Saímos um pouco dos discos de forró e vamos para outras raridades da música popular, em compactos e lps. E aqui temos, envido pelos nossos incansáveis amigos cultos, Daisy Guastini neste compacto de 1962 lançado pelo selo RGE. Este disquinho marca um dos melhores momentos de Daisy, cantora que iniciou sua carreira ainda nos anos 50. Como podemos ver, o disquinho é um compacto duplo, ou seja, com quatro faixas/música. Nele temos um bom exemplo de três gêneros musicais bem populares da época, a marcha rancho, o bolero e o samba canção, nesse último se destaca um samba bossa nova, “Fim do dia”, de José Guimarães e Gerson Caetano. Daisy Guastini é uma cantora, infelizmente, pouco lembrada. E essa é uma boa razão para postarmos um disco dela em nosso Toque Musical. Confiram…
Mais uma boa curiosidade fonomusical, um raro compacto do selo Arpège, produção artística do grande Waldir Calmon que também empresariava uma famosa casa noturna do mesmo nome, no Rio de Janeiro. Do selo Arpège eu pensava que, como Djalma Ferreira e seu selo Drink, Calmon só tivesse editado seus próprios trabalhos. Mas aqui, como se pode ver, temos este raro exemplar em sete polegadas, ainda em 45 rpm, trazendo a cantora Daisy Guastini. Para muitos, uma cantora pouco conhecida, ainda mais nos dias de hoje. Ela já apareceu aqui em uma série da nossa coletânea exclusiva Grand Record Brazil, mas até onde sei, ela não gravou muita coisa. Paulista, mudou-se ainda jovem para Belo Horizonte onde iniciou sua carreira artística, inicialmente como garota propaganda. Trabalhou no rádio e na televisão mineira, onde também chegou a comandar programas locais de entrevistas e também como cantora. Cantou na famosa orquestra do maestro Delé, em diversos clubes e casas noturnas. No final dos anos 50 ela já se projetava para além das montanhas de Minas, atuando com destaque em casas noturnas de São Paulo e Rio de Janeiro. E foi numa dessas que ela também cruzou com Waldir Calmon, por certo, também cantou na boate e daí nasceu seu primeiro disco, este compacto duplo, onde aparece logo de entrada o samba/bossa “O que tinha de ser” (no disco como “Porque tinha de ser”), composição até então inédita de Jobim e Vinicius. Também se destaca outra famosa de Tom, “Esquecendo você”. As outras duas faixas são os samba-canção, “Noite triste sem ninguém”, de Fred Chateubriant e Vinicius de Carvalho e “Basta a luz da lua”, do maestro mineiro Delé (José Bráz de Andrade) que também não deixam nada a desejar. Confiram essa raridade no GTM…