O Esquadrão Da Morte (1976)

E já que falmos em Zé Rodrix na última postagem, vamos trazendo aqui outro trabalho desse músico genial. Outra trilha sonora, também criada por ele naquele mesmo ano para o filme “O Esquadrão da Morte” e que foi lançado comercialmente em 76. Filme do gênero policial, feito com baixos recursos e dirigido por Carlos Imperial. Por certo, a trilha sonora é o grande destaque e que fez este filme se tornar conhecido internacionalmente. Zé Rodrix, mais uma vez demonstra sua incrível capacidade de criação. Aliás, é bom que se diga, ele fez muitas trilhas, tanto para cinema, teatro, televisão e propaganda. Esta trilha de “O Esquadrão da Morte” foi relançada pelo selo inglês Mr. Bongo e anteriormente pelo selo francês Le Vieux Renard, o mostra que este é mesmo um trabalho da melhor qualidade.
 
esquadrão da morte
um homem é um homem é um homem
chorinho pro tio
tema de amor
bolero de mangaratiba
motoqueiros
mundo
assalto
escoderijo
rhumba
 
 
 

Motel – Trilha Sonora Original (1975) 

Aqui temos, desta vez, a trilha sonora da comédia, estilo pornochanchada, “Motel”. Filme dirigido por Alcino Diniz e estreado por um time de atores famosos do cinema e televisão, como Maria Lúcia Dahl. Carlos Eduardo Dorabella Rodolfo Arena, Jaime Barcellos, Ary Fontoura, Suely Franco, Monique Lafond e outros. Lançado em 1975. Fez um relativo sucesso na época. Mas, por certo, não podemos deixar de destacar a trilha sonora, composta pelo grande Zé Rodrix, que também é responsável pelos arranjos e regência. São músicas instrumentais, transitando pelo soul e funk, sonoridades típicas da época. Um trabalho muito bacana que demonstra a versatilidade de Zé Rodrix. Realmente, o cara era foda! Este compacto é hoje em dia algo muito raro, porém não tão raro quanto o próprio filme que simplesmente nunca mais foi visto (ou revisto). A trilha, como podemos ver, saiu neste compacto duplo, lançado pelo selo Continental, como seis músicas. (e só para lembrar, compacto duplo é todo aquele que tem mais que duas músicas de cada lado, ok?)
 
motel
professor e aluna
fábio & fani
consultório de dentista
mariña
paulista solto no rio
 
 
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Som Brasileiro Vol. 2 (1976)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje o Toque Musical apresenta mais uma coletânea de MPB da melhor qualidade. É o segundo volume de “Som brasileiro”, lançado em 1976 pela EMI-Odeon (depois EMI e hoje Universal Music), na mesma linha do primeiro, que o TM já nos ofereceu. Em suas onze faixas, iremos encontrar muita coisa boa. Para começar, temos o dueto de Mílton Nascimento com Beto Guedes em “Nada será como antes”, extraído do álbum duplo “Clube da Esquina”, lançado em março de 1972. Dele também é a faixa “Trem azul”, com Lô Borges. Edu Lobo aqui comparece com “Vento bravo”, faixa de seu LP de 1973, oficialmente sem título mas conhecido como “Missa breve”. O inesquecível Zé Rodrix vem com sua versão do clássico “Casa no campo”, que fez com Tavito, gravada em 1976 para o álbum “Soy latino-americano”. Talentosa cantora e compositora, Sueli Costa vem com “Vamos dançar”, gravação de 1975. O grupo Som Imaginário, conhecido por acompanhar Mílton Nascimento em discos e shows, apresenta aqui  uma composição de seu tecladista Wagner Tiso, “Armina”, gravação de 1973 pinçada do álbum “Matança do porco”. Dorival Caymmi, o poeta seresteiro da Bahia, interpreta aqui “Dona Chica (Francisca Santa das Flores)”, gravação de 1972. Gonzaguinha, o eterno aprendiz, mostra aqui “Mundo novo, vida nova”, música com a qual concorreu no II Festival Universitário de MPB, da TV Tupi do Rio de Janeiro, em 1969, defendida por Claudette Soares, mas que ele próprio só viria a gravar em 1972. Compositor, cantor e pianista ainda hoje em atividade, João Donato aqui comparece com “Terremoto”, parceria com Paulo César Pinheiro e faixa do álbum “Quem é quem”, de 1973. Músico completo, Egberto Gismonti aqui nos mostra “Janela de ouro (A traição das esmeraldas)”, faixa extraída do álbum “Água e vinho”, de 1972. E, para encerrar com chave de ouro, “Sinal fechado”, de e com Paulinho da Viola, música com a qual ele venceu o quinto (e último) festival de MPB da antiga TV Record de São Paulo, em 1969. Enfim, um disco primoroso e repleto de bons momentos de nossa música popular. Confiram.

nada será como antes – milton nascimento e beto guedes

vento bravo – edu lobo

casa no campo – zé rodrix

vamos dançar – sueli costa

armina – som imaginário

dona chica – dorival caymmi

trem azul – lô borges

mundo novo vida nova – gonzaguinha

terremoto – joão donato

a janela de ouro – egberto gismonti

sinal fechado – paulinho da viola



*Texto de Samuel Machado Filho

Zé Rodrix – I Acto (1973)

Zé Rodrix em seu primeiro disco solo após ter deixado o Sá e o Guarabyra. É um álbum maneiro como só o Zé sabe fazer. Suas músicas tem a capacidade de envolver as pessoas, assim como os seu jingles de comerciais. Depois de ouvir o disco pela segunda vez a gente já assimila vários trechos das suas músicas. Este álbum é sem dúvida (para mim) o melhor disco solo do Zé Rodrix. Chamo a atenção para as faixas “Casca de caracol”, “Eu preciso de você pra me ligar” e “Quando você ficar velho”. Para quem tem mais de 40, esse disco é memorável. Escutem! Esse cara é muito bom!