Carlos Lacerda – O Governador Do Teclado interpreta Djalma Ferreira (1961)

Olás, caríssimos amigos cultos e ocultos! No embalo das curiosidades não poderia faltar por aqui um disco como este… Temos para hoje este encontro com uma das figuras emblemáticas e controversas da política brasileira nos anos 50 e 60, Carlos Lacerda. Já tivemos outros discos apresentando a figura, discos de propaganda política e agora trazemos dele este lp musical, onde o político nos mostra um pouco do seu talento ao piano, interpretando músicas de Djalma Ferreira. 
Sinceramente… Acho que se o Carlos Lacerda tivesse investindo na carreira de músico ele poderia ter se dado melhor na vida. Mais vale a lembrança de um músico do que de um político. 
 
recado
lamento
samba do drink
devaneio
murmúrio
casa da loló
confissão
volta
samba do perroquet
fala amor
choro sim
cheiro de saudade
 
 
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Serginho Beagá – Impressão Digital (1994)

Boa tarde, meus caros amigos cultos e ocultos! Hoje eu tenho para vocês um disco de samba. E samba mineiro, diga-se de passagem. Temos aqui o cantor, compositor, instrumentista e porque não dizer, sambista Serginho Beagá, um dos muitos talento da nossa cidade, Belo Horizonte. Serginho está presente na cena musical, do samba, desde o final dos anos 70. Músico com suas qualidades, acabou sendo também ouvido e gravado para além das montanhas. Já teve seus sambas interpretado por grandes nomes da mpb. Um de seus maiores sucessos, gravado por vários artistas é o samba “Me leva” que está presente aqui neste lp, lançado em 1994. Se querer puxar a sardinha… “Impressão digital” é um disco que merece um toque musical. Não deixem de conferir no GTM…
 
flor de seda
lei do silêncio
me leva
é bom te amar
rascunho
legitima defesa
brilha por si
impressão digital
nó de marinheiro
medo e segredo
fica
folclore mineiro
 
 
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Radamés Gnattali – Em Ritmo De Samba (1958)

Boa hora, meus prezados amigos cultos e ocultos! Seguimos aqui desta vez trazendo o mestre Radamés Gnattali, em lp lançado pela Continental, em 1958. Como podemos ver, pela capa, trata-se de um disco dedicado ao samba. Uma seleção de sambas que hoje são verdadeiros clássicos da nossa música. Como já disse, quando houver um texto descritivo na contracapa sobre o trabalho, não irei me estender na ‘resenha’. É o que me pede a preguiça e mais ainda, a falta de tempo. Taí, um belo disco, que vocês não podem deixar de conferir…
 
atire a primeira pedra
fim de semana em paquetá
copacabana
agora é cinza
já é demais o meu sofrer
vem meu amor
duas contas
o morro canta assim
foi a noite
nova ilusão
quem foi que prometeu
esquina da saudade
 
 

 

Gaúcho E Seu Conjunto – Em Ritmo De Boite (196…)

Bom dia, meus caros amigos cultos e ocultos! Segue aqui um disco raro, que eu mesmo nunca tinha visto. São coisas que fazem parte dos meus arquivos, de coisas que encontro ou que me são enviadas. Daí, vou guardando até achar uma hora para postar. E no caso deste lp, o que temos é quase nada em matéria de informação. Estou entendendo este artista como sendo o gaúcho Auro Pedro Tomaz, nascido na cidade de Santo Ângelo, segundo informações colhidas pelo nosso saudoso Samuca e que aqui eu apenas copio e colo. “Seu primeiro instrumento foi o banjo, então na moda, que tocava no conjunto orquestral de seu pai, o Jazz Elite, em 1942. Mais tarde, transferiu-se para a capital do estado, Porto Alegre, e ficou três anos na Rádio Gaúcha, atuando no conjunto de Paraná e na orquestra típica da emissora. Aperfeiçoando sua técnica no acordeom, do qual seria autêntico virtuose, logo que ingressou na Aeronáutica, foi nomeado sargento-músico, depois mudando-se para a capital pernambucana, Recife, onde tomou parte nos festejos de inauguração da Rádio Tamandaré, como chefe do conjunto dançante. De lá, foi para a Rádio Jornal do Commercio, criando uma orquestra de danças, e seu acordeom é inclusive ouvido nos primeiros discos de Jackson do Pandeiro, lançados pela Copacabana entre 1953 e 1955. Em 1955, Gaúcho desliga-se da Aeronáutica e muda-se para o Rio de Janeiro, ingressando na lendária PRE-8, Rádio Nacional, então “a estação das multidões”. Atuou ainda nos conjuntos do violonista Djalma de Andrade, o Bola Sete (com quem excursionou pelo Chile, Peru e Argentina), e do flautista e maestro Copinha. Participou ainda da terceira formação do Trio Surdina, com o violinista Al Quincas e violonista Nestor Campos, e teve orquestra própria, que tocava no Dancing Avenida”. 
Porém, o que temos aqui neste lp são, na verdade, dois conjuntos, Gaúcho e seu Conjunto e Don Agustin e Sus Muchachos. Este último, ao que parece, era um saxofonista e possivelmente era um pseudônimo de algum instrumentista conhecido gravando por um selo obscuro. O disco, no geral, é bem interessante, com temas bem conhecidos por todos nós. Música de boate dos anos 50. Contudo, o disco tem uma cara de ser coisa produzida no início dos anos 60. Confiram no GTM…
 
luz y sombra – don agustin
tender is the night – don agustin
recuerdo ipacarai – gaúcho
la mer – gaucho
contigo en la distancia – gaucho
esperame en el cielo – gaucho
stela by starlight – don agustin
vivemos para amar – don agustin
que murmurem – gaucho
perfidia – gaucho
angustia – gaucho
sonãndo contigo – gaucho
 
 
 
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Chrystian, Day By Day, Lee Jackson, Light Reflections E Paul Bryan – Compactos 70’s

Olá, meus caros amigos cultos e ocultos! Hoje estamos fazendo uma espécie de reprise. Estou trazendo aqui seis compactos que representam bem a fase da música pop nacional, quando alguns grupos e artistas se travestiram de pop internacional, buscando mais destaque e sucesso. Afinal, este é o “Brazil”, que não fala inglês, mas sempre adorou a pompa de se ouvir e cantar em outra língua, é chique, é pop! E foi mesmo um sucesso quando começaram a aparecer nas rádios artistas com nomes como Chrystian, Lee Jackson, Ligh Reflections, Paul Bryan, Pholhas e tantos outros, que por sinal já citamos e postamos aqui no Toque Musical. Tudo artista brasileiro produzido com cara de importado. E o povo por aqui consumiu com gosto. 
Agora estou trazendo em uma só postagem, seis compactos lançados por alguns desses grupos e artistas na década de 70. Alguns até já foram postados aqui em outros tempos, mas, achei que seria bom reunir esse grupinho, que equivale a um lp. Assim, vamos a eles, relembrando o que ainda hoje é sucesso, ou já seriam clássicos do pop (inter)nacional?
 
chrystian – for better
day by day – never goin’ back / we can work it out
lee jackson – hey girl / somenthing in the way she move
lee jackson – adelita / mais que nada / xica da silva / only you / el bodeguero
light reflections – tell me once again / send it for tomorrow
paul bryan – windows
 
 
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Banda Do Corpo De Fuzileiros Navais (1958)

Boa noite, meus camaradinhas cultos e ocultos! Como dizem e como já disse outras vezes, toda araruta tem seu dia de mingau. Hoje resolvi postar este lp aqui de marchas militares, lançado em 1958, pelo selo Rádio. Me recordo bem dessas músicas e por certo muitos de vocês também. afinal esses eram os hits de um Brasil da ditadura, dos tempos de chumbo. Na escola onde eu estudava, o sinais de entrada e de saída eram sempre essas marchas. Se ouvia isso todos os dias, era um saco. Nunca pensei que viria uma hora a postar esse gênero musical, ainda mais nos tempos de hoje, onde cada vez mais tomamos antipatia por essa rainha da mamatas, a qual chamamos de Forças Armadas. Fica difícil desassociar… Porém e todavia, seria uma injustiça da minha parte condenar o que de menos ruim há nessa coisa… que pelo menos a música os salve e lhes dê sensibilidade…
 
salve fuzileiros
velhos camaradas
bandeira americana
sambre et meuse
quand madelon
cisne branco
batista de mello
barão do rio branco
na vanguarda
alvorada
 
 

Les Paul – The New Sound (1950)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Já que o domingo amanheceu trazendo uma friagem danada, eu vou aqui mudando o disco… E mais ainda, tocando o que se escuta com outros olhos. Hoje, para variar um pouquinho, vamos com um disco internacional, mas sem perder o norte, ou seja, trazendo sempre um referência brasileira, é claro. E aqui temos um disquinho bem bacana e de uma certa forma até raro, considerando ser um lp de 10 polegadas, lançado em 1950. Aqui temos um importante músico americano, que por certo, muitos devem conhecer, o genial Les Paul. Músico que foi um dos pioneiros no uso da guitarra elétrica e se tornou mundialmente conhecido, não apenas pela sua técnica, mas também por ter projetado uma guitarra de corpo sólido, na década de 40, que viria a ser um protótipo das guitarras elétricas atuais e daí um dos modelos mais usados desde então, recebendo seu nome, as Gibson Les Paul, instrumento que hoje em dia é o sonho de consumo de muitos guitarristas.
“The New Sound” de Les Paul, segundo contam, foi o primeiro seu primeiro lp, lançado pelo selo Capitol, em 1950. Naqueles tempos havia um gênero musical adotado por muitos, chamado de ‘exotica’, no qual se destacava por uma sonoridade rica e diferenciada de ritmos e músicas de outros lugares do mundo e que para os americanos eram considerados exóticos. Fez muito sucesso e nesse embalo podemos lembrar nomes como Martin Denny, Enoch Light, Les Baxter, Raymond Scott, Arthur Lyman, Esquivel e outros… ‘The New Sound’ é também um pouco disso. Les Paul demonstra sua técnica virtuosa em uma sonoridade inovadora, em ‘standards’ nos quais se inclui o samba de Ary Barroso, “Aquarela do Brasil”, aqui chamado apenas de “Brazil”. Por certo, o disquinho não se limita a apenas esse sucesso e vocês podem conferir aqui na lista do repertório e se certificarem no GTM…
 
brazil
hip-billy boogie
swiss woodpecker
caravan
lover
the man on the flying trapeze
by the light of the silvery moon
what is this thing called love
 
 
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Leal Brito – Rítimos Do Brasil Nº 1 (1953)

Bom dia, amiguinhos cultos e ocultos! Existem alguns artistas que, aqui no Toque Musical, que vez por outra sempre acabam aparecendo mais do que outros. Isso se deve ao fato de gostarmos deles, mas também porque temos muitos discos e de tão interessantes, seria um pecado não publicá-los. Este é o caso do gaúcho, pianista João Adelino Leal Brito, também conhecido como Leal Brito ou Britinho. Também compositor, maestro e arranjador, foi um músico muito atuante, principalmente entre os anos 40 e 60. Tocou em boates, quando então era conhecido como Britinho e a partir dos anos 50 entra na fase dos discos, das gravações e nas quais conta com mais de 120 discos. Eis aí uma razão para termos dele tantos discos e por certo, muitos desses discos ele aparece com pseudônimos, ou em participações. Aqui temos dele este lp de 10 polegadas, lanaçado em 1953 pela Musidisc. Um disco essencialmente de de choros, sendo três deles de sua própria autoria.. Confiram, no GTM….
 
brejeiro
neusa
bem-ti-vi atrevido
kaximbodega
andré de sapato novo
porto alegre
tico-tico no fubá
tristonho
 
 
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Vanja Orico – A Volta De Vanja Orico (1967)

Olá, amigos cultos e ocultos! Em tempos como os que estamos vivendo, em especial o momento político, onde militares (as Forças Armadas), se vendem por leite condensado e viagra, pela manutenção das mamatas que sempre tiveram, em troca de se sujeitarem a ser comandados por um capitãozinho louco, insubordinado e que chegou a ser expulso da corporação. Tempos vergonhosos para as fardas militares que mais uma vez se sujam, se sujeitam a serem comandados por um crápula e sua família de milicianos. Triste momento para o Brasil. E mais triste ainda é perceber o quanto este nosso povo é tosco, rude, mal informado e mal educado, burro, mas essencialmente pretencioso. Triste ver que uma boa parcela desse povo sofrido ainda não tenha conseguindo ver quem realmente é seu opressor. Gente com memória fraca, gente que ignora seu próprio câncer e acha graça da dor que sente no seu próprio estômago. Em momentos como este, de ataques a Democracia, ao Congresso e a Justiça em nome de um radicalismo de direita que assola o país, a gente as vezes precisa lembrar os fatos do passado, trazer de volta nossa luta por liberdade, palavra que hoje caiu na boca dessa gente de forma errada. Seria irônico se não fosse trágico ver essas ‘tosqueiras’ pedindo liberdade de expressão e ao mesmo tempo ditadura militar. 
Estou fazendo esta introdução porque de certa forma ela tem a ver com Vanja Orico. Cantora, atriz e cineasta, surgiu no cenário artístico cantando o tema ‘Mulher rendeira” no filme “O Cangaceiro”. Foi uma artista internacional, mas sempre valorizou a cultura nacional e por ela esteve sempre a frente defendendo o que é nosso. Inclusive, há de se lembrar, em 1968, em plena ditadura, no dia 07 de novembro Vanja, em protesto se ajoelhou na rua, impedindo a passagem de um comboio militar que ia de encontro a manifestantes que carregavam o corpo de um estudante assassinado pela repressão. Uma cena triste de se ver e que boa parte dessa gente burra e sem noção, talvez não façam a mínima ideia do que foi e do que simbolizou aquele momento. Essa era uma das facetas dessa mulher incrível, a qual já falamos e postamos vários outros discos. Agora trazemos para vocês este lp, lançado em 1967, pela Chantecler. “A volta de Vanja Orico”, como o próprio título afirma, marca o retorno da artista ao Brasil. Neste lp ela canta um repertório cheio de clássicos, um disco maravilhoso de se ouvir, com músicas de Fernando Lona, Geraldo Vandré, Chico Buarque, Gil e Torquato Neto, Catulo de Paula, Paulinho Nogueira, Tom e Vinícius, Nonato Buzar e Carlos Imperial. Por aí já dá para se ter uma ideia do quanto este disco é legal. Confiram no GTM…
 
cantilena
contracanto
é ou não é
andam dizendo
mulé rendeira
casa de pau po pa
a banda
minha zabelê
a lua girou
depois do amor
samba de protesto
 
 
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Bebeto Castilho (1975)

Boa hora, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! Hoje o nosso encontro é com o carioca Adalberto José de Castilho e Souza, mais conhecido como Bebeto Castilho. Flautista, saxofonista e contrabaixista, cantor e também compositor. Entre muitas coisas, foi um dos integrantes do conceituado Tamba Trio. Ao longo de sua carreira gravou uma centena de discos, com o Tamba Trio, com outros artistas e também solo. Mas este disco que aqui apresentamos foi seu único lp e por certo uma joinha de trabalho que recebeu uma reedição, em cd, no início dos anos 2000. Está aí um disco que cabe muito bem em nossas fileiras e que vocês podem conferir no GTM…
 
batuque
pra não chorar
salgueiro chorão
nosotros
tristeza de nós dois
dejame ir
mendigo e ladrão
estardalhaço
canção do nosso amor
voltei ao meu lugar
moça flor
razão de viver
 
 
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Banda Patropi – A Banda Da Grande Família (1974)

Boa noite, caros amigos cultos e ocultos! Como se pode ver, por aqui gostamos bem das bandas de quermesse, de praças e coretos. E aqui, mais uma vez estamos trazendo um disco nessa linha. Numa produção do selo CID temos a Banda Patropi, a banda da grande família. Eis um disco bem gostoso de se ouvir, tanto pelo banda em si, como pelo seu repertório moderno, então bem atual para a época e ainda hoje soa bem. Confiram no GTM….
 
alegria da vida
o bem amado
ave maria
supermanoela
os ossos do barão
o vira
fantástico
o mensageiro
glorioso santo antonio
tudo menos amor
ben
assassinato do camarão
song for anna
always
in my heart
o espigão
fogo sobre a terra
a grande família
tema de monica
uma rosa em minha mão
o boi vai atrás
que beleza
toró de lágrimas
boa noite
o mundo melhor de pixinguinha
gugu
 
 
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Salinas E Seu Conjunto – Tarde No Rio (1957)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Segue aqui mais um disco interessante e como o de ontem, um dos primeiros lps de 12 polegadas que começariam a chegar no final dos anos 50, quando até então ‘long plays’ eram só os de 10 polegadas e geralmente com apenas oito faixas.
Aqui temos Daniel Salinas, agora em seu primeiro lp de 12, numa seleção musical que remete a ‘cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro. Ou seja, um disco com muito samba e choro 🙂 Leiam o texto na contracapa e confiram o conteúdo no GTM…
 
copacabana
aos pés da santa cruz
peguei um ita no norte
tico tico no fubá
delicado
cabeça inchada
favela
para que recordar
asa branca
maracangalha
maria escandalosa
aquarela do brasil
 
 
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Maciel E Seus Cariocas Serenaders – Na Cadencia Do Samba (1957)

Boa hora, caros amigos cultos e ocultos! O toque musical de hoje é com o trompetista, arranjador, compositor e maestro Edmundo Maciel, conhecido como Ed Maciel. Músico exemplar, atuante nas décadas de 50 a 70. Passou por diversas orquestras, inclusive a Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Gravou dezenas ou até centenas de discos, se considerarmos sua participação também como músico de estúdio. Tocou também com todos os principais nomes da música brasileira
Aqui temos ele em seu primeiro disco, lançado em 1957 pelo selo Sinter, um dos primeiros lps de 12 polegadas lançados no Brasil. Leia mais na contracapa.
 
confiança
na cadência do samba
sal e pimenta
saudades da bahia
o apito no samba
não tem solução
se você jurar
helela… helena
não me diga adeus
vai amor
está chegando a hora
maracatucá
mulher rendeira
 
 
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Noel Rosa – Noel Por Noel (1971)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Cá estamos, mais uma vez chovendo no molhado. Mas quando a chuva é boa e necessária, pode continuar chovendo, principalmente se for chuva de Noel Rosa. Creio que já postamos aqui, no Toque Musical, tudo ou quase tudo desse genial compositor. Porém, agora há pouco estava eu começando o meu domingo e peguei de cara este lp para ouvir. Seria um pecado não compartilhar ele também com vocês. Embora essas mesmas gravações já tenham aparecido em outros discos, esta edição de 1971 lançada pelo selo Imperial, da Odeon, foi a primeira a reunir num lp de 12 polegadas os poucos registros do compositor cantando seus próprios sambas. É, sem dúvida, um disco para se ter na estante. Um verdadeiro resumo da ópera na voz de seu próprio autor. Aqui estão reunidas algumas de suas mais expressivas composições. A ver e a ouvir…
 
cem mil réis
malandro medroso
com que roupa
seu jacinto
quem dá mais
quem não dança
da babado
mulata fuzarqueira
coração
joão ninguém
cordiais
saudações
conversa de botequim
 
 
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Bebeto Alves (1981)

Olá, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! Olha, definitivamente… vejo que não vou conseguir atualizar um mês de atraso em nossas postagens. Isso, na verdade, nunca aconteceu antes. Eu nunca fiquei tanto tempo se fazer uma postagem como tem acontecido agora. As razões são diversas, mas eu vou sempre culpar a falta de tempo, o tempo que falta para eu me dedicar mais a essa cachaça. Digamos apenas que os tempos hoje são outros. Dessa forma, vamos considerar aqui a coisa de uma outra maneira. Entendam essa pausa como férias, como se eu tivesse tirado um mês de férias e agora estivesse voltando. E neste retorno, vamos trazendo aqui o gaúcho Bebeto Alves, um dos grandes expoentes da música popular gaúcha nos anos 80. Cantor e compositor, tem em sua carreira dezenas de discos lançados, sendo este, de 81, seu primeiro álbum, lançado pela CBS através de seu selo Epic. E diga-se de passagem, um excelente lp, com um repertório autoral e de primeira linha, trazendo também um time de músicos, não apenas gaúchos, que dão a este primeiro trabalho um gosto de ‘quero mais’. Já apresentamos outro disco deste artista por aqui e por certo, em uma outra oportunidade traremos outros. Confiram no GTM….
 
sant’anna do uruguay
de um bando
agua
momento encantado
moleque do parque
a mão e o medo
fogueiras
raiar
bandeira
kraft…mesmo
polvadeira
 
 
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