Poly E Seu Conjunto – Uma Festa Caipira (1960)

Boa hora, caros amigos cultos e ocultos! Um disquinho meio fora de hora, podia ter entrado no meio do ano, em época de festa junina, mas só agora me lembrei dele. E em se tratando do grande Ângelo Apolônio, ou Poly, excepcional instrumentista que dominava como poucos diferentes instrumentos de cordas, este disquinho é bem vindo a qualquer momento. Como podemos ver, este é um compacto duplo onde Poly nos apresenta quatro temas tradicionais juninos, ou no caso, uma bela festa caipira. Confiram…
 
festa na roça
quadrilha do tamanduá
o sanfoneiro só tocava isso
pau de sebo
 
 
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Tony De Matos – Foi Em Lisboa (1962)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Há tempos eu coloquei aqui que não mais estaria atendendo a pedidos, pois isso se torna um compromisso e a cobrança não fica por menos. Como promessa é dívida, melhor não prometer. Estou dizendo isso porque num outro momento postei aqui um disco deste cantor português, Tony de Matos, que esteve no Brasil durante as décadas de 50 e 60, onde morou e chegou a gravar alguns lps. Recebi na época da postagem alguns e-mails pedindo que postasse mais disco dele. Mais recentemente os e-mails voltaram com novos pedidos e justamente para este disco que agora estou postando aqui. Foi mesmo muita sorte e coincidência pois o disco acabou aparecendo por aqui. Então, para não dizer que não falei de flores, segue aqui mais um disco do lusitano cantor. Lp gravado pela Continental em 1962. Creio que foi o último que Tony de Matos gravou por aqui. Uma seleção de fados, repertório essencialmente português, para a alegria daqueles que por este tanto esperavam. Confiram no GTM…
 
foi em lisboa
o namorado da rita
nostalgia no fado
fado xuxu
o meu alentejo
toiro he toiro
vocês sabem lá
histórias de uma chinela 
menina feia
campino apaixonado
já faz umano
éh pa do fado
 
 
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Conjunto Época De Ouro – Interpreta Pixinguinha E Benedito Lacerda (1977)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! A medida que o tempo passa por aqui, se eu não seguir pelo index, acabo postando discos repetidos. Foi mais ou menos isso que aconteceu nas últimas semanas, quando tive o trabalho de selecionar alguns discos para as nossas postagens. Verifiquei posteriormente que já os havia publicado aqui no Toque Musical, daí, me vejo obrigado a recorrer aos ‘arquivos de gaveta’, ou ‘discos de gaveta’, aqueles que estão sempre prontos para entrarem numa emergência. E assim vamos nós… E nesta temos aqui, mais uma vez neste ano, o tradicional Conjunto Época de Ouro que vem neste disco, lançado em 1977 pela Continental, trazendo a música de dois grandes, Pixinguinha e Benedito Lacerda. Um repertório, por certo, já bem conhecido de todos, mas que sempre chama a atenção, principalmente quando interpretado pelo mais famoso grupo de choro de todos os tempos. Confiram no GTM…
 
flauta e pandeiro
naquele tempo
sensível
sofres porque queresos 
oito batutas
o rasga
1×0
seresteiro
boneca
doidinho
vasconcelos em apuros
dominante
 
 
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Woops – Palco Da Vida (1981)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Aqui vou eu de novo explorando os lotes de discos que o meu amigo Fáres me enviou. Há sempre alguma coisa que eu não conhecia e que se encaixa aqui em nosso espaço como uma luva. E se tem uma coisa que a gente gosta aqui no Toque Musical são esses discos obscuros, curiosos e raros. Aqui temos um bom exemplo de um disco que, talvez, poucos conheçam: “Woops – Palco da Vida”, disco lançado em 1981 pela Continental. Eu também não conhecia a banda Woops e para tanto, só mesmo colocando para tocar e procurar na internet maiores informações. Foi o que fiz.. Descobri que esta banda veio do Espírito Santo, um grupo capixaba que surgiu em Vila Velha nos primeiros anos da década de 70. Era um conjunto de bailes e festivais que atuou por mais de dez anos por várias cidades do estado. Inicialmente se chamavam Grupo Wups, mas a partir dos anos 80 passou a se chamar Woops, quando então também tiveram a chance de gravar seu primeiro disco. Ao que parece, a Continental lançou primeiro um compacto com a faixa Palco da Vida e em seguida sairia este lp. Segundo informações, o grupo passou por várias formações, tendo sempre a frente o guitarrista Paulinho que mais para frente adotaria o nome de Paulo Woops, dando sequencia no que restou dos Woops e formando sua banda, Paulo Woops & Megabanda. A sonoridade dos Woops é bem interessante e característico do que ecoava na música pop dos anos 70. Teriam feito mais sucesso se seus produtores tivessem investido mais na banda. Lembra bem um Roupa Nova ainda na época dos Famks. Para quem não conhece, olha a chance aí… Confiram no GTM.
 
palco da vida
deus
novas manhãs
beatriz
pendure um sorriso
venha dançar
criança
raiz da vida
faça a cabeça funcionar
caminhante
 
 
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Berê (1978)

Olá, caros amigos cultos e ocultos! Nosso toque musical de hoje é para este disco, hoje raro, lançado em 1978 pela Continental, da então estreante, a cantora e compositora Berenice Biachi, ou Berê como adotou em disco. Ela é uma cantora gaúcha que despontou no cenário fonográfico aos 18 anos. Teve a oportunidade de lançar este disco por uma grande gravadora e desta recebeu toda a atenção, sendo na época muito bem divulgada pela área de comunicação da Continental. O álbum, muito bem produzido lá pelas bandas do sul, trás um repertório exclusivo de compositores gaúchos, nomes importantes como Lupcínio Rodrigues, Luiz Coronel, Glenio Fagundes, Galileu Arruda, Marco Aurélio Vasconcelos, Raul Ellwanger e Geraldo Flach. Há também espaço para uma composição própria, “Gaúcho”, em parceria com Luiz Paulo. O lp é realmente muito bom e merece ser lembrando. Contudo, mesmo com toda essa produção o disco de Berê não deslanchou para além das fronteiras sulistas. Curiosamente, parece que a cantora não gravou mais discos, não há na internet informações sobre isso. Mas, ao que parece, Berê acabou seguido outros rumos, se tornou um arquiteta e trabalha nessa área. Ficamos mesmo sem saber é se ela ainda continua cantando. Por hora, vamos apreciar o trabalho…
 
amargo
viagem para o sul
gosto
a triste milonga de leontina das dores a espera de seu homem
cão e gato
escandalosamente maravilhante
nos cantos escuros
leontina dsa dores canta o filho que vai nascer
petiço pipeiro
invernias
gaucho
 
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Moacyr Franco Show (1970)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Vejam vocês… Ao longo de toda a existência do Toque Musical, até hoje eu não havia postado nenhum disco do Moacyr Franco. Uma injustiça, convenhamos, afinal ele foi e ainda é um grande artista. Me lembro muito bem dele, principalmente em programas de televisão onde ele mesclava música e humor. Moacyr Franco nasceu na cidade de Ituiutaba, aqui em Minas Gerais. Cantor, compositor, ator, humorista e (para queimar o filme) político, chegou a ser deputado. Gravou vários discos ao longo de sua carreira e como compositor tem música para todo gosto, sempre foi muito eclético. 
Aqui temos dele o lp “Moacyr Franco Show”, que viria a ser também o nome de seu mais famoso e duradouro programa de televisão. Foi exibido de 1972 até 77, pela Rede Globo. Neste disco temos um repertório variado com temas autorais, versões de músicas internacionais e também de outros compositores, inclusive uma música do Rei do Futebol, nosso grande ídolo, Pelé. O disco é realmente muito interessante e vale a pena relembrar…
 
eu amo tanto tanto
decisão
pior é não ter por quem chorar
canta que passa
vem 
fogos de artifício
balada para um louco
cristina
prelúdio da namorada
olinda dos velhos tempos
hoje
por enquanto adeus
 
 
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Desafio Das Contas [Soma] (1974)

Bom dia, amiguinhos cultos e ocultos! Saindo um pouco do comum, ou fazendo jus ao nosso lema de ouvir com outros olhos, hoje temos em nossas postagens um disquinho dedicado ao público infantil, o infantil que fomos nós, hoje pessoas adultas. Sim, este disco foi lançado em 1974, pela Continental e para o seu selo Corujinha. Quem está aí por volta dos 50 anos deve se lembrar. Trata-se de um trabalho produzido e de autoria de Nazareno de Brito, com arranjos e regência do maestro Renato de Oliveira. Uma feliz ideia para ensinar as crianças a somar, fazer da matemática uma diversão e um aprendizado fácil, na base da decoreba. Aliás, a melhor maneira de decoreba que eu conheço, pois não há nada melhor que lembrar através da música. Além de ser útil é também divertido e um trabalho musical muito bem produzido. Neste, além dos personagens, temos também um coral no qual se destaca a presença do grupo Titulares do Ritmo e também as vozes femininas de Lurdes, Magda e Judith (seriam As Gatas?). Em resumo, um disquinho divertido que irá agradar até mesmo as crianças de hoje em dia. 
Vamos conferir esta soma no GTM? 🙂
 
abertura
conta do +1
conta do +2
conta do +3
conta do +4
conta do +5
conta do +6
conta do +7
conta do +8
conta do +9
 
 
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Dilermando Reis – Solista De Violão (1956)

Boa hora a todos, amigos cultos e ocultos! Aproveitando os instrumentistas que já estavam a mão, colhi mais um ‘disco de gaveta’, pois o tempo é curto e eu já estou atrasado… Desta vez selecionei o Dilermando Reis, um dos grandes solistas brasileiros de violão, em disco o qual eu acreditava ainda não tê-lo postado aqui. Na verdade, não foram muitos, mas Dilermando está presente em diversas postagens e inclusive este disco que agora estou postando novamente. E isso faz sentido por três razões. Primeiro por conta da pressa, do tempo que não tenho para digitalizar um outro disco. Segundo, porque, embora seja o mesmo disco, a capa é diferente (o que me fez pensar que ainda não havia sido postado). E terceiro porque a postagem anterior já vai para quase dez anos atrás e em se tratando de Dilermando Reis, mais uma dose sempre cai bem. Assim, aqui vamos novamente com este delicioso lp de dez polegadas, para agradar principalmente os amantes do violão (bem tocado). Confiram no GTM…
 
sons de carrilhões
abismos de rosas
magoado
noites de lua
adelita
tristesse
sonata ao luar
ruas de espanha
 
 

Waldir Azevedo (1977)

Olá, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! Nosso encontro hoje é com Waldir Azevedo, um dos mais destacados cavaquinistas do Brasil, referência inquestionável também no choro e na seresta. Um músico excepcional. Além de alguns discos dele que já postamos aqui, sua presença também está em diversos outros discos e de diferentes artistas. Assim e mais uma vez aqui temos dele este belo trabalho homônimo, lançado em 1977 pelo selo Continental. Segundo o próprio artista, este foi o primeiro disco que ele gravou em São Paulo e para tanto, procurou fazer uma seleção que homenageasse todo o Brasil, com temas de diversos pontos do país, muitas dessas músicas, hoje são clássicos populares. Mas cabe ainda umas três faixas autorais que completam, de maneira pessoal a assinatura de Waldir Azevedo. Vamos conferir? 😉
 
flor do cerrado
magoado
contraste
é do que há
chão de estrelas
pra esquecer
vassourinhas
cavaquinho seresteiro
choro negro
brejeiro
flor do abacate
são paulo quatrocentão
 
 
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Avena De Castro – Uma Cítara E Duas Rosas (1959)

Boa noite, meus camaradas, amigos cultos e ocultos! Vamos seguindo com nosso toque musical, diário (e com alguns atrasos, evidentemente). Desta vez trazendo um disco do compositor e citarista, Heitor Avena de Castro, talvez o único instrumentista a usar a cítara na música popular brasileira. Embora fosse de formação erudita, Avena de Castro se tornou conhecido graças a sua atuação em orquestras das Rádios Nacional, Jornal do Brasil e Roquette Pinto. Nos anos 50 ganha destaque gravando vários discos, principalmente valsas e choros, sendo este último o gênero que melhor o define.
Aqui temos dele este lp, lançado em 1959, onde encontramos um pouco de valsa, choro, samba, tango, polca, fado e canção. Boa parte, músicas bem conhecidas do grande público. Acredito até que boa parte desses fonogramas foram lançados antes, em 78 rpm. Vamos conferir?
 
linguagem das flores
estrellita
canção vienense
despertar da montanha
luar de paquetá
maringá
miau miau
coimbra
a bela do tirol
torna e sorrento
quem sabe
cochilando
 
 
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Neide Fraga – Mais Balanço (1965)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Neste desfile de raridades, eu hoje trago para vocês o balanço de Neide Fraga, cantora que por aqui e até então só apareceu em coletâneas. Neide Hor-Meyll Fraga foi uma cantora que iniciou sua carreira ainda nos anos 40 em programas de rádio. Seus discos começaram a aparecer a partir dos anos 50. Boa parte deles em bolachas de 78 rpm. Trabalhou também na televisão.
Aqui temos dela este álbum, de 1965 e que provavelmente terá sido seu último disco, pois a partir dessa época ela foi se afastando da mídia, fazendo apenas apresentações esporádicas. “Mais Balanço” parece ser uma sequencia a qual ela começou na Philips, no disco “Balançando”, ao lado de Walter Wanderley, lançado no ano anterior (1964). Uma boa safra, com uma boa escolha de repertório e a assistência indispensável de dois mestres, Francisco Moraes e Erlon Chaves, responsáveis pelos arranjos e orquestração. Está aí… mais um disco raro que faz a alegria de colecionadores. Confiram no GTM…
 
samba jazz
gente
dor de separar
miss biquini
só deus e eu
mar amar
balançafro
posto seis
arrastão
onda quebrando
barquinho diferente
vá ser feliz
 
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Duo Guarujá (1957)

Boa noite, caros amigos cultos e ocultos! Seguimos intercalando nossas postagens com discos de 10 e 12 polegadas. E na postagem de hoje temos para vocês mais um raro disquinho de 10, lançado pela Continental, em 1957. Trata-se do Duo Guarujá, uma dupla que fez muito sucesso no rádio, nas décadas de 50 e 60. Gravaram dezenas de discos, entre 78 rpm, compactos e lps. Formada por Armando Argentoni e Manilce Lalli (também conhecidos como Nilsen Ribeiro e Armando Castro). Armando foi também um dos componentes do grupo Vagalumes do Luar. Com um repertório popular, romântico e bem variado a dupla gravou este que foi o seu primeiro lp de 33 rpm. Aqui encontramos guarânias e boleros, sucessos que deram a dupla destaque nacional. Confiram o disco no GTM…
 
história de um amor
a que se foi
ciúmes
falam de mim
que murmurem… que murmurem
eu
não quero que ela saiba
punhalada
 
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Carnaval de 57 (1957)

Olá, meus amigos cultos e ocultos! Ao que tudo indica, nos próximos dias, só teremos no GTM links pelo Depositfiles, pois, pelo Mediafire nossa conta já esgotou. Sei que muitos preferem o Mediafire, mas infelizmente teremos que nos contentar com o outro, temporariamente, ok?
Hoje eu vou trazer mais um disco de carnaval, bem parecido o do “Ritmos da Panair”, pois aqui também é só sucessos, nas vozes de Emilinha Borba, Jorge Goulart, Vera Lúcia, Ruy Rey,  Vagalumes do Luar, Duo Guarujá, Bill Farr, Nora Ney, Jamelão, Gilberto Milfont e Risadinha. Uma seleção, hoje clássica, da Continental para o Carnaval de 1957. Neste lp de 10 polegadas as músicas fazem parte deu um imenso pot pourri carnavalesco, sem pausa. Não deixem de conferir no GTM…
 
vai com jeito – emilinha borba
inflação de mulheres – jorge goulart
olha o jacaré – vera lúcia
seu romeu – ruy rey
os olhos da morena – vagalumes do luar
marcha do garrafão – duo guarujá
vamos beber – bill farr
não vou chorar – nora ney
não quero mais amar ninguém – jamelão
vou pensar – gilberto milfont
teu falso amor – risadinha
 
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Ritmos Da Panair – Sucessos Do Carnaval (1957)

Bom dia, meus caros amigos cultos e ocultos! Hoje eu resolvi quebrar a rotina das últimas semanas com postagens alternadas de dez e doze polegadas. Vamos mais uma vez com um disquinho de 10″. Aliás, dois disquinhos de 10 polegadas. Aqui tenho “Sucessos de Carnaval” lançado provavelmente em 1957, pela Continental. Trata-se de um disco de marchas e sambas carnavalescos, uma seleção de 24 músicas distribuídas ao longo dos dois lados deste lp. Para tanto, a Continental recrutou alguns de seus prestigiados artistas: Emilinha Borba, Jorge Goulart e Gilberto Milfont, sobe a direção e arranjos de Radamés Gnattali, para juntos interpretarem este alegre repertório, reunindo verdadeiros clássicos dos salões e avenidas. Este mesmo lp voltaria a cena um ou dois anos depois na série promocional criada para a Panair. Segundo contam, era um disquinho de brinde dado aos seu clientes passageiros da saudosa empresa aérea que virou até música na voz de Milton Nascimento em “Saudades da Panair”. Por essas e outras foi que eu achei por bem de apresentar os dois discos juntos. Vamos conferir no GTM este pout-pourri?
 
praça onze
uma promessa
abra a janela
o orvalho vem caindo
cai… cai…
atire a primeira pedra
não tenho lágrimas
implorar
nêga do cabelo duro
helena… helena…
ai que saudades da amélia
é bom parar
teu cabelo não nega
linda morena
linda lourinha
jardineira
ride palhaço
t’hai
pierrô apaixonado
marchinha do grande galo
pirolito
aurora
chiquita bacana
touradas de madrid
 
 
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Trio Nagô (1955)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Um dos grupos vocais da ‘velha guarda’ que eu mais aprecio é o Trio Nagô, um grupo brasileiro pioneiro na arte da vocalização. E já tivemos o prazer de apresentá-los aqui em outras postagens. Desta vez, me lembrei deste disco, cujo o mesmo arquivo foi postado no excelente blog Bossa Brasileira. Eu até tenho o disco, mas acredito que o arquivo digital do BB está em melhor qualidade do que eu poderia extrair do meu disquinho, que tá fritando que é uma beleza 🙂 Assim, já que comecei a postagem, melhor seguir pelo melhor. Neste lp de 10 polegadas lançado pela Continental, em 1955, temos o Trio Nagô num repertório que dá prazer em ouvir repetidas vezes, que nos convida também para cantar ou acompanhar num assovio essa seleção que podemos considerar como clássicas do cancioneiro popular. Aqui tem…

prece ao vento
mocambo de paia
terra seca
dora
aquarela cearense
na baixa do sapateiro
louco da praia
ladeira do amor
 
 
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Aracy De Almeida – Noel Rosa (1954)

Olá, meus amigos cultos e ocultos! E lá se vai agosto… e para fechar o mês, aqui vai um pouco mais de Noel Rosa. Temos desta vez este lp de dez polegadas, lançado pelo selo Continental, em 1954, trazendo a cantora Aracy de Almeida, uma das mais fiéis intérpretes do Poeta da Vila. Este lp, na verdade, foi extraído de um álbum luxuoso, lançado pela Continental em 1950, em discos de 78 rpm. Álbum este em dois volumes. Inclusive, eu teria postado aqui justamente essa primeira versão, mas tive a infelicidade de deixar cair um dos álbuns e acabei perdendo três discos, que como todos devem saber, quebram como louça. Mas o lp que agora apresento é quase a mesma coisa, com a mesma e belíssima capa e gravações originais de Aracy de Almeida em um trabalho póstumo, homenageando um dos mais importantes compositores brasileiros. Este é um disco clássico que não pode faltar na coleção de quem gosta de música popular brasileira. E como anda difícil encontrar essas duas primeiras versões, aqui, pelo menos temos para vocês a versão digitalizada e como sempre completa, com capa, contacapa e selos 😉 Vamos conferir?
 
feitiço da vila
pra que mentir
último desejo
silêncio de um minuto
x do problema
conversa de botequim
não tem tradução
palpite infeliz
 
 
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Noel Rosa – Canções De Noel Rosa Cantadas Por Noel Rosa (1955)

Bom domingo a todos vocês, amigos cultos e ocultos! Hoje eu acordei com Noel Rosa na cabeça e na ponta da língua. Geralmente é assim, acordo sempre com uma música na cabeça. Desta vez vieram várias e todas do Noel. Daí, não deu outra… vamos de Noel Rosa, porque não? Acredito que já tenha postado aqui quase tudo desse grande compositor, inclusive os próprios fonogramas deste disquinho de dez polegadas que agora apresento. Isso não importa, até porque, este pequeno álbum é o que podemos chamar de primeira edição em 33 rpm, é um clássico, é um 10 polegadas e acima de tudo é Noel Rosa.
Aqui temos o autor, compositor, interpretando por ele próprio algumas de suas célebres canções. Um disco, evidentemente póstumo, cujo os fonogramas foram extraídos de gravações originais para disco de 78 rpm. Um clássico de nosso cancioneiro popular que não pode faltar na discoteca de quem ama a música popular brasileira. Seja no físico ou no digital, Noel é fundamental (pronto, rimei… ). Confiram no GTM…
 
vejo amanhecer
devo esquecer
coisas nossas
mentiras de mulher
gago apaixonado
mulher indigesta
positivismo
felicidade
 
 
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Miguel Gustavo (1972)

Boa noite, caríssimos amigos cultos e ocultos! Se antes já era difícil manter as postagens diárias, agora então nem se fala. Já não tenho mais o Samuca, que eventualmente me dava uma força. Agora vamos nos arrastando pelo menos até o dia 30, quanto então, oficialmente, o Toque Musical completa 14 anos. Dessa forma, até lá, temos que manter o fluxo e também a pose 🙂 Mas já temos algumas novas ideias engatilhadas. Vamos aguardar…
Hoje temos aqui e mais uma vez um disco com músicas do compositor e publicitário Miguel Gustavo. Em uma outra ocasião chegamos a postar aqui um disco não comercial, da MPM Propaganda e como este, lançado em 1972. No caso, trata-se de um disco póstumo. Miguel Gustavo faleceu aos 49 anos, em janeiro de 72. Para os que ainda não o conhecem, ele foi um compositor de muitas músicas e jingles famosos, músicas que ainda hoje são relembradas com sucesso. Este lp faz parte da série Colagem, da gravadora Continental, lançada em 1971, na qual estão presentes uma dezena de outros artistas populares. Neste lp dedicado a Miguel Gustavo iremos encontrar doze composições suas, algumas, inclusive, que não apareceram no outro disco do qual já falamos. Sem dúvida, um disco essencial em qualquer discoteca dedicada a música popular brasileira. Vamos conferir…
 
é tempo de amar – francisco alves
café soçaite – jorge veiga
achados e perdidos – elizete cardoso
brigitte bardot – jorge veiga
per omnia secula seculorum – carminha mascarenhas
e daí – elizete cardoso
pra frente brasil – coral de joab
hino do sesquicentenário da independência – coral de joab
brasil eu adoro você – angela maria
obrigado pelé – conjunto nosso samba
fanzoca de rádio – carequinha
é tempo de rio grande – teixeirinha
 
 

Sérgio Carvalho – P’ra Frente (1964)

Boa noite para todos os amigos, cultos e ocultos! Em outros tempos estaríamos agora festejando o mês de aniversário do Toque Musical. Mas ando tão desanimado e cada dia mais. Mesmo com tanta música a gente não consegue fugir dos problemas e as vezes nem ela pode nos salvar. Porém, a gente segue…
Hoje aqui temos esse ‘arquivo de gaveta’, por pura preguiça de preparar algum dos discos que, na verdade, já estão engatilhados. Enfim, não importa muito, pois o ‘arquivo de gaveta’ aqui não deixa nada a desejar.
Trago para vocês o primeiro lp de Sérgio Carvalho, músico compositor, pianista e arranjador. Gravou apenas três discos nos anos 60, se dedicando a partir dos anos 70 a trabalhar em discos de outros artistas como músico e arranjador. Nessa, a lista é bem grande, mas só para se ter uma ideia: Roberto Carlos, Alcione, João Nogueira, João Bosco, Carlinhos Vergueiro, Cartola, Leci Brandão, Fagner, Beth Carvalho, Elis Regina, Wilson Simonal e outros bambas da nossa mpb. Neste primeiro disco lançado por ele em 1964, através do selo Continental, temos um repertório fino, entre composições próprias e de outros autores. Um autêntico disco de bossa nova e como tal, um registro hoje raro, disco difícil de se achar por aí até mesmo no formato digital. Está aí uma boa razão para publicá-lo e incluí-lo em nosso acervo. Confiram no GTM..
 
lágrima flor
na manhã
vem viver
amor de nada
fada bombom
tudo era você
noa noa
enquanto a tristeza não vem
nosso amanhã
até amanhã até mais ver
louca de saudade
tanto amor
 
 
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Sérgio Murillo (1969)

Muito boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Alternando entre um disco de 10 e outro de 12 polegadas, assim vamos nós, enquanto durarem os estoques, hehehe… Aqui, mais um disco da série doação de vizinho, aqueles que por pouco não foram parar na cesta de lixo. Olha só o que temos aqui… Um lp do cantor Sérgio Murillo, lançado em 1969, pela Continental. Taí um disco que eu não conhecia dele e sinceramente, me surpreendeu. Repertório legalzinho com músicas de Fábio, Paulo Diniz, Luiz Vagner, Martinha e outros… Este foi o seu sétimo lp e já nesta época ele fazia mais sucesso em países da América Latina do que propriamente no Brasil. Aliás, nos anos 70 ele praticamente ficou reduzido a compactos e com o passar do tempo foi se tornando esquecido. Segundo contam, morreu na infelicidade de uma decadência, aos 51 anos de idade. Triste. E pensar que ele era para ser um astro, considerado ‘rei do rock’ e coisa tal… Infelizmente o destino não lhe foi tão promissor. Lamentável…
 
tanta chuva em meu caminho
lia não existe
as estradas
um garoto como eu
jaguar espacial
a guitarra
a diligência
o que eu quero é viver
quando eu digo acabou
as verdes colinas
acredite se quiser
ordem geral
 
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Som 4 (1964)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Aqui vai mais um disquinho… Disquinho não, discão! Temos nesta postagem um exemplar de um lp dos mais cobiçados por colecionadores e gente que acha que é colecionador. Aliás, é bom que se diga, é muito por conta dos colecionadores de ocasião, essa gente endinheirada que resolveu de repente entrar na onda do vinil apenas para mostrar aos amigos e visitantes, ou postar aquelas fotos nas redes sociais que a cotação de lps foi lá no alto. E eles são exigentes, não se contentam apenas em ter discos, querem as primeira edições, os originais para ficarem bonitos na fita, como dizem por aí. Foi quando apareceu esse tipo de colecionador que os preços subiram, que a especulação ganhou força e o Mercado Livre se tornou o termômetro, ou o indicador de preços. Hoje, ninguém mais vende disco sem antes consultar os valores no Mercado Livre e no Discogs. E é nessas plataformas que surge os especuladores, gente que de repente se tornou especialista em discos (ou seria vendas?). As vezes nem sabe bem  o que é mais, mas se é antigo, velho, vira raridade. Anunciam nessas plataformas com a maior cara dura, colocando preços que nem mesmo colecionadores de verdade comprariam. Isso, inclusive, virou uma prática especulativa. O sujeito tem um determinado disco, quer vender, vai no Mercado Livre e parea no preço com outro igual que esteja anunciado. Quando não há outro em oferta/anúncio, tanto melhor, ele coloca o preço que quer e sendo o primeiro ou único, passa a ser o que dita o preço. Outros que chegam, se baseiam no preço desse e assim o comércio especulativo do vinil vem crescendo até chegar um momento em que engessa. Os discos ficam tão caros que já não público para comprar. Assim funciona o comércio do vinil nos dias de hoje.
Mas, voltando a raridade, ao disco do dia, temos aqui o Som 4, grupo formado nos anos 60 por quatro grandes músicos: Papudinho no piston, Hermeto Pascoal na flauta e piano, Azeitona no contrabaixo e Edilson Aires na bateria. Entre muitos motivos que levam este disco ser raro, está o fato de ter sido o único gravado pelo grupo em uma edição que, por certo, não passou de mil cópias e nunca ter recebido uma reedição. Somente em 2002 ele mereceu uma edição em cd, dentro da série “Arquivos Warner”, supervisionada pelo Titãs Charles Gavin. É um disco já bem rodado na internet, em diferentes blogs de música, o que o levou a ser conhecido e cobiçado também pelas novas gerações. Confiram no GTM…
 
consolação
samba novo
minha namorada
deus brasileiro
maria moita
deixa
esse mundo é meu
inútil paisagem
balanço zona sul
nanã (coisa nº5)
samba de verão
louco de saudade
 
 
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Wilson Miranda (1974)

Olá, amigos cultos e ocultos! Começando a semana e dando sequencia a nossa mostra de discos de 7 polegadas, hoje temos aqui este compacto do cantor Wilson Miranda, artista este já apresentado aqui no Toque Musical. Desta vez temos ele num compacto duplo com quatro temas de sucesso e destacando,  “O Homem de Nazareth”, música de Cláudio Fontana que ficou marcada na voz do cantor Antônio Marcos e creio que também foi gravada por outros artistas. Confiram no GTM…
 
o homem de nazareth
de que vale ter tudo na vida
te amo eternamente
o show já terminou
 
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Duda E Seu Ritmo – Hit Parade (1958)

Olá, amigos cultos e ocultos! Aqui está, pela primeira vez, no Toque Musical, o pianista Aldovrando  de Castro, o Duda, com um dos muitos LPs que gravou para a Continental, ao lado de seu conjunto, “Hit parade”, lançado em 1958. Duda era paulistano e desde logo interessou-se por música, aprendendo muito cedo os rudimentos do piano. Quando sua família transferiu-se para o então Distrito Federal, Duda aprimorou seus estudos clássicos cursando o Instituto Musical do Rio de Janeiro. Voltando a São Paulo, em 1937, iniciou-se profissionalmente na orquestra de José Nicolini, famosa na época. Nesse tempo, tendo concluído o ginasial, frequentava o pré-médico, pois tencionava formar-se em Medicina. Porém, a convite de um amigo, passou a tocar na orquestra de bordo do navio “Cuiabá”, que fazia a linha Brasil-Europa. Nas proximidades de Leixões, em Portugal, o navio encalhou, o que obrigou Duda a passar três meses em Lisboa, atuando nas orquestras locais. Prosseguindo viagem, percorreu as principais cidades da Europa, onde divulgou e tocou nossa música popular. De volta ao Brasil, Duda passou a atuar nos principais cassinos e centros de diversões de São Paulo e Rio de Janeiro. Foi somente no pós-guerra que ele organizou sua própria orquestra, sendo contratado pela Rádio Record de São Paulo e aparecendo nos principais clubes noturnos. Em 1947, organizou um pequeno conjunto, aperfeiçoando-o mais tarde, e transformou-o em sexteto, com ele atuando nas principais emissoras de rádio e televisão de São Paulo. Em 1957, a convite da Continental, gravou seu primeiro LP, “Hoje tem baile”, logo seguido por outros. É o caso deste “Hit parade”, no qual executa, ao lado de seu sexteto e também de um coro, sucessos nacionais e internacionais, ao gosto da época. É mais um disco interessante, merecedor de nosso Toque Musical. Não deixem de conferir no GTM.
 
alone
love me forever
little darling
mister lee
diana
pode ser
adeus amor
nega manhosa
carioca dengosa
por causa de você
onde estou
till
april love
around the world
 
 
*Texto de Samuel Machado Filho

Conjunto Época De Ouro (1974)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Passamos os últimos dias postando discos de choro e nessa leva não podemos deixar de fora um dos mais importantes grupo, o Conjunto Época de Ouro. Já tivemos o prazer de apresentar aqui outros momento desse espetacular grupo criado por Jacob do Bandolim em 1964 e que ainda hoje mantém acesa a chama do choro genuíno através de uma nova geração. Pelo grupo passaram grandes instrumentistas e assim se mantém ao longo de seus 55 anos de existência. Aqui temos um lp de 1974, o primeiro produzido por Reginaldo Bessa. Um trabalho feito com esmero, envolvendo também a participação de Abel Ferreira, Canhoto, Pedro Sorongo e os ritmistas Gilson e Luna. O Época de Ouro neste disco era formado por Cesar e Damazio, nos violões, Dinho no violão de sete cordas, Déo Rian no bandolim, Jonas no cavaquinho e Jorginho no Pandeiro. O repertório procura traçar a trajetória do choro, dos tempos de sua pré-existência aos dias atuais daquele início dos anos 70.

noites cariocas

nem ela nem eu

batuque

choro negro

o nó

saudações

diabinho maluco

inesquecível

choro nº 1

carolina

sentimento de um coração

meu chorinho

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Homenagem A Américo Jacomino (Canhoto) (1978)

Olá, amigos cultos e ocultos! Na trilha do choro, aqui vamos nós listando o que merece ser ouvido com outros olhos. Por certo este disco não é exatamente um disco de choro, mas cabe em nossa lista perfeitamente. Temos desta vez um lp que é uma homenagem ao grande violonista e compositor Américo Jacomino, mais conhecido como Canhoto. Já tivemos o prazer de trazê-lo aqui em nosso Toque Musical e mais uma vez ele volta e desta em um disco onde marca 50º ano de seu falecimento. Uma boa lembrança, produzida com todo o rigor que merece o artista. Este disco foi produzido na intenção de reunir alguns dos melhores violonistas interpretando obras de Canhoto. No texto de contra capa há uma explicação detalhada sobre essa seleção. Estão reunidos aqui feras do pinho como Paulinho Nogueira, Edson Lopes, Rago, Roberto Ramos, Nelson Anderáos, Celso Machado, Eraldo Souza e José Franco. Para completar, tem ainda incluído “Amor de Argentina” fonograma extraído de disco de Dilermando Reis, “Sombras que vivem”, valsa até então inédita de Canhoto aqui interpretada por Sebastião Tapajós e “Abismos de rosas” na interpretação do próprio filho de Canhoto tocando no violão do pai. Disco realmente muito bacana que não dá para perder…
 
abismo de rosas – luiz américo jacomino
brasileirita – paulinho nogueira
reminiscências – edson lopes
olhos feiticeiros – antonio rago
lamentos – roberto ramos
marcha dos marinheiros – nelson anderáos
marcha triunfal brasileira – celso machado
escuta minh’alma – josé franco
amor de argentina – dilermando reis
arrependida – nelson cruz
niterói – eraldo souza
sobras que vivem – sebastião tapajós
 
 
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Waldir Azevedo (1970)

Boa noite, caros amigos cultos e ocultos! Olha só o que temos para hoje… Waldir Azevedo, um dos mais importantes nomes do cavaquinho, mais uma vez marcando presença aqui nas postagens do Toque Musical. Desta vez temos um lp lançado em 1970, onde nosso cavaquinista vem com uma série predominantemente de choros, mas também tem valsas e samba, autorais e de outros grandes como Ary Barroso, Custódio Mesquita e Sadi Cabral, Roberto e Erasmo Carlos, Nassara… Enfim, um disco muito bem dosado, onde Waldir Azevedo esbanja todo o seu talento. Confiram no GTM…

guanabarino
oh meu imenso amor
guarânia brasileira
sarau
você carinho e amor
chiquita
você é minha paz
canta maria
nós queremos uma valsa
uma seresta no sul
tema de amor
alguém que passou
 
 
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Pessoal Do Ceará – Meu Corpo Minha Embalagem Todo Gasto Na Viagem (1972)

Muito bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Eis aqui um disco que há tempos está na promessa de ser postado aqui no Toque Musical. Enfim, chegou a sua hora, a sua vez… Afinal, é mais um que aqui não pode faltar, né? Então… Temos este clássico e também único disco do coletivo Pessoal do Ceará, formado por Ednardo, Rodger e Teti. Na verdade, o Pessoal do Ceará foi uma espécie de movimento cultural surgido no final dos anos 60, no Ceará, por um grupo de artistas e intelectuais, dos quais estavam inseridos Ednardo, Fagner, Belchior, Rodger, Teti e muitos outros… Tudo tomou forma a partir dos anos 70 quando essa turma começa a se destacar nacionalmente. Em 1972 eles recebem o convite para gravar um disco, no caso este lp no qual acabaram ficando de fora o Fagner e Belchior, pois esses dois já tinham contratos com outras gravadoras. Daí, o Pessoal do Ceará acabou sendo Ednardo, Rodger e Teti e nasceu este disco que é simplesmente maravilhoso, “Meu corpo, minha embalagem, todo gasto de viagem”. Um álbum que é um clássico da nossa moderna música popular brasileira, hoje, mais ainda, uma raridade que injustamente não recebeu uma reedição em 180 gramas, razão pela qual um exemplar original e em boas condições esteja custando até 500 reais entre colecionadores. Embora não sendo uma novidade na rede, aqui no TM é que ele se consagra! Confira no GTM…

ingazeira

terral

cavalo de ferro

curta metragem

falando da vida

dono dos teus olhos

palmas pra dar ibope

beira mar

é isto

a mala

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Banda De Pífanos De Caruaru (1976)

Muito bom dia, prezados amigos cultos e ocultos! Estamos trazendo, já pela segunda vez, a famosa Banda de Pífanos de Caruaru, também conhecida como Banda de Pífanos Zabumba de Caruaru. É considerado um dos mais antigos grupos musicais em atividade no país. Para se ter uma ideia, o grupo foi formado no final dos anos 30 pela família Biano. Se estabeleceram na cidade de Caruaru e daí veio o nome. Ganharam notoriedade no sertão nordestino, se apresentando em bailes e festas por diversas cidadezinhas e ao longo de décadas. Mas foi só a partir dos anos 70 que a banda ganhou projeção nacional, por conta, de certa forma, de Gilberto Gil que em 1972, em suas pesquisas musicais, chegou até o grupo. Foi Gil o responsável pela apresentação da banda ao Brasil, quando incluiu em seu disco “Expresso 2222” o tema instrumental “Pipoca moderna”, música essa que viria em 75 receber uma letra de Caetano Veloso e incluida em seu disco, o “Joia”, de 1975.
Ao que consta, Sebastião Biano, o único membro original do grupo ainda vivo, completou em 2019 cem anos e ainda com destreza na flautinha. A banda continua em atividade com novos membros, sendo hoje uma herança cultural do nordeste.
O disco que temos aqui foi lançado em 1976, pelo selo Continental. Saiu, inclusive, antes do que foi apresentado pelo selo Marcus Pereira e aqui só tem em comum a sua música mais famosa, “Pipoca moderna”. Taí, um disquinho bacana, que vale a pena conferir.

pipoca moderna
caboré
frevo danado
arrasta pé corneta
lamentação
flor do muçambê
carimbó de pífanos
o tocador rebate a marcha
levanta poeira
o chor de pífanos
cabo de vassoura

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Britinho E Seu Conjunto – Sucessos De Dorival Caymmi (1956)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Vamos nós nesse sortido e rico balaio musical, hoje trazendo a música de Dorival Caymmi na interpretação instrumental do gaúcho João Leal Brito, o Britinho e seu Conjunto. Este lp de 10 polegadas foi lançado em 1956 pelo destacado selo Continental. Um disco de pequeno porte, mas que nos traz oito faixas e nove músicas, grandes sucessos de Caymmi até aquele momento. Vale a pena conferir 😉

nem eu 
lá vem a baiana
vatapá
peguei um ita no norte
dora
marina
rosa morena
bole bole
requebra que eu dou um doce

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Grupo Capote – No Forrock (1972)

Boa tarde, meus prezados amigos cultos e ocultos! Na semana passada recebi de um amigo este disco do Grupo Capote. Segundo ele, o lp é um presente pelo aniversário de 13 anos do Toque Musical. Por acaso, este disco eu já havia postado logo nos primeiros anos do blog. Mas eu não deixaria de postá-lo novamente, tanto pelo presente, quanto pela primeira postagem, que como boa parte das publicações iniciais eram mesmo vergonhosas. Então, mais um bom motivo para trazer de volta…
Temos assim o Grupo Capote, liderado pelo baiano Odair Cabeça de Poeta. Este lp, “Grupo Capote no Forrock” foi o primeiro disco, lançado em 1972 pelo selo Continental. Por certo e para mim, o melhor disco deles. Já cheguei a postar aqui outros trabalhos desse grupo, inclusive disco solo do Odair, que há tempos abandonou a vida de artista para ser dono de pousada e também provedor de internet (vejam vocês). Mas, enfim, segue aqui esse discaço que tem além de músicas próprias, “Eu disse que disse”, de Tom Zé. “Fiz uma viagem”, de Dorival Caymmi e a engraçadíssima “Tu tá comendo vrido”, de Gordurinha. Mas a música que mais se destaca é “A feira” que até hoje sempre é lembrada por conta do trocadilho ‘feira da fruta’.

xeque mate
bomlero
carolina vai carolina vem
paulada no coqueiro
a feira
forrock
fiz uma vagem
tu tá comendo vrido
eu disse que disse
minha calma espiritual imediata

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