Vanja Orico – A Volta De Vanja Orico (1967)

Olá, amigos cultos e ocultos! Em tempos como os que estamos vivendo, em especial o momento político, onde militares (as Forças Armadas), se vendem por leite condensado e viagra, pela manutenção das mamatas que sempre tiveram, em troca de se sujeitarem a ser comandados por um capitãozinho louco, insubordinado e que chegou a ser expulso da corporação. Tempos vergonhosos para as fardas militares que mais uma vez se sujam, se sujeitam a serem comandados por um crápula e sua família de milicianos. Triste momento para o Brasil. E mais triste ainda é perceber o quanto este nosso povo é tosco, rude, mal informado e mal educado, burro, mas essencialmente pretencioso. Triste ver que uma boa parcela desse povo sofrido ainda não tenha conseguindo ver quem realmente é seu opressor. Gente com memória fraca, gente que ignora seu próprio câncer e acha graça da dor que sente no seu próprio estômago. Em momentos como este, de ataques a Democracia, ao Congresso e a Justiça em nome de um radicalismo de direita que assola o país, a gente as vezes precisa lembrar os fatos do passado, trazer de volta nossa luta por liberdade, palavra que hoje caiu na boca dessa gente de forma errada. Seria irônico se não fosse trágico ver essas ‘tosqueiras’ pedindo liberdade de expressão e ao mesmo tempo ditadura militar. 
Estou fazendo esta introdução porque de certa forma ela tem a ver com Vanja Orico. Cantora, atriz e cineasta, surgiu no cenário artístico cantando o tema ‘Mulher rendeira” no filme “O Cangaceiro”. Foi uma artista internacional, mas sempre valorizou a cultura nacional e por ela esteve sempre a frente defendendo o que é nosso. Inclusive, há de se lembrar, em 1968, em plena ditadura, no dia 07 de novembro Vanja, em protesto se ajoelhou na rua, impedindo a passagem de um comboio militar que ia de encontro a manifestantes que carregavam o corpo de um estudante assassinado pela repressão. Uma cena triste de se ver e que boa parte dessa gente burra e sem noção, talvez não façam a mínima ideia do que foi e do que simbolizou aquele momento. Essa era uma das facetas dessa mulher incrível, a qual já falamos e postamos vários outros discos. Agora trazemos para vocês este lp, lançado em 1967, pela Chantecler. “A volta de Vanja Orico”, como o próprio título afirma, marca o retorno da artista ao Brasil. Neste lp ela canta um repertório cheio de clássicos, um disco maravilhoso de se ouvir, com músicas de Fernando Lona, Geraldo Vandré, Chico Buarque, Gil e Torquato Neto, Catulo de Paula, Paulinho Nogueira, Tom e Vinícius, Nonato Buzar e Carlos Imperial. Por aí já dá para se ter uma ideia do quanto este disco é legal. Confiram no GTM…
 
cantilena
contracanto
é ou não é
andam dizendo
mulé rendeira
casa de pau po pa
a banda
minha zabelê
a lua girou
depois do amor
samba de protesto
 
 
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Salinas E Seu Conjunto – Tarde No Rio (1957)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Segue aqui mais um disco interessante e como o de ontem, um dos primeiros lps de 12 polegadas que começariam a chegar no final dos anos 50, quando até então ‘long plays’ eram só os de 10 polegadas e geralmente com apenas oito faixas.
Aqui temos Daniel Salinas, agora em seu primeiro lp de 12, numa seleção musical que remete a ‘cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro. Ou seja, um disco com muito samba e choro 🙂 Leiam o texto na contracapa e confiram o conteúdo no GTM…
 
copacabana
aos pés da santa cruz
peguei um ita no norte
tico tico no fubá
delicado
cabeça inchada
favela
para que recordar
asa branca
maracangalha
maria escandalosa
aquarela do brasil
 
 
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Noel Rosa – Noel Por Noel (1971)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Cá estamos, mais uma vez chovendo no molhado. Mas quando a chuva é boa e necessária, pode continuar chovendo, principalmente se for chuva de Noel Rosa. Creio que já postamos aqui, no Toque Musical, tudo ou quase tudo desse genial compositor. Porém, agora há pouco estava eu começando o meu domingo e peguei de cara este lp para ouvir. Seria um pecado não compartilhar ele também com vocês. Embora essas mesmas gravações já tenham aparecido em outros discos, esta edição de 1971 lançada pelo selo Imperial, da Odeon, foi a primeira a reunir num lp de 12 polegadas os poucos registros do compositor cantando seus próprios sambas. É, sem dúvida, um disco para se ter na estante. Um verdadeiro resumo da ópera na voz de seu próprio autor. Aqui estão reunidas algumas de suas mais expressivas composições. A ver e a ouvir…
 
cem mil réis
malandro medroso
com que roupa
seu jacinto
quem dá mais
quem não dança
da babado
mulata fuzarqueira
coração
joão ninguém
cordiais
saudações
conversa de botequim
 
 
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Bebeto Alves (1981)

Olá, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! Olha, definitivamente… vejo que não vou conseguir atualizar um mês de atraso em nossas postagens. Isso, na verdade, nunca aconteceu antes. Eu nunca fiquei tanto tempo se fazer uma postagem como tem acontecido agora. As razões são diversas, mas eu vou sempre culpar a falta de tempo, o tempo que falta para eu me dedicar mais a essa cachaça. Digamos apenas que os tempos hoje são outros. Dessa forma, vamos considerar aqui a coisa de uma outra maneira. Entendam essa pausa como férias, como se eu tivesse tirado um mês de férias e agora estivesse voltando. E neste retorno, vamos trazendo aqui o gaúcho Bebeto Alves, um dos grandes expoentes da música popular gaúcha nos anos 80. Cantor e compositor, tem em sua carreira dezenas de discos lançados, sendo este, de 81, seu primeiro álbum, lançado pela CBS através de seu selo Epic. E diga-se de passagem, um excelente lp, com um repertório autoral e de primeira linha, trazendo também um time de músicos, não apenas gaúchos, que dão a este primeiro trabalho um gosto de ‘quero mais’. Já apresentamos outro disco deste artista por aqui e por certo, em uma outra oportunidade traremos outros. Confiram no GTM….
 
sant’anna do uruguay
de um bando
agua
momento encantado
moleque do parque
a mão e o medo
fogueiras
raiar
bandeira
kraft…mesmo
polvadeira
 
 
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As Frenéticas (1977)

Bom dia aos amigos cultos e ocultos! Eis um disco que há tempos estava para ser postado aqui, mas com tantas outras emoções, creio que acabei me esquecendo… Seguimos, então, com as Frenéticas, em seu primeiro lp, lançado em 1977, pela Warner, através de seu selo internacional Atlantic, que naquela época estava chegando ao Brasil.
As Frenéticas, como todos já devem saber, foi um grupo vocal feminino formado por seis cantoras. Surgiram no auge da discoteca, aqui no país. Incialmente foram contratadas para serem estilosas garçonetes da grande atração carioca daquele momento, a “Frenetic Dancing Days” a primeira discoteca da moda, criada por Nelson Motta. Por conta do nome da danceteria, as moças passaram a se chamar de Frenéticas. O grupo era formado por Dhu Moraes, Edyr Duque, Lidika Martuscelli, Leiloca Neves, Regina Chaves e Sandra Pera. Do sucesso das moças que cantavam umas quatro a seis músicas nas noitadas da discoteca, surgiu então a ideia de gravarem um disco. Como de costume, veio primeiro um compacto que trazia a música “A felicidade bate a sua porta”, de Gonzaguinha. A música foi muito executada nas rádios pelo Brasil, se tornando um grande sucesso, levando assim o grupo a este que foi o primeiro disco. Um lp muito bem produzido por Liminha, com uma ótima escolha de repertório. Contou com a assistência de muitos músicos e arranjadores e de cara, se tornou um disco muito bem aceito pelo público. As Frenéticas se destacaram de 1976 a 84, quando então gravaram quatro discos pela WEA. Em seguida o grupo se desfez com a saída de Sandra Pera e Regina Chaves. Como quarteto, as remanescentes, até tentaram um quinto álbum, mas que não chegou a fazer sucesso. Depois teve a morte de Lidoka que acabou selando de vez o sonho das Frenéticas. Surgiram depois outras coletâneas, inclusive com material inédito. Mas a fase daqueles dias frenéticos e dançantes se foi e ficaram apenas as lembranças…
 
perigosa
quem é
vingativa
vida frenética
exército do surf
let me sing
o gênio
bye bye love
pessoal e intransferível
fonte da juventude
cantores de rádio
tudo bem, tudo bom
a felicidade bate a sua porta
 
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Paolo Mazzaroma – Amorosamente (1958)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Iniciamos o mês de abril trazendo mais uma vez o maestro e violinista italiano Paolo Mazzaroma, aqui também chamado de Paulo Mazzaroma. Ele atuou no Brasil nos anos 50 e 60. Era amigo de infância de outro maestro famoso, o Simonetti, que também teve uma temporada aqui no país. Disco bacana, com um repertório misto, romântico e orquestral. Confiram no GTM…
 
amorosamente
an affair to remember
abismo
insonia
eu sem você
se você voltar
fascination
fracassos de amor
tema da meia noite
felicidade infeliz
viver sem você
relembrando
 
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Simone – Amor E Paixão (1986)

Bom dia, meus caros amigos cultos e ocultos! Hoje eu estou atendendo a um pedido especial de uma amiga que para a minha surpresa não conhecia o Toque Musical e eu, por outro lado não sabia que ela era fã (de carteirinha) da cantora Simone. Tem todos os discos da cantora, exceto este. Eu até estranhei, afinal, “Amor e Paixão”, assim como outros discos dela, a gente encontra, literalmente, para dar e vender. E apesar de tudo, confesso, eu mesmo só tinha ouvido umas duas ou três músicas aqui deste disco, pelo rádio. Penso que discos de artistas, principalmente os mais populares e de grandes gravadoras, na década de oitenta, ficaram encalhados devido ao surgimento dos cds. A CBS foi uma das gravadoras que sempre investiu pesado em seus lançamentos e mesmo com essa transição ainda jogou no mercado um número acima do que venderiam. Acho que foi a forma que eles acharam de ‘desovar’ de vez o vinil e entrar de cara no cd. Enfim, temos aqui um desses lps e para a nossa felicidade, uma boa produção, ainda que nessa altura a cantora Simone tenha esgotado o brilhantismo da década passada. Seja como for, vale a pena conferir no GTM…
 
amor e paixão
esquinas
tanto e mais
mania de você
raras maneiras
em flor (too young)
amor explícito
iolanda
bálsamo
rei por um dia
 
 
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Sylvio Mazzucca E Sua Orquestra – Os Grandes Sucessos (1975)

Bom dia, meus prezados amigos cultos e ocultos! Trazemos hoje e mais uma vez aqui no Toque Musical o instrumentista, maestro, compositor, arranjador e bandleader, Sylvio Mazzucca, nome de destaque na música instrumental e orquestral brasileira, principalmente nos anos 50 e 60, com sua orquestra, fazendo muito sucesso em bailes.  Trabalhou também para rádio e televisão. Se destacou também como maestro nos festivais de música popular promovidos pela TV Excelsior. Gravou dezenas de discos e foram desses extraídos a seleção musical que agora aqui apresentamos. “Os Grandes Sucessos de Sylvio Mazzucca e Sua Orquestra” reúne um pouco do trabalho deste maestro ao longo de sua carreira. São temas dançantes famosos, em sua maioria música latina, cubana… Um verdadeiro show, vale a pena conferiri…
 
tequila
diana
cerveza
little darlin’
tender is the night
cha-hua-hua
patricia
only you
agostiña de aragon
ondas do danubio
ay que merengue
mambo with me
 
 
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Carmen Costa Nº 2 (1957)

Boa hora, prezados amigos cultos e ocultos! Como já informado, não teremos mais nossas resenhas preguiçosas. Já nem temos mais o amigo Samuca e para piorar, o amigo Augusto aqui nem sempre está disposto e/ou disponível para essa nossa tarefa que busca ser diária. Deixemos as resenhas para discos como este, cuja contracapa não há informações além da lista de músicas.
Aqui temos a grande Carmen Costa, uma cantora que surgiu, apresentada por Francisco Alves e incentivada por Carmen Miranda. Foi vencedora no programa de calouros de Ary Barroso e logo passaria a cantar em dupla com o cantor Henricão. Passou uma boa temporada nos Estados Unidos, onde foi viver, ainda nos anos 40, quando se casou com um americano. Voltou ao Brasil nos anos 50, passando a manter um relacionamento com o compositor Mirabeu Pinheiro, com quem teve uma filha. Gravou dezenas de discos e também participou de outros, tanto aqui no Brasil como fora. Era considerada a Embaixatriz do Samba. Participou do lendário show da Bossa Nova, no Carnegie Hall, em Nova Iorque. Também participou de vários filmes no auge de sua carreira, nos anos 50 e 60.
Neste lp de dez polegadas, o segundo lançado por Carmen através do selo Copacabana, em 1957, temos um repertório extraído de discos de 78 rpm gravados por ela nesta gravadora mais ou menos na mesma época.
 
senhoras e senhores
bairro pobre
devo a vocÊ
só falo de amor
almas irmãs
não uses borracha
vaidade
estrada linda
 
 
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Custódio Mesquita – A Musica de Custodio Mesquita (1957)

promessa – oswaldo borba
saia do meu caminho – dalva de oliveira
rosa de maio – trio irakitan
preto velho – roberto paiva
mulher – carolina cardoso de menezes
noturno – roberto paiva
velho realejo – orlando silva
pretinho – claudia moreno
 
 
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Ataulfo Alves E Suas Pastoras (1956)

Bom dia, boa tarde, boa noite, boa hora, amigos cultos e ocultos! Diante ao momento em que estou passando, cheio de outros trabalhos e sem contar com a colaboração da equipe, vejo que para manter as postagens de forma regular, terei que fazer algumas alterações. Inicialmente, estou eliminando essas resenhas e textinhos de apresentação, que de uma certa forma acaba tomando tempo. Mas isso não quer dizer que não iremos mais dar nosso ‘pitaco’. Sempre que necessário, principalmente quando o disco apresentado não tiver estampada as informações, a gente acaba complementando aqui com alguma informação. Com isso e por hora, vou procurar postar aqui discos que tenham algum texto informativo na contracapa, assim, pelo menos vocês poderão se inteirar do conteúdo já pela ilustração, ok?
Seguimos aqui com o grande Ataulfo Alves e suas pastoras, em disco de 10 polegadas lançado pelo selo Sinter, em 1956. Confiram pelo texto da contracapa e também no nosso GTM…
 
se a saudade me apertar
é hoje
sai do meu caminho
endereço
castelo de mangueira
você não quer nem eu
rainha do samba
fala mulato
 
 
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Corisco E Os Sambaloucos – Outro Show De Bossa (1964)

Olá, amigos cultos e ocultos! Nosso encontro de hoje é com Corisco e seus Sambaloucos, um grupo de samba, jazz e bossa surgido em São Paulo nos anos 60. Corisco é o apelido do músico, percussionista e ‘bandleader’ Waldemar Marchetti, muito atuante nesse período. Com seu grupo Sambaloucos gravou pelo menos uns três lps, sempre contando com um time de músicos de primeiríssima linha e garantido repertórios da melhor qualidade. Aqui temos o que foi o segundo lp do grupo, lançado em 1964 pelo selo Philips. Um sequencia, ainda mais animada, de um show de bossa, como podemos ver estampada na contracapa. Disco muito bom, delicioso de ouvir. Confiram no GTM…
 
mais que nada
gostoso é sambar
bolinha de sabão
bossa na praia
garota de ipanema
pra que chorar
samba no japão
melancolia
por causa de você menina
você e eu
amanhecendo
marcha da quarta feira de cinzas
 
 
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Banda do 14. RI – Sucessos Em Ritmo De Dobrado (1961)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Seguimos em nossa jornada musical trazendo mais uma curiosidade, “Sucessos em Ritmo de Dobrado”, com a Banda do 14º R. I.. Me recordo que este tipo de disco era muito comum nos anos 60, por certo, influência dos governos militares que impunham essas marchas e dobrados para ecoarem para além dos muros dos quartéis. Nas escolas e celebrações cívico-militares não dava outra e a gente saía em marcha, enfileirados… aquilo quando não era uma folia, era uma tortura. Tempo em que as Forças Armadas deitavam e rolavam no Leite Moça. E de uma certa forma, eu não duvido que essas produções fossem impostas para serem sempre tocadas nas rádios. Mas eu não quero lembrar disso não. Fiquemos apenas na música, nos dez sucessos populares aqui apresentados em forma de dobrado. Confiram no GTM…
 
cidade maravilhosa
danúbio azul
praça onze
jambalaya
evocação nº1
são paulo coração do brasil
evocação nº3
natureza bela
a vassourinha
me dá um dinheiro aí
 
 
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Wilson Miranda – Todos Os Meus Passos (1971)

Olá, caríssimos amigos cultos e ocultos! Temos hoje aqui em nosso toque musical o cantor Wilson Miranda, um artista paulista que se destacou nas décadas de 60 e 70. Iniciou ainda nos anos 50, como ‘crooner’ em conjuntos e orquestras, gravando vários discos de 78 rpm. Seu repertório passeia por diferentes estilos e gêneros, indo da baladas, do rock’n’nroll, dos ritmos caribenhos, ao samba, à bossa e também ao pop da Jovem Guarda. Entre um disco aqui e outro ali, a partir dos anos 70 passa também a trabalhar como produtor para os mais diferentes artistas. Aqui temos dele, “Todos os meus passos”, disco lançado em 1971 pela RCA Victor. Um trabalho que define bem as qualidades deste artista e seus caminhos pela música. Repertório variado feito para agradar gregos e troianos 🙂

é só isso que há?
eu amo meu pé
todos os meus passos
meu passado está presente
seu carinho
canta que passa
diga tudo enfim
o ensaio
ninguém para responder
black is beautiful
adeus
 
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Fernando Brant – Amigo É Coisa Pra Se Guardar (1987)

Seguimos aqui, amigos cultos e ocultos… Hoje trazendo este disco, uma homenagem ao compositor mineiro Fernando Brant. O lp foi lançado em 1987 e por certo, uma justa homenagem a um dos grandes compositores brasileiros, que ao lado de Milton Nascimento e tantos outros músicos da chamada turma do Clube da Esquina compôs músicas que se tornaram verdadeiros e eternos sucessos. Gravado por inúmeros artistas, nacionais e internacionais. Aqui temos um disco que é mesmo uma joinha, trazendo dez das mais conhecidas obras de suas parcerias, em fonogramas célebres e com diferentes artistas. Um caso raro de se ver e ouvir em discos, onde cada artista é de gravadora diferente. Difícil conseguir essa proeza, mas a CBS e sua linha Songs conseguiu reunir um pouco do melhor. Fernando Brant faleceu em 2015 e este disco, embora tenha sido lançado década antes, quando o compositor ainda vivia, parece trazer algo de póstumo, até porque não é datado. Mas é, sem dúvida, uma seleção maravilhosa e na qual temos as seguintes ‘pepitas’…
 
travessia – milton nascimento
canção da américa – elis regina
veveco panelas e canelas – beto guedes
solar – gal costa e roupa nova
ponta de areia – nana caymmi
maria maria – simone
san vicente – ney matogrosso
paisagem da janela – lô borges
menestrel das alagoas – fafá de belém
nos bailes da vida – milton nascimento
 
 
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Pepeu Gomes – Geração De Som (1978)

Boa tarde, caros amigos cultos e ocultos! Hoje temos aqui o Pepeu Gomes em um dos seus melhores momentos solo, o lp “Geração de Som”, disco lançado em 1978 pelo selo Epic/CBS. Este foi o seu primeiro trabalho individual, um disco marcado pelo instrumental e no qual ele nos brinda com rock, samba e baião. Uma química incrível e por certo com sabor de Novos Baianos. Muito legal…
 
saudação nagô
fissura
linda cross
belo horizonte
odette
toninho cerezo
malacaxeta
alta da silveira
didilhando
tambau
buchinha
flamenguista
 
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Hélio Mendes – Sabor De Juventude (1968)

Boa hora, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! Na sequencia musical, temos para esta quinta feira e mais uma vez aqui no Toque Musical, Hélio Mendes, seu piano e seu conjunto, em disco lançado no final dos anos 60 pelo pequeno selo carioca, Musiplay. Aqui ele nos apresenta um repertório de sucessos, nacionais e internacionais daquele período. Sem distinção, ele vai do samba ao pop da Jovem Guarda, da canção brasileira à trilhas de filmes estrangeiros. Conta com a presença do pistonista e cantor Cícero Ferreira, músico que também o acompanhava em suas apresentações em casas noturnas daquela época. Confiram no GTM…
 
o caderninho
tema de lara
triste madrugada
rossana
palmas no portão
coisinha estúpida
the wolrd we knew
ponteio
this is my song
music to watch girls by
the shadow of your smile
está chegando a hora
 
 
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Sebastião Idelfonso – Violão Apaixonado (1987)

Bom dia, boa hora… amigos cultos e ocultos! Seguindo ainda no atraso, vamos que vamos… Hoje nosso encontro é com o violonista mineiro, da cidade de Ponte Nova, Sebastião Idelfonso. Músico autodidata, iniciou nas cordas ainda criança. Sua carreira artística começa ainda na década de 50, nas festas populares e grupos de serestas. Jucelino Kubitschek era seu fã e segundo contam, não perdia suas serestas. Como violonista, acompanhou diversos artistas e cantores famosos, como Orlando Silva, Carlos Galhardo, Silvio Caldas, Angela Maria e muitos outros. Como compositor, tem centenas de músicas para violão e dos mais diferentes gêneros da música brasileira. Começou a gravar seus discos a partir dos anos 70. Também criou em Belo Horizonte uma escola de violão, a Academia de Violão, por onde passou muitos músicos. Paralelo a tudo isso, também manteve um programa de rádio, o tradicional “Meu amigo violão”, por quase 60 anos, que passou por várias emissoras de Belo Horizonte.
Aqui temos ele novamente em seu décimo sétimo disco, lançado em 1987 pelo selo Itamaraty. Neste encontraremos, conforme o texto de contracapa, uma série de valsas inesquecíveis, obras bem conhecidas do público, em especial, os amantes do violão. Confiram…
 
brincando com as cordas
lamentos
saudade de pádua
recordando mozart bicalho
nossa senhora do amparo
revendo o passado
amor e romance
uma noie emhaifa
granada
dança húngara nº5
amor de argentina
arrependida
 
 
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Trio Paraense – Vou Tentar Te Esquecer (1988)

Boa hora, caros amigos cultos e ocultos! Como vez por outra eu recebo e-mails de gente pedindo música sertaneja, vez por outra eu atendo. E nesse caso, trazendo a alegria para um grupo de pessoas lá da cidade mineira de Pará de Minas, que por três vezes me perguntou sobre este disco do Trio Paraense. Coincidentemente, eu vim a encontrá-lo há alguns anos atrás, mas acabou ficando na gaveta, esperando a sua vez. E como dizem, toda araruta tem seu dia de mingau.
O Trio Paraense é um grupo de música popular caipira vindo da cidade de Pará de Minas. Para quem gosta do gênero, este disco tem um bom enredo. Mas, cá pra nós, o melhor mesmo é a capa, a fotografia da capa, ela já diz tudo. E nessa, mais uma vez relembrando, aqui é um lugar para se ouvir música com outros olhos. Guarde seu preconceito e seja feliz 🙂
 
vou tentar te esquecer
doce tentação
gaivota pantaneira
noite de sonho
gauchinha linda
saudade de alguém
aquela toalha
pedaço de poema
saudade do sertão
homenagem ao padre libério
fim de namoro
o mendigo
 
 
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Hector Costita – Paracachúm (1984)

Bom dia, caros amigos cultos e ocultos! Como já havia comentado, precisei me afastar um pouco das nossas atividades por aqui. Acabei perdendo mesmo o controle e os dias se passaram aguardando novas postagens. Então, para manter a sequência diária, estou fazendo as publicações para cobrir as datas que ficaram em aberto e logo mais voltar atualizado. Porém, eu sei, isso pouca diferença faz para vocês, a final o que conta mesmo é a concretização da coisa no nosso Grupo do Toque Musical, onde estão os links para vocês baixarem os discos. Mas, enfim, seguimos…
Hoje nosso encontro é com o brilhante Hector Costita, saxofonista e flautista, nascido na Argentina, mas que tem uma longa história com a música brasileira. Chegou ao Brasil no final dos anos 50 e passou a fazer parte do movimento bossanovista, sendo um dos músicos fundamentais no desenvolvimento da bossa instrumental, ou o chamado, ‘samba-jazz’. Tocou em casas noturnas de São Paulo e Rio. Criou parceiros, amigos e raízes no Brasil, onde passou a viver. Gravou também vários discos, assim como esteve presente em trabalhos de muitos outros artistas nacionais de peso.
Aqui temos dele “Paracachum”, lp gravado em 1984 e lançado pelo selo Som da Gente. Um disco totalmente autoral, também com arranjos, direção e produção dele próprio, oque lhe garantiu total liberdade de criação. Trabalho muito bonito que dá gosto de ouvir. São oito músicas instrumentais onde ele manifesta bem as suas origens portenhas. Hector vem acompanhado por um seleto time de músicos, argentinos e brasileiros, que garante a qualidade deste belo disco. Quem ainda não conhece, não pode perder a oportunidade. Confiram no GTM….
 
paracachúm
ariela
el baión
choro porteño
la maja brasileira
a noite é minha
estão todos aí
de la tripa al viento
 
 
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Márcia – Ronda (1977)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Retomando aos poucos, vamos seguindo no atraso já de dez dias. Mas para não perder o formato de diário, seguem as postagens dentro de seu tempo/data.
Aqui temos este maravilhoso disco da maravilhosa cantora Márcia, que infelizmente até hoje não teve o reconhecimento que merece, embora tenha uma discografia impecável e cujo os repertórios, em cada disco, seja admirável. Aqui temos “Ronda”, lp lançado em 1977, pela EMI-Odeon, um álbum muito bem produzido e que contou com os arranjos, regências e orquestrações de mestres como Eduardo Gudin, José Briamonte, Théo de Barros e Leo Perachi. Vem também acompanhada por um timaço de músicos que por certo merecem serem listados na contracapa. O repertório… ah, o repertório… que beleza! Não vou nem entrar em detalhes, devido a pressa de por em dia as postagens, mas dá logo pra ver estampada a seleção musical, nota 10!!! Não deixem de conferir no GTM….
 
chorei
avenida fechada
outra você não me faz
minha verdade
mesa farta
proezas do coração
ronda
máscara
cordas de aço
eterno retorno
zé mineiro
valsa maldita
 
 
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Os Grande Carnavais do Passado Vol 2 (1988)

Salve, salve… amigos cultos e ocultos! Vamos aqui nos iludindo, buscando a felicidade, comemorando não sei o quê, mas vamos… vamos em frente, pois se tirar essa alegria a gente chora. No fundo, o que a gente quer mesmo é esquecer os sofrimentos, as tragédias que nós mesmos nos impusemos. Uma pausa para a pandemia e também para a guerra que é outra, já pipocando por aí. Mundo fodido esse em que vivemos… nos amamos e nos odiamos tanto que o melhor mesmo é viver na ilusão… Vixiii… lá vem eu com as crises existencialistas… Esqueçam… Melhor ouvirmos as marchinhas e sambas dos velhos carnavais. Aqui mais um pouco das duas décadas de folia, os anos 30 e 40, em discos lançados originalmente pela Odeon.
 
maria rosa – francisco alves
você não é – carlos galhardo
abre alas – jayme brito
seja o que deus quiser – nuno roland
flauta de bambu – jararaca
é o que ele quer – dircinha batista
quando eu for bem velhinho – newton teixeira
partiu para onde eu não sei – j. b. de carvalho
acredite quem quiser  dircinha batista
é isso que ela quer – joel e gaúcho
seu gaspar – silvio caldas
ela – francisco alves
 
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Os Grande Carnavais do Passado Vol 1 (1988)

Bom dia, foliões, amigos cultos e ocultos! Essa seleção de sambas e marchas antigos, em discos de 78 rpm caiu como uma luva para esses dias de carnaval sem carnaval. Quando não se pode fazer festa, o melhor mesmo é reviver os carnavais antigos, relembrar como erámos felizes e não sabíamos. 
Na nossa sequencia, continuaremos investindo nas gravações antigas, nos velhos sucessos que ficaram nos discos de 78 rpm e para tanto, vamos postando aqui outra série lançada em 1988 pela Moto Discos, reunindo gravações da Odeon dos anos 30 e 40. São três volumes e iremos publicando os outros dois nos próximos dias, para não deixarmos o salão e a avenida individual de todos nós vazios frente a pandemia. Vamos nos guardando, ano que vem tem… de verdade 🙂
 
lá vem ela – jararaca
izaura – francisco alves
rei dos reis – alcides gerardi
na casa do seu thomaz – dircinha batista
primeira escola – joel e gaucho
cala boca – aracy de almeida
o cantor do galo – almirante
o primeiro beijo – jayme brito
pó de mico – j. b. de carvalho
eu sonhei – silvio caldas
o tempo passa – aurora miranda e joão petra
teu sorriso tem – silvio caldas
 
 
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Os Grandes Sucessos Dos Velhos Carnavais – Vol.2 (1987)

Boa hora, boa lembrança de carnaval, para todos os amigos cultos e ocultos! Não nos deixemos na tristeza da falta de folia. Ano que vem vai ter o reencontro, com certeza! 
Dando sequência, aqui vai mais um disco, uma seleção tal qual a primeira, com diversos sambas e marchas de velhos carnavais, este, o volume 2. Divirtam-se…
 
amei – francisco alves
meu amor foi se embora – aracy de almeida
lero lero – orlando silva
largo da lapa – carlos galhardo
menina que pinta o sete – bando da lua
nega maluca – linda baptista
orgia – orlando silva
cadência – francisco alves
nos queremos uma valsa – carlos galhardo
ótima ocasião – aracy de almeida
cadê o toucinho – luiz barbosa
princesa de bagdá – nelson gonçalves
 

Os Grandes Sucessos Dos Velhos Carnavais (1986)

Boa tarde a todos, amigos cultos e ocultos! Ok, vocês venceram! É carnaval e mesmo não tendo carnaval não vamos deixar a data passar assim, sem a nossa manifestação musical. Dessa forma, aqui começa a nossa festa. Vamos neste ano relembrar os velhos e clássicos carnavais com seus sambas, suas marchas… Vamos trazendo algumas produções da Moto Disco que foi uma editora especializada em gravações antigas, tal qual a Revivendo, que trouxe o relançamento de muitos discos da fase dos 78 rpm. Através dessas editoras, gravações do passado que nunca tiveram uma reedição, se tornaram acessíveis a novas gerações através desses lps. Aqui temos este, “Os grandes sucessos dos velhos carnavais” que como anuncia o título, reúne doze sambas e marchas dos carnavais de 1935 a 45. Uma preciosidade que, por certo, deve também estar presente, muitas dessas músicas em nossa série exclusiva, a Grand Record Brazil. Mas isso faz pouca importância, ou por outra, só reforça nosso desejo carnavalesco. Assim, aqui vai nosso grito oficial de carnaval, na sala, longe de aglomeração. Amanhã tem mais…
 
comprei uma fantasia de pierrot – francisco alves
pirata – dircinha baptista
bebida mulher e orgia – luiz barbosa
carioca – orlando silva
comício da mangueira – carlos galhardo
linda mimi – mario reis
ingratidão – aracy de almeida
a voz do povo – orlando silva
o trem atrasou – roberto paiva
criança toma juízo – almirante
teu cabelo não nega – castro barbosa
está chegando a hora – carmen costa
 
 
 
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Josephine Baker – The Inimitable (1952)

Boa hora a todos, amigos cultos e ocultos! Nessa nossa salada mista musical e na imprevisibilidade das nossas postagens neste mês de fevereiro, eu trago hoje e mais uma vez a fascinante cantora fraco-americana, ícone de uma época, Josephine Baker. Este lp era para ter sido postado em uma de nossas últimas levas temáticas, em disco de 10 polegadas, mas acabou ficando de fora. Agora, porém, acho que vai caber aqui, no encaixe dessa quarta feira. E para tanto, incluo aqui um texto enviado pelo amigo Francisco Santana de Miranda, corrigindo e complementando o que eu havia escrito anteriormente nesta postagem. 
A fascinante cantora e dançarina norte-americana, naturalizada francesa, ícone de uma época, Josephine Baker neste LP em disco de 10 polegadas “The Inimitable”. Foi um álbum lançado pelo selo Mercury, em 1951 nos EUA (em 4×10″/78RPM, depois em 4×7″/45RPM e, posteriormente, em LP 10″/33.3RPM), o qual também foi lançado no Brasil em 1952, pela gravadora Mocambo, assim como diversos outros discos em 10 polegadas, quando a nossa indústria iniciava a produção desses, então, moderninhos long-playings. Neste disquinho há referências musicais ao Brasil: Josephine Baker cantando uma versão de “Boneca de Pixie”, sucesso inesquecível também na voz da nossa Carmem Miranda. Há também uma versão interessante para “Chiquita bacana”. Vale a pena conhecer essas versões da vedete que também é luxo só… O lançamento do LP brasileiro se deveu à presença de Josephine para shows no Recife, que ocorreram em agosto de 1952 . O Diário de Pernambuco fez ampla divulgação em 29 de julho; a capa do periódico mais antigo em circulação na América Latina foi totalmente dedicada a um anúncio do show: “A artista mais cara até hoje contratada para atuar no Nordeste”, dizia a arte – o preço do cachê não foi revelado. O acordo contemplava dois shows para o público no Teatro de Santa Isabel, em 16 e 17 de agosto (sábado e domingo), sempre às 21h35. Após a ‘performance’ pernambucana, Josephine Baker seguiu para João Pessoa (PB), onde fez mais um espetáculo.
 
boneca de pixe
peg de mon coeur
princesse sans amour
paris paris
te voyo bene
revoir paris
you’re the greatest love
chiquita madame
 
 
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Vários – Eternos Sucessos (1969)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! A sempre falta de tempo acaba atrasando tudo por aqui e a medida em que vão acumulando as postagens diárias a serem feitas, a tarefa de postagem vai ficando cada vez mais desanimadora. Daí, é hora de recorrer aos sempre prontos, “arquivos de gaveta” ou ainda, “discos de gaveta”, aqueles que estão sempre prontos para ocupar um espaço vazio. E é nessa situação que eu estou… Inclusive, tenho pensado seriamente em encerrar de vez o trabalho no Toque Musical em julho, quando estará completando oficialmente 15 anos de existência. Este blog é uma cachaça, mas eu estou chegando num ponto que preciso parar de beber. Não posso mais manter esse compromisso, pelo menos não mais como sempre foi, diário. Vamos ver como tudo segue nos próximos meses. Por enquanto, seguimos…
E aqui vai um tampa buraco, uma coletânea, “Eternos Sucessos”, disco lançado pela Odeon, em 1969) através de seu selo Imperial. Aqui temos reunidos uma série de sucessos de diferentes artistas populares em gravações originais, extraídas de discos dos anos 50 e 60. Possivelmente, quase todos esses discos devem ter sido mostrados aqui. Coletânea tem disso 🙂 Mas mesmo assim ainda vale a pena conferir…
 
que quere tu de mim – altemar dutra
alguém me disse – anisio silva
bandeira branca – dalva de oliveira
marina – dorival caymmi
sabra dios – gregório barrios
tão somente uma vez – trio irakitan
meu grito – agnaldo timóteo
creio em ti – francisco egydio
leva eu sodade – nilo amaro e seu cantores de ébano
risque – osny silva
hino ao amor – wilma bentivegna
 
 
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Quinteto Violado – Enquanto A Chaleira Não Chia (1985)

Olá, caríssimos amigos cultos e ocultos! Hoje trago para vocês mais um disco do Quinteto Violado. Formado no início dos anos 70 por Fernando Filizola (viola), Marcelo Melo (violão), Toinho Alves (contrabaixo), Luciano Pimentel (bateria) e Generino Luna (flauta), o Quinteto Violado é hoje uma tradição e um dos mais antigos ainda em atividade. Ao logo de sua existência, os “Violados”, como são carinhosamente conhecidos, levaram a música nordestina por todos os cantos do país e também para fora. Foram um dos primeiros grupos a terem seu próprio veículo, um ônibus, no qual percorria levando seus shows. Em sua trajetória de mais de 50 anos o Quinteto Violado gravou dezenas de discos e também por ele passaram vários músicos. Se tornaram conhecidos internacionalmente sendo também um dos grupos brasileiros mais premiados. Foram influência para diversos conjuntos, como a Banda de Pau e Cordas, Bolo de Feira e outros, pelo norte e  nordeste. 
Aqui temos dele este lp, lançado em 1985, cujo título, “Enquanto a chaleira não chia”, só aparece no selo. Foi o único disco que o QV gravou pela RCA. Um trabalho, como sempre, encantador, festivo e alegre, que como tantos outros, não tem como não gostar 🙂
 
enquanto a chaleira não chia
noites brasileiras
fogueira de são joão
lorota boa
bom demais
erva doce
último pau de arara
pipoca real
o forró tá cheio
de viola e rabeca
a fé do lavrador
amar
azul maceió
aracaju
 
 
 

Maria Creuza – Poético (1982)

Boa hora, caros amigos cultos e ocultos! Novamente, marcando presença em nosso Toque Musical, temos hoje o “Poético”, disco da cantora Maria Creuza, lançado pela RCA Victor em 1982. Está aí um disco que vale a pena ouvir com carinho, pois, além de termos uma grande intérprete, uma cantora excepcional, temos também um repertório que é mesmo uma poesia, ou melhor dizendo, várias poesias… Neste álbum, Maria Creuza retoma sua história com as composições do grande poeta, Vinícius de Moraes e seus parceiros. Temos aqui um repertório maravilhoso, que por certo todos nós já conhecemos e que mais uma vez nos encanta na voz dessa baiana. Confiram no GTM…
 
chora coração
tarde em itapoã
água de beber
lamento
rancho das namoradas
valsinha
canção do amor ausente
marcha da quarta-feira de cinzas
berimbau
samba de orly
 
 
 
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Luiz Ayrão – Alegria Geral (1984)

Boa tarde, companheiros, amigos cultos e ocultos! Eis um artista que por aqui, até hoje, só postamos músicas individuais presentes em coletâneas. Só vim a dar conta disso, quando o amigo Fáres me pediu sua discografia e para variar percebi que não tinha nada deste compositor, cantor e sambista, a não ser este lp que hoje apresentamos a vocês.
Luiz Ayrão, para quem não sabe, é filho do compositor Darcy Ayrão e sobrinho do saxofonista Juca Azevedo, com quem veio a conhecer grandes nomes da da nossa música e de onde nasceria seu desejo de também se tornar um compositor. Cresceu num ambiente musical, o que lhe garantiu um bom começo. Suas primeiras composições foram gravadas por Roberto Carlos, mas também fez música para muitos artistas da Jovem Guarda. Seu primeiro sucesso veio num compacto lançado em 1973, o samba “Porta aberta”, o que lhe garantiu em seguida o primeiro lp. Daí por diante, Luiz Ayrão se consagraria como cantor e compositor, passando a gravar vários discos e também a lançar vários outros sucessos. Se tornou mais conhecido com um sambista, por conta de suas composições serem quase sempre nesse gênero. “Alegria Geral” foi seu décimo primeiro disco e nele vamos encontrar também muito samba, cabendo também espaço para baião, frevo, choro e canção romântica. Um disco bem honesto, que embora não tenha um sucesso de destaque, traz uma seleção quase toda de composições autorais que agrada em cheio. Confiram no GTM….
 
é da juventude
um sou eu
brisa errante
venho velho
aventureiro
café amigo
dez mandamentos para um povo feliz
cadê iaiá
roqueiro
ausência
gatice
eu o rei você a rainha