Clube Atlético Mineiro – Compacto (1971)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Aqui estamos novamente saudando o meu Galão, afinal a alegria é grande, né? Este compacto teria entrado ontem, não fosse eu me lembrar do lp, que achei mais apropriado. Mas eu já havia planejado para esta ultima quinzena do ano postar aqui uma série de discos compactos, fechando o ano com os disquinhos de 7 polegadas. Desta então, achei também apropriado começarmos com este compacto do Clube Atlético Mineiro, no qual temos de um lado o hino do clube e do outro (fazendo jus ao nível de qualidade, hehehe…) nada menos que a Aquarela do Brasil, de Ary Barroso. Creio que este compacto já foi apresentado aqui, mas sem esta capa, onde temos estampado o símbolo do maior campeão do Brasil em 2021. É só alegria 🙂 Salve o Galão!!!
 
hino do clube atlético mineiro
aquarela do brasil
 
 
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Atlético Mineiro – O Bom (1971)

Boa hora a todos os amigos cultos e ocultos! Aliás, uma ótima hora, porque não dizer. Apesar dos percalços, tropeços e atropelos eu não poderia deixar passar em branco mais uma vitória do meu Galão. Embora a semana tenha sido um tanto ingrata comigo, a recompensa futebolística salvou o dia. E em homenagem a mais um título nesta temporada, depois de ter se tornado Campeão Mineiro, Bicampeão Brasileiro, agora nós o saudamos pelo seu bicampeão da Copa Brasil. Para comemorar, estou trazendo para vocês, não apenas atleticanos, mas para todos que amam futebol este lp, lançado em 1971, ano em que o Galão conquistou a taça de primeiro campeão do então recém-surgido Campeonato Brasileiro. Neste lp temos um resumo da campanha do time ao longo daquela temporada que o levou ao título máximo e o qual neste ano ele volta a conquistar. É muita alegria depois de esperar tanto tempo. Salve o Galão, meu time de coração. Atlético Mineiro, o bom! 😉
 
atlético mineiro, o bom!
 
 
 
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Sábado Som Do Augusto – Aquele Que Foi Sem Nunca Ter Sido

Bom dia, meus caros amigos cultos e ocultos! Hoje eu quero fazer uma postagem diferente, não é nenhum disco, mas é sobre discos, ou talvez nem seja exatamente sobre eles, pois o que quero falar aqui é algo que tem a ver com amizade, parceria e como, as vezes, tudo pode vir a baixo quando não sabemos lidar com situações. As vezes não sabemos lidar com alguns incômodos vindos de amigos, isso é prova de que no fundo não somos muito amigos, pois amizade envolve intimidade, pelo menos até o ponto de um chegar para o outro e dizer o que pensa. Amigos de verdade são parceiros, direta ou indiretamente. Mas isso só acontece com os verdadeiros amigos. Graças a Deus, tenho um bom círculo de amizades, a começar por essas aqui, os amigos cultos e ocultos. Mas também tenho amigos próximos, bem próximos que eu diria ter mais intimidade do que com meus próprios irmãos. Embora irmandade não seja sinal de amizade, tenho alguns poucos amigos que considero como irmãos. E há ainda aqueles que por alguma força da empatia nos aproxima, mesmo estando distantes, mesmo com poucos encontros e conversas. “Amigos a gente encontra, o mundo não é só aqui…”
Estou falando de tudo isso, inicialmente, para relatar aqui um fato triste que nesses dias me ocorreu. De um projeto que não durou muito e que talvez nem chegou a existir. Me refiro ao projeto Sábado Som, uma ideia que tive a partir de agosto quando aluguei um espaço, uma casa, para nesta dar sequencia a duas coisas que gosto, música e fotografia. Montei um espaço o qual se chama Casa de Fotografia, no qual eu desenvolvo trabalhos, projetos, cursos, encontros e serviços ligados a fotografia, em especial a fotografia de base química (fotografia analógica). Dentro deste espaço, reservei um cômodo para também colocar meus discos, meus muitos discos. E o fiz bem ao molde de uma lojinha de discos, ficou realmente como se fosse uma pequena loja de vinil. Me propus a dar atenção a essa lojinha somente aos sábados, quando então teria um tempo livre para me dedicar a eles. Já não é de hoje que, como colecionador, compro, vendo, ganho e doou discos e foi muito por conta deles que um dia resolvi criar o blog Toque Musical. Mas enfim, agora em novembro a Casa de Fotografia e a lojinha Sábado Som começou a se despontar, se destacar como um ponto agradável para aqueles que tem as mesmas afinidades. Porém e infelizmente meu projeto não agradou, justamente quem eu mais acreditava como amigos numa parceria e empreitada como essa. Tanto do lado da fotografia quanto da música fui abandonado pelos ‘parças’. Na fotografia eu até entendo a situação, a incompatibilidade nas ideias, mas na música, nos discos, a coisa foi diferente, diria decepcionante… Uma pessoa que eu tinha como grande amigo, com a qual há mais de 15 anos venho apoiado, de repente, viu em mim um concorrente, Isso porque ele também tem uma loja (muito boa, por sinal), mas não gostou quando eu abri a minha, principalmente por estar a menos de cem metros de sua loja. Por conta disso começou a me ignorar, não atendeu aos meus convites para uma visita e passou a não responder minhas mensagens. Por um tempo deixei, pois não estava entendendo bem o que se passava, mas ontem dei nele uma cutucada e em resposta o cara abriu o jogo. Decepção total… Sinceramente, jamais esperava ler o que ele escreveu. Digo escreveu porque na verdade não teve coragem de olhar na cara de um amigo e dizer o que lhe incomodava. Preferiu remoer suas ideias mesquinhas dizendo que eu estaria aproveitando de seu sucesso, de seu empreendimento de 16 anos. Disse que eu estava querendo pegar carona em seu sucesso (sucesso?). Que eu fiz tudo de caso pensado, uma estratégia sórdida para lhe roubar a freguesia. Agora, vejam só… Belo Horizonte tem uma dezena de lojas de discos e ele, inclusive, é um promotor de feiras de vinil, feiras essas que sempre participei e confesso, participei mais em consideração do que pela vontade de vender ou ganhar dinheiro com discos (na verdade levei mais prejuízo). Sinceramente, eu não preciso. Aliás, me dá mais prazer em dar um disco de presente do que em vendê-lo. E nesse sentido o que eu já havia dado de discos para esse cara, demonstraria a ele o quanto meu apego está relacionado ao prazer de uma boa amizade. Contudo, não posso negar que em muito ele me ajudou emprestando seus discos para eu colocar aqui no Toque Musical. Em contrapartida, conhecendo o seu nicho colecionável, sempre achei que alguns tipos de discos deveriam ficar com ele, para enriquecer ainda mais aquele seu acervo, o qual ele o chama de “Publico”. Doei muita raridade e agora me arrependo. Já não é de hoje que as dificuldades da vida levou o cara a iniciar um processo de desfazimento do acervo. Descobriu que podia fazer muita grana com seus discos raros e vez por outra vai queimando a lenha. Hoje eu já não encaro aquilo lá como um centro cultural público, a coisa virou loja mesmo e o negócio é ganhar dinheiro. Tudo vira lenha e queima… Lastimável e lamentável. Reforço porque nessa eu também sai perdendo e para mim, a maior perda foi a da amizade. Fiquei mesmo muito decepcionado com uma pessoa que tinha como um grande amigo. Por conta desse mal estar e também em consideração a tudo que já vivemos como amigos, decidi fechar as portas da Sábado Som. Não irei fazer frente e muito menos sombra para seu egoísmo. Fecho a loja, tiro a placa, não existo mais ali perto dele. Não serei eu quem irá levá-lo a falência. Deixa ele com seu engodo, com seus amigos, com seu sucesso. A ironia de tudo isso é que eu havia montado esse espaço para os discos, de maneira a buscar junto dele uma parceria. Nada hoje em dia funciona bem sem parceria. Como também sou funcionário público e a partir do próximo ano estarei de volta as atividades presenciais, sei que a lojinha de discos não iria para frente e por conta disso já havia até planejado passar boa parte desses meus discos para a sua discoteca. Mas nada como uma decepção para fazer a gente mudar de ideia. A Sábado Som do Augusto acabou sem mesmo ter começado. Estou sim, bem chateado com tudo isso, mas não vou ficar dando trela. Partimos para outra, fala a minha resiliência. 
Desculpem esse desabafo, mas por alguma razão eu precisava torná-lo público e aqui…
Sigamos… 
 
 
Augusto TM

A Voz Da RCA Victor – Suplemento Nº 22 Setembro (1959)

Bom dia, boa tarde, boa noite, boa hora… a todos os amigos cultos e ocultos! Mais uma vez aqui um exemplar dos raríssimos discos de demonstração da gravadora RCA Victor. Sempre lembrando, esta série promocional da gravadora era usada nos anos 50 para divulgar os seus lançamentos mensais de discos de 78 rpm. O curioso é que estes discos eram de 12 polegadas e rodavam em 33 rpm. Aqui temos a edição para o mês de setembro de 1959 com a lista de todos os discos, nacionais e internacionais…
 
meu triste long play / revolta – nelson gonçalves
andarilha / doída – dicinha baptista
egoísta / madrugada – francisco carlos
adeus praia do flamengo / stanislau ponte preta – linda baptista
a noite e prece / ansiedade – trio nagô
amor e gaita / ritmo quente – fred williams
coração de artista / verde e amarelo – nardell
mocinhas da cidade / paranaguá – nhô belarmino e nhá gabriela
xamego do henrique / lambari dançante – gerson filho
saudade do nosso amor / triste separação – rião carreiro e carreirinho
menino branco / saci pererê – torradinha e canhotinho
linda ciganinha / chega de sofrer – silveira e barrinha
round the bay of mexico / fifteen – harry belafonte
viento viento / la luz de tus ojos – joselito
piove / conoscerti – teddy reno
 
 
 
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Roberto Carlos – La Distancia (1974)

Boa hora a todos, amigos cultos e ocultos! Como já dizia o ditado, “toda araruta tem seu dia de mingau”. E aqui, sem com isso querer ser pejorativo (muito pelo contrário), eu hoje estou trazendo o Roberto Carlos, figura, claro, que dispensa apresentações e talvez por isso mesmo, por ser um ‘medalhão’, não carecesse de estar por aqui, pois como todos já devem saber, no Toque Musical a gente só publica coisas que nem sempre se vê e se ouve por aí. Mas, em se tratando de um disco em espanhol do Bob, a gente até anima, afinal, foram lançados lá fora, né? “La Distancia” foi um dos muitos discos que Roberto gravou para o mercado latino, tanto para Europa quanto aqui, em países da América do Sul. Nada de novo, mas ainda assim de grande interesse, principalmente quem gosta do Rei. E aqui cabe bem, como curiosidade, porque não? Confiram no GTM…
 
la distancia
te amo te amo te amo
detalles
una palbra amiga
el dia que me queiras
eu daria minha vida
por amor
quero me casar contigo
120… 150… 200 kms por hora
la montaña
la ventana
ana
 
 
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Durval Ribeiro E Seu Conjunto E Odysséa – Daqui E Dali (1959)

Olá, caros amigos cultos e ocultos! Hoje tenho aqui para vocês este raro lp lançado em 1959, pelo selo Copacabana. Trata-se de um disco bem interessante no qual temos o pianista Durval Ribeiro e seu conjunto. Durval trabalhou em rádio e televisão, fez parte de várias orquestra e também tocava na noite (paulista), como era comum a todo músico naqueles tempos. Foi um músico muito atuante nos anos 50 e 60. Aqui temos o que foi o seu primeiro e talvez único lp, ou seja, o disco que ele gravou com este seu conjunto formado especialmente para essas gravações. No álbum também temos como destaque a cantora Odysséa que aqui aparece interpretando quatro das faixas que são cantadas. Odysséa foi uma excelente cantora e isso se percebe em sua interpretação neste disco. Infelizmente, não há na internet mais informações sobre essa cantora, sabemos apenas que ela atuou também em outros discos como crooner para outros conjuntos e orquestra. “Daqui e dali” é um trabalho bem interessante no qual temos  no repertório temas variados, nacionais e internacionais, sendo algumas faixas, músicas de autoria do próprio grupo. Uma boa pedida, um bom toque musical, podem conferir…
 
daqui e dali
sweetly
meu tema
eu sei que vou te amar
garoto travesso
veocê
toselli no samba
hymne a l´amour
mestiça
suas mãos
halen noturno
fita amarela
 
 
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Sylvio Vianna E Seu Conjunto De Dancas (1956)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Tenho hoje para vocês um disquinho de 10 polegadas. Um lp que já pela capa nos chama a atenção, no mínimo, muito divertida. Aqui temos Sylvio Vianna e seu conjunto de danças. Sylvio Vianna era um pianista, gaitista e vibrafonista que fez muito sucesso em casas noturnas do Rio de Janeiro. Ele fez parte do conjunto de Dick Farney e posteriormente formou seu próprio conjunto no qual fazia o que todos os músicos/artistas da época faziam, música para dançar. Este foi o primeiro lp que Sylvio Vianna e seu conjunto de danças gravou. No repertório ele traz um leque misto de composições nacionais e internacionais, bem comuns naqueles anos 50 e claro, feito para dançar. O diferencial está mesmo nos arranjos e num conjunto instrumental único. Vale a pena conferir…
 
moritat
fita meus olhos
arrivederci roma
o alegre assobiado
folha morta
love is a many splendored thing
historia de un amor
balão do sino
 
 
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Tony De Matos – Foi Em Lisboa (1962)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Há tempos eu coloquei aqui que não mais estaria atendendo a pedidos, pois isso se torna um compromisso e a cobrança não fica por menos. Como promessa é dívida, melhor não prometer. Estou dizendo isso porque num outro momento postei aqui um disco deste cantor português, Tony de Matos, que esteve no Brasil durante as décadas de 50 e 60, onde morou e chegou a gravar alguns lps. Recebi na época da postagem alguns e-mails pedindo que postasse mais disco dele. Mais recentemente os e-mails voltaram com novos pedidos e justamente para este disco que agora estou postando aqui. Foi mesmo muita sorte e coincidência pois o disco acabou aparecendo por aqui. Então, para não dizer que não falei de flores, segue aqui mais um disco do lusitano cantor. Lp gravado pela Continental em 1962. Creio que foi o último que Tony de Matos gravou por aqui. Uma seleção de fados, repertório essencialmente português, para a alegria daqueles que por este tanto esperavam. Confiram no GTM…
 
foi em lisboa
o namorado da rita
nostalgia no fado
fado xuxu
o meu alentejo
toiro he toiro
vocês sabem lá
histórias de uma chinela 
menina feia
campino apaixonado
já faz umano
éh pa do fado
 
 
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Gunnel Skold E Eudóxia De Barros – Brasil Escandinávia (1987)

Olá! Boa hora a todos, amigos cultos e ocultos! Seguindo em nossa variada mostra ‘fonomusical’, desta vez estou trazendo um disco de música erudita, afinal, também nesse gênero o Brasil se destaca. Tenho aqui um álbum promocional, um lp que por certo não foi oferecido em lojas comerciais. Aliás, é bom que se diga, música clássica/erudita num país onde existem tantos ignorantes orgulhosos, se torna uma arte para iniciados, para uma outra classe de pessoas. E quando falo em classe, não me refiro as pessoas de classes sociais, está provado que mesmo quem tem dinheiro, nem sempre tem cultura e aqui nesse Brasil ‘boçalnariano’ isso é fato.
Mas voltando ao disco do dia, aqui temos um encontro da música brasileira com a música da região Escandinávia, o canto da contralto sueca Gunnel Skold e o piano da brasileira Eudóxia de Barros. Dois nomes de peso da música erudita mundial que neste lp nos apresentam temas que aparentemente não teriam muita conexão. Mas na música há sempre conexões, independente das diferenças de realidade entre as duas regiões e é muito nesse refinamento e conhecimento musical erudito que as coisas se assemelham, ou quando não, se aproximam. Tanto Gunnel Skold quanto Eudóxia de Barros são artistas de um mesmo universo, o da música clássica e como tanto, há entre elas muita coisa em comum. Gunnel, inclusive, conhece muito bem a obra de Villa-Lobos, Chiquinha Gonzaga… e a Canção Brasileira , tendo em seu currículo várias gravações. Eudóxia, nossa grande pianista, também não deixa por menos, é uma das figuras mais importantes da música de concerto no Brasil, premiadíssima e também conhecida mundialmente. Neste lp, dividido em dois momentos, temos peças bem representativas da música escandinava e brasileira. Mesmo sendo um disco de caráter erudito, soa muito bem ao ouvido comum, ou seja, agrada até mesmo os populares. 
Não vou me alongar, pois o meu tempo é curto e por sorte temos estampado na contracapa um texto mais que esclarecedor. Confiram este lp no GTM.
 
forró (brasiliana nº9) – osvaldo lacerda
melodia sentimental – villa-lobos
duas canções nortistas – José siqueira
azulão – jayme ovalie e manoel bandeira
atraente – chiquinha gonzaga
quando uma flor desabrocha – francisco mignone
morena morena – francisco mignone
congada – francisco mignone
varen – edvard grieg
jeg elsker dig – edvard grieg
sommarsang – peterson berger
jungfrun under lind – peterson berger
lawn tennis peterson berger
flickan kom ifran sin alklings mote – jean sibelius
van det en drom – jean sibelius
 
 
 

Dr. Severino E Conjunto Subersom (1968)

Olá, meus caros amigos cultos e ocultos! Eis que de vez em quando trombamos com algumas surpresas em nosso caminho ‘fonomusical’. Disco que a gente nunca imaginou, as vezes aparecem no garimpo e creio que é isso que faz a coisa ficar boa. Recentemente encontrei este disco em um sebo. Não tivesse eu olhado com mais atenção teria passado batido, como certamente deve ter passado para muitos que ali conferiam aquele lote de discos. A capa realmente não é lá muito convidativa, parece disco religioso ou coisa dessa natureza. Mas quando vi o nome do Juca Chaves também estampado na capa, achei que seria interessante dar mais atenção e realmente valeu a pena… Me surpreendeu o recheio deste bolo. Temos aqui um raro exemplar deste conjunto liderado por Severino Valeri que nos é apresentado por Juca Chaves como músico e também dentista (faz ele até uma piadinha). De fato, Dr. Severino e o Conjunto Subverson formam um grupo competente cujo o repertório, bem variado, contemplado temas do momento, nacionais e internacionais são por eles muito bem interpretados e com bons arranjos. O disco foi lançado em 1968 através do pequeno selo PAT, que se não estou enganado era do maestro Tibor Reisner. Podem conferir, pois vale a pena 🙂
 
mr. lucky
tema do vale das boneca
olho pra mim
what’s new
don’t sleep in the subway
look of love
live for life
music to watch girls by
eu e a brisa
eleanor rigby
pé de manacá
os anjos
peguei um ita no norte
 
 
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Conjunto Época De Ouro – Interpreta Pixinguinha E Benedito Lacerda (1977)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! A medida que o tempo passa por aqui, se eu não seguir pelo index, acabo postando discos repetidos. Foi mais ou menos isso que aconteceu nas últimas semanas, quando tive o trabalho de selecionar alguns discos para as nossas postagens. Verifiquei posteriormente que já os havia publicado aqui no Toque Musical, daí, me vejo obrigado a recorrer aos ‘arquivos de gaveta’, ou ‘discos de gaveta’, aqueles que estão sempre prontos para entrarem numa emergência. E assim vamos nós… E nesta temos aqui, mais uma vez neste ano, o tradicional Conjunto Época de Ouro que vem neste disco, lançado em 1977 pela Continental, trazendo a música de dois grandes, Pixinguinha e Benedito Lacerda. Um repertório, por certo, já bem conhecido de todos, mas que sempre chama a atenção, principalmente quando interpretado pelo mais famoso grupo de choro de todos os tempos. Confiram no GTM…
 
flauta e pandeiro
naquele tempo
sensível
sofres porque queresos 
oito batutas
o rasga
1×0
seresteiro
boneca
doidinho
vasconcelos em apuros
dominante
 
 
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The Brothers Sing Hits (1974)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Sempre na sequencia, aqui temos para hoje uma dessas curiosidades que só se vê aqui no Toque Musical. Mais um representante dos obscuros, anônimos, curiosos e irrelevantes discos lançados no Brasil. Temos aqui o The Brothers Sing Hits”, uma coletânea de sucessos do início dos anos 70. Este álbum, embora não traga nenhuma informação, nos faz crer que tenha sido lançado em 1974. E os sucessos aqui são todos internacionais, lançados mais ou menos na mesma época, salvo uma única faixa, “Promessa de pescador”, de Dorival Caymmi, que é dos anos 50. Daí, vocês perguntam, oque tem essa música a ver com as demais? Não sei. Foi o que me despertou ainda mais a curiosidade em conhecer o lp. Dando uma geral só pela capa e selo, observo que não há muito oque contar, não há muitas informações. Álbum simples, selo genérico. Mas buscando todos os elementos, inclusive o próprio conteúdo musical, podemos supor a seguinte apresentação: The Brothers é o nome do grupo/artistas e ao que parece, seria uma dupla, os irmãos. Seria? Bem possível… Buscando fazer um ‘cover’ o mais semelhante possível. Chega a ser divertida essa construção, pois há competência musical, porém ‘os brothers’ desafinam que é uma beleza. Mesmo assim o disco chega a ser interessante. E o interessante disso tudo é que a faixa mais legal é justamente “Promessa de pescador”. É a única música que não segue o arranjo original e acaba sendo a mais original. Ao que vê e considerando outras histórias parecidas, The Brothers foi um produto de alguma agência que vendia a coisa pronta, música genérica. Pegava  um grupo de músicos e músicas conhecidas, gravavam e depois vendiam com diferentes embalagens, para diferentes gravadoras. Geralmente quem comprava material já pronto eram os pequenos selos que estavam mais interessados em vender música, sucessos, independente de serem originais. Este disco, pelo que eu pesquisei, é algo assim e por certo foi usado em outras edições. Porém, por ser lançado por selos obscuros, na obscuridade até mesmo da lei, em edição de prensagem pequena e ainda, por não ser coletânea original, esse disco não deve ter chamado muita atenção na época de seu lançamento. Seja como for, este é um disco que atrai e de todo não decepciona. Vale dar uma conferida…
 
i belive in music
sea side shuffle
don’t want to say goodbye
rainbow rocking chair
what am i crying for
bicycle ride
summer breeze
in serch of love
don’t misunderstanding
aquarela
to whom it may concern
promessa de pescador
 
 
 

Leno E Lilian (1966)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Há poucos dias atrás uma amiga me trouxe de presente este disco da dupla Leno e Lilian. Se lembrou do tempo em que éramos criança, de quando a gente ficava no alpendre de sua casa vendo seus irmãos mais velhos e amigos dançando ao embalo da Jovem Guarda. Este lp era um dos muitos que eles punham para rodar e na época era um dos que eu mais gostava. Cheguei inclusive a copiar a capa com lápis creon em cartolinha rosa e essa amiga se lembrou disso e trouxe para mim o velho disco que a gente tanto ouvia. Para meu espanto, passados mais de 50 anos, o disco continua em bom estado, segundo ela, ficou por décadas guardado e somente agora foram descartados. Ela jogou tudo no lixo e só salvou este disco porque lembrou de mim. Lembrou pelas metades, né? Hehehe… Podia ter me dado todos, ao invés de jogar fora, fiquei chateado… Enfim antes um do que nada. Adorei 🙂 e agora eu o compartilho com vocês. Por certo, este é um disco já bem rodado em blogs musicais e facilmente de achar no formato digital, porém, por essas e outras razões eu não poderia deixá-lo de fora, não é mesmo? Então aqui temos  Leno e Lilian, dupla que surgiu na onda da Jovem Guarda. Gravaram um primeiro compacto trazendo as músicas “Devolva-me” e “Pobre menina”, duas versões que fizeram muito sucesso e abriram para eles a chance de gravarem o primeiro disco, no caso, este lançado em 1966. O lp fez ainda mais sucesso pois trazia outras canções que conquistaram o público, como “Eu não sabia que você existia”. Disquinho bacaninha…
 
desculpas
o jogo do amoir
devolva-me
meu coração bate
veja se me esquece
eu já sei
eu não sabia que você existia
o balão vermelho
pobre menina
meu sonho de amor
o sol se poe no horizonte
um rostinho de criança
 
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Sergio Mello – Deixa Barato (1983)

Então, caros amigos cultos e ocultos, como vamos? 🙂 A gente as vezes pega uns discos para postar aqui sem fazer ideia do trabalho que vai dar para conseguir informações sobre eles. É bem o caso deste aqui, do músico e produtor Sergio Mello. Pelo pouco que encontrei, me parece que este artista é gaúcho. Digo isso porque a única referencia ao seu nome está num texto de apresentação da banda de pop/rock gaúcha “Garotos da Rua”, nome inspirado em uma composição de Sérgio Mello e Carlos Caramez. Esta música, inclusive, fez parte de um lp lançado em 1983, uma coletânea chamada MPB Independente, com participação de artistas importantes. “Deixa Barato” foi um disco lançado também em 83, trazendo, além desta, outras doze composições, um rock pop bem interessante. No lp participam artistas como Lucinha Turnbull, Manito, além de Pedrinho (do Som Nosso de Cada Dia) e Raulito Duarte que junto a Sérgio formam a banda. Confiram no GTM…
 
dei no pé
deixa barato
brinque
antes da farra
frio na barriga
a tua procura
garotos da rua
a praga
mulher diacho
lua pop
desista
lingua e olh i*
soft madrugada
 
 
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Bob Fleming – Interpreta Boleros (1960)

Olá, caros amigos cultos e ocultos! Cá estamos novamente trazendo um disco do fictício músico Bob Fleming, criado no final dos anos 50 pelo músico e também empresário, dono da Musidisc, Nilo Sérgio. Já postamos aqui alguns outros discos de Bob Fleming e sempre ficou a dúvida e o entendimento de quem realmente encarnava o personagem. Três nomes são geralmente citados como sendo o saxofonista de nome americano: Moacyr Marques, Moacyr Silva e Zito Righi. E em uma outra postagem aqui do Toque Musical sobre Bob Fleming, inclui um texto extraído de uma discussão no grupo Samba Choro, uma carta enviada por Moacyr Marques Silva que afirma não ser ele, mas sim o outro, Moacyr Silva e posteriormente o Zito Righi os verdadeiros Bob Fleming. Tremenda confusão esse povo fazia, heim? Pois é, essa era uma época meio sem lei, onde se podia facilmente criar pseudônimos para um determinado artista atuar como sendo outro. Isso para não falar de gravações… quantos foram os músicos que deram seus talentos para serem usados com outra embalagem… Coisas da indústria fonográfica brasileira.
Então, aqui temos o Bob Fleming em seu terceiro disco, lançado em 1960. Um disco de primeira linha, como cabia as produções da Musidisc, capa dura, gravação de alta qualidade. E para tanto, um músico de qualidades excepcionais, interpretando um dos gêneros do momento, o bolero. Neste, temos uma seleção de 24 boleros, dois para cada faixa, com pausas, mas feito para dançar. Este disco, curiosamente, foi relançado há tempos atrás na versão cd e ainda hoje é muito apreciado depois que ganhou o rótulo de ‘easy listening’. Ainda é possível encontra-lo em versão original, em algum sebo ou mesmo no Mercado Livre e se tiver muita sorte até um como o meu, que está zerado 🙂 Vamos conferir?
 
frio em al alma – aquello ojos verdes
una mujer – desesperadamente
por que ya no me quieres – ojos castanõs
te quiero diste – tres palabras
adios – se muy bien que vendras
solamente una vez frenesi
maria elena – la violetera
quiereme mucho cubanancan
torna a surrento – sole mio
poinciana – marta
estrellas em tus ojos – oruideas a la luz de la luna
quiero besar tus manos – nostalgias
 
 
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Galo Preto – Galo Preto (1978)

Fala galera, amigos cultos e ocultos! A postagem de hoje tem duplo sentido, ou seria um triplo? A verdade é que hoje o meu Galão da Massa vai se tornar campeão antecipado, no Campeonato Nacional, o grande campeão do Brasileirão. Enfim, um título dos mais esperado. Hoje vai ter festa na cidade, com certeza! E no jogo final, a grande comemoração. Até lá eu penso em algo para homenagear. Por hora, vou postando aqui este disco maravilhoso de choro do então estreante grupo Galo Preto. O triplo sentido a que me referi passa por aqui, pelo Galo Preto (e Branco) e pelo choro, sendo o choro uma homenagem ao Flamengo e ao Cruzeiro (podem chorar a vontade). E é claro que o triplo sentido também tem a ver o nosso toque musical. Há tempos venho querendo postar este disco e hoje ele cai como uma luva, alegrando e festejando com o que há de mais autêntico em nossa música que é o choro.
Aqui temos o disco de estreia do, hoje tradicional, grupo de chorinho Galo Preto, formado na época por jovens músicos que começavam a se destacar no cenário musical daqueles anos 70, quando o choro passava por uma fase de redescoberta. Havia um renascimento desse gênero musical e o Galo Preto viria a se tornar um dos seus grandes expoentes, apadrinhado por Claudionor Cruz. Neste primeiro trabalho o grupo viria acompanhado por ilustres convidados, bambas do choro e trariam para o seu repertório uma seleção praticamente inédita de músicas, tanto autorais quanto de autores consagrados, porém por muitos desconhecidas.
Está aí um disco perfeito para se ouvir na sexta-feira, comemorando antecipadamente o título de bicampeão brasileiro. Mas tá valendo também para os demais torcedores e muito mais ainda para os amantes da boa música brasileira. 
 
recado
desprezado
dia do preto velho
medrosa
sarambeque
cheio de afeto
implicante
de coração a coração
estou voltando
vou lhe dar uma resposta
língua de sogra
murmurando
 
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Elas Cantam Assim (1957)

Bom dia, bom começo de mês a todos os amigos cultos e ocultos! Em um  outro momento do Toque Musical, sei que postei um lp de 10 polegadas intitulado “Eles Cantam Assim”, apresentando alguns cantores do ‘cast’ da gravadora RCA Victor. Revendo meus arquivos digitais, vejo que tenho também este, “Elas Cantam Assim”, arquivo que baixei de algum outro blog. Não por falta do que postar, mas já que temos este também, porque não publicá-lo aqui em nosso sítio? Então, aqui vai ele… E como podemos ver pela capa, nesta seleção promocional vamos encontrar as irmãs Baptista, Linda e Dircinha e também as cantoras Marion Duarte e Ester de Abreu. Cada uma apresenta duas músicas neste disquinho com oito faixas lançado em 1957. Lembrando que essas mesmas gravações aparecem em discos de 78 rpm, também lançados por aquela época. Confiram no GTM…
 
meus olhos – linda baptista
não diga não – marion
canção pra broto espreguiçar – dircinha baptista
que será será – ester de abreu
roga por nós – marion
sempre que lisboa canta – ester de abreu
boa noite – linda baptista
 se eu morresse amanhã de manhã – dircinha baptista
 
 
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Noites Mineiras (1963)

Olá, caros amigos cultos e ocultos! E chegamos a mais um fim de mês… Novembro se foi e para fechar estou trazendo um disco que há tempos orbita meu universo fonográfico e não sei porque razão eu ainda não o postei. Foi preciso colocá-lo para tocar para perceber o que nós estávamos perdendo. Eis um disco que realmente vale a pena resgatar, pois certamente vocês não o acharão em outro lugar, talvez agora no Youtube, logo que o link for liberado no GTM, alguns dos amigos ocultos irão logo prestar o serviço.
Pois bem, temos aqui o lp “Noites Mineiras”, disco produzido nas ‘Geraes’ e lançado pelo obscuro selo mineiro Galáxia, em 1963. (Por acaso, temos aqui no Toque Musical outro dois discos deste selo que focava a sua produção em obras bem específicas de cunho cultural. São bem raros os discos dessa editora) Ao álbum em questão foi dado a direção artística e arranjos ao violonista Raul Alberto Marinuzzi, músico (filho do compositor mineiro George Marinuzzi), foi maestro da Orquestra Sinfônica de Belo Horizonte, presidente da Cemig, administrador de empresas e hoje, ao que sei, trabalha como palestrante, conferencista nas áreas de recursos humanos. A ele coube a direção deste requintado álbum de capa dupla, “Noites Mineiras” recrutando os músicos certos para um projeto que buscava valorizar o cancioneiro popular das Minas Gerais. É, sem dúvida, um dos discos mais bonitos do gênero produzido aqui em Minas. São quinze temas populares, sendo alguns de autoria de Raul Marinuzzi. Um trabalho que se destaca pela qualidade e simplicidade. Altamente recomendável…
 
quisera
tim tim
alice
alecrim
flor do céu
quebra quebra gabiroba
perpétua
lembrando ouro preto
calango -dê
adeus boneca
peixe vivo
noite de lua cheia
chora morena
elvira escuta
tua sombra
 
 
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Nerino Silva – Deixe Comigo (1968)

Fala aí, amigos cultos e ocultos, tudo bem? Se é para fazer postagem e esquecer tudo, deixe comigo! Hehehe… É por aí… Está aqui um disco que por uma teimosia ou capricho da minha memória sempre acaba esquecido, posto de lado, aguardando uma hora. O problema é que sempre faltava uma coisa. Agora, não tem erro, vai que vai… Temos mais uma vez em nosso Toque Musical a presença do sambista Nerino Silva. Carioca, de Vila Isabel, fez sucesso na década de 60, embora tenha gravado pouco discos. “Deixe comigo” é talvez o seu mais conhecido trabalho, no qual temos várias faixas interessantes, destacamos seu maior sucesso, “Súplica cearense”, de Gordurinha e Manoel Peixoto, aqui em sua primeira e original gravação. Um disco bacana, que vale aquela conferida no GTM.
 
voltei
deixe comigo
bom dia meu amor
adeus maria fulô
o seu lugar
quando o samba terminou
amor de carnaval
do meu pensamento saiu lágrima
enquanto eu choro
dona divergência
súplica cearense
 
 
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Dupla Ouro E Prata – Lágrimas De Barracão (1961)

Boa hora para todos, amigos cultos e ocultos! Ontem, revendo alguns arquivos do nosso ‘banco fonomusical’, estive ouvindo o disquinho que hoje apresento a vocês. Este, por sinal, veio de outra fonte. Disco baixado em algum outro blog, com certeza. Sei que tenho este disco, mas visto que temos um arquivo aqui já completo e no capricho, melhor aproveitá-lo, não é mesmo?
Então, temos aqui um dez polegadas, lançado em 1961 pelo selo Polydor. Trata-se da Dupla Ouro e Prata, um grupo vocal surgido nos anos 40. Conforme o texto de contracapa, a dupla foi organizada por Miguel Angelo Roggieri, que ao longo da existência do grupo formou a dupla com Rubião de Oliveira e depois com Oswaldo Cruz. Fizeram muito sucesso no rádio, televisão e cinema até 1963, quando então a dupla acabou por conta da morte de Miguel Angelo. No arquivo deste disco há mais informações sobre a Dupla Ouro e Prata. O repertório é bem interessante, com sambas e batuques autorais.
 
adeus marapé
capote de pobre é cachaça
cacarecos
linda mocinha
lágrimas de barracão
seu relógio
o drama do chofer
boi bumbá
 
 
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A Voz Da RCA Victor – Suplemento Nº 21 Agosto (1959)

Bom dia, boa hora… a todos os amigos cultos e ocultos! Um aviso que sempre tenho que deixar aqui, pois não basta ele destacado em vermelho no Grupo Toque Musical, parece que boa parte dos amigos associados não leem as regras. Como é informado por lá: É PROIBIDO FAZER ALTERAÇÕES NAS CONFIGURAÇÕES DO GRUPO. Quando alguém tenta burlar as regras e altera alguma coisa no seu perfil no GTM, acaba sendo automaticamente banido. Um programa de monitoramento faz a varredura semanal, assim, evitem alterar qualquer coisa, porque depois de banido não tem como voltar ao grupo com o mesmo e-mail.
Bom, dando sequencia a nossa mostra, seguimos com mais um disco da série “A Voz da RCA Victor”, um suplemento musical criado pela gravadora e distribuído nas rádios e lojas de discos da época. Eram discos promocionais criados para divulgar os lançamentos. Curiosamente, são discos de 12 polegadas, que rodam em 33 rpm, apresentando os lançamentos de discos de 78 rpm da gravadora. Esses discos saíam mensalmente e traziam tanto os lançamentos nacionais quanto os internacionais. A única coisa ruim nesta coleção é que as músicas não são apresentadas por inteiro. Porém, não deixa de ser algo interessante e só mesmo aqui, no Toque Musical, vocês vão ver e ouvir isso. Confiram mais este número…
 
papai do meu coração / ideias erradas – carlos galhardo
balada alegre / a vida é bela – neusa maria
meu grande papai / papai do céu – verinha lúcia
vida da minha vida / eu creio em ti – jorge goulart
nós dois a sós / recordação do passado – ivete siqueira
botequim da vida / violão amigo – roberto vidal
madame saudade / delírio – carlos nobre
o diário / velha paineira – carlos gonzaga
santos dumont / vai por mim – mario zan
dia dos pais / estrela de ouro – luiz gonzaga
homenagem a jk / mariana – ary lobo
eu sou mais o papai – neusa maria
viva o nosso papai – zaccarias e orquestra excelsior
forró em quixadá / caiçara – severino januário
poema da minha alma / página esquecida – nenete e dorinho
drama de amor / desprezo – bié e juquinha
come prima / solo mio – mario lanza
cha cha charleston / volcano – the three suns
i go ape / moon of gold – neil sedaka
catalaina / the milionaire – perez prado
donde estará mi vida / caudal escondido – joselito
 
 
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Marino Cafundó De Moraes – Missa Do Violeiro Do Brasil (1980)

Caros amigos cultos e ocultos, como vão?  Seguindo aqui em nossas variedades ‘fonomusicais’, temos para hoje este raro compacto produzido pela Edições Paulinas, em 1980. Trata-se da Missa do Violeiro do Brasil, um evento litúrgico-musical coordenado por Marino Cafundó de Moraes e sua “Orquestra de Violas Sertanejas”. Marino era paulista, tenente da militar, músico e maestro que se dedicou a música folclórica, criando em Osasco, nos anos 70, a Casa dos Violeiros do Brasil. Com sua orquestra de violeiros, com até 60 instrumentistas fez várias apresentações e também foi responsável pelas “Missa Sertaneja” e “Missa do Violeiro do Brasil”, as quais foram registradas em disco através de O Domingo, um editorial da Edições Paulinas. Aqui temos apenas a Missa do Violeiro do Brasil, que por sinal, me parece, também teve um lançamento em lp, no caso, mais completo. O mesmo vale para a Missa Sertaneja. Porém, contudo, temos neste um compacto triplo e inclui encartes.
 
canto de entrada
canto de meditação
canto de aclamação
canto de ofertas
canto da comunhão
canto da despedida
 
 
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Denise Emmer – Canto Lunar (1982)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Não é de hoje que eu venho querendo postar aqui algum disco dessa maravilhosa artista chamada Denise Emmer. Acho que até então não o fiz por conta de seus discos já estarem bem divulgados em blogs. Parece que essa moçada mais nova andou descobrindo o talento desta grande artista e seus discos. Hoje, seus lps sumiram da praça, os poucos que encontramos são ditados pelo famigerado Mercado Livre, onde o que vale é a especulação. E depois que se atinge uma cifra por lá, torna-se objeto de desejo de compulsivos e vaidosos colecionadores. Porém, contudo, está aqui uma obra e uma artista que merecem mesmo grande atenção e interesse. Denise Emmer, para quem não sabe, é uma artista de alto nível. Cantora, compositora, poetisa, escritora, violonista e violoncelista. E não por acaso, é filha de dois grandes escritores, Janete Clair e Dias Gomes. Denise começou cedo na vida artística, fazendo suas composições quando ainda era criança. Também estudou piano clássico e se formou em Física. Como violoncelista, faz parte da Orquestra Rio Camerata e do Quarteto de Cordas Legatto. Como escritora tem uma dezena de livros, poesias e contos. Sempre muito atuante, uma escritora também premiada. No campo da música popular tem também vários discos gravados, sendo este “Canto Lunar” seu terceiro lp, lançado pela RGE, em 1982. Eu queria ter postado incialmente aqui o primeiro disco, o “Pelos Caminhos da América”, de 81, mas o meu lp está com a capa bem judiada, meu amigo Fáres até me mandou as capas novas, mas procurando aqui não encontrei. Daí, achei melhor ficarmos com o “Canto Lunar” que também é tão lindo quanto o primeiro. Denise Emmer faz um tipo de música rara, ou seja, de qualidades excepcionais, pois tem poesia, um sentimento que muitos artistas compositores não possuem, além de um refinado gosto musical. Sua música tem influências latino-americanas, somado a uma sonoridade, também, que nos lembra a música medieval. Diversos artistas já gravaram suas músicas. “Canto Lunar” é como os demais discos que ela gravou, impecável! Disco para se ter na coleção, músicas para se ter no coração. Não deixem de conferir…
 
canto lunar
luzes da cidade
voa coração
moça de la mancha
grande amor
o amor é leve
o sol
canção de acender a noite
estrela no mar, peixe no céu
cama na calçada
 
 
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José Dias – Galo Legal (1969)

Boa hora, amigos e torcedores cultos e ocultos! Vai aqui mais um disquinho do Galão da massa. Não sei se é porque eu sou atleticano e só olho para o que acontece com ele, mas o time do Galo sempre teve seus torcedores apaixonados, a tal ponto que nunca lhe faltou homenagens. E na época de ouro do disco de vinil, muitos foram lançados, cantando as glórias desse time mineiro tão querido. De compactos a lps e mesmo na fase do cds, sempre houve e ouve-se o Galão cantar. aqui temos um compacto com duas músicas de autoria de três irmãos torcedores, Mauro, João e Plínio Saraiva. Os irmãos Saraiva fazem parte da memória da cultura popular, do núcleo de resistência da Velha Guarda do samba de Belo Horizonte. São autores de inúmeros sambas e marchas, inclusive e também para os times do Cruzeiro e América. Neste disquinho temos duas de suas composições interpretadas pelo cantor José Dias. Eis aí uma boa curiosidade fonomusical que agrada mesmo quem (infelizmente) não é atleticano 🙂 Vamos conferir?
 
galo legal
galo tinindo
 
 

Voo Livre (1981)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Entramos neste mês ainda mais na diversificação fonomusical, misturando gêneros, época e artistas dos mais variados. É o balaião de fim de ano! Hehehe…
Aqui temos um raro exemplar do único disco gravado pelo grupo gaúcho Vôo Livre, uma edição independente, produzido pelo selo gaúcho Pialo, em 1981. O Vôo Livre foi um trio de rock, com influencias de hard e progue, surgido em Pelotas no final dos anos 70. Na época do lançamento fizeram um relativo sucesso em rádios especializadas em rock, mas a pegada daquele momento já era outra e a banda ficou limitada. Tinham até um projeto para um segundo disco ainda mais completo, porém o desgaste de shows e a decadência do rock progressivo, frente ao pop, punk e new wave, levaram o Vôo Livre a uma aterrisagem forçada. O trio se desfez e não mais voltou. Em 2011 este disco foi relançado e nele incluído mais três faixas, músicas essas que fariam parte do projeto do segundo disco. O álbum relançado em cd foi totalmente restaurado e remasterizado pelo músico e produtor paulista Lelo Nazário. Embora já enterrado, o Vôo Livre faz hoje parte e se destaca entre os grande nomes do rock gaúcho. Sem dúvida, um disco legal, que vale uma conferida…
 
hey
visão
viagem
chuva forte
pz4429
pôr do sol
 
 
 

Os Garotos da Lua – No Mundo da Lua (1956)

Olá, meus amigos cultos e ocultos! Seguimos hoje trazendo novamente um disco de 10 polegadas, só que desta vez não voltaremos a regra do 10-12 polegadas alternados, mas os três formatos estarão sempre presentes por aqui, com certeza 😉
Desta vez estamos trazendo o lendário conjunto vocal, os Garotos da Lua, grupo este formado em Pernambuco, nos anos 40. Integrado inicialmente por Jonas Silva, Toninho (Antonio Botelho dos Santos), Alvinho (Álvaro Pinheiro de Sena), Acyr (Acyr Bastos Melo), Milton (Milton Alexandre Silva) e Edgardo (Edgardo Luiz Luna Freire). Inspirados em grupos vocais americanos e em especial por grupos vocais brasileiros como o Bando da Lua e Os Anjos do Inferno, eles logo estariam buscando o destaque nacional ao descerem para o Rio de Janeiro. Nesse momento Jonas Silva foi substituído pelo então, também estreante cantor baiano, João Gilberto. O grupo se manteve coeso por um determinado momento. Com João Gilberto gravaram apenas dois discos de 78 rpm. Logo ele também seria substituído, devido aos atrasos e faltas aos ensaios e apresentações. Os Garotos da Lua gravaram ao longo dos anos 40 e 50 uma dezena de bolachões. “No Mundo da Lua” foi o único lp que chegaram a gravar, em 56, pela Sinter. No repertório uma série de sambas, baião e beguine. Músicas de sucesso e que fizeram sucesso também com eles. Vamos conferir?
 
na baixa do sapateiro
vou tentar esquecer
qui nem jiló
não diga não
já vai?
lá vem a baiana
recordação
policromia brasileira
 
 
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Tony Damito E Conjunto Brasa 5 – Esse Galo É Um Espeto (1967)

Boa hora a todos, amigos cultos e ocultos! E em especial aos amigos atleticanos que vez por outra me pedem para postar aqui os discos do Galão. Hoje, finalmente, resolvi fazer um agrado, afinal eu também sou da massa e o momento é bem propício, diga-se de passagem, não é mesmo? Separei para os próximos dias três compactos deste time centenário, tradicional e o mais amado de Minas Gerais. 
Aqui temos este compacto lançado em 1967 trazendo o cantor Tony Damito acompanhado pelo conjunto Brasa 5, prestando uma justa homenagem ao maior clube futebolístico mineiro. Por certo, alguns irão dizer que é pretensão minha, deixando de lado o América e o Cruzeiro. Mas convenhamos, dentro do cenário desportivo nacional, times de destaque são os que estão na primeira divisão, não é mesmo? hehehe… 
 
esse galo é um espeto
galinho, tu és o maior
 
 
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O Som Internacional Do Belsom (1970)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Seguimos com nossos toques, um pouco com atraso, mas uma hora a gente acerta… Tenho aqui para vocês um disquinho que vi nessa semana sendo vendido a partir de 800 reais. Fiquei curioso para conhecer e ouvir, afinal por esse preço deve ser coisa muito boa, né? Por acaso, este é um disco que eu já tinha em meus arquivos de mp3, baixei de algum outro blog, com certeza. Então lá fui eu ouvir… Sem dúvida é, para mim, um disco interessante… Aliás, eu acho tudo sempre muito interessante, quando não curioso, exótico, ou mesmo diferente. No caso do Belsom aqui há um pouquinho de tudo isso, porém eu fico abismado com a especulação nesse nosso mundo especulativo de discos de vinil. Com certeza, o povo pirou de vez… O que não é de se estranhar no mundo do colecionismo, contudo, acho que já está virando abuso. E este se sustenta enquanto houver quem os banque e por incrível que pareça, em se tratando da vaidade e compulsividade, o colecionador de discos é insuperável. Este lp é um bom exemplo. Embora seja um disco com suas qualidades e que hoje em dia desperta curiosidade, principalmente de estrangeiros, para mim, está longe de ser uma preciosidade. Mas depois que surgiu na internet, o Mercado Livre e Discogs, os preços nascem e são ditados por aí…
“O Som Internacional do Belsom” é mesmo um disco que desperta a curiosidade. Começa pela capa, que lembra bem discos de cunho religioso. O título também nos leva a buscar as informações na contracapa. No texto, uma pretenciosa evocação às qualidades deste conjunto que estreava em seu primeiro (talvez único) disco, lançado por uma pequena gravadora, Riosom, através de seu selo Hot, supostamente em 1969. Interessante observar que este disco é um lançamento Riosom para um conjunto chamado Belsom, cujo ‘band-leader’ se chamava Elsom. Seria apenas uma coincidência em rima? Acredito que não… o fato é que o Belsom soa bem como um conjunto de baile, ou conjunto de beira de piscina, ou ainda, conjunto de cruzeiro marítimo, trazendo em seu repertório temas e gêneros variados, nacionais e internacionais. Por certo, algumas faixas atraem, como as interpretações e arranjos para “Wave”, “Watermelon Man” e “Mustang Cor de Sangue”. Interessante, sem dúvida, mas pagar 800 pilas por um exemplar só se for para ganhar gincana, como vejo por aí. Querem conhecer, confiram no GTM.
 
wave
sentado a beira do caminho
ilusão de carnaval
watermelon man
aquele plá
les papillons
casatschok
an impossibledream
o bolo
et maintenant
flor da ilusão
mustanq cor de sangue
 
 
 

Os Nucleares (1969)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Nosso Toque Musical traz hoje um raro lp do que podemos considerar como os últimos suspiros da Jovem Guarda. Aqui temos Os Nucleares em seu primeiro e único disco, lançado em 1969, pela RCA. Este grupo era formado por músicos que tocavam com Tim Maia, Hyldon, Cassiano e também acompanhavam outros artistas. Nele se destacou o guitarrista Ivanilton Lima que a partir dos anos 70 adotaria o nome de Michael Sullivan, se tornando um músico compositor e produtor de sucessos. O lp dOs Nucleares foi produzido por Rossini Pinto, com arranjos de Frankie Adriano, da dupla Tony & Frankie. Os Nucleares lembram bem o estilo de outro grupo carioca, o Renato e Seus Blue Caps. Por sinal, Michael Sullivan viria  também a fazer parte desse grupo os anos 70. Confiram no GTM…
 
apolo 0
sai prá lá
conta-me
agora vá
que vontade de gritar ao mundo
você finge me esnobar
as noite que eram nossas
don’t pity me
era tudo que eu queria
eu só quero o teu carinho
o bem do amor
eu vou buscar
 
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Tatá Guarnieri – Albatroz (1983)

Diga lá, amigos cultos e ocultos… Aqui outro disco que eu também não conhecia, vindo entre os muitos lps que ganhei do meu amigo Fáres, “Tatá Guarnieri – Albatroz”. Trabalho bem interessante e sendo produção do Luiz Carlos Calanca (Baratos Afins), pode acreditar que vale a pena conhecer. O disco foi lançado em 1983 pelo selo Baratos Afins, na sua fase de maior produção fonográfica, quando ainda se era possível lançar discos com alguns requintes, incluindo encartes, capas duplas, etc… No caso, aqui temos um disco com algumas dessas qualidades, além é claro do próprio conteúdo artístico que é assinado por Tatá Guarnieri e Toninho Mendes. Um disco autoral idealizado pelo parceiro, o compositor e poeta Toninho Mendes. “Albatroz” foi o primeiro lp de Tatá Guarnieri que também é músico e compositor e já havia gravado um compacto produzido pelo Zimbo Trio. Neste lp Tatá procura destacar mais o seu lado de intérprete, sem deixar de lado, claro, suas composições. E como ele próprio define, “Albatroz” é um disco sem um estilo bem definido, porém de uma beleza poética e musical que faz deste um trabalho que vale a pena conhecer. Nos encartes do álbum há mais informações e eu deixo que vocês mesmo as procurem. pois eu aqui estou que nem paulista, sem tempo e num corre doido. Confiram no GTM…
 
albatroz
para vinicius, lennon e cartola
marangá auê
risco de prata
margem a margem
cordeiros do coração de lata
chão
nós
serpentina
o espirito do lobisomen
o coração do mundo
coração 45
pelo puro prazer de viver
 
 
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