Trio Nagô (1955)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Um dos grupos vocais da ‘velha guarda’ que eu mais aprecio é o Trio Nagô, um grupo brasileiro pioneiro na arte da vocalização. E já tivemos o prazer de apresentá-los aqui em outras postagens. Desta vez, me lembrei deste disco, cujo o mesmo arquivo foi postado no excelente blog Bossa Brasileira. Eu até tenho o disco, mas acredito que o arquivo digital do BB está em melhor qualidade do que eu poderia extrair do meu disquinho, que tá fritando que é uma beleza 🙂 Assim, já que comecei a postagem, melhor seguir pelo melhor. Neste lp de 10 polegadas lançado pela Continental, em 1955, temos o Trio Nagô num repertório que dá prazer em ouvir repetidas vezes, que nos convida também para cantar ou acompanhar num assovio essa seleção que podemos considerar como clássicas do cancioneiro popular. Aqui tem…

prece ao vento
mocambo de paia
terra seca
dora
aquarela cearense
na baixa do sapateiro
louco da praia
ladeira do amor
 
 
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Aracy De Almeida – Noel Rosa (1954)

Olá, meus amigos cultos e ocultos! E lá se vai agosto… e para fechar o mês, aqui vai um pouco mais de Noel Rosa. Temos desta vez este lp de dez polegadas, lançado pelo selo Continental, em 1954, trazendo a cantora Aracy de Almeida, uma das mais fiéis intérpretes do Poeta da Vila. Este lp, na verdade, foi extraído de um álbum luxuoso, lançado pela Continental em 1950, em discos de 78 rpm. Álbum este em dois volumes. Inclusive, eu teria postado aqui justamente essa primeira versão, mas tive a infelicidade de deixar cair um dos álbuns e acabei perdendo três discos, que como todos devem saber, quebram como louça. Mas o lp que agora apresento é quase a mesma coisa, com a mesma e belíssima capa e gravações originais de Aracy de Almeida em um trabalho póstumo, homenageando um dos mais importantes compositores brasileiros. Este é um disco clássico que não pode faltar na coleção de quem gosta de música popular brasileira. E como anda difícil encontrar essas duas primeiras versões, aqui, pelo menos temos para vocês a versão digitalizada e como sempre completa, com capa, contacapa e selos 😉 Vamos conferir?
 
feitiço da vila
pra que mentir
último desejo
silêncio de um minuto
x do problema
conversa de botequim
não tem tradução
palpite infeliz
 
 
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Noel Rosa – Canções De Noel Rosa Cantadas Por Noel Rosa (1955)

Bom domingo a todos vocês, amigos cultos e ocultos! Hoje eu acordei com Noel Rosa na cabeça e na ponta da língua. Geralmente é assim, acordo sempre com uma música na cabeça. Desta vez vieram várias e todas do Noel. Daí, não deu outra… vamos de Noel Rosa, porque não? Acredito que já tenha postado aqui quase tudo desse grande compositor, inclusive os próprios fonogramas deste disquinho de dez polegadas que agora apresento. Isso não importa, até porque, este pequeno álbum é o que podemos chamar de primeira edição em 33 rpm, é um clássico, é um 10 polegadas e acima de tudo é Noel Rosa.
Aqui temos o autor, compositor, interpretando por ele próprio algumas de suas célebres canções. Um disco, evidentemente póstumo, cujo os fonogramas foram extraídos de gravações originais para disco de 78 rpm. Um clássico de nosso cancioneiro popular que não pode faltar na discoteca de quem ama a música popular brasileira. Seja no físico ou no digital, Noel é fundamental (pronto, rimei… ). Confiram no GTM…
 
vejo amanhecer
devo esquecer
coisas nossas
mentiras de mulher
gago apaixonado
mulher indigesta
positivismo
felicidade
 
 
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Miguel Gustavo (1972)

Boa noite, caríssimos amigos cultos e ocultos! Se antes já era difícil manter as postagens diárias, agora então nem se fala. Já não tenho mais o Samuca, que eventualmente me dava uma força. Agora vamos nos arrastando pelo menos até o dia 30, quanto então, oficialmente, o Toque Musical completa 14 anos. Dessa forma, até lá, temos que manter o fluxo e também a pose 🙂 Mas já temos algumas novas ideias engatilhadas. Vamos aguardar…
Hoje temos aqui e mais uma vez um disco com músicas do compositor e publicitário Miguel Gustavo. Em uma outra ocasião chegamos a postar aqui um disco não comercial, da MPM Propaganda e como este, lançado em 1972. No caso, trata-se de um disco póstumo. Miguel Gustavo faleceu aos 49 anos, em janeiro de 72. Para os que ainda não o conhecem, ele foi um compositor de muitas músicas e jingles famosos, músicas que ainda hoje são relembradas com sucesso. Este lp faz parte da série Colagem, da gravadora Continental, lançada em 1971, na qual estão presentes uma dezena de outros artistas populares. Neste lp dedicado a Miguel Gustavo iremos encontrar doze composições suas, algumas, inclusive, que não apareceram no outro disco do qual já falamos. Sem dúvida, um disco essencial em qualquer discoteca dedicada a música popular brasileira. Vamos conferir…
 
é tempo de amar – francisco alves
café soçaite – jorge veiga
achados e perdidos – elizete cardoso
brigitte bardot – jorge veiga
per omnia secula seculorum – carminha mascarenhas
e daí – elizete cardoso
pra frente brasil – coral de joab
hino do sesquicentenário da independência – coral de joab
brasil eu adoro você – angela maria
obrigado pelé – conjunto nosso samba
fanzoca de rádio – carequinha
é tempo de rio grande – teixeirinha
 
 

Sérgio Carvalho – P’ra Frente (1964)

Boa noite para todos os amigos, cultos e ocultos! Em outros tempos estaríamos agora festejando o mês de aniversário do Toque Musical. Mas ando tão desanimado e cada dia mais. Mesmo com tanta música a gente não consegue fugir dos problemas e as vezes nem ela pode nos salvar. Porém, a gente segue…
Hoje aqui temos esse ‘arquivo de gaveta’, por pura preguiça de preparar algum dos discos que, na verdade, já estão engatilhados. Enfim, não importa muito, pois o ‘arquivo de gaveta’ aqui não deixa nada a desejar.
Trago para vocês o primeiro lp de Sérgio Carvalho, músico compositor, pianista e arranjador. Gravou apenas três discos nos anos 60, se dedicando a partir dos anos 70 a trabalhar em discos de outros artistas como músico e arranjador. Nessa, a lista é bem grande, mas só para se ter uma ideia: Roberto Carlos, Alcione, João Nogueira, João Bosco, Carlinhos Vergueiro, Cartola, Leci Brandão, Fagner, Beth Carvalho, Elis Regina, Wilson Simonal e outros bambas da nossa mpb. Neste primeiro disco lançado por ele em 1964, através do selo Continental, temos um repertório fino, entre composições próprias e de outros autores. Um autêntico disco de bossa nova e como tal, um registro hoje raro, disco difícil de se achar por aí até mesmo no formato digital. Está aí uma boa razão para publicá-lo e incluí-lo em nosso acervo. Confiram no GTM..
 
lágrima flor
na manhã
vem viver
amor de nada
fada bombom
tudo era você
noa noa
enquanto a tristeza não vem
nosso amanhã
até amanhã até mais ver
louca de saudade
tanto amor
 
 
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Sérgio Murillo (1969)

Muito boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Alternando entre um disco de 10 e outro de 12 polegadas, assim vamos nós, enquanto durarem os estoques, hehehe… Aqui, mais um disco da série doação de vizinho, aqueles que por pouco não foram parar na cesta de lixo. Olha só o que temos aqui… Um lp do cantor Sérgio Murillo, lançado em 1969, pela Continental. Taí um disco que eu não conhecia dele e sinceramente, me surpreendeu. Repertório legalzinho com músicas de Fábio, Paulo Diniz, Luiz Vagner, Martinha e outros… Este foi o seu sétimo lp e já nesta época ele fazia mais sucesso em países da América Latina do que propriamente no Brasil. Aliás, nos anos 70 ele praticamente ficou reduzido a compactos e com o passar do tempo foi se tornando esquecido. Segundo contam, morreu na infelicidade de uma decadência, aos 51 anos de idade. Triste. E pensar que ele era para ser um astro, considerado ‘rei do rock’ e coisa tal… Infelizmente o destino não lhe foi tão promissor. Lamentável…
 
tanta chuva em meu caminho
lia não existe
as estradas
um garoto como eu
jaguar espacial
a guitarra
a diligência
o que eu quero é viver
quando eu digo acabou
as verdes colinas
acredite se quiser
ordem geral
 
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Som 4 (1964)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Aqui vai mais um disquinho… Disquinho não, discão! Temos nesta postagem um exemplar de um lp dos mais cobiçados por colecionadores e gente que acha que é colecionador. Aliás, é bom que se diga, é muito por conta dos colecionadores de ocasião, essa gente endinheirada que resolveu de repente entrar na onda do vinil apenas para mostrar aos amigos e visitantes, ou postar aquelas fotos nas redes sociais que a cotação de lps foi lá no alto. E eles são exigentes, não se contentam apenas em ter discos, querem as primeira edições, os originais para ficarem bonitos na fita, como dizem por aí. Foi quando apareceu esse tipo de colecionador que os preços subiram, que a especulação ganhou força e o Mercado Livre se tornou o termômetro, ou o indicador de preços. Hoje, ninguém mais vende disco sem antes consultar os valores no Mercado Livre e no Discogs. E é nessas plataformas que surge os especuladores, gente que de repente se tornou especialista em discos (ou seria vendas?). As vezes nem sabe bem  o que é mais, mas se é antigo, velho, vira raridade. Anunciam nessas plataformas com a maior cara dura, colocando preços que nem mesmo colecionadores de verdade comprariam. Isso, inclusive, virou uma prática especulativa. O sujeito tem um determinado disco, quer vender, vai no Mercado Livre e parea no preço com outro igual que esteja anunciado. Quando não há outro em oferta/anúncio, tanto melhor, ele coloca o preço que quer e sendo o primeiro ou único, passa a ser o que dita o preço. Outros que chegam, se baseiam no preço desse e assim o comércio especulativo do vinil vem crescendo até chegar um momento em que engessa. Os discos ficam tão caros que já não público para comprar. Assim funciona o comércio do vinil nos dias de hoje.
Mas, voltando a raridade, ao disco do dia, temos aqui o Som 4, grupo formado nos anos 60 por quatro grandes músicos: Papudinho no piston, Hermeto Pascoal na flauta e piano, Azeitona no contrabaixo e Edilson Aires na bateria. Entre muitos motivos que levam este disco ser raro, está o fato de ter sido o único gravado pelo grupo em uma edição que, por certo, não passou de mil cópias e nunca ter recebido uma reedição. Somente em 2002 ele mereceu uma edição em cd, dentro da série “Arquivos Warner”, supervisionada pelo Titãs Charles Gavin. É um disco já bem rodado na internet, em diferentes blogs de música, o que o levou a ser conhecido e cobiçado também pelas novas gerações. Confiram no GTM…
 
consolação
samba novo
minha namorada
deus brasileiro
maria moita
deixa
esse mundo é meu
inútil paisagem
balanço zona sul
nanã (coisa nº5)
samba de verão
louco de saudade
 
 
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Wilson Miranda (1974)

Olá, amigos cultos e ocultos! Começando a semana e dando sequencia a nossa mostra de discos de 7 polegadas, hoje temos aqui este compacto do cantor Wilson Miranda, artista este já apresentado aqui no Toque Musical. Desta vez temos ele num compacto duplo com quatro temas de sucesso e destacando,  “O Homem de Nazareth”, música de Cláudio Fontana que ficou marcada na voz do cantor Antônio Marcos e creio que também foi gravada por outros artistas. Confiram no GTM…
 
o homem de nazareth
de que vale ter tudo na vida
te amo eternamente
o show já terminou
 
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Duda E Seu Ritmo – Hit Parade (1958)

Olá, amigos cultos e ocultos! Aqui está, pela primeira vez, no Toque Musical, o pianista Aldovrando  de Castro, o Duda, com um dos muitos LPs que gravou para a Continental, ao lado de seu conjunto, “Hit parade”, lançado em 1958. Duda era paulistano e desde logo interessou-se por música, aprendendo muito cedo os rudimentos do piano. Quando sua família transferiu-se para o então Distrito Federal, Duda aprimorou seus estudos clássicos cursando o Instituto Musical do Rio de Janeiro. Voltando a São Paulo, em 1937, iniciou-se profissionalmente na orquestra de José Nicolini, famosa na época. Nesse tempo, tendo concluído o ginasial, frequentava o pré-médico, pois tencionava formar-se em Medicina. Porém, a convite de um amigo, passou a tocar na orquestra de bordo do navio “Cuiabá”, que fazia a linha Brasil-Europa. Nas proximidades de Leixões, em Portugal, o navio encalhou, o que obrigou Duda a passar três meses em Lisboa, atuando nas orquestras locais. Prosseguindo viagem, percorreu as principais cidades da Europa, onde divulgou e tocou nossa música popular. De volta ao Brasil, Duda passou a atuar nos principais cassinos e centros de diversões de São Paulo e Rio de Janeiro. Foi somente no pós-guerra que ele organizou sua própria orquestra, sendo contratado pela Rádio Record de São Paulo e aparecendo nos principais clubes noturnos. Em 1947, organizou um pequeno conjunto, aperfeiçoando-o mais tarde, e transformou-o em sexteto, com ele atuando nas principais emissoras de rádio e televisão de São Paulo. Em 1957, a convite da Continental, gravou seu primeiro LP, “Hoje tem baile”, logo seguido por outros. É o caso deste “Hit parade”, no qual executa, ao lado de seu sexteto e também de um coro, sucessos nacionais e internacionais, ao gosto da época. É mais um disco interessante, merecedor de nosso Toque Musical. Não deixem de conferir no GTM.
 
alone
love me forever
little darling
mister lee
diana
pode ser
adeus amor
nega manhosa
carioca dengosa
por causa de você
onde estou
till
april love
around the world
 
 
*Texto de Samuel Machado Filho

Conjunto Época De Ouro (1974)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Passamos os últimos dias postando discos de choro e nessa leva não podemos deixar de fora um dos mais importantes grupo, o Conjunto Época de Ouro. Já tivemos o prazer de apresentar aqui outros momento desse espetacular grupo criado por Jacob do Bandolim em 1964 e que ainda hoje mantém acesa a chama do choro genuíno através de uma nova geração. Pelo grupo passaram grandes instrumentistas e assim se mantém ao longo de seus 55 anos de existência. Aqui temos um lp de 1974, o primeiro produzido por Reginaldo Bessa. Um trabalho feito com esmero, envolvendo também a participação de Abel Ferreira, Canhoto, Pedro Sorongo e os ritmistas Gilson e Luna. O Época de Ouro neste disco era formado por Cesar e Damazio, nos violões, Dinho no violão de sete cordas, Déo Rian no bandolim, Jonas no cavaquinho e Jorginho no Pandeiro. O repertório procura traçar a trajetória do choro, dos tempos de sua pré-existência aos dias atuais daquele início dos anos 70.

noites cariocas

nem ela nem eu

batuque

choro negro

o nó

saudações

diabinho maluco

inesquecível

choro nº 1

carolina

sentimento de um coração

meu chorinho

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Homenagem A Américo Jacomino (Canhoto) (1978)

Olá, amigos cultos e ocultos! Na trilha do choro, aqui vamos nós listando o que merece ser ouvido com outros olhos. Por certo este disco não é exatamente um disco de choro, mas cabe em nossa lista perfeitamente. Temos desta vez um lp que é uma homenagem ao grande violonista e compositor Américo Jacomino, mais conhecido como Canhoto. Já tivemos o prazer de trazê-lo aqui em nosso Toque Musical e mais uma vez ele volta e desta em um disco onde marca 50º ano de seu falecimento. Uma boa lembrança, produzida com todo o rigor que merece o artista. Este disco foi produzido na intenção de reunir alguns dos melhores violonistas interpretando obras de Canhoto. No texto de contra capa há uma explicação detalhada sobre essa seleção. Estão reunidos aqui feras do pinho como Paulinho Nogueira, Edson Lopes, Rago, Roberto Ramos, Nelson Anderáos, Celso Machado, Eraldo Souza e José Franco. Para completar, tem ainda incluído “Amor de Argentina” fonograma extraído de disco de Dilermando Reis, “Sombras que vivem”, valsa até então inédita de Canhoto aqui interpretada por Sebastião Tapajós e “Abismos de rosas” na interpretação do próprio filho de Canhoto tocando no violão do pai. Disco realmente muito bacana que não dá para perder…
 
abismo de rosas – luiz américo jacomino
brasileirita – paulinho nogueira
reminiscências – edson lopes
olhos feiticeiros – antonio rago
lamentos – roberto ramos
marcha dos marinheiros – nelson anderáos
marcha triunfal brasileira – celso machado
escuta minh’alma – josé franco
amor de argentina – dilermando reis
arrependida – nelson cruz
niterói – eraldo souza
sobras que vivem – sebastião tapajós
 
 
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Waldir Azevedo (1970)

Boa noite, caros amigos cultos e ocultos! Olha só o que temos para hoje… Waldir Azevedo, um dos mais importantes nomes do cavaquinho, mais uma vez marcando presença aqui nas postagens do Toque Musical. Desta vez temos um lp lançado em 1970, onde nosso cavaquinista vem com uma série predominantemente de choros, mas também tem valsas e samba, autorais e de outros grandes como Ary Barroso, Custódio Mesquita e Sadi Cabral, Roberto e Erasmo Carlos, Nassara… Enfim, um disco muito bem dosado, onde Waldir Azevedo esbanja todo o seu talento. Confiram no GTM…

guanabarino
oh meu imenso amor
guarânia brasileira
sarau
você carinho e amor
chiquita
você é minha paz
canta maria
nós queremos uma valsa
uma seresta no sul
tema de amor
alguém que passou
 
 
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Pessoal Do Ceará – Meu Corpo Minha Embalagem Todo Gasto Na Viagem (1972)

Muito bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Eis aqui um disco que há tempos está na promessa de ser postado aqui no Toque Musical. Enfim, chegou a sua hora, a sua vez… Afinal, é mais um que aqui não pode faltar, né? Então… Temos este clássico e também único disco do coletivo Pessoal do Ceará, formado por Ednardo, Rodger e Teti. Na verdade, o Pessoal do Ceará foi uma espécie de movimento cultural surgido no final dos anos 60, no Ceará, por um grupo de artistas e intelectuais, dos quais estavam inseridos Ednardo, Fagner, Belchior, Rodger, Teti e muitos outros… Tudo tomou forma a partir dos anos 70 quando essa turma começa a se destacar nacionalmente. Em 1972 eles recebem o convite para gravar um disco, no caso este lp no qual acabaram ficando de fora o Fagner e Belchior, pois esses dois já tinham contratos com outras gravadoras. Daí, o Pessoal do Ceará acabou sendo Ednardo, Rodger e Teti e nasceu este disco que é simplesmente maravilhoso, “Meu corpo, minha embalagem, todo gasto de viagem”. Um álbum que é um clássico da nossa moderna música popular brasileira, hoje, mais ainda, uma raridade que injustamente não recebeu uma reedição em 180 gramas, razão pela qual um exemplar original e em boas condições esteja custando até 500 reais entre colecionadores. Embora não sendo uma novidade na rede, aqui no TM é que ele se consagra! Confira no GTM…

ingazeira

terral

cavalo de ferro

curta metragem

falando da vida

dono dos teus olhos

palmas pra dar ibope

beira mar

é isto

a mala

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Banda De Pífanos De Caruaru (1976)

Muito bom dia, prezados amigos cultos e ocultos! Estamos trazendo, já pela segunda vez, a famosa Banda de Pífanos de Caruaru, também conhecida como Banda de Pífanos Zabumba de Caruaru. É considerado um dos mais antigos grupos musicais em atividade no país. Para se ter uma ideia, o grupo foi formado no final dos anos 30 pela família Biano. Se estabeleceram na cidade de Caruaru e daí veio o nome. Ganharam notoriedade no sertão nordestino, se apresentando em bailes e festas por diversas cidadezinhas e ao longo de décadas. Mas foi só a partir dos anos 70 que a banda ganhou projeção nacional, por conta, de certa forma, de Gilberto Gil que em 1972, em suas pesquisas musicais, chegou até o grupo. Foi Gil o responsável pela apresentação da banda ao Brasil, quando incluiu em seu disco “Expresso 2222” o tema instrumental “Pipoca moderna”, música essa que viria em 75 receber uma letra de Caetano Veloso e incluida em seu disco, o “Joia”, de 1975.
Ao que consta, Sebastião Biano, o único membro original do grupo ainda vivo, completou em 2019 cem anos e ainda com destreza na flautinha. A banda continua em atividade com novos membros, sendo hoje uma herança cultural do nordeste.
O disco que temos aqui foi lançado em 1976, pelo selo Continental. Saiu, inclusive, antes do que foi apresentado pelo selo Marcus Pereira e aqui só tem em comum a sua música mais famosa, “Pipoca moderna”. Taí, um disquinho bacana, que vale a pena conferir.

pipoca moderna
caboré
frevo danado
arrasta pé corneta
lamentação
flor do muçambê
carimbó de pífanos
o tocador rebate a marcha
levanta poeira
o chor de pífanos
cabo de vassoura

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Britinho E Seu Conjunto – Sucessos De Dorival Caymmi (1956)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Vamos nós nesse sortido e rico balaio musical, hoje trazendo a música de Dorival Caymmi na interpretação instrumental do gaúcho João Leal Brito, o Britinho e seu Conjunto. Este lp de 10 polegadas foi lançado em 1956 pelo destacado selo Continental. Um disco de pequeno porte, mas que nos traz oito faixas e nove músicas, grandes sucessos de Caymmi até aquele momento. Vale a pena conferir 😉

nem eu 
lá vem a baiana
vatapá
peguei um ita no norte
dora
marina
rosa morena
bole bole
requebra que eu dou um doce

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Grupo Capote – No Forrock (1972)

Boa tarde, meus prezados amigos cultos e ocultos! Na semana passada recebi de um amigo este disco do Grupo Capote. Segundo ele, o lp é um presente pelo aniversário de 13 anos do Toque Musical. Por acaso, este disco eu já havia postado logo nos primeiros anos do blog. Mas eu não deixaria de postá-lo novamente, tanto pelo presente, quanto pela primeira postagem, que como boa parte das publicações iniciais eram mesmo vergonhosas. Então, mais um bom motivo para trazer de volta…
Temos assim o Grupo Capote, liderado pelo baiano Odair Cabeça de Poeta. Este lp, “Grupo Capote no Forrock” foi o primeiro disco, lançado em 1972 pelo selo Continental. Por certo e para mim, o melhor disco deles. Já cheguei a postar aqui outros trabalhos desse grupo, inclusive disco solo do Odair, que há tempos abandonou a vida de artista para ser dono de pousada e também provedor de internet (vejam vocês). Mas, enfim, segue aqui esse discaço que tem além de músicas próprias, “Eu disse que disse”, de Tom Zé. “Fiz uma viagem”, de Dorival Caymmi e a engraçadíssima “Tu tá comendo vrido”, de Gordurinha. Mas a música que mais se destaca é “A feira” que até hoje sempre é lembrada por conta do trocadilho ‘feira da fruta’.

xeque mate
bomlero
carolina vai carolina vem
paulada no coqueiro
a feira
forrock
fiz uma vagem
tu tá comendo vrido
eu disse que disse
minha calma espiritual imediata

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Agostinho Dos Santos (1969)

Boa tarde, caríssimos amigos cultos e ocultos! Quando acontece algum imprevisto e eu me vejo sem condições para preparar uma nova postagem, eu recorro aos meus velhos e bons ‘discos de gaveta’, aqueles que são como notícias de jornal prontas para cobrir alguma lacuna. E nesses últimos dias eu acabei deixando as publicações de lado. No momento estou sozinho na empreitada e nem nosso bom amigo Samuca eu quis amolar. Daí, atrasamos o diário e para corrigir, as vezes, só postando o que já está pronto. Assim, hoje temos a presença do Agostinho dos Santos, artista que mais uma vez nos honra com sua arte. O disco em questão é um lançamento do selo Continental, de 1969. Eu tinha para mim que este lp era na verdade uma coletânea, pois geralmente nesses casos os discos não trazem informações técnicas. Mas segundo fontes confiáveis, por este selo ele gravou dois discos, este de 69 e outro lançado em 73, talvez por conta de sua morte, em julho desse mesmo ano. Neste lp de 1969, como podemos ver na foto da contracapa, ele interpreta um repertório bem interessante, onde cabem músicas nacionais e internacionais, todas bem conhecidas do público. Vale a pena conferir no GTM…

aquarela do brasil
na baixa do sapateiro
hava nagila
saint louis blues
o sole mio
quereme mucho
un jour tu verrás
hymne a l’amour
douce france
samba de orfeu
night and day
a felicidade
besame mucho
sá marina
manhã de carnaval


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Jorginho Pessanha – Tô Muito Na Minha (1971)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Começando bem a semana, vamos seguir no samba. Ontem foi Jamelão, hoje temos Jorginho Pessanha, sambista, compositor e cantor. Célebre integrante a Ala dos Compositores da Escola Império Serrano. Segundo informações do Dicionário Cravo Albin da MPB, Jorginho Pessanha se destaca a partir dos anos 60, como compositor. Fez parte da delegação brasileira que se apresentou num festival de arte, em Dakar, no Senegal. Integrou o grupo de músicos que acompanhavam Clementina de Jesus, Ataulfo Alves, Heitor dos Prazeres e outros. Infelizmente, pelo Google há muito pouca informação sobre o artista e até mesmo no Cravo Albin essas são superficiais e incompletas. Este disco, por exemplo, “Tô muito na minha”, embora tenhamos fotos da capa e até as músicas no Youtube, não consta lá em sua discografia. Aliás, até onde eu pesquisei, Jorginho Pessanha gravou somente uns três ou quatro discos, incluindo este que estamos apresentando. Não deixem de conferir no GTM…

a sorte mudou
há quem diga
nem meu amor
mulata
hoje não
romance de amor
é isso aí moço
mundo de madeira
que samba é esse
a história do zé
tem que ter tamborim
ex amor

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#ToqueMusicall

Jamelão (1971)

Boa noite de domingo, amigos cultos e ocultos! Olha aí, mais uma vez temos a honra de apresentar aqui um disco do grande Jamelão. Figura emblemática do Carnaval carioca e mais exatamente Mangueira, a qual ele pertenceu, sendo o intérprete oficial da Escola, de 1949 até 2006. Embora não gostasse de ser chamado de puxador de escola de samba, ele foi o maior cantor da ‘linha de frente’ de todos os tempos. Gravou muitos discos e entre esses temos aqui um lp de 1971, lançado pela Continental, trazendo doze sambas românticos, composições de João Roberto Kelly, José Bispo, Jair Amorim, Lúcio Cardin e outros. Confiram no GTM…

êta dor de cotovelo
meu sincero amor
marido e mulher
é triste um homem gostar
a mão de deus
foi ela
suas amigas
waldemar errou
sempre teu
vai minha amada
pressentimento
um dia tu hás de pagar

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Carlos José – A Poesia De Caymmi Na Voz De Carlos José (1963)

Boa tarde, meus caros amigos cultos e ocultos. Do jeito que as coisas andam, logo vou acabar mudando o nome do blog para Obtuário Musical. Desculpe a ironia, mas de uns tempos para cá tem morrido muitos artistas da música. Penso que não apenas por conta do Coronavírus, da pandemia, mas também e até mesmo pela idade. Afinal, a músicos brasileiros oriundos da verdadeira era fonográfica, a era do disco, estão naturalmente e aos poucos indo embora. Hoje, infelizmente, perdemos Carlos José, vítima do Covid-19, aos 85 anos. O cantor paulista fez muito sucesso no início dos anos 60 e era considerado “o último seresteiro”. Iniciou carreira nos anos 50 e ainda hoje, nos dias atuais se mantinha atuante. Seu último disco, “Musa das Canções” saiu em 2014. Segundo contam, atualmente, estava preparando um novo trabalho em estúdio.
Para homenageá-lo estamos trazendo aqui este belíssimo disco gravado por ele para o selo Continental, em 1963. Não é preciso dizer muito, o próprio título já define bem seu conteúdo, uma seleção de músicas de Dorival Caymmi. Um disco, sem dúvida, impecável, que merece mais que nunca estar no rol das publicações do nosso Toque Musical. Confiram no GTM…
 
acalanto
saudades de itapoã
marina
a lenda do abaeté
nunca mais
a jangada voltou só
vestido de bolero
é doce morrer no mar
não tem solução
o bem do mar
a vizinha do lado
requebre que eu dou um doce
 
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Pery Ribeiro E Luiz Eça – Prá Tanto Viver (1985)

Bom dia, prezados amigos cultos e ocultos! Temos para hoje um disco bem intimista gravado em 1985 por Pery Ribeiro e Luiz Eça. Um trabalho de releitura de alguns clássicos do período Bossa Nova e também outras músicas desse mesmo universo. Certamente o mesmo tipo de repertório que os dois apresentavam em casas noturnas, tipo o Horse’s Neck Bar, do Rio Palace Hotel naqueles anos 80, com piano e voz. Aqui eles seguem essa mesma linha, no entanto em algumas faixas também contem com o contrabaixo de Luiz Alves, a bateria de Wilson das Neves, Carlos Bala e Robertinho Silva, o violão de José Carlos e Rafael Rabello. A faixa que dá nome ao disco, “Pra tanto Viver”, é uma música de autoria de Pery Ribeiro. Disco bacana, que merece o nosso toque musical. Confiram no GTM…

por causa de você
chega de saudade
indecisão
curare
nossas vidas
valsinha
pare de me arranhar
amargura
pra tanto viver
de onde vens
oferenda
canção que morre no ar

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Rago – Jamais Te Esquecerei (1957)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje trazemos o primeiro LP, em dez polegadas, de um dos maiores violonistas que o Brasil já teve: Antônio Rago. Ele nasceu em São Paulo, no dia 2 de julho de 1916, filho de imigrantes italianos. Desde criança interessou-se por música. Começou a tocar violão aos 14 anos e, em 1933, iniciou seus estudos de violão clássico com o professor Melo. Em 1936, começou sua carreira artística fazendo parte do regional de Armandinho, com o qual, e mais Zezinho, mais tarde conhecido como Zé Carioca, formou o trio de violões. Atuou com sucesso na Rádio Record e também na Rádio Belgrano de Buenos Aires, acompanhando o cantor Arnaldo Pescuma em excursão que se estendeu até o Uruguai. Em 1937, retornou ao Brasil e foi trabalhar na recém-inaugurada PRG-2, Rádio Tupi de São Paulo, com Zezinho e seu conjunto. Ao longo dos anos, acompanhou artistas como Sílvio Caldas, Francisco Alves e Aracy de Almeida. Gravou seu primeiro disco em 1943, época em que passou a dirigir o regional da Tupi, interpretando ao violão duas composições de sua autoria, o choro “Chorando” e a valsa “Velhos tempos”. Em 1947, passou a ter o próprio regional, que, em 1950, recebeu o Troféu Roquette Pinto como melhor daquele ano. Em 1952, ingressou na Rádio Nacional de São Paulo, hoje Globo. Em meados dos anos 1960, quando seu regional perdeu força, passou a produzir programas de rádio em diversas cidades paulistas, entre as quais Santos e Campinas. Como compositor, teve mais de 400 músicas gravadas, e foi ainda um dos responsáveis pela introdução do violão elétrico no Brasil. Antônio Rago faleceu em 24 de janeiro de 2008, em sua São Paulo natal, aos 91 anos de idade. Neste LP, lançado pela Continental em 1957, estão oito de suas composições mais expressivas, entre elas a faixa-título, “Jamais te esquecerei”, um bolero lançado originalmente em 1947 e que permaneceu por cerca de um ano nas paradas de sucesso, tornando-se fenômeno de popularidade. Tem ainda “O Barão na dança”, “Folinha”, “Mambo na Glória”, “Festa portuguesa”, “Encantamento”, “Mentiroso” e “Em tuas mãos”, em uma seleção que vale a pena ouvir. Portanto, este é mais um trabalho que merece o nosso Toque Musical. Não deixem de conferir no GTM.

jamais te esquecerei
folinha
mentiroso
mambo da glória
em tuas mãos
o barão da dança
festa portuguesa
encantamento




*Texto de Samuel Machado Filho 

Zé Ketti – Identificação (1979)

Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Hoje tenho o prazer de trazer até vocês (outro náufrago) o álbum “Identificação”, do grande compositor Zé Ketti, lançado em 1979 pela Continental. Disco bacana, a começar pela capa que reproduz sua carteira de identidade. Produzido por Wilson Miranda, o disco traz 10 faixas, todas autorais. Composições em sua maioria inéditas, mas também há espaço para um de seus maiores clássicos, a marchinha carnavalesca “Máscara Negra”, lançada originalmente por Dalva de Oliveira. Taí, mais um disco que merecia constar em nosso acervo. Confiram no GTM.

tamborim
você não foi legal
feijão malandrinho
companheira
último momento
máscara negra
eu vou pra bahia
você não está com nada
meus cabelos brancos
linhas cruzadas
 

Ruy Rey E Sua Orquestra – Ritmos Latino Americanos (1957)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Oportunamente, estou trazendo aqui discos que muito nos interessam e que foram postados em outros blogs que hoje já não existem mais. É o caso do Sintonia Musikal e Sanduiche Musical, do amigo Chico, que desanimado com este trabalho sem retorno, acabou abandonando o barco. Como um dos poucos que ainda sobraram nesse mar de afogados, nós do Toque Musical estamos recolhendo os sobreviventes, no caso os seus discos.
Entre tantos, temos um aqui bacana, “Ritmos Latino-Americanos, com Ruy Rey e Sua Orquestra. Este, me parece, foi seu primeiro disco em 33 rpm, lançado em 1957. Por certo, antes disso ele já havia participado de outros discos e gravações, inclusive aqui no Toque Musical temos ele na coletânea Grand Record Brazil e outras lançadas na década de 50. Neste lp de 12 polegadas temos o interprete num repertório para fazer frente a qualquer grande orquestra latino-americana. Apresentando doze temas clássicos entre boleros, sambas, mambos e cha-cha-cha. Sem dúvida, um dos grandes nomes dos anos 40 e 50 da música brasileira e porque não dizer, da latino-americana. Confiram já no GTM, pois esse náufrago, uma hora volta para o porto.

macarena
camino verde
sabiá de mangueira
negra açucarera
todo mundo quer dinheiro
no dejes para mañana
fantasia em mambo
donde quiera que tu vayas
star dust
faz quase um ano
mambo sevilhano
dansa do sabre

 

Paulinho Nogueira – Violão E Samba (1979)

Olá! Quando eu comentei que esta seria uma semana sortida, foi muito em função do meu tempo para as postagens. Só mesmo quem tem um blog de música pode saber como isso dá trabalho e toma tempo da gente. Por isso, a razão do sortido (como se já não fosse) é que neste mês estou tendo que recorrer aos ‘arquivos de gaveta’ e alguns pré-prontos já agendados.
Hoje temos aqui e novamente o violonista Paulinho Nogueira, figura que dá um bom ‘ibope’ e resgata a credibilidade de qualquer blog. Não que o Toque Musical esteja precisando, pois variedades musicais e fonográficas foi sempre a nossa meta.
Segue assim este álbum de Paulinho, originalmente lançado em 1973 pela Continental e relançado seis anos depois pela mesma gravadora, mas com o selo Phonodisc. “Violão e Samba” é realmente uma joia instrumental. Um lp com um repertório fino de sambas bem conhecidos de todos nós. Tem, além de duas únicas composições próprias, Vinícius, Toquinho, Pixinguinha, Sérgio Ricardo, Chico Buarque, Fernando Lôbo, Tom e outros mais… Joia, joia, joia…

lamentos
mais um adeus
desespero
chuvas de verão
jogo de xadrez
rosa dos ventos
águas de março
zelão
da cor do pecado
a mesma rosa amarela
tímido
eu sei que vou te amar