Mário Marcos (1968)

Hoje vamos de compacto… E aqui temos Mario Marcos, artista que integrou o grupo Os Caçulas nos anos 60. Se destacou como compositor na música “Como vai você”,  em parceria com seu irmão, o cantor Antôni Marcos, sucesso na voz de Roberto Carlos, em 1972. A partir dos anos 70, afastou-se dos vocais para se tornar compositor. Escreveu canções populares gravadas por Chitãozinho e Xororó e também pela Xuxa. Ao que se sabe, lançou nos anos 80 um disco solo pela Continental.
Aqui temos ele neste compacto simples, quando ainda era integrante dos Caçulas, lançado em 1968 pelo selo RCA Victor, trazendo duas de suas canções autorais. 
 
meu brinquedinho
cara de pau
 
 
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Oliveira E Seus Black Boys – Em Novas Travessuras Musicais (1962) 

Temos aqui uma reprise compacta, literalmente. Trazemos mais uma vez Oliveira e Seus Black Boys, agora numa versão resumida de um disco já apresentado aqui há mais de 10 anos. Aqui, um compacto duplo apresentando quatro músicas que fazem parte do lp “Em Novas Travessuras Musicais”. Como todos sabem, os compactos eram muito usados para essas preliminares, ou seja, eram lançados antes do lp para serem apresentados as rádios e também vendidos ao público com uma forma de avaliar a aceitação e até mesmo medir o investimento na produção de um álbum. 
Pois bem, como já havímos dito na postagem do lp, este era um grupo liderado pelo saxofonista Antonio Oliveira de Souza. Formado em 1961, exclusivamente com músicos negros e da melhor qualidade. O repertório era bem variado, indo do samba ao twist, cha cha cha, bolero e fox. Música para festa e para dançar. Certamente eles embalaram muitas festas, bailes e casas noturnas. Confiram…
 
liberdade demais
dang dang
pizzicati pizzicato
bongô no cha cha cha
 
 

Jorge Mello – Felicidade Geral (1972)

Fechando o mês com mais uma raridade, desta vez trazendo o cantor e compositor Jorge Mello neste que foi o seu primeiro disco, lançado em 1972 pelo selo Sinter. Já tivemos a oportunidade de apresentar um de seus trabalhos aqui no Toque Musical. E agora, mais uma vez, vamos com este compacto intitulado “Felicidade Geral”, com quatro composições próprias. Disquinho bacana, com uma pegada setentista, cheio de guitarras. Fusão de rock e baião. Confiram no GTM…
 
felicidade geral
vera lúcida
se preciso você chora
galope na beira do mar
 
 
 

Renato Corte Real – Carlos Cará (1965)

Aproveitando a ‘deixa’, vamos aqui com um compacto apresentado e sugerido pelo amigo Fares. Um disquinho que cabe como uma luva em nosso Toque Musical, com certeza :). Podemos dizer que é um documento dos anos 60 onde temos o saudoso humorista Renato Corte Real apresentando sua versão para a música de João do Vale, “Carcará”. Uma paródia que faz mais sentido dentro do contexto da época e assim quem mais vai curtir isso são aqueles que viveram esses tempos. Este comapcto de 1965 é um verdadeiro documento histórico do humor e da televisão brasileira. Gravado no auge do sucesso do programa “O Fino da Bossa” que era apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues. E é Elis quem entrevista Renato para que na sequencia ele mesmo cante sua versão de Carcará. Momento de humor daquele lendário programa de música popular brasileira. Vale a pena ouvir…
 
entrevista
carlos cará
 
 
 

The Jet Black’s – No Festival De San Remo (1965) 

Procurando um The Jet Black’s, acabei achando outro. Aqui, um compacto duplo trazendo cinco músicas de sucesso do lendário festival italiano de San Remo. Disco gravado em 1965 e lançado pelo selo Chantecler. É bom frisar que o conjunto não esteve nesse festival. A ideia da gravadora talvez tenha sido essa para levantar ainda mais a moral do grupo. Mas trata-se apenas de versões instrumentais, que por sinal ficaram muito boas. Confiram…
 
si vedrà
amici miei
se piangi se ridi
non a caso il destino ci ha fatto incontrare
prima o poi
 
 
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Os Iguais (1967)

Vamos aqui com o quarteto vocal Os Iguais, grupo musical formado por Apolo Mori, Marcelo Gastaldi, Mario Lucio de Freitas e Antonio Marcos, este último que todos conhecemos, se tornou um cantor famoso e foi casado com a cantora Vanusa. Os Iguais atuaram por pouco tempo, mas fizeram um relativo sucesso dentro da onda da Jovem Guarda. Verificando aqui percebo que já havíamos postado esse disquinho há 16 anos atrás, quando o TM ainda usava fraldas. Mas creio que vale a pena ouvir de novo, não é mesmo? Confiram…
 
romance de uma caveira
volte
 
 
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Bangú – Campeão De 1966 (1966) 

Hoje vamos com esta curiosidade fonográfica… Vez por outra trazemos discos relacionados a times de futebol e nesta temos o prazer de apresentar o compacto do tradicional clube carioca, Bangu Atlético Clube. Este disquinho é de uma época em que o Bangu era um time que se destacava em campeonatos nacionais e internacionais. Embora nos tempos atuais não figure entre os times da elite do funtebol brasileiro, é sempre lembrando pelo seu pioneirismo, dos quais, o maior mérito foi ter sido o primeiro time de futebol a ter jogadores negros. O Bangu também foi o primeiro clube futebolistico a ter viclulo com uma escola de samba, a Unidos de Bangu. Este compacto é hoje em dia uma raridade que todo tocerdor/colecionador deseja ter. Confiram…
 
hino ao bangu a.c.
carnaval em bangu
bangu gigante
bangu campeão
 
 
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Aladdin Band (1976) 

Seguimos ainda nos compactos. Desta vez trazendo o Aladdin Band, grupo musical liderado por Romeu Montovani Sobrinho, conhecido nas rodas por Aladdin, músico que começou a carreira nos anos 50 e foi também integrante do conjunto The Jordans. Já apresentamos aqui no Toque Musical um outro disco do Aladdin Band, de 1968 e agora trazemos este compacto, lançado em 1976 pelo selo Crazy e também com uma nova formação. Este conjunto fez mais sucesso em São Paulo, tocando em casas noturnas e bailes.Aladdin até algum tempo atrás ainda estava na ativa sendo sempre lembrado por conta de sua banda The Jordans.
 
love me tender
wake up love
 
 
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Reinol De Oliveira (1967)

E aqui temos hoje este obscuro compacto que nos chega sem nenhuma referência, além do que temos no prórprio disquinho. Reinol de Oliveira é o nome do artista, um cantor e compositor que se apresenta com duas boas músicas, um samba e uma toada a la Booker T. Disquinho lançado por um selo também tão obscuro quanto o artista. Pelo carimbo da rádio percebe-se que é de 1967. Confiram porque vale a pena…
 
esperando a chuva
menino triste
 
 
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Neuci (1962) 

Temos para hoje este raríssimo compacto apresentando Neuci Ramos da Silva, tetracampeão de basquete pelo Botafogo, conhecida como a “Pequena Notável” e “Garrincha do basquete”. Foi um importante jogadora brasileira de basquete e também de volei. Se tornou muito popular e se descobriu também na música. Brilhou como cantora e também como apresentadora de televisão, carreiras que seguiu no inicio dos anos 60. Este foi seu primeiro disco lançado em 1962, um sete polegadas duplo, no qual ela vem acompanda pela orquestra de Carlos Monteiro. Dona de uma bela voz, viria a lançar dois anos depois um excelente e também raro lp, “A Estrelinha Solitária”, título que fazia referência ao Botafogo. Em breve publicaremos também o lp, pois é uma artista que vale a pena conhecer.
 
final
quando chegares
bom dia
olhos do mundo
 

Os Abstratos (1968)

Mais um compacto raro que apareceu por aqui. Os Abstratos, um dos muitos grupos musicais jovens dos anos 60. Ao que tudo indica, gravaram apenas este compacto pelo selo Mocambo e lançado em 1968. Infelizmente não há nenhuma informação sobre eles disponível além desse disquinho. Certamente alguém uma hora vai aparecer por aqui nos passando essa informação. Por hora, são somente Os Abstratos, literalmente abstratos. Ainda assim, pela capa e pela escolha das músicas já dá para sentir que se tratava de um grupo diferenciado…
 
a revolução
achei meu amor (every little thing)
 
 
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O Soneto (1968)

Mais um compacto raro que você só vai encontrar aqui. Temos desta vez o grupo vocal O Soneto. Uma tremenda raridade nos dias atuais. Seguindo as pouquíssimas informações, o que sabemos é que foi um quarteto vocal do final da década de 60 que transitava entre a bossa nova, o samba-jazz e a mpb. Também participaram de festivais, mas curiosamente não temos nenhum registro  sobre eles, nem seus nomes. Mesmo assim, vale a pena conhecer. O disquinho traz duas música, “Garota Esquerdinha”, de Amaury Tristão e Mário Telles e No Brilho da Faca”, de Wagner Tiso, Novelli e Paulo Sergio Valle.
 
no brilho da faca
garota esquerdinha
 
 
 

Marcos Moran (1970)

Desta vez trazemos Marcos Moran, cantor e compositor capixaba que iniciou sua carreira nos anos 60 cantando bossa nova em casas noturnas do Rio de Janeiro. Gravou vários compactos ainda nessa década passando pelo rock, soul music e depois virou interprete de sambas-enredo. Aqui temos ele cantando “Juliana”, de Antonio Adolfo e Tiberio Gaspar e “Você anda a solta”, de Ruy Maurity. Compacto lançado pelo selo Caravelle, provavelmente em 1970.

 
juliana
você anda a solta
 
 
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Joâo Arnaldo E Os Carcarás (1967)

Hoje trazemos um daqueles disquinhos que só podiam ser apresentados no blog Toque Musical. Falou que é música para ouvir com outros olhos, é aqui mesmo! Então, eis que aparece este compacto simples, lançado, ao que tudo indica em 1967 e de forma quase independente através de um obscuro selo, Astor. Pelo nome, talvez tenha sido algum projeto fonográfico do trombonista, arranjador e maestro Astor Silva. Mas, enfim, o que temos é João Arnaldo, cantor e compositor, acompanhado do conjunto Os Carcarás, apresentando duas músicas, uma autoral e outra, uma versão de um sucesso internacional.
Não há informações disponíveis sobre este artista além de postagens no Youtube. De qualquer forma, para quem gosta de curiosidades do gênero Jovem Guarda, eis aqui um bom exemplar. Confiram no GTM.
 
volte meu bem
baby
 
 
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Gazineo (1973)

Seguimos com mais uma série de compactos e desta vez (e sem querer) fazendo uma re-postagem, ou seja, trazendo um disco/artista o qual já havíamos publicado. Mas é que o disquinho apareceu por aqui e justamente quando já estava na linha de montagem percebi que já o havia postado. Não lembrei por conta de que na primeira vez ele não trazia a capinha. Mas vou aqui repostando também parte do texto. Por minhas convicções políticas, acho que nem merecia essa atenção, mas vamos dar uma colher de chá… Dizia eu na postagem: Não sou muito fã de discos de 7 polegadas sem capa, infelizmente esses disquinhos a gente quase nunca encontra com capa e quando encontra é com uma capinha genérica, aquela com o furo no meio para se ver o selo. E quase sempre, quando estão com essa capinha, está sempre trocada. Disquinhos assim, a gente só consegue avaliar colocando para tocar. E eu tenho uma porção desses discos que ainda preciso descobrir. Só mesmo promovendo esses ‘períodos temáticos’ para me fazer mexer nos arquivos físicos e explorar aqueles discos que ainda não tive tempo de ouvir. Aqui um bom exemplo… Este é um compacto do cantor baiano Carlos Gazineo, um artista que tem estado presente na cena da MPB desde o final dos anos 60. Só mesmo quem é da área, quem é baiano, talvez, conheça ou se lembre dele. Um cantor premiado em vários festivais, cantou nos mais diversos programas de televisão e casas de shows, além dos jingles para a JS Discos. Sua primeira aparição está no no lp “I Festival do Samba da Bahia, de 1967 (disco este já apresentado aqui no Toque Musical), ao lado do Inema Trio e também no compacto duplo com músicas do sambista Batatinha, onde aparece em duas faixas. Nos primeiros anos da década de 70 ele foi contratado pela Odeon como sambista e grava então este que foi seu primeiro compacto e talvez o seu disco de maior sucesso. Nele ficou registrado “Liso, leso e louco”, composição da dupla Antonio Carlos e Jocafi, que também cuidaram da sua produção. Do outro lado, o samba “Falsa cabrocha”, de Luiz Berimbau. “Liso leso e louco” tocou muito nas rádios e chegou a ser conhecida internacionalmente. Essas duas músicas seriam, na sequencia, lançadas em uma coletânea de sambas da gravadora (Só Sucessos Vol. 12). Gazineo seguiria sua carreira de sucesso gravando outros compactos. Seu primeiro e único lp ele só veio a gravar em 1984, “Cantando sorrindo”, uma produção independente na qual ele aparece como Carlos Vicente. Depois disso viriam os cds e trabalhos com produção. Hoje, parece, está aposentado, curtindo a vida dentro de uma piscina, pelo menos é o que mostra o seu perfil no Facebook. Confesso que quase desisti desta postagem quando vi no Facebook a sua postura política. Enfim, ainda bem que estamos falando do passado. Melhor beber o vinho do que falar do vinagre.
 
falsa cabrocha
liso leso e louco
 
 

Catulo De Paula – Músicas Do Filme Três Cabras Do Lampião (1962)

Aqui temos novamente no Toque Musical, Catulo de Paula, cantor, compositor e ator em um compacto ultra raro, trazendo a trilha de um filme que também é uma raridade do cinema nacional. “Três Cabras do Lampião é um longa metragem de 1962, produzido e dirigido por Aurélio Teixeira. Catulo de Paula participa como ator e também é o autor da trilha, no caso, as quatro músicas que fazem parte deste compacto duplo. Vale muito a pena assistir o filme e também ouvir essa trilha, que o amigo culto e oculto poderão encontrar no GTM. Confiram…
 
vida ruim
os olhos da cabocla
minha fulô
olhos tristes
 
 
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Wilson Simonal (1964)

Embora tenhamos uma dezena de discos compactos a espera de serem postados, vamos hoje com este disquinho do Wilson Simonal para irmos acelerando as publicações que estão bem atrasadas. Por certo, Simonal merece nossa atenção, mas teria sido melhor apresentar dele um lp, pois os compactos são apenas prévias de seus discos. O que vale para este que antecipa o lançamento de seu lp “A Nova Dimensão do Samba, lançdo em 1965 pela Odeon. No disquinho, compacto simples, temos duas grandes obras da Bossa Nova… 
 
nanã
lobo bobo
 
 
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Grupo Zanzibar (1967)

Dando sequencia às nossas curiosidades e raridades fonomusicais, temos desta vez um raríssimo e obscuro compacto simples, lançado em 1967 através de selo possivelmente regional chamado Elpa. Geralmente selos brancos dessa época eram exclusivamente para fins promocionais e é o que consta nele, pois comercialmente ele foi lançado por essa mesma gravadora(?) com o selo azul. Tão desconhecido quanto o selo é também o Grupo Zanzibar. Não há em parte alguma informações disponíveis sobre ele. O que podemos supor, considerando o nome do grupo e também as duas músicas, é que se trata de uma produção baiana. Um grupo vocal apresentando duas músicas, que para a época trazia o velho e o novo, no caso, abrindo pelo lado A, a música “Vou vender meu barco”, de Marinho Costa Lima e Valentim dos Santos, gravada originalmente pelo Quarteto Quitandinha, em 1946 e do lado B, a então recente “Procissão”, de Gilberto Gil, que foi lançada em seu primeiro lp também naquele ano de 1967. Sem dúvida, trata-se de uma tremenda raridade e que por certo, pouca gente conhece. 
 
vou vender meu barco
procissão
 
 
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Elis Regina (1965)

Tinha por certo que havia postado no Toque Musical este compacto da Elis Regina. Mas, acho que acabei não fazendo isso por conta de outros discos que já estavam na fila de espera. Na verdade, não é nada tão raro assim, considerando a grandeza da cantora que tem sua discografia sempre disponível e talvez, já tenhamos até apresentado aqui através de outros discos. Confesso que nem cheguei a pesquisar entre nossas centenas e milhares de postagens. De qualquer forma, já que estamos nesse embalo de publicações de compactos, vamos aqui com mais uma dose de Elis, pois essa não enjoa, ao contrário, quanto mais melhor. Vale também pela curiosidade daqueles que não conhecem esse disquinho, compacto simples, lançado pelo selo Philips em 1965. E como já podemos ver na capinha, trata-se da divulgação da música “Arrastão”, de Edu Lobo e Vinícius de Moraes, a qual a cantora defendeu na segunda eliminatória do I Festival de Música Popular Brasileira realizado pela TV Excelsior. No lado B do disquinho, outra música de Edu Lobo, desta vez em parceiria  com Ruy Guerra, “Aleluia”. Vale a pena ouvir e baixar através do no GTM. Confiram…
 
arrastão
aleluia
 
 

Lampião Rei Do Cangaço – TSO (1964)

Seguindo em nossas postagens de discos raros, aqui temos um compacto duplo da Fermata. Coisa realmente rara, por se tratar de disco de trilha de filme. Antes de tudo, é bom lembrar que qualquer disco de sete polegadas com mais de duas músicas eram considerados duplos. Simples, só quando traziam duas músicas, No caso deste disquinho temos seis faixas, ou, seis músicas. 
Como se pode ver pela capa, trata-se da trilha sonora do filme “Lampião Rei do Cangaço”, filme também raro, dirigido por Carlos Coimbra, trazendo como atores prinicpais Leonardo Vilar, Vanja Orico, Dionisio de Azevedo, Gloria Menezes e Milton Ribeiro. A trilha é composta, quase toda por Catulo de Paula. Obviamente, explorando temas nordestino. Disquinho porreta, que vale a pena ouvir e conhecer. Confiram…
 
é lampa
lá vem virgulino
maria bonita
bumba meu boi
canção da tristeza
a viola está chorando
 
 
 

Bicudinho E Suas Netinhas (1969) 

Desta vez vamos como um disquinho voltado para o público infantil. Temos aqui “Bicudinho e suas netinhas”, disquinho lançado no final dos anos 60 pelo selo Equipe. Trata-se de uma raridade da música infantil brasileira focado em datas comemorativas, sendo distribuido em escolas e lojas de presentes na proximidade do Dia das Mães. Geralmente esse tipo de disco parte de algum personagem de programa infantil, mas não é este o caso. Trata-se, na verdade, de um pseudônimo artístico criando pela gravadora, voltado exclusivamente para o mercado de discos infantis. Hoje em dia é umdisquinho muito procurado por colecinadores.
 
para a mamãe
a flor
 
 
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Os Vips (1966)

Trazemos hoje a dupla Os Vips, formada em 1964 pelos irmãos paulistas Ronald e Márcio Antonucci. O duo nasceu por acaso, nos bastidores da TV Tupi, num programa de auditório. Segundo contam eles se cantavam individualmente, mas por conta da falta de tempo e para agilizar o programa, o diretor sugeriu que eles se apresentassem juntos. O nome, Os Vips foi inspirado em um filme que fazia sucesso na época. Tudo aconteceu de improviso ede forma espontânea. E nessa apressentação já foram contratados pela Continental. Este compacto saiu em 66 e foi nele que fizeram sucesso cantando a música “A Volta” de Roberto e Erasmo Carlos.
 
a volta 
iá iá ô
 
 
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Ely Camargo (1963)

Trazemos agora este compacto simples de uma das nossas grandes artistas, a cantora e folclorista goiana,  Ely Camargo. Já apresentamos vários discos dela em nosso Toque Musical. É, sem dúvida, uma das nossas favoritas. Aqui temos dela este compacto da Chantecler lançado em 1963, disco este onde temos duas músicas, sendo a primeira, “História triste de uma praiera”, lançada em seu primeiro lp e a segunda, “Noites goianas”, que viria a compor seu segundo lp, de 1963. O compacto foi um lançamento comercial estratégico da gravadora que usou este como um elo entre seus dois primeiros lps. Duas canções maravilhosas, clássicos, por certo, de nosso cancioneiro popular.
 
história triste de uma praieira
noites goianas
 
 
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Nelsinho (1966) 

Aqui, o outro compacto de Nelsinho, gravado na CBS em 1965 e lançado no ano seguinte. Também, um compacto duplo e mantendo o mesmo estilo e vibração. Outro disco raro que alguns poucos JDs e colecionadores se gabam de possuir. Sambalanço da melhor qualidade. Vale muito a pena conferir e aqui no Toque Musical vocês já sabem, o pacote vem completo, ou seja, no GTM o arquivo em mp3 traz também imagens da capa, contracapa e selo. Afinal, música não foi feita apenas para ouvir e aqui nosso lema é ouvir música com outros olhos. Confiram…
 
isquindim-dim
vai deixar de mim
babalaô
o tempo bom que passou
 
 
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Nelsinho (1964)

Há algum tempo atrás, dois compactos deste artista chegou aqui no Toque Musical. Não haviam ainda sido apresentados por conta da minha constante falta de tempo. Depois percebi que havia mais um entrave… Embora já conhecesse algumas de suas interpretações, não conhecia o artista e seus discos. Na verdade, entendi que Nelsinho é ainda hoje um grande mistério para o grande público. Pesquisando, entendi que se trata de um cantor e percussionista que atuou nos anos 60, na era de ouro do chamado “sambalanço”. Seus dados pessoais e artísticos não aparecem em nenhuma fonte pela internet. Ele faz parte de uma geração de músicos de talento da noite carioca e paulistana que gravaram poucos discos e no caso dele, parece ter se limitado aos discos compactos. Do pouco que encontrei, vi que ele só gravou mesmo dois compactos. Numa nota que se repete em alguns sites de música popular brasileira diz que “Nelsinho atuava prinicpalmente na noite como cantor e percussionista. Sua identidade musical estava profundamente ligada ao movimento do sambalanço – vertente altamente dançante que unia a batucada e a síncope do samba tradicional com a sofisticação harmônica da Bossa Nova, a pressão dos sopros do jazz e o balanço do soul norte-americano.” Ainda, “sua voz ágil, somada ao domínio do ritmo, chamou a atenção de gravadoras em meados da década de 60. Embora não tenha alcançado o estrelato de artístas como Ed Lincoln ou Jorge Ben, Nelsinho era altamente respeitado no circuito de bailes e estúdios pela sua precisão rítmica.” E por conta dessas e outras, da raridade que são seus registros hoje em dia, seus discos se tornaram objeto de desejo de muitos colecionadores e principalmente DJs internacionais. Ainda aqui e de última hora encontrei algumas outras referências a respeito de Nelsinho, presente também em alguns projetos fonográficos coletivos e festivais. Mas o que vale mesmo são esse seus dois compactos. Aqui, apresento este de 1964, lançado pelo tradicional selo/gravadora Continental, que erroneamente aparece como sendo de 65. Compacto duplo produzido por Diogo Mulero, mais conhecido no meio fonográfico da época como Palmeira. 
 
luê… luê…
nego bamba
então… joão chorou
lamento ao mar
 
 

Garoto – Vibra Em Bossa Nova (1965)

Mais um compacto raro que não poderia faltar aqui no nosso Toque Musical. Temos desta vez Altivo da Luz Penteado, o Garoto do vibrafone. Ele foi um talentoso instrumentista que marcou a transição do samba-jazz e do choro para a Bossa Nova, no início dos anos 60. Do pouco que temos sobre ele, sabemos que foi um vibrafonista que acompanhou orquestras e conjuntos. O texto de contracapa deste compacto duplo já nos traz um pouco de informações. Este, ao que parece, foi seu único disco, embora tenha gravado outros como músico de estúdio, acompanhando outros artistas. O disquinho que temos aqui traz uma fusão elegante e percussiva do vibrafone com o balanço da bossa. Temos nele quatro faixas, sendo que uma das músicas é de sua própria autoria. Um trabalho dos mais interessantes e raros, lançado pela Fermata, com o selo Farroupilha. Confiram essa raridade…
 
melancolia
a onda é bossa
joão sebastião bach
isto é bossa nova
 
 
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Niva – Enquanto O Sono Não Vem (1964)

Aqui temos outro compacto, uma colaboração do amigo culto Rafael Molive. Trata-se da cantora paulista Niva Marques, artista que iniciou carreira no rádio nos anos 50. Ficou conhecida como “A Voz Romance de São Paulo” Seu estilo era focado no samba-canção, boleros e música romantica. Ela atuou nos anos 50 e 60 e gravou pouco. Ao que se sabe, apenas este compacto e dois discos de 78 rpm. Mesmo assim foi uma artista bem popular. Confiram aqui este o compacto duplo gravado em 1964, pelo selo Copacabana.
 
enquanto o sono não vem
por acaso
rancho do boemio
franqueza
 
 

Os Poligonais – A Bossa Dos Poligonais (1965)

Trazemos mais uma vez um raro disquinho. Um compacto duplo do conjunto Os Poligonais. Este foi o disco de estreia deste conjunto instrumental, lançado em 1965 pelo obscuro selo Sawaya. O sucesso e o repertório desse compacto impulsionaram o grupo a gravar o seu aclamado álbum, ‘long-play’ lançado no ano seguinte pelo selo Farroupilha. Como a qualidade da imagem um tanto sofrível, para alguns pode ser difícil a leitura, assim, segue a baixo a transcrição: 
Segundo antigo provérbio: “Os pássaros com a mesma plumagem estão sempre juntos”. Verdade, sempre aplicável. Assim, de há uns dois anos para cá, os universitários Vidal Sbrighi e Vicente de Paula Salvia, apaixonados por música, habituaram-se unir um grupo de amigos, Edmar Tony, Alvaro Galati e Pedro Eduardo, como êles, amantes da música. Distraiam-se tocando em conjunto, fazendo arranjos e mesmo compondo. Talento não lhes faltava. Basta dizer que todos dominavam com perfeição diversos instrumentos: Vidal: Clarinete, Saxofone, Piano, Harmônica, Violão – Vicente: Piano, Celeste, Harmônica, Marimba – Edmar: Guitarra, Contra-Baixo – Alvaro: Contra-Baixo – Pedrinho: Bateria. Nada faltava, para que dali surgisse, expontâneamente um conjunto rítmico fadado ao sucesso. Criando um estilo moderno e original ao compor e executar, cumpria agora encontrar um nome adequado ao conjunto, pois, segundo êles mesmos, não desejavam formar um conjunto “quadrado”. Daí o nome de “Os Poligonais”, nome original do conjunto que apresentamos ao público atravéz de seu primeiro disco (A bossa dos Poligonais). Suas composições e estilo de execução, estamos certo será do agrado de todos, pois a harmonia e ritmo inspiram a todos em todos os sentidos. Nesta gravação tocam: Vidal: Sax – Vicente: Piano, Celeste – Edmar: Guitarra, Violão – Alvaro: Contra-baixo – Pedrinho: Bateria – Vocal a cargo de: Mário Sergio, Odair, Odracyl, Luiz Carlos e Alvaro. Estão de parabéns êstes jovens valores que despontam no mundo da música e dos discos, e o sucesso será o prêmio dêstes rapazes que se esforçam para apresentar ao público o melhor de si mesmos.

OLIVEIRA NETTO

teleco diferente
tempo limitado
interrogação
areia 
romeu e julieta

Gabriela (1967)

Seguimos aqui com mais um compacto, lançado pelo selo Fermata, em 1967. Este disquinho registra duas canções que fizeram parte e se destacaram em festivais, sendo esses o II Festival Internacional da Canção – Rio e o III Festival da Música Popular Brasileira, todas as duas defendidas pela cantora Grabriela e com arranjos e regências de Rogério Duprat. Um excelente compacto que merece o nosso toque musical. Confiram…
 
balanço do vento 
brinquedo
 
 
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Daisy Guastini – Canção Que A Madrugada Inspirou (1962)

Saímos um pouco dos discos de forró e vamos para outras raridades da música popular, em compactos e lps. E aqui temos, envido pelos nossos incansáveis amigos cultos, Daisy Guastini neste compacto de 1962 lançado pelo selo RGE. Este disquinho marca um dos melhores momentos de Daisy, cantora que iniciou sua carreira ainda nos anos 50. Como podemos ver, o disquinho é um compacto duplo, ou seja, com quatro faixas/música. Nele temos um bom exemplo de três gêneros musicais bem populares da época, a marcha rancho, o bolero e o samba canção, nesse último se destaca um samba bossa nova, “Fim do dia”, de José Guimarães e Gerson Caetano. Daisy Guastini é uma cantora, infelizmente, pouco lembrada. E essa é uma boa razão para postarmos um disco dela em nosso Toque Musical. Confiram…
 
canção que a noite inspirou
fim do dia 
eu sabia
eu quero saber se sou feliz
 
 
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