Rosinha De Valença – Um Violão Em Primeiro Plano (1971) 

E mais uma vez por aqui, o talento de Rosinha de Valença, saudosa violonista, artista que nem precisamos mais apresentar por aqui, afinal já postamos vários outros discos dela e certamente, não só por essas vias, todos vocês devem saber bem do talento e da história dessa moça.
“Um violão em primeiro plano” é um disco bacana, lançado em 1971 pelao RCA Victor. Considerado um dos mais expressivos e tecnicamente perfeito disco de Rosinha. Como o própio título já sugere, o violão está em primeiro plano, dentro de um repertório eclético com temas nacionais e internacionais. 
 
asa branca
london london
mudei de ideia
zanzibar
boi tatá
marinheiro só
summertime
de conversa em conversa
o samba da minha terra
concierto de aranjuez
one o’clock last morning, 20th april 1970
 
 
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Renato Teixeira E Dominguinhos (1981)

Eis aqui um compacto simples, mas com duas músicas de sucesso e realmente, clássicos do nosso cancioneiro popular. Estamos falando também de dois grandes nomes da nossa mpb, Dominguinhos e Renato Teixeira. Aqui eles nos apresentam dois temas que ficaram marcados, composições de Renato Teixeira, “Amizade Sincera” e “O Maior Mistério” lindíssimas canções, sendo a primeira uma celebração da verdadeira amizade e a segunda outro belo tema que fez parte da trilha sonora da novela global, “O amor é nosso”, do início dos anos 80. Muito bom, confiram…
 
amizade sincera
o maior mistério
 
 
 

 

Emerson / Duardo Dusek – Não Cometa Loucura (1983)

Aqui, um compacto duplo do selo RCA, lançado em 1983. Trazendo Eduardo Dusek e Emerson. Disquinho curioso, pelo fato de que apresenta dois artistas em produções distintas. Pela capinha e a primeira vista, tem-se a impressão que se trata de um trabalho em dupla. Tem até um nome, “Não Cometa Loucura”. Talvez tenha sido a trilha de um espetáculo cênico-musical. Mas também não há referência sobre isso. O fato é que as duas músicas de Dusek são as mesmas gravações de seu primeiro compacto lançado 1978, disquinho este que já apresentamos no Toque Musical.. E aqui, alinhada com outras duas músicas cantadas por Emerson (um mistério com nome e sem sobrenome), artista produzido por Carlos Imperial, que também é o autor das duas canções. Temos assim, “Não Cometa Loura”, uma junção que combina e por certo, agrada. Confira…
 
não tem perigo – duardo dusek
eu quero mais – emerson
apelo da raça – duardo dusek
bolero – emerson
 
 
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Maria Cláudia (1970)

Hoje temos a presença de Maria Claudia, atriz muito atuante no final dos anos 60 e durante os 70. Por certo, muitos irão lembrar dela em diversas novelas, também atuou no teatro e no cinema. Era belíssima, um das mais belas atrizes da época. Entre os muitos trabalhos que fez, sobrou uma pausinha, na qual ela teve a oportunidade de gravar duas músicas da trilha da novela “Assim na terra como no céu”, de 1970, novela essa que ela também participou. Porém, as duas músicas que ela canta neste compacto da RCA, não são as mesmas versões originais da trama. Vale a pena conhecer…
 
tema de suzie
quarentão simpático
 
 

Teobaldo (1971)

Hoje temos este compacto lançado em 1971 pela RCA trazendo o ator, comediante, produtor, dublador e também cantor, o paulista Roberto Marquis que resolveu adotar o nome de um de seus personagens, o Teobaldo. Ele era famoso em comerciais e também em programas humoristicos como o personagem ‘guarda Juju’. Além deste compacto, Teobaldo gravou também algumas marchinhas de carnaval.
 
lindo
felicidade
 
 
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Passoca – Que Moda (1979)

Marco Antônio Vilalba, mais conhecido como Passoca é um violeiro, cantor e compositor paulista. Seu estilo musical lembra muito outros artistas como Almir Sater e Renato Teixeira. Iniciou a carreira nos anos 70, quando fez parte do grupo Flying Banana. Mas logo ao seguir uma carreira solo, tomou o rumo da viola. Gravou primeiro um compacto em 1978 e no ano seguinte lançava este lp pela RCA, “Que moda”, que é a expressão máxima dessas suas influências rurais, inclusive a faixa “Bicho de pé” é uma co-autoria com Renato Teixeira. Sem dúvida, um disco muito bom. Vale a pena conhecer…
 
pirapora
bicho de pé
vida de operário
guacyra
que moda
viola braguesa
ver de coração
era na era
pressa de violeiro
o pardal
 
 
 
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Telma – Joana Flor Das Alagoas (1982)

Não faz muito tempo, nós postamos aqui um disco da cantora Telma cantando com Nelson Cavaquinho. Agora, no acaso dos sortidos e sorteados, temos ela mais uma vez em disco lançado em 1982, pelo selo RCA, “Joana Flor das Alagoas”, música que dá nome ao disco é uma composição de Elomar. E como podemos ver, as demais músicas do repertório é do mesmo nível. Ou seja, um disco de primeiríssima, com produção de Fagner. Vale a pena ouvir…
 
a quem interessar possa
um amor que é só meu 
revertério
tamarindo
mucuripe
que vontade de comer goiaba
lambada de serpente
algodão
pra multiplicar o bem (caterino)
joana flor das alagoas
 
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Samba Soul – Do It (1978)

E como uma coisa leva a outra e para que ninguém saia ainda da pista de dança, vamos com mais um disco dance, um samba soul… Samba Soul? Não, aqui não tem nada de samba e nem de soul, é dance music, discoteca pura.. Talvez o sentido do título deste lp tenha a ver com o fato de ser meio americano, meio brasileiro. Ou por outra, trata-se de um disco onde o lado A é uma produção americana e no lado B, brasileira. Gravado em Nova York e São Paulo. Lançado pela RCA em 1978, simultaneamente no Brasil e nos States.
 
i’m in you
here we go again
sometimes when we touch
keep your eyes on the sparrow
black coco
dancig days
biorritmical
loco man
 
 

Joanna – Chama (1981)

Ainda na safra de cantoras dos 80, temos também a Joanna. Artista que já foi apresentada aqui no Toque Musical. Ela gravou muito e também fez muito sucesso nas décadas de 80 e 90. Esteve muito ativa também na primeira década dos anos 2000. Escolhemos dela o álbum “Chama”, seu terceiro lp, lançado em 1981 pela RCA e como os demais, também ganhou Disco de Ouro pelo sucesso e vendas. Neste disco temos um repertório muito bom, que infelizmente mal se pode ler na contracapa. Mas entre as músicas temos um grande sucesso que é “Nos bailes da vida”, música de Milton Nascimento e Fernando Brant, que segundo a própria cantora diz, foi feita para ela. Curiosamente, “Caçador de mim”, lp de Milton foi lançado no mesmo ano de “Chama”. Vale a pena conferir aqui a interpretação da cantora.
 
tentação
chama
mulher marcada
uma canção de amor
doce de côco
eu te amo
nos bailes da vida
decisão
tempo de pedra
doce bandido
dúvidas
minha casa
 
 
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Sandra Sá – Olhos Coloridos (1986)

Aqui, mais uma cantora-compositora e também atriz, a carioca Sandra Sá. Artista super premiada e com vários discos de sucesso. Considerada a rainha do ‘soul’ brasileiro e também chamada de ‘Tim Maia de saia’ pelas influências, o balanço e o timbre de voz. Neste lp, o quinto de sua carreira, lançado em 1986 pelo selo RCA, ela emplacou vários hits de sucesso como “Retratos e canções”, “Joga fora”, “Solidão” e “Olhos coloridos”. Um disco que até hoje ainda faz muito sucesso por aí 🙂
 
retratos e canções
joga fora
solidão
entre nós
olhos coloridos
usa e abusa
não vá
mora no coração
lobo mau
aquelas coisas
feliz
 
 
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Oscar Brown Jr. – Jean Pace – Sivuca – Joy (1970)

Aqui temos, e mais uma vez, o grande Sivuca em mais um de seus momentos internacionais. Durante o início dos anos 70 Sivuca ainda estava morando em Nova York. Ele ficou por lá por mais de 10 anos e nesse período só fez crescer seu talento, tocando, gravando, fazendo arranjos e se apresentando em espetáculos ao lado de outros grandes nomes da música internacional. Em 1970 ele participou do musical “Joy”, que originalmente estreou em 1966 e naquele momento tinha, ao invés de Sivuca, outro músico brasileiro, o violonista e compositor Luiz Henrique, que já fazia um relativo sucesso nos States com a Bossa Nova. Na versão com Sivuca, ao lado de Oscar Brown Jr e sua esposa Jan Pace, o musical toma uma nova cara, com novos arranjos e até novas músicas. E faz deste espetáculo um grande trabalho, merecendo inclusive este lp que é mesmo Joy(a), uma felicidade para quem tem o lp. 🙂 Confiram…
 
time
what is a friend
funny feelin’
under the sun
wimmen’s ways
brown baby
mother africa’s
a new generation
sky and sea
if i only had
nothing but a fool
much as i love you
afro blue
funky world
 

Made in Brazil – Paulicéia Desvairada (1978) 

Oportunidade boa pra gente postar este disco dos irmãos Vecchione, o Made In Brazil. Já que estamos na ‘vibe’ do rock, eis aqui um disco que merece destaque. Aliás, já faz tempo que estavamos para publicar este, que se não for o melhor lp da banda, com certeza está entre os melhores e o mais autêntico. “Paulicéia Desvairada” foi lançado em 1978, pela RCA, com direção de Osmar Zan e Ezequiel Neves, arranjos e regências de Daniel Salinas. A banda em sua melhor formação, ainda conta com participações prá lá de especiais, tipo Tony Osanah, Lucinha Turnbull, Bolão, Tibet e outros… Um trabalho realmente original que vale a pena (re)conhecer.
 
gasolina
amanhã é um novo dia
eu vou estar com vocÊ
eu não sei se mudaria
você me machucou
paulcéia desvairada
uma banda made in brazil
chuva
finge que tropeça
massacre
não estou nem aí
a primeira vez que você me deixou
 
 
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Rosinha De Valença – Apresenta O Ipanema Beat (1970)

Nesses dias de aniversário do Toque Musical, quem faz a trilha aqui são as mulheres e não só cantoras, compositoras e intérpretes, também as instrumentistas. E nesta, vamos hoje trazendo a maravilhosa Rosinha de Valença em um disco que soa até um pouco diferente entre outros que ela gravou. “Ipanema Beat” tem suas singularidades… Ao contrário dos demais, aqui ela deixou de lado o violão acústico e abraçou a “Belinha”, sua guitarra elétrica Gibson. Se reuniu com outros músicos internacionais formando o grupo Ipanema Beat e gravou em Johnnesburg, na Africa do Sul. O disco foi lançado no Brasil em 1970 e traz um repertório, por certo, também internacional com uma pegada bem jazzistica, uma sonoridade bem sessentista onde se destaca os teclados do músico  Ducan Mackay, a la Brian Auger. Instrumental gostoso de se ouvir da primeira a última faixa. Bão demais, eu garanto! 🙂
 
sitting
isole natale
je t’aime moi non plus
mercy mercy
rosinha’s mood
a whiter shade of pale
sunshine superman
t bone steak
forever yet forever
 
 

Luiz Gonzaga E Carmelia Alves – Ao Vivo No Teatro João Caetano (1977)

Uma boa pedida para o dia de hoje. Um disco que tem ficado na fila de espera para ser postado aqui no Toque Musical. E hoje bem apropriado nesta véspera de São João. Estamos falando de Luiz Gonzaga e Carmélia Alves, neste lp gravado ao vivo no Teatro João Caetano, em 1977, dentro da série “Seis e meia”, um projeto musical da Funarte que consistia em shows de duplas de artistas, as seis e meia da tarde, ou dezoito horas da noite, no Teatro João Caetano. Entre os diversos shows, este foi lançado em discos pela RCA. Um momento inesquecível com dois grandes artistas representantes do baião.
 
reis do baião
qui nem giló
boiadeiro
vozes da seca
lorota boa
asa branca – a volta da asa branca
légua tirana
sabiá lá na gaiola – cabeça inchada
forró de mané vito
 
 
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Netinho – Amor & Caridade (1980) 

De volta, após um mês de merecido descanso, retomamos com este lp do Netinho. Conforme já havíamos comentado, logo que possível repostaríamos “Amor & Caridade, lançado em 1980 pela RCA. E aqui está este que foi o que podemos considerar como o volume 1, porém, bem diferente do 2, que publicamos no mês passado. Aqui temos ainda alguns resquícios, uma ‘contaminação’ do Casa das Máquinas. Disco bacana e com um time de músicos mais que entrosados…
 
lado animal
as vezes
rio de pedras
desejos
cantar e amar
vivendo com medo
deixo acontecer
luz coagulada
ouça
amar e comemorar
modinha
 
 

Os Incríveis (1981)

Temos desta vez Os Incríveis, banda das mais famosas e pioneiras na cena rock brasileira. Já postamos outros discos deles aqui no Toque Musical e agora vamos com este, um lançamento RCA registrando um dos retornos do grupo no início da década de 80. Um trabalho pouco expressivo. Parece mais esses discos para cumprir contrato. Mas tá valendo…
 
voa passarinho voa
seu sol
terror dos namorados
fado e vinho
brasil acima de tudo
pai de deus
declaro paz
quando amanhecer
pressa
 
 
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Flor De Cactus – Alicerce Da Terra (1982)

Hoje, temos para vocês mais um disco do grupo Flor de Cactus. Digo mais um porque este é o terceiro disco deles que postamos aqui e também é o terceiro da carreira, lançado pela RCA, em 1982. Neste e mais uma vez, o grupo demonstra toda sua identidade, num disco com um repertório bacana, como vocês poderão conferir no Grupo do Toque Musical. Além das composições autorais há também músicas de Gilberto Gil, Alceu Valença, Vinicius Cantuaria, Petrucio Maia e Carlos Pita. Como nos discos anteriores a produção é de Leno. Confiram…
 
alicerce da terra
serena
momento coração
chuva de vento
pássaro amarelo
movimento das aguas
margarida
chororo
sonho lunar
mar de são joão
o que dizer ao menino
 
 
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Pendulum (1985)

Fechando o mês, aqui vai mais um compacto. Desta vez temos o grupo Pendulum, conjunto formado aqui nas Minas Gerais. Não sei se continuam na ativa, mas o Pedulum era um conjunto de bailes formado ainda nos anos 70. Gravaram alguns compactos, mas eu mesmo só conheço dois, sendo este um deles, lançado em 1985 pela RCA. Há poucas informações sobre eles na internet, juntando com a minha habitual falta de tempo, ficamos (por hora) sem muito a acrescentar. Mas quem sabe num próximo disco a gente completa isso, né? 🙂
 
mágica livre
a loura dos assaltos

 

Galo Preto – Galo Preto (1978)

Fala galera, amigos cultos e ocultos! A postagem de hoje tem duplo sentido, ou seria um triplo? A verdade é que hoje o meu Galão da Massa vai se tornar campeão antecipado, no Campeonato Nacional, o grande campeão do Brasileirão. Enfim, um título dos mais esperado. Hoje vai ter festa na cidade, com certeza! E no jogo final, a grande comemoração. Até lá eu penso em algo para homenagear. Por hora, vou postando aqui este disco maravilhoso de choro do então estreante grupo Galo Preto. O triplo sentido a que me referi passa por aqui, pelo Galo Preto (e Branco) e pelo choro, sendo o choro uma homenagem ao Flamengo e ao Cruzeiro (podem chorar a vontade). E é claro que o triplo sentido também tem a ver o nosso toque musical. Há tempos venho querendo postar este disco e hoje ele cai como uma luva, alegrando e festejando com o que há de mais autêntico em nossa música que é o choro.
Aqui temos o disco de estreia do, hoje tradicional, grupo de chorinho Galo Preto, formado na época por jovens músicos que começavam a se destacar no cenário musical daqueles anos 70, quando o choro passava por uma fase de redescoberta. Havia um renascimento desse gênero musical e o Galo Preto viria a se tornar um dos seus grandes expoentes, apadrinhado por Claudionor Cruz. Neste primeiro trabalho o grupo viria acompanhado por ilustres convidados, bambas do choro e trariam para o seu repertório uma seleção praticamente inédita de músicas, tanto autorais quanto de autores consagrados, porém por muitos desconhecidas.
Está aí um disco perfeito para se ouvir na sexta-feira, comemorando antecipadamente o título de bicampeão brasileiro. Mas tá valendo também para os demais torcedores e muito mais ainda para os amantes da boa música brasileira. 
 
recado
desprezado
dia do preto velho
medrosa
sarambeque
cheio de afeto
implicante
de coração a coração
estou voltando
vou lhe dar uma resposta
língua de sogra
murmurando
 
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Os Originais Do Samba (1981)

Amigos cultos e ocultos, boa hora a todos! Depois do “Luzes da Cidade, disco de samba da cantora Paula, temos agora um outro, desta vez com o grupo Os Originais do Samba. Já tivemos a oportunidade de apresentar aqui outros disco deles e agora estamos trazendo este que foi lançado em 1981 pela RCA. Um trabalho produzido por Osmar Zan e Waldir Santos. Disco muito bom deste que foi um dos mais importantes conjuntos de samba nos anos 70. Neste álbum já não participa do grupo o comediante Mussum que fez parte dos primeiros discos que gravaram. Aqui vamos encontrar um repertório dos mais interessantes e bem arranjados, como se pode ver na foto de contracapa. Disco bacana de se ouvir de um lado e do outro. Não tem como desagradar, confiram no GTM…
 
clementina de jesus
fiscal da natureza
gema
bebeto loteria
ela
alguém me avisou
eu me rendo
telhado de vidro
porão e colher de pau
você não foi
ausência
mulher mulher
 
 
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Shampoo (1983)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje eu tenho para vocês este disco do grupo Shampoo. Nos anos 80 alguma coisa desse conjunto ecoou para além da fronteiras paulistas, de onde se originou, a partir de festivais, segundo algumas informações que encontrei na internet. Ao que parece, eles gravaram apenas este lp e dois compactos, sendo um promocional deste lp e outro pelo selo Fermata, o qual me parece ser o primeiro. Achei interessante postar este disco, pois ele tem mesmo a cara daquele início de anos 80, um rock pop com frescor de juventude. Sua sonoridade lembra muito a música da dupla, também daquela época, Luiz Guedes e Thomas Roth, da mesma forma o Roupa Nova e também a música mineira do Clube da Esquina. Inclusive, temos aqui, além das composições autorais, a gravação de “Tudo que você podia ser”, de Lô e Márcio Borges. Vamos conferir o disco?
 
blusa de lã
muralhas do japão
lápis de cor
essa menina
tudo que você podia ser
duas ou três
diz o velho
amor brincadeira
fruta maçã
fiesta
 
 
 
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Fernando Bocca (1982)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Quando vamos chegando quase ao final de nossa mostra de discos de 7 polegadas, me surgem uma dezena de outros que no caso já não cabem nessa apresentação. Porém, nada impede de que possam a serem postados regularmente em outro momento. Aqui, nada se perde, tudo se transforma e se renova. 
Bom, aqui temos um compacto do cantor e compositor mineiro Fernando Bocca. Acredito que este disquinho tenha sido lançado como cartão de visita do artista que havia então assinado com a RCA. Porém, não há registro e eu não conheço o lp, por certo o discão não chegou a sair, uma pena… Mas aqui neste compacto simples temos dele duas canções que marcaram época, pelo menos aqui para nós, mineiros de ‘belzonte’, “Bota lenha”, composição dele em parceria com  Abner Nascimento e João Boamorte e “Um abraço eterno”, outra parceria com Abner Nascimento. Este compacto foi produzido pelo Estáquio Senna e os arranjos e regências são de Nivaldo Ornelas. Taí, um compacto que vem se tornando raro por conta de colecionadores japoneses. Hoje em dia é mais fácil achar este compacto no Japão do que aqui, nos sebos e mercados livres da vida. Confiram no GTM…
 
bota lenha
um abraço eterno
 
 

João Nogueira – De Amor É Bom (1985)

Muito bom dia a todos os companheiros, amigos cultos e ocultos! Também de forma sortida selecionei este disco do João Nogueira para a nossa postagem de hoje. Aqui temos um lp gravado em 1985. Um disco onde João nos apresenta dez sambas, sendo boa parte desses de sua própria autoria e /ou com seus parceiros. Este disco foi uma produção de Paulo César Pinheiro, que também participa do trabalho. E os arranjos e regência são do violonista Hélio Delmiro, que também é outro presente em algumas faixas. Não tem nem como não agradar. É João Nogueira, confiram!

de amor é bom
pimba na pitomba
jornal cantado
terra gira
ben-hur dos macacos
rei senhor, rei zumbi, rei nagô
chavão
é disso que o povo gosta
alô rio
rancho da natureza

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Flor De Cactus (1980)

Olá, amigos cultos e ocultos! Nosso encontro hoje é com o grupo potiguar Flor de Cactus. Para quem acompanha nosso blog há de lembrar que em 2018 eu postei aqui o álbum “Pepitas de Fogo”, disco lançado por eles em 1981. Novamente, trago eles neste lp, que veio antes, em 1980. Este, pelo que sei foi o segundo disco gravado pela trupe, lançado pela RCA, com produção de Gileno, o Leno da dupla da Jovem Guarda, Lilian & Leno. Alias, se não me engano, todos os discos lançados pelo Flor de Cactus foram produzidos por ele, que também é do Rio Grande do Norte. Este disco homônimo foi um dos que fez mais sucesso na época, com várias músicas que chegaram a ser bem executada nas rádios, principalmente no eixo Rio-SãoPaulo. Nele temos, por exemplo “Kamikaze”, de Zé Ramalho; “Ribeirão”, de Guarabyra; “Espiral do Tempo”, de Geraldo Azevedo e Carlos Fernando; “Norte ou Sul”, do próprio Leno e muitas outras, também autorais. O grupo Flor de Cactus, como disse, gravou alguns discos ao longo da primeira metade dos anos 80 e nesse período também teve mudanças em sua formação, mas sempre primaram pela qualidade de seus trabalhos. Quem sabe, em próximas oportunidades, a gente posta aqui seus dois outros lps. Enquanto isso, não deixem de conferir e relembrar. Quer baixar? Entra lá no GTM rapidinho, pois o prazo é curto e não tem reposição, ok?

in technicolor
aridez
saudade
para marley
aari (canto para o índio potiguar
choramingando
kamikaze
ribeirão
espiral do tempo
plantando bananeira
norte ou sul

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Aurea Martins – Amor E Paz (1972)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje o dia é da carioca Áldima Pereira dos Santos, mas conhecida pelo nome artístico de Áurea Martins, nome este cunhado pelo ator Paulo Gracindo, quando então ela atuava em programas de auditório na Rádio Nacional, na década de 60. Em 69 ela foi a vencedora no concurso de calouros do programa A Grande Chance, de Flávio Cavalcanti. Premiada e com destaque na mídia, conseguiu então gravar, em 72, “Amor em paz”, que foi seu primeiro disco. E que disco! Estreou bem com um lp recheado de clássicos da bossa nova, tendo como arranjador o grande Luiz Eça e coordenação artística de  Rildo Hora. Não bastasse, ainda conta com a participação do poeta Paulo Mendes Campos em três faixas. Sem dúvida, é um disco diferente que traz para essas canções uma nova roupagem. Não é uma novidade nesse nosso universo de blogs musicais e certamente muitos aqui já a conhece bem. Mas também não poderia faltar aqui, no Toque Musical. Se ainda não ouviu, confira e baixe o disco no nosso Grupo do Toque Musical (GTM).

fim de noite
apelo
pra você
canção que nasceu do amor
o amor em paz
ternura antiga
sem mais adeus
pra dizer adeus
o que tinha de ser
preciso aprender a ser só
ilusão a toa
duas contas
insensatez
atrás da porta



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Rolando & Luiz Antonio – Les Étoiles (1982)

Olá amigos cultos e ocultos! Hoje eu trago para vocês a dupla ‘Les Étoiles”, Rolando Faria e Luiz Antônio, figuras de grande sucesso na Europa, em especial na Espanha e França onde fizeram carreira como artistas, desde o início dos anos 70. Gravaram diversos discos, participaram de  filmes e espetáculos, dividindo shows com grandes artistas  franceses e brasileiros. Foram responsáveis pela divulgação de muita música e artistas brasileiros na França. Atuaram até 1985, depois fizeram algumas apresentações até 2001, quando então Luiz Antônio veio a falecer, pondo assim um ponto final nessa história. Este foi o único disco da dupla lançado no Brasil, em 1982 pela RCA. São dez faixas, entre essas músicas de Chico Buarque, Caetano Veloso, Joyce, Milton Nascimento,Lecy Brandão, Teca & Ricardo Vilas. Sem dúvida, um trabalho competente e cheio de alegria. Confira mais esse toque no GTM 😉

chica-chica-boom-chic
você
viola violar
côco verde
estão batendo
antes que eu volte a ser nada
sol negro
nacional kid ou brasileiro
jeanne la française
alô alô
 

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Edu Lobo & Chico Buarque – Álbum De Teatro (1997)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje temos mais uma raridade da era do CD. Trata-se do “Álbum de teatro”, lançado em 1997 pela RCA/BMG (hoje Sony Music), reunindo temas dos três balés que Edu Lobo e Chico Buarque compuseram juntos na década de 1980: “O grande circo místico”, “A dança da meia-lua” e “O corsário do rei”, alternando gravações originais e regravações, com outros intérpretes além dos autores. Edu e Chico interpretam juntos “Na carreira”, Leila Pinheiro canta “A história de Lily Braun” (originalmente gravada por Gal Costa), Edu interpreta solo “Na ilha de Lia, no barco de Rosa” e “Choro bandido”, Mílton Nascimento canta “Beatriz”, Zizi Possi interpreta “O circo místico”, e Gilberto Gil canta “Sobre todas as coisas”, seguido por um dueto de Chico Buarque e Gal Costa em “A mulher de cada porto”. Djavan interpreta “Meia-noite”, Ney Matogrosso, “A bela e a fera” (cuja gravação original é de Tim Maia), o grupo Garganta Profunda vem com “A permuta dos santos”, Ed Motta interpreta “Bancarrota blues” (originalmente gravada por Nana Caymmi), Chico canta solo “Valsa brasileira”, Ivan Lins interpreta “Acalanto”, Danilo Caymmi canta “Tororó”, Zé Renato e Cláudio Nucci interpretam “Salmo” e, encerrando o disco, temos a instrumental “Oremus”. Em suma, um belo álbum, produzido e remasterizado por Edu Lobo, que o TM nos oferece hoje, apresentando música da mais alta qualidade. Não deixem de conferir no GTM.

na carreira
a história de lily braun
na ilha de lia no barco de rosa
beatriz
circo místico
sobre todas as coisas
a mulher de cada porto
meia noite
a bela e a fera
permuta dos santos
bancarrota blues
valsa brasileira
acalanto
tororó
choro bandido
salmo
oremus




*Texto de Samuel Machado Filho 

Acordel (1980)

Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Seguimos aqui em nossas postagens trazendo hoje o grupo Acordel, que tinha como idealizador o músico e compositor Hilton Acioli, figura cuja carreira começa ainda nos anos 50, quando fazia parte do Trio Marayá. Hilton foi parceiro de Geraldo Vandré em várias canções, sendo as mais conhecidas, “Ventania”, “O plantador”, “João e Maria” e “Guerrilhia”. Fez arranjos para disco de Diana Pequeno e teve suas músicas gravadas por diversos artistas nacionais. Uma curiosidade, Alcioli foi o autor do famoso jingles “Lula lá”. O grupo Acordel foi mais um de seus projetos, um conjunto vocal e instrumental, que infelizmente só gravou este disco.Um belo trabalho, por sinal, sendo a faixa de abertura “Chama” uma música que fez parte de trilhas e chegou a ser executada nas rádios. Confiram mais essa joinha no GTM, ok?

chama
brasileira
estrada de ferro madeira-marmoré
ladrão de terra
amanhecerá
em nome do pai e do filho
trabalhadores do metrô
cria corvos
gado bom quem tem sou eu
clarão
era uma vez


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