Paolo Mazzaroma – Amorosamente (1958)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Iniciamos o mês de abril trazendo mais uma vez o maestro e violinista italiano Paolo Mazzaroma, aqui também chamado de Paulo Mazzaroma. Ele atuou no Brasil nos anos 50 e 60. Era amigo de infância de outro maestro famoso, o Simonetti, que também teve uma temporada aqui no país. Disco bacana, com um repertório misto, romântico e orquestral. Confiram no GTM…
 
amorosamente
an affair to remember
abismo
insonia
eu sem você
se você voltar
fascination
fracassos de amor
tema da meia noite
felicidade infeliz
viver sem você
relembrando
 
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Maysa – Convite Para Ouvir Maysa (1956)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Nosso Grupo do Toque Musical, o GTM, onde são colocados os links referentes as postagens feitas aqui, hoje tem uma filiação de quase 5 mil associados. É um número grande de pessoas que tem acesso ao nosso conteúdo. Infelizmente, há aqueles associados que ainda teimam em mexer nas configurações do grupo, no sentido de receberem diretamente em seus e-mails os links, coisa que não aprovamos. Nossa regra é bem simples, o associado precisa ir ao GTM buscar o link. Quando acontece alguma modificação nessa configuração, o associado é sumariamente banido e não pode voltar ao grupo com aquele endereço de e-mail. Toda semana o GTM passa por uma varredura, exatamente para limpar, eliminar qualquer configuração fora de seu padrão. Daí, fica de novo a orientação: NÃO ALTERE NADA NO SEU PERFIL NO GTM PARA NÃO SER BANIDO!
Como vemos, hoje o nosso encontro é com a cantora Maysa. Este é mais um disco dela que não poderia faltar aqui no nosso espaço. Este foi o primeiro disco gravado por ela, quando ainda nem era uma cantora profissional. No texto da contracapa vocês poderão ler como tudo começou, como do acaso surgiu essa grande cantora e compositora. Um disco, por certo, já conhecido por muitos, mas que aqui também encontra seu lugar. Confiram o áudio no GTM…
 
marcada
não vou querer
agonia
quando vem a saudade
tarde triste
resposta
rindo de mim
adeus
 
 
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Jards Macalé – Só Morto (Burning Night) (1970)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Nada como ser independente, não estar atrelado a regras e poder seguir livremente fazendo as coisas do jeito que a gente quer. Me refiro, por certo, ao próprio blog Toque Musical, esse ‘arremedo informativo fonomusical’ que está na ativa já há quase quinze anos. Sabemos o quanto somos menosprezados pela turma dos expertise da música, gente graduada que escreve em jornais e revistas, publicam livros e coisa e tal, mas torcem o nariz para o nosso blog. Eu até entendo, principalmente por conta de uma certa vaidade e orgulho, ter seu nome associado ao TM pode  por em descrédito o profissionalismo. E isso se dá pelo fato de não termos normas, por ser um blog que compartilha no assunto da música o fundamental, a própria música. Ainda hoje somos associados a pirataria, como se tivéssemos mesmo interessados em fazer dinheiro. Estamos há 15 anos por aqui e ao contrário do que possa parecer, nunca ganhamos nada além da satisfação de apresentar diariamente uma produção fonográfica, coisa que, modéstia a parte nós, os blogs musicais, ajudamos a resgatar. Sinceramente, acho mesmo até bom que não tenhamos nos vinculado a parceiros robustos. Por certo, numa dessas já teríamos fechado as portas, como fizeram tantos outros blogs, seja pela pretensão ou pela falta mesmo de estímulos (melhor um incompetente animado do que um competente limitado). É ótimo trabalhar assim, sem amarras, sem uma ordem que nos imponha limite. É bom contar com parceiros que se unem ao TM apenas pelo prazer em cooperar. E se ainda estamos no jogo, isso se deve ao fato de somos exatamente isso o que queremos ser, um blog de caráter pessoal, que posta e compartilha em seu grupo privado, o GTM, o conteúdo de suas publicações. Alguns, por certo, irão questionar o fato de pedirmos doação, coisa que fazemos somente e mediante a solicitação para postagens antigas cujo os links já tenham caducado. Consideramos isso como uma contrapartida, um valor simbólico que nos ajuda a manter a hospedagem da versão WordPress e sua manutenção, nada a mais. Nosso ganho é apenas o prazer de fazermos novas amizades e nesse sentido, temos os melhores amigos cultos e ocultos do mundo, que são vocês…
Mas, deixemos esse assunto para um próximo momento, vamos dando sequencia às nossas postagens que hoje está trazendo o genial Jards Macalé. Já o apresentamos aqui em outros trabalhos, mas como estamos na onda dos discos de sete polegadas, vamos aproveitar a oportunidade para postarmos dele este disquinho que foi seu filho primogênito, um compacto duplo lançado pela RGE, em 1970. “Só morto (burning night)” foi um trabalho produzido pelo próprio Macalé e por Carlos Eduardo Machado, contou com a participação de um time de primeira linha, como se pode ver na ficha da contracapa. Trazia o grupo de rock carioca Soma, Zé Rodrix no piano e orgão e Naná Vasconcelos na percussão. As quatro músicas que compõe o compacto são todas de Macalé em parcerias, sendo uma com Capinan e as outras três com Duda (Carlos Eduardo Machado). Nas quatro faixas Macalé é o responsável pelos arranjos e é quem toca o violão. Neste primeiro disco temos, por exemplo, a música “Sem essa”, que voltaria a ser regravada por ele em seu disco de 1977. Embora seja uma joinha, o disquinho tem uma qualidade de som que ficou a desejar e foi nesse desejo que décadas depois ele mereceu uma segunda edição, feita com maestria pela Discobertas, transformando aquele compacto duplo em um lp/cd e no qual trazia mais dez faixas bônus que são gravações também antigas, feitas ao vivo. Esta versão vocês ainda encontram com facilidade para comprar. Já o compacto original, esse já virou artigo de especulação no Mercado Livre e Discogs. Confiram no GTM…
 
soluços
o crime
só morto (burning night)
sem essa
 
 
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Dick Farney E Sua Orquestra – Compacto (1963)

Boa hora a todos, amigos cultos e ocultos! Um artista que sempre gostamos de ver (e ouvir) no Toque Musical é o Dick Farney. E aqui está ele novamente, marcando presença com sua orquestra, neste disquinho de 7 polegadas, lançado em 1963 pelo selo RGE. Como podemos ver logo na contracapa, aqui temos uma seleção de ouro para este compacto duplo, com quatro sambas clássicos, a ver e ouvir com prazer…
 
ser ou não ser
ninguém na rua
teresa da praia
meditação
 
 
 
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Carinhoso – Temas Musicais Da Novela (1973)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Definitivamente, eu não estou conseguindo manter nossas postagens diárias, mas também não quero deixá-las espaçadas, considerando apenas os dias em que realmente faço as publicações. Por isso elas seguem, embora com atrasos, sempre na sequencia dos dias.
Hoje tenho para vocês este disquinho lançado pela RGE/Fermata, em 1973. Nele temos quatro temas que fizeram parte da novela “Carinhoso”, da Rede Globo. Nesta época, embora a Globo já tivesse seu editorial para trilhas e o selo Som Livre, era muito comum se pegar carona no sucesso deles e aqui temos um bom exemplo disso. A RGE. aproveitando desse sucesso, produziu um disco com temas musicais da novela, no caso, versões geradas certamente por músicos de estúdio da gravadora que aqui aparecem como grupos: Thad Sunshine, Nuvens e Clouds. A direção artística é de Toninho Paladinho e os arranjos e solos de sintetizador é do mestre Renato Mendes, que dá uma outra roupagem as músicas. Disquinho curioso, que vale a pena conhecer. Confiram no GTM…
 
music and me
carinhoso
amar sofrer e sonhar
manhattan
 
 
 
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Toquinho E Vinícius (1972)

Boa noite, caros amigos cultos e ocultos! Aqui para vocês, um compacto de uma dupla inesquecível, não é nada de raro, no sentido de restrito, mas é raro sim na qualidade. Este sete polegadas lançado em 1972pela RGE, é uma amostra do álbum “São demais os perigos desta vida”, terceiro disco da dupla. Neste disquinho temos dois sucessos…
 
regra de três
valsa para uma menininha
 
 
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Denise Emmer – Canto Lunar (1982)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Não é de hoje que eu venho querendo postar aqui algum disco dessa maravilhosa artista chamada Denise Emmer. Acho que até então não o fiz por conta de seus discos já estarem bem divulgados em blogs. Parece que essa moçada mais nova andou descobrindo o talento desta grande artista e seus discos. Hoje, seus lps sumiram da praça, os poucos que encontramos são ditados pelo famigerado Mercado Livre, onde o que vale é a especulação. E depois que se atinge uma cifra por lá, torna-se objeto de desejo de compulsivos e vaidosos colecionadores. Porém, contudo, está aqui uma obra e uma artista que merecem mesmo grande atenção e interesse. Denise Emmer, para quem não sabe, é uma artista de alto nível. Cantora, compositora, poetisa, escritora, violonista e violoncelista. E não por acaso, é filha de dois grandes escritores, Janete Clair e Dias Gomes. Denise começou cedo na vida artística, fazendo suas composições quando ainda era criança. Também estudou piano clássico e se formou em Física. Como violoncelista, faz parte da Orquestra Rio Camerata e do Quarteto de Cordas Legatto. Como escritora tem uma dezena de livros, poesias e contos. Sempre muito atuante, uma escritora também premiada. No campo da música popular tem também vários discos gravados, sendo este “Canto Lunar” seu terceiro lp, lançado pela RGE, em 1982. Eu queria ter postado incialmente aqui o primeiro disco, o “Pelos Caminhos da América”, de 81, mas o meu lp está com a capa bem judiada, meu amigo Fáres até me mandou as capas novas, mas procurando aqui não encontrei. Daí, achei melhor ficarmos com o “Canto Lunar” que também é tão lindo quanto o primeiro. Denise Emmer faz um tipo de música rara, ou seja, de qualidades excepcionais, pois tem poesia, um sentimento que muitos artistas compositores não possuem, além de um refinado gosto musical. Sua música tem influências latino-americanas, somado a uma sonoridade, também, que nos lembra a música medieval. Diversos artistas já gravaram suas músicas. “Canto Lunar” é como os demais discos que ela gravou, impecável! Disco para se ter na coleção, músicas para se ter no coração. Não deixem de conferir…
 
canto lunar
luzes da cidade
voa coração
moça de la mancha
grande amor
o amor é leve
o sol
canção de acender a noite
estrela no mar, peixe no céu
cama na calçada
 
 
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Jogral 70 – Ao Vivo (1970)

Olá, amigos cultos e ocultos! Como já informei, os links para download no GTM agora são apenas pelo Depositfiles. Infelizmente, pelo Mediafire já não temos mais espaço. Pensei em renovar nossa conta, mas o que temos recebido de doaçõe$ não paga a manutenção. Além do mais, poucos são aqueles amigos que se comprometem verdadeiramente a nos ajudar. A maioria nos dá o cano na hora da contrapartida, essa é a verdade. Mas, faz parte…
Hoje eu tenho para vocês este lp que é dos mais interessantes, “Jogral 70, Gravado ao Vivo”. Um disco que procura registrar um pouco a atmosfera musical deste lendário bar paulista, criado pelo compositor Luiz Carlos Paraná em 1965. Ficou muito famoso por conta de seus shows e de ilustres figuras da mpb que por lá passavam. Pode-se dizer que foi lá que nasceu a ideia da  gravadora Marcus Pereira e inclusive, o primeiro disco produzido teve o selo Jogral. Já postamos ele aqui, se não me engano… Mas, enfim, Jogral 70 é um registro feito ao vivo no qual temos as apresentações de artistas da casa, como Adauto Santos, Ana Maria Brandão, Geraldo Cunha, Osinette Marinho, Fritz e Pedro Miguel. Vale a pena conferir essa festa 😉
 
pede passagem
josé
tanto faz tanto fez
o mandachuva
labareda
laço de fogo
coqueiro alto
irene
só pra dois
sei lá, mangueira
nosso amor é bem melhor
perfil de são paulo
domingas
pressentimento
não me diga adeus
vida da minha vida
falta de mim
quem samba fica
 
 
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Maysa (1957)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Hoje o nosso encontro é com a cantora e compositora Maysa, um nome que por aqui dispensa maiores apresentações, visto que já postamos dela vários outros discos. Porém, Maysa é uma artista que a gente sempre gosta de revisitar, de ouvir e aqui temos dela o segundo lp, ainda de dez polegadas, lançado pelo selo RGE, em 1957. Um disco clássico, sem dúvida, trazendo oito canções que marcaram, com destaque para “Se todos fossem iguais a você”, de Tom e Vinícius e “Ouça”, música de sua autoria e um de seus maiores sucessos. Confiram no GTM…
 
se todos fossem iguais a você
ouça
escuta noel
to the end of the earth
o que
franquesa
segredo
un jour tu verras
 
 
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Laila Curi – Mil E Uma Noites (1959)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Saindo um pouco dos ritmos latinos, mas ainda mantendo a linha do 10-12 polegadas, hoje eu quero mostrar a vocês este curioso lp lançado no final dos anos 50 pela RGE, trazendo a cantora Laila Curi. Já tivemos a oportunidade de apresentar aqui um outro disco dela, na verdade, o seu primeiro lp pela RGE. Esta cantora, de origem libanesa, surgiu em São Paulo nos anos 50, fez parte do ‘cast’ da RGE em sua fase de ouro. Gravou inicialmente dois discos de 78 rpm com temas folclóricos nacionais e também árabes. Laila foi vista e ouvida também no rádio e televisão, principalmente na capital paulista. 
Aqui, temos o seu segundo disco, um lp voltado para a comunidade árabe aqui no Brasil. Todas as músicas são de origem e também cantadas em árabe. Conforme podemos ver na foto de contracapa, Laila Curi vem acompanhada pelo maestro Rubens Perez (o Pocho) e a orquestra da RGE. Um disco bem curioso e que cabe aqui no nosso Toque Musical como uma luva. Afinal, o que mais gostamos é de ouvir música com outros olhos, não é mesmo? Então, vamos conferir no GTM…
 
canção dos meus vinhedos
soraya
amor de laura
carícia de amor
minha terra
ya hala ya hala
moça bonita
minha mãe
meditação
visita
olhar fascinante
ya habibe
 
 
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Orquestra E Coro Dos Jardineiros Românticos – Rancho Das Flores (1961)

Bom dia, meus amigos cultos e ocultos! Temos hoje aqui um disco que vai soar muito bem para este nosso sábado (e também em qualquer dia ou qualquer hora, com certeza). “Rancho das Flores”, com o côro dos “Jardineiros Românticos” e orquestra, sob a regência e arranjos do maestro Antônio Arruda. Aqui temos, como o próprio título anuncia, um estilo e um gênero musical que ficou conhecido como ‘marcha rancho”. Conforme define bem, o compositor Juracy Rago, no texto de contracapa deste lp, a macha-rancho é um subgênero da marcha. Está entre a marchinha brejeira e a militar, tendo um lugar certo e definido no cancioneiro popular. Neste lp encontramos um repertório dos mais interessantes, com músicas clássicas do nosso repertório popular, que se encaixaram com perfeição ao proposto, tendo entre essas, inclusive composições modernas para a época como as duas bossanovistas , “A Felicidade” e “Eu não existo sem você”, de Jobim e Vinícius. Disco muito bacana que merece o nosso toque musical. Confiram no GTM
 
rancho da flores
estrela do mar
mal-me-quer
não sabemos
carinho e amor
cachopa de branco
cadê mimi – linda mimi
a noite do meu bem
convitea lua
a felicidade
eu não existo sem você
a dama das camélias
 
 

Kleiton Ramil – Sim (1991)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Para não ficarmos apenas rodando em 10 polegadas, vamos também para os de 12. Aqui, um sortido, puxado no acaso, Kleiton Ramil e seu disco solo ‘Sim”, lançado em 1991 pelo selo RGE. Trabalho muito bonito deste artista gaúcho, que aqui se aventura sem o irmão, Kledir, com quem formou uma das mais importantes duplas da mpb. Este disco foi gravado em 1990, nos Estados Unidos e ao que parece com músicos estrangeiros. Traz um repertório praticamente todo autoral e bem interessante. Vale uma conferida…
 
sim
porto é meu porto
un deus trois
mesmo que
nunca diga nunca
voltar na primavera
animais
couvert artístico
phaneron
sombra fresca e rock no quintal
 
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Helena De Lima – Compacto (1964)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje nosso encontro é com a cantora Helena de Lima neste compacto do disco “Uma noite no Cangaceiro”, lp lançado em 1964. Aqui, neste resumo, um compacto simples, vamos encontrar um ‘pot-pourri’ de sambas que fazem parte da faixa de abertura do lp e também “Sinfonia do Carnaval”, composição da cantora (que também era compositora) em parceria com Concessa Lacerda. Este registro foi gravado ao vivo na lendária boate Cangaceiro. E como até hoje eu não postei o lp, vamos, pelo menos, com o seu compacto. Confiram no GTM…
 
seleção de sambas:
na cadência do samba
diz que fui por aí
o sol nascerá
a fonte secou
mora na filosofia
sinfonia do carnaval
 
 
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Mário Lúcio (1983)

Olá, amigos cultos e ocultos! Dando prosseguimento à sua mostra de compactos, o TM apresenta hoje um disco de Mário Lúcio de Freitas, produtor musical, cantor, compositor, apresentador, dublador, músico de conjunto e ator. Enfim, um artista bastante versátil. Nascido em São Paulo no dia 22 de dezembro de 1948, Mário Lúcio participou de várias bandas como músico (Os Iguais, Os Incríveis, Jet Blacks, The Beatnicks, etc.). Usando o pseudônimo de Robert Thames, ele emplacou a música “Tenderness” na trilha sonora da novela global “Vamp” e no seriado mexicano “Chaves”. Criou várias vinhetas de abertura conhecidas de programas de televisão, como as de “Chaves”, “Cavaleiros do Zodíaco”, “Punky, a levada da breca”, “Jem e as Hologramas”, do “TJ Brasil”, “Hebe”, “Programa livre”, das novelas “Os ricos também choram”, “Chispita” etc. Foi um dos donos do estúdio de dublagem Marshmallow , e proprietário de outra empresa dubladora, a Gota Mágica, no qual foram gravados vários sucessos, como “CDZ”, “Bananas de Pijamas”, “Dragon Ball” etc. No presente compacto simples, lançado pela RGE em 1993, Mário Lúcio interpreta duas composições de sua autoria: “Pecado de amor” (que foi tema de abertura da novela de mesmo nome, exibida pelo SBT) e “Duende”.  E também assina os arranjos e regências, prova inconteste de sua versatilidade. Não deixem de conferir no GTM.


pecado de amor

duende

*Texto de Samuel Machado Filho

Juca Chaves – As Duas Faces De Juca Chaves (1960)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Embora muitas vezes já tenhamos postado aqui um disco inteiro, é sempre curioso conhecer o seu compacto, saber que ele existiu. Compactos são sempre uma grande surpresa e aqui temos outro que vale a pena mostrar e por acaso de um disco do Juca Chaves que não chegamos ainda a postar. Aqui, um compacto simples, lançado pela RGE, em 1960, mesmo ano de lançamento do lp. Aqui temos dois de seus sucessos…
 
nasal sensual
por quem sonha ana maria
 
 
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Miltinho – Palhaçada (1962)

Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Depois do Carequinha, que tal mais uma palhaçada? E essa é da boa! Aqui um compacto também da antigas, de 45 rpm, lançado pela RGE em 1962, trazendo o anasalado Miltinho, um cantor, para mim, dos mais interessantes. Miltinho vem trazendo neste compacto duplo quatro sambas, o grande sucesso que também dá nome ao disco, “Palhaçada”, música de Haroldo Barbosa e Luis Reis. Tem ainda “Perdoa Coração”, “Poema do Adeus” e “Estrada do Amor”. Miltinho vem acompanhado da Orquestra RGE. Não deixem de conferir…
 
palhaçada
perdoa coração
poema do adeus
estrada do amor
 
 
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João Carlos Martins – Interpretando Cravo Bem Temperado (1994)

Muito bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Nosso encontro hoje é com a música clássica, mais exatamente com o barroco de Johann Sebastian Bach na interpretação do grande pianista e maestro João Carlos Martins. Como podemos ver pela capa, temos aqui dez dos mais conhecidos prelúdios do genial compositor. Mas o foco maior aqui é para o nosso pianista, um artista exemplar cuja carreira foi sempre cheia de adversidades. Sua história virou roteiro de filme. Paulista, filho de um, também pianista, o português José Eduardo Martins. Seu pai infelizmente sofreu um acidente, perdendo o polegar, o que acabou desfazendo o sonho de seguir carreira como pianista. Mas o piano continuaria presente na família, pois tanto João Carlos quanto seu irmão José Eduardo Martins seguiriam como pianistas. João Carlos começou a tocar piano ainda na infância, tendo inicialmente como professor o próprio pai. Aos treze anos já era um concertista e aos 18 um virtuoso do piano e já se apresentando pelo mundo a fora como um dos mais aclamados artistas da música erudita. Se tornou o melhor intérprete da obra de Bach de sua geração, tendo gravado deste toda a sua obra para piano. Em 1965 ele sofreu um acidente, uma queda boba lhe causou uma perfuração no cotovelo que atingiu um nervo, lhe provocando atrofia em três dedos da mão. A recuperação demorou muito tempo fazendo com que ele tivesse dificuldade para se recuperar. Mas mesmo assim ele ainda continuou tocando até novamente surgir outro problema, os distúrbios osteomusculares, o que lhe afastou por um tempo do piano, voltando a tocar de 1979 a 85. Em 1995, mais uma vez lá estava o nosso pianista numa situação difícil, vítima de um assalto, o maestro foi golpeado na cabeça com uma barra de ferro, o que comprometeu seriamente o seu braço direito, sendo necessária uma cirurgia que cortou a ligação entre o cérebro e o braço, lhe tirando assim todos os movimentos da mão. Apesar de tudo, João Carlos não desistiu, viria novamente a gravar usando apenas a mão esquerda. Impossibilitado de continuar como pianista, se tornou maestro. Formou a Bachiana Filarmônica e se apresentou novamente em grandes palcos pelo mundo. Sua história, de roteiro virou filme em 2018, “João, O Maestro” e também peça de teatro, “Concerto para João”.
 
prelúdio e fuga nº 1 em  dó maior
prelúdio e fuga nº 5 em ré maior
preludio e fuga nº 8  em mi bemol maior
prelúdio e fuga nº 13 em fá sustenido maior
preludio e fuga nº 21 em si bemol maior
prelúdio e fuga nº 3 em dó sustenido maior
preludio e fuga nº 6 em ré menor
prelúdio e fuga nº 9 em mi maior
preludio e fuga nº 15 em sol maior
prelúdio e fuga nº 24 em si menor
 
 
 

 

Lagna Fieta E Orquestra – Natal Dançante (1959)

Olá, amigos cultos e ocultos! E então é Natal, é noite de Natal. Um Natal diferente, mais triste, porque não haverá a confraternização tradicional. Essa pandemia melou nossas pretensões natalinas, ou eu diria os encontros e a festa. Nesta noite, quem tem realmente consciência da situação, não vai se arriscar. Vamos todos ficar quietos em nossas casas. Celebremos o Natal dentro de nós, pois isso é o que realmente importa. Para a nossa sorte, podemos encontrar nossos queridos de forma virtual, podemos vê-los e também lhe mandar mensagem. Eu sei, não é muito, mas é o que temos por agora. Vamos ficar em nossas casas. E aproveitando, vamos ouvir música para alegrar o nosso espirito e lavar a alma.
Para esta noite, tenho o lp “Natal Dançante”, de 1959, um disco lançado pela RGE, trazendo um repertório que eu diria, mais com clima natalino do que propriamente temas de Natal. Esses, na verdade, se limitaram a duas ou três faixas, mas o disco tem seus encantos. A frente temos a orquestra do maestro argentino Hector Lagna Fieta, radicado no Brasil, esteve muito atuante em rádios e gravadoras, sendo parte do ‘cast’ de músicos e maestros de estúdio. Lagna Fieta era também compositor. Foi ele o responsável pela composição e arranjos de todas as trilhas sonoras dos filmes de Mazzaropi, ao lado de Elpídio dos Santos que fazia as letras. Maestro que fez parte da época de ouro das gravadoras.
Enfim, temos aqui nossa trilha de Natal. Desejamos a todos os amigos uma noite iluminada, com muito amor e paz. Quero desejar aqui também, em especial, os meus votos natalinos aos amigos Samuel Machado Filho, Edu Pampani e ao Fares Darwiche pela colaboração, foça e amizade. Um abraço a todos. Feliz Natal!
 
jingle bells
quem é
lobo bobo
una mujer
maria boa
valentina my valentina
white christmas
o apito no samba
túnel do amor
conversa
margarida
castigo – balada triste – mais brilho nas estrelas
 
 
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Paulinho Nogueira (1967)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Um dos artistas muito querido aqui no nosso Toque Musical é, sem dúvida Paulinho Nogueira, violonista, compositor, cantor e também professor de violão, músico dono de um estilo próprio. Outro detalhe que também não me lembro se comentamos aqui, Paulinho Nogueira é também o inventor da craviola, um instrumento de doze cordas de aço cuja sonoridade se diferencia de outros instrumentos de corda na família do violão. A craviola se tornou um instrumento conhecido e tocado não apenas no Brasil. Para se ter uma ideia, dizem que até o guitarrista do Led Zeppelin, Jimmy Page usou n agravação da música “Tangerine”. Paulinho também foi o autor do “Método para violão e outros instrumentos de harmonia”, uma das mais importantes publicações para o ensino do violão. Foi um músico sempre muito atuante, gravou dezenas de discos e também participou de tantos outros, teve muitas parceiras importantes. Aqui neste lp, lançado pela RGE em 1967 temos mais o intérprete, um solista de violão para um repertório de sambas, bossas e até um momento para uma das mais populares peças de Bach, “Jesus Alegria dos Homens” e também “Bachianinha Nº 1”, música de sua autoria, hoje um clássico que todo violonista de respeito precisa saber tocar. Enfim, temos aqui um disco excepcional, imperdível, que vocês poderão conferir no nosso GTM….
 
menino das laranjas
inútil paisagem
aleluia
minha namorada
bachianinha nº 1
só tinha de ser com você
jesus a alegria dos homens
arrastão
você
opinião
samba bom
manhã de carnaval
 
 
 
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Célia Villela – …E Viva A Juventude!!! (1961)

Olá, prezados amigos cultos e ocultos! Eis aqui uma postagem que por certo irá ao encontro dos colecionadores das raízes do rock brasileiro. Trata-se do primeiro LP da cantora Célia Villela, “…E viva a juventude!!!”, lançado pela RGE em 1961. Mineira de Belo Horizonte, nascida em 24 de novembro de 1936 (ou 1939, como dizem certas fontes), Célia iniciou sua carreira fonográfica em 1955, e gravou alguns discos de 78 rpm até fazer parte da primeira geração do rock brazuca, por volta de 1960. Nesse ano gravou para a RGE, em 78 rpm, dois grandes sucessos, “Conversa ao telefone (Pillow talk)” e “Trem do amor (One ticket to the blues)”, ambos em versões de Fred Jorge e posteriormente incluídos no presente LP, por sinal recheado de versões. Nessa época, teve programas na TV Continental do Rio de Janeiro (“Célia, música e juventude”) e na Rádio Globo, também do Rio (“Na roda do rock”), tendo depois se transferido para a Rádio Guanabara. Após este LP, em 1962, Célia gravaria um 78 rpm na RCA Victor, com dois twists: “A fã e o namorado” e “Se tu me telefonas”. Seu segundo e último LP, “F-15 Espacial”, só sairia em 1964, pela Musidisc. Casou-se com o músico Carlos Becker, ex-integrante do grupo The Angels, abandonou a carreira antes da explosão da Jovem Guarda (1965) e a partir de então se tornou reclusa, tendo se recusado veementemente a dar seu depoimento sobre a história do rock brasileiro para Albert Pavão, em 1987, apesar das diversas tentativas do músico de contatar a cantora. Célia Villela faleceu em primeiro de janeiro de 2005, em Teresópolis, estado do Rio de Janeiro, de causa desconhecida. Este seu primeiro LP, “…E viva a juventude!!!”, muito embora tenha sido relançado em CD pelo selo Discobertas, é mais uma raridade que merece, e muito, nosso Toque Musical, além de ser um precioso documento dos primórdios do rock no Brasil. Não deixem de conferir no GTM. 

valentino, valentino

trem do amor

streap tease rock

quando o amor vem

passo a passo

parabéns

perdi a chave

fish walk

diga-me

conversa no telefone

és meu amor

sempre houve amor

*Texto de Samuel Machado Filho

Grupo Fundo de Quintal – Samba É No Fundo Do Quintal (1980)

Olá amigos cultos e ocultos! Cá estamos com mais um disco de samba. Desta vez temos aqui o Grupo Fundo de Quintal, que já teve aqui um outro de seus discos publicado. O Fundo de Quintal é um grupo de pagode formado no final dos anos 70. Surgiu a partir do bloco carnavalesco Cacique de Ramos. Pelo grupo já passaram uma dezena de sambistas, principalmente da Escola de Samba Imperatriz Leopodinense. Pelo grupo passaram nomes de peso do samba, figuras como  Almir Guineto, Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Bira Presidente, Arlindo Cruz, Cleber Augusto, Neocy, Walter Sete Cordas e outros feras… O grupo, ao que parece, continua na ativa, hoje com outros integrantes. Gravaram mais de 30 discos ao logo da carreira. E hoje o que apresentamos aqui é o primeiro. Disco de estréia no qual trazia Bira, Ubirany, Jorge Aragão, Sereno, Almir Guineto, Neoci e Nemeato. Neste primeiro disco o Fundo de Quintal emplacou sucessos com “Você quer voltar”, “Sou Flamengo, Cacique de Ramos”, “Gamação danada” e outros. Disco produzido por Durval Ferreira e apresentação da saudosa Beth Carvalho. Não deixem de conferir no nosso GTM.

você quer voltar
sou flamengo, cacique de ramos
prazer da serrinha
olha a intimidade
volta da sorte
marido de madame
bate na viola
gamação danada
lá no morro
bar da esquina
voltar a paz
zé da ralé
 
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Lee Konitz – In Rio (1990)

Olá, amigos cultos e ocultos! Para esta nossa sexta-feira de clausura, estou trazendo um artista internacional, o lendário saxofonista americano Lee Konitz e que, infelizmente, faleceu dias atrás, segundo informam, por conta de infecção pelo Covid-19. Konitz foi um compositor e saxofonista dos mais importantes no estilo ‘cool jazz’ e ‘post-bop’, mestre do improviso. Tocou com meio mundo de artistas, grandes nomes do jazz, tanto americano quanto o internacional. E como todo bom músico de jazz, também gostava da música brasileira, tendo passado por aqui algumas vezes. No final dos anos 80 ele encarou um projeto criado pelos produtores Allan Botschinsky e Marion Kaempfert, vindo a gravar aqui no Brasil este disco, “Lee in Rio”, acompanhado por um time de instrumentistas brasileiros: Luiz Avellar, Victor Biglione, Nico Assumpção, Carlos Bala e Marçal. As músicas e os arranjos são todos do produtor Allan Botschinsky. O disco foi lançado por aqui em 1990. Um trabalho bacana com sabor tropical, que merece ser ouvido. Confiram no GTM…

ocean song
easy dancing
rainy afternoon
saba zezita
o carinho
waltz for lee
googdbye ipanema



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Os Seis Em Ponto (1966)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Depois de chegarmos a mais de 3 mil títulos/discos postados aqui a gente começa a não mais lembrar do que já publicou. Daí, temos antes que verificar no index para não repetirmos a postagem. Hoje, farei diferente. Temos aqui o raro e único exemplar do conjunto de bossa nova do Francis Hime, Os Seis em Ponto. Este foi o disco de estréia de seis ‘garotos’, como definiu Ronaldo Boscoli no texto de contracapa do disco. Todos estreantes no mundo do disco, mas desde cedo focados na ideia de formarem um conjunto musical. E foi em 1966 que eles conseguiram gravar e lançar este álbum pelo selo RGE. Formado por Francis Hime (piano), Alberto Hekel Taveres (flauta), Carlos Alberto Cumarão (trombone), Nelson Motta (violão), Carlos Eduardo Sadock de Sá (contrabaixo) e João Jorge Vargas (bateria), Os Seis em Ponto nos apresenta um repertório fino e moderno para sua época. Músicas de Tom Jobim, Carlos Lyra, Vinícius de Moraes, Théo, Oscar Castro Neves, Edu Lobo, Roberto Menescal e Ronaldo Boscoli e também composições de Francis Hime em parceria com João Vitorio: “Mar Azul”, “Amor A Esmo” e “Se Você Pensar”. Os arranjos são também de Francis Hime. Um disco que conta ainda com texto de Tom Jobim. Tido como uma promessa de sucesso, infelizmente Os Seis em Ponto, mesmo com um repertório de primeiríssima, não chegou a emplacar. Por outro lado, seus membros seguiram cada qual um caminho. Francis e Nelson Motta foram os que mais se destacaram seguindo carreiras de sucessos e reconhecimento de público. Mais uma vez vamos trazê-los para o nosso toque, até porque, desta vez o pacote vem completo, com capa, contracapa e selos. Não deixem de conferir no GTM.

samba carioca
inútil paisagem
mar azul
luciana
borandá
amor a esmo
a paz de um homem só
sem mais adeus
se você pensar
canção da liberdade
só tinha de ser você
o menino das laranjas
 


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Marlene – É A Maior! (1970)

Boa noite, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! Então, finalizando nossas postagens de 2019, trago com prazer este raro lp com a cantora Marlene. Marlene é a maior! (e tenho dito!). Antes, porém, quero deixar aqui os meus votos de um feliz 2020. Desejo a todos um ano menos ruim do que foi este. Pois, sinceramente, não vejo muita luz no fim do túnel, pelo menos nesses próximos anos. Estamos vivendo hoje um momento de castigo, um país assolado pela ignorância, pela intolerância e pela falta de tudo que é básico, educação, saúde e cultura. Estamos tomados por uma onda de obscurantismo, uma regressão social de causar espanto. O brasileiro tem se mostrado um povo de uma tamanha ignorância que dá medo. Nessas horas fico pensando se vale a pena continuar levando cultura a essa gente. Aqui mesmo, entre nossos amigos cultos e ocultos há, com certeza, tipos reacionários retrógrados, pessoas toscas e mal informadas, gente que colaborou e ainda colabora para esse estado político crítico e polarizado. Na verdade, a polarização é uma consequência e essa, hoje, já não me permite sentir bem ao lado da toxidade de algumas pessoas. Acredito ter exorcizado boa parte desses diabos em minha vida e ao meu redor, mas eles continuam presentes, ocultos quase sempre. Toda essa situação é muito desanimadora e se nos últimos tempos nosso Toque Musical andou devagar, quase parando, podem ter certeza, foi mesmo por conta desses desencantos. Mas sei que não devemos parar, não é hora de entregar o jogo. O TM continua em 2020 acreditando no Brasil. Continuaremos nossas postagens, pois esse prazer que nós nos propomos não pode acabar. Ainda há sensibilidade por aqui… Feliz 2020!
Selando então 2019, vamos com este disco “É a maior! com Marlene” que é literalmente um show. Um show criado por  Fauzi Arap e Hermínio Bello de Carvalho, trazendo a extraordinária Marlene, que mesmo já longe dos tempos áureos do rádio continuava a fazer sucesso. Este disco é na verdade uma gravação ao vivo do show de sucesso, realizado em 1970. Neste, temos ainda a participação de gente importante com Arthur Verocai que foi o diretor musical e também fez parte do conjunto que acompanha a cantora formado por nomes de peso, Helvius Vilela (piano), Novelli (baixo) e Gegê (bateria). O álbum tem versões de clássicos da nossa música com composições de Caetano Veloso, Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, Marcos e Paulo Sérgio Valle, Milton Nascimento e outros… Taí, finalizando a parada com este disco já visto em outros blogs, mas é no Toque Musical que ele encontra seu porto seguro. Confiram no GTM.

inimigo do batente
para o inferno ou para o céu
se é pecado sambar
mustang cor de sangue
lata d’água
cansado de sambar
país tropical
meu pai amarrou meus olhos
tropicália
fez bobagem
recenseamento
uva de caminhão
qui nem jiló
coração vagabundo
a onda
máscara da face
mora na filosofia
vagabundo
quixa
joia falsa
eu fui a europa
trio eletrico
beco do mota
pode ser
irene




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Roberto Leal (1976)

Hoje, o Toque Musical oferece a seus amigos cultos e ocultos um disco de um autêntico embaixador da música portuguesa no Brasil. Estamos falando de Antônio Joaquim Fernandes, ou, como ficou para a posteridade, Roberto Leal, uma das grandes perdas deste 2019. Nascido no Vale da Porca, em Macedo de Cavaleiros, distrito de Bragança, Portugal, em 27 de novembro de 1951, nosso focalizado veio para o Brasil em 1962, com onze anos de idade, juntamente com os pais e nove irmãos, em cinco viagens. Na cidade de São Paulo, após trabalhar como sapateiro e comerciante de doces, iniciou a carreira de cantor de fados e músicas românticas. Em 1971, obteve seu primeiro sucesso com “Arrebita”, e ganhou grande popularidade apresentando-se em diversos programas de auditório da TV brasileira, como os de Chacrinha e Silvio Santos. Além do repertório romântico-popular, seu trabalho também se caracterizava por misturar ritmos lusitanos aos brasileiros, além de ter gravado em estilos tipicamente brasileiros, como o forró e o samba. Roberto Leal viveu entre o Brasil e Portugal, além de se apresentar em países da América do Sul, América Central e Europa divulgando a cultura portuguesa. Em toda a sua carreira, vendeu cerca de dezessete milhões de discos, e teve mais de trezentas músicas gravadas. Foi também apresentador de programas na Rádio Capital de São Paulo, e nas TVs brasileira e portuguesa. Casado durante 45 anos com Márcia Lúcia (também parceira dele em várias músicas), teve três filhos, nascidos no Brasil, e dois netos. Faleceu em 15 de setembro deste ano, aos 67 anos, em São Paulo, vítima de um melanoma maligno, contra o qual lutava havia dois anos, que evoluiu, atingindo o fígado, causando síndrome hepatorrenal. Em merecida homenagem póstuma a Roberto Leal, o TM oferece hoje o seu quarto álbum-solo, editado em 1976. Duas músicas deste disco foram grandes sucessos, “Bate o pé” e “Carimbó português”, com destaque ainda para a regravação de um clássico lusitano, “Só nós dois”. Aqui, Leal está no auge de sua carreira e este é um trabalho primoroso, que vale a pena ser ouvido de ponta a ponta. Não deixem de conferir no GTM.

viagem a lisboa

só nós dois

caninha verde

melro

fim dos tempos

linda gajinha

carimbó português

além da vida

madeira porto dourado

não fique triste

bate o pé

neste natal

 



*Texto de Samuel Machado Filho.

RGE Em Marcha (1957)

Olá, amiguíssimos cultos e ocultos! Quando eu era criança estudei num grupo escolar municipal, uma escola, na qual havia um sistema de som com tocadiscos, que era usado diariamente como trilha para a marcha dos alunos enfileirados na saída das aulas. Me lembro que eram poucos discos na salinha reservada do som, entre esses havia o “RGE em Marcha”, este velho lp que eu hoje apresento a vocês. Como esse mundo dá voltas. Eu nem me lembrava, não fosse por conta da capa. Bati o olho e lembrei e daí pensei, seria uma ótima opção de postagem e aqui agora está… Temos neste lp de 1957, da RGE, uma seleção de melodias, dobrados, maxixes, músicas antigas em ritmo de marchas. A Orquestra RGE vem sob a regência do maestro italiano Henrique Simonetti. Taí, mais um inesquecível momento de um passado que certamente haverão outros compartilhando. Confiram, no Grupo do Toque Musical 😉

dois corações
dionisio gilberto
pé de anjo
formosa
princesa d’oeste
americanense
piraporinha
marcha dos futebolistas
maxambombas e maracatús
são paulo quatrocentão
marcha das bandeiras
domingo em ibirapuera


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14 Sucessos De Ouro Vol. 4 (1965)

Olá, amigos cultos e ocultos! Seguimos neste mês com algumas coletâneas, alguns daqueles discos que se não fosse aqui, vocês nunca teriam escutado. Nesta, eu confesso, até mesmo eu. E taí um bom motivo para apreciarmos, por exemplo, essa seleção da RGE, reunindo 14 músicas extraídas de discos de seus artistas. Temos assim um variado leque para promover seus lançamentos e artistas e atender ao seu mais diverso público. Um misto de sucessos nacionais e internacionais. Não deixem de conferir no GTM, pois temos aqui…

distância – miltinho
sukiyaki – the andrews sisters
garota de ipanema – paulinho nogueira
sabe deus – oslain galvão
blame it on the bossa nova – lawrence welk 
tudo de mim – rosana toledo
eu hei de seguir – george freedman
doce amargura – alda perdigão
soñar contigo – bienvenido granda
bonaza – billy vaughn
prova de amor – miguel angelo
apache – the bells
o tempo te dirá – raul sampaio
el relicario – ubirajara



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Jessé – Todos Os Palcos (1985)

Este é o terceiro álbum do cantor Jessé (Niterói, RJ, 25/4/1952-Ourinhos, SP, 29/3/1993) que o Toque Musical oferece a seus amigos cultos e ocultos. Desta vez, o disco é “Todos os palcos”, cronologicamente o sexto álbum de carreira do saudoso intérprete, lançado pela RGE de sempre em 1985. Aqui, Jessé mantém a qualidade e a competência que sempre caracterizaram seus trabalhos em disco, apresentando composições dele mesmo (“Colo de serpentes” e “Blues solidão”, ambas em parceria com Elifas Andreato), Renato Teixeira (“Lua, lua, lua”), Piska (“Gaivota dourada” e “Tempo de paz”), Accioly Neto (“Segredos”, “OVNI” e a ecológica “Amar… zônia”) e da dupla César Rossini-Gil Gerson (“Ravinas”). Temos ainda a faixa-título, “Todos os palcos”, de autoria de Miltinho e Magro, do MPB-4, com participação especial do grupo. Agora, é ouvir mais este trabalho de Jessé, e, mais uma vez, lamentar seu trágico e prematuro falecimento em desastre automobilístico.

gaivota dourada
blues solidão
tempo de paz
segredos
amar… zonia
todos os palcos
lua lua lua
ovini
ravinas
colo de serpentes


*Texto de Samuel Machado Filho 

Jessé – O Sorriso Ao Pé Da Escada (1983)

Cantor dos melhores que nossa música popular já teve, Jessé volta a bater ponto aqui no Toque Musical. Desta vez, apresentamos “O sorriso ao pé da escada”, quarto álbum de carreira do cantor e primeiro dele gravado ao vivo, no Teatro Tuca de Guarulhos, Grande São Paulo, editado em 1983 pela RGE, com capa assinada por Elifas Andreato, também responsável pela criação e direção geral do espetáculo. Neste disco, Jessé está em sua melhor forma, apresentando sucessos de seu repertório (“Porto solidão”, “Voa liberdade”, “Solidão de amigos”) e de outros cantores, com direito até a uma homenagem a Elis Regina, ouvindo-se um pequeno trecho de “O bêbado e a equilibrista”, com ela mesma. Um trabalho primoroso, parte do precioso legado do inesquecível Jessé, tão prematuramente desaparecido, e merecedor de mais esta postagem do TM. 

a deusa da minha rua
moonlight serenade
concerto parta uma só voz
bridge over troubled water
let it be
rock around the clock
sabor a mi
dois pra lá dois pra cá
nos bailes da vida
campo minado
a noite do meu bem
meu mundo caiu
bandeira branca
romaria
onde está você
 


*Texto de Samuel Machado Filho