Aqui, mais um disquinho que vale o nosso toque musical… Primeiro disco da cantora e atriz Rosa Maria. Artista que iniciou sua carreira cantando no ‘Beco das garrafas”, nas famosas casas noturnas onde se ouvia o melhor da bossa nova e do jazz. Neste compacto duplo lançado pela Odeon, em 1965, temos ela interpretando duas músicas de Menescal (e Boscoli) e também duas versões de sucessos internacionais, “Walk on by” e “Hello, Dolly”. Um bom começo para esta grande cantora 🙂
Seguindo em nossa mostra de compactos, temos agora o Djalma Lúcio, um cantor romântico que atuou durante os anos 60 e 70. Iniciou a carreira em Belo Horizonte, cantando em programas de auditório. Foi convidado por um produtor para gravar um disco pelo selo Philips. Gravou um compacto e em seguida um lp. Sem muito sucesso, acabou indo para São Paulo onde passou a se apresentar em casas noturnas. Logo em seguida conseguiu um contrato com a RCA Victor onde viria a gravar uns três ou quatro compactos, sendo este que apresentamos o primeiro. Pelo texto de contracapa nota-se que Djalma Lúcio era uma boa aposta de sucesso. E ele realmente seguiu cantando, gravando outros tantos discos e por diferentes selos. Atuou também como ator, locutor e radialista. Passou os anos 70 e 80 trabalhando na televisão, principalmente ao lado de Silvio Santos. Em um determinado momento da vida, resolveu abandonar tudo, aposentou-se da carreira artística e foi viajar. Ao que parece, veio a falecer em 2023.
Já tivemos aqui nessa mostra de compactos um disco do músico baiano Gereba. Na cata sortida de hoje, acabamos puxando mais um. E já que está na mão, segue no toque este outro disquinho, compacto simples lançado pela EMI, trazendo sua “Serenata Eletrônica”. Gereba vem acompanhado da Banda Quebra Gereba, apresentando dois temas animados, dois frevos talvez pensados para o carnaval.
E no embalo do humor, vai aqui outro disquinho. Desta vez trazendo o Ary Toledo, figura que já apresentamos outras vezes. Agora ele volta neste compacto simples, lançado em 1980 pelo selo Copacabana…
Um dos impagáveis personagens de humor do genial Chico Anysio foi, sem dúvida Alberto Roberto, o ‘charmoso’ ator canastrão que posava de galã. Uma sátira, sem dúvida, a muitos astros metidos a besta. Alberto Roberto, seria o que hoje vemos em alguns grupos políticos, pessoa sem noção, orgulhosa de sua ignorância, que faz a gente rir de sua tamanha pretenção. Aqui temos Albertinho dando uma aula de romantismo e locução que deixa no chinelo artistas como Francisco Cuoco e Lúcio Mauro, os quais também postamos aqui nessa série dedicada aos discos compactos. Confiram…
Seguindo… temos para hoje essa joinha… Aqui um compacto simples, lançado em 1974 pelo selo Chantecler da cantora Tetê da Bahia. Disco com a produção de Wilson Miranda, traz como grande destaque a canção de Gilberto Gil, “Duplo sentido”. Sem dúvida, uma interpretação e um arranjo que nem o próprio Gil conseguiria fazer. Trabalho refinado que voltaria a ser redescoberto primeiro por DJ’s gringos, ressoando de volta (e obviamente) nos ouvidos dos ‘discófilos’ daqui. Do outro lado, para manter o nível, tem o “X do problema”, de Noel Rosa. Confiram lá no GTM…
Sônia Lemos foi uma cantora e compositora que atuou nos anos 60 e 70, conhecida por sua voz e por interpretar artistas como Geraldo Vandré. Infelizmente, acabou desaparecendo da mídia nas décadas seguintes, mas chegou a gravar uns quatro lps. Este compacto, aqui um promocional, abre em 1968 para o lp “Sonia Lemos e sua viola enluarda”, disco bem bacana que a qualquer hora a gente publica aqui. Por hora, vamos apenas com o aperitivo…
Aqui temos um compacto duplo trazendo a cantora Rosemary. Lançado em 1970, pelo selo RCA Victor, o disquinho apresenta um tributo à Chiquinha Gonzaga e a Carmen Miranda, mostrando a versatilidade da cantora que naquela época vivia um dos seu melhores momentos.
Seguimos aqui com outro disquinho compacto raro, desta vez temos o cantor e compositor Péricles Cavalcanti, um artista que já tivemos a honra de apresentar aqui em outros momentos. Agora ele volta neste disquinho de 7 polegadas, seu primeiro disco, lançado pelo selo Polydor, em 1974. Neste compacto simples temos como destaque a música “Dias, dias dias”, uma das músicas cantadas por Gal Costa em seu show e cujo nome, segundo o próprio Péricles, emprestado de um poema de Augusto de Campos. Confiram no GTM…
Novamente, aqui vamos nós com outro disquinho indispensável e que merece mais anteção por parte daqueles que gostam de rock nacional, psicodelia pura… Merece conhecer… Formado pelos irmãos Diógenes Paulo e Olavo Sérgio, o grupo Os Vikings ocupa um espaço curioso e pouco explorado na história da música brasileira. Atuando em um período de intensas transformações sonoras, o duo apostou em harmonias bem construídas e arranjos alinhados ao espírito jovem da época, dialogando com a canção popular e as influências internacionais que chegavam ao país. Mesmo sem ampla projeção comercial, Os Vikings deixaram registros que hoje despertam interesse entre colecionadores e pesquisadores, funcionando como retratos fiéis de um tempo em que criatividade e experimentação caminhavam lado a lado. Pequenas peças de um grande mosaico musical que o tempo quase apagou, mas que ainda ecoam para quem se dispõe a ouvir com atenção. Os Vikings gravaram quatro compactos, sendo este de 69 o mais ousado. Vale a pena ouvir…
Outro disquinho que vale conhecer… Lançado em 1971 pela Chantecler (GCL), o compacto de Maria Alcina evidencia a força e a irreverência que marcariam sua trajetória. De um lado, “Azeitonas Verdes” traz humor e teatralidade em uma interpretação cheia de personalidade. Do outro, “Mamãe Coragem” revela intensidade e dramaticidade, com a cantora explorando ao máximo sua potência vocal. Em duas faixas, o disco antecipa a artista singular que Maria Alcina se tornaria, fazendo do compacto um registro essencial da MPB dos anos 70.
E dessa vez temos, Bibi Vogel, atriz, modelo e cantora. Uma artista que se destacou a partir dos anos 60, no cinema e na televisão, onde fez diversas novelas. A partir dos anos 80 ela abandou a carreira de atriz, casou e literalmente mudou, foi morar na Argentina. Se tornou uma militante de causas humanintárias. Durante o período de atriz ela também investiu como cantora e gravou compactos como este, em 1970. Um registro discreto, mas que sintetiza um momento especial da mpb naquele início dos anos 70.
Eis aqui um disquinho interessante do acervo Fares, um raro compacto do conjunto The Cats, que como muitos outros conjuntos e artistas não passaram do compacto promocional, ou seja, aquele distribuido pela gravadora, geralmente para rádios e eventuais lojas de discos da época (anos 60). The Cats pode também ser uma dupla e a verdade é que não existe, em pesquisa pela internet, nenhuma referência sobre eles. Porém, no livro “História e Discografia Ilustrada do Rock Instrumental na América do Sul”, de Laércio Pacheco Martins, em uma pequena nota, ele informa que se trata de um grupo de Santa Catarina. Gravaram apenas este compacto simples pela Philips, em 1966 trazendo duas músicas autorais, “Gatos” e “Namoro de bonecos”. Este disco parece não ter vingado, mas no ano seguinte, Ed Carlos estaria gravando e fazendo sucesso com “Namoro de bonecos” na Jovem Guarda.. Quanto aos “Cats”… Sumiram de vez 🙁
Hoje e mais uma vez no Toque Musical temos a presença do saudoso Arnaud Rodrigues, artista que, certamente, dispensa maiores apresentações. Para muitos, será sempre lembrado como o parceiro de Chico Anísio na dupla “Baiano e Os Novos Caetanos”, o Paulinho.
Aqui temos dele este compacto simples, lançado em 1978 pelo selo Capitol, trazendo duas canções onde se destaca a mistura de ritmos latinos, soul e funk. Marca um período da carreira de Arnaud onde ele explora o onírico e temática espacial, com letras que falam de sonhos e viagens. Isso se reflete, inclusive na capa do disquinho. Vale a pena ouvir…
Hoje vamos relembrar “Meu Pedacinho de Chão”, telenovela coproduzida e exibida pelas TV Globo e Cultura, em 1971. Foi a primeira novela das 18 horas da Globo e que abriu uma nova agenda de teledramaturgia em sua programação. A história foi escrita por Benedito Ruy Barbosa e teve 185 capítulos. Mereceu uma segunda versão em 2014 pela Globo e no mesmo horário.
Aqui temos a trilha da versão original, lançada neste compacto duplo pela RCA Victor, com direção musical de Carlos Castilho e músicas de Cleston Teixeira. Em uma das faixas, “Canto de amor de Juliana” quem canta é Wilson Miranda. Confiram o disquinho no GTM…
Então entramos em 2026… Vamos logo retomando nossas postagens já no primeiro dia do ano. Neste mês de janeiro continuaremos nossas publicações apresentando os mais variados discos de 7 polegadas, os compactos. Temos ainda muita coisa para mostrar, dar o toques daquilo que é raro, curioso e que ficou esquecido no mundo da música e das produções fonográficas brasileira.
Começamos trazendo este raro disquinho que é uma pequena amostra da trilha sonora da peça Roda Viva, de Chico Buarque. A peça, com Marília Pêra e Rodrigo Santiago, foi lançada em uma segunda montagem, em 1968, após a estreia original com outro elenco. Roda Viva tornou-se um símbolo de resistência contra a ditadura militar, sofrendo ataques violentos do Comando de Caça aos Comunistas (CCC). Apesar da proibição e desses ataques, a peça se tornou um hino de resistência.
O disco, um compacto simples traz a múisca “Sem fantasia”, interepretada por Marília Pêra e um monólogo por Rodrigo Santiago.
Chegamos então ao fim de 2025, um ano não muito diferente dos últimos 18, do nosso Toque Musical. Desejamos a todos os amigos, cultos e ocultos, um feliz 2026. Que tenhamos todos mais amor, união, solidariedade e fraternidade. Que seja um ano de muita música e que essa possa tocar no sentimento de cada um. No que depender do Toque Musical, estaremos aí alegrando a vida de quem gosta de discos, de música e toda essa sonoridade vinda do mundo fonográfico. Um grande abraço a todos vocês que nos acompanham.
Como último disco do ano, segue aqui este raro compacto da cantora e compositora Tuca, ao lado da soprano Stella Maris. Lançado em 1968, este disquinho traz duas composições de Tuca, sendo “Paixão, segundo o amor” classificada em terceiro lugar no festival “O Brasil canta no Rio”. Confiram…
Quase no finalzinho de 2025, ainda vamos nós trazendo um novo disquinho. Desta vez temos Vicente Telles, cantor, compositor, produtor musical, ator e escritor. Iniciou sua carreira artística nos anos 70. Ao que consta, este foi seu primeiro disco, um compacto lançado pelo selo Epic, da CBS em 1979, com produção de Raimundo Fagner. Sua estréia contou com participação de outros músicos importantes e que na época eram contratados da gravadora. Compacto simples, mas que abriria para ele o caminho, lançando em 84 seu primeiro lp, o “Olhar de Vagalume”.
Antes de tudo é bom dizer, aqui é Galo! Hehehe… Mas, em homenagem ao amigo paulistano, tricolor até as botas, Fares, vamos abrindo aqui uma exceção, coisa que eventualmente já fizemos até para os torcedores do Cruzeiro… Brincadeiras a parte, aqui todo mundo tem voz e se voz é som e som vira disco, a gente não tem medida. Então, segue aqui este compacto, produção independente, trazendo duas marchinhas em comemoração ao título mundial, merecidamente conquistado pelo São Paulo Futebol Clube.
A gente passa uma vida inteira ouvindo música e ainda assim algumas coisas passam batidas. Eis que entre os tantos discos compactos, do amigo Fares, nos aparecem uns que são totalmenten obscuros. É bem o caso da dupla “As Clebs”, que aqui nos chama a atenção também pelo próprio nome. De onde tiraram isso? Certamente, não veio do acaso e é bem provável que seja um sobrenome sulista e as moças, em questão, sejam irmãs. Ficamos nas hipóteses porque, infelizmente, não encontramos muitas informações sobre o grupo. Da pesquisa rápida, só conseguimos mesmo cair no Youtube, onde para nossa surpresa, encontramos um outro compacto delas, lançado em 1967, pela Chantecler. Assim sendo, vamos então apresentar os dois disquinhos, sendo o segundo lançado em 1969, pela RCA. Ao que tudo indica, As Clebs gravaram apenas esses dois compactos e existiram entre os períodos de 67 a 69 seguindo o gênero musical jovem daquele tempo que era a Jovem Guarda. Se acaso alguém tiver maiores informações sobre esta dupla, nos envie para que possamos entender essa história. Por hora, vamos ouvindo seus disquinhos…
Ainda no Espírito Natalino, temos aqui outro compacto para fechar o momento. Desta vez apresentamos o ator Francisco Cuoco que neste disquinho empresta sua voz em dois textos declamandos com fundos musicais. Certamente, um disquinho para presentear a namorada no dia de Natal. Curiosidades fonográficas que vale conhecer 🙂
E para esse dia de Natal, um compacto que veio a calhar. No embalo da postagem anterior, vamos aqui trazendo outro disquinho promocional, da mesma produção e mais ou menos com o mesmo estilo. Desta vez de outra famosa empresa aérea brasileira, nos anos 60, a VASP. Neste disquinho fundiram temas natalinos com o canto de pássaros regitrados por Johan Dalgas Frisch, somados a tudo isso com os sons de decolagem e aterrissagem. Os arranjos musicais também aqui são de Moacyr Portes.
Nosso disquinho de hoje é um compacto promocional da Varig. Certamente, um brinde de fim de ano voltado para um público de sua conexão Brasil-Itália. O que temos aqui é “Sinfonia Di Uccelli Brasiliani”, em outras palavras “Sinfonia de Pássaros Brasileiros”, um trabalho fonográfico que ficou muito famoso. Nascido da pesquisa de Johan Dalgas Frisch, engenheiro e ornitólogo brasileiro, considerando o pioneiro da conservação da fauna brasileira. Através de suas viagens pelo Pantanal e Amazônia. Fez inúmeras gravações de cantos de aves, das quais muito se transformou em disco, em 1962, sendo lançado simultaneamente no Brasil, Estados Unicos e Europa. Fez, sim, muito sucesso.
´É seguindo a mesma linha que este disquinho nos traz uma agradável fusão entre o canto daa aves e a música, aqui, como os arranjos musicais do maestro Moacyr Portes. Confiram…
Entre os muitos compactos enviados pelo Fares, temos este, “Trancos & Barrancos”, uma produção independente, lançada em 1980. Eis aí um disquinho dos mais interessantes e notadamente raro, visto que não encontramos para ele nenhuma informação além do que está impresso no próprio disco. E o que se tem não é nada, principalmente depois de ouvir o disquinho. Trata-se de uma dupla, ao que parece paulista, mas leva jeito de produção paranaense até pela capa 🙂 O certo é que a dupla (Beto e Leão?) é muito boa, com duas músicas que nos soam bem agradáveis e atuais. Bem bacaninha, vale a pena conhecer…
Odair Cabeça de Poeta, um artista que já apresentamos aqui algumas vezes, ao lado de seu grupo Capote. Agora, temos este compacto duplo lançado através do selo RCA e no qual se destaca o sucesso que fez parte da trilha da novela Rosa Baiana, “Desci ladeira”.
Outro compacto da nossa lista sortida, desta vez trazendo Arlindo Carlos Silva da Paixão, o Mongol. Foi um músico, cantor e compositor carioca que iniciou sua carreira nos anos 70. Parceiro de Oswaldo Montenegro, sendo sua canção “Agonia”, vencedora do Festival MPB Shell. Gravou, além deste compacto, dois lps. Infelizmente, faleceu em 2021, vítima da Covid-19.
E temos desta vez um compacto lançado pela EMI apostando no baiano de Monte Santo, Winston Geraldo Guimarães Barreto, o Gereba. Cantor, compositor, violonista e produtor. Iniciou sua carreira nos anos70 e fez sucesso com seu grupo Bendegó. Aqui temos ele solo, neste 7 polegadas simples com duas músicas de sua autoria e em parceiria com os letristas Zeca Bahia e Pratinhas
Seguindo nos compactos, temos agora este disquinho, o primeiro de Tatá Guarnieri, ator, cantor, instrumentista, dublador e locutor. Já tivemos o prazer de apresentar aqui seu primeiro (e ao que parece único) lp. E agora, mais uma vez, através do amigo Fares, de quem é essa série de compactos que temos apresentado, trazemos o primeiro compacto, disquinho este, segundo contam, produzido pelo Zimbo Trio, lançado em 1979 pelo selo Clam da Continental.
E desta vez, trazemos o cantor e compositor José Ricardo, artista que surgiu no início da Jovem Guarda como cantor romântico. Aqui temos dele seu primeiro disco, um compacto simples, lançado pela RCA Victor em 1965 e que seria uma prévia de seu lp, lançado naquele mesmo ano. José Ricardo se destacou mais ainda como uma espécie de ‘protetor dos artistas’, ajudando muitos colegas em situação precária. Existem vários relatos de artistas que foram ajudados por ele e muito por conta de sua atução assistêncial, acabou dando nome a uma instituição de auxílio à classe artística, a Funjor (Fundação Sócio-Cultural José Ricardo).