Seguindo em nossas postagens de discos raros, aqui temos um compacto duplo da Fermata. Coisa realmente rara, por se tratar de disco de trilha de filme. Antes de tudo, é bom lembrar que qualquer disco de sete polegadas com mais de duas músicas eram considerados duplos. Simples, só quando traziam duas músicas, No caso deste disquinho temos seis faixas, ou, seis músicas.
Como se pode ver pela capa, trata-se da trilha sonora do filme “Lampião Rei do Cangaço”, filme também raro, dirigido por Carlos Coimbra, trazendo como atores prinicpais Leonardo Vilar, Vanja Orico, Dionisio de Azevedo, Gloria Menezes e Milton Ribeiro. A trilha é composta, quase toda por Catulo de Paula. Obviamente, explorando temas nordestino. Disquinho porreta, que vale a pena ouvir e conhecer. Confiram…
Desta vez vamos como um disquinho voltado para o público infantil. Temos aqui “Bicudinho e suas netinhas”, disquinho lançado no final dos anos 60 pelo selo Equipe. Trata-se de uma raridade da música infantil brasileira focado em datas comemorativas, sendo distribuido em escolas e lojas de presentes na proximidade do Dia das Mães. Geralmente esse tipo de disco parte de algum personagem de programa infantil, mas não é este o caso. Trata-se, na verdade, de um pseudônimo artístico criando pela gravadora, voltado exclusivamente para o mercado de discos infantis. Hoje em dia é umdisquinho muito procurado por colecinadores.
Trazemos hoje a dupla Os Vips, formada em 1964 pelos irmãos paulistas Ronald e Márcio Antonucci. O duo nasceu por acaso, nos bastidores da TV Tupi, num programa de auditório. Segundo contam eles se cantavam individualmente, mas por conta da falta de tempo e para agilizar o programa, o diretor sugeriu que eles se apresentassem juntos. O nome, Os Vips foi inspirado em um filme que fazia sucesso na época. Tudo aconteceu de improviso ede forma espontânea. E nessa apressentação já foram contratados pela Continental. Este compacto saiu em 66 e foi nele que fizeram sucesso cantando a música “A Volta” de Roberto e Erasmo Carlos.
Trazemos agora este compacto simples de uma das nossas grandes artistas, a cantora e folclorista goiana, Ely Camargo. Já apresentamos vários discos dela em nosso Toque Musical. É, sem dúvida, uma das nossas favoritas. Aqui temos dela este compacto da Chantecler lançado em 1963, disco este onde temos duas músicas, sendo a primeira, “História triste de uma praiera”, lançada em seu primeiro lp e a segunda, “Noites goianas”, que viria a compor seu segundo lp, de 1963. O compacto foi um lançamento comercial estratégico da gravadora que usou este como um elo entre seus dois primeiros lps. Duas canções maravilhosas, clássicos, por certo, de nosso cancioneiro popular.
Aqui, o outro compacto de Nelsinho, gravado na CBS em 1965 e lançado no ano seguinte. Também, um compacto duplo e mantendo o mesmo estilo e vibração. Outro disco raro que alguns poucos JDs e colecionadores se gabam de possuir. Sambalanço da melhor qualidade. Vale muito a pena conferir e aqui no Toque Musical vocês já sabem, o pacote vem completo, ou seja, no GTM o arquivo em mp3 traz também imagens da capa, contracapa e selo. Afinal, música não foi feita apenas para ouvir e aqui nosso lema é ouvir música com outros olhos. Confiram…
Há algum tempo atrás, dois compactos deste artista chegou aqui no Toque Musical. Não haviam ainda sido apresentados por conta da minha constante falta de tempo. Depois percebi que havia mais um entrave… Embora já conhecesse algumas de suas interpretações, não conhecia o artista e seus discos. Na verdade, entendi que Nelsinho é ainda hoje um grande mistério para o grande público. Pesquisando, entendi que se trata de um cantor e percussionista que atuou nos anos 60, na era de ouro do chamado “sambalanço”. Seus dados pessoais e artísticos não aparecem em nenhuma fonte pela internet. Ele faz parte de uma geração de músicos de talento da noite carioca e paulistana que gravaram poucos discos e no caso dele, parece ter se limitado aos discos compactos. Do pouco que encontrei, vi que ele só gravou mesmo dois compactos. Numa nota que se repete em alguns sites de música popular brasileira diz que “Nelsinho atuava prinicpalmente na noite como cantor e percussionista. Sua identidade musical estava profundamente ligada ao movimento do sambalanço – vertente altamente dançante que unia a batucada e a síncope do samba tradicional com a sofisticação harmônica da Bossa Nova, a pressão dos sopros do jazz e o balanço do soul norte-americano.” Ainda, “sua voz ágil, somada ao domínio do ritmo, chamou a atenção de gravadoras em meados da década de 60. Embora não tenha alcançado o estrelato de artístas como Ed Lincoln ou Jorge Ben, Nelsinho era altamente respeitado no circuito de bailes e estúdios pela sua precisão rítmica.” E por conta dessas e outras, da raridade que são seus registros hoje em dia, seus discos se tornaram objeto de desejo de muitos colecionadores e principalmente DJs internacionais. Ainda aqui e de última hora encontrei algumas outras referências a respeito de Nelsinho, presente também em alguns projetos fonográficos coletivos e festivais. Mas o que vale mesmo são esse seus dois compactos. Aqui, apresento este de 1964, lançado pelo tradicional selo/gravadora Continental, que erroneamente aparece como sendo de 65. Compacto duplo produzido por Diogo Mulero, mais conhecido no meio fonográfico da época como Palmeira.
Mais um compacto raro que não poderia faltar aqui no nosso Toque Musical. Temos desta vez Altivo da Luz Penteado, o Garoto do vibrafone. Ele foi um talentoso instrumentista que marcou a transição do samba-jazz e do choro para a Bossa Nova, no início dos anos 60. Do pouco que temos sobre ele, sabemos que foi um vibrafonista que acompanhou orquestras e conjuntos. O texto de contracapa deste compacto duplo já nos traz um pouco de informações. Este, ao que parece, foi seu único disco, embora tenha gravado outros como músico de estúdio, acompanhando outros artistas. O disquinho que temos aqui traz uma fusão elegante e percussiva do vibrafone com o balanço da bossa. Temos nele quatro faixas, sendo que uma das músicas é de sua própria autoria. Um trabalho dos mais interessantes e raros, lançado pela Fermata, com o selo Farroupilha. Confiram essa raridade…
Aqui temos outro compacto, uma colaboração do amigo culto Rafael Molive. Trata-se da cantora paulista Niva Marques, artista que iniciou carreira no rádio nos anos 50. Ficou conhecida como “A Voz Romance de São Paulo” Seu estilo era focado no samba-canção, boleros e música romantica. Ela atuou nos anos 50 e 60 e gravou pouco. Ao que se sabe, apenas este compacto e dois discos de 78 rpm. Mesmo assim foi uma artista bem popular. Confiram aqui este o compacto duplo gravado em 1964, pelo selo Copacabana.
Trazemos mais uma vez um raro disquinho. Um compacto duplo do conjunto Os Poligonais. Este foi o disco de estreia deste conjunto instrumental, lançado em 1965 pelo obscuro selo Sawaya. O sucesso e o repertório desse compacto impulsionaram o grupo a gravar o seu aclamado álbum, ‘long-play’ lançado no ano seguinte pelo selo Farroupilha. Como a qualidade da imagem um tanto sofrível, para alguns pode ser difícil a leitura, assim, segue a baixo a transcrição:
Segundo antigo provérbio: “Os pássaros com a mesma plumagem estão sempre juntos”. Verdade, sempre aplicável. Assim, de há uns dois anos para cá, os universitários Vidal Sbrighi e Vicente de Paula Salvia, apaixonados por música, habituaram-se unir um grupo de amigos, Edmar Tony, Alvaro Galati e Pedro Eduardo, como êles, amantes da música. Distraiam-se tocando em conjunto, fazendo arranjos e mesmo compondo. Talento não lhes faltava. Basta dizer que todos dominavam com perfeição diversos instrumentos: Vidal: Clarinete, Saxofone, Piano, Harmônica, Violão – Vicente: Piano, Celeste, Harmônica, Marimba – Edmar: Guitarra, Contra-Baixo – Alvaro: Contra-Baixo – Pedrinho: Bateria. Nada faltava, para que dali surgisse, expontâneamente um conjunto rítmico fadado ao sucesso. Criando um estilo moderno e original ao compor e executar, cumpria agora encontrar um nome adequado ao conjunto, pois, segundo êles mesmos, não desejavam formar um conjunto “quadrado”. Daí o nome de “Os Poligonais”, nome original do conjunto que apresentamos ao público atravéz de seu primeiro disco (A bossa dos Poligonais). Suas composições e estilo de execução, estamos certo será do agrado de todos, pois a harmonia e ritmo inspiram a todos em todos os sentidos. Nesta gravação tocam: Vidal: Sax – Vicente: Piano, Celeste – Edmar: Guitarra, Violão – Alvaro: Contra-baixo – Pedrinho: Bateria – Vocal a cargo de: Mário Sergio, Odair, Odracyl, Luiz Carlos e Alvaro. Estão de parabéns êstes jovens valores que despontam no mundo da música e dos discos, e o sucesso será o prêmio dêstes rapazes que se esforçam para apresentar ao público o melhor de si mesmos.
Seguimos aqui com mais um compacto, lançado pelo selo Fermata, em 1967. Este disquinho registra duas canções que fizeram parte e se destacaram em festivais, sendo esses o II Festival Internacional da Canção – Rio e o III Festival da Música Popular Brasileira, todas as duas defendidas pela cantora Grabriela e com arranjos e regências de Rogério Duprat. Um excelente compacto que merece o nosso toque musical. Confiram…
Saímos um pouco dos discos de forró e vamos para outras raridades da música popular, em compactos e lps. E aqui temos, envido pelos nossos incansáveis amigos cultos, Daisy Guastini neste compacto de 1962 lançado pelo selo RGE. Este disquinho marca um dos melhores momentos de Daisy, cantora que iniciou sua carreira ainda nos anos 50. Como podemos ver, o disquinho é um compacto duplo, ou seja, com quatro faixas/música. Nele temos um bom exemplo de três gêneros musicais bem populares da época, a marcha rancho, o bolero e o samba canção, nesse último se destaca um samba bossa nova, “Fim do dia”, de José Guimarães e Gerson Caetano. Daisy Guastini é uma cantora, infelizmente, pouco lembrada. E essa é uma boa razão para postarmos um disco dela em nosso Toque Musical. Confiram…
Mais um compacto de festival… Desta vez um 7 polegadas do III Festival Universtário de MPB. Compacto simples, mas com duas grandes canções, uma composições de Ruy Maurity e outra de Ivan Lins, interpretadas pela cantora Lúcia Maria e pelo grupo vocal Umas & Outras. Confiram essa raridade no GTM…
Mais um compacto de festivais. Desta vez temos o 3º Festival de Música Popular Brasileira de Juiz de Fora, lançado em 1970. O presente disquinho traz as quatro músicas finalista do festival, aqui neste 7 polegadas chamado “Êxitos”. Como podemos ver estampado na capa, temos Guarabyra, Evinha, Clara Nunes e Carlos Imperial apresentando as finalistas defendidas por eles. Eis aí, mais um registro raro quer merece ser lembrado. Confiram no GTM…
Aqui, mais um raro compacto dos anos 60, lançado pelo selo RCA Victor, em 1965 trazendo o cantor Henrique Benny. Um artista cujo o repertório está ligado ao samba balanço e bossa nova. Gravou alguns compactos pela Victor, inclusive sendo um deles um dos poucos disco de 7 polegadas em álbum com dois compactos. Este nós ainda não postamos, mas logo que possível a gente traz para vocês conhecerem. Por hora, vamos com este compacto simples que teve duas versões, uma com capa personalizada e outra genérica. O conteúdo musical é muito bom, samba e balanço numa atmosfera bossa nova bem comum daqueles tempos. Vale muito conferir…
Seguimos aqui, agora e mais uma vez trazendo uma cantora, Dinalva, artista que trafegou fortemente pelo samba, pelo balanço e pelas raízes da música nordestina no início dos anos 70. Embora sua discografia seja composta por compactos, ela gravou composições de grandes nomes da música nacional. Ao que consta, em sua carreira, aleém de defender as composições regionais e de Clara Nunes, ela também ficou conhecida por interpretar sambas-enredo. O seu maior destaque catalogado na música foi a gravação de “Valongo”, samba-enredo oficial da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro para o Carnaval de 1976. Neste compacto pela Continental, de 1972, ela nos traz dois sambas…
Temos desta vez um daqueles disquinhos raros da Bemol, um compacto simples lançado por volta de 1968 e trazendo a cantora Dalva Righetti. Dalva foi uma das jovens artistas que se apresentava em Belo Horizonte no programa Brasa 4, da saudosa TV Itacolomi. No disco Brasa 4, também da Bemol, que já apresentamos aqui no Toque Musical, há também a participação dela. Assim como outros artistas que se apresentavam neste programa, que era uma versão belorizontina do programa da Jovem Guarda, Dalva Righetti fez muito sucesso e este compacto tocou muito nas rádios da cidade, principalmente o tema “Restinho de amor”, que se destaca em um arranjo super bacana, com solos de flauta de Aécio Flávio. “Fui namorar” não fica para trás, composição de Eustáquio Sena.. Disquinho bem interessante que merece ser ouvido. Confiram no GTM.
Seguimos com outro disquinho raro trazendo o Conjunto de Xixa, compacto duplo lançado em 1963 pelo selo Audio Fidelity. Xixa foi um músico pouco conhecido do público porque se dedicou mais a trabalhar nos bastidores. Cavaquinista, esteve presente em diversos discos da época, trabalhando com diferentes artistas. Publicamos aqui no Toque Musical um disco dele há algum tempo atrás. Agora o temos de volta neste compacto lançado provavelmente em 1965.. Nele temos quatro quatro clássicos da nossa mpb interpretada de forma instrumental por esse grande instrumentista. Confiram…
Temos aqui mais um raro compacto editado e produzido pelo obscuro selo GCA William (Gravações Culturais Artística William). Já havíamos publicado aqui um outro disquinho desse selo lançado para o Natal de 1967. E coincidentemente, agora e mais uma vez temos este outro compacto com o mesmo conjunto, Paulinho Nunes Quartet, aqui acompanhando o cantor Celso Dantas, que conforme podemos ver é apresentado no texto de contracapa do disquinho. Compacto simples trazendo um bolero e um samba. Vale a pena ouvir…
E eis que voltamos aos compactos… Trazendo hoje o raro disquinho de 7 polegadas do “3º Festival de Música – Universidade Gama Filho”. Um registro ao vivo, que traz uma amostra deste festival, acontecido no Rio de Janeiro, em 1972. O compacto privilegia as quatro canções finalistas, sendo a vencedora, a música e interpretação, “É isso aí”, defendida pela cantora Fabíola. Interessante notar que as quatro canções são interpretadas por cantoras. O disquinho foi lançado pelo selo Philips e em capa personalizada.
Aqui temos, desta vez, a trilha sonora da comédia, estilo pornochanchada, “Motel”. Filme dirigido por Alcino Diniz e estreado por um time de atores famosos do cinema e televisão, como Maria Lúcia Dahl. Carlos Eduardo Dorabella Rodolfo Arena, Jaime Barcellos, Ary Fontoura, Suely Franco, Monique Lafond e outros. Lançado em 1975. Fez um relativo sucesso na época. Mas, por certo, não podemos deixar de destacar a trilha sonora, composta pelo grande Zé Rodrix, que também é responsável pelos arranjos e regência. São músicas instrumentais, transitando pelo soul e funk, sonoridades típicas da época. Um trabalho muito bacana que demonstra a versatilidade de Zé Rodrix. Realmente, o cara era foda! Este compacto é hoje em dia algo muito raro, porém não tão raro quanto o próprio filme que simplesmente nunca mais foi visto (ou revisto). A trilha, como podemos ver, saiu neste compacto duplo, lançado pelo selo Continental, como seis músicas. (e só para lembrar, compacto duplo é todo aquele que tem mais que duas músicas de cada lado, ok?)
E novamente, vamos de compacto.. Desta vez trazendo a cantora Edith Veiga neste sete polegadas duplo, ou seja, com quatro faixa. Aliás, com quatro boleros, coisa que era o gênero popular da vez. Lançado em 1960 pelo selo Chantecler, Edith Veiga estava em início de carreira e se tornou conhecida nacionalmente no ano seguinte quando ficou em segundo lugar no famoso concurso da TV Record chamado, “A Voz de Ouro ABC”. Daí para frente faria um imenso sucesso cantando sambas, boleros e músicas românticas de agrado popular.
Depois de uma pausa merecida, estamos de volta. E neste meio tempo estivemos analisando o Toque Musical nessa conjuntura atual, onde cada vez mais nossas postagens tem se tornado apenas uma fonte para alguns amigos ocultos, cujo o interesse é apenas surfar nas nossas ondas. Ou seja, buscam o que querem para depois fazerem média no Youtube. Não bastasse a falta de um ‘muito obrigado’, ou uma sutil referência a esta fonte em seus canais no famigerado YouTube, ainda estão monetizando nas costas do amigo Augusto aqui. É muita cara de pau e canalhice de quem quer vida fácil. Diante disso, estamos mudando as coisas por aqui. De hoje para frente, não teremos mais links abertos para download. O GTM (Grupo do Toque Musical) continua funcionando tal qual como sempre foi, porém, para descompactar os arquivos terão que solicitar a senha via e-mail e mediante a uma pequena taxa. Vai nos dar mais trabalho, mas pelo menos não teremos mais os usurpadores de plantão. Ou por outra, eles podem até voltar, mas terão, como todos, que fazer uma contribuição. Todos os discos, agora aqui postados terão uma senha diferenciada. Então, não adiante baixarem os arquivos achando que a senha é a mesma. Cada disco/arquivo terá uma senha diferente. Quem estiver interessado deverá fazer um pix no valor de 20 reais para receber a senha. Pode parecer injusto ou até mesmo abusivo, mas não vamos mais dar nada de bandeja. Por conta da ‘fomiagem’ de alguns todos irão pagar, literalmente. Quem não quiser, que vá escutar as músicas tratadas em IA pelo YouTube. Tem gente que acha que a restauração sonora feita pela IA fica maravilhosa, mas, verdadeiramente, fica ainda pior. E quem duvida, basta colocar frente a frente, lado a lado as duas versões, ainda mais porque tudo parte do velho mp3. Então, a partir de hoje a nossa política mudou. Sinto muito, mas já não dá mais investir tempo e dinheiro para manter um blog como o Toque Musical. Só para manter esse site a gente gasta quase 400 reais anualmente em taxas de manutenção e permanência. Então, definitivamente, não dá mais para fazer a coisa só de coração. Agora é também na base do cifrão. Quem estiver interessado, manda um e-mail para toquelinkmusical@gmail.com
Bom, agora vamos ao disco de hoje. Novamente, temos aqui mais um compacto e dos bem raros. Lançado pelo selo Chantecler, em 1968, trazemos o conjunto mineiro, de Belo Horizonte, Brazilian Boys. O grupo é uma obscuridade até mesmo para a gente que é de Belô. Não há muitas informações sobre ele, mas ao que se sabe, o grupo gravou para a Chantecler, Continental CID e Paladium. Segundo algumas informações cruzadas, o Brazilian Boys fazia parte da efervecência de bandas de rock e baile na capital mineira. Ele seguiam a linha de grupos que adaptavam o rock internacional para o público brasileiro,sendo citados como peças fundamentais da cena ‘Jovem Guarda’ nas alterosas. Curiosamente, este compacto da Chantecler, na contracapa, consta como trazer no compacto duplo cinco músicas. Mas por uma razão que desconhecemos, embora na contracapa conste serem cinco músicas/faixas, no selo e também em disco temos apenas 4 músicas. Certamente essa foi uma falha da grravadora. De qualquer forma, eis aqui um bom disquinho para se ouvir…
Mais um disqunho do Tony Bizarro para constar aqui no nosso Toque Musical. Desta vez trazendo um compacto simples que ele lançou pelo selo CBS, em 1978 e onde encontraremos “Quando você voltar”, composição de Cassiano, Betinho e Paulo Motoka, música que fez um relativo sucesso nas rádios da época. E também uma versão do clássico nordestino “Súplica cearense”, sucesso de Gordurinha. Confiram…
Realmente, a tal da ‘inteligência artificial’ pode ser uma mão na roda para quem sabe usar. Tem nos ajudado bem a recuperar imagens, fazendo um trabalho muito bom. Pelo Gemini do Google dá pra refazer até as capas que até então pareciam perdidas. Aqui, um bom exemplo é este compacto do Wilson Miranda cuja a capa estava tomada por fitas adesivas e um desgaste natural em seus mais de 50 anos. Vejam como ficou. Deixamos até a estrelinha no canto inferior direito, que é uma marca dágua que a IA coloca nas imagens tratadas. Por outra, ainda não dá para confiar o áudio ao Gemini. Tem gente que acha uma maravilha, mas ao tratar aúdio, a IA corta na raiz tudo que lhe parece defeito e as vezes não é. Então, no caso aqui, usei a IA apenas para a capa, o áudio eu prefiro manter como foi capturado. Quem depois quiser tratar, fica a vontade. Prefiro manter as imperfeições que são características do vinil.
Então, nessa, temos o cantor Wilson Miranda em um compacto simples, lançado pelo selo Chantecler, em 1965. Neste disquinho encontramos duas músicas que estão associadas ao gênero da Bossa Nova, mas isso talvez seja apenas um eco, pois já em 1965, ano em que o disqunho foi lançado, a bossa já não era tão nova. Wilson Miranda vem com “Pai do pai do pai”, múisca de Walter Santos e Tereza Souza, com a orquestra de Francisco Moraes e “Mar azul”, música de Francis Hime e João Victorio. Nessa segunda, Wilson vem acompanhado por Roberto Menescal e seu conjunto.
Mais um disquinho de 7 polegadas aqui para fecharmos o mês de março. Desta vez temos um compacto duplo da Continental, trazendo quatro artistas/grupos de seu cast: Demetrius, Lindomar Castilho, o quarteto Os Brasas e a dupla vocal Gemini II.
Há poucos dias atrás postamos aqui um compacto do Luis Vagner. E no envio do arquivo para o GTM fizemos uma confusão, postamos uma capa de um compacto de 1977 e enviamos um link deste compacto de 76. Então, no sentido de corrigir isso, estamos trazendo o de 76. Assim teremos os dois compactos, já que havíamos dito que traríamos outros discos do artista. Então, aqui temos os dois disquinhos, agora corrigidos e desta vez, sem erros, ok?
Mais uma vez presente em nosso Toque Musical, temos o cantor e compositor português, radicado no Brasil, Abílio Manoel. Um artista que construiu sua carrera aqui no Brasil e que se destaca pela qualidade de sua obra. Atuante desde os anos 60, gravou uma dezena de lps e tantos outros compactos. Entre os quais temos este compacto simples, de 77, lançado pelo selo Som Livre. Nas duas músicas que ele apresenta, vem acompanhado de seu Grupo Terra Livre.
Seguindo em nossas postagens e pela primeira vez, apresentamos Tony Bizarro, um artista que até então só passou pelo Toque Musical em alguma coletânea ou através da voz de outros cantores. Aqui também, neste compacto dublo só temos ele em quatro faixas, mas vamos trazer outros disquinhos aqui do acervo Fares, com certeza. Para os que ainda não conhecem, Tony Bizarro foi um cantor, compositor e produtor que atuou na cena pop/soul/funk barasileira, do final dos anos 60 aos anos 80. Gravou inicialmente ao lado de Frankye Arduini com quem formava a dupla Tony & Frankye. Depois se dedicou mais a produções gravando esporadicamente. Teve poucos discos na carreira, sendo quatro lps e uns novem compactos. Este que apresentamos é de 76, compacto duplo que também saiu como simples só com duas canções.
O disquinho de hoje é dos Golden Boys, grupo vocal que fez muito sucesso nos anos 60 e também no início dos 70. Começaram como quarteto no final dos anos 50. Estiveram também associados ao movimento da Jovem Guarda. Lançaram vários discos de sucesso, entre compactos e lps. Em 1972, já como trio, saiu pela Odeon este compacto duplo, que também viria a ser lançado em disquinho simples com apenas duas músicas. Certamente, isso se deve ao fato de que as faixas “Que saudade” e “Soraya” foram duas músicas que não entraram em seus lps. Parece que apenas em coletâneas.
Temos para hoje este compacto simples, lançado pela gravadora Rosenblit através de seu selo AU Artistas Unidos, em 1968 e trazendo De Kalafe. Para os que não conhecem, trata-se de Denise de Kalafe, cantora e compositora brasileira naturalizada mexicana, famosa por sua carreira de sucesso no México, iniciada nos anos 70, quando então trocou o Brasil pelo México. De Kalafe iniciou a carreira no Brasil, na década de 60 com sua banda De Kalafe e a Turma, gravando alguns compactos e entre os quais este com as músicas…