Um novo informe aqui para os “amigos cultos e ocultos”. A partir de hoje os links para download só estarão ativos por um mês. Isso faz com que aqueles que não acompanham o Toque Musical diáriamente fiquem mais atentos, pois não há reposição de links no GTM. Assim, quem perdeu, perdeu… Ou, caso queiram solicitar, um determinado disco, faremos, mas na condição de ser uma contrapartida, um valor básico para cobrir nossas despesas e trabalhos, ok?
Bom, o disco da vez é este aqui, “Astros e Estrelas da TV”. Lançado em 1980 pela RCA. É um trabalho bem interessante, pois reúne diversos atores da televisão brasileira cantando e recitando poesias. Vale a pena conhecer essa seleção musical e poética…
Aqui temos o Grupo Maria Deia, um conjunto que surgiu no início dos anos 70 em Niterói/RJ. Com um estilo acústico, destacou-se na produção independente quando lançou este único lp, em 1980. Surgiu como um grupo vocal e instrumental. Atuou durante os anos 70, mas por conta do estilo, fugia um pouco do interesse comercial das gravadoras, oque fez o grupo se tornar um desconhecido do grande público. Embora não muito mencionado, o Grupo Maria Deia teve seu reconhecimento como parte da cena musical brasileira de raiz e o constante uso do instrumental acústico. O nome Maria Deia era o nome de batismo de Maria Bonita, mulher do cangaceiro Lampião. No álbum, que vocês poderão baixar e ouvir, no GTM, tem os encartes completo com todas as informações sobre esse grupo liderado por Francisco Moreira e Alberto de Castro. Confiram, pois o tempo lá no Grupo do Toque Musical agora é curto.
Mais um trilha, já que entramos no clima de cinema. Desta vez temos “Verde Vinho – Romacnce de um imigrante”, filme luso-brasileiro dirigido por Manuel Gama e lançado em 1981. Conforme nos mostra o texto de contracapa, o filme foi inspirado numa canção que fez muito sucesso (em Portugal), “Verde vinho”, uma adaptação de uma música autríaca “Griechischer Wein” interpretada pelo cantor português Paulo Alexandre, que também é o ator principal, ao lado do veterando brasileiro Dionisio Azevedo.
Novamente na trilha… Desta vez com “Trindade”, um álbum duplo lançado pela gravadora Tapecar. Uma trilha sonora para o o documentário, “Trindade: Curto Caminho Longo”, um filme dirigido por Luiz Keller e Tânia Quaresma. Lançado em 1978, o álbum é um registro sonoro de uma pesquisa documental que aborda manifestações culturais brasileiras. Trata-se de uma coletânea que reflete a proposta de documentar os diversos sons e imagens pelo Brasil. O projeto contou com participação de vários artistas, tais como Egberto Gismonti, Marlui Miranda, Hermeto Pascoal, Marcos Resende, Wagner Tiso. Waltel Blanco, Joyce, Novelli e outros feras. Um disco que se destaca pelo instrumental, mas também apresenta música com temas cantados. Uma raridade que vale a pena conhecer.
trindade – luiz keller
minuano – waltel blanco
pega leve – joyce
festa para um novo rei – marcos resende
ladeira de santo amaro – luiz claudio
tragicomico – wagner tiso
agreste – hermeto pascoal
múisca da manhã – sapaim
mr. keller – edson maciel
capoeira – mestre di mola
memória das minas – nivaldo ornelas
conforme a altura do sol conforme a altura da lua – egberto gismonti
E já que falmos em Zé Rodrix na última postagem, vamos trazendo aqui outro trabalho desse músico genial. Outra trilha sonora, também criada por ele naquele mesmo ano para o filme “O Esquadrão da Morte” e que foi lançado comercialmente em 76. Filme do gênero policial, feito com baixos recursos e dirigido por Carlos Imperial. Por certo, a trilha sonora é o grande destaque e que fez este filme se tornar conhecido internacionalmente. Zé Rodrix, mais uma vez demonstra sua incrível capacidade de criação. Aliás, é bom que se diga, ele fez muitas trilhas, tanto para cinema, teatro, televisão e propaganda. Esta trilha de “O Esquadrão da Morte” foi relançada pelo selo inglês Mr. Bongo e anteriormente pelo selo francês Le Vieux Renard, o mostra que este é mesmo um trabalho da melhor qualidade.
Aqui temos, desta vez, a trilha sonora da comédia, estilo pornochanchada, “Motel”. Filme dirigido por Alcino Diniz e estreado por um time de atores famosos do cinema e televisão, como Maria Lúcia Dahl. Carlos Eduardo Dorabella Rodolfo Arena, Jaime Barcellos, Ary Fontoura, Suely Franco, Monique Lafond e outros. Lançado em 1975. Fez um relativo sucesso na época. Mas, por certo, não podemos deixar de destacar a trilha sonora, composta pelo grande Zé Rodrix, que também é responsável pelos arranjos e regência. São músicas instrumentais, transitando pelo soul e funk, sonoridades típicas da época. Um trabalho muito bacana que demonstra a versatilidade de Zé Rodrix. Realmente, o cara era foda! Este compacto é hoje em dia algo muito raro, porém não tão raro quanto o próprio filme que simplesmente nunca mais foi visto (ou revisto). A trilha, como podemos ver, saiu neste compacto duplo, lançado pelo selo Continental, como seis músicas. (e só para lembrar, compacto duplo é todo aquele que tem mais que duas músicas de cada lado, ok?)
E aqui temos Léo Jordan e Seu Conjunto, um grupo musical que atuou na noite carioca e paulsita nos primeiros anos da década de 60. Conhecido por sua sonoridade voltada ao samba de balanço e ritmos orquetrados daqueles tempos. Ao que consta, esse conjunto só chegou a gravar este lp, o qual promorcionol a eles um certo destaque. Como se pode ver nas informações da capa, contaram com a participação de Joab Teixeira e seu coro. O repertório é praticamente de samba e como o própri título indica, balanço. Em resumo, um disco bem interessante que ecoa ainda muito bem nos tempos atuais.
Hoje e mais uma vez, vamos com uma trilha de filme, “A Virgem de Saint Tropez”, uma produção de Zygmunt Sulistrowski, um cineasta polonês que viveu boa parte de sua vida no Brasil. Conhecido por ser um pioneiro de filmes com tematica exótica e erótica, ambientado em cenários naturais tropicais e amazônico. Suas produções foram importantes na carreira de grandes músicos brasileiros, entre esses Moacir Santos, que compôs a trilha de “Love in the Pacific”. Outro grande músico foi Hareton Salvanini, que trabalhou com o polonês em outras de suas produções e das quais se destaca a trilha deste filme que mereceu edição em disco, lançado originalmente em 1974. Um disco que como poucos, recebeu uma reedição, isso, muito por conta de ter sido bem badalado há algum tempo atrás em blogs musicais. Redescobriram a trilha e essa virou objeto de desejo para muitos colecionadores e especuladores que colocaram o preço da cópia (com qualidade duvidosa) nas alturas, como se fosse o disco original da Fermata. O curioso é que este é um disco para um público muito específico e essas cópias editada pela Polysom vão ficando nas estantes, aguardando aquele cliente endinheirado e vaidoso que quer mesmo é só mostrar que tem. Mas, sem dúvida, trata-se de uma trilha musical de primeiríssima linha. As músicas são composições de Salvanini e Beto Ruschel, sendo dirigido e orquestrado eplo próprio Hareton Salvanini.
E novamente, vamos de compacto.. Desta vez trazendo a cantora Edith Veiga neste sete polegadas duplo, ou seja, com quatro faixa. Aliás, com quatro boleros, coisa que era o gênero popular da vez. Lançado em 1960 pelo selo Chantecler, Edith Veiga estava em início de carreira e se tornou conhecida nacionalmente no ano seguinte quando ficou em segundo lugar no famoso concurso da TV Record chamado, “A Voz de Ouro ABC”. Daí para frente faria um imenso sucesso cantando sambas, boleros e músicas românticas de agrado popular.
Hoje trazemos um disco de um artista o qual já foi bem divulgado em sites, blogs musicais e também em redes sociais. Estamos, por certo, falando de Edgar Gianulo. Um artista multifacetado e que por muitos é mais lembrado em suas atuações na televisão, como comediante e também em diversas propagandas televisivas. Isso, talvez, tenha escondido um pouco seu lado musical. Conforme consta na contracapa desse seu primeiro lp, lançado em 1964 pelo selo Farroupilha, Antonio Edgard Gianullo começou sua carreira no consjunto vocal Os Uirapurus. Mas era também um talentoso violonista e prova disso a gente vê neste disco, no qual ele vem acompanhado por um conjunto com outros tantos feras e trazendo um repertório cheio de bossa e da melhor qualidade. Aqui, ele está sendo apresentado, nesse toque musical, por que certamente é um disco que merece constar em nossa lista de postagem e mesmo porque este é o último espaço onde ainda se é possível baixar o disco completo, pois se for só para ouvir vocês podem encontrar no YouTube mesmo. Mas, para quem não se limita em apenas ouvir e considerando que se trata de um disco totalmente fora de catálogo, a única opção para se ter acesso ao conteúdo completo é mesmo no GTM, grupo do Toque Musical. Porém e mais uma vez lembrando, o acesso agora ficou na base do um por um, ou seja, você pode baixar, mas tem que dar uma contrapartida financeira, pois os tempos estão difíceis e o Augusto aqui está cansado de dar as coisas de bandeja. Então, colaborem para que possamos manter o TM funcionando, ok?
Aqui temos, pela terceira vez, o conjunto Impacto V, ou ainda Impacto Cinco. Um dos pioneiros e maior representante do rock potiguar. O grupo se formou nos anos 60, criando por Etelvino Caldsa, um ex-seminarista que decidiu abandonar a Igreja depois de ouvir um discos dos Beatles. O Impacto V era uma banda que tocava nas matinês de domingo, no ABC Esporte Clube de Natal. Se tornou logo um sucesso, sendo a banda de maior destaque entre a juventude universitária da época. O profissionalismo e as qualidades musicais da banda os levaram para São Paulo através de Gileno Azevedo, o Leno da dupla Lilian & Leno. Gileno, também vindo do Rio Grande do Norte era na época também produtor musical da CBS e conhecia bem o trabalho do Impacto V e decidiu produzí-los. Este foi o primeiro lp e aqui era o que faltava em nosso toque musical para completar a trilogia. Neste primeiro disco eles ainda traziam um pouco da Jovem Guarda, mas já demonstravam outras influências. O trabalho tem diversas versões de sucessos internacionais. Gravado em oito canais e em mono, mas ainda assim, bem produzido, garantido ao conjunto mais visibilidade a ponto de conseguir repetir a façanha na mesma gravadora três anos depois. Vale a pena conhecer…
Uma coisa leva a outra… Ontem, pela primeira vez assiti a um filme-comédia dos anos 70, uma paródia do ‘blockbuster’ Tubarão, chamado “Bacalhau”. O filme brasileiro do diretor Adriano Stuart. Uma grande bobagem, mas que faz a gente dá boas risadas. Perfeito para um domingo despretencioso. A história é sobre um bacalhau da Guiné que aterroriza o litoral paulista para vingar seus parentes que viraram bolinhos, vejam vocês… Mas, interessante, se o filme em si não é lá essas coisas, chama a atenção a sua trilha sonora. Essa sim, levanta a moral. E não é para menos, pois a música é de Beto Strada, um compositor que já fez muitas trilhas e para diversos e bons filmes nacionais. Nesta ele traz um repertório que mistura gêneros instrumentais que tem um pouco de soul, jazz, latin e grooves cinematográficos inspirados em outras trilhas de filmes de ação internacionais, daqueles anos 70. Um trabalho realmente muito bom que se destaca e dá mais vida ao filme. Lembrei então que tinha essa trilha aqui, que foi lançada juntamente com o filme, em 1976, através do selo Crazy. E a propósito, um disco que se tornou objeto de especulação, visto que se tornou ‘cult’ depois que alguns novos ‘crititicos’ o descobriram postado em blogs e apresentado também no Youtube. Por conta dessa sua linha ‘groove’, virou objeto de desejo de colecionares, E nesse mundo de especulação, de fazer dinheiro fácil, o lp saiu dos 30 reais para mil. E como dizem, mesmo não gostando, se for raro e caro, todo mundo quer comprar. Então, se você tem uma grana sobrando e quer fazer uma média com seus amigos, vai no Discogs ou Mercado Livre e deixe lá seus mil reais. Realmente, a trilha é muito boa. Mas eu não pago 🙂
Lançado em 1984 pela gravadora Kuarup Discos, “Mutirão da Vida” é o quarto álbum do cantor, compositor e violeiro baiano Xangai. Já tivemos a oportunidade de apresentá-lo aqui no Toque Musical. Neste álbum, Xangai consolida sua carreira, como uma das vozes mais autênticas da música regional,se tornando conhecido ainda mais do público brasileiro. No álbum, ele vem acompanhado pela banda Cumeno Cum Cuentro e direção musical de Jaques Morelenbaum. Conta com participações especiais de artistas como Geraldo Azevedo, o violonista Hélio Contreiras, Alex Madureira e outros… Algumas músicas deste disco, Xangai já havia registrado anteriormente em discos solos e também coletivos, como nos álbuns “Cantoria 1” e “Qué qui tu tem canário”. Um disco realmente imperdível!
fábula ferida
trabalhadores do metrô
o mennino e os carneiros
gírias do norte / de quinze prá trás / o sapo no saco
Bom, retomamos aqui as nossas postagens, agora numa nova política de compartilhamento, conforme informamos em nossa publicação anterior. Por certo, ainda reforçaremos isso em novas postagens e também nos textos informativos deste blog, embora sabendo que poucos se dão a trabalho de ler.
Como já foi dito, o Toque Musical não disponibiliza mais links para download da forma com até então era feita. Percebemos que estavamos apenas alimentando grupos e pessoas, as quais entram aqui apenas para baixarem os arquivos e fazerem disso algum lucro, como por exemplo a monetização no Youtube. Sinceramente, não estamos preocupados com o que fazem desses arquivos, mas chegamos a conclusão que não queremos participar dessa aventura comercial. Por outra, vendo que não há muito o que fazer, vamos pelo menos cobrar nosso trabalho na mesma moeda. Ou seja, querem baixar os nossos arquivos completos? Então contribuam, ajude-nos a manter o site e nossas publicações, que neste ano completa 20 anos de atividades. Nosso interesse nunca foi o comercial, fazemos isso por paixão. Mas nos tempos atuais, quase tudo pode que já postamos aqui pode ser ouvido no Youtube e muitos dos nossos ‘amigos cultos e ocultos’ se contentam apenas com o que essa plataforma lhe oferecem. Querem apenas ouvir. Então continuem ouvindo, um som de baixa qualidade, limitado e maqueado pela IA. Nós também abrimos nosso canal por lá, mas apenas para lembrar que o blog Toque Musical ainda existe e pode oferecer bem mais do que o Youtube oferece. Por sinal, é bom que se diga, o Youtube, cada vez mais está se tornando um espaço maquiado, falso, modelado pela inteligência artificial. No caso de discos e música, não dá para confiar no que entregam. Vídeos e imagens são hoje em dia facilmente retocados, alterados, gerando um verdadeiro ‘fakenews’, se é que podemos dizer assim. O limite entre o verdadeiro e o falso já não existe mais. Chegaremos ao ponto de um dia não conseguirmos mais reconhecer a verdade através desse canal. A coisa está sendo remodelada de forma estratégica e intensional por aqueles que controlam a ‘mass media’. Não é por acaso que grupos conservadores, grupos de ultra-direita, poderes americanos/sionistas estão no poder, tentado controlar o mundo e claro… fazendo merdas. Nesse momento, quem não tem um pingo de senso crítico, de reflexão e auto-reflexão vai se tornar escravo da desinformação e controlado por esses poderosos.
Deixando um pouco de lado essa situação, vamos então voltar para as nossas distrações musicais, pois mesmo sendo distrações, são para nós essenciais…
Aqui temos um disco do sambista Zé Di (José Roberto de Sá Costa), cantor e compositor de sambas carioca, autor de vários sucessos na década de 70 e que marcou sua trajetória no samba carioca e paulista. Teve várias músicas gravadas por outros artistas, foi campeão no carnaval. Também se fez reconhecido internacionalmente e como prova disso temos este lp, o primeiro de sua carreira, que chegou a ser publicado na França em 1975. Originalmente, o disco foi lançado pelo selo Tapecar, em 1973. Um trabalho dos mais interessantes, do tempo em que o samba ainda era samba. Disco indispensável para quem gosta de samba e naturalmente da música popular brasileira.
outro bouquet
ontem
quando meu salgueiro desce
não vai dizer adeus
independência ou morte
rei de frança na ilha da assombração
salgueiro chorou
chapéu de marinheiro
de como um homem deixou de fazer música e foi vender pipoca