Maysa (1957)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Hoje o nosso encontro é com a cantora e compositora Maysa, um nome que por aqui dispensa maiores apresentações, visto que já postamos dela vários outros discos. Porém, Maysa é uma artista que a gente sempre gosta de revisitar, de ouvir e aqui temos dela o segundo lp, ainda de dez polegadas, lançado pelo selo RGE, em 1957. Um disco clássico, sem dúvida, trazendo oito canções que marcaram, com destaque para “Se todos fossem iguais a você”, de Tom e Vinícius e “Ouça”, música de sua autoria e um de seus maiores sucessos. Confiram no GTM…
 
se todos fossem iguais a você
ouça
escuta noel
to the end of the earth
o que
franquesa
segredo
un jour tu verras
 
 
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Laila Curi – Mil E Uma Noites (1959)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Saindo um pouco dos ritmos latinos, mas ainda mantendo a linha do 10-12 polegadas, hoje eu quero mostrar a vocês este curioso lp lançado no final dos anos 50 pela RGE, trazendo a cantora Laila Curi. Já tivemos a oportunidade de apresentar aqui um outro disco dela, na verdade, o seu primeiro lp pela RGE. Esta cantora, de origem libanesa, surgiu em São Paulo nos anos 50, fez parte do ‘cast’ da RGE em sua fase de ouro. Gravou inicialmente dois discos de 78 rpm com temas folclóricos nacionais e também árabes. Laila foi vista e ouvida também no rádio e televisão, principalmente na capital paulista. 
Aqui, temos o seu segundo disco, um lp voltado para a comunidade árabe aqui no Brasil. Todas as músicas são de origem e também cantadas em árabe. Conforme podemos ver na foto de contracapa, Laila Curi vem acompanhada pelo maestro Rubens Perez (o Pocho) e a orquestra da RGE. Um disco bem curioso e que cabe aqui no nosso Toque Musical como uma luva. Afinal, o que mais gostamos é de ouvir música com outros olhos, não é mesmo? Então, vamos conferir no GTM…
 
canção dos meus vinhedos
soraya
amor de laura
carícia de amor
minha terra
ya hala ya hala
moça bonita
minha mãe
meditação
visita
olhar fascinante
ya habibe
 
 
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Orquestra E Coro Dos Jardineiros Românticos – Rancho Das Flores (1961)

Bom dia, meus amigos cultos e ocultos! Temos hoje aqui um disco que vai soar muito bem para este nosso sábado (e também em qualquer dia ou qualquer hora, com certeza). “Rancho das Flores”, com o côro dos “Jardineiros Românticos” e orquestra, sob a regência e arranjos do maestro Antônio Arruda. Aqui temos, como o próprio título anuncia, um estilo e um gênero musical que ficou conhecido como ‘marcha rancho”. Conforme define bem, o compositor Juracy Rago, no texto de contracapa deste lp, a macha-rancho é um subgênero da marcha. Está entre a marchinha brejeira e a militar, tendo um lugar certo e definido no cancioneiro popular. Neste lp encontramos um repertório dos mais interessantes, com músicas clássicas do nosso repertório popular, que se encaixaram com perfeição ao proposto, tendo entre essas, inclusive composições modernas para a época como as duas bossanovistas , “A Felicidade” e “Eu não existo sem você”, de Jobim e Vinícius. Disco muito bacana que merece o nosso toque musical. Confiram no GTM
 
rancho da flores
estrela do mar
mal-me-quer
não sabemos
carinho e amor
cachopa de branco
cadê mimi – linda mimi
a noite do meu bem
convitea lua
a felicidade
eu não existo sem você
a dama das camélias
 
 

Kleiton Ramil – Sim (1991)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Para não ficarmos apenas rodando em 10 polegadas, vamos também para os de 12. Aqui, um sortido, puxado no acaso, Kleiton Ramil e seu disco solo ‘Sim”, lançado em 1991 pelo selo RGE. Trabalho muito bonito deste artista gaúcho, que aqui se aventura sem o irmão, Kledir, com quem formou uma das mais importantes duplas da mpb. Este disco foi gravado em 1990, nos Estados Unidos e ao que parece com músicos estrangeiros. Traz um repertório praticamente todo autoral e bem interessante. Vale uma conferida…
 
sim
porto é meu porto
un deus trois
mesmo que
nunca diga nunca
voltar na primavera
animais
couvert artístico
phaneron
sombra fresca e rock no quintal
 
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Helena De Lima – Compacto (1964)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje nosso encontro é com a cantora Helena de Lima neste compacto do disco “Uma noite no Cangaceiro”, lp lançado em 1964. Aqui, neste resumo, um compacto simples, vamos encontrar um ‘pot-pourri’ de sambas que fazem parte da faixa de abertura do lp e também “Sinfonia do Carnaval”, composição da cantora (que também era compositora) em parceria com Concessa Lacerda. Este registro foi gravado ao vivo na lendária boate Cangaceiro. E como até hoje eu não postei o lp, vamos, pelo menos, com o seu compacto. Confiram no GTM…
 
seleção de sambas:
na cadência do samba
diz que fui por aí
o sol nascerá
a fonte secou
mora na filosofia
sinfonia do carnaval
 
 
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Mário Lúcio (1983)

Olá, amigos cultos e ocultos! Dando prosseguimento à sua mostra de compactos, o TM apresenta hoje um disco de Mário Lúcio de Freitas, produtor musical, cantor, compositor, apresentador, dublador, músico de conjunto e ator. Enfim, um artista bastante versátil. Nascido em São Paulo no dia 22 de dezembro de 1948, Mário Lúcio participou de várias bandas como músico (Os Iguais, Os Incríveis, Jet Blacks, The Beatnicks, etc.). Usando o pseudônimo de Robert Thames, ele emplacou a música “Tenderness” na trilha sonora da novela global “Vamp” e no seriado mexicano “Chaves”. Criou várias vinhetas de abertura conhecidas de programas de televisão, como as de “Chaves”, “Cavaleiros do Zodíaco”, “Punky, a levada da breca”, “Jem e as Hologramas”, do “TJ Brasil”, “Hebe”, “Programa livre”, das novelas “Os ricos também choram”, “Chispita” etc. Foi um dos donos do estúdio de dublagem Marshmallow , e proprietário de outra empresa dubladora, a Gota Mágica, no qual foram gravados vários sucessos, como “CDZ”, “Bananas de Pijamas”, “Dragon Ball” etc. No presente compacto simples, lançado pela RGE em 1993, Mário Lúcio interpreta duas composições de sua autoria: “Pecado de amor” (que foi tema de abertura da novela de mesmo nome, exibida pelo SBT) e “Duende”.  E também assina os arranjos e regências, prova inconteste de sua versatilidade. Não deixem de conferir no GTM.


pecado de amor

duende

*Texto de Samuel Machado Filho

Juca Chaves – As Duas Faces De Juca Chaves (1960)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Embora muitas vezes já tenhamos postado aqui um disco inteiro, é sempre curioso conhecer o seu compacto, saber que ele existiu. Compactos são sempre uma grande surpresa e aqui temos outro que vale a pena mostrar e por acaso de um disco do Juca Chaves que não chegamos ainda a postar. Aqui, um compacto simples, lançado pela RGE, em 1960, mesmo ano de lançamento do lp. Aqui temos dois de seus sucessos…
 
nasal sensual
por quem sonha ana maria
 
 
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Miltinho – Palhaçada (1962)

Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Depois do Carequinha, que tal mais uma palhaçada? E essa é da boa! Aqui um compacto também da antigas, de 45 rpm, lançado pela RGE em 1962, trazendo o anasalado Miltinho, um cantor, para mim, dos mais interessantes. Miltinho vem trazendo neste compacto duplo quatro sambas, o grande sucesso que também dá nome ao disco, “Palhaçada”, música de Haroldo Barbosa e Luis Reis. Tem ainda “Perdoa Coração”, “Poema do Adeus” e “Estrada do Amor”. Miltinho vem acompanhado da Orquestra RGE. Não deixem de conferir…
 
palhaçada
perdoa coração
poema do adeus
estrada do amor
 
 
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João Carlos Martins – Interpretando Cravo Bem Temperado (1994)

Muito bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Nosso encontro hoje é com a música clássica, mais exatamente com o barroco de Johann Sebastian Bach na interpretação do grande pianista e maestro João Carlos Martins. Como podemos ver pela capa, temos aqui dez dos mais conhecidos prelúdios do genial compositor. Mas o foco maior aqui é para o nosso pianista, um artista exemplar cuja carreira foi sempre cheia de adversidades. Sua história virou roteiro de filme. Paulista, filho de um, também pianista, o português José Eduardo Martins. Seu pai infelizmente sofreu um acidente, perdendo o polegar, o que acabou desfazendo o sonho de seguir carreira como pianista. Mas o piano continuaria presente na família, pois tanto João Carlos quanto seu irmão José Eduardo Martins seguiriam como pianistas. João Carlos começou a tocar piano ainda na infância, tendo inicialmente como professor o próprio pai. Aos treze anos já era um concertista e aos 18 um virtuoso do piano e já se apresentando pelo mundo a fora como um dos mais aclamados artistas da música erudita. Se tornou o melhor intérprete da obra de Bach de sua geração, tendo gravado deste toda a sua obra para piano. Em 1965 ele sofreu um acidente, uma queda boba lhe causou uma perfuração no cotovelo que atingiu um nervo, lhe provocando atrofia em três dedos da mão. A recuperação demorou muito tempo fazendo com que ele tivesse dificuldade para se recuperar. Mas mesmo assim ele ainda continuou tocando até novamente surgir outro problema, os distúrbios osteomusculares, o que lhe afastou por um tempo do piano, voltando a tocar de 1979 a 85. Em 1995, mais uma vez lá estava o nosso pianista numa situação difícil, vítima de um assalto, o maestro foi golpeado na cabeça com uma barra de ferro, o que comprometeu seriamente o seu braço direito, sendo necessária uma cirurgia que cortou a ligação entre o cérebro e o braço, lhe tirando assim todos os movimentos da mão. Apesar de tudo, João Carlos não desistiu, viria novamente a gravar usando apenas a mão esquerda. Impossibilitado de continuar como pianista, se tornou maestro. Formou a Bachiana Filarmônica e se apresentou novamente em grandes palcos pelo mundo. Sua história, de roteiro virou filme em 2018, “João, O Maestro” e também peça de teatro, “Concerto para João”.
 
prelúdio e fuga nº 1 em  dó maior
prelúdio e fuga nº 5 em ré maior
preludio e fuga nº 8  em mi bemol maior
prelúdio e fuga nº 13 em fá sustenido maior
preludio e fuga nº 21 em si bemol maior
prelúdio e fuga nº 3 em dó sustenido maior
preludio e fuga nº 6 em ré menor
prelúdio e fuga nº 9 em mi maior
preludio e fuga nº 15 em sol maior
prelúdio e fuga nº 24 em si menor
 
 
 

 

Lagna Fieta E Orquestra – Natal Dançante (1959)

Olá, amigos cultos e ocultos! E então é Natal, é noite de Natal. Um Natal diferente, mais triste, porque não haverá a confraternização tradicional. Essa pandemia melou nossas pretensões natalinas, ou eu diria os encontros e a festa. Nesta noite, quem tem realmente consciência da situação, não vai se arriscar. Vamos todos ficar quietos em nossas casas. Celebremos o Natal dentro de nós, pois isso é o que realmente importa. Para a nossa sorte, podemos encontrar nossos queridos de forma virtual, podemos vê-los e também lhe mandar mensagem. Eu sei, não é muito, mas é o que temos por agora. Vamos ficar em nossas casas. E aproveitando, vamos ouvir música para alegrar o nosso espirito e lavar a alma.
Para esta noite, tenho o lp “Natal Dançante”, de 1959, um disco lançado pela RGE, trazendo um repertório que eu diria, mais com clima natalino do que propriamente temas de Natal. Esses, na verdade, se limitaram a duas ou três faixas, mas o disco tem seus encantos. A frente temos a orquestra do maestro argentino Hector Lagna Fieta, radicado no Brasil, esteve muito atuante em rádios e gravadoras, sendo parte do ‘cast’ de músicos e maestros de estúdio. Lagna Fieta era também compositor. Foi ele o responsável pela composição e arranjos de todas as trilhas sonoras dos filmes de Mazzaropi, ao lado de Elpídio dos Santos que fazia as letras. Maestro que fez parte da época de ouro das gravadoras.
Enfim, temos aqui nossa trilha de Natal. Desejamos a todos os amigos uma noite iluminada, com muito amor e paz. Quero desejar aqui também, em especial, os meus votos natalinos aos amigos Samuel Machado Filho, Edu Pampani e ao Fares Darwiche pela colaboração, foça e amizade. Um abraço a todos. Feliz Natal!
 
jingle bells
quem é
lobo bobo
una mujer
maria boa
valentina my valentina
white christmas
o apito no samba
túnel do amor
conversa
margarida
castigo – balada triste – mais brilho nas estrelas
 
 
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Paulinho Nogueira (1967)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Um dos artistas muito querido aqui no nosso Toque Musical é, sem dúvida Paulinho Nogueira, violonista, compositor, cantor e também professor de violão, músico dono de um estilo próprio. Outro detalhe que também não me lembro se comentamos aqui, Paulinho Nogueira é também o inventor da craviola, um instrumento de doze cordas de aço cuja sonoridade se diferencia de outros instrumentos de corda na família do violão. A craviola se tornou um instrumento conhecido e tocado não apenas no Brasil. Para se ter uma ideia, dizem que até o guitarrista do Led Zeppelin, Jimmy Page usou n agravação da música “Tangerine”. Paulinho também foi o autor do “Método para violão e outros instrumentos de harmonia”, uma das mais importantes publicações para o ensino do violão. Foi um músico sempre muito atuante, gravou dezenas de discos e também participou de tantos outros, teve muitas parceiras importantes. Aqui neste lp, lançado pela RGE em 1967 temos mais o intérprete, um solista de violão para um repertório de sambas, bossas e até um momento para uma das mais populares peças de Bach, “Jesus Alegria dos Homens” e também “Bachianinha Nº 1”, música de sua autoria, hoje um clássico que todo violonista de respeito precisa saber tocar. Enfim, temos aqui um disco excepcional, imperdível, que vocês poderão conferir no nosso GTM….
 
menino das laranjas
inútil paisagem
aleluia
minha namorada
bachianinha nº 1
só tinha de ser com você
jesus a alegria dos homens
arrastão
você
opinião
samba bom
manhã de carnaval
 
 
 
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Célia Villela – …E Viva A Juventude!!! (1961)

Olá, prezados amigos cultos e ocultos! Eis aqui uma postagem que por certo irá ao encontro dos colecionadores das raízes do rock brasileiro. Trata-se do primeiro LP da cantora Célia Villela, “…E viva a juventude!!!”, lançado pela RGE em 1961. Mineira de Belo Horizonte, nascida em 24 de novembro de 1936 (ou 1939, como dizem certas fontes), Célia iniciou sua carreira fonográfica em 1955, e gravou alguns discos de 78 rpm até fazer parte da primeira geração do rock brazuca, por volta de 1960. Nesse ano gravou para a RGE, em 78 rpm, dois grandes sucessos, “Conversa ao telefone (Pillow talk)” e “Trem do amor (One ticket to the blues)”, ambos em versões de Fred Jorge e posteriormente incluídos no presente LP, por sinal recheado de versões. Nessa época, teve programas na TV Continental do Rio de Janeiro (“Célia, música e juventude”) e na Rádio Globo, também do Rio (“Na roda do rock”), tendo depois se transferido para a Rádio Guanabara. Após este LP, em 1962, Célia gravaria um 78 rpm na RCA Victor, com dois twists: “A fã e o namorado” e “Se tu me telefonas”. Seu segundo e último LP, “F-15 Espacial”, só sairia em 1964, pela Musidisc. Casou-se com o músico Carlos Becker, ex-integrante do grupo The Angels, abandonou a carreira antes da explosão da Jovem Guarda (1965) e a partir de então se tornou reclusa, tendo se recusado veementemente a dar seu depoimento sobre a história do rock brasileiro para Albert Pavão, em 1987, apesar das diversas tentativas do músico de contatar a cantora. Célia Villela faleceu em primeiro de janeiro de 2005, em Teresópolis, estado do Rio de Janeiro, de causa desconhecida. Este seu primeiro LP, “…E viva a juventude!!!”, muito embora tenha sido relançado em CD pelo selo Discobertas, é mais uma raridade que merece, e muito, nosso Toque Musical, além de ser um precioso documento dos primórdios do rock no Brasil. Não deixem de conferir no GTM. 

valentino, valentino

trem do amor

streap tease rock

quando o amor vem

passo a passo

parabéns

perdi a chave

fish walk

diga-me

conversa no telefone

és meu amor

sempre houve amor

*Texto de Samuel Machado Filho

Grupo Fundo de Quintal – Samba É No Fundo Do Quintal (1980)

Olá amigos cultos e ocultos! Cá estamos com mais um disco de samba. Desta vez temos aqui o Grupo Fundo de Quintal, que já teve aqui um outro de seus discos publicado. O Fundo de Quintal é um grupo de pagode formado no final dos anos 70. Surgiu a partir do bloco carnavalesco Cacique de Ramos. Pelo grupo já passaram uma dezena de sambistas, principalmente da Escola de Samba Imperatriz Leopodinense. Pelo grupo passaram nomes de peso do samba, figuras como  Almir Guineto, Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Bira Presidente, Arlindo Cruz, Cleber Augusto, Neocy, Walter Sete Cordas e outros feras… O grupo, ao que parece, continua na ativa, hoje com outros integrantes. Gravaram mais de 30 discos ao logo da carreira. E hoje o que apresentamos aqui é o primeiro. Disco de estréia no qual trazia Bira, Ubirany, Jorge Aragão, Sereno, Almir Guineto, Neoci e Nemeato. Neste primeiro disco o Fundo de Quintal emplacou sucessos com “Você quer voltar”, “Sou Flamengo, Cacique de Ramos”, “Gamação danada” e outros. Disco produzido por Durval Ferreira e apresentação da saudosa Beth Carvalho. Não deixem de conferir no nosso GTM.

você quer voltar
sou flamengo, cacique de ramos
prazer da serrinha
olha a intimidade
volta da sorte
marido de madame
bate na viola
gamação danada
lá no morro
bar da esquina
voltar a paz
zé da ralé
 
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Lee Konitz – In Rio (1990)

Olá, amigos cultos e ocultos! Para esta nossa sexta-feira de clausura, estou trazendo um artista internacional, o lendário saxofonista americano Lee Konitz e que, infelizmente, faleceu dias atrás, segundo informam, por conta de infecção pelo Covid-19. Konitz foi um compositor e saxofonista dos mais importantes no estilo ‘cool jazz’ e ‘post-bop’, mestre do improviso. Tocou com meio mundo de artistas, grandes nomes do jazz, tanto americano quanto o internacional. E como todo bom músico de jazz, também gostava da música brasileira, tendo passado por aqui algumas vezes. No final dos anos 80 ele encarou um projeto criado pelos produtores Allan Botschinsky e Marion Kaempfert, vindo a gravar aqui no Brasil este disco, “Lee in Rio”, acompanhado por um time de instrumentistas brasileiros: Luiz Avellar, Victor Biglione, Nico Assumpção, Carlos Bala e Marçal. As músicas e os arranjos são todos do produtor Allan Botschinsky. O disco foi lançado por aqui em 1990. Um trabalho bacana com sabor tropical, que merece ser ouvido. Confiram no GTM…

ocean song
easy dancing
rainy afternoon
saba zezita
o carinho
waltz for lee
googdbye ipanema



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Os Seis Em Ponto (1966)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Depois de chegarmos a mais de 3 mil títulos/discos postados aqui a gente começa a não mais lembrar do que já publicou. Daí, temos antes que verificar no index para não repetirmos a postagem. Hoje, farei diferente. Temos aqui o raro e único exemplar do conjunto de bossa nova do Francis Hime, Os Seis em Ponto. Este foi o disco de estréia de seis ‘garotos’, como definiu Ronaldo Boscoli no texto de contracapa do disco. Todos estreantes no mundo do disco, mas desde cedo focados na ideia de formarem um conjunto musical. E foi em 1966 que eles conseguiram gravar e lançar este álbum pelo selo RGE. Formado por Francis Hime (piano), Alberto Hekel Taveres (flauta), Carlos Alberto Cumarão (trombone), Nelson Motta (violão), Carlos Eduardo Sadock de Sá (contrabaixo) e João Jorge Vargas (bateria), Os Seis em Ponto nos apresenta um repertório fino e moderno para sua época. Músicas de Tom Jobim, Carlos Lyra, Vinícius de Moraes, Théo, Oscar Castro Neves, Edu Lobo, Roberto Menescal e Ronaldo Boscoli e também composições de Francis Hime em parceria com João Vitorio: “Mar Azul”, “Amor A Esmo” e “Se Você Pensar”. Os arranjos são também de Francis Hime. Um disco que conta ainda com texto de Tom Jobim. Tido como uma promessa de sucesso, infelizmente Os Seis em Ponto, mesmo com um repertório de primeiríssima, não chegou a emplacar. Por outro lado, seus membros seguiram cada qual um caminho. Francis e Nelson Motta foram os que mais se destacaram seguindo carreiras de sucessos e reconhecimento de público. Mais uma vez vamos trazê-los para o nosso toque, até porque, desta vez o pacote vem completo, com capa, contracapa e selos. Não deixem de conferir no GTM.

samba carioca
inútil paisagem
mar azul
luciana
borandá
amor a esmo
a paz de um homem só
sem mais adeus
se você pensar
canção da liberdade
só tinha de ser você
o menino das laranjas
 


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Marlene – É A Maior! (1970)

Boa noite, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! Então, finalizando nossas postagens de 2019, trago com prazer este raro lp com a cantora Marlene. Marlene é a maior! (e tenho dito!). Antes, porém, quero deixar aqui os meus votos de um feliz 2020. Desejo a todos um ano menos ruim do que foi este. Pois, sinceramente, não vejo muita luz no fim do túnel, pelo menos nesses próximos anos. Estamos vivendo hoje um momento de castigo, um país assolado pela ignorância, pela intolerância e pela falta de tudo que é básico, educação, saúde e cultura. Estamos tomados por uma onda de obscurantismo, uma regressão social de causar espanto. O brasileiro tem se mostrado um povo de uma tamanha ignorância que dá medo. Nessas horas fico pensando se vale a pena continuar levando cultura a essa gente. Aqui mesmo, entre nossos amigos cultos e ocultos há, com certeza, tipos reacionários retrógrados, pessoas toscas e mal informadas, gente que colaborou e ainda colabora para esse estado político crítico e polarizado. Na verdade, a polarização é uma consequência e essa, hoje, já não me permite sentir bem ao lado da toxidade de algumas pessoas. Acredito ter exorcizado boa parte desses diabos em minha vida e ao meu redor, mas eles continuam presentes, ocultos quase sempre. Toda essa situação é muito desanimadora e se nos últimos tempos nosso Toque Musical andou devagar, quase parando, podem ter certeza, foi mesmo por conta desses desencantos. Mas sei que não devemos parar, não é hora de entregar o jogo. O TM continua em 2020 acreditando no Brasil. Continuaremos nossas postagens, pois esse prazer que nós nos propomos não pode acabar. Ainda há sensibilidade por aqui… Feliz 2020!
Selando então 2019, vamos com este disco “É a maior! com Marlene” que é literalmente um show. Um show criado por  Fauzi Arap e Hermínio Bello de Carvalho, trazendo a extraordinária Marlene, que mesmo já longe dos tempos áureos do rádio continuava a fazer sucesso. Este disco é na verdade uma gravação ao vivo do show de sucesso, realizado em 1970. Neste, temos ainda a participação de gente importante com Arthur Verocai que foi o diretor musical e também fez parte do conjunto que acompanha a cantora formado por nomes de peso, Helvius Vilela (piano), Novelli (baixo) e Gegê (bateria). O álbum tem versões de clássicos da nossa música com composições de Caetano Veloso, Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, Marcos e Paulo Sérgio Valle, Milton Nascimento e outros… Taí, finalizando a parada com este disco já visto em outros blogs, mas é no Toque Musical que ele encontra seu porto seguro. Confiram no GTM.

inimigo do batente
para o inferno ou para o céu
se é pecado sambar
mustang cor de sangue
lata d’água
cansado de sambar
país tropical
meu pai amarrou meus olhos
tropicália
fez bobagem
recenseamento
uva de caminhão
qui nem jiló
coração vagabundo
a onda
máscara da face
mora na filosofia
vagabundo
quixa
joia falsa
eu fui a europa
trio eletrico
beco do mota
pode ser
irene




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Roberto Leal (1976)

Hoje, o Toque Musical oferece a seus amigos cultos e ocultos um disco de um autêntico embaixador da música portuguesa no Brasil. Estamos falando de Antônio Joaquim Fernandes, ou, como ficou para a posteridade, Roberto Leal, uma das grandes perdas deste 2019. Nascido no Vale da Porca, em Macedo de Cavaleiros, distrito de Bragança, Portugal, em 27 de novembro de 1951, nosso focalizado veio para o Brasil em 1962, com onze anos de idade, juntamente com os pais e nove irmãos, em cinco viagens. Na cidade de São Paulo, após trabalhar como sapateiro e comerciante de doces, iniciou a carreira de cantor de fados e músicas românticas. Em 1971, obteve seu primeiro sucesso com “Arrebita”, e ganhou grande popularidade apresentando-se em diversos programas de auditório da TV brasileira, como os de Chacrinha e Silvio Santos. Além do repertório romântico-popular, seu trabalho também se caracterizava por misturar ritmos lusitanos aos brasileiros, além de ter gravado em estilos tipicamente brasileiros, como o forró e o samba. Roberto Leal viveu entre o Brasil e Portugal, além de se apresentar em países da América do Sul, América Central e Europa divulgando a cultura portuguesa. Em toda a sua carreira, vendeu cerca de dezessete milhões de discos, e teve mais de trezentas músicas gravadas. Foi também apresentador de programas na Rádio Capital de São Paulo, e nas TVs brasileira e portuguesa. Casado durante 45 anos com Márcia Lúcia (também parceira dele em várias músicas), teve três filhos, nascidos no Brasil, e dois netos. Faleceu em 15 de setembro deste ano, aos 67 anos, em São Paulo, vítima de um melanoma maligno, contra o qual lutava havia dois anos, que evoluiu, atingindo o fígado, causando síndrome hepatorrenal. Em merecida homenagem póstuma a Roberto Leal, o TM oferece hoje o seu quarto álbum-solo, editado em 1976. Duas músicas deste disco foram grandes sucessos, “Bate o pé” e “Carimbó português”, com destaque ainda para a regravação de um clássico lusitano, “Só nós dois”. Aqui, Leal está no auge de sua carreira e este é um trabalho primoroso, que vale a pena ser ouvido de ponta a ponta. Não deixem de conferir no GTM.

viagem a lisboa

só nós dois

caninha verde

melro

fim dos tempos

linda gajinha

carimbó português

além da vida

madeira porto dourado

não fique triste

bate o pé

neste natal

 



*Texto de Samuel Machado Filho.

RGE Em Marcha (1957)

Olá, amiguíssimos cultos e ocultos! Quando eu era criança estudei num grupo escolar municipal, uma escola, na qual havia um sistema de som com tocadiscos, que era usado diariamente como trilha para a marcha dos alunos enfileirados na saída das aulas. Me lembro que eram poucos discos na salinha reservada do som, entre esses havia o “RGE em Marcha”, este velho lp que eu hoje apresento a vocês. Como esse mundo dá voltas. Eu nem me lembrava, não fosse por conta da capa. Bati o olho e lembrei e daí pensei, seria uma ótima opção de postagem e aqui agora está… Temos neste lp de 1957, da RGE, uma seleção de melodias, dobrados, maxixes, músicas antigas em ritmo de marchas. A Orquestra RGE vem sob a regência do maestro italiano Henrique Simonetti. Taí, mais um inesquecível momento de um passado que certamente haverão outros compartilhando. Confiram, no Grupo do Toque Musical 😉

dois corações
dionisio gilberto
pé de anjo
formosa
princesa d’oeste
americanense
piraporinha
marcha dos futebolistas
maxambombas e maracatús
são paulo quatrocentão
marcha das bandeiras
domingo em ibirapuera


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14 Sucessos De Ouro Vol. 4 (1965)

Olá, amigos cultos e ocultos! Seguimos neste mês com algumas coletâneas, alguns daqueles discos que se não fosse aqui, vocês nunca teriam escutado. Nesta, eu confesso, até mesmo eu. E taí um bom motivo para apreciarmos, por exemplo, essa seleção da RGE, reunindo 14 músicas extraídas de discos de seus artistas. Temos assim um variado leque para promover seus lançamentos e artistas e atender ao seu mais diverso público. Um misto de sucessos nacionais e internacionais. Não deixem de conferir no GTM, pois temos aqui…

distância – miltinho
sukiyaki – the andrews sisters
garota de ipanema – paulinho nogueira
sabe deus – oslain galvão
blame it on the bossa nova – lawrence welk 
tudo de mim – rosana toledo
eu hei de seguir – george freedman
doce amargura – alda perdigão
soñar contigo – bienvenido granda
bonaza – billy vaughn
prova de amor – miguel angelo
apache – the bells
o tempo te dirá – raul sampaio
el relicario – ubirajara



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Jessé – Todos Os Palcos (1985)

Este é o terceiro álbum do cantor Jessé (Niterói, RJ, 25/4/1952-Ourinhos, SP, 29/3/1993) que o Toque Musical oferece a seus amigos cultos e ocultos. Desta vez, o disco é “Todos os palcos”, cronologicamente o sexto álbum de carreira do saudoso intérprete, lançado pela RGE de sempre em 1985. Aqui, Jessé mantém a qualidade e a competência que sempre caracterizaram seus trabalhos em disco, apresentando composições dele mesmo (“Colo de serpentes” e “Blues solidão”, ambas em parceria com Elifas Andreato), Renato Teixeira (“Lua, lua, lua”), Piska (“Gaivota dourada” e “Tempo de paz”), Accioly Neto (“Segredos”, “OVNI” e a ecológica “Amar… zônia”) e da dupla César Rossini-Gil Gerson (“Ravinas”). Temos ainda a faixa-título, “Todos os palcos”, de autoria de Miltinho e Magro, do MPB-4, com participação especial do grupo. Agora, é ouvir mais este trabalho de Jessé, e, mais uma vez, lamentar seu trágico e prematuro falecimento em desastre automobilístico.

gaivota dourada
blues solidão
tempo de paz
segredos
amar… zonia
todos os palcos
lua lua lua
ovini
ravinas
colo de serpentes


*Texto de Samuel Machado Filho 

Jessé – O Sorriso Ao Pé Da Escada (1983)

Cantor dos melhores que nossa música popular já teve, Jessé volta a bater ponto aqui no Toque Musical. Desta vez, apresentamos “O sorriso ao pé da escada”, quarto álbum de carreira do cantor e primeiro dele gravado ao vivo, no Teatro Tuca de Guarulhos, Grande São Paulo, editado em 1983 pela RGE, com capa assinada por Elifas Andreato, também responsável pela criação e direção geral do espetáculo. Neste disco, Jessé está em sua melhor forma, apresentando sucessos de seu repertório (“Porto solidão”, “Voa liberdade”, “Solidão de amigos”) e de outros cantores, com direito até a uma homenagem a Elis Regina, ouvindo-se um pequeno trecho de “O bêbado e a equilibrista”, com ela mesma. Um trabalho primoroso, parte do precioso legado do inesquecível Jessé, tão prematuramente desaparecido, e merecedor de mais esta postagem do TM. 

a deusa da minha rua
moonlight serenade
concerto parta uma só voz
bridge over troubled water
let it be
rock around the clock
sabor a mi
dois pra lá dois pra cá
nos bailes da vida
campo minado
a noite do meu bem
meu mundo caiu
bandeira branca
romaria
onde está você
 


*Texto de Samuel Machado Filho

 

Paulinho Nogueira – Mais Sambas De Ontem E De Hoje (1963)

Olá amigos cultos e ocultos! A postagem de hoje estava reservada para o “Boleros em desfile N. 2”, do Altamiro Carrilho, conforme eu havia anunciado. Porém, nosso resenhista colaborador está de férias e eu é que não vou tirar o sossego do rapaz. Vamos aguardar o seu retorno. Logo ele vem com o Altamiro, ‘bolerando’ um pouco mais. 🙂
Aproveitando então a ‘deixa’, vamos para um outro disco. Saímos do bolero e caímos nos samba. No samba e na bossa do samba. Temos aqui o quarto lp de sambas do violinista Paulinho Nogueira, lançado pelo selo RGE. Este talvez seja um dos melhores lps da série, trazendo um repertório totalmente escolhido pelo artista, dando a ele total liberdade de interpretação. O álbum traz, como diz o próprio título, ‘mais sambas de ontem e de hoje’, ou seja, uma continuação de um repertório de sambas antigos e sambas modernos, na época, o novo samba bossa. Há ainda espaço para suas composições autorais. Hoje, todos são clássicos. E este disco é também um clássico. Não deixem de conferir

na cadência do samba
o coelho
o pato
foi ela
quando o menino crescer
favela
contracanto
samba em prelúdio
a mesma rosa amarela
garota de ipanema
desafinado
violão chamando
.

Paulinho Nogueira – Sambas De Ontem E De Hoje (1961)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Para um domingo frio e chuvoso, uma boa opção é tomar um vinho e ouvir uma boa música. Segue aqui a minha indicação para o dia de hoje, o violão de Paulinho Nogueira. Tenho para vocês este disco bancana, lançado em 1961 pelo selo RGE. “Sambas de ontem e de hoje” foi o segundo álbum do Paulinho pela gravadora. Ele ainda viria a gravar na sequência, pela RGE, mais dois discos: “Outros sambas de ontem e de hoje”, de 62 e “Mais sambas de ontem e de hoje”, de 63. Neste álbum temos um sugestivo subtítulo entre parênteses: “Music for turist”. Realmente, um disco para encantar qualquer turista. Doze faixas de primeiríssimas, contemplando dois momentos dos samba. O lado A é dedicado ao samba novo, aquele que passaram a chamar de Bossa Nova. O lado B são velhos clássicos, sambas que marcaram uma época. Paulinho vem acompanhado pelo Conjunto RGE, o qual eu não consegui identificar quem eram os seus elementos. Os arranjos e direção musical são de Pocho (Maestro Rubens Perez)

Gente, desculpe… hoje tá foda. O vinho ao invés de me inspirar, me deu foi sono. Fico por aqui (glup!).

barquinho
só vou de mulher
quem quiser encontrar o amor
tema do boneco de palha
menino desce daí
coisa mais linda
morena boca de ouro
odeon
se acaso você chegasse
dora
cabelos brancos
linda flor (ai yoyô)


Grupo Fundo De Quintal – O Mapa Da Mina (1986)

Olá amigos cultos e ocultos. Vamos com o Grupo Fundo de Quintal e seu álbum “O mapa da mina”, lançado em 1986. Eu sou do tipo que desconfia do samba de uns 30 anos pra cá. Desde que o samba de partido alto virou pagode e que o pagode virou sabão (eu disse sabão e não sambão). O fato é que como já dizia uma música, “o samba deixou de ser uma música negra… o samba passou a ser música de gente ‘sastisfeita’. Entre as exceções, felizmente, existem coisas boas como o Grupo Fundo de Quintal. A gente pode até não conhecer o disco e os artistas, mas se tem a assinatura do Rildo Hora, podemos ter certeza de que é coisa boa. Confiram…

seleção de pagodes:
chuá chuá
fui passear no norte
moemá morenou
baiana serrana
serei teu iô iô
nem lá nem cá
só pra contrariar
ô irene
o mapa da mina
no calor dos salões
nem lá nem cá
sorriu pra mim
receita da sorte
primeira dama
cansei de esperar você
força, fé e raíz
mais uma aventura
.

Paulo Nogueira & Seu Violão – Brasil, Violão E Sambalanço! (1960)

Olá, amigos cultos e ocultos! Temos aqui um disco clássico da era Bossa Nova, Paulinho Nogueira e seu violão. Este lp foi lançado pela RGE em 1960. Nele, como podemos ver pela capa, temos nosso artista interpretando uma série de sambas, entre o moderno e o antigo, mas todos com muito estilo, um estilo próprio que só mesmo um músico tão completo seria capaz de realizar. Disco maravilho, que não pode faltar por aqui…
 
brigas nunca mais
noite cheia de estrelas
fita amarela
o menino desce o morro
tome continha de você
samba no céu
samba de uma nota só
menina moça
violão no samba
saudade querida
chora tua tristeza
promessa
 
 

Erasmo Carlos (1967)

Aqui segue o quarto disco de Erasmo. Lançado em 1967, este foi a sequencia no mesmo ano do álbum “O Tremendão”. Também se trata de um trabalho memorável, embora ofuscado por sucessos anteriores. Vale a pena ouvir “Cara feia, pra mim é feia”, “O caderninho”, “O ajudante do kaiser” e a versão de “Mellow Yellow” do Donovan, “O caramelo”.