Feliz Ano Novo! 

Chegamos então ao fim de 2025, um ano não muito diferente dos últimos 18, do nosso Toque Musical. Desejamos a todos os amigos, cultos e ocultos, um feliz 2026. Que tenhamos todos mais amor, união, solidariedade e fraternidade. Que seja um ano de muita música e que essa possa tocar no sentimento de cada um. No que depender do Toque Musical, estaremos aí alegrando a vida de quem gosta de discos, de música e toda essa sonoridade vinda do mundo fonográfico. Um grande abraço a todos vocês que nos acompanham. 
 
 
 
 

Tuca E Stella Maris (1968)

Como último disco do ano, segue aqui este raro compacto da cantora e compositora Tuca, ao lado da soprano Stella Maris. Lançado em 1968, este disquinho traz duas composições de Tuca, sendo “Paixão, segundo o amor” classificada em terceiro lugar no festival “O Brasil canta no Rio”. Confiram…
 
paixão segundo o amor
balada
 
 
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Vicente Telles (1979)

Quase no finalzinho de 2025, ainda vamos nós trazendo um novo disquinho. Desta vez temos Vicente Telles, cantor, compositor, produtor musical, ator e escritor. Iniciou sua carreira artística nos anos 70. Ao que consta, este foi seu primeiro disco, um compacto lançado pelo selo Epic, da CBS em 1979, com produção de Raimundo Fagner. Sua estréia contou com participação de outros músicos importantes e que na época eram contratados da gravadora. Compacto simples, mas que abriria para ele o caminho, lançando em 84 seu primeiro lp, o “Olhar de Vagalume”.
 
canção para um perdido
vidas paralelas
 
 
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Tricolor Campeão Mundal De Clubes (1992)

Antes de tudo é bom dizer, aqui é Galo! Hehehe… Mas, em homenagem ao amigo paulistano, tricolor até as botas, Fares, vamos abrindo aqui uma exceção, coisa que eventualmente já fizemos até para os torcedores do Cruzeiro… Brincadeiras a parte, aqui todo mundo tem voz e se voz é som e som vira disco, a gente não tem medida. Então, segue aqui este compacto, produção independente, trazendo duas marchinhas em comemoração ao título mundial, merecidamente conquistado pelo São Paulo Futebol Clube.
 
sou tricolor
tricolor time da fé
 
 
 
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As Clebs (1967 e 69)

A gente passa uma vida inteira ouvindo música e ainda assim algumas coisas passam batidas. Eis que entre os tantos discos compactos, do amigo Fares, nos aparecem uns que são totalmenten obscuros. É bem o caso da dupla “As Clebs”, que aqui nos chama a atenção também pelo próprio nome. De onde tiraram isso? Certamente, não veio do acaso e é bem provável que seja um sobrenome sulista e as moças, em questão, sejam irmãs. Ficamos nas hipóteses porque, infelizmente, não encontramos muitas informações sobre o grupo. Da pesquisa rápida, só conseguimos mesmo cair no Youtube, onde para nossa surpresa, encontramos um outro compacto delas, lançado em 1967, pela Chantecler. Assim sendo, vamos então apresentar os dois disquinhos, sendo o segundo lançado em 1969, pela RCA. Ao que tudo indica, As Clebs gravaram apenas esses dois compactos e existiram entre os períodos de 67 a 69 seguindo o gênero musical jovem daquele tempo que era a Jovem Guarda. Se acaso alguém tiver maiores informações sobre esta dupla, nos envie para que possamos entender essa história. Por hora, vamos ouvindo seus disquinhos…
 
dizer adeus
não tenho mais motivos pra chorar
serei sincera
processarei
 
 

Francisco Cuoco (1975)

Ainda no Espírito Natalino, temos aqui outro compacto para fechar o momento. Desta vez apresentamos o ator Francisco Cuoco que neste disquinho empresta sua voz em dois textos declamandos com fundos musicais. Certamente, um disquinho para presentear a namorada no dia de Natal. Curiosidades fonográficas que vale conhecer 🙂
 
white christmas
amiga
 
 
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Sinfonia De Natal No Viscount Da Vasp (1963)

E para esse dia de Natal, um compacto que veio a calhar. No embalo da postagem anterior, vamos aqui trazendo outro disquinho promocional, da mesma produção e mais ou menos com o mesmo estilo. Desta vez de outra famosa empresa aérea brasileira, nos anos 60, a VASP. Neste disquinho fundiram temas natalinos com o canto de pássaros regitrados por Johan Dalgas Frisch, somados a tudo isso com os sons de decolagem e aterrissagem. Os arranjos musicais também aqui são de Moacyr Portes.
Fechando, desjamos a todos um feliz Natal!
 
decolagem – sino de belém
noite feliz – aterrissagem
 

 

Sinfonia Di Uccelli Brasiliani (1963)

Nosso disquinho de hoje é um compacto promocional da Varig. Certamente, um brinde de fim de ano voltado para um público de sua conexão Brasil-Itália. O que temos aqui é “Sinfonia Di Uccelli Brasiliani”, em outras palavras “Sinfonia de Pássaros Brasileiros”, um trabalho fonográfico que ficou muito famoso. Nascido da pesquisa de Johan Dalgas Frisch, engenheiro e ornitólogo brasileiro, considerando o pioneiro da conservação da fauna brasileira. Através de suas viagens pelo Pantanal e Amazônia. Fez inúmeras gravações de cantos de aves, das quais muito se transformou em disco, em 1962, sendo lançado simultaneamente no Brasil, Estados Unicos e Europa. Fez, sim, muito sucesso.
´É seguindo a mesma linha que este disquinho nos traz uma agradável fusão entre o canto daa aves e a música, aqui, como os arranjos musicais do maestro Moacyr Portes. Confiram…
 
santa lucia – onde del danubio
tico-tico no fubá
 
 
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Trancos e Barrancos (1980)

Entre os muitos compactos enviados pelo Fares, temos este, “Trancos & Barrancos”, uma produção independente, lançada em 1980. Eis aí um disquinho dos mais interessantes e notadamente raro, visto que não encontramos para ele nenhuma informação além do que está impresso no próprio disco. E o que se tem não é nada, principalmente depois de ouvir o disquinho. Trata-se de uma dupla, ao que parece paulista, mas leva jeito de produção paranaense até pela capa 🙂 O certo é que a dupla (Beto e Leão?) é muito boa, com duas músicas que nos soam bem agradáveis e atuais. Bem bacaninha, vale a pena conhecer…
 
e se vier?
meu amigo cão
 

Mongol (1980)

Outro compacto da nossa lista sortida, desta vez trazendo Arlindo Carlos Silva da Paixão, o Mongol. Foi um músico, cantor e compositor carioca que iniciou sua carreira nos anos 70. Parceiro de Oswaldo Montenegro, sendo sua canção “Agonia”, vencedora do Festival MPB Shell. Gravou, além deste compacto, dois lps. Infelizmente, faleceu em 2021, vítima da Covid-19.
 
esse fogo em mim
alguma coisa
 
 

Gereba (1983)

E temos desta vez um compacto lançado pela EMI apostando no baiano de Monte Santo, Winston Geraldo Guimarães Barreto, o Gereba. Cantor, compositor, violonista e produtor. Iniciou sua carreira nos anos70 e fez sucesso com seu grupo Bendegó. Aqui temos ele solo, neste 7 polegadas simples com duas músicas de sua autoria e em parceiria com os letristas Zeca Bahia e Pratinhas
 
nem freud pode
fruta-pão
 
 
 

Tatá Guarnieri (1979)

Seguindo nos compactos, temos agora este disquinho, o primeiro de Tatá Guarnieri, ator, cantor, instrumentista, dublador e locutor. Já tivemos o prazer de apresentar aqui seu primeiro (e ao que parece único) lp. E agora, mais uma vez, através do amigo Fares, de quem é essa série de compactos que temos apresentado, trazemos o primeiro compacto, disquinho este, segundo contam, produzido pelo Zimbo Trio, lançado em 1979 pelo selo Clam da Continental.
 
vento geral
o ano 2000
mar dos camuflados
maduraflor
 
 

José Ricardo (1963)

E desta vez, trazemos o cantor e compositor José Ricardo, artista que surgiu no início da Jovem Guarda como cantor romântico. Aqui temos dele seu primeiro disco, um compacto simples, lançado pela RCA Victor em 1965 e que seria uma prévia de seu lp, lançado naquele mesmo ano. José Ricardo se destacou mais ainda como uma espécie de ‘protetor dos artistas’, ajudando muitos colegas em situação precária. Existem vários relatos de artistas que foram ajudados por ele e muito por conta de sua atução assistêncial, acabou dando nome a uma instituição de auxílio à classe artística, a Funjor (Fundação Sócio-Cultural José Ricardo).
 
eu que amo só a ti
não brigamos mais
 
 
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E aqui, o Silvio Santos para o Carnaval de 1972. Claro que o Silvio nunca foi cantor, mas um grande comunicador que atraia multidões. De certa forma, também um artista e diante de sua fama, seu nome vende até água. E oportunidade como essa, uma gravadora não poderia perder, principalmente se tratando da época de carnaval, onde o que vende é a música, marchinha ou samba, não importa quem esteja por trás (ou frente). Silvio já protagonizava outros lançamentos fonográficos semelhantes. Nós aqui no TM, inclusive, já postamos outro disquinho com ele. Confiram agora essa folia…
 
teteo
marcha do cachorro (a vez do osso)
 
 
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Moacyr Franco – A Sensação (1961)

“A Sensação” é o título deste compacto de 1961 do cantor e ator brasileiro Moacyr Franco, lançado pela gravadora Copacabana. É um registro importante da fase inicial da carreira do artista, consolidando-o como intéreprete e músico. As quatro canções que fazem parte deste compacto duplo são um marco na carreira de Moacyr e no cenário da música popular brasileira e da bossa nova.
 
que será de ti
pobre eliza
tudo de mim
alma de deus
 
 
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Lúcio Mauro (1967)

E aqui temos o ator e humorista Lúcio Mauro, um dos pioneiros da televisão, conhecido por sua versatilidade em personagens icônicos em programas como “Balança mais não caí”, “Zorra Total” e “Escolinha do Professor Raimundo”. Ele também atuou no teatro e no cinema. E como muitos outros artistas de sua época, também transitou pelo mundo fonográfico. Aqui temos ele em dois emocionantes monólogos…
 
 
as mãos
retrato de mãe
 
 
 
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João Do Vale (1967)

Temos desta vez, o grande João do Vale, um artista que aqui já dispensa maiores apresentações. Cantor e compositor maranhense, autor de vários clássicos, conhecido como o ‘poeta do povo’, ícone da música nordestina, famoso por obras como “Carcará”, “Pisa na fulô” e “Peba na pimenta”. Aqui temos dele este compacto duplo, seu primeiro disquinho de 7 polegadas, lançado pelo selo Philips, em 1967. Uma maravilha…
 
chego lá
sanharó
eu vim praí
viva meu baião
 
 
 
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Maria Cláudia (1970)

Hoje temos a presença de Maria Claudia, atriz muito atuante no final dos anos 60 e durante os 70. Por certo, muitos irão lembrar dela em diversas novelas, também atuou no teatro e no cinema. Era belíssima, um das mais belas atrizes da época. Entre os muitos trabalhos que fez, sobrou uma pausinha, na qual ela teve a oportunidade de gravar duas músicas da trilha da novela “Assim na terra como no céu”, de 1970, novela essa que ela também participou. Porém, as duas músicas que ela canta neste compacto da RCA, não são as mesmas versões originais da trama. Vale a pena conhecer…
 
tema de suzie
quarentão simpático
 
 

Malú Vianna (1983)

Mais um disquinho raro, lanaçado pelo selo Elektra, em 1983, trazendo a cantora e compositora carioca Malu Vianna. Este foi seu primeiro e único trabalho autoral. Também participou da coletânea Rock Voador junto com outros artistas do pop/rock nacional. Malu iniciou sua carreira participando de festivais. Trabalhou com grandes artistas da nossa mpb fazendo backing vocal. Durante toda a década de 80 ela trabalho na Rede Globo gravando vinhetas dos mais diversos programas da emissora. Infelizmente, faleceu prematuramente, em agosto de 1996.
 
você
saio do ar
 
 
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Caras & Bocas (1978)

Mais uma curiosidade musical para vocês conhecerem, ou relembrarem. Lançado em 1978, através de um selo americano multinacional, Capitol, o grupo vocal feminino Caras & Bocas foi um projeto que se baseou no sucesso das Frenéticas. Seguindo a mesma receita, criaram esse quarteto no mesmo estilo, mas que infelizmente não decolou. Mesmo aparecendo em diversos programas de tv e também tocando em algumas rádios, o conjunto não emplacou a ponto de lançarem um lp. Acabaram ficando neste único compacto.
 
souvenir de bombons
papel e fumaça
 
 
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Morgana (1965 e 1966)

Mais uma cantora, desta vez temos a ‘fada loura’ Morgana, artista que também já apresentamos outras vezes aqui no nosso Toque Musical. Famosa por sucessos como “Serenata do Adeus”. Era uma cantora versátil tanto com gêneros quanto com músicas em outro idioma. 
Desta vez, por se tratar de compacto, vamos postando dois dos seus disquinhos lançados em 1965 e 66, com sucessos que marcaram sua carreira…
 
o preço de uma vida
sonata do amor maior
não te perdoarei
quando esse amor chegar
 
 
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Maria Stella (1976)

Entre os obscuros, coisa que não falta no universo dos compactos, temos desta vez o disquinho da cantora Maria Stella. Infelizmente, o pouco que sabemos é que se trata de uma produção do selo Caravelle e que foi lançado em 1976. Compacto simples tranzendo músicas de Arnaud Rodrigues, Mirabeau e Jorge Gonçalves. Vale a pena conhecer e conferir. Logo alguém coloca no Youtube…
 
bom dia
quase
 
 
 
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Brigite (1967)

A cantora Brigite, cujo verdadeiro nome era Irene Andrade, teve sua carreira marcada principalmente pela participação no movimento da Jovem Guarda, nos anos 60. Já a apresentamos aqui no Toque Musical. Ela ficou mais conhecida através de seus compactos e participação em coletâneas. Foi uma das primeiras cantoras a gravar “Viola enluarada”, de Marcos e Paulo Cesar Valle. Aqui temos ela neste compacto de 1967 trazendo duas canções…
 
a boneca
não desista
 
 
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Wilma Bentivegna – Hino Ao Amor (1957)

Em nossa variada mostra de discos de sete polegadas, vamos agora com este compacto, um dos primeiros lançados em 1957 pela Odeon e ainda em 45 rpm. Temos aqui a cantora Wilma Bentivegna, artista que em outros tempos apresentamos no Toque Musical, inclusive o lp onde constam as quatro canções deste compacto duplo, certamente lançado com antecedência antes do discão de 12 polegadas. Wilma fez muito sucesso com essa canção, uma versão para um clássico de Edith Piaf. E este compacto é algo bem raro. Uma curiosidade que não pode faltar aqui neste nosse espaço fonomusical 🙂
 
hino ao amor
minha devoção
só tristeza
vontade de enlouquecer
 
 
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Marília Pera – Brincando Em Cima Daquilo (1984)

Seguimos trazendo agora a trilha da peça “Brincando em cima daquilo”, com textos de Dário Fo e Franca Rame. Peça encenada pela atriz Marília Pêra e neste disquinho, um compacto duplo com cinco faixas, todas assinadas por Oswaldo Montenegro, que também participa ativamente tocando e cantando. Com esta peça, Marília Pêra conquistou seu terceiro prêmio Molière de teatro.
 
brincando em cima daquilo
temos todos a mesma história
cigana
lua e flor
fogueira na contramão
 
 

Teobaldo (1971)

Hoje temos este compacto lançado em 1971 pela RCA trazendo o ator, comediante, produtor, dublador e também cantor, o paulista Roberto Marquis que resolveu adotar o nome de um de seus personagens, o Teobaldo. Ele era famoso em comerciais e também em programas humoristicos como o personagem ‘guarda Juju’. Além deste compacto, Teobaldo gravou também algumas marchinhas de carnaval.
 
lindo
felicidade
 
 
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Bourbon Blues Band (1985)

Outro compacto curioso é este aqui do Bourbon Blues Band, um grupo brasileiro que surgiu apenas para gravar a versão do clássico sertanejo “Fuscão Preto”, música que foi eternizada inclusive no cinema. Aqui, ela se torna “Black Mustang”, uma versão em inglês, onde fusca dá lugar a um Mustang e o estilo sertanejo vira uma espécie de bluegrass. Curioso…
 
black mustang
black mustang (instrumental)
 
  
 

Benito Di Paula (1968)

E aqui temos mais uma vez, Benito Di Paula, um artista que dispensa maiores apresentações. Temos dele este compacto, lançado pela Copacabana, em 1968. Compacto simples com duas canções, mas que chama a atenção pela faixa de destaque: “Andança”. À primeira vista, passa a ideia de que seja a composição de Paulinho Tapajós, Edmundo Souto e Danilo Caymmi, música essa imortalizada por Beth Carvalho no Festival Internacional da Canção.Curiosamente, este disquinho e essa música foi lançado também em 1968. Seria uma feliz coincidência duas músicas com o mesmo nome e do mesmo ano? Ouvindo, a gente percebe que há mais coisas em comum entre as duas músicas…
 
andança
canção para o nosso amor
 
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Almir Ricardi (1981)

Depois de uma pausa merecida durante o mês de novembro, retomamos nossos toques e desta vez e novamente trazendo uma seleção mista e aleatória dos mais variados discos de 7 polegadas, também conhecidos como ‘compactos’.
Começamos trazendo Almir Ricardi, um artista que iniciou sua carreira nos anos 60, no movimento da Jovem Guarda (segundo contam, Alimir era primo de Erasmo Carlos) e depois seguiu as trilhas da soul e funk music tupiniquim.  Por conta dessa onda ‘soul’, ganhou certa notoriedade entre DJ’s, principalmente por conta do lp “Festa”, com produção de Lincoln Olivetti e Robson Jorge e também, claro, partindo deste compacto, também com produção da dupla e que por certo impulsionou o lançamento da “Festa” alguns anos depois. 
 
pura
uma chance ao nosso amor