também na televisão como ator em novelas e fotonovelas. Acrescentou ao seu nome artístico o sobrenme Wildner e ao que consta, passou a fazer shows em transatlânticos. Em uma próxima oportunidade traremos um de seus lps. Por hora e mais uma vez, vamos com…
Eis que hoje apresentamos um lp que há tempos já devia ter sido postado, mas por diferentes razões acabou ficando para hoje. Aqui temos Odair José, cantor e compositor que fez muito sucesso nos anos 70, dentro de uma linha romântico-popular, também chamada brega. Odair José é autor de pérolas como “Vou tirar você desse lugar”, “Pare de tomar a pírula”, “Cadê você” e outras mais. Sucessos que marcaram sua carreira e também o seu público. Porém, em 1977 ele faz um disco totalmente fora do seu comum, um trabalho que de uma certa forma lhe deu dor de cabeça, para não dizer mais… “O Filho de José e Maria”, uma criação ousada, com um tema específico que faz cada faixa ser uma sequencia de grande história. O projeto inicial de Odair era para um disco duplo, com 24 musicas. A proposta do álbum era para a Philips que recusou. Acabou então saíndo pela RCA Victor, mas como um disco simples, o que de certa forma picotou a obra, ficando de fora mais da metade das músicas. Ainda assim o disco foi lançado e para quem leu a ficha técnica na contracapa, vê-se logo que é algo diferente e acima de tudo de qualidade, com um time de músicos de primeiríssima (o Azymuth).Só que naquela época não, o disco foi um grande fracasso, pois além de tirá-lo do público popular romântico, também atiçou a Igreja Católica por conta do tema que remete a história de Cristo no mundo atual. Uma visão cristã que ia contra ao que pregava a Igreja. Acabou sendo excomungado e também por conta disso, viu em declínio sua carreira. Porém, justiça seja feita,muitos anos depois, o lp foi redescoberto, virou coisa ainda mais rara e mereceu uma reedição há poucos anos atrás. Se tornou uma obra ‘cult’, nas discotecas de colecionadores de vinil.
Temos para hoje este lp lançado pela RCA, em 1969. Trata-se de um trabalho cuja a intenção era de aproximar a juventude da música popular moderna, de até então. E no caso, o que temos é um repertório romântico com músicas de Antônio Carlos Jobim, Carlos Lyra, Baden Powell, Luiz Bonfá, Vinícius e outros da chamada geração Bossa Nova. É um disco bem bacana que traz como intérpretes jovens talentos da época: Marília Barbosa, José Ricardo e Victor Hugo, cantores revelação nos anos 60. Há ainda Antôno Lúcio declamando poema de Vinícius de Moraes, que dá nome ao disco.
hoje é dia de amor – marilia barbosa
brigas nunca mais – josé ricardo
eu e vocÊ – victor hugo
deve ser amor – marília barbosa
só tinha de ser com você – victor hugo
tem dó – marilia barbosa
esse seu olhar – só em teus braços – josé ricardo e marilia barbosa
Mais uma banda de rock para o nosso toque musical. Desta vez, temos o Intelligence, um grupo de hard rock que nasceu nos States, liderado pelo guitarrista Claudio Celso. O grupo estava em São Paulo para fazer um show de apresentação para um produtor da RCA Victor, buscando o lançamento de um lp. Até então o grupo era formado por Cláudio Celso, o baixista Pedro Infantozzi, seu irmão Albino Infantozzi e um vocalista americano. Mas foi na passagem de som, onde por acaso estava no comando o vocalista do Tutti-Frutti, o versátil Simbas, que a coisa tomou outro rumo. Simbas, no ajuste do som, cantou algumas coisas com o grupo o que acabou impressionando o produtor. Este, por sua vez, condicionou a produção do disco, desde que Simbas assumisse os vocais. E assim acabou acontecendo. Em 1986 era lançado então o Intelligence. Um disco bem produzido, um quarteto afinado e sob os cuidados de uma grande gravadora. Conseguiram emplacar pelo menos um sucesso, a excelente, “Manhê”, um hard empolgante que hoje em dia já se tornou um clássico. Excelente banda, mas que infelizmente ficou apenas neste disco.
Na colcha de retalhos que já demonstra ser setembro, temos para hoje este disco da banda de rock carioca Black Future. Foi o disco de estréia deste grupo carioca que fazia uma mistura de elementos do pós punk com rock experimental e até samba. “Eu sou o Rio” foi um lp produzido por Thoma Pappon, da banda Fellini, que também participa em algumas faixas. Da mesma forma, tem também as participações especiais de figurinhas de peso do rock/pop nacional como Edgar Scandurra, Paulo Miklos, Chacal, Edu K e outros… É, sem dúvida, um disco da melhor qualidade, das coisas boas produzidas no rock/pop nacional nos anos 80.
Fechando nosso mês de agosto com o grande Luiz Gonzaga neste lp de 10 polegadas, lançado pela RCA Victor, em 1957. Um pequeno, mas rico mostruário da música nordestina através de seu mais legítimo representante. São oito temas clássicos, quase todos de sua autoria com Humberto Teixeira e Zé Dantas.