Luis De Eça – Um Piano Na Madrugada (1956)

Hoje o nosso encontro é com Luiz Eça, pianista, compositor e arranjador. Músico considerado como  um dos maiores nomes da Bossa Nova e do samba-jazz, fundador do lendário Tamba Trio. Já tivemos o prazer de apresentá-lo aqui algumas vezes. Porém agora, vamos trazendo ele em um de seus primeiros discos solo. Lp de 10 polegadas, lançado em 1956 pelo selo Copacabana. Este disco sucede “Uma Noite No Plaza”, de 55 e consolida o artista como uma das grandes revelações do piano nas noites carioca. Como o próprio subtítulo indica, Luiz (até então) de Eça vem em trio, com contrabaixo e bateria que fazem a base sem com isso tirar o destaque do piano. E diga-se de passagem, um piano super elegante, misturando elementos do jazz moderno com a sofisticação harmonica da música brasileira. Isso fica muito evidente nesse repertório onde ele mescla sucessos nacionais e internacionais da época. Um trabalho que vale a pena ouvir…
 
secret love
molambo
if i had you
inspiração
na madrugada
felicidade
você não sabe amar
out of nowhere
 
 
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Lia Roberti – Canções Célebres (1962)

No disco de hoje temos a cantora lírica Lia Roberti, renomada soprano. Foi uma figura de destaque na cena erudita e lírica brasileira entre as décadas de 50 e 60. Embora pouco conhecida do grande público nos dias atuais, teve uma carreira sólida e respeitada nos palcos de ópera e estúdios de gravação. Integrou elencos de grandes montagens em companhias de renome. “Canções Célebres” foi, sem dúvida, seu disco de destaque. Lançado em 1962 pelo selo Copacabana, com regência do maestro Gabriel Migliori, o disco se divide em dois momentos, nacional e internacional. Conseguiu capturar a versatilidade da cantora, unindo rigor técnico da música européia com a doçura e nostalgia das modinhas folclóricas e imperiais brasileira. 
 
les filles de cadix
il bacio
estrellita
ciribirbin
clavelitos
quem sabe
são joão da-ra-rão
róseas flores d’alvorada
luar do sertão
casinha pequenina
 
 
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Amilton Fernandes – Encontro Com Você (1965)

Curiosidades fonográficas… Eis aqui um lp com aquele pegada poética e romântica. Um álbum que pertence ao gênero “Non-Music”, coisa que você só encontra aqui no Toque Musical. Um disco raro que traz crônicas e poesias do até então radialista Barros de Alencar, que em seguida se tornaria também cantor e compositor. Porém, neste disco lançado pelo selo Copacabana, em 1965, suas criações são narradas pelo não menos famoso ator gaúcho, Amilton Fernandes, que nesta época era tido como um dos mais populares galãs da televisão. Ficou eternizado ha história da teledramaturgia interpretando “Albertinho Limonta” na versão original da novela “O Direito de Nascer”, um dos maiores fenômenos de audiência da história da TV brasileira.
Como disse, este lp é hoje em dia uma peça muito rara no mundo dos colecionáveis. Por ter sido um lançamento de nicho (aproveitando o sucesso do ator na televisão) e focado em monólogos, teve uma produção restrita e hoje, certamente, poucas cópias resistiram ao tempo. Sendo assim, um ítem um disco bem disputado por colecionadores e pesquisadores da história da televisão e do rádio no Brasil.
 
um dia virá
linguagem dos olhos
você não existe
desencontro
mostra-me um caminho
festa do mar
amanheceu tristeza em mim
solidão
encontro com você
na mesma janela
 
 
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Oliveira E Seus Black Boys – Em Novas Travessuras Musicais (1962) 

Temos aqui uma reprise compacta, literalmente. Trazemos mais uma vez Oliveira e Seus Black Boys, agora numa versão resumida de um disco já apresentado aqui há mais de 10 anos. Aqui, um compacto duplo apresentando quatro músicas que fazem parte do lp “Em Novas Travessuras Musicais”. Como todos sabem, os compactos eram muito usados para essas preliminares, ou seja, eram lançados antes do lp para serem apresentados as rádios e também vendidos ao público com uma forma de avaliar a aceitação e até mesmo medir o investimento na produção de um álbum. 
Pois bem, como já havímos dito na postagem do lp, este era um grupo liderado pelo saxofonista Antonio Oliveira de Souza. Formado em 1961, exclusivamente com músicos negros e da melhor qualidade. O repertório era bem variado, indo do samba ao twist, cha cha cha, bolero e fox. Música para festa e para dançar. Certamente eles embalaram muitas festas, bailes e casas noturnas. Confiram…
 
liberdade demais
dang dang
pizzicati pizzicato
bongô no cha cha cha
 
 

Niva – Enquanto O Sono Não Vem (1964)

Aqui temos outro compacto, uma colaboração do amigo culto Rafael Molive. Trata-se da cantora paulista Niva Marques, artista que iniciou carreira no rádio nos anos 50. Ficou conhecida como “A Voz Romance de São Paulo” Seu estilo era focado no samba-canção, boleros e música romantica. Ela atuou nos anos 50 e 60 e gravou pouco. Ao que se sabe, apenas este compacto e dois discos de 78 rpm. Mesmo assim foi uma artista bem popular. Confiram aqui este o compacto duplo gravado em 1964, pelo selo Copacabana.
 
enquanto o sono não vem
por acaso
rancho do boemio
franqueza
 
 
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Pascoal Melillo E Seu Conjunto – Boite A Beira Mar (1959)

Para não perdermos tino, o tom e o toque, vamos trazendo aqui um lp bem ao estilo do nosso blog. Enviado já há algum tempo pelos amigos colaboradores, temos mais uma vez presente em nosso Toque Musical, o maestro, arranjador e compositor Paschoal Melillo, conhecido por ter sido um dos primeiros artistas paulsitas a tocar e gravar baião. Fez muito sucesso ao longo das décadas de 30 até os anos 60. Já tivemos a oportunidade de apresentá-lo aqui. E desta vez ele volta com seu conjunto em, “Boite A Beira-mar”, lp lançado em 1959 pelo selo Copacabana. Um disco onde temos uma seleção de músicas para a atmosfera de boate e salão. É um registro raro da era de ouro dos bailes de são e das casas noturnas daqueles tempos. Na contracapa há mais informações, mas vocês só vão conseguir ler baixando o arquivo completo no GTM.
 
samba na lua
innamorata
saudades de itararé
um dia voltarás
sílvia
indiozinho
paschoalypso
belezinha
amargor
ninguém é igual a você
bonitinho
 
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Luis Vagner (1977)

Seguindo em nossas postagens, temos para hoje o gaúcho Luis Vagner, o saudoso ‘guitarreiro’, artista que precisamos visitar mais vezes aqui no Toque Musical 🙂 Já postamos aqui um outro disco dele, quando ainda estava entre nós. Infelizmente, veio a falecer em 2021. Hoje, passados alguns anos, temos a oportunidade de trazer ele de volta. E é nessa que vamos agora com este compacto duplo de 1977, lançado pelo selo Copacabana.. Uma joinha, com certeza, trazendo justamente o seu grande sucesso, “Guitarreiro”.
 
guitarreiro
lá no partenon
tesourão
corcoveia
 
 
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Claudio Fontana (1967)

Dia de compacto… Aqui temos Claudio Fontana, cantor e compositor maranhense em seu primeiro disco, este compacto simples, lançado pelo selo Copacabana, em 1967. Fontana iniciou sua carreira no começo dos anos 60. Decolou como artista após mudar-se para o Rio de Janeiro, onde teve maiores oportunidades tanto como cantor quanto compositor. Talvez tenha sido mais compositor do que cantor, sendo responsável por clássicos populares como “Doce de Côco”, “Adeus Ingrata”, “O Homem de Nazaré” e outras… Nos anos 80 ele se reiventou, ao lado da esposa e os dois filhos formando o Grupo Chocolate que também fez muito sucesso. 
 
bip bip bip
vou lhe dar um grande amor
 
 
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Ronald Golias – Carnaval Copacabana 68 (1968)

Carnaval está aí… e a gente nem se preparou, focados apenas nos compactos. E como se não houvessem compactos de carnaval. Claro que tem e muitos… Mas realmente não nos preparamos para a folia. Porém, para que o momento não passe em branco, aqui temos um disquinho de carnaval do selo Copacabana, de 1968, trazendo o impágavel Ronald Golias em duas marchinhas, como cabia aos verdadeiros carnavais.
 
noite de amor
família trapo
 
 
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Raymundo José (1968)

Lembram do Ray Mond? Postamos há poucos dias atrás. Agora, olha ele aqui de novo. Passados dois anos do primeiro disquinho, em 68 ele volta, atendendo pelo nome artístico de Raymundo José. Mantendo o mesmo ‘charme’ e estilo romântico, ele vem pelo selo Copacabana trazendo…
 
quero você de qualquer jeito
saudades de você
 
 
 

Selmita (1966)

Mais um disquinho aqui que merece o nosso toque musical. Uma boa raridade e que por certo muita gente não lembrava e a maioria não conhece. Estamos falando de Selmita, uma cantora que surgiu no início dos anos 60 cantando versões de sucessos da música jovem daquela época, no caso, rock e baladas. É considerada uma cantora da pré-jovem guarda. Fez muitas aparições da na tv e rádio paulista. Gravou seu primeiro disco pelo selo Philips, uma bolacha de 78 rpm com as música “Eu vivo a cantar” e “Ok meu amor”.Em seguida vieram os compactos, de 45 e 33 rpm. Ao longo dos anos 60 gravou vários disquinhos, entre os quais, este de 1966, pela Copacabana, trazendo duas boas versões para “I’ll wait for you” e  “Why oh why” do grupo pop inglês Gerry & The Pacemakers.
 
fim do mundo
não vai brincar
 
 
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Ray Mond (1966) 

E na sequencia dos nossos toques musicais, vamos trazendo um outro artista que também veio de Minas, da nossa ‘Belzonte’, Raimundo José, cantor que iniciou em disco com o nome de Ray Mond, gavando este compacto simples, em 1966, pelo selo Copacabana. Ray Mond fez parte do movimento da Jovem Guarda e da música romântica popular. Atuou ao lado de grandes nomes, no rádio e na televisão. 
 
sem você
porque fugir?
 
 
 

Martinha (1972) 

E mais uma vez temos no Toque Musical a presença de Martinha, o “Queijinho de Minas”, como dizia o Roberto Carlos. Aqui, um compacto lançado em 1972, pelo selo Copacabana, no qual temos esta amostra da fase internacional da cantora e compositora mineira. Ao longo da década de 70 Matinha esteve envolvida em projetos e atuações internacionais que deram a ela novas oportunidades em vários países da América Latina, Estados Unidos e Europa. Este compacto duplo demonstra bem essa fase onde ela nos apresenta dosi sucessos internacionais e duas de suas composições. Muito interessante…
 
come le viole
so far away
minha vida
somos iguais
 
 
 

E aqui, o Silvio Santos para o Carnaval de 1972. Claro que o Silvio nunca foi cantor, mas um grande comunicador que atraia multidões. De certa forma, também um artista e diante de sua fama, seu nome vende até água. E oportunidade como essa, uma gravadora não poderia perder, principalmente se tratando da época de carnaval, onde o que vende é a música, marchinha ou samba, não importa quem esteja por trás (ou frente). Silvio já protagonizava outros lançamentos fonográficos semelhantes. Nós aqui no TM, inclusive, já postamos outro disquinho com ele. Confiram agora essa folia…
 
teteo
marcha do cachorro (a vez do osso)
 
 
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Moacyr Franco – A Sensação (1961)

“A Sensação” é o título deste compacto de 1961 do cantor e ator brasileiro Moacyr Franco, lançado pela gravadora Copacabana. É um registro importante da fase inicial da carreira do artista, consolidando-o como intéreprete e músico. As quatro canções que fazem parte deste compacto duplo são um marco na carreira de Moacyr e no cenário da música popular brasileira e da bossa nova.
 
que será de ti
pobre eliza
tudo de mim
alma de deus
 
 
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Benito Di Paula (1968)

E aqui temos mais uma vez, Benito Di Paula, um artista que dispensa maiores apresentações. Temos dele este compacto, lançado pela Copacabana, em 1968. Compacto simples com duas canções, mas que chama a atenção pela faixa de destaque: “Andança”. À primeira vista, passa a ideia de que seja a composição de Paulinho Tapajós, Edmundo Souto e Danilo Caymmi, música essa imortalizada por Beth Carvalho no Festival Internacional da Canção.Curiosamente, este disquinho e essa música foi lançado também em 1968. Seria uma feliz coincidência duas músicas com o mesmo nome e do mesmo ano? Ouvindo, a gente percebe que há mais coisas em comum entre as duas músicas…
 
andança
canção para o nosso amor
 
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Lana Bittencourt (1968)

Na onda dos compactos, temos hoje “a internacional”, ou ainda, a “diva passional”, a cantora Lana Bittencourt. Já tivemos o prazer de apresentá-la aqui no Toque Musical e agora voltamos trazendo este compacto lançado em 1968 pelo selo Copacabana. Dentro de uma versatilidade que a ajudou em sua carreira, interpretando de tudo, neste compacto ela nos apresenta dois temas românticos com arranjos bem no clima da época, notadamente, a Jovem Guarda, com aquele orgão ao estilo Lafayette. Foi um dos ultimos discos que ela gravou antes de dar uma pausa na carreira para cuidar de sua vida pessoal.
 
desforra
canão da lágrima
 
 
 

Conjunto 3D – Muito Na Onda (1967)

Mais um conjunto de mpb dos anos 60. Desta vez o Conjunto 3D. Tínhamos certa a ideia de que já havia sido postado, mas não. Assim, hoje, pode ser uma boa oportunidade para apresentarmos o “Muito na onda”, disco que traz uma formação para o 3D de Antonio Adolfo. Lançado em 1967 pela Copacabana, o trio dá lugar ao conjunto que vem acrescentado com a participação de Helinho, Eduardo Conde e Beth Carvalho, inciava seus vôos fonográficos. Neste conjunto, além de Gusmão e Nelsinho do 3D, Antonio Adolfo também chama para a festa dois dos maiores ritmistas da época, Rubnes Bassini e Jorginho Arena. O repertório, como podemos ver logo a baixo é um misto de sucessos nacionais e internacionais que estavam muito na onda, com certeza!
 
when the saints go marching in
un homme et une femme
é preciso cantar
patruíra samba
roda
i’ve got you under my skin
night and day
see you in september
noite dos mascarados
watermellon man
winchester cathedral
canto ou fuga
sonho de lugar
 
 
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Uccio Gaeta – Dedos Vertignosos (1960)

Mais uma vez aqui no nosso Toque Musical temos o italiano Uccio Gaeta. Um artista que descobriu o Brasil no final dos anos 50. Foi ator, cantor, compositor, musicista, autor e apresentador radicado no Brasil, atuando em todas essas frentes, música teatro, rádio, cinema e televisão. Gravou diversos discos, dos quais já postamos uns três. E agora trazemos “Dedos Vertiginosos”, lp lançado pelo selo Copacabana, em 1960. Album instrumental com repertório de sucessos variados, nacional e internacional. Uccio Gaeta vem acompanhado da orquestra de Antonio Sergi.
 
dedos vertigionosos
2ª valsa
toreador e andaluza
vôo do besouro
marcha turca
hora staccato
la violetera
sous les ciel de paris
dominó
an affair to remember
baião concertante
mayra
 
 
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Sivuca (1979) 

Sivuca sempre foi um dos queridos aqui no nosso Toque Musical e mais uma vez temos ele neste lp lançado pelo selo Copacabana, em 1978. Disco bacana com uma fusão de ritmos e elementos do forró contemporâneo, baião, samba e até jazz. Representa uma fase madura da produção artística do músico. Participam deste trabalho nomes de destaque, como Hermeto Pascoal, kátia de França e Glorinha Gadelha. Quase todas as músicas do disco são de co-autoria de Sivuca, exceto “Céu e mar”, clássico de Johnny Alf. Excelente trabalho que vale a pena ser conferido…
 
mãe africa
a história se repete
nosso encontro
fogo pagô
doce doce
les koies du matin
o dia em que el rey voltou à terra de santa cruz
joão e maria
barra vai quebrando
céu e mar
samburá de peixe miúdo
 
 
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Abel E Seu Conjunto – Jantar Dançante Nº2 (1959)

Na sequencia de nossas postagem, temos para hoje este excelente lp de Abel Ferreira e seu conjunto, lançado em 1959 pelo selo Copacabana. Este disco, conforme indica o título, é o númro 2, um segundo lançamento com o artista. Acopanhado por um conjunto com um time de músicos de primeiríssima, Abel Ferreira faz o “Jantar Dançante Nº2 ser dos mais apetitosos e agradáveis. O álbum reflete um repertório dançante, com estilo misto de samba, bolero, baião e músicas internacionais adaptadas. Muito bom, super recomendado 😉
 
lamento – chega de saudade
siete notas de amor – veneno
till – all the way
cabeça inchada – maringá
recado
samba do teleco teco
no tabuleiro da baiana
o apito no samba
copacabana
evocação
 
 
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Nova Geração Em Ritmo De Samba (1960)

Temos para hoje outro disco bacana, que não poderia passar batido, ou por outra, não poderia faltar no nosso Toque Musical. “Nova Geração em Ritmo de Samba” é um lp dirigido e produzido pelo grande Altamiro Carrilho, que aqui teve a audaciosa escolha de chamar um jovem de, então, 17 anos para ser o arranjador. Este rapaz era Eumir Deodato. Lançado em 1960 pelo selo Copacabana, o lp, como o próprio título indica é composto de sambas com toda aquela pegada de Bossa Nova. Ou seja, para a época, um disco moderno e para uma nova geração. O conjunto escalado pelo flautista era formado por ele próprio, Deodato, Durval Ferreira, Agobar de Paula, Fernando Costa e Alfredinho. E tem também os vocais por conta de Marilucia, Myrna Romani. Claudette Soares, Silvino Junior e Walmir Falcão. Vale a pena conferir…
 
guerra à bossa
cinderela em 3d
vestígios de saudade
a fábula que educa
ursinho dodói
tristeza de nós dois
eramos três
depois do carnaval
meu samba é assim
fuga
copacabana sem vocÊ
sambop
 
 
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Irany Pinto Ze Menezes Moacyr Silva E Sivuca – 4 Ases Em HIFI (1958)

“Quatro Ases em Hi-Fi” é o feliz encontro de quatro grandes instrumentistas, Irany Pinto, Zé Menezes, Moacyr Silva e Sivuca. Um lp que não foge à regra daquele tempo, ou seja, feito para dançar. Mas aqui, mais que prezar pela dança, o que temos é o prezar o artista, o músico. Então, reunir um time desses é dar a eles uma certa liberdade da escolha do que tocar e como tocar. São doze faixas onde cada um dos músicos se destaca na linha de frente. Um repertório misto de sucessos, com temas nacionais e internacionais. Um bom disco que vale a pena ouvir.
 
nel blu dipinto di blu
violão em samba
zitto-zitto-zitto
guerra sem paz
quero-te assim
dizzy fingers
choro na gafieira
nas alterosas
concerto d’autunno
o samba da cidade
nós quatro
in the blue
 
 
 
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Rildo Hora E Clube Dos 7 – Samba Made In Brazil (1966)

Mais uma vez marcando presença em nosso Toque Musical, o grande Rildo Hora em mais um disco raro e fora de série, gravado por ele nos anos 60. Um lp cheio de bossa e verdadeiramente tipo exportação. Não é atoa que tem como título “Samba Made In Brazil”. Delícia de ouvir…
 
batida diferente
ilusão atoa
hora’s blue
brazilian  bossa
amanhecendo
adorei milhões
esse nosso jeito
carnaval triste
um brasileiro nos states
menino joão
manhã no posto 6
um sonho para dois
 
 
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Noel Carlos (1970) 

 
 
Prenunciando o Carnaval, aqui vai outro compacto, que por sinal, já foi postado no Toque Musical juntamente com outros compactos, num lote só. Como já faz tempo e pode mesmo ter passado batido para muitos, vamos trazendo de volta, com reapresentação do nosso falecido amigo culto Samuel Machado Filho, o Samuca: Em seguida, mais carnaval, agora com Noel Carlos, apresentando um single Copacabana de 1970, para a folia de 71. Ele canta duas marchinhas que fez em parceria com João Roberto Kelly e Elzo Augusto, “Meu bem, sai da fossa (Tobogã)” e “Deixa pro ano que vem (Neném)”.
 
meu bem sai da fossa
deixa pro ano que vem

Lauro Paiva – Sucessos (1961)

E na sequência, temos o baiano, Lauro Paiva e seu conjunto. Já apresentamos aqui outros discos dele e desta vez temos este lp, lançado em 1961 pelo selo Copacabana. Um bom álbum, tanto pelo repertório recheado de sambas quanto pelo conjunto que o acompanha, músicos como Neco, Chuca Chuca, Manoel Araujo, Altamiro Carrilho e outros, fazem deste disco um dos melhores de Lauro Paiva.
 
what is this thing called love
palhaçada
poema do adeus
sonho e saudade
pra quê
eu e o samba
carina
perdão
beija-me depois
isso… coisa e tal
eu não sou marinheiro
meu amor foi embora
 
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Bossa Velha Sempre Nova (1963) 

“Bossa Velha Sempre Nova”, eis aqui uma boa sacada de gravadoras no tempo em que havia indústria fonográfica. No caso, trata-se de uma coletânea de gravadora, no caso, a Copacana. Justamente num momento da Bossa Nova, a gravadora lança este lp, uma coletânea de sucessos extraída de outros discos e diferentes artistas de seu ‘cast’. Uma ideia muito boa, com apresentação de Sérgio Porto: “Eis 12 dos maiores compositores brasileiros, 12 das melhores músicas brasileiras, interpretadas por alguns dos nosso maiores artistas, com Roberto Silva, Marisa, Jorge Veiga, Titulares do Ritmo e Gilberto Alves.”
Taí uma seleção inteligente, bem pensada e da melhor qualidade. 🙂
 
palpite infeliz – roberto silva
gosto que me enrosco – gilberto alves
leva meu samba – marisa
faustina – jorge veiga
se acaso você chegasse – roberto silva
minha cabrocha – gilberto alves
gavião cascudo – gilberto alves
falsa baiana – roberto silva
maria boa – titulares do ritmo
acertei no milhar – jorge veiga
pombo correio – gilberto alves
rancho fundo – roberto silva
 
 
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Paschoal Melillo – Dance Com Paschoal Melillo (1956)

Aqui temos Paschoal Melillo, instumentista (acordeon, piano e sax) que atuou dos anos 30 aos 60. Considerado o primeiro paulista a tocar baião. Tocou em cassinos e nas rádios. Gravou seus primeiros discos nos anos 50. Este lp de dez polegadas apresenta músicas lançadas na época também em discos de 78 rpm. Neste lp temos Paschoal Melillo esbanjando talento ao saxofone nas quatro primeiras faixas. No outro lado do disco temos o compositor e acordeonista. Quatro faixas autorais, desta vez com Melillo no acordeon. Disco que vale a pena ouvir…
 
esmagando rosas
tortura da saudade
céu cor de rosa
a voz do violão
cuco
carrilhão
ciganinha
gracioso
 
 
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Mario Augusto – Conflitos Emocionais (1961)

Iniciamos nosso textinho com uma pergunta: Vocês conhecem este moço? Este é Mário Augusto, um cantor e compositor que embora tenha gravado alguns discos é um completo desconhecido. Tentar encontrar informações sobre ele é mesmo um trabalho de detetive e toma tempo. As poucas informações sobre este artista só encontramos mesmo no Dicionário da MPB e quase nada além do que replicamos aqui. Mario Augusto foi um cantor popular, versátil em diferentes estilos musicais, o que pode ser comprovado neste lp lançado pela Copacabana, em 1961. Mário Augusto faz um estilo Agostinho dos Santos o que o torna bem agradável. Confiram…
 
conflitos emocionais
sempre no meu coração
porque
não vá embora
o amor de terezinha
gosto de você
julia
poema do adeus
tu e eu
viajando com meu amor
plantei o amor
não quero mais sofrer
 
 
 
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