E no dia do compacto, temos a Evinha, cantora maravilhosa que fez parte do Trio Esperança e seguiu em uma bem sucedida carreira solo, se destacando no início dos anos 70. Mudou-se para a França onde chegou a gravar até com Paul Mauriat.
Aqui temos ela neste compacto duplo, Odeon de 1972. Um disquinho raro, pois apresenta duas músicas que só foram gravadas neste compacto, “Amanda” e “Primeiro beijo”. “Rico se dinheiro” e Onze e quinze são músicas do lp do ano anterior.
Mais um disquinho, este, resgatado entre livros empoeirados de um sebo, aqui em Belo Horizonte. Uma curiosidade, sem dúvida, que se encaixa como uma luva nesse nosso espaço dedicado a discos raros e obscuros. O presente compacto é uma produção de cunho comemorativo, um 7 polegadas simples trazendo a canção oficial da cidade mineira de Visconde do Rio Branco, uma composição de Lourival Passos, músico dessa cidade. Trata-se de uma valsa, a qual é apresentada em duas versões, cantada e instrumental. Este disquinho, embora não traga a data de seu lançamento, deve ser do final dos anos 60, talvez 68, ou 69. Pelo texto de rodapé na contracapa sabemos que o autor faleceu em 1967 e talvez, no sentido de homeangeá-lo, o compacto veio logo em seguida. Gravado nos estúdios da lendária Bemol, com Célio Balona e seu conjunto, dando um ar mais profissional a este trabalho. Por certo, irá agradar quem escuta música com outros olhos. 😉
Seguindo em nossas postagens alternadas, entre um long-play e um compacto, desta vez vamos com um 7 polegadas, compacto simples lançado pelo selo Mocambo e trazendo um dos mais interessantes grupos dos anos 60, o conjunto Os Versáteis. Já tivemos a oportunidade de conhecer este conjunto paulista, com músicos influentes na região de Guarulhos. Era um conjunto de baile que tocava de tudo e por esta razão se chamava Os Versáteis. E eram mesmo muito versáteis cujo o repertório era um leque variado de gêneros e também compunham suas próprias músicas. É bem o caso deste compacto simples que eles lançaram em em 1966 e ao que parece, foi o primeiro disco.
Dia de compacto… Aqui temos Claudio Fontana, cantor e compositor maranhense em seu primeiro disco, este compacto simples, lançado pelo selo Copacabana, em 1967. Fontana iniciou sua carreira no começo dos anos 60. Decolou como artista após mudar-se para o Rio de Janeiro, onde teve maiores oportunidades tanto como cantor quanto compositor. Talvez tenha sido mais compositor do que cantor, sendo responsável por clássicos populares como “Doce de Côco”, “Adeus Ingrata”, “O Homem de Nazaré” e outras… Nos anos 80 ele se reiventou, ao lado da esposa e os dois filhos formando o Grupo Chocolate que também fez muito sucesso.
Mais um compacto raro que você não vai ver por aí… Maria Odette acompanhada pelo Trio 3D neste sete polegadas lançado em 1966 pelo selo Mocambo. Maria Odette foi uma cantora conhecida com ‘a namorada da cidade’. Atuou nas décadas de 60 e 70. Do pouco que sabemos sobre ela, consta que gravou alguns compactos e participou de coletâneas e trilhas de novela. Dos seus trabalhos mais marcantes, certamente podemos considerar este disqunho, onde ela grava duas músicas de um jovem compositor baiano que começava a ficar conhecido, chamado Caetano Veloso. Não deixem de conferir no GTM e também pelo Youtube.
Este é o mês onde apresentaremos compactos e lps, alternando a cada dia entre os disquinhos e os long-plays. E assim, seguimos, desta vez trazendo um compacto simples, de 1965, lançado pelo impagável selo Elenco, de Aloysio de Oliveira. Trata-se de uma joinha da nossa mpb, Edu Lobo em duas de suas melhores composições em parceiria com Vinícius de Moraes e Ruy Guerra. Estamos falando respectivamente de “Arrastão”, música que levou o primeiro lugar no I Festiva de MPB (1965) e “Reza”, outra pérola. E tudo fica ainda mais bonito com a participação do Tamba Trio. Simplesmente uma maravilha, que a gente tem a honra de apresentar aqui no Toque Musical.
Por certo, fevereiro não foi o suficiente para nossa mostra de disquinhos de 7 polegadas. Ainda temos muito que mostrar aqui. Se depender do amigo culto Fares e também de outros que vez por outra nos envia sugestões de postagens, vamos ficar nos compactos até o fim do ano. É claro que gostamos de compactos, mas também adoramos os lps 🙂 Então, no mês seguinte vamos alternando entre compactos e lps. Depois, quem sabe, compactos e cds… Se a equipe aqui der conta a gente chega lá, mantendo o diário.
Fechando então fevereiro, temos para hoje o grupo Uirapuru, em compacto simples lançado pelo selo Mocambo, em 1967. Como podemos ver pela contracapa, o disquinho traz duas canções, a primeira, uma versão para o sucesso internacional “Call me”, que ficou realmente muito boa. E do outro lado do disco a segunda, “Me arranhe pra ficar tudo legal”, composição autoral do grupo que também não fica para trás. Para nossa surpresa, não há quase referencia sobre os Uirapuru. Sabemos apenas que eles gravaram um outro compacto simples, também pelo selo Mocambo, em 68. Ao que parece, o Uirapuru foi um quarteto vocal que pelas mão do maestro Peruzzi, a partir de 1968 formariam ‘Os Uirapurus”, agora um conjunto vocal incluindo novos elementos entre os quais, um coro feminino.
Sem dúvida, este Uriapuru um excelente disquinho, que curiosamente, parece, ainda não foi tomado pelos ‘especuladores de plantão’ do Youtube. E antes que o façam, a gente aqui vai logo tomando a frente, postando também no Youtube, mas com a qualidade Toque Musical. E para os que já sabem, para baixar o disco completo, basta ser associado do Grupo do Toque Musical (GTM)
Mais um compacto que vocês precisam conhecer… (sic.) Aqui temos, Carlinhos, integrante da formação original do conjunto Renato e Seus Blue Caps em seu primeiro e único disco, um compacto simples, lançado em 1969 pelo selo Caravelle. Ao que se sabe, Carlinhos saiu do Renato e Seus Blue Caps ressentido. Segundo contam, ele não tinha muita expertise como músico, o que talvez incomodava os demais integrantes. Mas, por outro lado, Carlinhos era o único do grupo que tinha uma postura mais artística, sendo o mais estrovertido e que chamava atenção. Ele só voltaria a gravar em 2000, quando então lançou um cd, “De volta ao sucesso” no qual regravou composições suas no R&BC, além de outras músicas inéditas. Confiram integralmente no GTM, ou ainda como mostra em nosso canal no Youtube. 🙂
Mais um disquinho para a nossa mostra de compactos… Desta vez temos Os Megatons, banda paulista surgida nos anos 60. Inicialmente faziam apenas rock instrumental, seguindo a linha de grupos como os Jet Black’s. Aliás, Os Megatons traziam o baixista Joe Primo que foi um dos fundadores do Jet Black’s. Ao longo dos anos 60 Os Megatons foi moldando sua sonoridade, muito influenciado por grupos da psicodelia americana como The Birds. Realmente, o grupo fazia algo diferenciado, o que atraía o público e também outros artistas/cantores, como foi o caso de Bobby Di Carlo, Antônio Marcos e Marcos Roberto. Gravaram vários discos, quase todos compactos. Este que apresentamos foi o último trabalho da banda, gravado pelo selo Mocambo. Trazia “Meu machucadinho”, música que fez muito sucesso, mas não o suficiente para que naquele mesmo ano de 68 encerrassem as atividades. Uma pena…
Hoje estamos que nem a turma da foto da capa deste compacto… Numa preguiça só… Mas não vamos deixar a peteca cair. Seguimos, mas procurando facilitar ao máximo o trabalho 🙂 E é daí que escolhemos o The Fevers, grupo bem conhecido do grande público, o que nos poupa maiores apresentações. Mas aqui temos deles este disquinho, compacto duplo, trazendo quatro sucessos internacionais em versões que por aqui também foram sucesso. Quem não se lembra?
Seguimos… desta vez trazendo um compacto raro de um dos nossos grandes artistas pop brasileiros, que está na estrada desde os anos 70, o famoso Luiz Maurício… ou ainda dizendo, Lulu Santos. Pois é, quando ele iniciou sua carreira solo, ainda pouco conhecido do grande público, gravou este compacto simples, assinando como Luiz Maurício. Pela produção se vê que o rapaz estava sendo preparado para um grande vôo solo. Realmente acertaram, o cara é uma fábrica de hits. Neste disquinho ele já consegue emplacar “Melô do amor”, música que fez parte da trilha da novela global ‘Plumas & Paetês’
Seguimos em nossa mostra de compactos, desta vez trazendo Ronaldo Resedá, um artista de espetáculos que dançava, atuava e cantava. Foi discípulo de Lannie Dale e depois se tornou professor de dança de outros artistas. Fez sucesso como ator em peças importantes e em 1979 gravou seu primeiro e único lp. Veio na sequência este compacto, lançado em 80, que talvez fosse uma prévia de um novo lp. Porém, isso não aconteceu. Infelizmente, Resedá veio a falecer, em consequência de um tumor, em 1984.
Neste disquinho, compacto simples lançado pelo selo RGE Ronaldo Resedá canta música trilha de novela da Globo, de Eduardo Dusek e um clássico pop/rock romântico de Guilherme Lamounier. Confira no GTM e agora, também no YouTube.
E mais uma vez, um disquinho que também fala de cinema. Nesta, temos o compacto da dupla José Luiz Penna e Paulo Costta (Penna & Paulinho), lançado em 1983 pelo selo RGE. Não é exatamente um disco de trilha, mas sim um compacto simples desses dois artistas, no qual trazem a composição “O Macaco Avoa”, música essa que fez parte da trilha do filme “O Sargento Getúlio”, dirigido pelo irmão de Zé Luiz, Hermano Penna, estreado por Lima Duarte. Uma adaptação do romance de João Ubaldo Ribeiro. Disquinho bacana, que vale a audição 😉
Pegando carona na postagem anterior, aqui vai mais um compacto de trilha de filme. Desta vez temos “Joanna Francesa”, filme de Cacá Diegues, tendo a atriz francesa Jeanne Moreau como protagonista. A trilha sonora é composta de músicas de Chico Buarque e Roberto Menescal que se distribuem em cinco faixas nesse compacto duplo. Além da participação musical de Chico e Menescal, temos tambem, cantando, a atriz francesa e o cantor Fagner. Confiram no GTM…
Seguindo em nossas postagens e mostragens de discos compactos de 7 polegadas, também neste mês de fevereiro, muito por conta das dezenas de disquinhos que o amigo culto Fares nos passou para digitalizar. E se ainda não bastasse, um outro amigo culto, Rafael Molive, vem também botando lenha nesta fogueira. Em suma… material para nossas publicações é o que não falta. O que falta mesmo é sempre o tempo do Augusto TM aqui…
Desta vez, temos um disquinho especial, um 7 polegadas com banca de ‘long-play’. Por certo, todos aqui já devem conhecer este raro e curioso formato através de outros discos semelhantes que publicamos no TM. Trata-se do mesmo esquema dos chamados ‘mini lps’ apresentados pela gravadora Musidisc numa de suas coleções dos anos 60, na qual discos de 7 polegadas traziam até cinco faixas de cada lado. Uma ideia até então bem interessante que permitia expandir um número de música num espaço menor do vinil. Porém, por diferente razões, esse tipo de disco acabou não vingando. Realmente, com um espaço de gravação (ou impressão) limitado, era mesmo impossível gerar uma ‘bolacha’ de qualidade. As trilhas dos sulcos comprimidas comprometiam a reprodução, sendo que se o disco não estivesse realmente novo e com uma agulha apropriada, não rendia com qualidade. Por outra, também pelo tamanho, não interessava comercialmente a indústria musical fonográfica. A tecnologia dessas prensagens nem todas as fábricas de discos possuia e além de tudo já haviam definido o disco de 12 polegadas como o padrão ideal mundial.
O disco que apresentamos aqui, talvez por falta de recursos, acabou sendo saíndo nesse formato. O compacto “Os Senhores da Terra” é a trilha cinematográfica original para esse filme dirigido por Paulo Thiago e lançado em 1970. É um filme que aborda a história de um jagunço contratado para matar um coronel. Drama de ficção filmado em preto e branco, trazendo como elenco principal os atores Roberto Bonfim, Paulo Villaça e Rodolfo Arena. A trilha sonora é composta de músicas de Sidney Miller e letras do diretor Paulo Thiago, intepretadas por Guarabyra, Gonzaguinha e Maria Lúcia Godoy. Um trabalho musical importante no contexto de trilhas originais no cimena brasileiro. Vale muito a pena conhecer este trabalho. Escute o disco e veja também o filme. Tudo disponível no Youtube. Mas para baixar o disco completo, só mesmo no GTM (Grupo do Toque Musical). Já se inscreveu? 🙂
Aproveitando o momento carnavalesco e também futebolístico e ainda, de samba… Vamos trazendo mais um “Fares Disco File”, compacto lançado em 1984 pela Fermata com Silvio Luiz, locutor esportivo, apresentador, ator e também árbitro de futebol. Ainda podemos incluir ele como cantor. Olho no lance… Silvio Luiz nos apresenta um samba crticando o time que só dá tristeza para a torcida e uma marchinha deliciosamente carnavalesca, mas que para muitos, descontextualizada nos tempos atuais.
Coletâneas de gravadoras são sempre interessantes. Aqui, uma amostra de uma coletânea em um compacto duplo da RCA Victor, lançada em 1976, trazendo quatro sucessos dos anos 60. Osmar Navarro, Carlos Gonzaga. Tony Campello e Ronnie Cord são aqui revividos nesses clássicos…
quem é – osmar navarro
diana – carlos gonzaga
boogie do bebê – tony campello
biquini de bolinha amarelinha tão pequenininho – ronnie cord
Aqui, um compacto duplo do selo RCA, lançado em 1983. Trazendo Eduardo Dusek e Emerson. Disquinho curioso, pelo fato de que apresenta dois artistas em produções distintas. Pela capinha e a primeira vista, tem-se a impressão que se trata de um trabalho em dupla. Tem até um nome, “Não Cometa Loucura”. Talvez tenha sido a trilha de um espetáculo cênico-musical. Mas também não há referência sobre isso. O fato é que as duas músicas de Dusek são as mesmas gravações de seu primeiro compacto lançado 1978, disquinho este que já apresentamos no Toque Musical.. E aqui, alinhada com outras duas músicas cantadas por Emerson (um mistério com nome e sem sobrenome), artista produzido por Carlos Imperial, que também é o autor das duas canções. Temos assim, “Não Cometa Loura”, uma junção que combina e por certo, agrada. Confira…
Neste universo dos compactos, a cada dia nos aparecem artistas que nem imaginávamos. A indústria fonográfica produziu muita coisa e com certeza, boa parte ainda está oculta por aí, pois o compacto é um tipo de disco que sempre nos remete a uma parte de um lp. É um cartão de visitas, uma amostra, ou promoção e muitas vezes, também é uma produção independente e específica. Discos compactos lançados por grandes selos, geralmente são mais fáceis a identificação do artista. Porém, muitos desses, ainda assim se tornam verdadeiras incógnitas, a informação se perde no tempo e se não ficou uma nota que seja sobre o artista, dificilmente ele irá aparecer em pesquisas pela internet. Este é bem o caso de Rost, uma cantora que é um verdadeiro mistério, embora tenha gravado pela Odeon alguns compactos, não existe em canto algum informações sobre ela. Pelo nome artístico poderíamos supor que fosse uma cantora do sul. Considerando que ela já estava gravando na Odeon desde 1967 e este compacto que apresentamos é de 71, podemos supor que ela tenha gravado outros discos. Neste compacto duplo ela interpreta duas músicas de Vinícius de Moraes, David Miranda e Zuzuca. Cantora realmente muito boa e este compacto afirma isso. Vale a pena conhecer…
tomara
festa para um rei negro
é…
valsa para o ausente
PS. agradecemos ao amigo culto Rafael Molive pela indicação e também pelos áudios que estão bem melhor do que os que tinhamos aqui. Valeu!
Carnaval está aí… e a gente nem se preparou, focados apenas nos compactos. E como se não houvessem compactos de carnaval. Claro que tem e muitos… Mas realmente não nos preparamos para a folia. Porém, para que o momento não passe em branco, aqui temos um disquinho de carnaval do selo Copacabana, de 1968, trazendo o impágavel Ronald Golias em duas marchinhas, como cabia aos verdadeiros carnavais.
E aqui temos um encontro inusitado, Jorge Ben com o músico francês Patrick Hernandez, lançaram em 1980 este compacto. Uma colaboração pontual e inserida no contexto de trocas musicais, muito comuns nos anos 70 e 80. Era o auge da ‘discomusic’ e Hernandez era mundialmente conhecido pelo hit “Born to be alive”. A parceiria com artistas de outros países era uma boa jogada para internacionalizar o gênero. Na temporada em que o francês esteve no Brasil, participou de programas na Rede Globo e teve a chance de gravar com o nosso Jorge Ben que na época era contratado da Som Livre.
Lucinha Turnbull, considerada a primeira guitarrista mulher do rock no Brasil, teve uma carreira marcada mais pela sua atuação em discos de outros artistas e shows, como Rita Lee e Gilberto Gil. Tem uma discografia pequena, sendo verdadeiramente trabalhos solos o lp “Aroma”, que já apresentamos aqui e este compacto lançado em 1979, pelo selo Odeon. Neste disquinho de 7 polegadas se destaca a música “Ói nois aqui trá veis”, gravada originalmente pelo grupo Demônios da Garoa. A produção é de Gilberto Gil que também participa do compacto.
Seguimos em nossas postagens trazendo agora este compacto simples, lançado pela Phonogram, selo Philips, em 1978. Trata-se da trilha de filme, da comédia “Se segura malandro”, dirigida por Hugo Carvana. O compacto traz as duas músicas temas, “Quem chegou já tá”, de Mario Lago, cantada aqui pelo Carvana e “Plataforma”, de João Bosco e Aldir Blanc, com Carvana e a atriz Denise Bandeira.
Ainda, neste mundo das obscuridades artísticas e fonomusicais, aqui temos Tereza Cida, uma artista (possivelmente paulista) que em 1982 lançou este disquinho, produção independente, trazendo uma versão de um clássico de Janis Joplin, “Mercedes Benz”. Sua versão gospel é marcante, tem como introdução um pastor, diferenciando completamente da versão original e de uma forma bem original. Ficou bem legal. E Cida nos faz lembrar outra, Cida… Cida Moreyra, que também bate um bolão com a Janis. Enfim, Tereza Cida, até então é uma ilustre desconhecida, mas que nos desperta uma tremenda curiosidade. Seu disquinho de 7 polegadas pode tranquilamente se enfileirar entre as raridades obscuras de quem coleciona coisa da cena ‘rock brazuka’. Confiram Tereza Cida…
Outro disquinho que também é um mistério é este do grupo Ideia. Como se pode ver trata-se de uma produção Selo BINN, uma gravadora independente (?) ativa nos anos 70. Esta é a segunda vez que vemos uma produção deste selo. Tivemos aqui há pouco tempo, já nessa mostra, outro compacto, da banda setentista Sindicato. Até então, o que tudo indica é que essa produtora “BINN-GHELFL” foi algum projeto local, dedicado a produzir artistas/grupos de pop/rock emergentes. E este grupo Ideia, que parece ser a primeira produção, é ainda mais obuscuro que o próprio selo. Dessa forma, a única coisa que temos a acrescentar é que a Ideia é uma banda que nos remete ao Pholhas, trazendo duas músicas, naquela linha, uma lenta, outra pesada. Disquinho para festinhas, com certeza. E nessa, quem sabe, o Ideia bem que pode ter sido um grupo de baile. Eis aí mais um mistério musical para gente descobrir..
Seguindo em nossa mostra de discos de 7 polegadas, temos aqui este compacto lançado pelo pequeno (e até então obscuro) selo Scala. Pelo pouco que sabemos, este selo esteve ativo durante os anos 70, sendo frequentemente associado a discos de artistas populares, estreantes, ou pouco conhecidos. Geralmente, produções em compactos, como esta desse obscuro grupo, Impactus. Aqui, realmente, está difícil encontrar alguma informação sobre o conjunto. Definitivamente, não há na rede uma informação sobre este conjunto, nem mesmo na postagem do disquinho no Youtube. Daí, a gente só pode trabalhar com as suposições. E até que alguém venha e nos esclareça, o que temos é o seguinte… Impactus, uma banda que chama atenção pela capa e sugere algo além do que possa parecer, um grupo de baile. Pelas caracteristicas da foto, poderíamos supor que a produção é por volta de 1975 e isso se reforça nas duas músicas deste compacto simples. Duas composições autorais, músicas com elementos da ‘soul music’, bem comuns naqueles tempos. O grupo é afinado, como um instrumental de qualidade e que mesmo nos dias atuais tem uma sonoridade que agrada.
Nesta nossa mostra de compactos vamos também recebendo reforços. Aqui um compacto enviado pela amiga Luiza, em agradecimento por termos postado o comapcto da Janinha, que ela não conhecia 🙂
Então, aqui temos esta dupla maravilhosa, que um dia iluminaram nossa alma com sua música, Luli e Lucinha, que depois virou Lucina. Mas isso é outra história que não vem ao caso, aqui e agora. Este é o primeiro disco da dupla, um compacto duplo que foi lançado pela Som Livre, em 1972. Uma sonoridade bem setentista como só a Som Livre conseguia criar, talvez por conta da Globo que associava o som às imagens. No compacto duplo temos quatro composições autorais muito boas, mas ainda sobre a tutela da gravadora que não deixa as moças abusarem da instrumetalização acústica. Mas, tudo conforme a época. Disquinho bem bacana 🙂
Vamos agora trazendo a Janinha, nome adotado por Jane Moraes, cantora que integrou o grupo vocal Os 3 Moraes, ao lado dos irmãos Roberto e Sidney e depois descambou para o brega romântico comercial ao lado do marido, na dupla romântica Jane & Herondy e fez muito sucesso.
Este compacto, lançado pelo selo Farroupilha, em 1965 foi seu primiero disquinho. Com toda a essencia bossa nova, o compacto simples nos traz duas composições de Walter Santos com letras de Tereza Souza. Uma belezinha de compacto, tem que ouvir…
Trazemos, mais uma vez, a cantora e compositora Elizabeth, que no Toque Musical nós já a apresentamos outras vezes. Seu primeiro trabalho em disco foi como cantora de samba, apadrinhada por Braguinha. Mas logo estaria fazendo parte da Jovem Guarda, onde emplacaria seu maior sucesso, “Sou louca por você”. Como compositora, foi gravada por outros grandes artistas, tais como Agnaldo Timóteo, Dóris Monteiro, Erasmo Carlos, José Roberto, Jerry Adriani e muitos outros. Ao longo da carreira gravou uma dezena de lps. Seus discos também fizeram sucesso em Portugal, no México e em outros países de língua latina.
E aqui temos ela interpretando duas composições românticas sua, neste compacto simples, lançado em 1972 pelo selo RGE.
Continuamos nesta mostra sortida de compactos, graças ao amigo Fares que tem nos dado a munição.
E o disquinho da hora é este compacto da banda paranaense Blindagem, lançado em 1983 pelo selo Pointer. Como podemos ver, trata-se de um compacto simples com duas música, sendo uma colaboração na letra, por Paulo Leminski. Em outro momento, postamos aqui o primeiro lp da banda, formada no final dos anos 70. Neste compacto de 83 a banda mantem o mesmo vigor do primeiro disco.