Elizeth Cardoso – Disco De Ouro (1974)

Olá, amigos cultos e ocultos! Uma das cantoras brasileiras que nunca podem faltar por aqui é a Elizeth Cardoso, com certeza! E hoje, ouvindo este seu lp, “Disco de Ouro”, achei oportuno trazê-los para nossa lista. Lançado em 1974, este álbum é mesmo uma joia, uma deliciosa coletânea reunindo algumas das maiores interpretações da cantora ao longo de sua carreira. Destaque para o samba choro, “Naquela mesa”, música de Sérgio Bittencourt, na qual ele interpreta juntamente com Elizeth. 
Um segundo volume foi lançado algum tempo depois, também trazendo mais alguns de seus melhores momentos em discos. Confiram no GTM…
 
nossos momentos
apelo
canção de amor
preciso aprender a ser só
canção da manhã feliz
dá-me a tuas mãos
naquela mesa
sei lá mangueira
barracão
é luxo só
mulata assanhada
na cadência do samba
foi um rio que passou em minha vida
eu bebo sim
 
 

Conjunto Melódico De Norberto Baldauf – Ritmos Da Madrugada (1955)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Aqui estamos com mais um disquinho de 10 polegadas. Desta vez temos os gaúchos, Norberto Baldauf e seu Conjunto Melódico em seu primeiro lp, lançado pela Odeon, em 1955. Este grupo viria a trilhar os mesmos caminhos do já conhecido nacionalmente, Grupo Farroupilhas. Eles foram para o Rio de Janeiro gravar uma bolacha de 78 rpm, acabaram fazendo sucesso, o que lhes rendeu outros retornos a Cidade Maravilhosa e mais discos gravados. Desses, para um lp com várias músicas, não tardou a chegar. Muito bem recebidos pelo público, acabaram conseguindo a chance de gravar este que foi o lp de estreia. “Ritmos da Madrugada” fez grande sucesso, o que garantiu ao grupo outros lançamentos. Em seu repertório temos uma seleção de sambas clássicos, baião e tango. Duas dessas composições (Baião na Espanha e Duas Rotações) são de autoria de Victor Canella, o grande acordeonista do grupo. Tudo feito de maneira dançante, transformando o lado A, num verdadeiro pot pourri. Muito bom esses gaúchos, vale a pena conhecer…
 
feitiço da vila
no rancho fundo
sinceridad
peguei um ita no norte
felicidade
canção da volta
fita amarela
baião na espanha
copacabana
mano a mano
duas rotações
 
 

A Voz Da RCA Victor – Suplemento Nº 8 Novembro (1958)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Há pouco tempo atrás eu ganhei mais alguns disquinhos raros, desses que a gente não costuma ver por aí. Entre esses, há alguns lps da série “A Voz da RCA Victor”, discos esses, promocionais, criado pela gravadora no sentido de divulgar seus lançamentos. Discos esses direcionados, como está escrito no verso de alguns desses álbuns, a vendedores, distribuidores e radialistas (no caso, como se chamavam antigamente, ‘disc-jockeys’). Essa série surgiu nos anos 50, em produção limitada e curiosamente, eram lps em 33 rpm e de 12 polegadas, onde eram apresentados os lançamentos das bolachas de 78 rpm. São discos, realmente, muito interessantes e que hoje são bem cobiçados por colecionadores. Infelizmente é muito difícil encontrar a série completa, que começa (me parece) em 1957. Outro detalhe infeliz é o fato de que as músicas não são apresentadas integralmente, apenas um pequeno trecho. Uma pena, pois considerando a qualidade em 33 rpm, muitos desses discos só ficaram mesmo em 78 e geralmente discos bem surrados. Aqui seria uma oportunidade de ouvi-los com mais pureza. Por certo, a RCA Victor, ou a Sony que hoje controla tudo, deve ter em algum lugar esses registros (ou não?). Está aí, um coisa que eu gostaria de saber.. Será que existem ainda as fitas originais, ou cópias restauradas? E onde será que estão guardadas? Enfim, seja como for, se você, meu amigo, quer conhecer coisas assim, só mesmo em lugares como este aqui, o Toque Musical, um espaço independente, que embora criticado por cronistas e especialistas (os amigos ocultos que só entram para baixar as raridades), é onde todos vem beber.
Como disse, tenho alguns desses discos da Voz da RCA Victor e eventualmente poderei ir postando aqui. Segue então o Suplemento Nº 8, de novembro de 1958. Acredito que vocês irão gostar. Confiram no nosso Grupo do Toque Musical, ok? 
 
alaide costa – canção de ir embora / gosto de você
ivon curi – patricia / hello brazil
linda baptista – calúnia / o morro está doente
jorge goulart – palahço / a flor do lodo
nora ney – solidão / pra falar com meus botões
fred williams – barril de vinho / baião da minha terra
neusa maria – piccolissima serenata / descrença
ester de abreu – sou fadista / sinal da cruz
torrinha e canhotinho – missão sagrada – reisado
bié e juquinha – sou eu / não posso perdoar
nenete e dorinho – meu predão / teu castigo
elvis presley – hard headed woman / don’t ask me why
julius la rosa – torero / milano
pedro vargas – en mala hora / cuando los años pasan
 
 
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Carnaval de 57 (1957)

Olá, meus amigos cultos e ocultos! Ao que tudo indica, nos próximos dias, só teremos no GTM links pelo Depositfiles, pois, pelo Mediafire nossa conta já esgotou. Sei que muitos preferem o Mediafire, mas infelizmente teremos que nos contentar com o outro, temporariamente, ok?
Hoje eu vou trazer mais um disco de carnaval, bem parecido o do “Ritmos da Panair”, pois aqui também é só sucessos, nas vozes de Emilinha Borba, Jorge Goulart, Vera Lúcia, Ruy Rey,  Vagalumes do Luar, Duo Guarujá, Bill Farr, Nora Ney, Jamelão, Gilberto Milfont e Risadinha. Uma seleção, hoje clássica, da Continental para o Carnaval de 1957. Neste lp de 10 polegadas as músicas fazem parte deu um imenso pot pourri carnavalesco, sem pausa. Não deixem de conferir no GTM…
 
vai com jeito – emilinha borba
inflação de mulheres – jorge goulart
olha o jacaré – vera lúcia
seu romeu – ruy rey
os olhos da morena – vagalumes do luar
marcha do garrafão – duo guarujá
vamos beber – bill farr
não vou chorar – nora ney
não quero mais amar ninguém – jamelão
vou pensar – gilberto milfont
teu falso amor – risadinha
 
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Juarez Sant’Ana – Muito Legal (1965)

Bom dia, caros amigos cultos e ocultos! Há exatos 14 anos atrás estava eu postando aqui este disco do Juarez Sant’Ana. É um disco que eu gosto bem e cheguei a digitalizar e compartilhar na rede. Mas nessa época eu mal sabia a diferença entre um arquivo de 128 kbps para um de 320 e também não me preocupei com capa e selos. Daí, quando resolvi postar aqui no Toque Musical foi que percebi que o arquivo completo não estava no nosso padrão, mesmo assim foi publicado. Hoje, após 14 anos, ele volta ao nosso TM, desta vez completo e em ótima qualidade. Isso me fez pensar na possibilidade de reeditar postagens do nosso primeiro ano, tem muita coisa que precisa ser corrigida. Mas, mesmo com a colaboração de alguns amigos, ainda estou tendo dificuldades para manter as postagens diárias. Não é falta de discos/títulos. O que falta é sempre a mesma coisa, tempo…
Enfim, seguimos então com este lp que realmente é Muito Legal, trazendo o então precoce talento, Juarez Sant’Ana e seu conjunto, um jovem estreante no mundo fonográfico em seu primeiro lp, lançado pelo selo Equipe, em 1964. Conforme contam, Juarez foi ‘apadrinhado’ pelo cantor Cauby Peixoto que o descobriu, ainda nos anos 50, fazendo demonstrações nos teclados e acompanhamento de artistas em pequenos show promovidos por um grande magazine de São Paulo, a Lojas Pirani, que trazia diversos artistas do rádio para apresentações. Essa loja, uma rede varejista de eletrodomésticos era bem famosa e conhecida dos paulistas e acabou no início dos anos 70 em um incêndio, com vítimas, levando assim a sua falência. Mas foi nesta loja que Cauby descobriu o talentoso garoto do teclado, levando-o para se apresentar na noite, em famosas boates, como a Drink, de Durval Ferreira. Na sequência, Juarez viria a ser um músico arranjador e acompanhante do grande astro Cauby Peixoto. 
Segue então Juarez Sant’Ana, disquinho bem gostoso de se ouvir, recheado de sambas, bossa, bolero e até ‘standard’ da música americana. Realmente, muito legal 😉 Confiram no GTM…
 
ginga bem
meu bem
mulata pra setenta
falling in love with love
na baixa do sapateiro
o amor e a canção
vai ficar pra titia
domingo azul
formosa
mascarada
nem vem de garfo
encontro feliz – eu sei que vou te amar
 
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Ritmos Da Panair – Sucessos Do Carnaval (1957)

Bom dia, meus caros amigos cultos e ocultos! Hoje eu resolvi quebrar a rotina das últimas semanas com postagens alternadas de dez e doze polegadas. Vamos mais uma vez com um disquinho de 10″. Aliás, dois disquinhos de 10 polegadas. Aqui tenho “Sucessos de Carnaval” lançado provavelmente em 1957, pela Continental. Trata-se de um disco de marchas e sambas carnavalescos, uma seleção de 24 músicas distribuídas ao longo dos dois lados deste lp. Para tanto, a Continental recrutou alguns de seus prestigiados artistas: Emilinha Borba, Jorge Goulart e Gilberto Milfont, sobe a direção e arranjos de Radamés Gnattali, para juntos interpretarem este alegre repertório, reunindo verdadeiros clássicos dos salões e avenidas. Este mesmo lp voltaria a cena um ou dois anos depois na série promocional criada para a Panair. Segundo contam, era um disquinho de brinde dado aos seu clientes passageiros da saudosa empresa aérea que virou até música na voz de Milton Nascimento em “Saudades da Panair”. Por essas e outras foi que eu achei por bem de apresentar os dois discos juntos. Vamos conferir no GTM este pout-pourri?
 
praça onze
uma promessa
abra a janela
o orvalho vem caindo
cai… cai…
atire a primeira pedra
não tenho lágrimas
implorar
nêga do cabelo duro
helena… helena…
ai que saudades da amélia
é bom parar
teu cabelo não nega
linda morena
linda lourinha
jardineira
ride palhaço
t’hai
pierrô apaixonado
marchinha do grande galo
pirolito
aurora
chiquita bacana
touradas de madrid
 
 
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Josephine Baker – Encores Américaines (1951)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! E aqui continuamos nossa dobradinha 10-12 polegadas, não esquecendo da inclusão de alguns títulos/artistas internacionais que de alguma forma se relacionam com o Brasil. Então, aqui vai um disquinho de dez polegadas dos mais interessantes, um lp lançado pelo selo Columbia, em 1951. Trata-se, claro, de um disco importado, edição americana e nossa artista é a fabulosa Josephine Baker, dançarina e cantora, nascida nos Estados Unidos, mas que foi morar na França, país onde que ela adotou de coração, se tornando uma cidadã francesa. Foi lá que ela conquistou a glória e fez seu nome. Era conhecida como “Vênus Negra”, uma verdadeira sensação de Paris. Sua história é um filme e creio que até já o fizeram. Não vou entrar em detalhes pois a coisa fica longa. Quem se interessar em saber mais sobre ela encontra com facilidade um rico material de pesquisa pela internet e vale a pena…
“Encores Américaines” é uma seleção musical de temas exclusivamente americanos, gravados por ela, creio, no pós-guerra e no qual aparecem também a música latina e aqui, em especial, uma versão da “Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, conhecida internacionalmente apenas como “Brazil”. 
Vamos conferir este disco no GTM? 😉
 
nuits de miami
afraid to dream
partir sur un bateu tout blanc
brazil
 besame mucho
the loveliness of you
j’ai un message pour toi
i’m fellin’ like a million
 
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Orquestra Serenata Tropical – Rumbas Solamente Rumbas (1963)

Olá, meus caros amigos cultos e ocultos! Tenho procurado manter essa linha de postagens, com discos de 10 e 12 polegadas e nessa também estou compartilhando com vocês alguns muitos discos que me chegaram por doação nos últimos seis meses. Tem muita coisa e fica as vezes até difícil escolher, mas vou pelo faro e também pelo meu desejo de ter no Toque Musical discos que valem até pela capa. É o caso deste álbum da Orquestra Serenata Tropical que dá um verdadeiro show, numa série impecável para rumbas. Verdadeiros clássicos que não deixam nada a dever as orquestras cubanas. A Orquestra Serenata Tropical era comandada pelo maestro Henrique Gandelman (pai do saxofonista Leo Gandelman) e este lp é realmente muito bom, merece o nosso toque musical. Vamos conferir essa lista de clássicos latinos…
 
negra consentida
para vigo me voy
cachita
maria-la-ô
el manisero
serenata
lamento boricano
caravana
vereda tropical
frenesi
poinciana
príncipe igor rumba
 
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Trio Nagô (1955)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Um dos grupos vocais da ‘velha guarda’ que eu mais aprecio é o Trio Nagô, um grupo brasileiro pioneiro na arte da vocalização. E já tivemos o prazer de apresentá-los aqui em outras postagens. Desta vez, me lembrei deste disco, cujo o mesmo arquivo foi postado no excelente blog Bossa Brasileira. Eu até tenho o disco, mas acredito que o arquivo digital do BB está em melhor qualidade do que eu poderia extrair do meu disquinho, que tá fritando que é uma beleza 🙂 Assim, já que comecei a postagem, melhor seguir pelo melhor. Neste lp de 10 polegadas lançado pela Continental, em 1955, temos o Trio Nagô num repertório que dá prazer em ouvir repetidas vezes, que nos convida também para cantar ou acompanhar num assovio essa seleção que podemos considerar como clássicas do cancioneiro popular. Aqui tem…

prece ao vento
mocambo de paia
terra seca
dora
aquarela cearense
na baixa do sapateiro
louco da praia
ladeira do amor
 
 
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Astor Piazzolla Y Su Orquesta – Pulsacion (1972)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Continuo seguindo o que disse há algumas postagens atrás, vez por outra estarei postando também algum artista/disco internacional que eu ache pertinente, seja pela relação com a música brasileira, ou comigo mesmo, ou seja, com meu gosto pessoal, hehehe…
E falando em gosto pessoal, eis aqui um disco dos que eu gosto muito e que por certo muita gente também gosta, o argentino Astor Piazzolla e sua orquestra, em um lp marcante, “Pulsacion”, que mereceu uma edição brasileira através do selo Som Livre, lançado em 1972. Por certo, foi um disco que ajudou muito a divulgação do genial ‘bandonionista’ aqui no Brasil, pois o selo Som Livre, nesta época, fazia chamada de lançamento pela televisão, no caso a Rede Globo, que era a dona do selo. E sem dúvida, ter a vitrine da Globo naquela época era sucesso garantido. Entre os muitos lançamentos da Som Livre, este foi um dos internacionais que me fez descobrir a música deste argentino. “Pulsacion” é um trabalho genial, marcado pela modernidade criativa deste grande artista. “Pulsación” é também a trilha musical para um filme de mesmo nome do diretor  Carlos Páez Vilaró. Vamos conferir? 🙂
 
pulsación nº1
pulsación nº2
pulsación nº3
pulsación nº4
fuga y misterio
contramilonga a la funerala
allegreto tangabile
tocata rea
tangata del alba
 
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Maysa (1957)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Hoje o nosso encontro é com a cantora e compositora Maysa, um nome que por aqui dispensa maiores apresentações, visto que já postamos dela vários outros discos. Porém, Maysa é uma artista que a gente sempre gosta de revisitar, de ouvir e aqui temos dela o segundo lp, ainda de dez polegadas, lançado pelo selo RGE, em 1957. Um disco clássico, sem dúvida, trazendo oito canções que marcaram, com destaque para “Se todos fossem iguais a você”, de Tom e Vinícius e “Ouça”, música de sua autoria e um de seus maiores sucessos. Confiram no GTM…
 
se todos fossem iguais a você
ouça
escuta noel
to the end of the earth
o que
franquesa
segredo
un jour tu verras
 
 
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Djalma Ferreira E Seus Milionários Do Ritmo – Drink No Rio De Janeiro (1959)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Entre os muitos discos que recebi de doação nos últimos tempos veio uma série de álbuns do Djalma Ferreira e seu conjunto Milionários do Ritmo. Discos originais, lançados pelo selo Drink, criado pelo próprio músico e empresário. Já tivemos a oportunidade de postar aqui um desses discos e também outros lps de Djalma, que de certa forma são relançamentos e coletâneas extraídas desta série, de sua produção. A Drink era uma famosa boate dos anos 50, também de Djalma Ferreira, onde ele e seu conjunto se apresentavam. Foi também o nome do selo/editora, que ele também produziu e ao que parece, somente para o lançamento de seus próprios discos. Essas produções sempre foram sofisticadas e luxuosas, tanto no registro, gravações, como na apresentação, onde os álbuns traziam um diferencial, com capas triplas, ou num modelo original em que se abre como um autêntico álbum. Coisa bem parecida com as produções de Nilo Sérgio e seu selo Nilser. É luxo só! E aqui, então, temos o lp “Drink no Rio de Janeiro”, lançado em 1959. Neste lp Djalma vem acompanhado pelos Milionários do Ritmo cuja a formação neste disco trazia um timaço de músicos com Waltel Branco, Araken Peixoto, Ed Lincoln, Plínio, Amaury, Brito e Miltinho no vocal. No repertório uma boa série de sambas que dá a este disco uma autenticidade verdadeiramente nacional. Confiram…
 
fala amor
cheiro de saudade
café brasil
recado
samba no drink
carnaval
zé marmita
pot pourri de sambas
devaneio
destinos
 
 
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Dorival Caymmi – Sambas (1955)

Olá, amigos cultos e ocultos! Entre tantos discos que já postamos aqui, alguns são realmente essenciais e se nunca chegaram a ser publicados, um dia acaba acontecendo… Os discos de Dorival Caymmi são um bom exemplo. E no caso deste grande artista, a vontade é de ter por aqui toda a sua discografia, mesmo que apresentada em doses homeopáticas 🙂 É sempre um grande prazer postar no Toque Musical discos e artistas dos quais sou realmente fã. E aqui, no caso, tenho este pequeno lp, maravilhosa e original edição em dez polegadas, lançada pela Odeon, em 1955. “Sambas de Caymmi” é um disco clássico, onde encontramos um repertório praticamente quase todo inédito e que inevitavelmente faria o maior sucesso. Aqui está ele, o exemplar que ganhei de um vizinho. O álbum está muito bem conservado, apenas com uma avaria na contracapa. Mas o que me chama a atenção é que nele veio um encarte trazendo as letras das canções. Coisa rara de se ver nesses albinhos dos aos 50. Eis aí um exemplar que merece o nosso toque musical. Como sempre, arquivo completo, podem conferir no GTM 😉
 
sábado em copacabana
não tem solução
nunca mais
só louco
requebre que eu dou um doce
vestido de bolero
vizinha do lado
roda morena
 
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Fafá Lemos – Uma Noite Na Boite Do Fafá (1958)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Deixemos de lado os meus desabafos prolixos, pois eu só percebo que não valem a pena depois de publicado. Pura perda de tempo, mas, enfim um desabafo… Melhor mesmo é acalmar na suavidade de uma noite na boate do Fafá Lemos com seu violino e conjunto. Pena que hoje isso é apenas histórias e lembranças. No tempo em que haviam as boates com shows ao vivo, nos anos 50, muitos artistas buscaram conciliar o trabalho de músico com o de empresários da noite. Tanto no Rio de Janeiro, quanto em São Paulo haviam músicos que também eram donos de casas noturnas. Entre esses tivemos também o Fafá Lemos com sua boate em Copacabana e este lp, lançado pela RCA Victor, em 1958, traz um pouco do que seu proprietário tocava por lá, um delicioso repertório no qual cabem diferentes ritmos dançantes, tanto nacionais quanto internacionais, músicas que fizeram parte de uma época e como estamos sempre postando discos desse período, algumas das músicas deste lp já são por nós bem conhecidas através de outros artistas, mas isso pouco importa, pois o que vale é a interpretação e neste caso com a inconfundível sonoridade do violino do Fafá. Vamos conferir?
 
whispering
tu solo tu
saudade dela
violino triste
usted
aviso prévio
bicharada
it’s not for me to say
je suis seul ce soir
casamento infeliz
mentira de amor
moriat
 
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Doris Monteiro – Minhas Músicas (1956)

Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! …
Temos aqui o primeiro lp de 33 rpm da cantora Doris Monteiro, um disquinho de dez polegadas lançado em 1956, pelo selo Todamérica. Em verdade, trata-se de gravações originalmente lançadas alguns anos antes, em discos de 78 rpm. Nele, como podemos ver na contracapa, temos um repertório quase todo de sambas, sete sambas e um bolero, tudo orquestrado ao melhor estilo daqueles anos 50. Aqui temos, por exemplo, com destaque o samba canção “Se você se importasse”, música do alagoano Peter Pan, que foi o primeiro grande sucesso da carreira de Doris. E tem mais, vamos conferir no GTM? 😉
 
se você se importasse
bate um sino além
nunca te direi
perdão
desejo
sou tão feliz
você não sabe
quantas vezes?
 
 
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Gary McFarland – Soft Samba Strings (1966)

Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Além da ‘dobradinha 10-12’, também continuo postando, em doses homeopáticas, alguns títulos e artistas estrangeiros que de alguma forma tem a ver com a proposta do Toque Musical. E quando isso não ficar muito claro, entendam, é puramente por conta do meu gosto pessoal (hehehe…). Mas fiquem tranquilos, pois o foco aqui ainda é a musicalidade nacional 😉
Assim, hoje trago um lp que tem um pouco disso tudo, é de um artista estrangeiro, é um disco de jazz, é um disco que traz referências da música brasileira e acima de tudo, um disco que eu adoro e sempre o quis aqui em nossas listas. 
“Soft Samba Strings” foi um dos muitos e bons discos lançados nos anos 60 pelo compositor, arranjador, cantor e vibrafonista americano Gary McFarland. Ele foi um importante músico do jazz, gravando para os prestigiosos selos Verve e Impulse! durante os anos 60, período onde esteve mais atuante, sendo considerando um dos feras do chamado ‘jazz orquestral’. Durante essa década ele gravou, produziu e fez arranjos para muitos outros artistas e não somente para o jazz. Também fez trilhas para o cinema. Segundo a crítica, a ascensão de Mcfarland coincidiu com o surgimento da Bossa Nova, a qual muito o influenciou e lhe serviu de base para diferentes projetos. Ele morreu no início dos 70, aos 38 anos, envenenado, depois de tomar uma dose letal de metadona. Essa história nunca ficou bem esclarecida, não se sabe se foi suicídio ou se foi envenenado por alguém.
“Soft Samba Strings” foi gravado em 1966, pelo selo Verve e por aqui foi lançado em 1967, pela Copacabana Discos. Pelo título do disco já dá para imaginar a influência da bossa nova. O repertório traz uma série musical baseada em temas da música clássica, somado ao batido da nossa bossa nova. Há também nesse repertório “Manhã de Carnaval”, de Luiz Bonfá. É descaradamente um disco de Bossa Nova cuja sonoridade é bem familiar para nós brasileiros. Em 1967 McFarland gravou um outro álbum cujo título é “Soft Samba”, o qual eu até gosto mais, pois não é de todo orquestrado e conta com a participação de Antônio Carlos Jobim, no violão. Infelizmente, este é um dos discos dele que eu ainda não tenho. Talvez numa próxima oportunidade eu venha a publicá-lo por aqui também. Mas por enquanto, vamos ao “Soft Samba Strings”, tenho certeza de que vocês também irão gostar. Confiram no GTM…
 
full moon and empty arms
skylark
i know the meaning
manhã de carnaval
the lamp is love
reverie
these are the things i love
theme from 13
once we loved
our love
 
 
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Neuza Maria – A Melhor Cantora De 1956 (1956)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Creio que até segunda ordem, continuarei na dobradinha do 10-12 polegadas, ok? Espero que esteja a gosto 🙂 Pois o importante é que a nossa emoção sobreviva, já dizia o poeta. E para essa quinta feira, temos aqui a cantora Neuza Maria, um nome já conhecido por aqui, afinal, já postamos outras coisas com ela. E hoje ela volta neste disquinho de dez polegadas, lançado no final de 1956 pelo selo Sinter. Neste lp ela é homenageada por ter se consagrado a melhor cantora daquele ano.  No repertório temos…
 
nunca jamais
que será será
culpada
siga
arrivederci roma
31 de dezembro
última canção
decepção
 
 
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Suite TransBrasil (1972)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Enfim, chegou setembro! Adoro este mês, afinal foi nele quem nasceu o meu criador, o pai do Augusto TM e do Toque Musical (hehehe…). Virginiano gente boa, aliás, qual não é, né? 🙂
Então, entrando num novo mês, seguimos em nossas postagens diárias. Para começar bem, eu trago um disco raro, produção ao que parece encomendada. Pelo visto um lp não comercial, lançado em 1972 pela Copacabana para o Banco do Brasil, certamente como brinde a seus associados, hábito muito comum naqueles tempos.
“Suíte Transbrasil” é um lp que nos traz uma peça de mesmo nome, criada por Omar Fontana com co-autoria de Luiz Vieira e do Maestro Moacyr Portes. Trata-se de uma homenagem a Transamazônica, a estrada federal, transversal, que corta cinco estados do norte e nordeste, com uma extensão de mais de 4 mil quilômetros. Foi ‘inaugurada’ em 1972, mas ainda hoje, em pleno 2021 ela não foi finalizada, tendo boa parte de seu percurso sem pavimento. A Transamazônica, ou BR-230 é bem a cara do Brasil, uma rodovia enorme. sonhada e cantada em versos, mas como o país, sempre eu altos e baixos de acordo com o governo do momento. Mas, na época em que estava sendo criada era mesmo um sonho, uma esperança, principalmente para a região e também era um feito para um governo militar que se gabava de uma obra faraônica que nunca chegou mesmo a se concretizar (literalmente).
Foi mesmo nessa época, quando da criação desta peça musical, que seus autores e pessoas envolvidas no projeto, tiveram a oportunidade de conhecer a Transamazônica e vivenciar de perto a experiência na floresta. Puderam também visitar uma aldeia indígena, que os ajudaram na inspiração desta composição. A Suite Transbrasil é uma peça em três partes (Transamazônica, Tumucumaque e Hino da Integração). Os arranjos e regência dessa peça são de Moacyr Portes. Há também a participação do Coral da Associação Coral de Florianopolis. Aproveitando o espaço-tempo de um lp, os produtores incluíram também outra músicas como “Maria Eugenia” e “Paz do meu amor”, de Luiz Vieira, o “Hino do Sesquicentenário da Independência”, de Miguel Gustavo e também a canção “Gente humilde”, de Chico Buarque e Vinícius de Moraes. Trata-se, sem dúvida, de um trabalho de grande sensibilidade musical, o disco, em si, é perfeito. Contudo, há nele um certo ranço, pois funcionou de peça publicitária do governo durante o regime militar, vendendo um progresso que nunca existiu. 
Em 2011, a artista visual gaúcha Romy Pocztaruk fez um vídeo, o qual se chamava também “Suíte Transbrasil”. Neste vídeo, ela coloca uma vitrola dentro de um aquário, a qual vai tocando a Suíte Amazônica. O observador acompanha a música e a vitrola ser pouco a pouco submersa pela água que vai enchendo o aquário, até se tornar totalmente inoperante. Um trabalho que critica, investiga e questiona o progresso e a decadência da rodovia Transamazônica.
 
transamazônica
tumucumaque
hino da integração
fantasia do ar
maria eugenia
paz do meu amor
hino do sesquicentenário da independência
gente humilde
 
 
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