Antonio Carlos & Jocafi (1973)

Olá, meus caros amigos cultos e ocultos! O toque musical para hoje era para ser outro, mas eis que me vi de reencontro com este disco da dupla baiana Antonio Carlos e Jocafi. Há tempos eu não ouvia este disco lançado por eles em 1973. Sem dúvida, uma das melhores safras, um disco que bem merecia uma reedição, inclusive em vinil, pois vejo que muita gente nova tem descoberto o som desses caras que felizmente continuam na ativa. Já postamos aqui alguns de seus discos e este, com certeza, não poderia faltar em nossa fileiras. Assim, aqui vamos mandando ver… Corram lá no GTM… pois nossos links tem prazo de validade e depois que passou não tem reposição.
 
teimosa
glorioso santo antonio
dona da casa
gamelera (as moça)
sanfona véia
deixe que é dengo dela
fraqueza
te quiero
tereza guerreira
por nossa senhora
um abraço no lucien extensivo ao edu lobo
xamego de iná
 

Orquestra Rádio Sob Direção De Claudio Santoro – Chorinhos Nº1 Ontem E Hoje (1952)

Boa hora a todos, amigos cultos e ocultos! Como vocês podem ver eu ainda não desisti da dobradinha 10-12 polegadas que venho publicando desde de junho deste ano. E ao que parece, está agradando a todos. Assim sendo, vamos em frente…
Aqui temos um raro lp de dez polegadas do selo Rádio. Este foi o segundo disco de 33 rpm que a gravadora lançou, em 1952, os “Chorinhos Nº 1”, com a Orquestra Rádio e sob a direção do maestro Claudio Santoro. Um disco bem interessante apesar do estado um tanto sofrível do vinil. Temos nele uma seleção ‘classuda’ de chorinhos (tanguinhos) de Ernesto Nazareth e também dos autores então modernos, como Edmundo Maciel, Cesar Cruz e Paulo Nogueira. Um contraponto entre dois momentos do chorinho, o ontem e o hoje. Ou seria o ontem e o anteontem? 
 
brejeiro
vai levando
cavaquinho por que choras
meu palheirinho
enchendo
ameno reseda
floreaux
odeon
 
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Orquestra Som-Bateau – Top Hits (1966)

Olá amigos cultos e ocultos! Boa hora a todos! No embalo da nossa festa, trago hoje a Orquestra Som Bateau em mais um disco da série criada pela Polydor, que começa nos anos 60 e segue pelos anos 70. Por aqui nós já postamos alguns deles e sempre fazendo muito sucesso. Os tempos são outros, mas a saga continua… Desta vez temos o que foi o primeiro disco, o primeiro lançamento feito em 1966. Ainda neste ano sairia o segundo volume, o qual nós também já apresentamos aqui. Ao que contam, essa orquestra ganhou este nome por conta de uma boate que havia no Rio de Janeiro. Não sei ao certo se tem a ver com os hits que por lá tocavam, ou se era por serem os mesmos músicos que lá tocavam. O que se sabe é que por essa orquestra passaram muitos músicos famosos.  Assim, segue neste lp de estreia a Orquestra Som-Bateau uma seleção de hits de sucessos daquele momento. E como podemos ver pelo repertório, o que domina é a música estrangeira, em especial, a música francesa. Coube espaço apenas para um sucesso nacional, “A pescaria”, de Erasmo Carlos. Mas no geral, o disco é ótimo, vale a pena conferir…
 
les cornichons
les marionnettes
monseieur cannibale
whipped cream
i only want to be with you
capri c’est fini
mirza
ça serait beau
on est si bien
taste of honey
a pescaria
j’ai envie
 
 
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Mário Gennari Filho – Ritmos Dançantes (1954)

Boas horas, amigos cultos e ocultos! Aqui temos para hoje, em nossa mostra ’10-12 polegadas’, um disco do paulista Mário Gennari Filho, compositor e multi-instrumentista, mas com destaque para o acordeom, instrumento para o qual ele criou até uma escola, tendo formado inúmeros acordeonistas. Já apresentamos outro disco dele aqui no Toque Musical e mais uma vez estamos trazendo este que foi o primeiro 33 rpm gravado por ele. Se não há engano, as músicas deste disco foram lançadas originalmente em bolachões de 78 rpm que ele gravou logo no inicio dos anos 50. Aqui vamos encontrar um repertório de sucessos e entre esses, há de se comentar, a faixa “Zingara’, música na qual participa o genial Garoto tocando guitarra havaiana, um primor e uma das interpretações mais interessante dessa música. Na verdade, o disco é todo bom, vale conferir quem ainda não o conhece.
 
ta-hi
velho romance
maringá
baião caçula
de papo pro ar
zingara
casinha na colina
garota
 
 
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3 Do Rio (1975)

Boa hora a todos, amigos cultos e ocultos! Aqui temos para hoje um grupo que fez muito sucesso nos anos 70, os geniais “3 do Rio”, conjunto formado por três artistas multinstumentistas: Clóvis, Miguel e Sestini. O trio ganhou fama como um dos melhores grupo de baile daqueles tempos. Atuou por muitos anos nos mais diversos shows e bailes pelo Brasil. Também excursionaram pela América Latina, Ásia e Europa. Inclusive, antes de se tornarem “3 do Rio”, se chamavam “Samba Blue” e trabalhavam na Europa. Passaram a se chamar 3 do Rio ainda por lá, quando estavam na Suíça. Tinha um vasto repertório, tanto nacional quanto internacional. Eram realmente muito talentosos não apenas como instrumentistas mas também como grupo vocal. Em seus espetáculos também havia espaço para o humor e uma interação incrível com o público. Foram no Brasil um dos precursores do chamado ‘playback’, ou seja, tocavam junto com gravações que eles mesmos faziam, dando ao trio uma sonorização de orquestra. Se apresentaram também em rádio e televisão. No Youtube podemos encontrar alguns vídeos deles e pelos comentários se vê que eram mesmo muito apreciados.
Acredito que o “3 do Rio” tenha gravado mais discos, porém, só encontramos o “A Flight to Rio”, que certamente foi gravado lá fora, o lp de 1968, o qual já postamos aqui e este lp homônimo, lançado pela RCA Victor em 1975 e ao que parece, por aqui, foi o segundo. Na contracapa temos um texto de apresentação feito pelo grande instrumentista Sabá, que também participa do disco. E como podemos ver, um repertório inteiramente nacional, com muito samba, bossa, forró e também música autoral. Taí, um disco raro de se ver e ouvir por aí…
 
me deu um treco
sem p… sem p… sem p…
não deixe a tristeza pegar no seu pé
perdi minha viola
barata que é viva não atravessa galinheiro
17 e 700
rio de janeiro
primavera no rio
valsa de uma cidade
copacabana
garota de ipanema
cidade de são sebastião
a voz do morro
cidade maravilhosa
samba do avião
rosa do carnaval
ragu de piranha
apaga tua vela
derramaro o gai
 


 

Waldir Calmon E Seu Conjunto – Chá Dançante (1957)

Boa hora, caros amigos cultos e ocultos! Em outros tempos, tempos de juventude, eu tinha uma preguiça do Waldir Calmon. Aliás, não necessariamente dele, mas desse som dançante de boate dos anos 50 e de uma certa forma o Waldir Calmon representava bem isso. Lá em casa sempre teve muitos discos dele e creio que talvez tenha sido por isso. Eu achava esses discos coisa de velho e na verdade eram. Tem coisas que a gente só descobre quando está maduro. Eis que hoje em dia eu tenho quase que a sua discografia e inevitavelmente aprendi a gostar ouvindo nas minhas digitalizações. E inevitavelmente eles acabam vindo parar aqui. Eis mais um, este de dez polegadas, lançado pela Copacabana em 57, repertório essencialmente de música estrangeira, feita para dançar. Vamos conferir aqui…
 
aimer comme je t’aime
hold my hand
luna rossa
amendoim torradinho
samba do perroquet
caribbean moon
love me or leave me
blem blem blem
hermando’s hideway
 
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Dick Farney (1978)

Boa hora, meus queridos amigos cultos e ocultos! Correndo, correndo… aqui vamos nesta quarta feira com mais um toque musical… Para não perdermos tempo e enriquecer nossas fileiras, temos hoje o grande Dick Farney, em lp lançado pela EMI em 1978. Uma boa safra onde ele desfila um repertório sóbrio, com temas bem conhecidos do público, em geral, como podemos confirmar na contracapa, ou logo a baixo na lista das músicas. Desculpem, mas hoje eu tô corrido…. 🙂
 
meu sonho é você
secretária
tarde para mudar
marina
a fonte é o teu nome
all the way
história de uma criança
brumas
amor sem deus
canção do encontro
sábado em copacabana
 
 
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Aracy de Almeida – Canções De Noel Rosa (1955)

Amigos cultos e ocultos, boa tarde! Aqui e mais uma vez temos o inesquecível Noel Rosa na interpretação de Aracy de Almeida. Depois de passada uma década após sua morte, o nome de Noel Rosa voltava ao cenário fonomusical dos anos 50. Muitos artistas o gravaram desde então nesse renascimento do samba. Assim como também, antigas gravações, lançadas, inicialmente em 78 rpm, voltaram nos também 10 polegadas de 33 rpm. É o caso deste disco, lançado pela Continental, em 1955. Nele vamos encontrar…
 
meu barracão
voltasse
são coisas nossas
fita amarela
cor de cinza
eu sei sofrer
a melhor do planeta
cansei de pedir
 
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Nelson Cavaquinho (1973)

Boa hora, amigos cultos cultos e ocultos! Boa hora é uma boa, pois serve para qualquer momento e não apenas para o momento do blogueiro aqui 😉 A qualquer dia, a qualquer hora, está valendo a saudação. Vou adotar, a partir de agora, ok?
Muito bem, nosso artista/disco de hoje é mais um daqueles que estavam faltando por aqui, tanto a pedidos quanto pela própria necessidade. Já tivemos no Toque Musical praticamente tudo do Nelson Cavaquinho, inclusive estas mesmas gravações lançadas com outra capa em disco do mesmo ano para o selo Fenix, da Odeon. O lp que apresentamos parece ser a edição original, com selo Odeon. Esta então é uma nova oportunidade de conferir no GTM um dos melhores discos de samba feitos até hoje.
 
juízo final
folhas secas
caminhando
minha festa
mulher sem alma
vou partir
rei vadio
a flor e o espinho
se eu sorrir
quando eu me chamar saudade
pranto de poeta
é tão triste cair
pode sorrir
rugas
o bem e o mal
visita triste
 
 

Nelson Gonçalves – Noel Rosa Na Voz Romântica De Nelson Gonçalves (1955)

Alô, alô… amigos cultos e ocultos! Olha aí o toque musical do dia, Noel Rosa na voz romântica de Nelson Gonçalves. Eis aqui o primeiro lp do grande ‘Metralha’, Nelson Gonçalves, disco lançado em 1955, pela RCA Victor, gravadora na qual nosso cantor fez toda a sua carreira. E nesta oportunidade trazemos este que foi o primeiro 33 rpm, ainda em dez polegadas. Nele encontramos Nelson interpretando oito composições do ‘Poeta da Vila” Este disco só viria a ser reeditado nos anos 70, em uma nova versão incluindo mais quatro outras canções. E de uma certa forma é também um dos discos menos conhecidos de Nelson Gonçalves, embora já tenha sido divulgado aos montes em outros blogs musicais nos últimos 10 anos. Pois bem, chegou a nossa vez. Ao final, todos acabam convergindo para o Toque Musical, não é mesmo? Confiram no GTM…
 
último desejo
feitiço da vila
com que roupa
coração
quando o samba acabou
palpite infeliz
silêncio de um minuto
só pode ser você
 
 
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Adoniran Barbosa (1974)

Ilustríssimos amigos cultos e ocultos, meu cordial boa noite! Finalmente, conseguimos reativar nossa conta no Mediafire. Vocês irão observar isso no GTM.
Para hoje temos um disco que sempre quis postar aqui, mas por razões diversas acabou ficando… E hoje é então o seu dia 🙂 Dia de Adoniran Barbosa (não é aniversário não, viu, gente?) Estava aqui dando sopa, achei por bem publicar de uma vez. Não há nada de novidade neste lp, disco de carreira, lançado em 1974, um clássico, com certeza e que não pode faltar em nossa discoteca. Aqui temos Adoniran regravando, de maneira definitiva um pouco de sua obra. Imperdível… 😉
 
abrigo de vagabundo
bom dia tristeza
as mariposas
saudosa maloca
iracema
já fui uma brasa
trem das onze
prova de carinho
acende o candieiro
apaga o fogo mané
véspera de natal
deus te abençoe
 
 

Gilda Valença – Cantigas Da Rua (1956)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Felizmente conseguimos renovar nossa conta no Mediafire, oque facilita em muito a vida de vocês ao baixarem nossos arquivos. Mas o Depositfiles também continua, pois embora seja lento, é sempre garantido.
Seguimos a nossa mostra diária trazendo hoje e pela primeira vez a cantora nascida em Portugal, Gilda Valença que estreou em discos por aqui no início dos anos 50, sendo boa parte deles gravados pela Sinter. Atuou sempre destacando a música portuguesa, o que, claro, já se percebia até em seu vocal. Fez grande sucesso no Brasil e por aqui construiu a sua carreira. Dela temos aqui o lp “Cantigas da rua”, lp de dez polegadas lançado em 1956. Um álbum bem interessante cujo os temas ligados a tradições portuguesas contempla também autores brasileiros, os quais escreveram essas canções para a interpretação da cantora. Confiram no GTM…
 
lenda das algas
oh josé, aperta o laço
praias de nazareth
uvas pretas
alfama
penso que sei mas não sei
canção do moinho
quanta coisa boa
 
 
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Miriam Batucada – Amanhã Ninguém Sabe (1974)

Olá, amigos cultos e ocultos! Para não ficarmos apenas em orquestras e coisas dos anos 50, vamos mudando um pouco o nosso foco, afinal o nosso espaço é musicalmente democrático (e com tendências esquerdistas, com certeza!). Mas fora a nossa ideologia, somos abertos a todo tipo de manifestação construtiva, por isso ouvimos música com outros olhos 😉
Então, aqui temos hoje e pela primeira vez em nosso toque a cantora e compositora paulista Miriam Ângela Lavecchia, mais conhecida como Miriam Batucada, apelido que recebeu quando ainda era apresentadora de programa de televisão, nos anos 60, por conta de sua técnica de batucar com as mãos. Embora não tenha gravado muita coisa, se destacou  por conta de sua presença sempre constante na tv. Em 1971, juntamente com Raul Seixas, Sergio Sampaio e Edy Star ela gravou o “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista – Apresenta Sessão das 10”, disco que seria redescoberto nos anos 2000, se tornando obra ‘cult’. Por consequência deste disco ela voltaria a cena musical, mas infelizmente de maneira póstuma, pois Miriam faleceu em 94. Seus outros dois discos, “Amanhã ninguém sabe” e “Alma da festa” voltaram a ser procurados e por terem sido pequenas tiragens, hoje se tornou também tão ‘cult’ quanto o “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista”, assim como são os discos do Sérgio Sampaio e do Edy Star. E como esses discos não andam rodando em qualquer prato, cabe a nós divulgá-los, trazendo de volta aos olhos e ouvidos… Vamos conferir no GTM?
 
o que vier eu traço
teco teco
chuá chuá
apanhei um resfriado
felicidade
meu romance
você é meu melhor amigo
eu quero é botar meu bloco na rua
amanhã ninguém sabe
acertei no milhar
você vai se quiser
tudo em p
conversa de samba
o show já terminou
 
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José Luciano Vol. 2 (1956)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Há três meses atrás eu postei aqui o primeiro lp do pianista cearense José Luciano. Como já estava mesmo a mão, ou na ‘gaveta’, esperando um novo momento, porque não postá-lo de uma vez? Aqui então segue este segundo lançamento pelo selo Mocambo, o volume 2 trazendo “oito de suas melodias favoritas”, conforme salienta o texto de contracapa. Um repertório eclético e muito gostoso de ouvir. O que pega são os chiados e fritação, coisa que infelizmente eu não consegui amenizar. Enfim, fica valendo este até segunda ordem…
 
mambo em espanha
rio antigo
helli, bluebird
sob os céus de paris
tenderly
passarinhando
canta brasil
perdão
 
 
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Joel Nascimento, Radamés Gnattali & Camerata Carioca – Tributo A Jacob Do Bandolim (1980)

Olá, meus caros amigos cultos e ocultos! Temos hoje aqui um disco de músicos para músicos. Digo isso porque geralmente quem gosta de chorinho também gosta de tocar e oque mais aparece por aqui quando o assunto é choro, é músico pedindo discos. E aqui está um álbum que há muito vem me sendo solicitado: Joel Nascimento, mestre do bandolim juntamente com outros mestres, Radamés Gnattali e o conjunto Camerata Carioca. Só pelos nomes citados já dá para se ter uma ideia do que temos por aqui. Mais ainda, quando o conteúdo é um tributo ao grande Jacob do Bandolim. Não vou dizer mais nada e nem me estender, pois o tempo é curto e para nossa sorte as informações detalhadas estão no próprio disco. Assim, deixo apenas a recomendação, confiram no GTM. E deixa eu correr para o trabalho, pois já estou atrasado 🙂
 
retratos (suíte em 4 movimentos:
pixinguinha
ernesto nazareth
anacleto de medeiros
chiquinha gonzaga
gostosinho
conversa mole / jacobeana
doce de côco
vôo da mosca
noites cariocas
vibrações
 
 
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Dolores Duran – Dolores Viaja (1955)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Seguimos nossa viagem musical, desta vez trazendo a grande Dolores Duran que aqui se destaca somente como intérprete, o que nos prova que ela, além de uma excelente compositora era também perfeita como cantora. E neste disquinho, lançado pela Copacabana em 1955 ela não apenas canta muito bem, como também o faz em oito idiomas, ou seja, cada faixa deste disco de dez polegadas ela nos apresenta um tema em uma língua diferente, cabendo inclusive uma canção em esperanto, uma versão da famosa canção portuguesa “Coimbra”. Bem interessante e ao que parece foi a primeira vez que uma música nesta língua foi gravada em um disco comercial. Nos anos 60 foi lançado um disco com vários artistas cantando em esperanto, o qual também nós já postamos aqui. Confiram…
 
sinceridad
ma cabane au canada
kaiser waltzer
no other love
nigraj manteloj
vieni sul mar
ojos verdes
canção da volta
 
 
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Djalma Ferreira E Seus Milionários Do Ritmo – Drink (1958)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Seguimos aqui com mais um disco de Djalma Ferreira e Seus Milionários do Ritmo. Como já sabem, lançados pelo selo Drink, criado pelo próprio músico e empresário. Já tivemos a oportunidade de postar aqui um desses discos e também outros lps de Djalma, que de certa forma são relançamentos e coletâneas extraídas desta série, de sua produção. A Drink era uma famosa boate dos anos 50, também de Djalma Ferreira, onde ele e seu conjunto se apresentavam. Foi também o nome do selo/editora, que ele também produziu e ao que parece, somente para o lançamento de seus próprios discos. Essas produções sempre foram sofisticadas e luxuosas, tanto no registro, gravações, como na apresentação, onde os álbuns traziam um diferencial, com capas triplas, ou num modelo original em que se abre como um autêntico álbum. Coisa bem parecida com as produções de Nilo Sérgio e seu selo Nilser. É luxo só! 
Muito bem, para ganhar tempo, repeti a mesma introdução que fiz para o disco anterior. Aliás, eu devia ter postado este disco antes do outro, pois, na verdade, este é o primeiro. Lançado em 1958, foi o álbum que deu origem a série de, pelo menos, quatro luxuosos lps de capa dupla. Neste disco vamos encontrar um repertório bem conhecido deste público, em especial, os frequentadores da lendária boate Drink. São temas quase todos nacionais e autorais, onde por certo se destacam os sambas. Vamos conferir no GTM…
 
lady be good
tea for two
samba do drink
bicharada
solovox blues
se todos fossem iguais a você
lamento
concerto de outono
organizando
carnaval
mulata assanhada
você não quer nem eu
 
 
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Carlinhos – Tangos Inolvidables (1958)

Buenas noches, meus amigos cultos e ocultos! Que tal fecharmos o domingo ouvindo tango? Com certeza vai haver alguém aqui que irá aprovar e independente de qualquer coisa, o importante é o nosso toque musical, trazendo a cada dia um disco diferente. E eis aqui um belo exemplar. Taí, um disco que atrai, logo pela belíssima capa e nos remete mesmo ao tango… Para tanto, temos como intérprete, Carlinhos. Mas quem é este Carlinhos, ou somente Carlinhos como nos apresenta o lp de 10 polegadas, da Columbia? Vamos logo descobrir que se trata do acordeonista Carlinhos Mafasoli, um dos músicos mais requisitados em estúdio. Um mestre do acordeom e dos teclados, presente em dezenas de discos de diversos artistas, em especial da música sertaneja. Mas aqui temos dele o que foi seu primeiro lp de 33 rpm, um disquinho de dez polegadas totalmente dedicado ao tango. Embora nem todas as músicas sejam originalmente tango, ‘Carlinhos transformou tudo isso em agradável desfile de ritmo portenho.’
Confiram no GTM…
 
ribalta
el pañuelito
nostalgias
mentira
para que recordar
a vingança do cupido
ta-hi p’ra vocÊ gostar de mim
plegaria
 
 
 
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Avena De Castro – Uma Cítara E Duas Rosas (1959)

Boa noite, meus camaradas, amigos cultos e ocultos! Vamos seguindo com nosso toque musical, diário (e com alguns atrasos, evidentemente). Desta vez trazendo um disco do compositor e citarista, Heitor Avena de Castro, talvez o único instrumentista a usar a cítara na música popular brasileira. Embora fosse de formação erudita, Avena de Castro se tornou conhecido graças a sua atuação em orquestras das Rádios Nacional, Jornal do Brasil e Roquette Pinto. Nos anos 50 ganha destaque gravando vários discos, principalmente valsas e choros, sendo este último o gênero que melhor o define.
Aqui temos dele este lp, lançado em 1959, onde encontramos um pouco de valsa, choro, samba, tango, polca, fado e canção. Boa parte, músicas bem conhecidas do grande público. Acredito até que boa parte desses fonogramas foram lançados antes, em 78 rpm. Vamos conferir?
 
linguagem das flores
estrellita
canção vienense
despertar da montanha
luar de paquetá
maringá
miau miau
coimbra
a bela do tirol
torna e sorrento
quem sabe
cochilando
 
 
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Salinas – Sangue Guarani (1957)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Começando outubro seguindo no esquema do 10-12 polegadas, ou seja, cada dia alternando entre um disco de 10 e outro de 12 polegadas. Assim, começamos o mês com este lp do pianista Daniel Salinas, lançado em 1957 pelo selo Columbia. Já tivemos aqui a oportunidade de conhecer o trabalho de Salinas em outro disco, em uma outra fase, nos anos 70. Há tempos não se fala mais dele além de referencias por conta desses seus poucos discos. Ele foi também um maestro, arranjador, músico de estúdio, tendo atuado muito nos anos 60 e 70. Trabalhou com diversos artistas, principalmente da fase da Jovem Guarda. Agora temos aqui este disquinho que ele gravou, creio eu, o seu primeiro 33 rpm, com temas essencialmente paraguaios, que na época faziam por aqui muito sucesso. Vamos conferir?
 
meu primeiro amor
recuerdos de ipacarai
mi delirio
india
anahi
que será de ti
sangue guarany
noches del paraguay
 
 
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