João Gilberto – Ao Vivo No Teatro De Santa Isabel Recife Em 2000 (2022)

Boa noite, meus amigos cultos e ocultos! Hoje, dia 30 de julho de 2022, o nosso Toque Musical completa 15 anos! Sinceramente, acho que só foi possível por conta dessa nossa insistência e o enorme prazer em fazer o que a gente faz. Acredito que poucos blogs com o TM ainda se mantém na ativa. A maioria acabou, outros remodelaram, se transformaram em outra coisa. Enfim, o Toque Musical é um dos poucos que ainda se mantém fiel a seu formato, mesmo sabendo que o conceito da coisa mudou e tudo que é postado aqui, se ainda não está no YouTube, logo vai estar. Mas ainda assim, seguimos na tradição, no formato diário-público-pessoal, confraria fonomusical. Enfim, 15 anos, um tempo longo para um site. Somos, sem dúvida, uma tradição, um clássico nessas praças da web. Parabéns para nós! Parabéns ao Toque Musical! Que venham mais 15 anos! (já pensou?)
Para marcar a data e o momento, estamos trazendo aqui nosso assunto mais ilustre, o impagável João Gilberto, figura da maior importância no TM, por conta das diversas postagens que já fizemos sobre ele e em especial nas edições exclusiva que criamos de registros em shows e mais ainda, da bombástica gravação, até então inédita ao público, das fitas gravadas pelo Chico Pereira. 
Inclusive, a respeito desse fato, dessa que foi a mais importante postagem que já fizemos, posso agora contar alguns detalhes e corrigir alguns enganos sobre essa história. Há alguns anos atrás fui procurado pelo Zuza Homem de Mello que então, na época, escrevia sobre o João Gilberto, preparando o que seria seu último livro, o “Amoroso”, que viria a ser lançado de maneira póstuma. Zuza faleceu quatro dias após finalizar o livro, o qual a produção final ficou a cargo de sua companheira, Ercília Lobo. E foi ainda durante a elaboração desse livro que um dia recebi um e-mail do Zuza pedido informações sobre a história da fitas, como os registros digitais chegaram até a mim. Contei a ele que os arquivos digitais me foram passados pelo então amigo franco-uruguaio Christophe Rousseau, que ele por sua vez conseguiu isso de um colecionador de raridades sueco. Quando este material chegou em minhas mãos, ainda não estava editado, era um arquivo único no qual continha sequencias dessas gravações feitas pelo fotógrafo Chico Pereira. Até então, a única pessoa que possuía esses registros era uma pesquisadora americana, que eventualmente colocava em seu blog alguns trechos, para manter o seu ibope. Daí, com o arquivo bruto, fui editando no Sound Forge e gerando novos para cada música ou trecho de falas. Editei, remixei limpando da melhor forma o áudio, o qual o Chris também já havia mexido. O trabalho maior foi identificar cada música, cada passagem e ao final veio também a produção das capinhas para chegarmos à grande publicação, a que virou notícia nos grandes jornais e revistas e também entraria, para minha surpresa, como citação em “Amoroso”. Infelizmente, houve um engano, dando ao fã de Bossa Nova, ‘artista do playback’, o título de “engenheiro de som” (hehehe…). Sem querer lhe tirar o mérito por ter conseguido a fita e também por ter passado a mim, o trabalho todo coube mesmo ao Augusto aqui. E segundo o Zuza, naquele 2011, o nosso “João Gilberto Na Casa De Chico Pereira” foi o que houve de melhor em lançamento musical. O nome do Augusto TM não entrou no livro. Ficou mais charmoso com a versão do francês, engenheiro de som. Mas a gente não liga não, a gente sempre foi eminencia parda nessa história toda. E de qualquer forma, vale a pena ler esse livro. É realmente uma biografia apaixonada, escrita por alguém que também viveu e conheceu de perto, na amizade o genial João Gilberto. E é nesse livro também que vocês irão encontrar detalhadamente a passagem de João pelo Recife, em um memorável show no Teatro de Santa Isabel, em 2000. É este show que agora aqui apresentamos a vocês, em uma nova edição, com direito também as capinhas, tudo organizadinho, como manda o nosso figurino. Espero que esteja no agrado de todo. Confiram, no GTM…
 
aos pés da cruz
recife cidade lendária
doralice
carnaval da vitória
ave maria
discussão
odete ouve o meu lamento
um abraço no bonfá
solidão
hino nacional
sinfonia do rio de janeiro
bahia com h
samba de uma nota só
farolito
chega de saudade
não vou pra casa
 
 
.

Sandoval Dias – A Música de Maysa (1959)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Como quando a gente já chega a uma certa idade e festejar é uma coisa apenas pontual, é mais ou menos nessa que estamos, diante ao dia de amanhã, quando então o Toque Musical completa 15 anos de atividades. Em outras épocas a gente fazia festa, mas confesso, ando tão desanimado e sem condições para fazer valer a data. Mas não a deixaremos passar batida… 🙂
Hoje temos aqui um belo disco que por certo irá agradar, Chama atenção já pela capa. E o que temos aqui é a música de Maysa, que naquele final dos anos 50 fazia muito sucesso. Muitos artistas gravaram, não apenas os cantores, mas também os músicos instrumentistas, afinal a melodia e a letra na música desta cantora e compositora caminham juntas e com a mesma triste beleza. E como fica interessante na interpretação do saxofonista Sandoval Dias e seu conjunto. Confiram mais essa joinha lançada pelo selo Sinter, em 1959. Como sempre, arquivos completo no GTM. Cola lá…
 
ouça
marcada
adeus
o que…
não vou querer
escuta noel
tarde triste
mundo novo
agonia
rindo de mim
resposta
quando vem a saudade
 
 
.

Jacob do Bandolim – Jacob Revive Sambas Para Você Cantar (1963)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Eis aqui um disquinho gostoso de se ouvir e mais ainda, convida a gente a cantar. Não é exatamente um disco de ‘karaokê’, ou um playback para acompanhar, embora o título seja bem sugestivo. O que temos aqui é uma seleção de sambas, no qual o grande Jacob do Bandolim nos presenteia, trazendo músicas que naquele início dos anos 60 já eram clássicos do samba. Aqui, esta seleção de sambas aparecem em forma de pot pourri. Achei por bem manter sem separar, fazendo isso apenas nas pausas longas e dessa maneira temos então apenas três faixas, ok? Disco realmente maravilhoso e raro entre o que se encontra desse grande instrumentista brasileiro. Confiram no GTM…
 
tenha pena de mim
chora cavaquinho
agora é cinza
pois é…
adeus
ai que saudades da amélia
até amanhã
sei que é covardia, mas…
não tenho lágrimas
foi ela
deixa essa mulher chorar
o orvalho vem caindo
palpite infeliz
leva meu samba
chega de saudade
praça onze
está chegando a hora
 
.
 

Baião Nº 3 (1953)

Bom dia, caros amigos cultos e ocultos! Já na última semana do nosso mês de aniversário, achei de postar este “Baião Nº 3”, uma coletânea em disco de dez polegadas da série lançada pelo selo Musidisc, os primeiros discos nesse formato dessa gravadora. Já postamos aqui os dois primeiros números e por certo as músicas deste lp podem também aparecer em outros discos e postagens anteriores, pois são fonogramas extraídos de lançamentos em bolachas de 78 rpm. Como se pode ver, aqui temos Leal Brito e orquestra, Nilo Sérgio, As Três Marias, Manezinho Araújo e Catulo de Paula, interpretando essa série clássica de baião. Confiram no GTM…
 
casinha pequenina – cangaceiro – leal brito e orquestra
mulher rendeira – casinha na colina – nilo sergio e leal brito
não dei meu coração – epa o baião pegou – três marias e leal brito
peguei um ita no norte – trem ó lá lá – leal brito e orquestra
cuco – no ceará não tem disso – leal brito
a mulher barbada côco do bamba le le – manezinho araujo
meu limão meu limoeiro – urubu malandro – leal brito e orquestra
desengano – não perdes por esperar – catulo de paula
 
 
.

Djalma Ferreira – Baile De Formatura (1962)

Bom dia, boa tarde, boa noite… Boa hora, amigos cultos e ocultos! No atraso e também na pressa, hoje vamos mais uma vez trazendo o lendário Djalma Ferreira e seu conjunto de baile, em um disco bem bacana, de sambas, feito na medida para os antigos e tradicionais bailes de formatura. Por certo este lp deve ter rodado muito em festas/bailes mecânicos, aqueles que não tem música ao vivo, ou na pausa da orquestra ou do conjunto. Hoje em dia é um pouco diferente os bailes, mas tá valendo. Até mesmo para conhecer o que rolava nesses eventos dos anos 60. Confiram no GTM…
 
lamento
volta
samba no drink
fala amor
nosso samba
murmúrio
sambadim
recado
cheiro de saudade
foi a saudade
cansei
casa da loló
 
 
.

Lúcio Alves – Interpreta Dolores Duran (1960)

Bom dia, caros amigos cultos e ocultos! Olha aí mais um disco para as nossas fileiras… Hoje temos um encontro com Lúcio Alves e Dolores Duran, na segunda versão de um lp originalmente lançado em 1960 e cujo o qual nós já apresentamos aqui no Toque Musical. Como se trata de um disco dos mais bacanas, não seria pecado repetir a dose, até porque este é uma nova versão, onde as músicas seguem outra ordem de faixas. Como sabemos, inclusive pelo texto de contracapa, este lp tem um sentido um tanto póstumo, pois foi gravado e lançado no ano seguinte ao da morte de Dolores Duran.
Leiam o texto da contracapa aqui, ou baixem o disco completo no GTM.
 
ideias erradas
a noite do meu bem
estrada do sol
castigo
noite de paz
vou chorar
por causa de você
fim de caso
pela rua
quem sou eu
solidão
canção da tristeza
 
.

Os 3 Morais (1973)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Hoje o nosso encontro é com o trio vocal, Os Três Morais, grupo formado pelos irmãos Jane, Sidney e Roberto. Iniciaram nos anos 60 gravando jingles para comerciais de rádio e tv. Atuaram na música erudita e depois popular, participando de programas de televisão e se destacaram também nos festivais. Gravaram alguns lps, sendo este o terceiro, quando então Jane sai do grupo para formar dupla com o marido, Herondy Bueno (Jane & Herondy). O trio ainda gravou mais um disco com uma outra cantora. Neste lp temos um repertório bem bacana, inclusive com músicas autorais. Vale a pena conferir 😉
 
além
fim de verão
como el fez en el gaa
rosa poesia poema
marinherio
automóvel
cartas fotografias
sou eu
seleção baden poweçç
seleção noel rosa
 
 
.

Silvio Caldas (1957)

Boa noite, caros amigos cultos e ocultos! Em outros tempos aqui no Toque Musical, no mês de aniversário do blog, a essa altura a gente já estava em festa, tendo diariamente a postagem de discos  especiais, que valesse a data. Com o passar do tempo, acho que esfriamos um pouco e neste ano, mais que especial, dos 15 anos está também complicado ficar por conta de uma produção comemorativa. Se eu conseguir já completar os dias de atraso, já vai estar de bom tamanho.
Temos aqui o grande Sílvio Caldas em um lp de 10 polegadas, lançado em 1957, pela Continental. Sílvio nos apresenta um repertório de samba, valsa, choro e canção. Músicas que também foram lançadas em bolachas de 78 rpm. Algumas das faixas já foram apresentadas, principalmente na série Coleção Grand Record Brazil de 78 rpm. Confiram no GTM…
 
cabelos de prata
minha casa
não pergunte
boa noite amor
pastora dos olhos castanhos
você voltou
nunca soubeste amar
violões no funeral
 
 
.

Sambas – Os Grandes Sucessos (1975)

Boa hora, meus prezados amigos cultos e ocultos! Como já disse em outras ocasiões, adoro coletâneas. Discos com uma seleção variada de músicas é sempre legal. As vezes há nelas músicas que nunca chegaram a ser lançadas em um lp, versões que só entraram em coletâneas. No caso deste lp não é muito diferente. Trata-se de um disco de samba. Uma seleção muito boa de sucessos de Wando, Luiza Maura, Nerino Silva, Djalma Pires, Edu Maia, Jacy Inspiração e Elias de Lima. Grandes sucessos do samba que irão agradar em cheio. Confiram no GTM…
 
samba da poeira – wando
quantas lágrimas – luiza maura
súplica cearense – nerino silva
corre gira – djalma pires
eu vou voltar pra bahia – edu maia
1800 colinas -luiza maura
nega maluca – jacy inspiração
ela não tá com nada – nerino silva
samba sem viola – djalma pires
o importante é ser fevereiro / se deus quiser – wando
conto de areia – luiza maura
ladrão que entra na casa de pobre só leva susto – elias de lima
 
 
.

Nora Ney – Eu Sou Nora Ney E Canto (1957)

.

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje o nosso encontro é com a cantora Nara Ney, presente em nosso Toque Musical já em diversos outros discos. Pensei até que já havia postado este disco e já estava passando batido por aqui, mas felizmente eu confirmei e agora vamos a ele. Por certo, boa parte das músicas contidas neste lp de 10 polegadas já foram apresentadas aqui, principalmente na nossa série exclusiva, Grand Record Brazil, que só findou por conta do falecimento de nosso amigo Samuca, responsável pelos textos. Enfim, temos aqui Nora Ney neste disco que reúne fonogramas extraídos de seus discos em 78 rpm, gravados na Continental. Por certo, um disco cheio de clássicos e definitivamente uma das melhores cantoras da música romântica, de ‘dor de cotovelo’. Belíssimo disco que dentro de um contexto histórico, dá de dez a zero nessas aberrações de ‘sofrença’ que hoje vemos por aí, geralmente, nesse lixo que chamam de música sertaneja-mela-cueca. Coisa que todo novo rico adora. Meus deuses, como faz falta a cultura musical! Como faz falta até mesmo um blog como esse, o nosso Toque Musical. Enfim, como já dizia uma famosa banda punk: “bad music for bad people”. Gosto não se discute, lamenta-se… hehehe… 
 
saudade da bahia
de cigarro em cigarro
é tão gostoso, seu moço
se…
franqueza
chove lá fora
bar da noite
risque
 
 

Os Balanceiros – Sucesso Nº 3 (1965)

Então, meus prezados amigos cultos e ocultos, aqui vai o terceiro volume da série “Sucessos…”, do selo Fantasia e com o ‘fantasioso’ conjunto, Os Balanceiros. Como nos outros dois volumes, temos uma seleção mista que, como falei, são fonogramas/gravações de outros discos lançados pelo selo. Por certo esse grupo, Os Balanceiros, são também os intérpretes nos outros discos lançados pelo selo. “Sucessos” é talvez um mostruário para esses discos lançados. Confiram neste…
 
o menino das laranjas
amore scusami
bigu
la playa
rancho do rio
não me esquecerás
rosas vermelhas para uma dama triste
arrastão
preste atenção
garota moderna
o trovador
por um amor maior
 
.

Os Balanceiros – Sucessos Nº 2 (1965)

Olá, olá… amigos cultos e ocultos! Seguindo aqui, vamos com mais um disco da série Sucessos, pelo selo Fantasia. Um seleção de sucessos variados, nacionais e internacionais, daqueles anos 60 e aqui na interpretação do grupo Os Balanceiros. Confiram no GTM este número 2.
 
my boy lollipop
reza
sabor a mi
calhambeque
obsesion
twist no samba de branco
trem das onze
michael
rancho da praça onze
perfidia
nanã
meglio stasera
 
 
.

A Orquestra Jovem De Pachequinho – Jovem E Romântico (1969)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Correndo contra o tempo, ou a favor dele, aqui vamos nós sempre atrasados… E assim, lançando mão dos ‘arquivos de gaveta’ e outros tantos que nos são enviados por vocês. Temos hoje a Orquestra Jovem de Pachequinho, um disco comercial com uma seleção de sucessos da época, que de uma certa forma reflete o gosto jovem e romântico daqueles anos 60. O maestro Pachequinho é quem comanda os arranjos e a orquestra. Confiram no GTM…
 
a time for us
i started a joke
o amor que não era pra mim
tentei lhe esquecer
foi você
love me do
sounds of silence
angel of the morning
silence is golden
these eyes
 
 

Os Balanceiros – Sucesso Nº 1 (1965)

Olá, caros amigos cultos e ocultos! Hoje tenho para vocês este interessante lp do então recém-lançado  selo Fantasia, que também estreava como etiqueta paralela da Philips, em 1965. Como se pode ver pela contracapa, o selo chegou trazendo suas primeiras produções, discos com temas e gêneros de sucessos nacionais e internacionais, interpretados por músicos de estúdio e para os quais deu-se o nome de Os Balanceiros. Sucessos Nº 1 é, ao que parece, um mostruário, uma seleção que também faz parte dos outros discos estampados na contracapa. Desta série foram extraídas outras faixas que vieram a compor mais dois volumes, os quais iremos apresentar nos próximos dias. Confiram Os Balanceiros no nosso Grupo do Toque Musical.
 
deixa isso pra lá
trop beau
na onda do berimbau
scrivi
dandara hei
io che amosolote
diz que fui por aí
from russia with love
opinião
la bamba
una lacrima sul viso
la mamma
 
 

Uccio Gaeta – O Novo Som De Uccio Gaeta (1968)

Olá, meus caros amigos cultos e ocultos! Correndo aqui para não perder muito tempo, hoje temos um artista que fez sucesso nos anos 60 e 70, aqui no Brasil, o italiano Matteo Gaeta, mais conhecido como Uccio Gaeta. Italiano, veio para o Brasil, segundo contam, no início dos anos 60. Trabalhou como ator e comediante na antiga TV Tupi e também teve seu próprio programa de auditório na TV Cultura, de São Paulo. Também participou de novelas como “Nino, o italianinho” e “Canção para Isabel”. Foi cantor da Rádio Gazeta e como músico gravou dezenas de discos no Brasil. Entre eles temos este de 1968, chamado de “O novo som de Uccio Gaeta”, onde ele desfila um repertório com 27 músicas em pout-pourri, conforme seguem a baixo listadas. Confiram no GTM….
 
no balanço do jequibau – jequibau – gamboa
viola enluarada – um amor sem igual
bom tempo – até segunda feira – lapinha
esta tarde vi llover – habla me
 januaria – areia do mar – serenata teleco-teco
a flor que o tempo guardou – tristeza de amor
inno – l’ultima cosa – você não serve pra mim
melancolia – além da imaginação – você
la tramontana – madame x – samba cha cha cha
vesti azul – malysha – tubon
 
 
.

Fafá Lemos – Violino Travesso (1959)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Aqui e mais uma vez temos a presença do violinista Fafá Lemos, em disco pelo selo Odeon, lançado em 1959. O lp traz uma seleção bem variada de sucessos entre samba, fado, bolero, música francesa e ‘standard’ da música americana. Nosso artista, além de dominar seu violino com maestria, também canta e encanta :), fazendo assim deste “Violino Travesso” um agradável momento, para dançantes e outros ouvintes. Confiram…
 
carne de gato
tudo isso é fado
jamais
mon couer est un violon
melodie d’amour
over the rainbow
ora veja só
auf wiedersehn, my dear
samba pizzicatto
darling je vous aime beaucoup
 
 
.

Trio Irakitan – Mais Sambas Que Gostamos De Cantar (1961)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Aqui mais um, ‘prata da casa’, com o dizem… Temos hoje e mais uma vez, o delicioso Trio Irakitan, grupo que tem entre nós uma legião de fãs. Já postamos vários discos deles e agora trazemos mais um, o  “Mais sambas que gostamos de cantar”, uma continuação de discos anteriores onde o repertório era todo de sambas. Aqui, mais uma vez, eles nos trazem essa série que tem Noel Rosa, Assis Valente, Benedito Lacerda e muitos outros… Figurinha bem comum, mas sempre apreciada. Confiram no GTM.
 
maria boa
rosa maria
juracy
o sol nasceu pra todos
enlouqueci
helena vem me buscar
emilia
despedida de mangueira
abrea janela
não me diga adeus
século do progresso
 
.

Roberto Sion – Happy Hour (1986)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje vamos de música instrumental. Tenho para vocês Roberto Sion, saxofonista, flautista, clarinetista, arranjador, compositor, maestro e professor de música. Um músico talentoso cuja carreira se inicia nos anos 70, como arranjador para instrumentos e para grandes orquestras. Formado em Berklee, nos Estados Unidos, onde estudou saxofone. Esteve presente nos três primeiros álbuns do quinteto instrumental Pau Brasil. Aqui temos dele o lp Happy Hour, lançado em 1986, pelo selo Estúdio Eldorado. Como podemos ver pela contracapa, neste lp Roberto Sion nos apresenta dez temas, nacionais e internacionais, verdadeiros clássicos da música popular, entre jazz, samba e latin… Um repertório escolhido a dedo para o ‘uisquinho’ de fim de tarde, começo de noite…
 
yesterday / bridge over trouble water
the way we were
we’ll be to together again
just one of those things
coisa mais linda
besame mucho
the shadow of your smile
time after time
o dia que você gostar de mim
you do something to me
 
 
.

Nelson Gonçalves – Eu E Eles (1985)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! O tempo tem passado de uma forma tão rápida que eu até me esqueci que neste mês o Toque Musical completa 15 anos. Não vai ter festa, pois meu humor não anda lá essas coisas, mas prometo manter a média, ok?
Aqui temos, um de nossos mais presentes artista no TM, o grande Nelson Gonçalves em um disco lançado em 1985, onde ele recebe a participação de Tim Maia, Martinho da Vila, Caetano Veloso, Fagner e Luiz Gonzaga. Confiram no GTM…
 
renúncia – com tim maia
sempre jovem
lembranças – com martinho da vila
tristeza pede bis
pecado e perdão
coisas que tivemos
maria bethania – com caetano veloso
falsa alegria
mucuripe – com fagner
volta e meia
asa branca – com luiz gonzaga
 
 
 
.

Raul Moreno Caco Velho E Mara Silva – Na Gafieira É Assim (1958)

Boa noite, caros amigos cultos e ocultos! Somente aqui, no Toque Musical e numa terça feira, vocês teriam o prazer de curtir uma boa gafieira. E aqui está ela, ou melhor, aqui está um lp que traduz bem o clima, um raro álbum da RGE, um de seus primeiros 12 polegadas, apresentando doze sambas de gafieira, ou sobre essa democrática e popular casa noturna que só se abria nas quintas e sábados, segundo o texto de contracapa. Aqui temos três representantes, Raul Moreno, Caco Velho e Mara Silva, três intérpretes desta seleção musical de sambas dançantes que hoje em dia são verdadeiros clássicos. O lp é na verdade uma coletânea do gênero, cabendo também algumas faixas com o trombonista Eugène D’Hellemmes e a orquesta RGE. Confiram no GTM…
 
quero um samba
estatuto da gafieira
gadu namorando
pano legal
samba maestro
você vê aí
música maestro
quem é o dono do baile
saliente
falso bailarino
galã de gafieira
aquela dama
 
.
 
.

Luiz Gonzaga – São João Na Roça (1958)

Olá, amigos cultos e ocultos! Pra não dizer que não falei de São João, olha só o que temos para hoje. Por certo, ainda seguimos com a fogueira acesa, então o melhor é mesmo aproveitar… Temos aqui São João na Roça, lp de 10 polegadas, do grande Luiz Gonzaga, imperdível. E mais uma vez, com as devidas informações na contracapa. Confiram tudo….
 
são joão na roça
olha pro céu
noites brasileira
são joão antigo
a dança da moda
lenda de são joão
maná e zabé
são joão do carneirinho
 
 
.

Paulo Diniz (1967)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Estávamos nos embalos fonomusicais de compactos portugueses, mas resolvi dar uma pausa nessa mostra. Em nova oportunidade eu trarei mais discos dos irmãos portugueses. Por hora ficamos aqui, mas também, ainda num compacto, quero prestar hoje a nossa homenagem ao artista pernambucano Paulo Diniz. Autor de grandes sucessos da música popular brasileira que, infelizmente veio a falecer ontem, dia 22 de junho. Por certo, não vi tanta comoção com a passagem deste artista, oque prova que a cada dia o Brasil perde um pouco da sua memória. O mesmo vale para tantos outros grandes nomes que partiram recentemente, como foi o caso do João Gilberto que teve mais repercussão fora do que dentro do Brasil. Nós aqui do Toque Musical também não fizemos menção ao falecimento do João, porém, ainda estamos programando mais uma postagem para ele, aguardem… Mas hoje, aqui, nossa atenção é para o Paulo Diniz, um artista que já apresentamos, inclusive o seu primeiro lp, no qual constam as músicas deste disquinho compacto. Duas versões, para “Western Union”, aqui chamada de “O telegrama” e “Seria bom”, uma antiga valsa que ganhou letra e virou pop da Jovem Guarda. 
Logo que as coisas folgarem por aqui, vamos trazer um lp do Paulo Diniz. Por hora, apenas essa lembrança, que vocês encontram no GTM.
 
o telegrama
seria bom
 
 
.

Quarteto Em Cy – Compacto Elenco (1966)

Olá, amigos cultos e ocultos! Que tal passarmos o mês nos compactos? Estou aqui com uma porção deles, disquinhos dos mais variados, inclusive, tenho alguns portugueses que acho interessante de mostrar e que por certo vocês também irão gostar. Mas, vou procurar alternar também com os lps, principalmente aqueles que já trazem um texto informativo na contracapa, assim a gente não atrasa, ok?
E pra começarmos bem, aqui vai um compacto da Elenco trazendo o delicioso Quarteto em Cy em disco lançado em 1966. Como se vê, trazendo duas pérolas, “Pedro pedreiro”, um dos primeiros sucessos de Chico Buarque e “Amaralina”, de Carlos Castilho e Chico de Assis. Creio que este compacto saiu primeiro, antes do lp, o terceiro das baianinhas. Confiram no GTM…
 
pedro pedreiro
amaralina
 
 
 
.

Sertão Em Festa (1962)

Bom noite, meus caros amigos cultos e ocultos! E chegamos finalmente em junho, o mês da festas populares, as festas juninas, os festejos de São João. E desta vez, voltando as boas práticas, estou eu abrindo o mês com “Sertão em Festa”, uma seleção musical pensada para animar o momento, ou pelo menos o espírito de quem gosta de relembrar. Disco lançado em 1962 pelo selo Califórnia. Bem apropriado… e segue na contracapa as informações complementares. Aproveitem e boas festas!
 
quadrilha cabocla – perigoso
porto murtinho – irmãs souza
brotinhos de rio claro – nicola pizelli e bandinha
piracicaba – dirceu e marília
nenê – dorival
velho gaucho – raul da silva
espalha brasa – edevaldo
acalma coração – trio vitoria
cana verde raul da silva
vem querida – trio avenida
é melhor morrer – jangada e jangadinha
defensor da lei – joão mineiro e mulatinho
 
 
.
 
 
 

Zaccarias E Sua Orquestra – Sambas Em Desfile (1955)

Olá, amigos cultos e ocultos! Seguimos já quase finalizando o mês de maio, temos para hoje e mais uma vez, aqui no Toque Musical, o grande maestro Zaccarias e sua orquestra, em disco lançado pela RCA Victor, em 1955. Este é, sem dúvida, um dos discos dele, em dez polegadas, que eu mais aprecio. E isso se deve ao fato de ser um disco de samba. Oito pérolas orquestradas que fariam ainda hoje ambientação e entretenimento em qualquer reunião, seja em casa ou em algum barzinho. Não sei porque, me remeteu as agitações dos bares e cafés no Mercado Novo, de Belo Horizonte. Com certeza é o tipo de música que cairia bem nesse ambiente, tanto pelas manhãs de domingo, quanto nas noites de quinta, sexta e sábado. Quem conhece o local sabe do que eu estou falando…
 
está chegando a hora
madalena
pra seu governo
meu consolo é vocÊ
não tenho lágrimas
palpite infeliz
maria boa
é bom parar
 
 
.

Carlos Penha – Bom Balanço Em Bossa Nova (1973)

Boa noite, meus camaradas, amigos cultos e ocultos! Na busca de informações sobre adupla Carlos Penha e Nonato Silva, acabei encontrando um outro disco, desta vez um lp, mas somente com Carlos Penha, que agora, aqui por esta ilustração na capa sugere que ele era também um violonista. O disco consta como sido lançado em 1973, mas creio eu que seja essa capa uma reedição, pois originalmente o lp foi lançado pelo selo AMC, talvez, nos anos 60. Neste, o selo é Beverly, que servia muitas vezes para isso, reedições, principalmente nos anos 70. Assim como me surpreendeu o compacto, este lp não deixou nada a desejar, samba, balanço e bossa numa medida certa. Repertório exemplar em um disco que até me interessei em ter na minha coleção. (aceito doações)  🙂
 
bom balanço
cobrança
yemanjá
fim de estrada
terra santa
é tarde
quem foi
zé povo
confissão
vai solidão
ausência de paz
prelúdio em amor maior
 
 
.

Carlos Lacerda – O Governador Do Teclado interpreta Djalma Ferreira (1961)

Olás, caríssimos amigos cultos e ocultos! Mais uma vez marquei bobeira… creio que foi por conta da pressa, cometi um engano, no mínimo engraçado. Confundi o maestro baiano Carlos Alberto Freitas de Lacerda com o político Carlos Lacerda. E isso se deu, confesso, pela minha total ignorância musical que não procurou checar a história do disco e nem me toquei para a existência do músico baiano. Mas, antes tarde do que nunca, vamos aqui fazendo as correções, graças ao amigo Salvador Lacerda Falcão, que atenciosamente me fez essa observação.
Então, aqui temos o Carlos Lacerda baiano, pianista, compositor, maestro e arranjador. Atuou na fase áurea do rádio na Bahia, pela Rádio Sociedade da Bahia. Foi diretor musical da gravadora JS (Jorge Santos) e também da TV Itapoan. Conforme o texto do excelente blog TempoMusica, este foi o primeiro lp do maestro baiano que, coincidentemente, tendo o mesmo nome do governador da Guanabara, acabaram criando essa associação entre o músico e o político. Uma galhofa, por certo. Mas convenhamos, se o disco não vendeu muito, isso se deve a essa infeliz associação. Por essa, os dois Carlos chegaram até a se encontrar, mas convenhamos, de semelhança, só mesmo no nome e aquele óculos típico dos anos 60. Se fez bem para o político, com certeza, não foi a melhor escolha para o músico. Mas isso em nada afeta a reputação deste grande maestro baiano. Salve a Bahia!
“O Governador do Teclado” interpreta neste seu primeiro disco obras de outro grande músico, o internacional Djalma Ferreira, o qual já apresentamos aqui vários de seus discos. A capa deste lp é de uma reedição, se fosse a original, eu não teria trocado as bolas, pois nela consta um texto de Canio Ganeff falando sobre o músico e também traz seu retrato. Enfim, acho que está corrigido o texto de apresentação. De acordo, Salvador? 🙂
 
recado
lamento
samba do drink
devaneio
murmúrio
casa da loló
confissão
volta
samba do perroquet
fala amor
choro sim
cheiro de saudade
 
 
.

Radamés Gnattali – Em Ritmo De Samba (1958)

Boa hora, meus prezados amigos cultos e ocultos! Seguimos aqui desta vez trazendo o mestre Radamés Gnattali, em lp lançado pela Continental, em 1958. Como podemos ver, pela capa, trata-se de um disco dedicado ao samba. Uma seleção de sambas que hoje são verdadeiros clássicos da nossa música. Como já disse, quando houver um texto descritivo na contracapa sobre o trabalho, não irei me estender na ‘resenha’. É o que me pede a preguiça e mais ainda, a falta de tempo. Taí, um belo disco, que vocês não podem deixar de conferir…
 
atire a primeira pedra
fim de semana em paquetá
copacabana
agora é cinza
já é demais o meu sofrer
vem meu amor
duas contas
o morro canta assim
foi a noite
nova ilusão
quem foi que prometeu
esquina da saudade
 
 

 

Vanja Orico – A Volta De Vanja Orico (1967)

Olá, amigos cultos e ocultos! Em tempos como os que estamos vivendo, em especial o momento político, onde militares (as Forças Armadas), se vendem por leite condensado e viagra, pela manutenção das mamatas que sempre tiveram, em troca de se sujeitarem a ser comandados por um capitãozinho louco, insubordinado e que chegou a ser expulso da corporação. Tempos vergonhosos para as fardas militares que mais uma vez se sujam, se sujeitam a serem comandados por um crápula e sua família de milicianos. Triste momento para o Brasil. E mais triste ainda é perceber o quanto este nosso povo é tosco, rude, mal informado e mal educado, burro, mas essencialmente pretencioso. Triste ver que uma boa parcela desse povo sofrido ainda não tenha conseguindo ver quem realmente é seu opressor. Gente com memória fraca, gente que ignora seu próprio câncer e acha graça da dor que sente no seu próprio estômago. Em momentos como este, de ataques a Democracia, ao Congresso e a Justiça em nome de um radicalismo de direita que assola o país, a gente as vezes precisa lembrar os fatos do passado, trazer de volta nossa luta por liberdade, palavra que hoje caiu na boca dessa gente de forma errada. Seria irônico se não fosse trágico ver essas ‘tosqueiras’ pedindo liberdade de expressão e ao mesmo tempo ditadura militar. 
Estou fazendo esta introdução porque de certa forma ela tem a ver com Vanja Orico. Cantora, atriz e cineasta, surgiu no cenário artístico cantando o tema ‘Mulher rendeira” no filme “O Cangaceiro”. Foi uma artista internacional, mas sempre valorizou a cultura nacional e por ela esteve sempre a frente defendendo o que é nosso. Inclusive, há de se lembrar, em 1968, em plena ditadura, no dia 07 de novembro Vanja, em protesto se ajoelhou na rua, impedindo a passagem de um comboio militar que ia de encontro a manifestantes que carregavam o corpo de um estudante assassinado pela repressão. Uma cena triste de se ver e que boa parte dessa gente burra e sem noção, talvez não façam a mínima ideia do que foi e do que simbolizou aquele momento. Essa era uma das facetas dessa mulher incrível, a qual já falamos e postamos vários outros discos. Agora trazemos para vocês este lp, lançado em 1967, pela Chantecler. “A volta de Vanja Orico”, como o próprio título afirma, marca o retorno da artista ao Brasil. Neste lp ela canta um repertório cheio de clássicos, um disco maravilhoso de se ouvir, com músicas de Fernando Lona, Geraldo Vandré, Chico Buarque, Gil e Torquato Neto, Catulo de Paula, Paulinho Nogueira, Tom e Vinícius, Nonato Buzar e Carlos Imperial. Por aí já dá para se ter uma ideia do quanto este disco é legal. Confiram no GTM…
 
cantilena
contracanto
é ou não é
andam dizendo
mulé rendeira
casa de pau po pa
a banda
minha zabelê
a lua girou
depois do amor
samba de protesto
 
 
.