Iº Festival Brasileiro De Seresta (1969)

Chegamos enfim na sexta-feira. Ontem eu acabei deixando alguns de vocês na fossa, ansiosos para ouvirem a Waleska. Confesso que não sei bem o que andou acontecendo por aqui, mas realmente a ‘Maysa’ nos brindou com um link e só no fim do dia percebi que o mesmo não entrou no comentários. Porém, o ‘Esquecido’, imediatamente salvou a pátria. Outra coisa estranha, o fuso horário no blog ficou mais maluco do que eu. A postagem entrou como se tivesse sido feita no dia anterior. Fiz a correção, republicando a postagem, mas infelizmente perdi os primeiros comentários. Durante a semana acabei, meio sem querer, criando uma alternância entre cantoras e festivais. Para não perdermos o ritmo, irei seguindo nessa onda. Ao invés de um disco/artista independente, teremos outro de festival.

Desta vez vamos com este disco intitulado “Iº Festival Brasileiro de Seresta”. Curiosamente irônico este nome. Até onde eu sei, a seresta é um motivo genuinamente nacional. Vai entender o que passou na cabeça dos produtores do evento? Não importa, vale mesmo é que este festival existiu. Não encontrei referências a ele na rede, mas tudo leva a crer ter sido realizado em 1969. A gravação é ao vivo e como podemos ver pela capa, participaram como intérpretes grandes nomes da nossa música popular. Os compositores, vocês verão, também são figuras de destaque no cenário seresteiro. Segue assim e conforme o texto, as doze jóias musicais classificadas. Confiram aí a raridade… 😉
deusa da seresta – mauro mendes
noite de seresta – onéssimo gomes
nós dois e uma canção – gilberto alves
sol na estrada – antonio joão
largo do boticário – gilberto milfont
súplica de um trovador – armando nunes
a seresta do amor – carlos galhardo
essa mulher não te serve – josé orlando
canção de nada – mauro guimarães
brigas e pazes – newton teixeira
um dia encontrarei – alcides gerardi
saudade do velho rio – paulo miguel

Rio, Cidade Maravilhosa (1960)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Aqui vou eu me repetido no discurso e na saudação. Fica difícil ser diferente quando, mesmo sem querer, eu fui criando um formato tão pessoal para o meu blog. Isso se deve muito ao fato de que em um determinado momento eu precisei provar a todos que este espaço é estritamente amador, sem prentensões que vão além do meu desejo de trazer até vocês discos raros e que não se ouve mais. Não faz sentido para mim possuir ou ter acesso a riquezas fonográficas que eu não possa compartilhar. Amor como este não se faz sozinho. É preciso levá-lo a quem precisa ou àqueles que estão em mesma sintonia. Isso é diferente de querer sair na frente. De estar em busca de outros propósitos e objetivos. Isso aqui não é feito por jornalistas, estudantes de comunicação, ensaístas ou profissional do ramo de entretenimento pela web. Também não é o blog do ‘Gerson’, pois não penso em levar vantagem em nada. O Toque Musical é apenas um espaço amador e pessoal. Daí, cheio de falhas como deve caber a quem não é profissional. (putz! até rimou!)
Deixando de lado a polêmica (dizem que eu adoro!), vamos ao que interessa… Tenho aqui um álbum maravilhoso cujo o tema é uma cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro. Em 1954, o maestro Radamés Gnattali foi chamado para orquestrar a “Sinfonia Popular em Ritmo de Samba”, uma obra criada pelos então jovens compositores Antonio Carlos Jobim e Billy Blanco. O disco, de 10 polegadas, saiu naquele ano contando com a participação de grandes nomes como Dick Farney, Elizete Cardoso, Lúcio Alves, Gilberto Milfont, Os Cariocas, Doris Monteiro, Emilinha Borba, Jorge Goulart e Nora Ney (será que eu esqueci alguém?). Em 1960, Radamés é novamente chamado para uma segunda versão, agora neste álbum de 12 polegadas intitulado, “Rio, Cidade Maravilhosa” que eu apresento a vocês. Diferente do primeiro, neste, também da Continental, temos uma homenagem à cidade carioca, onde desfilam algumas das mais famosas músicas feitas louvando a belíssima capital fluminense. O álbum se divide em dois momentos. No lado A temos a referida segunda versão da Sinfonia do Rio de Janeiro, tão boa ou melhor que a primeira. Pessoalmente gosto mais desta. Nela encontramos um novo grupo de estrelas, algumas até da versão anterior. São eles: Os Cariocas, Risadinha, Luely Figueiró, Albertinho Fortuna, Nelly Martins, Maysa, Jamelão e Ted Moreno. No lado B temos outras sete músicas interpretadas pelo Coral de Severino Filho, Maysa e Albertinho Fortuna. Maravilha total! Este disco voltou a ser relançado com outra capa no início dos anos 80 e até já foi postado no amigo Loronix (aliás, os dois!). Tomei a liberdade de incluir o disquinho de 54, postado pelo Zeca, juntamente com este que eu estou apresentando agora. Assim fica mais fácil entender e com certeza, com esta capa, vai encher a boca de muito colecionador. Taí, uma pura raridade…

sinfonia popular em ritmo de samba – radamés gnattali
cidade maravilhosa – coral de severino filho
copacabana – maysa
valsa de uma cidade – coral de severino filho
fim de semana em paquetá – albertinho fortuna
corcovado – coral de severino filho
primavera no rio – coral de severino filho

Eles Fizeram O Sucesso (1970)

Olá amigos cultos e ocultos, do Brasil e do mundo, bom dia! Como diz o outro, o bambú racha mas não quebra. O condor tá com dor, mas ainda voa 😉

Ontem tive a desagradável surpresa de ver que o blog A Música Que Vem De Minas foi fechado. Conversei com o dono do blog e este me informou não saber o motivo. Ele não recebeu nenhuma notificação, apenas o tiraram arbitrariamente. O cara já estava a oito meses postando, só música mineira ou de artista deste estado. Já tinha um público fiel e não era do tipo que faz alarde. Suas postagens eram como a do Toque Musical, apenas discos fora de catálogo, exclusivamente retirados de vinil. Uma pena… Espero que ele não desista e retome o trabalho em outro endereço. Pelo jeito que vai a caravana, os cães estão mais ousados. Sem coleira, já começam a atacar. O melhor é ficar vacinado…
Bom, aqui vai o disco do dia… Hoje estou trazendo esta coletânea da Odeon, através de seu selo Imperial, especializado em vendas diretas a domicílio. O álbum, lançado em 1970, traz seis nomes importantes da ‘velha canção’, como pode ser conferido na capa logo acima. São gravações ainda do período das bolachas de 10 polegadas em 78 rpm. Acredito que temos neste lp coisas raras. Fonogramas que se perderam no tempo (quiçá, até mesmo nos arquivos da gravadora). Confiram aí antes que o Totó apareça… 😉
até quando – silvio caldas
no apartamento discreto – carlos galhardo
um pedaço de mim – gilberto alves
assunto velho – déo
há sempre alguém – orlando silva
canta maria – candido botelho
boneca – silvio caldas
morena faceira – carlos galhardo
meu amor – gilberto alves
tu és esta canção – déo
não terminei tua canção – orlando silva
cena de senzala – candido botelho

Saudades Da Minha Terra (1988)

Olá! Bom dia para todos nós! Nessa saudação eu também me incluo. Estou precisando que meu dia seja ainda mais feliz. Não quero estar sentindo o mesmo mal estar de ontem. Até agora vai tudo bem… É interessante como o poder da música nos é curativo. Realmente, ela cura o corpo e alma. O que seria de mim se não fosse a música. Isso me fez lembrar agora de uma composição do genial Péricles Cavalcanti, chamada “Eu odeio música”, a qual define exatamente o que eu sinto pela música. Mas vou deixar o Péricles (completo) para um outro momento. Vamos de volta aos antigos…

Hoje eu estou postando um trabalho dos mais interessantes e importantes para o resgate da nossa música. Mais um álbum criado por Paulo Iabutti e seu selo Evocação. Não tive tempo de me aprofundar na pesquisa sobre quem ele é, mas do pouco que tenho de informação sei que foi o responsável por trazer de volta nomes esquecidos e dos primórdios da música popular brasileira. A produção, seleção musical e até a arte da capa são de Paulo. Bacana! Isso é que é paixão pela música! Neste álbum, como se pode ver pela capa, estão incluídos doze fonogramas raros que certamente só voltaram a ser ouvidos uns 5o anos depois. Acredito que antes deste disco, nenhuma das gravações chegaram a ser relançadas. São obras que correspondem ao período que vai de 1929 a 45. Na contracapa do lp temos um texto de apresentação onde o autor, Estevam de Andréa, nos fala sobre cada uma das músicas, um dado fundamental e que valoriza ainda mais o álbum. Há também um encarte interno onde são apresentados os artistas. Perfeito! Todo disco deveria ser assim. Fica aí o meu toque musical do dia. Espero que apreciem…
nancy – moacyr bueno rocha e orq. de concertos columbia (1932)
nem que chova canivete – patrício teixeira e orq. columbia (1933)
amarga serenata – jorge amaral e orq. de salão (1936)
japonezinha – dalva de oliveira, dupla preto & branco c/ benedito lacerda (1939)
allô john – jurandyr santos e orq. columbia (1933)
nossa senhora do amparo – arnaldo pescuma e conjunto serenata (1937)
saudades da minha terra – januário de oliveira e conjunto serenata (1937)
é batucada – antonio moreira da silva e gente do morro (1933)
perdão emília – paraguassu com rago e seu conjunto (1945)
saudades – jayme redondo e trio ghiraldini (1929)
eu sou celibatário – deo com nicolini e sua orquestra (1937)
amando sobre o mar – ubirajara e orq. colbaz (1932)

Super Sambas Vol.1 (1973)

Bom dia a todos! Esse negócio de blog com postagens diárias não é fácil não. Principalmente para uma pessoa sozinha. Vocês não fazem ideia do trabalho que dá. Calma! Não estou reclamando, apenas justificando algumas falhas. Eu até que conto com alguns colaboradores, mas o processo todo depende de mim. Como o blog a cada dia cresce mais, aumenta também o serviço de gerência. Dependo exclusivamente de vocês para me informarem ‘onde o bicho tá pegando’. Links vencidos, faixas trocadas ou faltando, erros de linguagem ou ortográficos… tudo isso e até as críticas eu dependo de vocês. Blogs como este só sobrevivem se houver um ‘feed back’. Esta introdução toda foi também para dizer que eu não esqueci as solicitações para novos links que até o momento eu não repus. Estou tendo alguns problemas para localizar os arquivos das postagens das semanas temáticas latino americanas e portuguesas. Peço aos visitantes que não deixem de me lembrar…

Seguindo, vamos com o álbum do dia. Vamos com uma coletânea de sambas do selo Okeh da CBS, especializado em discos do gênero. “Super Sambas Vol.1” reúne os seis primeiros grupos e sambistas gravados para o selo: Samba 4, 5 Só, Os Geniais, Os Bambas, Baianinho e Zuzuca. Este último, Zuzuca, é também um dos responsáveis pela produção artística ao lado de Rossini Pinto e Helcio Milito. Uma seleção de sambas bem populares, alguns inclusive já postados aqui. Vale uma conferida, pois ‘quem não gosta de samba, bom sujeito não é’.
tarde de verão – samba quatro
assim que é a lua – zuzuca
história de um preto velho – baianinho
o serrote – os geniais
deboches os bambas
o pinto piou
tira meu nome da boca do sapo – os geniais
mágoa – baianinho
foi assim – samba quatro
reza forte – zuzuca
batida de côco não é de limão – cinco só

Brasil: A Century Of Song – Bossa Nova Era (1995)

Bom dia! No passo ligeiro, aqui vai o disco de hoje. Estou numa correria que só vendo… Tenho para hoje uma coletânea de gaveta, daquelas que ficam prontas para qualquer emergência. Um coletânea feita por gringos e a qual é chamada de bossa nova. Como se a música brasileira se resumisse a nisso. Mas a gente entende porque sabemos que a nossa música tem mesmo muita bossa. Uma música de personalidade mais que expressiva. O disquinho que apresento já é da geração cd, mas seu conteúdo oscila entre o antigo e o moderno, entre o Samba e Bossa Nova. Contudo, vale a pena ouví-lo, pois nele encontraremos coisas muito interessantes e até raras, que não se encontram fácil por aí. Esta é uma copilação feita por americanos (ou canadenses?) em parceria com uma produtora brasileira. Um autêntico disco feito pelo e para o mercado norteamericano. É bem possível que haja algum engano nos créditos das músicas, mas se tiver, eu vou deixar à cargo de vocês, especialistas. Podem comentar… Vejam (e ouçam) o que temos no disquinho:

a felicidade – joão gilberto
o orvalho vem caindo – j. t. meirelles e conjunto
só quero ver – beth carvalho
dindi – sylvia telles e rosinha de valença
desacato – antonio carlos & jocafi
ela desatinou – chico buarque
canto de ossanha – toquinho & vinícius
quando eu penso na bahia – elizeth cardoso e cyro monteiro
pedro pedreiro – quarteto em cy
aqui ó – toninho horta
oh what a sight – oscar castro neves & império serrano
berimbau/cuíca/cavaquinho/tristeza – edu lobo, sylvia telles, rosinha de valença, meirelles e +
pescador – baden powell
rapaz de bem – leila pinheiro
vrap – grupo beijo & coral da usp
rio – leny andrade

E As Misses Escolheram Suas Músicas Preferidas (1959)

Bom domingo, amigos cultos e ocultos! Hoje é dia de descanso, mas eu vou ter que ir trabalhar. Havia até me esquecido desse extra, mas não poderei faltar. Acordei tarde e agora preciso correr… Mas não sem antes deixar aqui minha postagem do dia.

Há pouco mais de uma semana atrás aconteceu o concurso de Miss Universo de 2009. A eleita foi a Miss Venzuela. Pelo que vi agora a pouco, ela realmente é ‘um mulherão’, muito bonita mesmo. Provavelmente não seria a minha escolhida, entre tantas outras beldades, sempre acabo preferindo uma que não ganhou. Não vou nem ariscar na preferência, pois não tenho nem tempo para isso. A Miss Brasil deste ano, Larissa Costa, é mesmo uma gata e deve ter ficado bem posicionada. Pessoalmente, acho as ‘misses’ de hoje em dia muito magras e com uma beleza comum, muito evidente. Mas não há o que comparar, os tempos são outros e a estética também. Na minha infância, assistir o concurso da mais bela pela televisão era um programa especial. A família toda se juntava na sala para ver deste o concurso regional até o internacional. Era como assistir e acompanhar o campeonato de futebol. Hoje tudo mudou, eu não tenho mais o costume de ver o concurso de miss e também não acompanho mais meu time no campeonato. É tudo ‘embromação’…
Movido por esse momento da beleza feminina, estou postando hoje um disco comemorativo do concurso Miss Brasil de 1959. Este é um ótimo exemplo de como era o evento daquela época. O álbum lançado pela Odeon reúne doze música, segundo o texto da contracapa, escolhidas pelas cinco finalistas. Como se pode ver, o repertório é variado, incluindo temas nacionais e internacionais. Obviamente as escolhas se fizeram dentro do quadro musical que a gravadora oferecia, ou seja, dos artistas do selo. Mesmo assim não deixa de ser uma coletânea interessante. Tenho certeza que muitos aqui irão relembrar esses momentos.
Como de costume e também por falta de tempo e condições técnicas apropriadas, o registro digital aqui vai crú, apenas separadas as faixas. Gosto as vezes de relembrar isso, para que os recem chegados entendam a minha proposta e as condições. Além do mais, prefiro deixar que cada um faça no arquivo o tratamento que achar melhor. Rapadura é doce, mas tem que roer…
feitiço da vila – irany e seu conjunto
quero-te assim – silvia telles
la vie en rose – gaya e orquestra
estrada do sol – leo peracchi e orquestra
autumn leaves – orlando silveira e orquestra
canção da volta – walter e seu sax
por causa de você – leo peracchi e orquestra
love is a many splendored thing – steve bernard e seu conjunto
só você – orlando ribeiro
an affair to remember – conjunto melódico norberto baldauf
samba fantástico – trio irakitan
around the world – fafá lemos

Os Grandes Momentos – O Fino… (1978)

…E por falar em coletânea fina, aqui vai mais uma que com certeza irá agradar aos amigos cultos e ocultos. Literalmente o fino da música popular feita no Brasil. Temos hoje este disco onde estão reunidos vários dos nossos grandes nomes em momentos ao vivo e que foram transmitidos pela televisão nos anos 60. Não tenho muita certeza (e nem vou tomar meu tempo pesquisando), mas acredito que esses registros fazem parte do saudoso programa da TV Record, “O Fino da Bossa”, comandado por Elis Regina e tendo sempre ao lado o Jair Rodrigues e o Zimbo Trio. Este foi, sem dúvida, o melhor e mais completo programa de música da televisão brasileira. Num tempo em que as emissoras de tv podiam se dar ao luxo contratar e ter em seu ‘cast‘ centenas de artistas de alto nível e de renome. “O Fino da Bossa” estreou em 1965 e durou por quase três anos, com apresentações transmitidas diretas do Teatro da Record onde o programa acontecia, sempre nas segundas-feiras. Um outro diferencial do programa era o tempo de duração, chegava a quase três horas! E a Elis cantava como nunca. Ela era a grande estrela que lotava o teatro toda a semana. Programas igual a este eu nunca vi igual, bons tempos, heim? Confira aí a bolacha, pois eu acredito também que há faixas aqui nunca antes ouvidas além daquele tempo. Taí uma das coisas boas de coletâneas, sempre tem uma azeitona a mais 🙂

pout pourrielis regina e jair rodrigues
pau de arara – ary toledo
opinião – nara leão
pedro pedreiro – quarteto em cy
reza – edu lobo
upa neguinhozimbo trio
pout pourrielis regina e jair rodrigues
porta estandarte – geraldo vandré e tuca
olê olá – chico buarque
dá-me – dorothy
samba em prelúdio – agostinho dos santos e rosana toledo
preciso aprender a ser só – os cariocas

Tons Do Brasil (1984)

Para os amantes da música instrumental, eu hoje estou trazendo este disquinho promocional que é o fino! Trata-se de uma coletânea reunindo alguns dos nossos mais expressivos e talentos músicos instrumentistas, interpretando obras consagradas do nosso repertório popular.

Um amigo, ao ouvir o disco ficou encantado, mas me perguntou se ao apresentá-lo no blog eu não deveria “remasterizar”, dar um trato no som do vinil. Para ele o som do vinil com seus estalinhos característicos não é legal. Talvez não seja mesmo, afinal os estalos não fazem parte da música. Mas acontece que a música faz parte do disco e é baseada nele, no fonograma em formato de vinil, cd ou fita magnética. O barato está aqui… Quem quiser que dê o seu ‘trato’.
Sem muitas ‘delongas’, vamos conferir o que temos em “Tons do Brasil”. Uma seleção especial que não se encontra fácil por aí. Olha só…
lamento – heraldo do monte
conversa de botequim – nelson ayres e roberto sion
casinha pequenina – odette ernest dias
manhã de carnaval, felicidade e samba de orfeu – laurindo almeida
tenebroso – edu da gaita
marina – tania maria
viola enluarada – marcos valle
melodias brasileiras – edu da gaita
bachiana n.5 – edson josé alves
disparada – paulinho nogueira
tatuagem – nelson ayres e roberto sion
as rosa não falam – joão maria de abreu

Samba Rock – O Som Dos Blacks (1985)

Correndo contra o tempo, aqui vou eu rapidinho nesta sexta-feira, trazendo esta curiosa seleção musical denominada “Samba Rock – O Som dos Blacks”. Este ‘drops misto’ foi lançado pelo selo Copacabana (a Nova Copacabana) nos anos 80, correndo por fora no auge do ‘new wave’. Olhando assim de relance a gente vai logo pensando que vai encontrar a ‘soul music tupiniquim’, afinal, com um título tão sugestivo… Mas a Copacabana resolveu deixar a escolha musical por conta de um tal de Antonio Carlos (não me perguntequem é, pois eu nunca vi mais gordo). O cara até que não teve mal gosto, só que misturou pires de oliveira com pratinho de azeitona. Juntou rock, samba, reggae, funk, soul e ainda para completar o mexidão, deu uma pitada com hits internacionais. Ficou mesmo o trem mais estranho, que sinceramente não dá unidade ao disco. Porém, como 90% do lp tem artistas e músicas interessantes, vamos ingerir esta salada de frutas. Uma das grandes vantagens de coletâneas como esta é a de a vezes encontramos uma ou outra música que nunca chegou a lp. As vezes apenas em compactos e olhe lá… Confiram aí…

segura nêga – bebeto
rock around the clock – waldir calmon
chicken lickin’ – okie duke
crioulo glorificado – luis vagner
frutas e línguas – chico evangelista
be-bop-a-lula – lee jackson
hey amigo – o terço
everything you’ll ever need – swamp dogg
si manda (se manda) – jorge ben
mistre funk – miguel de deus
my pledge of love – joe jeffrey

Grande Baile N.3 (196?)

Porque hoje é sábado… Sábado já foi dia de baile, hoje virou ‘balada’. Mas ainda temos os grandes bailes, festas para dançar a dois. O que se vê nos dias atuais como uma festa de bailado é o forró. Pelo menos esse ainda existe, graças à Deus! Ainda é possível dançar coladinho com seu par. Ô tempo bom aquele… e olha que nessa época não havia ainda a desculpa do celular no bolso. Tinha nego que dizia que era o pente. “Pente o quê! Aquilo era um escovão!”, dizia a parceira hehehe… Tempo bom, heim?

Pois é, foi me lembrando dessas coisas que eu acabei trazendo mais um volume do “Grande Baile”. O certo seria entrar agora com o volume 2, mas esse eu não tenho. Daí vamos com o terceiro que é tão bom quanto o primeiro. Estão reunidos também neste volume alguns do maiores grupos de baile dos anos 60. Como cabe aos grupos de baile um eclético repertório, aqui também temos uma boa variedade musical. Vale a pena conferir, pois esses nunca tiveram uma segunda chance. Raridade total!
st. louis blues – gold piston and his orchestra
la mer – orquestra romântica dicastro
c’est si bon – orquestra romântica dicastro
poema do adeus – conjunto bossa bessa
é luxo só – dudú e seu conjunto
bim bam bum – orquestra la cubanchera
caravan – orquestra romântica dicastro
it’s romantic – gold piston and his orchestra
te quiero dijiste – star boys
só danço samba – fred e richard
mister bossa nova – fred e richard
atire a primeira pedra – conjunto bossa bessa

100 Anos De Música Popular Brasileira – Projeto Minerva Vol. 2 (1975)

Em dezembro do ano passado eu havia postado aqui alguns discos da coleção “100 Anos de Música Popular Brasileira” do saudoso Projeto Minerva. Esta série é composta (me parece) de oito volumes. Eu já havia apresentado quatro, como se pode verificar por aqui Ó. Há pouco mais de um mês, atendendo aos meus pedidos e aos de muitos frequentadores do blog, uma alma bondosa enviou para nós mais um exemplar, o número 2. Demorei um pouquinho em postá-lo, pois esperava encontrar os outros restantes. Como não aconteceu ainda e para não perder o fio da meada, vou hoje postando o que tenho. Obrigado amigão, valeu demais!

O volume 2 contempla as composições dos anos 30 de nomes como João da Bahiana, Ary Barroso, Ismael Silva, Joubert de Carvalho, Noel, Sinhô, Donga e Caninha. Para este registro ao vivo estão presentes como intépretes Altamiro Carrilho e Seu Conjunto, Odete Amaral, Paulo Marques e Paulo Tapajós. Esta gravação foi feita no estúdio da Rádio MEC entre dezembro de 1974 à janeiro de 75. Taí então mais um volume. Agora só faltam três. Quem tiver os outros e quiser nos enviar, será um grande favor 🙂
cabide de molambo – paulo tapajós
essa nega quer me dá/me leva seu rafael – paulo tapajós
pelo telefone – paulo tapajós
gosto que me enrosco – paulo tapajós
se você jurar – paulo marques
faceira – paulo marques
aquarela do brasil – altamiro carrilho e seu conjunto
taí – odete amaral
maringá – paulo marques
com que roupa – paulo marques
conversa de botequim – paulo marques
feitiço da vila – odete amaral
último desejo – odete amaral

Marçal – Interpreta Bide E Marçal (1978)

Bom dia! Hoje eu poderia dizer que estamos chegando ao final de duas semanas dedicadas ao samba. Mas seria uma grande mentira, não fosse a música brasileira, em muito da sua essência, ritmada no batido do samba. Seja o mais novo ou o mais antigo, o raro ou o lançamento, sempre ouviremos ecos de samba, esse ritmo derivador que a muito já chegou aos ouvidos de todo o mundo. Para o domingo eu tenho aqui este álbum fora de série (que não custou 2 reais!) do ritmista e mestre Marçal. Nele temos um singular encontro pautado numa homenagem à dupla Bide e Marçal. Para os desentendidos, Marçalzinho é o filho, herdeiro da arte do velho Marçal, que em dupla com Alcebíades Maia, o Bide, criaram clássicos sambas que nunca saíram da boca do povo. O ritmista vem acompanhado por um côro estrelar de fazer inveja. Como se pode ver logo na capinha acima, temos Chico Buarque, Clara Nunes, Cristina Buarque, Dona Ivone Lara, Elton Medeiros, Gisa Nogueira, Gonzaguinha, Paulo Cesar Pinheiro, João Nogueira, Paulinho da Viola, Miucha, Roberto Ribeiro e o Conjunto Nosso Samba. Quer mais? O interessante deste trabalho é que aqui, os medalhões só fazem côro e quem canta é o sambista Marçal. Taí um disco que eu ainda não vi pelas ‘bocas’ e que merece a nossa atenção. Confira aí o toque…

 
agora é cinza / meu primeiro amor / a primeira vez /a carta
barão das cabrochas / que bate-fundo é esse?
tua beleza / não diga a ela a minha residência
foi você / tu não sabes mais o que há de querer / velho estácio
sorrir / louca pela boemia / nunca mais / meu sofrer
violão amigo / se ela não vai chorar, nem eu
madalena / olha a sua vida / você foi embora / agora é cinza
 
 

Os Sambas Que João Gilberto Ama (2009)

Bom dia! Começando a quarta feira com muito pique, fui logo preparando esta coletânea, mais que especial, para fazer valer o dia. Esta seleção musical a qual eu denominei “Os Sambas que João Gilberto Amam” foi inspirada numa outra que saiu no ‘mercado paralelo’ do japonês no ano passado, reunindo uma série de sambas antigos, clássicos que o nosso querido João Gilberto sempre incluiu em seu repertório. Os arquivos me foram enviados pelo Chris Rousseau e agora, depois de preparar uma capinha com sabor tropical, apresento montado um álbum que foi sem nunca ter sido. Como vocês podem observar logo a baixo, trata-se de uma coletânea com gravações originais e algumas, inclusive, muito raras.

Só mesmo através de coletâneas como esta podemos hoje em dia ter acesso às velhas bolachas de 78 rpm. Gravadoras como RCA, Odeon e Copacabana sempre se preocuparam em relançar seus antigos sucessos na época de ouro do vinil. Com a chegada do cd as preocupações se concentraram no máximo aos ‘Long Plays’, em especial àqueles que tiveram boa vendagem. Foi mais por iniciativas isoladas, como as dos selos Revivendo e Moto Discos, que viemos a ter contato com pérolas esquecidas no fundo do mar. As questões de direito de publicação, exclusividades e contratos tiranos foram o grande empecilho para que uma seleção como esta pudesse vir a público. Viva hoje a liberdade conquistada na anarquia! Salve os novos tempos e a tecnologia que nos permitiu ter acesso ao que achávamos já ter perdido, a nossa memória fonográfica e musical. Por favor, não me venham falar de direito autoral baseado em estruturas comerciais fracassadas. Ponha o cifrão de lado e use o bom senso. Nem tudo que tem valor se adquire através do dinheiro. A riqueza cultural não pode ser vendida. Ela é naturalmente do povo, feita para o povo e pelo povo. É preciso separar o joio do trigo…
aquarela do brasil – francisco alves
no tabuleiro da baiana – luiz barbosa e carmem miranda
morena boca de ouro – silvo caldas
da cor do pecado – silvo caldas
a primeira vez – orland silva
aos pés da cruz – orlando silva
samba da minha terra – band da lua
acontece que eu sou baiano – anjos do inferno
rosa morena – anjos do inferno
doralice – anjos do inferno
sem compromisso – anjos do inferno
bolinha de papel – anjos do inferno
pra que discutir com madame – janet de almeida
eu sambo mesmo – anjos do inferno
de conversa em conversa – isaura garcia e os namorados da lua
tintim por tintim – os cariocas
adeus america – os cariocas
eu quero um samba – os namorados da lua
quando você recordar – garotos da lua
amar é bom – garotos da lua
duas contas – trio surdina
outra vez – dick farney
você esteve com meu bem – marisa
quando ela sai – joão gilberto
meia luz – joão gilberto

II Festival Internacional Da Cançao Popular (1967)

Um dia longo, um tanto triste, pero soy latino americano e nunca me engano. Vamos enfrente que a estrada é a mesma para todos nós. Somente a música tem o poder mágico de nos acalentar ou de nos acompanhar. Vamos a ela…

Hoje, embora longe das coisas que sempre ficam próximas, tive o cuidado de deixar tudo preparado para não faltar com a postagem do dia. Estou em trânsito pelas estradas de Minas, mas antenado com a ‘blogsfera’ e o resto do mundo. Reservei para o nosso sábado este disco bacana sobre o II FIC de 1967. Acredito que não se trata de um álbum oficial, mas tem tudo a ver. Temos aqui um lp lançado pelo selo Ritmos da Codil em 1967. Nele temos o lado A, composto de seis músicas gravadas ao vivo no próprio festival, sendo que duas delas foram as finalistas – “Travesseia” com Milton Nascimento e “São os do norte que vem” com Claudionor Germano – respectivamente 2º e 5º lugares. No lado B temos gravações feitas nos estúdios da Rio Som de outras que foram classificadas, com direção artística de Agostinho dos Santos.

Conferia aí mais este toque do amigo aqui viajante 😉
travessia – milton nascimento
são os do norte que vem – claudionor germano
morro velho – milton nascimento
fala baixinho – ademilde fonseca
se você voltar – zezé gonzaga
maria, minha fé – agostinho dos santos
margarida – maricene
carolina – maricene
segue cantando – quarteto 004
chora minha nêga – reginaldo bessa
foi no carnaval – tita
o sim pelo não – alcyvando luz
quem diz que sabe – quarteto 004

Brasil – França (2008)

Eis aqui uma seleção musical interessante que ficou na gaveta. Esta me foi passada pelo meu amigo ‘franco-uruguaio-brasileiro’, Christophe Rousseau, que nessa altura deve estar lá na França, tocando e cantando para os compatriotas. Aliás, aproveitando o ensejo, eu estou preparando uma boa amostra do talento desse cara para mostrar no Toque Musical. Tenho certeza que vocês irão gostar. Ele canta e toca que é uma beleza 🙂
Brasil-França é uma coletânea especial. Não tenho certeza, mas acho que chegou a ser lançada em 2005, nas ‘Saisons Culturelles’ (Temporadas Culturais) – manifestações do Governo da França organizadas pela Associação Francesa para a Ação Artística do Ministério das Relações Exteriores francês – ano em que o Brasil foi o convidado.
Temos reunidos neste “disco” diversos artistas internacionais, pinçados daqui e dali, cantando em francês a música popular brasileira. Há também outras que não são exatamente brasileiras, mas que tem relação com o Brasil. Temos até a Elis Regina cantando “Récit de Cassard” – do filme “Les parapluies de Cherbourg” e do disco de 69 “Como & Porque”. E também “Noites Dos Mascarados” em francês com George Moustaki. Vale a pena ouvir esta coletânea, pois há muita coisa bacana e difícil de encontrar por aí. Toque este toque… ‘et ont un bon dimanche!’

tico tico no fubá – dalila
la chupeta – maurice chevalier
fais comme l’oiseau – michel fugain
fio maravilha – nicoletta
les eaux de mars – george moustaki
bip bip – joe dassin
récit de cassard – eleis regina
qui c’est celui-là – pierre vassilu
noite dos mascarados – elis et george moustaki
balancê – george moustaki
brésilein – claude nougaro
samba saravah – pierre barouh
portugal – george moustaki
tu verras – claude nougaro

Show 1º De Maio (1980)

Bom dia para todos nós! Hoje, 1º de maio, é comemorado o Dia Mundial do Trabalho. Curiosamente, todos nós estamos de folga, é feriado. Será que é feriado no mundo todo? Eu nunca havia me perguntado isso antes. Taí, não sei… mas pelo jeito deve ser apenas no Brasil, ou não? Falou que é feriado tá pra nós. Neste ano temos muitos, para compensar o excesso de trabalho (e mal remunerado) que a população é obrigada a encarar. Dizem que o brasileiro não gosta de trabalho. E quem gosta? Trabalho bom é aquele que nos dá prazer, que nos realiza como pessoa e como profissional. Consequentemente, nos traz dinheiro e prosperidade. Mas para a grande maioria, essa realidade está longe de se concretizar. Trabalho no Brasil é sinônimo de sobrevivência!
Para celebrar a data, eu tenho aqui este álbum que é uma pequena amostra do memorável ‘Show 1º de Maio” de 1980 que aconteceu no pavilhão Rio Centro. Para um público com aproximadamente trinta mil pessoas, participaram um dos maiores blocos de artistas, cantores e compositores, já reunidos num mesmo espetáculo. O show foi promovido pelo Centro Brasil Democrático no sentido de angariar fundos para o Encontro Nacional de Músicos, no CONCLAT (Congresso da Classe Trabalhadora). Participaram do espetáculo dezenas de artistas dos mais consagrados. Não vou relacioná-los aqui, pois tudo pode ser conferido na contracapa.
O certo é que foi um tremendo show, começando as 21 horas e só foi terminar nas altas da madrugada. Um espetáculo dessa grandeza levantou as orelhas (e focinhos) dos militares da época. No ano seguinte tivemos o episódio do atentado terrorista, perpetrado por radicais militares que não viam com bons olhos a ‘Abetura’ iniciada naquela década. Esse lance foi de amargar. Pior ainda é saber que o então Capitão Wilson Dias Machado, (in)responsável pelo ataque, vive hoje numa boa, com a patente de Coronel e é educador do Exército no Colégio Militar de Brasília. Pode???
Este disco só tem um grave defeito. Ao pensarmos em quantos e ótimos artistas estiveram se apresentando no show, fica a pergunta: porque não fizeram um álbum duplo, triplo ou coisa assim? Resposta simples: questões contratuais com as gravadoras, limitaram a oito os artistas presentes no lp. Boca Livre, Dorival Caymmi, Sérgio Ricardo e João do Vale eram artistas independentes, os demais foram estrategicamente liberados pela Ariola e WEA.
Nessas horas é que se percebe como nas gravadoras só tem gente sem visão comercial. Ao invés de liberar o artista ou fonograma, que indiretamente promoveria a gravadora, eles preferiram resguardar seus tesouros. É isso aí seus Manés, continuem dando tiro nos pés!

prá não dizer que não falei de flores – o público
toada (na direção do dia) – boca livre
ele disse / assum preto – alceu valença
um cafuné na cabeça, malandro, eu quero até de macaco – milton nascimento
não deixo de pensar / segredo do sertanejo / pisa na fulô – joão do vale
o preto que satisfaz (feijão maravilha) – as frenéticas
vou renovar – sérgio ricardo
lá vem o brasil descendo a ladeira
história de pescadores – dorival caymmi
prá não dizer que não falei de flores – o público

Bossa Nova – Bossa Instrumental (2009)

Coisa mais estranha desse ‘mundo blogosférico’… não estou conseguindo acessar o blog sem que ele trave completamente. Será que este problema acontece também com vocês ao entrarem no Toque Musical? Pelo jeito, parece que não… ninguém reclamou. Pensei que fosse algum dos recursos que tenho no blog, como o ‘slide show’, o contador de visitas ou mesmo o quadrinho de batepapo. Por via de dúvidas desinstalei o bate-papo, mas o problema persistiu. Por enquanto vai ficando assim. Mas é desanimador. Se alguém puder dar uma luz, seria bom.
Como meu tempo anda curtíssimo, hoje eu vou mandar uma coletânea ‘made in TM’ de Bossa Jazz, que com certeza irá agradar. Eu havia preparado esta seleção musical para presentear um amigo e cheguei inclusive a criar a capinha. Aproveito a ocasião para presentear vocês também.
Temos aqui, rigorosamente selecionados, 14 temas instrumentais clássicos da Bossa Nova, com uma excelente qualidade sonora. Para um sábado bacana como este, nada melhor que esta trilha musical. Confira aí…

diz que fui por aí – meirelles e copa 5
insensatez – tom jobim
samba de verão – roberto menescal
chora tua tristeza – oscar castro neves
inútil paisagem – sergio mendes trio
tema do boneco de palha – rosinha de valença
valsa de uma cidade – dick farney
a morte de um deus de sal – luiz eça
amor em paz – tom jobim
improviso em bossa nova – baden powell
garota de ipanema – sergio mendes & bossa trio
surf board – roberto menescal
você – tom jobim
berimbau – baden powell

Jair Amorim E Evaldo Gouveia – Brasil Especial (1976)

Olá a todos! A postagem de hoje, infelizmente, teve que ficar para o fim do dia, pois o meu tempo anda meio curto. Manter um blog diário não é mole não, mesmo com um texto superficial e resumido, como sempre faço. A gente tem que andar um passo a frente ou ter algumas reservas, pois senão fica difícil manter a regularidade.
Nesta quarta-feira eu estou trazendo uma das mais importantes parcerias, a dupla de compositores Jair Amorim e Evaldo Gouveia. Suas composições tem sido gravadas pelos mais diversos e destacados artistas da música brasileira (e também estrangeiros). Não há quem não conheça pelo menos uma música da dupla. Jair Amorim foi o grande letrista e inicialmente parceiro de Zequinha de Abreu com quem também compôs pérolas. Evaldo Gouveia foi antes um dos integrantes do famoso Trio Nagô. É sem dúvida, uma dupla dos mais autênticos e versáteis compositores da música popular brasileira.
O álbum que eu aqui apresento, foi lançado pela Som Livre nos anos 70, reunindo algumas de suas mais conhecidas obras e que fizeram muito sucesso nas vozes de um variado leque de artistas, como se pode perceber logo a baixo. Todas as composições são da parceria dos dois, exceto as faixas “Alguém com tu”, que é de Jair e Zequinha e “Deixe que ela se vá”, que é de Evaldo Gouveia e Gilberto Ferraz.

o conde – jair rodrigues
tango pra tereza – angela maria
o mundo melhor de pixinguinha – elza soares
o trovador /que queres tu de mim / sentimental demais – altemar dutra
alguém me disse – cauby peixoto
quem será – agnaldo timóteo
deixe que ela se vá – nelson gonçalves
a volta da porta bandeira – bárbara
bloco da solidão – jair rodrigues
ninguém chora por mim – moacyr franco
tudo de mim – carlos alberto
alguém como tu – dick farney
e a vida continua – rosana toledo
balada para qualquer natal – coral

Uma Noite No Beco (1971)

Para servir de inspiração nesta sexta-feira, dia nacional da boemia e da preregrinação pelos bares noturnos, estou trazendo para vocês mais um disquinho bacana, com todo o clima. Acredito que muitos aqui, principalmente aqueles que viveram a noite em Sampa, no final dos anos 60, ao se depararem com este disco vão ter boas lembranças de uma casa noturna que fez muito sucesso na época, a famosa “O Beco”. Já pela capa se pode ter uma idéia do que foi este lugar e das noitadas memoráveis, boa comida, boa bebida e principalmente boa música ao vivo, através dos seus intercalados ‘mini-shows’. Quem comandava a festa musical era o conjunto “Som beco”, dirigido pelo maestro Branco e seus ‘croones’ Cristiano (para temas internacionais) e Djalma Dias (os nacionais). O toque feminino vinha da cantora Helen Blanco.
Este lp lançado pela Continental, nos dá a exata sensação de uma noite no Beco. Gravado ao vivo, com um repertório bem variado, privilegia a música pop da época. Apesar de ser um tema internacional, coloco em destaque a faixa “Isole Natale” de Brian Auger, que é maravilhosa. Me faz lembra o grande Moacir Santos. Confiram o toque… 😉

tá chegando fevereiro – djalma dias
aquarius – cristiano
fever – som beco
se você pensa – helen blanco
salve-se quem puder – djalma dias
procurado tu – djalma dias
curto de véu e grinalda – helen blanco
isola natale – som beco
can’t buy me love – cristiano
que cada um cumpra o seu dever – djalma dias

Os Precursores Da Bossa Nova (1948-57)

Olá vocês! Para este domingo eu preparei uma postagem especial que espero, esteja no agrado de todos. Temos aqui o que poderia ser um álbum duplo, um disco recheado de artistas os quais podemos considerar como alguns dos principais precursores da Bossa Nova. Seja interpretando ou compondo, eles nortearam para o que hoje é a nossa música popular brasileira. Eu considero a Bossa Nova como sua primeira manifestação. Falando assim, posso até ser mal interpretado, mas no meu entendimento, a música feita e tocada no Brasil, antes disso, era notadamente separada por estilos, onde predominavam o samba e o chôro. Os outros eram regionais e estrangeiros. A partir dos anos 50 a música brasileira começa a ganhar uma identidade própria e se apresenta para o mundo. Acho que a Bossa Nova foi mais impactante lá fora que a primeira leva com Carmem Miranda & Cia. Talvez por essa razão, quando se fala em música popular brasileira lá fora, logo se pensa em Bossa Nova. Mas com já dizia o outro a música brasileira não se resume em Bossa Nova. Contudo, viva ela! Salve, salve…
Esta coletânea foi montada a quatro mãos. O Chris cuidou do áudio e eu da criação da capa. Achei o resultado bem satisfatório e vocês? 🙂
tereza da praia – dick farney e lúcio alves
duas contas – sylvia telles
chove lá fora – tito madi
foi a noite – sylvia telles
nick bar – dick farney
se todos fossem iguais a você – sylvia telles
mocinho bonito – doris monteiro
só saudade – claudia morena
prelúdio – silvio caldas
cansei de ilusões – elizete cardoso
alma brasileira – garoto
nova ilusão – os cariocas
adeus américa – os cariocas
dizem por aí – johnny alf
procurando o meu bem – lúcio alves
outra vez – dick farney
felicidade – trio surdina
quando ela sai – joão gilberto
se todos fossem iguais a você – roberto paiva
rapaz de bem – johnny alf
por causa de você – sylvia telles
não diga não – nora ney
maria dos meus pecados – agostinho dos santos
mulher sempre mulher – roberto paiva
lamento no morro – roberto paiva
segredo – maysa
ouça – maysa
se é po causa de adeus – doris monteiro
sábado em copacabana – lúcio alves
podem falar – os cariocas
canção da volta – sylvia telles
terminemos agora – lúcio alves
beija-me mais – johnny alf
ninguém me ama – trio surdina
meia luz – joão gilberto
duas contas – garoto

Cast Polydor & Orquestra De Henrique Simonetti – Campeões de Popularidade (1958)

Resgatado do fundo do baú, com direito a muita poeira e marcas do tempo, aqui vai o oficial do dia, que obviamente recebeu todo um tratamento necessário do Christopher Rousseau. “Campeões de Popularidade” foi um disquinho de 10 polegadas lançado pela Polydor, reunindo alguns de seus astros e sucessos acompanhados por Henrique Simonetti e sua orquestra. Participam do disco os cantores Agostinho dos Santos, Mário Gil, Wilson Roberto, Arnaldo Rey, Rosa Pardini, Mauricy Moura, Carlos Augusto e Carmen Déa. São músicas em sua maioria versões de sucessos estrangeiros da época. Vale conferir, nem que por curiosidade 😉

nunca jamais – rosa pardini
hino ao amor – mauricy moura
como é bom recordar – carlos augusto
mambo bacan mambo – carmen déa
falam meus olhos – agostinho dos santos
a luz do luar – arnaldo rey
arrivederci roma – wilson roberto
espinita – mario gil

Carnaval 66 (1966)

Não fosse o título deste ‘long play’ em letras grandes, eu diria num relance que se trata de um disco de Natal. Vejam vocês também… essa moça da capa (a cantora Angelita Martinez) aí está parecendo a terceira esposa do Papai Noel. E todo o arranjo de balões e cores nos remete mais à visão natalina que carnavalesca. Só mesmo depois de alguns segundos percebemos, pelas serpentinas, que o negócio aqui é o Carnaval. Mas ainda assim, sem olhar na contracapa, eu diria que é o Carnaval do Papai Noel (hehehe…)
Brincadeiras à parte, este álbum é mais um ‘Nota 10’ do Carnaval. Aqui temos uma seleção escalada pela RCA Victor para brindar a festa do ano de 1966. São 14 faixas com sambas e marchinhas feitas para aquele ano e interpretadas por grandes nomes do ‘cast’ da gravadora. Confiram a baixo quem participa desta festa…

palhaço não chora – cauby peixoto
a serenata – carlos galhardo
ilha do sol – angelita martinez
eu vou morrer de rir – os demônios da garôa
rosas para colombina – orlando silva
carnaval da brotolândia – denise barreto
cheguei agora – ivete garcia
eu sonhei – cauby peixoto
marcha da tosca – angelita martinez
abrigo josé ricardo
não mexa aí – carlos galhardo
empresta seu carinho – orlando silva
de vento em pôpa – ivete garcia
casamento de lalá – os demônios da garôa

Carnaval Dos 7 Grandes (1969)

Salve todos os foliões! Aqui vamos nós para mais um dia de alegria. Desta vez, no embalo do Carnaval do Rio, de 1969. Temos reunidos neste lp sete dos mais consagrados interpretes da música carnavalesca. Não é preciso dizer quem são, pela capa já estão apresentados. O disco nos traz 15 faixas exclusivas e inéditas. São sambas e marchas da melhor qualidade e que hoje pouco são lembradas. É interessante observarmos que ainda no final dos anos 60, a música carnavalesca mantinha as mesmas características de outras décadas passadas. Talvez eu esteja tendo essa impressão pelo fato de que nossos cantores aqui ainda são os mesmo de outros carnavais. Mas seja como for, “Carnaval dos 7 Grandes” é um excelente disco e merece nosso destaque. (desculpem, mas hoje estou numa ressaca daquelas)

eterno carnaval – joel de almeida
tira a mão – marlene
mamãe me bateu – gilberto alves
cinderela do morro – linda batista
dia de alegria – blackout
enxuga o pranto – dircinha batista
o seresteiro – nuno roland
batalhas de confeti – nuno roland
eu não vou… vão me levando – marlene
saravá meu senhor – blackout
faz de conta – dircinh batista
só ela – gilberto alves
saudade tem dó – lina batista
eu não vou levar a mal – joel de almeida
ora pírula – dircinha e linda batista

Carnaval Chegou! (1972)

Pronto! Chegou o Carnaval! Agora é pra valer… Vamos brincar, nos divertir, mas sem perder o senso. Vai beber? Pegue um taxi pra voltar. Vai comer? Veja lá onde vai se meter! Evite confusão, mas não deixe de cair na folia.
Estou dizendo isso, mas a verdade é uma só, Carnaval é uma festa para solteiros (ou casais muito animados). Tenho percebido isso ao longo dos meus próprios anos. Depois que você casa, meu amigo… carnaval, só nas matines (para levar os filhos) ou pela televisão a noite. Definitivamente, não há mais opções. Programa familiar, só mesmo ver os desfiles das escolas de samba e concurso de fantasias. Aquele baile quente com charanga que vai pela noite a dentro, com muita gente e pouca roupa, confete, serpentina e cerveja gelada… isso já não lhe pertence hehehe…. Mas não fique triste. Reúna a família, vizinhos e amigos e faça a festa na versão domiciliar. A trilha sonora já está garantida por aqui, é só buscar.
Para esta sexta-feira eu reservei um disquinho especial. Diria mesmo que se trata de um álbum raro, pois a seleção musical que temos aqui, embora relativamente recente, reúne algumas versões e composições carnavalescas feitas exclusivamente para ele. Dá para imaginar o que vamos encontrar? Pois pode acreditar que o melhor e exclusivo. Temos por exemplo o Sérgio Sampaio cantando seu clássico “Eu quero botar meu bloco na rua” numa versão mais carnavalesca. Temos O Terço, Raul e Wanderléa. Caetano, Gal e Gil. Aliás, este lp foi também produzido pelo Gilberto Gil! Algumas faixas são inéditas. Pode conferir que vale para além do Carnaval. Muito bom!

boi voador não pode – mpb4
um frevo novo – caetano veloso
cordão do zepelim – nara leão
lá vem salgueiro – jorge ben
muito louco – o terço
vamos passear no astral – gilberto gil
a morena chegou – claudia regina
cordã da raimunda – wilson simonal
dança do cafuné – jair rodrigues
eterno carnaval – raul seixas
sem se atrapalhar – wanderléa
menino do pirulito- quinteto violado
um ano atrás – fagner
eu quero é botar meu bloco na rua – sérgio sampaio
estamos aí – gal costa

Carnaval De Todos os Tempos – Vol. 1 (1974)

Dando sequência às nossoas postagens de Carnaval, tenho para hoje outro álbum bacana. Trata-se de uma coletânea que busca reunir alguns dos melhores momentos musicais dos carnavais do passado. São registros originais, reunidos e relançados em volumes pela Continental, compreendendo o período que vai dos anos 30 até o início dos 70. Não sei informar quantos volumes foram lançados. Eu infelizmente só tenho em mãos o volume 1. Este, talvez o mais interessante, nos apresenta 14 faixas com algumas das clássicas marchinhas que fizeram a folia de 1935 à 48. São composições que se tornaram imortais e todo ano a gente canta. Taí um bom disco para se ouvir, guardar e lembrar 😉

zé pereira – severino araújo e sua orquestra tabajara
implorar – moreira da silva e pixinguinha
pirolito – nilton paz e emilinha borba
eu não te dou chupeta – irmãs pagãs
cai, cai… – joel e gaucho
a dança do funiculí – francisco alves e luciano perrone
helena! helena! – anjos do inferno
aurora – joel e gaucho
nós, os carecas – anjos do inferno
praça onze – trio de ouro e castro barbosa
china pau – castro barbosa
pirata da perna de pau – nuno roland
anda luzia – silvio caldas
a mulata é a tal – ruy rey e orquestra tabajara

Carnaval Copacabana (1955)

Iniciando e anunciando o Carnaval, aqui vamos nós para a folia. Durante a semana, até a próxima terça-feira teremos uma série de raridades carnavalescas. Vamos relembrar os antigo carnavais, os sambas e marchinhas que se tornaram clássicos e continuam sempre na boca do povo.
É interessante notar que a música do carnaval não se limita apenas a esses dias festivos. Músicas como as que fazem parte deste álbum, lançado pelo selo Copacabana, caíram no gosto popular e passaram a fazer parte do nosso cotidiano musical. Como disse, tornaram-se clássicos, mas não apenas dos carnavais. Passaram a fazer parte do nosso cancioneiro popular.
“Carnaval Copacabana de 1955”, reúne alguns dos mais importantes nomes da música brasileira como Jackson do Pandeiro, Blackout, Jorge Veiga, Orlando Silva, Carmen Costa e Gilberto Alves. As músicas que fazem parte do disquinho estão bem estampadas na capa. Não há muito o que falar, melhor recordar… “Recordar é viver”

maria escandalosa – blackout
judas – jorge veiga
o choro do bebê – orlando silva
não vou morrer – jorge veiga
tem nego bebo aí – carmen costa
vou gargalhar – jackson do pandeiro
tira essa mulher da minha frente – jorge veiga
recordar – gilberto alves

Parada De Sucessos Sinter (1951)

Para justificar a permanência do Toque Musical, eis aqui um disquinho bonito e raro. Coisa que só mesmo os blogs poderiam fazer, pois se depender da indústria fonográfica e seus dirigentes, este disco já teria sido varrido da memória. Na verdade ele já foi. Se você for procurar onde estão os arquivos e memória da Sinter, provavelmente muito pouca coisa irá encontrar. Nossos arquivos sonoros (me refiro às fitas masters), os antigos e mais importantes já foram para o lixo ou estão nas mãos de colecionadores (principalmente japoneses). Quem está por dentro dessa “estória” não fala nada, fica de bico calado, pois já ganhou ou mensalmente ganha o seu quinhão. O Brasil, infelizmente, ainda é um país de vendidos. Nos gabamos da nossa cultura, mas ela já não nos pertence. O que nos sobrou foi migalhas e macaquices. Axé Brasil!

Mas voltando ao disco, este pequeno álbum lançado em 1951 foi o segundo ‘LP’ lançado no Brasil. A Sinter foi a pioneira no lançamento de discos de microsulcos. Até então só se ouvia as famosas bolachas de 78 rpm com apenas duas músicas. O surgimento dos microsulcos permitiram a criação de discos com tempo de execução mais longos e assim foi possível introduzir mais faixas ou músicas, no caso. Para este 10 polegadas a Sinter reuniu alguns de seus artistas de maior sucesso na época. A qualidade do áudio aqui supera as expectativas, considerando os 58 anos do vinil e as milhares de rotações na agulha. Mais um bom trabalho de recuperação do Chris para nós. Confiram a baixo a parada de sucessos.

de papo p’ro á – josé menezes
na baixa do sapateiro – orquestra copacabana
senhora tentação – milita meireles
baionando – carolina cardoso de menezes
tim tim por tim tim – os cariocas
não interessa não – josé menezes
afinal – heleninha costa
pedro do pedregulho – geraldo pereira

100 Anos De Música Popular Brasileira – Projeto Minerva Vol.7 (1975)

Olá amigos cultos, ocultos e demais passantes. Ainda não acertamos com o quadriho de bate-papo? Não sejam preguiçosos 🙂 Não desistam…
Hoje finalizo a postagem dos quatro álbuns que tenho disponível do Projeto Minerva. Como informei anteriormente, esta coleção é composta de oito volumes. Foi lançada em 1975 pelo MEC através da Tapecar. Nos anos 80 a coleção voltaria num relançamento pobre da Soma/Sigla, sem preocupação ou cuidado de incluir as informações como no original. Depois de haver postado os quatro discos, vejo o quanto são raros. Ninguém tem, ninguém viu… mas quem sabe, numa hora dessa aparece…
O disco deste volume é todo dedicado ao samba e traz registros raros do mestre Cartola. Tem a música de Nelson Cavaquinho, Candeia e Martinho da Vila. Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Elza Soares e Roberto Silva. Pronto, não precisa dizer mais nada, não é mesmo? Momentos realmente raros com gosto de quero mais 🙂 Toque aí…

divina dama – quem me vê sorrindo – cartola
o sol nascerá – cartola
alvorada – cartola
acontece – cartola
notícia – roberto silva
luz negra – beth carvalho
a flor e o espinho – beth carvalho
as folhas secas – beth carvalho
a voz do morro – roberto silva
diz que fui por aí – elza soares
casa de bamba – roberto silva
tom maior e pequeno burguês – beth carvalho
canta, canta minha gente – elza soares
tiradentes – roberto silva
heróis da liberdade – beth carvalho
filosofia do samba- paulinho da viola
minhas madrugadas – paulinho da viola
manhã de carnaval – elza soares

100 Anos De Música Popular Brasileira – Projeto Minerva Vol.1 (1975)

Pelo jeito os amigos ainda não pegaram a ‘manha’ do novo quadrinho de bate-papo. Confesso que nem eu, mas podem acreditar, não vou ficar inventando moda. A troca por esse novo quadrinho de comunicação foi muito pelo tamanho e os recursos. Me parece que através dele podemos criar um grupo, acompanhar uma discussão estando ou não nas páginas do blog. Aconselho aos amigos se cadastrarem. Se de uma hora para outra o Toque Musical precisar ir para o privado, só se salvarão os que estiverem com o bilhete.
Tenho para hoje mais um exemplar da coleção Projeto Minerva, na verdade o primeiro, como foi solicitado. Como eu já havia comentado, infelizmente me faltam quatro volumes para completar a coleção (2, 3, 4 e 8). Se acaso alguma boa alma tiver e quiser cooperar comigo, serei muito grato.
O volume 1 é um álbum que contempla mais ao chorinho e seresta. Os registros deste disco são exclusivamente do programa com Paulo Tapajós e Altamiro Carrilho.

flor amorosa – altamir carrilho e conjunto
lua branca – paulo tapajós
corta jaca – alamirro carrilho e conjunto
brejeiro – altamiro carrilho e conjunto
apanhei-te cavaquinho – altamiro carrilho e conjunto
terna saudade – paulo tapajós
primeiro amor – altamiro carrilho e conjunto
cabocla bunita – paulo tapajós