Juarez Sant’Ana – Muito Legal (1965)

Bom dia, caros amigos cultos e ocultos! Há exatos 14 anos atrás estava eu postando aqui este disco do Juarez Sant’Ana. É um disco que eu gosto bem e cheguei a digitalizar e compartilhar na rede. Mas nessa época eu mal sabia a diferença entre um arquivo de 128 kbps para um de 320 e também não me preocupei com capa e selos. Daí, quando resolvi postar aqui no Toque Musical foi que percebi que o arquivo completo não estava no nosso padrão, mesmo assim foi publicado. Hoje, após 14 anos, ele volta ao nosso TM, desta vez completo e em ótima qualidade. Isso me fez pensar na possibilidade de reeditar postagens do nosso primeiro ano, tem muita coisa que precisa ser corrigida. Mas, mesmo com a colaboração de alguns amigos, ainda estou tendo dificuldades para manter as postagens diárias. Não é falta de discos/títulos. O que falta é sempre a mesma coisa, tempo…
Enfim, seguimos então com este lp que realmente é Muito Legal, trazendo o então precoce talento, Juarez Sant’Ana e seu conjunto, um jovem estreante no mundo fonográfico em seu primeiro lp, lançado pelo selo Equipe, em 1964. Conforme contam, Juarez foi ‘apadrinhado’ pelo cantor Cauby Peixoto que o descobriu, ainda nos anos 50, fazendo demonstrações nos teclados e acompanhamento de artistas em pequenos show promovidos por um grande magazine de São Paulo, a Lojas Pirani, que trazia diversos artistas do rádio para apresentações. Essa loja, uma rede varejista de eletrodomésticos era bem famosa e conhecida dos paulistas e acabou no início dos anos 70 em um incêndio, com vítimas, levando assim a sua falência. Mas foi nesta loja que Cauby descobriu o talentoso garoto do teclado, levando-o para se apresentar na noite, em famosas boates, como a Drink, de Durval Ferreira. Na sequência, Juarez viria a ser um músico arranjador e acompanhante do grande astro Cauby Peixoto. 
Segue então Juarez Sant’Ana, disquinho bem gostoso de se ouvir, recheado de sambas, bossa, bolero e até ‘standard’ da música americana. Realmente, muito legal 😉 Confiram no GTM…
 
ginga bem
meu bem
mulata pra setenta
falling in love with love
na baixa do sapateiro
o amor e a canção
vai ficar pra titia
domingo azul
formosa
mascarada
nem vem de garfo
encontro feliz – eu sei que vou te amar
 
.

Orquestra Los Danseros – Los Danseros En Bolero (1964)

Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Aqui temos hoje um disco que há muito já devia estar em nossa lista, faltou mesmo foi a oportunidade. E hoje é dele e de todos vocês 😉
“Orquestra Los Danseros – Los Danseros En Bolero”, lp lançado em 1964, pelo selo Equipe. Se tornou um disco célebre por conta do então jovem maestro e arranjador  Eumir Deodato no comando de um time de outros grandes instrumentistas, os quais eu nem vou citar aqui para não dar trabalho, mas já de cara, na contracapa já se vê listado o nome de cada um no time. Sem mesmo ter ouvido as música, somente por essa turma dá para imaginar o nível deste trabalho que foi um filho único. Na verdade, já no final dos anos 60, Los Danseros foi ‘lançado’ novamente com outros nomes, em outros dois discos (Orquestra Don Camacho e The Midnight Orchestra). O repertório, em si, não foge do convencional e para o que foi proposto, dentro de uma época em que o bolero e a dança ainda estavam em alta, ele se mantém com um sequencia musical, praticamente, toda recheada de temas de sucessos internacionais, com duas músicas a cada faixa. Destaque para “Oba-la-la”, de João Gilberto, que é a única de um autor brasileiro. Disco bacana, quem ainda não conhece, eu recomendo…
 
sally’s tomato – teatch me tonight
so in love – echo of love
on the street where you live – i could have danced all night
easy to love – yesterday’s
 just for tonight – moon river
quando – au revoir
mr lucky – speack low
days of wine and roses – misty
dans mon ille – ay mourir pour toi
flyme to the moon – our day will come
oba-lá-lá – la puerta
dansero – the misfits
 
 
.
 

The Pop’s – 7º Aniversário (1971)

Salve, amigos cultos e ocultos!  Aqui vai mais um disco do grupo The Pop’s, lp que corresponde ao sétimo disco lançado por eles, em 1971 pelo selo Equipe. Já postamos aqui alguns outros discos desse grupo de música pop instrumental. Muitos consideram o The Pop’s como um grupo de rock instrumental, mas se formos analisar tudo o que eles gravaram estariam mais para um samba elétrico, para um pop jovem guarda, que foi o que realmente os caracterizaram. O The Pop’s, através do Silvio Parada resistiu até o início dos anos 2000. Passou por várias transformações gravando diferentes ritmos, sempre ao estilo ‘conjunto de beira de piscina’, como se dizia antigamente. O último lp foi em 1976, mas certamente muita coisa saiu em cd e por certo o grupo chegou a lançar nesse formato, mas a fase boa é mesmo a do vinil. Confiram no GTM…
 
menina da ladeira
sonho de amor
meu pequeno cachoeiro
ave maria
evocação nº1
shirley sexy
ana
falando ao coração
paixão de um homem
pot pourri carnaval
 
 
.
 

Rapaziada Da Saudade – Carinhos E Outros Temas Regionais (1973)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Olha aí, mais um lp de choro para alegrar a vida, principalmente dos amigos músicos que nunca se cansam de pedir discos de chorinho e música instrumental. Desta vez temos um lp lançado por Oswaldo Cadaxo e seu selo Equipe, em 1973. “Carinhos e outros Temas Regionais” é o título dessa produção que tem como intérpretes essa Rapaziada da Saudade, grupo que infelizmente não consegui informações. Porém, o que temos aqui é um belo e bem executado disco de choro repleto de clássicos. Um repeteco musical, sem dúvida, mas sempre muito bem vindo, afinal há diferentes formas de tocar uma mesma música, não é mesmo? Vamos também conferir… 😉

carinhoso

andré de sapato novo

língua de preto

lamento

doce de côco

samba de morro

cochicho

naquela mesa

murmurando

brasileirinho

pedacinho do céu

brejeiro

lágrima

.

Celinho – O Rapaz Do Piston (1966)

Olá amiguíssimos cultos e ocultos! E aqui vamos nós, hoje trazendo um disco que há muito estava para ser postado. Infelizmente, o arquivo do disco o qual eu havia digitalizado se perdeu entre muitos  outros tempos atrás. Mas, por sorte, tinha esse outro vindo de alguma outra fonte blogueira. Na falta do meu, vai no seu, hehehe…
Temos aqui o primeiro e talvez único disco desse incrível instrumentista mineiro, conhecido nas rodas como ‘Celinho do Piston’. Artista de grande talento, teve um currículo exemplar como músico, tatuando em muitos discos dos mais diferentes artistas nacionais. Sua carreira remonta os tempos do Conjunto Sambacana, de Pacífico Mascarenhas e no qual também tocavam Milton Nascimento e Wagner Tiso. Como muitos outros músicos mineiros, fez sua carreira no eixo Rio-São Paulo. Há muito pouca informação sobre ele na rede, o que dificulta a nossa pequena pesquisa. Mas sem dúvida, foi um grande artista e merece aqui o nosso registro. “O Rapaz do Piston” é um disco onde ele nos apresenta um repertório praticamente todo de músicas de sucessos internacionais. Trabalho bem executado, produzido por Toni Vestani para o selo Equipe, de Oswaldo Cadaxo. Não deixem de conferir no GTM 😉

io che non vivo (senza te)
and i love her
tenderly
not so slepy
a volta
my whole world in falling down
les cornichons
nessuno mi puo giudicare
a hard day’s night
que c’est triste venise
all my loving
a shot in the dark



.

Celinho – O Rapaz Do Piston (1968)

Olá amiguíssimos cultos e ocultos! E aqui vamos nós, hoje trazendo um disco que há muito estava para ser postado. Infelizmente, o arquivo do disco o qual eu havia digitalizado se perdeu entre muitos  outros tempos atrás. Mas, por sorte, tinha esse outro vindo de alguma outra fonte blogueira. Na falta do meu, vai no seu, hehehe…
Temos aqui o primeiro e talvez único disco desse incrível instrumentista mineiro, conhecido nas rodas como ‘Celinho do Piston’. Artista de grande talento, teve um currículo exemplar como músico, tatuando em muitos discos dos mais diferentes artistas nacionais. Sua carreira remonta os tempos do Conjunto Sambacana, de Pacífico Mascarenhas e no qual também tocavam Milton Nascimento e Wagner Tiso. Como muitos outros músicos mineiros, fez sua carreira no eixo Rio-São Paulo. Há muito pouca informação sobre ele na rede, o que dificulta a nossa pequena pesquisa. Mas sem dúvida, foi um grande artista e merece aqui o nosso registro. “O Rapaz do Piston” é um disco onde ele nos apresenta um repertório praticamente todo de músicas de sucessos internacionais. Trabalho bem executado, produzido por Toni Vestani para o selo Equipe, de Oswaldo Cadaxo. Não deixem de conferir no GTM 😉

io che non vivo (senza te)
and i love her
tenderly
not so slepy
a volta
my whole world in falling down
les cornichons
nessuno mi puo giudicare
a hard day’s night
que c’est triste venise
all my loving
a shot in the dark
 

Tema 3 – Madrugada 1 30 (1969)

Compositor, pianista, arranjador e maestro, Gilson Peranzetta (Rio de Janeiro, 21/4/1946) é conhecido por imprimir criatividade e delicadeza às suas performances. Ele iniciou sua carreira musical em 1964, acompanhando diversos artistas, como Elizeth Cardoso, Maria Creuza, Antônio Carlos e Jocafi, Gonzaguinha, Simone, Edu Lobo e Ivan Lins. Com este último, aliás, trabalhou por dez anos. Durante sua carreira, recebeu inúmeros prêmios e contabiliza 33 álbuns solo, além de centenas de discos gravados para diversos artistas como pianista, produtor e arranjador. Compõe também trilhas sonoras para filmes e séries de televisão, e seu currículo também inclui apresentações nos EUA, Japão, Espanha (onde morou por três anos) e Alemanha, entre outros países. Na década de 1960, Gilson Peranzetta, formou o grupo Tema 3, integrado por ele ao piano, Luiz Roberto no baixo e Atayde na bateria. E foi com esta formação, em 1969, que o trio gravou este “Madrugada 1:30”, que o TM oferece hoje a seus amigos cultos e ocultos. Os arranjos e o violão ficaram por conta de Alberto Arantes, e no repertório constam sucessos de época (“Andança”, “Walk on by”, “Fool on the hill”, “Sá Marina”) e composições até então inéditas (“Trem da manhã branca”, “Afro”, “Ela vem de volta”, ZonD 5”). Há também músicos convidados, como o flautista Nicolino Cópia, o Copinha, o pistonista Carlos Cruz  e o Quinteto Carlos Gomes. A produção foi de Norival Reis, o Vavá, que também escreveu o texto da contracapa. Enfim, mais um disco de qualidade que o TM possui a grata satisfação de oferecer. Confiram. 

andança
grão de café
walk on by
ela vem de volta
sabiá
zond 5
the fool on the hill
sá marina
trem da manhã branca
afro
amazonas
watch what happens



* Texto de Samuel Machado Filho 

Liverpool – Marcelo Zona Sul TSO (1970)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Dentro da nossa diversidade fonomusical, temos para hoje um compacto triplo, disco da trilha sonora do filme Marcelo Zona Sul, de Xavier de Oliveira. Este filme nacional estreou em 1970 e teve grande sucesso entre os jovens. Trazia, como protagonista da história os então jovens atores Stepan Nercessian e Francoise Forton. A trilha sonora é executada pelo conjunto Liverpool, ou Liverpool Sound, como está escrito nos créditos do filme. Este, por sinal e para nossa felicidade pode ser encontrado na íntegra, no Youtube. O disquinho, um compacto, virou hoje peça rara de colecionador. Vale a pena conferir, tanto o filme quanto as músicas da trilha.

renata
dança da chuva
canção da volta
marcelo
fossa de marcelo
excinting posters


.

Eumir Deodato – Os Catedráticos (1966)

Pianista, compositor, arranjador e produtor musical, Eumir Deodato de Almeida nasceu no Rio de Janeiro em 22 de junho de 1943. Participou da bossa nova e da efervescência do samba jazz no início da década de 1960, estabelecendo-se como requisitado arranjador. Em 1964, reuniu vários nomes famosos do samba jazz, como Geraldo Vespar, Wilson das Neves, Dom Um Romão e Ivan Conti (o baterista Mamão) para formar o grupo Os Catedráticos, com quem lança quatro LPs, inclusive este que o Toque Musical traz para seus amigos cultos e ocultos, editado pela Equipe em 1966. Em 1967, radicou-se nos EUA, onde trabalharia com diversos nomes de relevo da música mundial, como Aretha Franklin, Wes Montgomery e Frank Sinatra. Na década seguinte, conseguiu gravar e lançar seus discos internacionalmente, obtendo sucesso também como intérprete, com uma versão da introdução do poema sinfônico “Also sprach Zarathustra”, de Richard Strauss. Trabalhou em quase 500 discos, escreveu trilhas sonoras para vários filmes e recebeu diversos prêmios, entre eles 16 discos de platina e um Grammy, sendo considerado uma personalidade internacional no mercado norte-americano de música. Neste quarto álbum dos Catedráticos, temos músicas bastante conhecidas em ritmo de samba jazz, tais como “Ai que saudade da Amélia”, “Samba de verão” e “Tristeza”, grande sucesso de carnaval em 1966. É mais uma raridade que o TM apresenta com a satisfação de sempre.

ai que saudade da amélia
fora de tempo
samba de verão
começou a brincadeira
os grilos
até de cavalinho
ainda mais lindo
gente
mesmo amor
feitinha pro poeta
tristeza
 

*Texto de Samuel Machado Filho