Vanusa – Prá Nunca Mais Chorar (1967)

Hoje, vamos de compacto. Um disquinho importante na carreira da cantora Vanusa. Este foi o seu primeiro disco, lançado pela RCA Victor, em 1967, período que a cantora e compositora se revelou no movimento da Jovem Guarda. Aqui temos ela com seu primeiro sucesso, “Pra nunca mais chorar”, música de Carlos Imperial e Eduardo Araújo. Eis aí um compacto bem raro, que não aparece nem mesmo em algumas de suas discografias.
 
prá nunca mais chorar
o geghege
 
 
 

Zaccarias E Seu Quarteto Excelsior – Coquetel Dancante Vol. 4 (1961)

Aqui temos o maestro Zaccarias e seu Quarteto Excelsior, formado por Fats Elpídio (piano), Luiz Marinho (contrabaixo), Plínio (bateria) e Maurílio (piston), no quarto volume da série “Coquetel Dançante”. Disco lançado pela RCA Victor no início dos anos 60, trazendo num repertório dançante com temas nacionais e internacionais. Sucessos da época com predominância para sambas e boleros.
 
samba triste
ninguém é de ninguém
it’s now or never
mulher de trinta
devaneio
la pachanga
que samba bom
dans mon ile
fantoche
gostar de alguém
ninguém chora por mim
near you
 
 
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Dalva Barbosa – É Samba (1962)

Hoje nosso encontro é com Dalva Barbosa, uma excelente cantora de samba canção que atuou no final dos anos 50 e início dos anos 60. Foi descoberta pelo compositor Airton Montenegro cantando em Ipanema, em apresentações no Ankito’s Bar, uma boate de propriedade do inesquecível humorista Ankito. Ela também atuava em outras casas como o Arpège, Pigalle, Au Bon Gourmet e outras. Gravou em 1961 seu primeiro disco, um compacto triplo (com três musicas de cada lado), pelo obscuro selo Ritmos, onde interpreta não apenas sambas, mas também bolero e rumba. Depois foi contratada pela RCA Victor onde ganhou mais projeção. Este foi seu primeiro lp, um trabalho totalmente voltado para o samba, assim como os outros poucos discos que viria ainda a gravar tanto na RCA quanto na Polydor. Estranhamente, não há na internet quase nenhuma informação sobre esta artista. Existem apenas algumas referências a ela que no juntar de tudo foi só isso que encontramos, infelizmente. “É Samba” é mesmo um disco com suas qualidades, autêntico, em ritmo sincopado, ao estilo Miltinho. A gente escuta com prazer ‘de cabo a rabo’. Confiram no GTM…
 
só vale a pena
skindô
lama no asfalto
coisa pouca
gamação
piada
teleco-teco nº6
samba de branco
tristeza nunca mais
dilema
 
 
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The Selvis – É Hora De Rock’N’Roll (1959) 

Mais uma curiosidade musical para o nosso costumeiro toque 🙂 Temos desta vez um lp lançado no final dos anos 50 pela RCA Victor, “É hora de rock’n’roll”. The Selvis é o nome do suposto grupo que na verdade era um conjunto de estúdio da gravadora e segundo contam trazia o saxofonista Bolão. A RCA Victor chegou a lançar mais um ou dois discos de rock usando este nome, o sugestivo The Selvis.  
Aqui desfilam doze grandes sucesso dos primeiros rock’n’roll em uma brilhante e empolgante interpretação do The Selvis 
 
jailhouse rock
personality
long tail sally
love me tender
i need your love tonight
oh carol
stupid cupid
tutti frutti
ready teddy
a big hunk o love
king creole
i go ape
 
 
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Luizinho E Seus Dinamites – Choque Que Queima (1964) 

Este é um disco que já postamos aqui em outras eras, porém vale a pena uma reprise, até porque as informações não estavam lá muito corretas. Luizinho e Seus Dinamites foi um dos mais ‘quentes’ grupos de rock brasileiro. Seu líder foi um dos guitarristas pioneiros do rock nacional que embalou muitos bailes no Rio de Janeiro. Os Dinamites era formado, além de Luizinho (guitarra e vocalista), por Jair (guitarra base), José Antônio (baixo) e Carlinhos (bateria) e Euclides (que também tocou com The Pop’s). Originalmente, o lp foi lançado em 1964 pela RCA Victor, mas para a felicidade do fãs e colecionadores, foi relançado em edição limitada por uma loja de disco de São Paulo, a Bruno Discos, merecendo inclusive uma logomarca encima da arte da RCA Victor. Raridade pura que muita gente ainda não conhece e que já não se encontra mais por aí. Interessou? Confira no GTM, completo! 
 
dinamite
choque que quima
driving guitars
eu vou a lua
as estações
apache
a raposa e o corvo
carango
bongo blues
uma voz na solidão
lâmpada do amor
guitar twist
 
 

Titulares Do Ritmo – Titulares No Samba (1961) 

Já tivemos aqui no nosso Toque Musical, por várias vezes, o excelente grupo vocal Titulares do Ritmo. Conjunto que iniciou sua trajetória ainda nos anos 40, em Belo Horizonte. Era um sexteto de músicos cantores cegos que se conheceram e se formaram no Instituto São Rafael. Ganharam destaque logo que começaram a se apresentar em emissoras de rádio da cidade. Logo já estariam ecoando nos grandes centros e sendo contratados para atuarem em São Paulo. De lá ganharam o Brasil inteiro por conta da qualidade de seus arranjos vocais. Gravaram diversos discos ainda no tempo das bolachas de 78 rpm. Depois, esses mesmos sucessos foram relançados em lps de 10 e 12 polegadas e também vieram outros discos e trabalhos lançados por outras gravadoras. Aqui, temos eles em um disco dedicado ao samba, lançado em 1961 pela RCA Victor, acompanhados pela Orquestra e arranjos do maestro Francisco Moraes. Um belo trabalho que vale a pena redescobri. Confiram no GTM.
 
chorou chorou
banca de mamãe
baianinha
o aumento não vem
bela rosa
ideias erradas
rosa morena
sozinha não
maria da penha
faceira
não tem problema
aprendi a lição
 
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Sissi (1968)

Olha aí, mais obscuro objeto de desejo dos colecionadores e apaixonados pela Jovem Guarda. Aqui temos Sissi, artista que eu também não me recordo e ao ouvir o disquinho tive a impressão que fosse a cantora Silvinha, mas em nenhum momento há referencias sobre isso na biografia da cantora. Por outra, não achei nenhuma informação sobre esta cantora, Sissi. Mais um mistério do nosso mundinho fonográfico, aqui no Toque Musical. Enquanto não aparece mais informações, vamos pelo menos ouvir o que a garota tem para a gente ouvir…
 
estou triste com você
meu ídolo, meu amor
 
 
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Tom & Jerry (1967)

Olha aí mais um disquinho de sete polegadas para conhecer, reconhecer e relembrar. Entre os mais diversos grupos de música jovem daqueles anos 60, aqui temos mais um, eternizado neste compacto que agora apresentamos. Tom & Jerry, dupla que pelo que visto e ouvido, só gravou este disquinho, pela RCA Victor. Com produção de Ramalho Neto e direção artística de Fred Jorge, a dupla se destaca entre outras do gênero, mas também como essas, não passaram das ‘jukebox’ daqueles tempos. Na contracapa, como se pode ver, há um texto de apresentação da dupla. Disquinho legal, podem conferir…
 
décimo andar (ten story high)
eu preciso encontrar
 
 
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Wagner – Compacto (1968)

Mais uma curiosidade em compactos para a alegria de vocês. Como sabemos, esses disquinhos de 7 polegadas foram criados para lançarem pelas gravadoras um determinado artista, uma pequena amostra musical do que poderia vir a ser um ‘long play’. Conforme a aceitação das músicas no compacto, este viria a se tornar um lp. Muitos artistas e projetos acabaram ficando mesmo, apenas no compacto. Isso, óbvio, me refiro a indústria fonográfica musical, as grandes gravadoras e selos. Os discos compactos também atenderiam a outras funções de áudio, num tempo em que esse mundo ainda era analógico (cursos de línguas, poesias, propagandas, experimentos sonoros alternativos, registros pessoais e inclusive produções musicais independentes)
Aqui, por exemplo, temos este compacto simples lançado pela RCA Victor, em 1968, trazendo Wagner, um cantor romântico da Jovem Guarda, ao estilo de Wanderley Cardoso. Até procuramos informações sobre o artista, mas apenas por este nome tão genérico, ou mesmo associando ao nome das músicas, não foram suficiente… Daí, só nos resta postar e aguardar alguém que saiba quem foi este Wagner. Por hora, vamos apenas ouvir…
 
novo amor
voltei sorrindo
 
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Jacob do Bandolim – Jacob Revive Sambas Para Você Cantar (1963)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Eis aqui um disquinho gostoso de se ouvir e mais ainda, convida a gente a cantar. Não é exatamente um disco de ‘karaokê’, ou um playback para acompanhar, embora o título seja bem sugestivo. O que temos aqui é uma seleção de sambas, no qual o grande Jacob do Bandolim nos presenteia, trazendo músicas que naquele início dos anos 60 já eram clássicos do samba. Aqui, esta seleção de sambas aparecem em forma de pot pourri. Achei por bem manter sem separar, fazendo isso apenas nas pausas longas e dessa maneira temos então apenas três faixas, ok? Disco realmente maravilhoso e raro entre o que se encontra desse grande instrumentista brasileiro. Confiram no GTM…
 
tenha pena de mim
chora cavaquinho
agora é cinza
pois é…
adeus
ai que saudades da amélia
até amanhã
sei que é covardia, mas…
não tenho lágrimas
foi ela
deixa essa mulher chorar
o orvalho vem caindo
palpite infeliz
leva meu samba
chega de saudade
praça onze
está chegando a hora
 
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Luiz Gonzaga – São João Na Roça (1958)

Olá, amigos cultos e ocultos! Pra não dizer que não falei de São João, olha só o que temos para hoje. Por certo, ainda seguimos com a fogueira acesa, então o melhor é mesmo aproveitar… Temos aqui São João na Roça, lp de 10 polegadas, do grande Luiz Gonzaga, imperdível. E mais uma vez, com as devidas informações na contracapa. Confiram tudo….
 
são joão na roça
olha pro céu
noites brasileira
são joão antigo
a dança da moda
lenda de são joão
maná e zabé
são joão do carneirinho
 
 
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Zaccarias E Sua Orquestra – Sambas Em Desfile (1955)

Olá, amigos cultos e ocultos! Seguimos já quase finalizando o mês de maio, temos para hoje e mais uma vez, aqui no Toque Musical, o grande maestro Zaccarias e sua orquestra, em disco lançado pela RCA Victor, em 1955. Este é, sem dúvida, um dos discos dele, em dez polegadas, que eu mais aprecio. E isso se deve ao fato de ser um disco de samba. Oito pérolas orquestradas que fariam ainda hoje ambientação e entretenimento em qualquer reunião, seja em casa ou em algum barzinho. Não sei porque, me remeteu as agitações dos bares e cafés no Mercado Novo, de Belo Horizonte. Com certeza é o tipo de música que cairia bem nesse ambiente, tanto pelas manhãs de domingo, quanto nas noites de quinta, sexta e sábado. Quem conhece o local sabe do que eu estou falando…
 
está chegando a hora
madalena
pra seu governo
meu consolo é vocÊ
não tenho lágrimas
palpite infeliz
maria boa
é bom parar
 
 
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Wilson Miranda – Todos Os Meus Passos (1971)

Olá, caríssimos amigos cultos e ocultos! Temos hoje aqui em nosso toque musical o cantor Wilson Miranda, um artista paulista que se destacou nas décadas de 60 e 70. Iniciou ainda nos anos 50, como ‘crooner’ em conjuntos e orquestras, gravando vários discos de 78 rpm. Seu repertório passeia por diferentes estilos e gêneros, indo da baladas, do rock’n’nroll, dos ritmos caribenhos, ao samba, à bossa e também ao pop da Jovem Guarda. Entre um disco aqui e outro ali, a partir dos anos 70 passa também a trabalhar como produtor para os mais diferentes artistas. Aqui temos dele, “Todos os meus passos”, disco lançado em 1971 pela RCA Victor. Um trabalho que define bem as qualidades deste artista e seus caminhos pela música. Repertório variado feito para agradar gregos e troianos 🙂

é só isso que há?
eu amo meu pé
todos os meus passos
meu passado está presente
seu carinho
canta que passa
diga tudo enfim
o ensaio
ninguém para responder
black is beautiful
adeus
 
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Helio Matheus – Matheus Segundo Matheus (1975)

Fala ae… amigos cultos e ocultos! Depois do carnaval, me perdi completamente com tantos outros afazeres. É aquela velha história da falta de tempo. Sim, estou sem tempo até para ouvir música. Mas não posso deixar a coisa se acumular, assim, o jeito é recorrer aos velhos ‘arquivos de gaveta’, aquilo que recebo de vocês e guardo exatamente para esses momentos.
Então, temos aqui o Hélio Matheus, cantor e compositor carioca em seu primeiro lp, “Matheus Segundo Matheus”, que pelo título tem-se a impressão de que este foi seu segundo disco, mas creio que isso se deve ao fato de que antes ele já havia lançado um compacto, em 1969. Hélio Matheus começou a carreira tocando em boates do Rio e São Paulo. Sua música foi gravada por diversos artistas e inicialmente por Vanusa que defendeu no FIC, de 1969, seu primeiro sucesso, “Comunicação”, também gravada por Elis Regina. Ao longo de sua carreira gravou apenas três discos, mas sempre se dedicou a compor para diferentes artistas da MPB. 
Em “Matheus segundo Matheus ele veio muito bem assessorado, tendo um time de músicos de peso, como a turma do Azymuth e Zé Rodrix. Teve neste disco músicas usadas como temas de novelas da Globo, o que lhe garantiu um certo sucesso. Sua música tem muita semelhança com a de outros artistas do chamado ‘samba-rock’, o swing de Luis Wagner, Wando e porque não dizer, até Jorge Ben. Faleceu em 2017, por conta de uma pneumonia. Vítima do alcoolismo, passou seus últimos anos de vida em albergues e no Retiro dos Artistas.
 
marraio
mais kriola
cidadezinha
meu diário
comunicação/camisa 10
briguenta
meu mundo de monstros e fantasias
você se foi
meu segredo
ausência
 
 
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Monturil – Os Maribondos De Fogo (1987)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Dentro do nosso espírito de curiosidades, estou trazendo hoje para vocês um disco que talvez poucos conheçam. Eu também, só vim a conhecer há pouco mais de um ano, quando este lp chegou em minhas mãos e mais exatamente, no meu toca discos. Trata-se do maranhense, Antenor Monturil, um nome mais conhecido em rodas de choro e pagode no norte e centro oeste do país, nos anos 70 e 80. Monturil foi um violonista e compositor maranhense. Gravou apenas este disco, em 1987 pelo selo RCA Victor. 
Envolto em um misterioso desaparecimento há 26 anos, em Goiânia, seu corpo nunca foi encontrado. Era também advogado, amigo de políticos e militares. Frequentava a Granja do Torto, onde tocava para militares, na época do general Figueiredo. Também era amigo de José Sarney, de quem musicou o poema “Marimbondos de Fogo” e deu nome a este disco. Por aí, a gente  já tem uma ideia… Como dizia o velho ditado, “diga-me com quem andas e te direi quem és”. Mas, Monturil, além de advogado, tinha seu lado artístico, uma sensibilidade musical que atraia também os artistas e isso se vê pelos envolvidos nessa sua primeira e única produção. Participam do disco diversos artistas, como se pode ver acentuado na capa, nomes nacionalmente conhecidos como o mestre Baden Powell, os cantores Francisco Carlos “El Broto” e Renato Castelo e as cantoras Márcia e Marília Barbosa. A ilustração da capa é uma pintura do artista plástico goiano, Siron Franco e na contracapa Monturil é muito bem apresentando em textos pelo Sarney, então Presidente da República e também pelos acadêmicos Herberto Sales e Joaquim Campelo Marques. Vale a pena conhecer…
 
os maribondos de fogo
mastigando jiló
pra que saudade
saudade ceará saudade
meu feitiço é maior
sapatinho de princesa
chorinho de repente
voltei pra avenida
rancho da primavera
cantiga nordestina
 
 
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Maria Creuza – Poético (1982)

Boa hora, caros amigos cultos e ocultos! Novamente, marcando presença em nosso Toque Musical, temos hoje o “Poético”, disco da cantora Maria Creuza, lançado pela RCA Victor em 1982. Está aí um disco que vale a pena ouvir com carinho, pois, além de termos uma grande intérprete, uma cantora excepcional, temos também um repertório que é mesmo uma poesia, ou melhor dizendo, várias poesias… Neste álbum, Maria Creuza retoma sua história com as composições do grande poeta, Vinícius de Moraes e seus parceiros. Temos aqui um repertório maravilhoso, que por certo todos nós já conhecemos e que mais uma vez nos encanta na voz dessa baiana. Confiram no GTM…
 
chora coração
tarde em itapoã
água de beber
lamento
rancho das namoradas
valsinha
canção do amor ausente
marcha da quarta-feira de cinzas
berimbau
samba de orly
 
 
 
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Orlando Silva – Relíquias Brasileiras Vol. 1 (1985) 

Bom dia, boa hora…, caros amigos cultos e ocultos! Aqui temos hoje a presença do grande Orlando Silva em um relançamento dos anos 80, o disco “Relíquias Brasileiras – Vol. 1”, produzido pela Rádio América, de Belo Horizonte. Nessa época, a emissora mineira apresentava um programa com este nome, “Relíquias Brasileiras”, no qual trazia semanalmente uma série de músicas e artistas da época em que os discos eram ainda de 78 rpm, grandes destaques que marcaram a chamada “Era de Ouro do Rádio no Brasil”, nos anos 30, 40 e 50. Acredito que o programa ainda continue no ar, pois até 2019 ele era apresentado aos sábados a noite, com reprise no domingo, também a noite.
“Relíquias Brasileiras” acabou gerando um apanhado de boa parte da discografia de Orlando Silva, sendo lançados vários volumes na sequência deste. A produção inicial foi bem modesta e para tanto, neste primeiro volume, saiu com o selo da RCA Victor, pois os fonogramas eram todos dessa gravadora. Creio que esta foi a primeira reedição em discos de 12 polegadas, reunindo as primeiras gravações do cantor. A partir dessa época outras produtoras e editoras passaram a reeditar esse tipo de material, como foi o caso da Revivendo Músicas, que gerou um dos maiores catálogos nessa linha.
Neste volume 1, temos uma série de gravações, discos de Orlando Silva lançados ainda em sua primeira fase, ou seja, os anos 30. São doze músicas, entre sambas, valsas e marcha. Muitas dessas músicas, inclusive que já foram a presentadas aqui em nossa série exclusiva, a coleção Grand Record Brazil para discos em 78 rpm, pelo nosso saudoso Samuca (Samuel Machado Filho). De quebra e como bônus, incluímos também nesses arquivos um raro jingle comercial da Brahma, com o nosso “cantor das multidões”. Confiram, no GTM…
 
no quilometro 2
para deus somos iguais
lágrimas
já é de madrugada
não é proceder
tristeza
deusa do cassino
foi você
caprichos do destino
amigo leal
viva a liberdade
se a orgia acabar
chopp brahma (bônus)
 
 

50 Sucessos Inesquecíveis – Meio Século De Música Sertaneja (1979)

Bom dia, caríssimos amigos cultos e ocultos! Eis aqui um outro disco que teria servido perfeitamente como uma homenagem a minha mãe, no último dia 5, quando então ela fazia aniversário. Ela tinha um gosto eclético para música e também gostava muito da autêntica música sertaneja. No álbum que apresento hoje temos uma série de músicas que faziam parte do seu repertório, músicas que conheci e aprendi com ela. Eita, saudade!
Aqui temos uma coletânea de peso, uma seleção com 50 músicas sertanejas de sucesso. Gravações originais extraídas de discos lançados pela própria gravadora, a RCA Victor, ao longo de toda a sua história no Brasil. A Victor foi uma das primeiras e grandes gravadoras a investir no gênero da música rural e isso a gente já viu aqui, inclusive na série Suplementos (discos de divulgação), dos quais chegamos até a postar alguns. “Meio Século de Música Sertaneja” é um condensado dos mais interessantes, onde se pode ouvir músicas e artistas que hoje são difíceis de encontrar, principalmente porque muitos deles só chegaram a ser lançados até então em discos de 78 rpm. Por certo, não se trata de uma seleção definitiva da autêntica música sertaneja, bem porque não foi apenas a RCA quem a muito divulgou. Mas temos aqui verdadeiras pérolas, que não podem ser jamais esquecidas. Pena que agora o ‘agro’ é pop e de sertanejo o que se tem hoje é apenas saudade. Mas este álbum duplo aqui a gente não pode deixar passar batido. Confiram no GTM…
 
cabocla teresa – raul torres e florêncio
o menino da porteira – luizinho e limeira
saudade de matão – mariano da silva e serrinha
canta moçada – tonico e tinoco
boneca cobiçada – palmeira e biá
não beba mais não – duo ciriema
divino espírito santo – torrinha e canhotinho
vinte anos – nenete e dorinho
saudades de ouro preto – alvarenga e ranchinho
festa na roça -mario zan
saudade da minha terra – belmote e amaraí
o milagre do ladrão – zilo e zalo
passarinho de peito amarelo – tibagi e miltinho
flor do cafezal – cascatinha e inhana
mágoa de boiadeiro – pedro bento e zé da estrada
apartamento 37 – leo canhoto e robertinho
nossa união – caçula e marinheiro
chitãozinho e xororó – zé do rancho e zé do pinho
beijinho doce – brazão e brazãozinho
coração apaixonado – silveira e barrinha
não me abandones – irmãs galvão
meu fracasso – tião carreiro e carreirinho
rio de lágrimas – tavares e zé negrão
chico mulato – raul torres e florencio
promessa do batistinha – sulino e marrueiro
pingo d’agua – raul torres e florencio
pombinha mensageira – belmonte e amaraí
mais uma lição – duo ciriema
disco voador – palmeira e biá
viola cabocla – tonico e tinoco
noite fria – tibagi e miltinho
chalana – mari zan
conselho de amigo – nenete e dorinho
meu velho pai – leo canhoto e robertinho
tchau amor – zé tapera e teodoro
no colo da noite – zé do rancho e zé do pinho
joão de barro – brazão e brazãozinho
mula preta – raul torres e florêncio
amanheci em teu s braços – pedro bento e zé da estrada
o menino e o circo – cascatinha e inhana
canoeiro – tavares e zé negrão
paraná do norte – flor da serra e santiago
resposta da mariquinha -zé do rancho e mariazinha
meu passarinho – campanha e cuiabano
cantando – duo irmãs celeste
meu irmão da roça – leo canhoto e robertinho
lágrimas da alma – belmonte e amaraí
colcha de retalhos – duo ciriema
caminheiro – zilo e zalo
couro de boi – palmeira e biá
 
 
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Diana Pequeno – Sinal De Amor (1981)

Boa hora a todos, amigos cultos e ocultos! Fevereiro está aí e vamos que vamos… Hoje e mais uma vez, nosso encontro é com essa beleza de morena, a baiana, Diana Pequeno, uma cantora e compositora que dispensa apresentações, pelo menos no Toque Musical, onde já postamos dela uns três discos. E quando falo em beleza, por certo também me refiro a beleza de sua arte, do seu canto e de seus repertórios. Seu legado está aí, sempre atual. O tempo passou, mas seus discos continuam muito atuais e se por sorte vocês ainda encontram os lps por um preço barato, pois, pelo jeito, só deve ter ficado na memória do povo aquilo que insistentemente se tocava no rádio. E no caso de “Sinal de Amor”, lançado em 1981, temos várias músicas bem divulgadas na mídia rádio-televisiva, além de terem sido também gravadas por outros artistas. Nesta época, a cantora estava vivendo seu melhor momento, participando de shows por todo o Brasil, dividindo palco com o Mestre Sivuca no Projeto Pixinguinha e também no Festival de Águas Claras. Enfim, a moça estava, merecidamente, com tudo. Hoje, vivemos um outro momento onde a informação, a mídia, se diluiu, se fragmentou em tanto pedaços que mesmo um artista dos mais conhecidos, acaba também diluído. Aliás, essa é a nova ordem mundial, não se ouve a obra de um artista, mas sim a música, o hit do momento em alguma plataforma digital. E passa logo… Mas aqui, no Toque Musical, as coisas passam devagar, com o retardo necessário que cabe a toda boa lembrança. E vamos a ela… 😉
 
sinal de amor e de perigo
regina
vagando
laura
estrelas nil
trem do pantanal
busca-pé
berço de todos os azuis
as flores deste jardim
barca de noé
recolher
 
 
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A Voz Da RCA Victor – Suplemento Nº 24 Novembro (1959)

Boa noite, meus amigos cultos e ocultos! Entramos, enfim, em fevereiro e aqui vamos nós na nossa peleja fonomusical. Para começar, vamos com mais um disco da série, “A voz da RCA Victor” desta vez trazendo o suplemento de lançamentos dos seus discos de 78 rpm para o mês de novembro, de 1959. Esta série é mesmo muito rara e poucos são os colecionadores que possuem esse material. Infelizmente, nós só tínhamos seis deles e este é o último que apresentamos por aqui. Se acaso aparecerem outros, sem dúvida, iremos trazer para vocês. Neste suplemento de número 24, todos os lançamentos são de artistas nacionais. São 24 trechos iniciais das músicas, que mesmo cortadas valem a pena serem ouvidas. Aqui temos…
 
vinheta de abertura
mariposa / argumento – nelson gonçalves
petite fleur / la chanson d’orphée – guylaine guy
fuba / velhos tempos – jacob do bandolim
la strada del amore / refugio – neusa maria
meu castigo / um pouco de nós mesmo – fernando barreto
prece a chuva / sonho desfeito – ivete siqueira
vem / molengo da morena – jair alves
juvita / aracati – ary lobo
madalena / arrependida – tião careira e carreirinho
resposta da saudade/mariquinha – silveria e barrinha
nossa verdade / passado de boêmio – marreco e marrequinho
vinheta final
 
 
 
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Francisco Alves Com Orquestra – Foi Ela (1960)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje nosso encontro é com o Chico Viola. Aqui temos um raro exemplar de um compacto, provavelmente lançado no final dos anos 50, talvez até em 1960, quando os disquinhos de sete polegadas começaram a se popularizar por aqui. E sendo um dos primeiros, ele ainda era lançado em 45 rpm e trazia no selo aquele furo tipo estrela que permitia eliminar furinho para se usar o furão, típico dos discos compactos importados. Este disco compacto duplo traz quatro canções que originalmente foram gravadas por Francisco Alves ainda nos anos 30 e voltariam a serem regravadas por ele na RCA Victor, em 1952, três dias antes do acidente que tiraria a sua vida. Portando, podemos considerar essas a suas últimas gravações e assim sendo, foram parar neste disquinho. Confiram no GTM…
 
foi ela
a mulher que ficou na taça
é bom parar
serra da boa esperança
 
 
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Carlos Walker – Compacto (1974)

Enfim, aqui chegamos ao final de mais um ano, caros amigos cultos e ocultos. Queremos nesta postagem agradecer o apoio de muitos com suas colaborações e doações, sempre muito bem vindas e necessárias para que possamos continuar com nosso toque musical. Desejamos a todos um feliz 2022. Que seja este o ano de renovação, da renascença, do amor, da fraternidade e da empatia. Desejamos a todos muita felicidade, saúde e consciência. 
E para fechar o ano tenho aqui este compacto do Carlos Walker, seu primeiro disquinho, o cartão de visita lançado em 1974 para seu lp que viria a ser lançado no ano seguinte. Neste, temos “Alfazema”, belíssima música que fez parte da trilha da novela da Globo, “O Espigão” e “Dizem”, duas canções de sua autoria que também estariam presentes no lp. Por sinal, este lp nós já apresentamos por aqui e na oportunidade incluímos também o compacto. Mas agora ele volta para que a gente possa fechar esse fatídico 2021 de forma positiva, exorcizando de vez e deixando para trás tudo de ruim. Que esta alfazema possa nos relaxar e nos preparar para 2022. Feliz ano novo!
 
alfazema
dizem
 
 
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Luiz Gonzaga – Compacto (1972)

Bom dia, meus caros amigos cultos e ocultos! Passado as comemorações natalinas temos ainda uma semana para finalizar esse triste ano de 2021. Não vou nem entrar em considerações, pois sempre que o faço surgem as retaliações… O fato é que o ano já está acabano e vamos aproveitar para por em dia nossas postagens de compactos. São tantos disquinhos interessante e geralmente costumam trazer um diferencial que nem sempre está presente em suas versões integrais, ou seja, na versão final em lp. Como todos devem saber, o disco compacto foi criado na intensão de ser uma amostra. Compactos para as gravadoras eram discos de testes, disquinhos para se lançar a música. Já os lps eram para apresentar o artista. Porém, os compactos também serviram para produções modestas, para a publicidade e até mesmo como complemento para uma obra que não coubesse de todo em um lp. O certo é que esses disquinhos são mesmo muito charmosos e paixão de muito colecionador.
Aqui temos um compacto de Luiz Gonzaga, lançado pela RCA Victor, em 1972. Pré-lançamento para seu lp “Aquilo Bom!”, produzido naquele ano. Como destaque, para o disquinho, foram escolhidas as faixas “Aquilo bom (garotas do Leblon)” e “Forró do Zé Buchudo”. Ainda complementando, segue aqui um comentário de nosso saudoso Samuca (Samuel Machado Filho) a respeito do disco: “Este lp  de 72 (RCA Camden CASB-5360) encerrou a primeira fase de Luiz Gonzaga na RCA, onde estava desde que começou sua carreia fonográfica, em 1941. Depois o Rei do Baião iria se transferir para a Odeon, onde gravou dois lps e um compacto simples. Em 1976, após um ano sem gravar, Gonzagão voltaria com força total a RCA, com o lp “Capim Novo” e ali ficaria até 1988, quando foi para a Copacabana, última gravadora em que trabalhou.”
 
aquilo bom!
forró do zé buchudo
 
 
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A Voz Da RCA Victor – Suplemento Nº 22 Setembro (1959)

Bom dia, boa tarde, boa noite, boa hora… a todos os amigos cultos e ocultos! Mais uma vez aqui um exemplar dos raríssimos discos de demonstração da gravadora RCA Victor. Sempre lembrando, esta série promocional da gravadora era usada nos anos 50 para divulgar os seus lançamentos mensais de discos de 78 rpm. O curioso é que estes discos eram de 12 polegadas e rodavam em 33 rpm. Aqui temos a edição para o mês de setembro de 1959 com a lista de todos os discos, nacionais e internacionais…
 
meu triste long play / revolta – nelson gonçalves
andarilha / doída – dicinha baptista
egoísta / madrugada – francisco carlos
adeus praia do flamengo / stanislau ponte preta – linda baptista
a noite e prece / ansiedade – trio nagô
amor e gaita / ritmo quente – fred williams
coração de artista / verde e amarelo – nardell
mocinhas da cidade / paranaguá – nhô belarmino e nhá gabriela
xamego do henrique / lambari dançante – gerson filho
saudade do nosso amor / triste separação – rião carreiro e carreirinho
menino branco / saci pererê – torradinha e canhotinho
linda ciganinha / chega de sofrer – silveira e barrinha
round the bay of mexico / fifteen – harry belafonte
viento viento / la luz de tus ojos – joselito
piove / conoscerti – teddy reno
 
 
 
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Elas Cantam Assim (1957)

Bom dia, bom começo de mês a todos os amigos cultos e ocultos! Em um  outro momento do Toque Musical, sei que postei um lp de 10 polegadas intitulado “Eles Cantam Assim”, apresentando alguns cantores do ‘cast’ da gravadora RCA Victor. Revendo meus arquivos digitais, vejo que tenho também este, “Elas Cantam Assim”, arquivo que baixei de algum outro blog. Não por falta do que postar, mas já que temos este também, porque não publicá-lo aqui em nosso sítio? Então, aqui vai ele… E como podemos ver pela capa, nesta seleção promocional vamos encontrar as irmãs Baptista, Linda e Dircinha e também as cantoras Marion Duarte e Ester de Abreu. Cada uma apresenta duas músicas neste disquinho com oito faixas lançado em 1957. Lembrando que essas mesmas gravações aparecem em discos de 78 rpm, também lançados por aquela época. Confiram no GTM…
 
meus olhos – linda baptista
não diga não – marion
canção pra broto espreguiçar – dircinha baptista
que será será – ester de abreu
roga por nós – marion
sempre que lisboa canta – ester de abreu
boa noite – linda baptista
 se eu morresse amanhã de manhã – dircinha baptista
 
 
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Nerino Silva – Deixe Comigo (1968)

Fala aí, amigos cultos e ocultos, tudo bem? Se é para fazer postagem e esquecer tudo, deixe comigo! Hehehe… É por aí… Está aqui um disco que por uma teimosia ou capricho da minha memória sempre acaba esquecido, posto de lado, aguardando uma hora. O problema é que sempre faltava uma coisa. Agora, não tem erro, vai que vai… Temos mais uma vez em nosso Toque Musical a presença do sambista Nerino Silva. Carioca, de Vila Isabel, fez sucesso na década de 60, embora tenha gravado pouco discos. “Deixe comigo” é talvez o seu mais conhecido trabalho, no qual temos várias faixas interessantes, destacamos seu maior sucesso, “Súplica cearense”, de Gordurinha e Manoel Peixoto, aqui em sua primeira e original gravação. Um disco bacana, que vale aquela conferida no GTM.
 
voltei
deixe comigo
bom dia meu amor
adeus maria fulô
o seu lugar
quando o samba terminou
amor de carnaval
do meu pensamento saiu lágrima
enquanto eu choro
dona divergência
súplica cearense
 
 
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A Voz Da RCA Victor – Suplemento Nº 21 Agosto (1959)

Bom dia, boa hora… a todos os amigos cultos e ocultos! Um aviso que sempre tenho que deixar aqui, pois não basta ele destacado em vermelho no Grupo Toque Musical, parece que boa parte dos amigos associados não leem as regras. Como é informado por lá: É PROIBIDO FAZER ALTERAÇÕES NAS CONFIGURAÇÕES DO GRUPO. Quando alguém tenta burlar as regras e altera alguma coisa no seu perfil no GTM, acaba sendo automaticamente banido. Um programa de monitoramento faz a varredura semanal, assim, evitem alterar qualquer coisa, porque depois de banido não tem como voltar ao grupo com o mesmo e-mail.
Bom, dando sequencia a nossa mostra, seguimos com mais um disco da série “A Voz da RCA Victor”, um suplemento musical criado pela gravadora e distribuído nas rádios e lojas de discos da época. Eram discos promocionais criados para divulgar os lançamentos. Curiosamente, são discos de 12 polegadas, que rodam em 33 rpm, apresentando os lançamentos de discos de 78 rpm da gravadora. Esses discos saíam mensalmente e traziam tanto os lançamentos nacionais quanto os internacionais. A única coisa ruim nesta coleção é que as músicas não são apresentadas por inteiro. Porém, não deixa de ser algo interessante e só mesmo aqui, no Toque Musical, vocês vão ver e ouvir isso. Confiram mais este número…
 
papai do meu coração / ideias erradas – carlos galhardo
balada alegre / a vida é bela – neusa maria
meu grande papai / papai do céu – verinha lúcia
vida da minha vida / eu creio em ti – jorge goulart
nós dois a sós / recordação do passado – ivete siqueira
botequim da vida / violão amigo – roberto vidal
madame saudade / delírio – carlos nobre
o diário / velha paineira – carlos gonzaga
santos dumont / vai por mim – mario zan
dia dos pais / estrela de ouro – luiz gonzaga
homenagem a jk / mariana – ary lobo
eu sou mais o papai – neusa maria
viva o nosso papai – zaccarias e orquestra excelsior
forró em quixadá / caiçara – severino januário
poema da minha alma / página esquecida – nenete e dorinho
drama de amor / desprezo – bié e juquinha
come prima / solo mio – mario lanza
cha cha charleston / volcano – the three suns
i go ape / moon of gold – neil sedaka
catalaina / the milionaire – perez prado
donde estará mi vida / caudal escondido – joselito
 
 
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Os Nucleares (1969)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Nosso Toque Musical traz hoje um raro lp do que podemos considerar como os últimos suspiros da Jovem Guarda. Aqui temos Os Nucleares em seu primeiro e único disco, lançado em 1969, pela RCA. Este grupo era formado por músicos que tocavam com Tim Maia, Hyldon, Cassiano e também acompanhavam outros artistas. Nele se destacou o guitarrista Ivanilton Lima que a partir dos anos 70 adotaria o nome de Michael Sullivan, se tornando um músico compositor e produtor de sucessos. O lp dOs Nucleares foi produzido por Rossini Pinto, com arranjos de Frankie Adriano, da dupla Tony & Frankie. Os Nucleares lembram bem o estilo de outro grupo carioca, o Renato e Seus Blue Caps. Por sinal, Michael Sullivan viria  também a fazer parte desse grupo os anos 70. Confiram no GTM…
 
apolo 0
sai prá lá
conta-me
agora vá
que vontade de gritar ao mundo
você finge me esnobar
as noite que eram nossas
don’t pity me
era tudo que eu queria
eu só quero o teu carinho
o bem do amor
eu vou buscar
 
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Juca De Oliveira – Fragmentos Da Poesia Latino-Americana De Protesto (1980)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje nós vamos de poesia! Sim, poesia é coisa muito boa e mais ainda quando a temática é política e social, poesia de protesto. Os fascistas detestam, mas a gente canta…
Aqui temos o ator e dramaturgo Juca de Oliveira, ainda em seus melhores dias e num momento nobre. Nobre no sentido de grandeza humana, pois essa acompanha a todo homem que se sensibiliza com as questões e dramas sociais. Gravar um disco com poesias de protestos é, sem dúvida, uma demonstração de sensibilidade e empatia com as lutas políticas e sociais na América Latina. Pena que em um determinado momento Juca de Oliveira se iludiu com ‘falsos profetas’, com a hipocrisia do Lavajato, dando apoio ao dublê de juiz, Sergio Moro e sua gangue. Bom, mas isso não vem ao caso e cada vinho envelhece como merece. Juca de Oliveira é sem dúvida um grande artista e sabe como poucos cantar/interpretar uma poesia. Neste lp, que inicialmente foi censurado pelo então governo militar, temos um apanhado de poemas/textos de cunho político, de diferentes poetas latino-americanos. Um belo trabalho que infelizmente, hoje em dia anda meio esquecido. Mas é justamente nessas horas que a lembrança do disco, da poesia e do seu conteúdo se faz mais necessário. Como já cantava o poeta Thiago de Mello: ‘faz escuro, mas eu canto”. Confiram no GTM…
 
a carta no caminho (parte 1) – pablo neruda
no caminho com maiacowski – eduardo alves da costa
segregação nº 1 – carlos german beli
pedidos – juan gelman
inventário de cicatrizes – alex polari de alverga
cemitério pernambucano – joão cabral de melo neto
cemitério de sertão – dom pedro casaldáliga
o comandante – gonzalo rojas
a carta no caminho (parte 2) – pablo neruda
a carta no caminho (parte 3) – pablo neruda
não te salves – mario benedetti
não há ventura para mim fora de ti – ernesto cardenal
a flor e náusea – carlos drummond de andrade
podes? – nicolas guillen
12.207 – alex polari alverga
o vidente – castro alves
epitáfio do desterrado – ernesto cardenal
a carta no caminho (parte 4) – pablo neruda
 
 
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