Coquetel De Sucessos – Solos Instrumentais (1961)

Bom dia, prezados amigos cultos e ocultos! Estou vendo que a única forma de continuar mantendo diária as nossas postagens vai ser eliminando esses textos, essas resenhas, que por vezes tomam mais tempo e que de uma certa forma, poucos se dão ao trabalho de ler. Por outra, nem sempre estamos dispostos a escrever coisas que podem ser buscadas por vocês no Google. Mas, sempre que acharmos pertinente, a gente escreve, deixa uma dica, dá o toque… ok? 
Hoje temos um disquinho bem legal, lp lançado pela RCA, em 1961, “Coquetel de Sucessos – Solos Instrumentais”. Neste, temos reunidos quatro grandes instrumentistas, verdadeiras feras dos sopros, ou metais: Paulo Moura, Nelsinho, Maurílio e Aurino. No lp temos doze temas de sucessos, nacionais e internacionais onde desfilam cada qual com três faixas, em solos realmente envolventes. Confiram no GTM…
 
eu e tu – paulo moura
bat masterson – aurino
abandono – maurílio
santeleco – nelsinho
greenfields – paulo moura
aliança – aurino
chuva de arroz – maurílio
se eu morrer amanhã – nelsinho
little devil – aurino
rose – paulo moura
recado de amor – nelsinho
tristeza em mim – maurilio
 
 
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José Fernandes e Sua Orquestra Típica – Tangos Nota 10 (1976)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Carnaval tá aí, mas vamos de tango? Eu vou, mas estou exatamente como a cara e a animação do bandoneonista da contra capa deste disco (hehehe…). Aliás, animação aqui está por chegar. Ou por outra, estou me guardando pra quando o Carnaval chegar, sem pandemia, é claro! Assim sendo, vamos de tango…
E olha só o que eu achei na gaveta, José Fernandes e sua Orquestra Típica nos brindando com 12 tangos argentinos dos mais conhecidos e tradicionais. Quem aqui não se lembra do José Fernandes, músico e maestro que ficou mais conhecido como o jurado mal-humorado dos programas do Silvio Santos, nos anos 70. O cara era o terror dos candidatos, não tinha um que ele aprovava. Sempre muito rigoroso, levava a brincadeira a sério e dava zero para a maioria. Era o contraponto, comum em programas de calouros. José Fernandes era mineiro, músico, maestro, radialista e também crítico musical desde os anos 50 quando foi morar no Rio de Janeiro. Gravou alguns discos, sem muitos destaques, sempre explorando gêneros ultrapassados. Gostava muito de tango e aqui temos ele, sisudo com o sempre, neste lp lançado pela RCA, com sua ‘orquestra típica’ revivendo, na contramão, um gênero, para a época, embolorado, mas que condiz perfeitamente com sua figura, fechada, conservadora e de direita. O cara era também um reacionário, ressentido e de poucos amigos e demonstrou isso sua vida toda. Vai saber lá oque se passava na cabeça do Zé Fernandes? Acho que nem o Silvio Santos. Melhor, apenas ouvir…
 
ojos negros
caminito
dercho viejo
re fa si
a media luz
quejsa de bandoneon
tango pra teresa
el choclo
volver
la maleva
yira… yira…
 
 

Quinteto Violado – Enquanto A Chaleira Não Chia (1985)

Olá, caríssimos amigos cultos e ocultos! Hoje trago para vocês mais um disco do Quinteto Violado. Formado no início dos anos 70 por Fernando Filizola (viola), Marcelo Melo (violão), Toinho Alves (contrabaixo), Luciano Pimentel (bateria) e Generino Luna (flauta), o Quinteto Violado é hoje uma tradição e um dos mais antigos ainda em atividade. Ao logo de sua existência, os “Violados”, como são carinhosamente conhecidos, levaram a música nordestina por todos os cantos do país e também para fora. Foram um dos primeiros grupos a terem seu próprio veículo, um ônibus, no qual percorria levando seus shows. Em sua trajetória de mais de 50 anos o Quinteto Violado gravou dezenas de discos e também por ele passaram vários músicos. Se tornaram conhecidos internacionalmente sendo também um dos grupos brasileiros mais premiados. Foram influência para diversos conjuntos, como a Banda de Pau e Cordas, Bolo de Feira e outros, pelo norte e  nordeste. 
Aqui temos dele este lp, lançado em 1985, cujo título, “Enquanto a chaleira não chia”, só aparece no selo. Foi o único disco que o QV gravou pela RCA. Um trabalho, como sempre, encantador, festivo e alegre, que como tantos outros, não tem como não gostar 🙂
 
enquanto a chaleira não chia
noites brasileiras
fogueira de são joão
lorota boa
bom demais
erva doce
último pau de arara
pipoca real
o forró tá cheio
de viola e rabeca
a fé do lavrador
amar
azul maceió
aracaju
 
 
 

Ataulfo Alves – O Mestre Ataulfo E Seus Convidados (1968)

Muito bom dia a todos os nossos amigos cultos e ocultos! Para a nossa terça-feira tenho aqui um ‘medalhão’, dos quais eu sempre gosto de postar. Claro, me refiro ao grande Ataulfo Alves, o qual dispensa as apresentações. Da mesma forma o repertório e também seus intérpretes, tudo figurinha já batida por aqui. Acredito que todas as músicas que estão nesta seleção da RCA já foram apresentadas aqui em diferentes momentos de nossas postagens, mas em se tratando de Ataulfo e também desses estimados intérpretes, sempre é bom ouvir de novo. Aqui temos um seleção musical da RCA Victor que estrategicamente coloca o Ataulfo em suas fileiras através dos artistas de seu ‘cast’. Uma boa jogada comercial e mais ainda como coletânea, que por certo, agrada a todos. Vamos conferir?
 
atira a primeira pedra – orlando silva
errei, erramos – nora ney
vai, mas vai mesmo
pois é – carlos galhardo
na cadência do samba – jorge veiga
o prazer é todo meu – orlando silva
sei que é covardia – carlos galhardo
rainha da beleza – orlando silva
a mulher faz o homem – cyro monteiro
você não quer nem eu – dalva barbosa com silvio vianna
o bonde de são januário – cyro monteiro
quanta tristeza – carlos galhardo
 
 
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Silvio Caldas – E Suas Interpretações Inesquecíveis (1961)

Olá, amigos cultos e ocultos! Nossa versão WordPress continua inacessível, tanto para mim quanto para vocês visitantes. Assim e por enquanto, o foco é aqui na versão matriz pelo Blogger, ok?
Seguindo, aqui temos o saudoso ‘titio’, o grande Silvio Caldas, cantor e compositor querido por todos nós. Há tempos nós não postávamos nada dele no Toque Musical, assim, acho que seria uma boa trazer algum disco dele. E este aqui é bem interessante. Temos um lp lançado em 1961 pela RCA, através de seu selo Camden, dedicado a coletâneas e reedições da RCA Victor. E neste lp temos o Silvio Caldas dos anos 30 e 40, gravações feitas por ele, ainda no tempo da bolacha de 78 rpm. Músicas extraídas de seus discos de 1934 a 44. Uma oportunidade de ouvir com uma melhor qualidade o conteúdo de discos antigos, que geralmente nunca estão em bom estado de conservação. Ao que consta, essas gravações foram extraídas da gravação master, o que lhe garante uma maior qualidade. Vamos conferir?
 
da cor do pecado
sorris da minha dor
promessa
valsa do meu subúrbio
cessa tudo
serenata
mulher
pra que mentir
velho realejo
algodão
falsa felicidade
a vida em quatro tempos
 
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Amarante E Amaraí (1971)

Boa noite, companheiros, amigos cultos e ocultos! Neste domingão vamos de música sertaneja, que também dá muito ibope :). Tenho aqui para vocês o único disco da dupla Amarante e Amaraí, lançado em 1971 pelo selo RCA. Considerado um dos clássicos da música sertaneja, muito por conta de Amaraí (Domingos Sabino da Cunha) que trazia uma respeitável trajetória, quando então, nos anos 60 era dupla com Belmonte. Belmonte & Amaraí foi uma das mais importantes duplas sertanejas daquela década e considerada por muitos como precursores da moderna música sertaneja, por conta da inserção de instrumentos musicais que não eram comuns na música sertaneja, tipo harpa paraguaia, bongô, piano e sopros… Amaraí ao lado de Belmonte gravaram dezenas de discos. Porém, tanto Amaraí como Belmonte gravavam separados ou em outras duplas e foi numa dessas que surgiu em um único ato Amarante e Amaraí. O disco é hoje uma referência, um clássico para os sertanejos. Amantes do gênero por certo irão aplaudir. 

cavalo branco

tão belo era outrora

que sejas feliz

boa noite amor

lição de caboclo

gosto só de ti

cavalinho de pau

o quanto eu te quero

adeus mariquita linda

valsa da despedida

morrendo de amor

luz do meu viver

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Heraldo E Seu Conjunto – Dançando Com O Sucesso (1961)

Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Cá estamos neste domingo trazendo para vocês, “Dançando com o sucesso”, segundo lp do pernambucano Heraldo do Monte. Escolhei este disco (herança blogueira) muito por conta do Quarteto Novo, disco que havia postado dias atrás. Aqui temos este mestre das cordas, instrumentista, arranjador e compositor que inicia sua carreira, ao vir para São Paulo, tocando ao lado de Walter Wanderley e Dick Farney, em seus respectivos grupos. A partir de 60 grava seu primeiro disco e dá sequencia a uma brilhante e premiada carreira. Torna-se um dos grande instrumentistas brasileiros, reconhecido internacionalmente. Fez parte do Trio Novo, ao lado de Airto Moreira e Theo de Barros, grupo que viraria quarto com a entrada de Hermeto Pascoal e daí, em 67 viria o discaço o qual postamos aqui. Mas enfim, Heraldo do Monte é um artista consagrado e dele já publicamos outras coisas aqui e agora trazemos este lp que reúne uma seleção de músicas dançantes, sucessos nacionais e internacionais daquele início dos anos 60. Com direito também a corinho. Disquinho bem agradável que vocês precisam ouvir. Confiram no GTM…
 
la novia
palhaçada
al di la
chorou chorou
sem querer
el panuelo manchado de rouge
muy cerca de ti
porque me enamore de ti
cheiro de saudade
llorando me dormi
 
 
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Filosofia Do Samba (1973)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Nosso encontro hoje é com o samba. Temos aqui uma coletânea de primeiríssima qualidade produzida pela RCA em 1973, reunindo um exemplar grupo de sambas e sambistas de tirar o chapéu. Como se pode ver logo pela capa, temos Candeia, Cartola, Zé Keti, Elton Medeiros, Jorge Veiga, Martinho da Vila e Os Originais do Samba, Adalto Santos, Noel Rosa de Oliveira, Gilberto Alves, Déo e Geraldo Babão. São doze sambas inesquecíveis, confiram…

filosofia do samba – candeia

a voz do morro – zé keti

quatro crioulos – elton medeiros

viola de maçaranduba – geraldo babão

vem chegando a madrugada – noel rosa de oliveira

vou te abandonar – jorge veiga

lá em mangueira – martinho da vila e os originais do samba

apanhando papel – gilberto alves

que bate fundo é esse – jorge veiga

volta por cima – adauto santos

alô pandeiro – déo

preconceito – cartola

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Manezinho Araujo – Cuma É O Nome Dele? (1974)

Digam lá, amigos cultos e ocultos! Em meio a pandemia e dentro de casa, porque nós temos juízo, vamos aproveitar o tempo desfrutando das raridades deste nosso Toque Musical. Hoje e mais uma vez temos aqui a felicidade de trazer o Manezinho Araújo, o Rei da Embolada. Um artista em duplo sentido, tanto na música quanto nas artes plásticas, mais exatamente na pintura. Manuel Pereira de Araújo, o Manezinho Araújo foi um cantor, compositor, jornalista e pintor. Dedicou-se a música até os anos 50. Gravou entre os anos 30 e 50 dezenas de discos e suas composições foram também gravadas por diversos artistas. Na década seguinte começou uma nova carreira, se entregando de corpo e alma a pintura. Nessa área também se destacou, sendo considerado um artista/pintor no estilo Arte Naïf, um termo francês cujo significado é ingênuo, ou seja, artistas geralmente auto-didatas, sem formação acadêmica, cujo os trabalhos são chamados de ‘Primitivo’. Manezinho Araújo se tornou um mestre, consagrado internacionalmente como pintor brasileiro, assim como Heitor dos Prazes e Sidney da Conceição.
O álbum que trazemos de Manezinho, creio eu, foi seu último registro musical. Lançado pela RCA/Camden em 1974, foi um retorno em disco, onde ele regravou alguns de seus maiores sucessos. Disco bacana e realmente imperdível. Vale conferir no GTM…

não sei o que é faca
nana roxa
saudade de pernambuco
cuma é o nome dele
dor de cotovelo
o carrité do coroné
seu dureza da rocha pedreira
novo amanhecer
pra onde vai valente
como tem zé na paraíba
vatapá
olha o buraco no barreiro, cavalheiro
sulandá

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Paulinho Da Viola E O Conjunto A Voz Do Morro (1973)

Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Hoje eu passei o dia dando uma geral aqui no Toque Musical. Olhando para trás, vejo quanta coisa já fizemos. Mas, o que mais me chamou a atenção foram os meus textos de resenha e por consequência os comentários. Meu Deus, quanto amadorismo! Quanta coisa errada eu escrevi, tanto erros bobos de ortografia quanto erros de abordagem e descrição nas resenhas. É certo que no início eu vivia numa corrida contra o tempo, tudo para manter as postagens diárias e no capricho. E para quem não estava muito acostumado com resenhas, principalmente diárias, falhas e erros foi o que não faltou. E os comentaristas, amigos cultos e ocultos, não perdoavam em suas críticas. E estavam certos. Quer escrever, escreve direito, essa é a verdade. E a gente aprende, podem acreditar…
Então, hoje tempos uma boa pedida musical, Paulinho da Viola e o Conjunto A Voz do Morro. Eu tinha, para mim, que este disco já havia sido postado aqui no Toque Musical. Porém, hoje percebi que não e assim sendo, chegou a sua hora. Por certo, não se trata de uma raridade ou novidade no mundo dos blogs. Muitos já o postaram e talvez tenha sido por isso mesmo que eu o deixei de lado. Mas como deixar de lado um disco tão bacana? Este lp foi lançado originalmente em 1965, mas em 73 ele voltou a ser relançado com essa nova capa. Aqui temos o grande Paulinho da Viola juntamente com o conjunto A Voz do Morro foi um grupo organizado por Zé Kéti, conforme nos conta a lenda, a pedido da gravadora Musidisc. Ele reuniu um time de sambistas da pesada com alguns integrantes do musical Rosa de Ouro. O conjunto era formado por Anescarzinho do Salgueiro, Elton Medeiros
Jair do Cavaquino, Nelson Sargento, Oscar Bigode, José da Cruz, o próprio Zé Kéti e o jovem Paulinho da Viola. O lp é recheado de uma das melhores safras do samba carioca. O disco saiu, originalmente pelo selo Musidisc, em 65, mas em 73 ele foi relançado, desta vez pelo selo RCA, quando então Paulinho da Viola já tinha se tornado uma grande estrela da MPB. E por conta dessas e de outras, apareceu com uma nova capa e o nome de Paulinho em destaque. Creio que não há muito o que se falar deste trabalho, pois todo mundo já o conhece bem. E assim sendo, só me cabe mesmo a postagem. Um lp da melhor qualidade que você não pode perder. Confira no nosso GTM.

peço licença
intriga
mascarada
coração vulgar
conversa de malandro
pecadora
vai saudade
jurar com lágrimas
maria
coração de outro
não sou feliz
injúria
sonho triste
meu viver



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Samba Nostalgia Vol. 2 (1977)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Fechando a nossa mostra de coletâneas, eu trago hoje uma que merece respeito, “Samba Nostalgia – Vol. 2”. Taí um álbum duplo que vale cada faixa em suas 36 músicas. Uma seleção de sambas da gravadora RCA Victor extraídos de discos e artistas do se ‘cast’ ao longo das décadas de 40, 50 e 60. Aqui temos o volume 2, mas logo que possível postarei também o primeiro (será que temos um terceiro?). Vamos ver isso. Até então, divirtam-se com essa seleção preciosa.

madame fulana de tal – nelson gonçalves
meus tempos de criança – ataulfo alves
rosa morena – miltinho
lamento – jacob do bandolim
yaya do cais dourado – martinho da vila
café soçaite – jorge veiga
falsa baiana – cor monteiro
nega maluca – linda batista
três apitos – maria bethania
cadê tereza – os originais do samba
volta por cima – adalto santos
luz negra – o sol nascerá – maria creusa
filoso fia do samba – candeia
adeus batucada – synval silva
nem é bom falar – adeus – ismael silva
boogie woogie na favela – ciro monteiro
o pequeno burgues – martinho da vila
caminhemos – nelson gonçalves
acertei no milhar – jorge veiga
pot pourri de samba – mané do cavaco
mora na filosofia – maria bethania
atire a primeira pedra – orlando silva
deixe essa mulher pra lá – ataulfo alves
os quindins de yaya – emilinha borba e cesar alencar
marina – dick farney
samba de uma nota só – leny andrade
amigo urso – moreira da silva
esses moços – lupicínio rodrigues
chora cavaquinho – orlando silva
notícia – nelson cavaquinho
vai, mas vai mesmo – nora ney
o orvalho vem caindo – almirante



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