Miltinho – Palhaçada (1962)

Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Depois do Carequinha, que tal mais uma palhaçada? E essa é da boa! Aqui um compacto também da antigas, de 45 rpm, lançado pela RGE em 1962, trazendo o anasalado Miltinho, um cantor, para mim, dos mais interessantes. Miltinho vem trazendo neste compacto duplo quatro sambas, o grande sucesso que também dá nome ao disco, “Palhaçada”, música de Haroldo Barbosa e Luis Reis. Tem ainda “Perdoa Coração”, “Poema do Adeus” e “Estrada do Amor”. Miltinho vem acompanhado da Orquestra RGE. Não deixem de conferir…
 
palhaçada
perdoa coração
poema do adeus
estrada do amor
 
 
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Miltinho (1974)

Bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Para não dizer que não gosto e que ninguém aqui também não gosta, vamos aqui com mais um disco desse intérprete genial, o grande Miltinho. Aqui temos ele novamente neste disco lançado em 1974, pela Odeon. Produção de Milton Miranda e direção musical do Maestro Gaya. Um disco dos mais agradáveis em sua fase nos anos 70, como sempre recheado de sambas e toda essa malemolência que só o Miltinho tinha, caracterizado também pela voz anasalada, sua marca registrada. Muito bom.. É só conferir no GTM…
 
namorada madrugada
retalhos de cetim
mulher
minhas lágrimas
ninguém é de ninguém
quero morrer de sambar
dois estranhos
reconciliação
nova esperança
louca
 
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Miltinho Sexteto Sideral – Novo Astro (1959)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Na semana passada, precisei dar uma ida até o centro da cidade, coisa que tenho evitado desde que começou a pandemia. Fui levar o filhote ao dentista e daí, enquanto esperava por ele, encontrei um sebo aberto e lá fui eu garimpar discos. Como o tempo era curto não deu para explorar todas as estantes de lp, mas fiquei super satisfeito quando achei um raríssimo compacto do Miltinho e o Sexteto Sideral. Me lembrei que tenho o lp e que por acaso nunca cheguei a postá-lo aqui no Toque Musical. Este disco é simplesmente maravilhoso e curiosamente, parece, até hoje não foi descoberto por colecionadores, ou mais exatamente por formadores de opinião, a ponto de chamarem a atenção para alguns exemplares que ainda se encontram a preço de banana nos Mercados Livres da vida. Olha a dica aí… Mas difícil mesmo é encontrar este lp em bom estado. Lá fora, os gringos não perdem tempo e pagam bem por uma joinha dessas e vão levando… O que faz este disco ser tão bacana, começa pelo seu artista, Milton Santos de Almeida, o nosso Miltinho, um intérprete singular, dono de uma voz anasalada e cheia de bossa. Um repertório fino e só de sambas (dos anos 50) e para completar, um time de músicos de primeiríssima, escalados pela gravadora Sideral para acompanhar nosso artista, um sexteto com o nome da gravadora, no qual trazia entre esses o violão de Baden Powell. Este é um disco refinado e ao que parece chegou a ser lançado internacionalmente, pois a etiqueta Sideral tinha também uma filial em Lima, no Peru. Miltinho por essas épocas já tinha fama pela América Latina. Imperdível!

ri

ideias erradas

teimoso

menina moça

ultimatum

triste fim

mulher de trinta

fechei a porta

você só você

fica comigo

volta

eu e o rio

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Miltinho – 24 Toque Musicais – É Samba! (2014)

Olá, amigos cultos e ocultos!, Hoje sou eu quem faz a apresentação. Não podia deixar de prestar aqui uma homenagem ao Milton Santos de Almeida, o inigualável Miltinho. Um cantor, para mim, sem igual. Uma voz anasalada e marcante, sucesso no bolero, no samba e outras bossas. Ele faleceu neste último domingo, 7 de setembro, aos 86 anos. Já apresentei por aqui vários dos seus inúmeros discos e com certeza iremos trazer outros tantos. Desta vez vamos com uma coletânea exclusiva criada pelo Toque Musical, reunindo 24 sambas. Uma seleção que só peca pela falta. 24, realmente pode ser pouco. Mas como eu já disse, outros dos seus discos ainda virão a ser postados. Hoje, foi só para dar um adeus.
venha devagar
mulata assanhada
emília
eu quero um samba
palhaçada
o amor e a rosa
desfolhando a margarida
mulher de trinta
a rita
rosa morena
doralice
é hoje! independência ou morte
bolinha de papel
samba maroto
murmúrio
sincopado triste
ideias erradas
vou te contar
samba do criolo
perdoa coração
zé da conceição
faço um lelele
mandei uma rosa
menina moça
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Miltinho – Quanto Mais Samba Melhor (1967)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Eu hoje estou apelando para um ‘disco de gaveta’. Mais uma vez estou chegando tarde em casa e daí, pronto para cair na cama. Deixo vocês em boa companhia. No embalo do samba, vamos com mais um disco do Miltinho. Neste, como o título já anuncia, “quanto mais samba, melhor”. Mantendo o ritmo da semana…

Confiram aí que eu agora vou é dormir. Zzzz…

manchete

lampião vadio

onde a terra começa

mais um triste carnaval

o lindo de você

viver

telefone no morro

chorar em colorido

bicho papão

aqui eu hei de morrer

samba do pingo d’agua

história de uma roseira triste

Miltinho – Miltinho E A Seresta (1970)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Embora não seja o disco de hoje um ‘álbum de gaveta’, ele acabou ficando por conta de uma espera de postagem que nunca chegou. Esqueci dele completamente e agora, procurando o que postar, eis que trombo com o dito cujo, hehehe…

Hoje, então, vamos com o Miltinho em um lp Odeon, lançado em 1970. O título, direto e simples, já diz tudo. Temos o nosso cantor interpretando em seresta doze clássicos da MPB. Na linha do mais tradicional, Miltinho vem acompanhado pelo Regional do Canhoto, o que dá ao trabalho um caráter ainda mais autêntico. Um belíssimo lp que não precisa de hora para se ouvir. Basta pedir… 😉

no rancho fundo

malandrinha

queixumes

três apitos

deusa da minha rua

se tu soubesses

última inspiração

foi ela

modinha

arranha céu

boneca

quem há de dizer

Miltinho – Compacto (1972)

Para não ficarmos apenas em um simples compacto, aqui vai mais um que também fala da Independência. Trago para vocês este compacto, gravado pelo Miltinho em 72. Nele encontramos a “Marcha do Sesquicentenário da Indepêndencia, composição de Miguel Gustavo que se tornou bastante conhecida. Do outro lado temos o samba, “Crioulo branco”. Eu suponho que essas duas músicas só saíram mesmo no compacto. Por isso é que a gente deve estar sempre atento aos disquinhos de 7 polegadas, as vezes o que sai neles, não aparece nos álbuns.
Ainda tenho mais um compacto raro para o dia de hoje, vamos ver se rola…

crioulo branco
marcha do sesquicentenário da independência

Coletânea Do Lindenor – Hipopótamo Zeno (2007)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos. Infelizmente, para alguns ocultos (metidos a cultos), o dia vai ser babando e roncando na cama (e sozinho), recompensando a noite amarga que passaram como raposas desprezando as uvas. É foda, a inveja é mesmo uma merda! Por certo, não há desculpas para erros, pelo menos para aqueles que conseguem ver uma espinha no rosto na Gisele Bundchen. Depois que inventaram um corretor automático de textos, tem nêgo aí se achando… Eu, não tenho nem como negar, sou um analfabeto buscando aprender a escrever. Mas nessa ‘escolinha’, que mais parece a do professor Raimundo Canabrava (digo, Canavieira), o que tem de aluno ‘colando’ os meus exercícios, não é pouco. Outros, invejando o meu progresso, vão jogando pedras. Mas fazem isso de maneira covarde, ocultos em seus anonimatos. Fazem críticas dessa natureza porque não sabem nada além da espinha na Gisele Bundchen. Mesmo sendo ‘crititica’, não deixam de estar me prestando um favor. Vão aí apontando os meus erros, que eu de cá irei corrigindo. No final, quem fica mesmo ‘bem na fita’ sou eu 😉
Mas, mudando de pau para cacete (ou vice versa), eu quero mesmo é chocolate! Levanto, sacudo a poeira e dou a volta por cima…
Hoje, nosso encontro é com as coletâneas e convidados. Como eu já havia informado anteriormente, os sábados por aqui (até segunda ordem) passaram a ser dedicados às coletâneas, minhas e dos meus convidados. Estou, aos poucos, convidando os parceiros de blogs musicais para nos brindarem com suas seleções. Acho essa ideia bem legal, pois abre um diálogo maior com os colegas, uma forma de interação do grupo e compartilhamento das nossas afinidades. Se você, amigo blogueiro, ainda não recebeu o meu convite, aguarde… eu chego já 😉
Estou trazendo para vocês uma seleção musical feita pelo amigo DJ Mandacarú, do site Hipopótamo Zeno. Ao convidá-lo, por sorte, de imediato ele já tinha uma coletânea prontinha, que fez em homenagem ao seu   falecido pai. Ele até já a havia postado no HZ e fez muito sucesso. Pelas circunstâncias e mais ainda pelo repertório, bem ao gosto do Toque Musical, eu não tive a menor dúvida. Tomei a liberdade de criar essa capinha, usando o nome do Seu Lindenor. É esta mesma a postagem do dia. Reproduzo a baixo a lista das músicas relacionadas conforme a maneira bem original feita pelo nosso amigo. 
1 – Coqueiro Velho, mega sucesso de Orlando Silva em 1940.
2 – Camisola do Dia, ouvida em primeira mão uns seis meses antes de ser gravada, com o próprio Nelson Gonçalves no Clube Recreativo Iguatuense.
3 – Aqueles Olhos Verdes, boleraço com o Trio Irakitan.
4 – You’ll Never Know, com o invejadíssimo Dick Haymes – pela voz e por ter sido marido da Rita Hayworth.
5 – September Song e 6 – Days of Wine and Roses, com o preferido acima de todos Frank Sinatra.
7 – Basin Street Blues, com a preferida acima de todas Ella Fitzgerald.
8 – Canção da Mulher Amada, do único disco do rádio-ator Roberto Faissal, acompanhado pelo Evaldo Gouveia.
9 – Eu e o Rio, com o Miltinho acompanhado apenas pelo violão do Baden Powell.
10 – Canção de Amor, da paixão da vida toda, Elizeth Cardoso.
11 – Go Down Moses, com o Louis Armstrong largando o hot jazz e caindo de cabeça em hinos religiosos.
12 – Devagar Com a Louça, com Os Cariocas, dando roupa nova aos sambas da antiga.
13 – Desafinado, com o Tamba Trio entortando mais ainda a bossa nova.
14 – Saudade do Brazil, pela beleza atemporal da música de Tom Jobim.


Miltinho – Miltiño – Dulce Veneno (1964)

Buenos dias! Estamos de volta à salada mista, numa semana bem variada para agradar à gregos e troianos. A semana passada foi ‘o fino’, com uma pequena amostra da erudição brasileira. Para aqueles que gostaram (e para os que não gostaram também), em breve teremos mais. Talvez ainda nesta semana de ‘drops sortidos’ entre mais algumas dessas raridades.
E por falar em raridade, coisa que pouco se vê aqui no Toque Musical (he, he he…), hoje teremos o tão prometido Miltinho cantando em espanhol. “Dulce Veneno” foi um álbum lançado na Venezuela em sua fase latino-americana. Ele gravou chegou a gravar uns dez discos de músicas brasileiras em espanhol, sendo lançados em vários países da América Latina. Até hoje ele ainda é muito lembrado e querido por esse público. Recentemente me enviaram um cd onde estão reunidos alguns de seus melhores momentos em ‘castellano’. Se “Dulce Veneno” for do agrado, postarei o cd também, é só pedir. Pessoalmente, eu prefiro o Miltinho no samba, mas esses já foram bem explorados, tanto aqui como em outros blogs. Vamos a escuchar? 🙂

dulce veneno
lastima me das
por qu no te quedas
delirio
estoy solo
del mismo barrio
el divorcio
otra copa
por que no te vas
quien yo quiero no me quiere
confidencia
todo de mi

Miltinho – Samba Em Tu (1971)

Puxa vida! Não é que eu acabei esquecendo de publicar a postagem de ontem? Que vacilão! Somente hoje foi que eu percebi a falha. Mas com certeza, continuo em dia com vocês, né não? 🙂
Para compensar o atraso, hoje eu estou postando mais um disco do Miltinho. Sei que temos aqui muitos apreciadores do cantor (inclusive eu). Portanto, espero que seja um bom toque musical para nossa quinta-feira.
“Samba em tu” foi um relançamento pela RCA Victor, em 1971, de um álbum gravado dez anos antes, o sem título, apenas com o nome Miltinho. Este foi o único lp gravado pelo artista na RCA. A gravadora aproveitando-se do bom momento do cantor, não deixou por menos, relançou o disco com uma nova capa e com o título homônimo à uma das faixas. Não precisa dizer que se trata de mais um trabalho nota dez do grande Miltinho. Confiram…
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murmúrio
eu quero um samba
se foi passado
a dor de uma saudade
samba em tu
sincopado triste
volta
se você disser sim
vou te contar
o amor e a rosa
rosa morena
teleco-teco n.2

Festival Do Rio – As Dez Mais Lindas Canções De Amor (1960)

Olá a todos! Minha postagem de hoje é uma homenagem à cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Festejando seus 444 anos, a Cidade Maravilhosa continua linda e a cada dia mais jovem. Parabenizo a cidade e a todos os seus felizardos habitantes! Salve o Rio!
A primeira vez que fui ao Rio levei um ‘tapa’ de deslumbramento. Fiquei encantado com sua geografia, suas praias, arquitetura e todo esse jeito malandro (no melhor dos bons sentidos) do carioca. O Rio é demais. Não fosse hoje o grau da violência uma coisa tão visível, era lá uma das cidades que eu gostaria de viver. Salve o Rio!
Para comemorar, temos aqui o “Festival do Rio”, álbum lançado pelo selo Copacabana em1960. Nele encontramos, conforme o subtítulo, “As dez mais lindas canções de amor”. São composições românticas de autores consagrados como Lamartine Babo, Ary Barroso, Dolores Duran e outros. Para este repertório foram convocados dez intérpretes, cantores não apenas da Copacabana, mas também da Continental, RGE e Sideral. As orquestrações e regência ficam a cargo dos maestros Pachequinho e Guaraná, além do côro de Joab Teixeira e participação da Orquestra Copacabana.

poema do adeus – miltinho
ternura antiga – luciene franco
será tarde – ernani filho
procura sonhar comigo esta noite – carlos josé
eu não tenho para onde ir – agnaldo rayol
ressurreição dos velhos carnavais – roberto silva
seu amor, você – lenita bruno
canção em tom maior – ted moreno
afinal, chegaste – zezé gonzaga
o céu virá depois – jorge goulart

Ataulfo Alves – Nova História da Música Popular Brasileira (1978)

Olá a todos! Vamos aos poucos voltando à normalidade, pois como diz o outro, o ano só começa depois do Carnaval. Acho que é talvez por isso que o ano nunca começa direito, pois continuamos contaminados pela folia. Nossa música nos faz lembra disso o tempo todo. Principalmente o samba e as marchinhas que viraram sinônimo de Carnaval.
Logo no inicio do ano comecei a postar os álbuns da coleção Nova Historia da MPB. Porém, diante à tantos fatos recentes e uma tremenda ‘falação’, achei por bem dar uma ‘manerada’. Vamos a partir de agora espaçar ainda mais os intervalos entre um volume e outro. Para aqueles que quiserem eu poderei enviar por e-mail links temporários dos álbuns, na medida em que eu os for digitalizando. Para isso, basta que a pessoa envie um e-mail fazendo a solicitação. Criarei uma listagem exclusiva somente para este caso, em especial.
Temos então, mais um volume (na ordem alfabética) da coleção. Desta vez com o grande (literalmente) Ataulfo Alves. Figurinha já bastante apresentada no Toque Musical, volta agora em oito faixas interpretadas por outros grandes nomes da MPB e muita história pra contar. Aproveitem…

mulata assanhada – miltinho
errei, erramos – orlando silva
a você – carlos galhardo
atire a primeira pedra – orlando silva
ai, que saudade da amélia – ataulfo e academia do samba
saudade dela – silvio caldas
lenço branco – ataulfo alves
meus tempos de criança – ataulfo jr.

Miguel Gustavo – MPM Propaganda (1972)

Olá a todos! Ontem, devido a minha falta de planejamento e também de tempo, acabei por não fazer a postagem do dia. Enganei vocês trazendo apenas mais um volume da coleção Nova História da MPB. Infelizmente, não tive mesmo condições. Mas retomo agora às curiosidades e raridades fonográficas como eu havia prometido. Há muito que eu venho querendo postar essas coisas aqui e acho que é chegado um bom momento.
Hoje temos um disco brinde de natal, criado para a agência MPM Propaganda em 1972, no intuito de presentear aos seus clientes e também homenagear um dos maiores criadores de jingles (música de propaganda), o compositor Miguel Gustavo, falecido naquele ano. No lp encontramos algumas de suas mais conhecidas composições, tanto para o mundo da propaganda como no musical artístico. Suas criações são aqui interpretadas por nomes de peso da música brasileira. Apenas a faixa “A Estrada” não é criação de Miguel. Esta foi feita em sua homenagem. Uma seleção bacana, como muita coisa inédita e rara.
Miguel Gustavo foi um compositor, como ele mesmo se intitulava, primário. Ele não entendia de música e suas composições eram fruto apenas de sua sensibilidade natural. Por certo que a prática acaba levando a perfeição e Miguel foi muito além.
Incluo a baixo (por pura preguiça) um texto de Fábio Dias, extraído do site Clube do Jingle, apresentando este ilustre desconhecido e seus famosos feitos musicais:
Miguel Gustavo Werneck de Souza Martins, compositor, jornalista, poeta e radialista nasceu no Rio de Janeiro em 24. de março de 1922 e faleceu em 22 de janeiro de 1972 aos 50 anos de idade. Ele era um cronista musical. Retratava em suas músicas o que de mais importante estava acontecendo nos meios sociais da época. Começou como discotecário da Rádio Vera Cruz em 1941. Mais tarde passou a escrever programas de rádio.
Em 1950 começou a compor jingles tendo se notabilizado nesta atividade com vários jingles de grande repercussão podendo ser destacado o que foi composto para as Casas da Banha com aproveitamento da melodia de Jesus, alegria dos homens de Johann Sebastian Bach. Sua primeira música gravada foi Primeiro amor, interpretada por Luiz de Carvalho, Os Tocantins e Dilu Mello em gravação Continental lançada em julho/agosto de 1946.
Em 23 de setembro de 1947, Ataulfo Alves gravou na Victor o samba O que é que eu vou dizer em casa, de sua autoria e Miguel Gustavo. Foi seu primeiro sucesso musical.
Em 1953 voltou a fazer sucesso com É sempre o papai, um baião de sua autoria que Zezé Gonzaga gravou na Sinter.
Mais tarde veio o ciclo dos sambas de breque com Moreira da Silva: O conto do pintor, O rei do gatilho, O último dos Moicanos, O sequestro de Ringo, O rei do cangaço e Morengueira contra 007.
Em 1963 compôs um jingle para o Leite Glória que até hoje é lembrado por muita gente pela forma moderna e criativa que a letra falava sobre as características do produto.
A música A dança da boneca, gravada pelo Chacrinha para o carnaval de 67 foi, depois, transformada no prefixo do Programa do Chacrinha com ligeiras modificações na letra e se popularizou pelo Brasil inteiro.
Para a Copa do Mundo de 1970, no México, ele criou o extraordinário Pra Frente Brasil ao participar de um concurso organizado pelos patrocinadores das transmissões dos jogos. O sucesso foi tanto que no carnaval do ano seguinte a música figurou entre as mais cantadas e até hoje é lembrada com carinho pela torcida brasileira.
Umas das principais características dos jingles de Miguel Gustavo eram as introduções marcantes que muitas vezes se tornavam um prefixo do próprio jingle e podiam ser consideradas melodias independentes dentro da peça, de tão bem estruturadas e fortes.
*Fábio Dias com dados fornecidos pela collectors.com.br

casas da banha – moinho de ouro – radamés gnattali
e daí? e daí? – alaide costa
morengueira contra 007 – moreira da silva
brasil eu adoro você – hino do sesquicentenário – angela maria
per omnia secula seculorum – josé tobias
café soçaite – jorge veiga
tatuzinho – leite gloria – erlon chaves
calma coração – miltinho
canção inútil da paz – severino filho
prá frente brasil – fala manuel gustavo
partido baixo do partido alto
a estrada – luis reis

Miltinho – As Mulheres De Miltinho (1968)

Olás! Como vocês devem ter percebido, eu retirei o ‘autoplay’ da música de fundo do blog. Ou seja, as músicas que selecionei continuam lá, mas agora fica por conta do freguês. Se estiverem afim de ouvir, basta clicar lá na fita cassete, ok?
Com este álbum eu anuncio a semana das mulheres. Acho que não tenho dado a devida atenção às nossas cantoras. Vou selecionar algumas inéditas e amanhã elas começarão a chegar.
Hoje o dia é do Miltinho cantando para nós alguns dos mais conhecidos sambas e cujos títulos são nomes próprios femininos. Um disco bem bacana, dedicado às mulheres, com direção musical de Lyrio Panicali e regência do maestro Nelsinho (dos Santos). É sempre muito agradável ouvir a voz nasalada deste grande cantor. Se você ainda não ouviu esse álbum por aí, vem e toque aqui… 😉 Mas não deixe de passar pelo Comentários. É lá que mora o toque…

rosalina – faceira – maria boa
a rita
botões de laranjeira
helena, helena
emilia
eu não posso ver mulher – ora vejam só – odete
doralice
bolinha de papel
madalena
izaura

Miltinho – Poema do Fim (1965)

Boas! Hoje o sábado esteve animado durante todo o dia aqui pelos meus lados. Participei de uma feira de discos que muito proveitosa. Troquei, comprei e vendi muitos discos. É nessa hora que a gente vê quanta coisa a industria fonográfica já produziu e por conseqüência disso mesmo, outras tantas que já foram esquecidas. Que bom que estamos aqui para lembrar…
Vamos lembrar de Miltinho em seu último lp pela RGE, “Poema do fim” (título bem sugestivo), lançado em 1965. Este é outro disco dele que a gente não vê mais por aí. O álbum chegou a ser relançado em 69, pela RGE Fermata, com o selo Premiere, mas depois disso nunca mais. Vale a pena conferir, pois existem músicas que se não for por aqui, nunca mais serão ouvidas.

poema do fim
canção ao meu amor dormindo
indiferença
sorrisos
canção da paz
coitadinho de mim
mandei uma rosa
venha devagar
pingos nos ii
eu não sabia
madrugada fria
johnny não é joão

Miltinho – Ao Vivo! (1965)

Bom, como ninguém comentou nada sobre as últimas postagens, acredito que não tenha despertado tanto interesse assim. Dessa forma, vamos então mudando o nosso ‘spot’ para um outro ponto. Que tal ouvirmos um disco do Miltinho?
Milton Santos de Almeida participou de alguns dos grupos vocais mais populares das décadas de 40 e 50 como os Namorados da Lua, Anjos do Inferno, Quatro Ases e Um Coringa, entre outros. No início da década de 60 partiu para carreira solo, gravando de lá prá cá mais de cem discos.
O disco que trago para você hoje é um registro ao vivo onde ele, acompanhado por músicos como Raul Mascarenhas e Rildo Horta, canta alguns de seus maiores sucessos. Este álbum chegou a ser relançado alguns anos depois com uma outra capa e já foi até postado em outros blogs. Como só me dei conta disso agora, vamos com este mesmo.

implorar
palpite infeliz
leva meu samba
eu não tenho onde morar
nossos momentos
la barca
sabor a mi
eu chorarei amanhã
opinião
vou andar por aí
meu nome é ninguém
devaneio
confidência
agora é cinza
despedida de mangueira
formosa
boneca de pano
fita amarela
cinco letras que choram
aos pés da cruz
helena, helena, helena
verdade da vida
folha morta
nem eu
das rosas
estátua de estácio de sá
rancho do rio
mulher de trinta
recado
menina moça
ri
noite chuvosa
all the way