Hoje o nosso encontro é com Luiz Eça, pianista, compositor e arranjador. Músico considerado como um dos maiores nomes da Bossa Nova e do samba-jazz, fundador do lendário Tamba Trio. Já tivemos o prazer de apresentá-lo aqui algumas vezes. Porém agora, vamos trazendo ele em um de seus primeiros discos solo. Lp de 10 polegadas, lançado em 1956 pelo selo Copacabana. Este disco sucede “Uma Noite No Plaza”, de 55 e consolida o artista como uma das grandes revelações do piano nas noites carioca. Como o próprio subtítulo indica, Luiz (até então) de Eça vem em trio, com contrabaixo e bateria que fazem a base sem com isso tirar o destaque do piano. E diga-se de passagem, um piano super elegante, misturando elementos do jazz moderno com a sofisticação harmonica da música brasileira. Isso fica muito evidente nesse repertório onde ele mescla sucessos nacionais e internacionais da época. Um trabalho que vale a pena ouvir…
Seguindo, aqui temos outro disco raro que merece o nosso toque musical. Este é um compacto duplo da cantora Ivany de Moraes, lançado em pelo selo Philips em 1968 como premiação e fruto direto da vitora da cantora no programa de calouros “A Grande Chance”, apresentado por Flávio Cavalcanti, na TV Tupi. Naquela época os progarmas de auditório vistos pela televisão exerciam um papel de grande formador de opinião e funcionavam como um dos principais trampolins para novos talentos no cenário artístico nacional. Ivany foi nessa época a vencedora e teve como parte desse premiação o direito de gravar este compacto duplo. Um disco que infelizmente acabou esquecido, assim como a própria cantora. Algo realmente inacreditável e isso fica evidente ao ouvirmos sua belíssima voz. Por alguma razão que não sabemos Ivany foi um talento que a música brasileira perdeu, lamentavelmente. Por essa e por outras é que não podemos deixar essa cantora esquecida. Quem ainda não ouviu, faça-me o favor… Vale muito a pena. Confiram no GTM…
Aqui, um lp que faltava… Uma produção do lendário selo Discos Marcus Pereira. “Portugal Hoje” é um álbum gravado pela cantora portuguesa Paula Ribas e seu companheiro, o músico angolano Luís N’gambi. O disco foi lançado em 1974 e traz uma seleção de música de um dos mais importantes compositores portugueses da chamada música de intervenção e resistência antifascista, o memorável José Afonso. Este lp é, sem dúvida, de grande importancia pois foi lançado no ano da Revolução dos Cravos, que derrubou a ditadura salazarista em Portugal. O disco teve o papel crucial de divulgar a obra censurada de Zeca Afonso para o público brasileiro.. Um trabalho que continua vivo e que acima de tudo, musicalmente é maravilhoso. Hoje, uma raridade…
Seguimos hoje de compacto. E como sempre, buscamos apresentar artistas pouco conhecidos do grande público, ou por vezes, esquecidos ao longo do tempo. Apresentamos, Nazário Cordeiro, guitarrista, violonista, compositor e arranjador mineiro. Musico que atuou com destaque na noite belorizontina. Foi na capital mineira que ele iniciou sua carreira, no final dos anos 50, tocando bossa nova e também ao lado de nomes importantes da música instrumental mineira, na época, Célio Balona, Wagner Tiso e também Milton Nascimento. Segundo informações, foi casado com a cantora Daisy Guastiny, com quem teve uma filha, a cantora Daisy Cordeiro. Também trabalhou em São Paulo, onde fez muito sucesso e na contracapa deste seu compacto simples, seu primeiro disco, podemos também ler algumas informações complementares sobre o artista. No disquinho temos ele interpretando duas canções, “Passarela de ninguém”, de José Sampaio e “Judiaria”, sucesso de Lupcinio Rodrigues. Taí um trabalho bacana que vale a pena conhecer. Confiram no GTM…
Saudando o dia hoje, que não é mais especial que qualquer outro dia, tem aqui para nós do Toque Musical, um daqueles discos que não poderia faltar em nossa lista. Aliás, diga-se de passagem, já estava demorando. Mas também, como já dizia o Roberto Carlos, são tantas emoções… E este é mesmo emocionante, Sansa Trio, volume 2. Tenham calma, o volume 1 ainda há de chegar.
Então, eis aqui um clássico do samba-jazz e bossa nova, lançado originalmente em 1966 pelo selo Som Maior. Um disco de primeiríssima linha da nossa música instrumental. O Sansa Trio foi um grupo nascido em São Paulo, formado por três feras, José Briamonte no piano, José Ordoñez no contrabaixo e Airto Moreira na bateria. Detalhe, Airto aparece somente neste segundo volume, no primeiro disco o baterista era Lauro Bonilha. Certamente, trata-se de um disco já bem manjado, devido a sua fama. O repertório traz composições de grandes nomes da época, como Adilson Godoy, Geraldo Vandré e Carlos Lyra, Roberto Menscal e Ronaldo Boscoli, Durval Ferreira, Johnny Alf, Marcos Valle e mais… Um trabalho que não dá para perder ou deixar de ouvir de novo. Confiram no GTM.
Trazemos hoje um compacto independente da cantora e compositora cearense e radicada em São Paulo, Constância Maria de Alencar. Neste compacto simples, lançado em 1983 ela nos apresenta duas de suas composições. Ao que parece, este foi seu primeiro disco e conta com a assistência de um grupo de profissionais que dão ao trabalha uma qualidade de destaque. Não há muita informação sobre a artista, além de seu próprio blog pessoal, onde ela resume um pouco de sua vida. Este disquinho nos foi enviado há um tempo atrás e agora, novamente, a pedidos de amigos da cantora, reforçando a solicitação, resolvemos então postá-lo para o nosso público. Confiram…
Eis aqui um disco que eu não sei se caberia melhor no Carnaval ou no Natal. Digo isso muito por conta de sua sonoridade que tem muito a ver com o clima natalino, mas definitivamente, seu repertório é de músicas de carnaval. Isso só poderia acontecer numa visão estrangeira. E no caso aqui, não deixa de ser.
Temos em nossa mostra de curiosidades fonomusicais o músico paraguaio, radicado no Brasil, Luís Bordón, o harpista que fez do seu instrumento a sonoridade característica da nossa música de Natal e reveillon. Sempre que chega o Natal não há como esquecer este som que virou referência natalina. Porém, aqui ele nos apresenta um repertório de músicas carnavalescas, sucessos inesquecíveis do nossa maior festa popular, que se não cabe de todo no carnaval, com certeza se encaixa na animação forçada do Natal e extensivo a passagem de ano e arroz com passas, Confiram…
No disco de hoje temos a cantora lírica Lia Roberti, renomada soprano. Foi uma figura de destaque na cena erudita e lírica brasileira entre as décadas de 50 e 60. Embora pouco conhecida do grande público nos dias atuais, teve uma carreira sólida e respeitada nos palcos de ópera e estúdios de gravação. Integrou elencos de grandes montagens em companhias de renome. “Canções Célebres” foi, sem dúvida, seu disco de destaque. Lançado em 1962 pelo selo Copacabana, com regência do maestro Gabriel Migliori, o disco se divide em dois momentos, nacional e internacional. Conseguiu capturar a versatilidade da cantora, unindo rigor técnico da música européia com a doçura e nostalgia das modinhas folclóricas e imperiais brasileira.
Curiosidades fonográficas… Eis aqui um lp com aquele pegada poética e romântica. Um álbum que pertence ao gênero “Non-Music”, coisa que você só encontra aqui no Toque Musical. Um disco raro que traz crônicas e poesias do até então radialista Barros de Alencar, que em seguida se tornaria também cantor e compositor. Porém, neste disco lançado pelo selo Copacabana, em 1965, suas criações são narradas pelo não menos famoso ator gaúcho, Amilton Fernandes, que nesta época era tido como um dos mais populares galãs da televisão. Ficou eternizado ha história da teledramaturgia interpretando “Albertinho Limonta” na versão original da novela “O Direito de Nascer”, um dos maiores fenômenos de audiência da história da TV brasileira.
Como disse, este lp é hoje em dia uma peça muito rara no mundo dos colecionáveis. Por ter sido um lançamento de nicho (aproveitando o sucesso do ator na televisão) e focado em monólogos, teve uma produção restrita e hoje, certamente, poucas cópias resistiram ao tempo. Sendo assim, um ítem um disco bem disputado por colecionadores e pesquisadores da história da televisão e do rádio no Brasil.
Hoje trazemos, “Benditos, Hinos e Ladainhas”, lp lançado em 1983 pela gravadora Continental através de seu selo Alvorada. Disco gravado pela cantora Carmen Costa. Um registro dos mais interessantes da música religiosa e tradicional brasileira. Um verdadeiro espetáculo organizado por Arthur Laranjeira, Antônio Chrysosthomo e pela própria Carmen Costa. Esta gravação, originalmente, aconteceu no ano de 1973, ao vivo, na Igreja Nossa Senhora da Glória de Outeiro, no Rio de Janeiro. Mas ficou inédita por dez anos até ser lançada em disco, em 1983. Como se pode ver também pela capa, na gravação temos a participação especial de Paulo Moura. Na contracapa do lp há informações mais detalhada que vocês poderão ler ao baixarem o arquivo completo em nosso GTM.
abertura – benedito são sebastião
coração santo
barca nova
benedito seja louvado
benedito das 5 chagas
pai nosso- ave maria
com minha mãe estarei
queremos deus – o meu coração é só de jesus
obrigado seu barroso – bendito são joão batista
primeira incelença – ofício da imaculada conceição
Hoje temos o grande Waldir Azevedo em um lp originalmente lançado em 1957 pelo selo Continental. Um dos primeiros álbuns de estúdio em formato lp de 12 polegadas. Este disco viria a ser relançado outras vezes, assim como algumas dessas gravações em coletâneas do artista. É um verdadeiro clássico do choro, no qual Waldir Azevedo demonstra seu enorme talento, desfilando um repertório variado, inclusive com músicas de sua autoria. Confira no GTM…
veraneando
noturno
ai que saudades da amélia – atire a primeira pedra
Seguindo em nossas postagens, temos para hoje um disco de orquestra, a Orquestra Rádio, formada por talentosos músicos que faziam parte dessa lendária gravadora, tendo como orquestrador o maestro Aldo Taranto. Como se vê, logo pelo título, trata-se de um disco dedicado às clássicas e românticas valsas. Um gênero que hoje só se escuta em trilhas de novelas de época. Mas que ainda assim desperta muita nostalgia naqueles que viveram essa época.
Aproveitando a folga, o tempinho livre, trago aqui “A Estrelinha Solitária”, álbum icônico da cantora Neuci, lançado originalmente em 1964 pelo selo Philips. Há pouco tempo tivemos a apresentação de um compacto dessa cantora e como prometido, hoje temos o lp. Também já apresentamos a cantora, conhecida pelo apelido carinhoso de Estrelinha Solitária, por conta de ter sido jogadora de basquete, pelo Botafogo, clube conhecido tradicionalmente como o “Glorioso”, ou o clube da estrela solitária.
Na contracapa deste lp temos uma apresentação detalhada da artista, o que nos poupa maiores explicações. Sobre o conteúdo musical, podemos dizer que é dos melhores, acompanhando a modernidade da época, Neuci nos apresenta um repertório pautado na Bossa Nova, sendo boa parte dele autoral, demonstrando ser ela uma artista multifacetada, boa cantora e compositora. Um álbum raro e por certo pouco conhecido do grande público. Vale a pena ouvir…
Hoje vamos de compacto… E aqui temos Mario Marcos, artista que integrou o grupo Os Caçulas nos anos 60. Se destacou como compositor na música “Como vai você”, em parceria com seu irmão, o cantor Antôni Marcos, sucesso na voz de Roberto Carlos, em 1972. A partir dos anos 70, afastou-se dos vocais para se tornar compositor. Escreveu canções populares gravadas por Chitãozinho e Xororó e também pela Xuxa. Ao que se sabe, lançou nos anos 80 um disco solo pela Continental.
Aqui temos ele neste compacto simples, quando ainda era integrante dos Caçulas, lançado em 1968 pelo selo RCA Victor, trazendo duas de suas canções autorais.
Seguindo em nossas postagens, trazemos hoje um lp que há tempos estava para ser postado aqui no Toque Musical, o o “F-15 Espacial”, segundo disco da cantora Célia Vilella, gravado em 1963 e lançado em 64 pelo selo Musidisc. Para o que ainda não sabem, Célia faz parte dos artistas pioneiros do rock no Brasil. Cantora e compositora, nascida nas Minas Gerais, começou ainda criança demonstrando o seu talento musical, o qual, já na adolescencia, chamava a atenção. Fez as primeiras gravações ainda nos anos 50 e seus primeiros discos foram de 78 rpm. Ela, na verdade, só gravou dois lps, os quais parace terem sido o suficiente para marcar seu nome da história do rock nacional. O lp que apresentamos hoje foi o seu segundo e último disco. Logo em seguida ela abandonaria totalmente sua carreira. Casou-se com o músico Carlos Becker, integrante do conjunto The Angels e desde então não nunca mais se voltou para esse agito musical. Foi viver feliz a vida em total reclusão. Faleceu em 2005, em Teresópolis.
“F-15 Espacial”, por certo, foi o seu melhor disco. Um trabalho bem produzido destacando a versatilidade da cantora ao mesclar o rock’n’roll e o hully-gully com clássicos em inglês e até bolero, o clássico “Perfidia”.Temos no lp também composições de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Mas boa parte das músicas são de sua autoria com o então noivo, Carlos Becker. Sem dúvida, um disco com qualidades tanto musicais quanto instrumentais. Este, ao que parece, nunca chegou a ser relançado, sendo uma verdadeira raridade para colecionadores e apaixonados pelos primórdios do rock no Brasil.
Hoje vamos com o cantor e compositor baiano Cyro Aguiar. Já tivemos a oportunidade de apresentá-lo aqui outras vezes. Artista, por certo, bem conhecido do público. Fez muito sucesso nos anos 60 e 70. Começou sua carreira junto ao movimento da Jovem Guarda. E é justamente desse período que este disco que apresentamos fala. Aqui temos uma seleção de seus sucessos na época da Jovem Guarda. Trata-se de uma edição independente cujo selo traz o nome Cyar, ou seja, uma produção certamente ligada ao artista. O interessante desse disco é que traz uma seleção com músicas que ele lançou nos anos 60 apenas em compacto. Para os amantes da Jovem Guarda é uma coletânea perfeita. Vale a pena ouvir…
a loucura das garotas
suck’um up
rei de maracatu
seleção de sucessos:
boadeiro, tico tico, sabiá, pé de serra, assum preto
Trazemos hoje um raro lp da cantora, atriz e produtora cultural Malu Moraes. Este foi seu único disco, gravado em 1980 pelo selo Continental. Infelizmente ela faleceu em 2024, aos 78 anos. Malu atuava em Brasília, trabalhando com teatro, cinema e música. Neste seu único disco ela contou com participações importantes de artistas como Aldir Blanc, João Bosco, Danilo Caymmi, Cacaso e Wilson das Neves. Um disco cujo o repertório é essencialmente de música popular brasileira, composições de grandes nomes. Vale a pena conhecer e ouvir…
Temos para hoje uma contribuição do amigo Rafael Molive, um lp que vale o nosso toque musical. “Arvoredo” é o elegiado álbum de estúdio da cantora Janaína (nome artístico de Idê Marques Machado), lançado pelo selo RCA Victor no ano de 1980. O trabalho destaca-se no cenário da mpb por reunir composições de alguns dos maiores expoentes do samba naquela época. Sem dúvida, um disco muito bom e que por acaso poucos realmente conhecem. Mais uma boa razão para apresentá-lo aqui.. Confira no nosso GTM.
Uma coisa que sempre apreciamos são as coletâneas, sejam elas de um mesmo artistas ou de artistas variados. A coletânea tem essa função de condensar os melhores momentos de um artista/banda, assim como apresentar um leque com diferentes artistas. Uma jogada comercial que também pode ter a mesma função dos discos compactos, quando uma determinada gravadora quer apresentar seus diferentes artistas, funciona como uma espécie de mostruário identificando pontenciais de sucesso e de venda.
Aqui temos uma coletânea com artista do selo Odeon, de 1971 e já pela capa podemos perceber que se trata de alguns de seus melhores artista da época e uma seleção músical de sucessos. Uma coletânea que vale a pena ter e ouvir, só música boa. E é por isso que merece o nosso toque musical. Confiram no GTM…
viola enluarada – marcos valle e milton nascimento
andança – beth carvalho e golden boys
das 200 para lá – eliana pittman
como dois e dois – claudia
menina da ladeira – joão só
me deixa em paz – alaide costa e milton nascimento
foi um rio que pasou em minha vida – paulinho da viola
Temos aqui uma reprise compacta, literalmente. Trazemos mais uma vez Oliveira e Seus Black Boys, agora numa versão resumida de um disco já apresentado aqui há mais de 10 anos. Aqui, um compacto duplo apresentando quatro músicas que fazem parte do lp “Em Novas Travessuras Musicais”. Como todos sabem, os compactos eram muito usados para essas preliminares, ou seja, eram lançados antes do lp para serem apresentados as rádios e também vendidos ao público com uma forma de avaliar a aceitação e até mesmo medir o investimento na produção de um álbum.
Pois bem, como já havímos dito na postagem do lp, este era um grupo liderado pelo saxofonista Antonio Oliveira de Souza. Formado em 1961, exclusivamente com músicos negros e da melhor qualidade. O repertório era bem variado, indo do samba ao twist, cha cha cha, bolero e fox. Música para festa e para dançar. Certamente eles embalaram muitas festas, bailes e casas noturnas. Confiram…
Fechando o mês com mais uma raridade, desta vez trazendo o cantor e compositor Jorge Mello neste que foi o seu primeiro disco, lançado em 1972 pelo selo Sinter. Já tivemos a oportunidade de apresentar um de seus trabalhos aqui no Toque Musical. E agora, mais uma vez, vamos com este compacto intitulado “Felicidade Geral”, com quatro composições próprias. Disquinho bacana, com uma pegada setentista, cheio de guitarras. Fusão de rock e baião. Confiram no GTM…
Hoje, dia 30 de julho, o blog Toque Musical completa 19 anos. Ao longo de todo este tempo muitas coisas foram mudando. Mas, talvez, a única coisa que não mudou é o desejo de estar aqui todos os dias apresentando um disco. Infelizmente, neste último ano, a falta de tempo tem se tornado uma constante. Mais que nunca, não tenho achado nem um tempinho para manter o nosso diário fonomusical. Muitas coisas vem acontecendo e mesmo com a ajuda e apoio de uma pequena equipe, está cada vez mais difícil fazer nossas postagens. Alguns de nossos frequentes amigos cultos e ocultos já devem ter notado que o TM tem atrasado nas publicações, as vezes até na apresentação dos links em nosso GTM. Realmente, está difícil manter o ritmo, ainda mais depois que resolvemos tardiamente entrar também no Youtube com nosso canal. Os discos e arquivos vão se empilhando por aqui, as vezes já prontinhos para serem postados, mas definivamente o tempo está curtíssimo. Tenho no momento priorizado coisas que não posso deixar de lado, problemas pessoais e tarefas inadiáveis. Daí, estamos já com um mês de atrasos e por certo isso vai aumentar se eu não organizar melhor minha vida. Peço a todos mil desculpas. Sei que muitos adoram este blog. E para não acharem que ele foi abandonado, prometo para breve novas postagens. E talvez, por conta do tempo curto, terei que mudar o esquema de publicação diária, passando agora para ocasionais. Isso, eu espero, será provisório, afinal, quase com duas década não se joga fora no lixo, O Toque Musical é uma tradição e de alguma forma precisa continuar.
Agradeço a compreensão dos amigos e visitantes. Espero que mantenham em seus favoritos o nosso endereço e que continuem prestigiando nossas postagens, tanto aqui como no canal do Youtube.
Por hora, só me resta soprar a velinha. Embora o mês de julho tenha ficado em branco, informo a vocês que irei cobrindo, dentro do possível, o vazio desses dias. Fiquem atentos e verifiquem os dias para trás, pois as novas postagens ocuparão esses dias que não tivemos postagens, ok? Por hoje, ficaremos apenas na celebração. A festa vai ser sem música. Mas estamos aí…
Aproveitando a ‘deixa’, vamos aqui com um compacto apresentado e sugerido pelo amigo Fares. Um disquinho que cabe como uma luva em nosso Toque Musical, com certeza :). Podemos dizer que é um documento dos anos 60 onde temos o saudoso humorista Renato Corte Real apresentando sua versão para a música de João do Vale, “Carcará”. Uma paródia que faz mais sentido dentro do contexto da época e assim quem mais vai curtir isso são aqueles que viveram esses tempos. Este comapcto de 1965 é um verdadeiro documento histórico do humor e da televisão brasileira. Gravado no auge do sucesso do programa “O Fino da Bossa” que era apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues. E é Elis quem entrevista Renato para que na sequencia ele mesmo cante sua versão de Carcará. Momento de humor daquele lendário programa de música popular brasileira. Vale a pena ouvir…
Nesses dias temos ido nas postagens mais pelas capas… Vamos então bater de tango, pois aqui nosso intúito é agradar gregos e troianos. Temos para hoje este lp enviado por nossos colaboradores. Trata-se de Carlinhos Maffazoli e orquestra desfilando uma sequencia de tangos famosos, como o próprio título já nos indica. Carlinhos Maffazoli foi um acordeonista, maestro e músico de estúdio, conhecido por sua atuação na música sertaneja e instrumental. Este lp consta como sendo de 1985, lançado pelo selo CID. Produção popular e comercial, feita para agradar a um público muito específico dos amantes de tangos,
Para os que apreciam o gênero, eis aqui uma boa pedida, Confiram,,,
Aqui um lp que chama a atenção pela capa e também pelo que diz na contracapa. Trata-se do “1º Festival do Iê-iê-iê”, um disco lançado pela Chantecler através de seu selo Rosicler e que reúne alguns conjuntos do Paraná e de São Paulo, da época da Jovem Guarda. Por certo, a gravadora, buscando ampliar seu leque musical jovem, resolveu investir em alguns conjuntos regionais, inspirados na onda de Roberto Carlos e sua turma e também no furor dos festivais de música que aconteciam nessa época no Brasil. Uma boa ideia para vender disco e explorar a nova onda jovem do chamado “iê-iê-iê”. Festivais sempre chamaram o interesse do público e quem topou com este disco deve ter pensado que fosse realmente um festival. Talvez ele tenha mesmo acontecido, conforme o texto de compracapa, mas não temos registro disso na rede, o que nos leva a crer que foi apenas mais uma jogada para vender discos. De qualquer forma temos um disco com 13 faixas nas quais desfilam os obscuros conjuntos, Os Falcões, The Victos’s, Os Bandeirantes, Os Infernais de Marília, Os Panteras e The love. Como logo se pode ver pelo repertório, não há nada de original, apenas esses grupos de beira de piscina interpretando sucessos jovens do momento, daquele momento. Vale como curiosidade e para colecionadores dos primórdios do pop-rock nacional.
Procurando um The Jet Black’s, acabei achando outro. Aqui, um compacto duplo trazendo cinco músicas de sucesso do lendário festival italiano de San Remo. Disco gravado em 1965 e lançado pelo selo Chantecler. É bom frisar que o conjunto não esteve nesse festival. A ideia da gravadora talvez tenha sido essa para levantar ainda mais a moral do grupo. Mas trata-se apenas de versões instrumentais, que por sinal ficaram muito boas. Confiram…
E vamos hoje de lp. Aqui temos um disco do cantor e compositor Aildo Mello, lançado pelo selo CBS, em 1975. Um disco de samba canção com arranjos do maestro Waltel Branco, o que lhe confere qualidade e destaque. Ao que tudo indica, ele gravou poucos discos. Sabemos que nos anos 60 ele gravou pela RCA um lp só com sucessos românticos da época. Gravou também compactos, mas não há registro sobre esse artista disponível na rede. O nome dele aparece em contas de plataformas como Vevo e YouTube, onde foram postadas as músicas que ele gravou. “Pode Crer” é um disco bem interessante onde ele interpreta um repertório essencialmente de sambas e dos quais algumas músicas são de sua autoria. Vale a pena conhecer…
Desta vez temos para apresentar um lp, coisa rara que inicialmente nos chegou com sendo um compacto simples, mas que na verdade era um dez polegadas de 78 rpm. Nessa confusão, acabamos optando pelo lp, que coincidentemente já estava na fileira de postagens. Então, o que temos aqui é um exemplar do quarteto Os Cometas, acompanhados pelo conjunto de estúdio, o Sexteto Sideral. A contracapa do lp já nos dá algumas boas informações. Este seria o primeiro lp de um grupo que inicialmente se chamava Os Rouxinois. Ao serem descobertos pela gravadora/selo Sideral, adotaram o nome de Os Cometas. No repertório eles trazem uma seleção de rock. balada e calipso. Trata-se de um disco raro e crucial para entender o inicio do rock no Brasil. Os Comentas foram um dos conjuntos de bailes pioneiros na cena de rock e twist no Rio de Janeiro, no final dos anos 50 e início dos 60. A figura mais famosa associada a este grupo é o cantor e compositor Adilson Ramos que posteriormente seguiria uma carreira solo de muito sucesso. Vale muito a pena ouvir e conhecer este disco.
Vamos aqui com o quarteto vocal Os Iguais, grupo musical formado por Apolo Mori, Marcelo Gastaldi, Mario Lucio de Freitas e Antonio Marcos, este último que todos conhecemos, se tornou um cantor famoso e foi casado com a cantora Vanusa. Os Iguais atuaram por pouco tempo, mas fizeram um relativo sucesso dentro da onda da Jovem Guarda. Verificando aqui percebo que já havíamos postado esse disquinho há 16 anos atrás, quando o TM ainda usava fraldas. Mas creio que vale a pena ouvir de novo, não é mesmo? Confiram…
Hoje vamos com esta curiosidade fonográfica… Vez por outra trazemos discos relacionados a times de futebol e nesta temos o prazer de apresentar o compacto do tradicional clube carioca, Bangu Atlético Clube. Este disquinho é de uma época em que o Bangu era um time que se destacava em campeonatos nacionais e internacionais. Embora nos tempos atuais não figure entre os times da elite do funtebol brasileiro, é sempre lembrando pelo seu pioneirismo, dos quais, o maior mérito foi ter sido o primeiro time de futebol a ter jogadores negros. O Bangu também foi o primeiro clube futebolistico a ter viclulo com uma escola de samba, a Unidos de Bangu. Este compacto é hoje em dia uma raridade que todo tocerdor/colecionador deseja ter. Confiram…