E novamente, vamos de compacto.. Desta vez trazendo a cantora Edith Veiga neste sete polegadas duplo, ou seja, com quatro faixa. Aliás, com quatro boleros, coisa que era o gênero popular da vez. Lançado em 1960 pelo selo Chantecler, Edith Veiga estava em início de carreira e se tornou conhecida nacionalmente no ano seguinte quando ficou em segundo lugar no famoso concurso da TV Record chamado, “A Voz de Ouro ABC”. Daí para frente faria um imenso sucesso cantando sambas, boleros e músicas românticas de agrado popular.
Depois de uma pausa merecida, estamos de volta. E neste meio tempo estivemos analisando o Toque Musical nessa conjuntura atual, onde cada vez mais nossas postagens tem se tornado apenas uma fonte para alguns amigos ocultos, cujo o interesse é apenas surfar nas nossas ondas. Ou seja, buscam o que querem para depois fazerem média no Youtube. Não bastasse a falta de um ‘muito obrigado’, ou uma sutil referência a esta fonte em seus canais no famigerado YouTube, ainda estão monetizando nas costas do amigo Augusto aqui. É muita cara de pau e canalhice de quem quer vida fácil. Diante disso, estamos mudando as coisas por aqui. De hoje para frente, não teremos mais links abertos para download. O GTM (Grupo do Toque Musical) continua funcionando tal qual como sempre foi, porém, para descompactar os arquivos terão que solicitar a senha via e-mail e mediante a uma pequena taxa. Vai nos dar mais trabalho, mas pelo menos não teremos mais os usurpadores de plantão. Ou por outra, eles podem até voltar, mas terão, como todos, que fazer uma contribuição. Todos os discos, agora aqui postados terão uma senha diferenciada. Então, não adiante baixarem os arquivos achando que a senha é a mesma. Cada disco/arquivo terá uma senha diferente. Quem estiver interessado deverá fazer um pix no valor de 20 reais para receber a senha. Pode parecer injusto ou até mesmo abusivo, mas não vamos mais dar nada de bandeja. Por conta da ‘fomiagem’ de alguns todos irão pagar, literalmente. Quem não quiser, que vá escutar as músicas tratadas em IA pelo YouTube. Tem gente que acha que a restauração sonora feita pela IA fica maravilhosa, mas, verdadeiramente, fica ainda pior. E quem duvida, basta colocar frente a frente, lado a lado as duas versões, ainda mais porque tudo parte do velho mp3. Então, a partir de hoje a nossa política mudou. Sinto muito, mas já não dá mais investir tempo e dinheiro para manter um blog como o Toque Musical. Só para manter esse site a gente gasta quase 400 reais anualmente em taxas de manutenção e permanência. Então, definitivamente, não dá mais para fazer a coisa só de coração. Agora é também na base do cifrão. Quem estiver interessado, manda um e-mail para toquelinkmusical@gmail.com
Bom, agora vamos ao disco de hoje. Novamente, temos aqui mais um compacto e dos bem raros. Lançado pelo selo Chantecler, em 1968, trazemos o conjunto mineiro, de Belo Horizonte, Brazilian Boys. O grupo é uma obscuridade até mesmo para a gente que é de Belô. Não há muitas informações sobre ele, mas ao que se sabe, o grupo gravou para a Chantecler, Continental CID e Paladium. Segundo algumas informações cruzadas, o Brazilian Boys fazia parte da efervecência de bandas de rock e baile na capital mineira. Ele seguiam a linha de grupos que adaptavam o rock internacional para o público brasileiro,sendo citados como peças fundamentais da cena ‘Jovem Guarda’ nas alterosas. Curiosamente, este compacto da Chantecler, na contracapa, consta como trazer no compacto duplo cinco músicas. Mas por uma razão que desconhecemos, embora na contracapa conste serem cinco músicas/faixas, no selo e também em disco temos apenas 4 músicas. Certamente essa foi uma falha da grravadora. De qualquer forma, eis aqui um bom disquinho para se ouvir…
Realmente, a tal da ‘inteligência artificial’ pode ser uma mão na roda para quem sabe usar. Tem nos ajudado bem a recuperar imagens, fazendo um trabalho muito bom. Pelo Gemini do Google dá pra refazer até as capas que até então pareciam perdidas. Aqui, um bom exemplo é este compacto do Wilson Miranda cuja a capa estava tomada por fitas adesivas e um desgaste natural em seus mais de 50 anos. Vejam como ficou. Deixamos até a estrelinha no canto inferior direito, que é uma marca dágua que a IA coloca nas imagens tratadas. Por outra, ainda não dá para confiar o áudio ao Gemini. Tem gente que acha uma maravilha, mas ao tratar aúdio, a IA corta na raiz tudo que lhe parece defeito e as vezes não é. Então, no caso aqui, usei a IA apenas para a capa, o áudio eu prefiro manter como foi capturado. Quem depois quiser tratar, fica a vontade. Prefiro manter as imperfeições que são características do vinil.
Então, nessa, temos o cantor Wilson Miranda em um compacto simples, lançado pelo selo Chantecler, em 1965. Neste disquinho encontramos duas músicas que estão associadas ao gênero da Bossa Nova, mas isso talvez seja apenas um eco, pois já em 1965, ano em que o disqunho foi lançado, a bossa já não era tão nova. Wilson Miranda vem com “Pai do pai do pai”, múisca de Walter Santos e Tereza Souza, com a orquestra de Francisco Moraes e “Mar azul”, música de Francis Hime e João Victorio. Nessa segunda, Wilson vem acompanhado por Roberto Menescal e seu conjunto.
Há poucos dias atrás postamos aqui um compacto do Luis Vagner. E no envio do arquivo para o GTM fizemos uma confusão, postamos uma capa de um compacto de 1977 e enviamos um link deste compacto de 76. Então, no sentido de corrigir isso, estamos trazendo o de 76. Assim teremos os dois compactos, já que havíamos dito que traríamos outros discos do artista. Então, aqui temos os dois disquinhos, agora corrigidos e desta vez, sem erros, ok?
Mais um disquinho sortido da série Fares, Luiz Américo, cantor e compositor, sambista que se destacou nos anso 70 e 80 por sucessos como “Camisa 10”, “Fio da véia” e “O gás acabou”. Iniciou sua carreira em programa de calouros do Silvio Santos. Artista super premiado. Considerado um dos grandes sambista brasileiros, parceiro de Braguinha. Teve diversas composições suas gravadas por outros grandes artistas da música brasileira. Aqui ele aparece neste compacto duplo lançado pelo selo Chantecler, em 1973, trazendo quantro sambas nos quais se destaca “Desafio”, música que fez muito sucesso, chegou a ser gravada por outros artistas e garantiu a ele seu nome no samba. Confiram…
Dentro dessa nossa mostra sortida de discos de 7 polegadas, hoje vamos com este compacto duplo, lançado em 1970 pelo selo Chantecler, trazendo Roberto Barreiros, cantor romântico que fez um relativo sucesso nas décadas de 60 e 70. Roberto Barreiros além de cantor era dublador, ator e humorista. Trabalhou no rádio e na televisão. Também flertou com a Jovem Guarda e mais tarde com a música sertaneja. Gravou diversos discos, entre os quais este compacto que agora apresentamos…
Seguindo… temos para hoje essa joinha… Aqui um compacto simples, lançado em 1974 pelo selo Chantecler da cantora Tetê da Bahia. Disco com a produção de Wilson Miranda, traz como grande destaque a canção de Gilberto Gil, “Duplo sentido”. Sem dúvida, uma interpretação e um arranjo que nem o próprio Gil conseguiria fazer. Trabalho refinado que voltaria a ser redescoberto primeiro por DJ’s gringos, ressoando de volta (e obviamente) nos ouvidos dos ‘discófilos’ daqui. Do outro lado, para manter o nível, tem o “X do problema”, de Noel Rosa. Confiram lá no GTM…
A gente passa uma vida inteira ouvindo música e ainda assim algumas coisas passam batidas. Eis que entre os tantos discos compactos, do amigo Fares, nos aparecem uns que são totalmenten obscuros. É bem o caso da dupla “As Clebs”, que aqui nos chama a atenção também pelo próprio nome. De onde tiraram isso? Certamente, não veio do acaso e é bem provável que seja um sobrenome sulista e as moças, em questão, sejam irmãs. Ficamos nas hipóteses porque, infelizmente, não encontramos muitas informações sobre o grupo. Da pesquisa rápida, só conseguimos mesmo cair no Youtube, onde para nossa surpresa, encontramos um outro compacto delas, lançado em 1967, pela Chantecler. Assim sendo, vamos então apresentar os dois disquinhos, sendo o segundo lançado em 1969, pela RCA. Ao que tudo indica, As Clebs gravaram apenas esses dois compactos e existiram entre os períodos de 67 a 69 seguindo o gênero musical jovem daquele tempo que era a Jovem Guarda. Se acaso alguém tiver maiores informações sobre esta dupla, nos envie para que possamos entender essa história. Por hora, vamos ouvindo seus disquinhos…
E desta vez, entramos numa pegada mais erudita num contraponto com o popular. Temos aqui um disco bem bacana que certamente agrada ao nosso público musicista e também os apreciadores do violão. E ainda, por que não dizer, a todo aquele que apreciador do regional, do imortal, Catulo da Paixão Cearense. Este é um disco que vale a pena ouvir. Temos o violonista de formação clássica/erudita Carlos Barbosa Lima neste lp lançado pela Chantecler, em 1964. Como já podemos ver, ele interpreta de forma magistral quinze obras de Catulo, transcrita para o violão. Um trabalho sensível, que vale a pena ouvir. Felizmente, já temos na contracapa todas as devidas informações. O que nos poupa tempo. Cabe aos amigos apenas ler e ouvir…
Mais uma vez, Tuca. Aqui num compacto de 1966 lançado pela Chantecler, trazendo a cantora e compositora em dois momentos: “O Cavaleiro”, parceiria com Geraldo Vandré e “Cirandando”, com Consuelo de Castro. A música “O Cavaleiro” foi selecionada no I Festival Internacional da Canção da TV Rio, classificada em segundo lugar na fase nacional do festival.
O disco de hoje é “Momentos de Alegria”, lançado em 1963 pelo selo Chantecler. E nosso artista é Lélio e Seu Conjunto. Um músico paraense que se destacou com seu conjunto em bailes e festas na cena social e cultural de Belém, no início dos anos 60. Infelizmente não temos muitas informações sobre o grupo além do próprio texto de contracapa. Um disco raro e por certo pouco conhecido, mas representativo do cenário musical dos anos 60, considerando também que se trata de um conjunto fora do eixo Rio-São Paulo. Disco muito bom que o Toque Musical recomenda…
E vamos de compacto, porque disco de 7 polegadas aqui também sempre tem vez. E como tem…
Temos então, o Trio Marayá, grupo surgido nos anos 50, em Natal, no Rio Grande do Norte. Fromado por Behring Leiros, Marconi Campos e Hilton Acioli, foi um conjunto que atuou nos 50 e 60. Eles se destacaram em boates, no rádio e na televisão, partiparam de festivais e fizeram turnês internacionais.
Este compacto duplo, “Balanço Zona Sul”, foi lançado em 1966 pela Chantecler. E como podemos ver pela contracapa, temos quatro temas bem bacana…
Aproveitando que estamos na Semana Santa, nesta Sexta-feira da Paixão, vamos aqui trazendo este lp. Não se trata de um toque musical, mas uma curiosidade do mundo fonográfico. Lançado pelo selo Chantecler no início dos anos 60 e explorando o tema de religiosidade, ao estilo das rádio-novelas daquele tempo, temos assim, “A Vida de Jesus”. Este lp faz parte de uma série de discos lançados por essa gravadora dedicados à família, família padrão de classe média e católica, certamente. O álbum infelizmente não traz nenhuma outra informação além do que vemos na capa e o que tem no selo. Enfim, algo irrelevante quando o foco é apenas o conteúdo, como os discos de ‘estórinhas’.
Para quem não conhece a vida de Jesus Cristo, eis aqui a salvação.
Mais uma raridade, agora dos anos 60. Desta vez vamos com Cláudio e Os Goldfingers, um dos conjuntos gaúchos do gênero Jovem Guarda. Liderado pelo tecladista (organista) Cláudio A. de Souza, que já era arranjador da Chantecler, com seus quatro ‘goldfingers’, gravaram este que foi o primeiro e ao que parece, único lp, em 1967 por esta gravadora. Na contracapa temos um texto mais detalhado e também o repertório, como podemos ver, um misto de sucessos jovens da época e temas autorais do próprio conjunto. Um disco bem interessante para colecionadores e amantes da Jovem Guarda.
acorda maria bonita
o homem verde
era um garoto que como eu amava os betles e os rolling stones
Há tempos fiquei de postar aqui este disco da cantora e compositora paulista Tuca (Valeniza Zagni da Silva). “Meu eu” foi seu primeiro lp, gravado no final de 65 e lançado em 1966 pelo selo Chantecler, com arranjos e regências dos maestros Erlon Chaves, Francisco Moraes e Renato Mendes. Um disco muito bacana que merecia uma reedição. Aliás, não apenas este, mas também seus dois outros trabalhos lançados em 68 e 74. Em 1971 ela também participou do disco da cantora francesa Françoise Hardy, onde boa parte das composições eram suas, “La Question”, o nome do lp, foi também lançado no Brasil pela Som Livre. Infelizmente, Tuca veio a falecer em 1978 por conta de uma dieta radical que fez para emagrecer.
Para o dia de hoje, vamos trazendo a Idalina de Oliveira, cantora, atriz e garota propaganda. Idalina foi uma das pioneiras na televisão brasileira como garota propaganda. Atuou principalmente nos anos 50 e 60. Como atriz, trabalhou no seriado infantil “Capitão 7”, da TV Record, que foi ao ar de 1954 a 1966. Ela era ‘Silvana’, a companheira do Capitão 7. Foi ainda no início dos anos 60 que ela foi convidada para gravar uma música na Chantecler e esta foi “Mariquilla bonita”, em versão de Joaquim Gustavo, recebendo o nome de “Amorzinho querido”, sendo lançada primeiramente em compacto e que teve muito sucesso. Isso deu a ela a oportunidade de gravar este lp com as orquestras de Élcio Alvarez e Francisco Moraes. “Idalina” foi seu único disco, no qual traz um repertório misto de sambas, baião e versões, incluindo “Amorzinho querido”. Em 1966 ela voltou a gravar um outro compacto, mas ficou só nisso… Aproveitamos para incluir aqui, como bônus, as duas músicas deste compacto.
Seguimos com este raro e curioso lp lançado pelo selo Chantecler, trazendo o conjunto The Jet Black’s e o maestro Edmundo Villani Côrtes. Um encontro realmente curioso que buscava reunir sucessos da música (internacional) de diferentes épocas interpretadas numa roupagem moderna. Arranjos e piano de Villani conduzem os experientes rapazes do Jet Black’s. Um trabalho que vale a pena conhecer, instrumental, bem anos 60 🙂
Não faz muito tempo, eu postei aqui um disco do músico paraense, Guilherme Coutinho. E por conta da política do momento, não fiz nenhum texto de apresentação, considerando o texto de contracapa já explicativo. Tinha adotado essa máxima, muito por conta de achar que ninguém dava muita bola para o que escrevemos aqui. Mas sei que estou enganado, há muitos atentos e interessados, mesmo quando o texto tá fraco. Por certo e na pior das hipóteses damos o norte… 🙂
Mas voltando ao Guilherme Coutinho, para os que não sabem, foi um músico paraense que atuou durante os anos 60 e 70. Pianista, arranjador e compositor, gravou poucos, mas excelentes discos. Hoje em dia pura raridade, difíceis de encontrar. Creio que nada chegou a ser relançado, nem mesmo em cd. O que postamos anteriormente foi seu primeiro disco. Somente quatro anos depois viria a lançar este outro, o “Procura-se”, pela Chantecler. Disco bacana, com uma pegada bem estilizada, um pop ‘brazuca’ refinado com leves pitadas ‘jazzística’. Recomendo…
Inezilda Nonato da Silva (Manaus, 7 de junho de 1935), mais conhecida como Leila Silva, é uma cantora brasileira. Ficou famosa na década de 1960 e com a música “Não Sabemos” do LP Perdão para Dois, rendendo a ela a conquista dos prêmios mais importantes da época. Sucesso no rádio e na televisão, se apresentou em quase todos os programas. Sua voz chamou a atenção da crítica e do público e seu talento alcançou outros países, como Itália, França e Japão. Atualmente residindo em Santos, São Paulo, continua na ativa se apresentando por todo o Brasil.
Olá, meus caros amigos cultos e ocultos! Correndo aqui para não perder muito tempo, hoje temos um artista que fez sucesso nos anos 60 e 70, aqui no Brasil, o italiano Matteo Gaeta, mais conhecido como Uccio Gaeta. Italiano, veio para o Brasil, segundo contam, no início dos anos 60. Trabalhou como ator e comediante na antiga TV Tupi e também teve seu próprio programa de auditório na TV Cultura, de São Paulo. Também participou de novelas como “Nino, o italianinho” e “Canção para Isabel”. Foi cantor da Rádio Gazeta e como músico gravou dezenas de discos no Brasil. Entre eles temos este de 1968, chamado de “O novo som de Uccio Gaeta”, onde ele desfila um repertório com 27 músicas em pout-pourri, conforme seguem a baixo listadas. Confiram no GTM….
Olá, amigos cultos e ocultos! Em tempos como os que estamos vivendo, em especial o momento político, onde militares (as Forças Armadas), se vendem por leite condensado e viagra, pela manutenção das mamatas que sempre tiveram, em troca de se sujeitarem a ser comandados por um capitãozinho louco, insubordinado e que chegou a ser expulso da corporação. Tempos vergonhosos para as fardas militares que mais uma vez se sujam, se sujeitam a serem comandados por um crápula e sua família de milicianos. Triste momento para o Brasil. E mais triste ainda é perceber o quanto este nosso povo é tosco, rude, mal informado e mal educado, burro, mas essencialmente pretencioso. Triste ver que uma boa parcela desse povo sofrido ainda não tenha conseguindo ver quem realmente é seu opressor. Gente com memória fraca, gente que ignora seu próprio câncer e acha graça da dor que sente no seu próprio estômago. Em momentos como este, de ataques a Democracia, ao Congresso e a Justiça em nome de um radicalismo de direita que assola o país, a gente as vezes precisa lembrar os fatos do passado, trazer de volta nossa luta por liberdade, palavra que hoje caiu na boca dessa gente de forma errada. Seria irônico se não fosse trágico ver essas ‘tosqueiras’ pedindo liberdade de expressão e ao mesmo tempo ditadura militar.
Estou fazendo esta introdução porque de certa forma ela tem a ver com Vanja Orico. Cantora, atriz e cineasta, surgiu no cenário artístico cantando o tema ‘Mulher rendeira” no filme “O Cangaceiro”. Foi uma artista internacional, mas sempre valorizou a cultura nacional e por ela esteve sempre a frente defendendo o que é nosso. Inclusive, há de se lembrar, em 1968, em plena ditadura, no dia 07 de novembro Vanja, em protesto se ajoelhou na rua, impedindo a passagem de um comboio militar que ia de encontro a manifestantes que carregavam o corpo de um estudante assassinado pela repressão. Uma cena triste de se ver e que boa parte dessa gente burra e sem noção, talvez não façam a mínima ideia do que foi e do que simbolizou aquele momento. Essa era uma das facetas dessa mulher incrível, a qual já falamos e postamos vários outros discos. Agora trazemos para vocês este lp, lançado em 1967, pela Chantecler. “A volta de Vanja Orico”, como o próprio título afirma, marca o retorno da artista ao Brasil. Neste lp ela canta um repertório cheio de clássicos, um disco maravilhoso de se ouvir, com músicas de Fernando Lona, Geraldo Vandré, Chico Buarque, Gil e Torquato Neto, Catulo de Paula, Paulinho Nogueira, Tom e Vinícius, Nonato Buzar e Carlos Imperial. Por aí já dá para se ter uma ideia do quanto este disco é legal. Confiram no GTM…
Olá, amigos cultos e ocultos! Para não ficarmos apenas em orquestras e coisas dos anos 50, vamos mudando um pouco o nosso foco, afinal o nosso espaço é musicalmente democrático (e com tendências esquerdistas, com certeza!). Mas fora a nossa ideologia, somos abertos a todo tipo de manifestação construtiva, por isso ouvimos música com outros olhos 😉
Então, aqui temos hoje e pela primeira vez em nosso toque a cantora e compositora paulista Miriam Ângela Lavecchia, mais conhecida como Miriam Batucada, apelido que recebeu quando ainda era apresentadora de programa de televisão, nos anos 60, por conta de sua técnica de batucar com as mãos. Embora não tenha gravado muita coisa, se destacou por conta de sua presença sempre constante na tv. Em 1971, juntamente com Raul Seixas, Sergio Sampaio e Edy Star ela gravou o “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista – Apresenta Sessão das 10”, disco que seria redescoberto nos anos 2000, se tornando obra ‘cult’. Por consequência deste disco ela voltaria a cena musical, mas infelizmente de maneira póstuma, pois Miriam faleceu em 94. Seus outros dois discos, “Amanhã ninguém sabe” e “Alma da festa” voltaram a ser procurados e por terem sido pequenas tiragens, hoje se tornou também tão ‘cult’ quanto o “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista”, assim como são os discos do Sérgio Sampaio e do Edy Star. E como esses discos não andam rodando em qualquer prato, cabe a nós divulgá-los, trazendo de volta aos olhos e ouvidos… Vamos conferir no GTM?
Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Hoje estou trazendo aqui um disco que eu acho dos mais interessantes e por certo, raro em todos os sentidos. Este é um dos lps que fazia parte da pequena discoteca que acompanhava a radiola lá de casa, quando eu ainda era criança. Me lembro bem deste disco e ainda de algumas dessas canções. Infelizmente, assim como a radiola, os discos também se foram. Porém, algum tempo atrás, descobri que tinha esse disco em arquivo digital, que certamente alguém me enviou e como está completo, do jeito que a gente gosta, não há porque não termos ele aqui em nosso Toque Musical. No entanto, deixei este disco para a estreia de um novo ‘resenhista’, o amigo culto, Ayrton Mugnaini Jr. que havia manifestado interesse em colaborar com a gente. O Ayrton é um cara dos mais completos, músico, escritor e como eu, virginiano (hehehe…). Eu já tive a oportunidade de postar aqui no TM um de seus discos e acho que sua musicalidade e seu estilo é bem parecido com o Anares Diaz. Portanto, não foi por acaso que enviei o disco para ele resenhar, Porém, o moço, além de esquecido é também super atarefado e creio que no momento ele está envolvido com lançamento de novos livros e discos. Achei melhor então aguardar que ele mesmo se manifeste. Mas o disco de coleção de modinhas do Anares Diaz não vai poder esperar. Assim, meu caro Ayrton, estreia quando der e com outro disco, coisa que por certo não irá faltar.
Como disse, temos aqui um lp raro e quando digo raro não me refiro ao valor exorbitante que malucos põe lá no Mercado Livre, mas sim ao fato de ter sido um disco com uma tiragem pequena, lançado a sessenta anos atrás e que por certo nunca teve uma reedição. Para completar, Anares Diaz é um completo desconhecido em áreas públicas da internet. Pode procurar no Google, jogar no Youtube que não vai aparecer nada, somente o anúncio de um único disco sendo oferecido especulativamente no Mercado Livre. Assim sendo, qualquer informação a respeito deste artista se concentra no próprio álbum, nas músicas e principalmente no texto de contracapa. Neste reforça ou comprova o que podemos ouvir, um repertório totalmente autoral e de uma originalidade que só se vê (e ouve) em artistas da mesma época cuja a música funciona muito bem na simplicidade de apenas um instrumento, no caso , o violão. Sua música tem algo de modinha, de tradicional, de folclórico e popular, é direta, simples, objetiva e que agrada de cheio e logo de cara. Incrível com esse disco ainda não chegou nas plataformas do Youtube. Portanto, o melhor é conferir no GTM…
Olá, amiguinhos cultos e ocultos, muito boa noite! Vejam vocês como eu sou avoado…Estava crente que o aniversário do Toque Musical fosse agora neste fim de mês. Mas, na verdade, é no dia 30 de julho. Portanto, ainda temos muitos toques antes de chegarmos lá 🙂
Muito bem, então, o nosso encontro hoje é com a cantora Leila Silva e seu lp de 1962, lançado pela Chantecler. Leila Silva (Inezilda Nonato da Silva) fez parte do cast da gravadora Chantecler onde gravou também outros discos desde o final dos anos 50. Uma cantora popular que fez um relativo sucesso e tal como outras que atuaram no rádio e na televisão, hoje são pouco lembradas, como também são difíceis de achar os seus discos. Assim, nada mais oportuno que um lp da Leila Silva, em quatorze faixas, entre sambas, tangos, boleros e mais… Ela vem com o acompanhamento de orquestras regidas por Elcio Alvarez e Zico Mazagão e também com o Regional de Poly. Eis aqui um dos raros discos dessa época que traziam as letras das canções. Vamos conferir?
Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Mais uma vez, atendendo a um pedido especial, que necessariamente não era o de postagem, mas que achei por bem publicá-lo, afinal, é aqui o reduto de tudo aquilo que se esconde na poeira do tempo. E assim, temos para hoje este lp do acordeonista Alberto Calçada e seu conjunto. Já apresentamos algumas coisas desse artista no nosso Toque Musical.
Agora, aqui temos um lp lançado pela Chantecler, em 1958.Um disco dedicado a valsa brasileira. Uma seleção clássica de temas populares, repertório seresteiro que ainda agrada a muita gente. Vamos conferir?
Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Ainda atendendo um pedido especial, vamos com um pouco mais de choro e de quebra ainda tem as valsinhas. É mais ou menos na mesma linha do Jair Pimentel que trago mais uma vez para o nosso Toque Musical, o saxofonista Domingos Pecci. Já havíamos postado dele “Um saxofone no choro”, uma reedição de 1977 de um disco gravado em 60. Agora vamos como “Mágoas de um chorão, vol, 2”, disco lançado pela Chantecler em 1966. Neste lp encontramos também um repertório com composições próprias e de outros autores do universo seresteiro. Confiram…
Boa noite a todos os companheiros, amigos cultos e ocultos! Aqui mais um disco que eu recolhi de um sebo. Me chamou a atenção logo de cara, ou por outra logo pela capa, bem ‘diferentona’, não acham? Eu confesso que até então nunca tinha ouvido falar deste artista, José Orlando, cantor paraibano que iniciou sua carreira no início dos anos 50. Cantou em diversas rádios pelo Brasil. Este, ao que parece, foi seu primeiro lp, disco este com regência de Elcio Alvarez e arranjos de Guerra Peixe. O repertório é muito bom, tendo nele várias músicas de sucesso. E como iremos ver, José Orlando não deixa a peteca cair, canta com naturalidade, voz direta e agradável. Na contracapa temos um bom texto de apresentação. Daí, eu deixo que o mesmo cumpra o seu papel. Confiram no GTM