Xangô Da Mangueira – Vol. 3 (1978)

Boa hora, meus prezados amigos cultos e ocultos! Fechando o mês de maio, aqui vai mais um disco de samba, nas origens e na raiz com o mestre Xangô da Mangueira. Álbum lançado em 1978 pelo selo Tapecar, com produção musical de Ed Lincoln. Por hora, vamos fora de ordem, vamos no volume 3, mas prometo postar aqui os dois primeiros se algum dia aparecer. Neste lp o texto complementar está na própria capa, então confiram na estampa. O tempo é curto e a caravana  já está passando…
 
dá no nego
a cobra sussurana
não xinxa o boi
chico jongueiro
louvação aos grandes e aos pequenos
perdi minha alegria
mineiro é
zé cansado
quem fala alto é gogó
mulher da melhor qualidade
não adianta falar mal de mim
quilombo
 
 
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Zaccarias E Sua Orquestra – Sambas Em Desfile (1955)

Olá, amigos cultos e ocultos! Seguimos já quase finalizando o mês de maio, temos para hoje e mais uma vez, aqui no Toque Musical, o grande maestro Zaccarias e sua orquestra, em disco lançado pela RCA Victor, em 1955. Este é, sem dúvida, um dos discos dele, em dez polegadas, que eu mais aprecio. E isso se deve ao fato de ser um disco de samba. Oito pérolas orquestradas que fariam ainda hoje ambientação e entretenimento em qualquer reunião, seja em casa ou em algum barzinho. Não sei porque, me remeteu as agitações dos bares e cafés no Mercado Novo, de Belo Horizonte. Com certeza é o tipo de música que cairia bem nesse ambiente, tanto pelas manhãs de domingo, quanto nas noites de quinta, sexta e sábado. Quem conhece o local sabe do que eu estou falando…
 
está chegando a hora
madalena
pra seu governo
meu consolo é vocÊ
não tenho lágrimas
palpite infeliz
maria boa
é bom parar
 
 
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Carlos Penha – Bom Balanço Em Bossa Nova (1973)

Boa noite, meus camaradas, amigos cultos e ocultos! Na busca de informações sobre adupla Carlos Penha e Nonato Silva, acabei encontrando um outro disco, desta vez um lp, mas somente com Carlos Penha, que agora, aqui por esta ilustração na capa sugere que ele era também um violonista. O disco consta como sido lançado em 1973, mas creio eu que seja essa capa uma reedição, pois originalmente o lp foi lançado pelo selo AMC, talvez, nos anos 60. Neste, o selo é Beverly, que servia muitas vezes para isso, reedições, principalmente nos anos 70. Assim como me surpreendeu o compacto, este lp não deixou nada a desejar, samba, balanço e bossa numa medida certa. Repertório exemplar em um disco que até me interessei em ter na minha coleção. (aceito doações)  🙂
 
bom balanço
cobrança
yemanjá
fim de estrada
terra santa
é tarde
quem foi
zé povo
confissão
vai solidão
ausência de paz
prelúdio em amor maior
 
 
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Carlos Penha E Nonato Silva – Compacto (1964)

Boa tarde, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! Entre umas e outras, vamos trazendo por aqui também alguns discos que nos são enviados e que por certo já estiveram nas postagens de outros blogs. Desta, temos um compacto bem interessante de bossa nova apresentando Carlos Penha e Nonato Silva. Nessas horas é que eu sinto falta do Samuca. Eu, por certo teria passado essa pra ele e ele por certo teria destrinchado quem é esta dupla. Eu, definitivamente, não consegui ir muito longe, até porque já não tenho tanto tempo para fazer aquelas pesquisas investigativas como fazia antes. Em resumo, não tenho  nenhuma informação sobre esses artista, mas acredito que sejam baianos. O compacto é duplo e traz quatro sambas com muita bossa. dois deles até conhecidos, “Balanço do mar”, de Zil Rozendo, música também gravada pela cantora Ana Lúcia e pelo próprio autor, Zil Rozendo. É dele também “Sambambá”. Do lado 2 do disquinho tem mais duas bossas, “Bossa do Gerereco”, de Augusto Messias, Daltro e Zarani e “Tim-dom-dom”, de Codó e João Mello. Compacto lançado pela Philips, segundo informação, lançado em 1964. Confiram no GTM…
 
balanço do mar
sambambá
bossa do gerereco
tim-dom-dom
 
 

Sivan Castelo Neto – 60 Anos De Música (1984)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Depois daquele disco de compositores, Denis Brean e Oswaldo Guilherme, achei que seria bom trazer outro. Assim, temos desta vez, Sivan Castelo Neto, mais um desses grandes nomes da criação musical brasileira, compositor, produtor e publicitário. Nem vou entrar em detalhes aqui, pois o álbum que agora apresentamos faz uma varredura geral na vida e na obra de Sivan. Este lp, promocional, é sem dúvida um álbum raro e de importância fundamental para a história da nossa música popular e também da publicidade no Brasil. Sivan Castelo Neto – 60 Anos de Música foi um projeto criado em homenagem ao autor com produção de Ugo Marotta e Berto Filho, este último, filho de Sivan. Trata-se de um álbum duplo, sendo o primeiro um disco de depoimentos, com trechos originais de músicas e jingles de Sivan. No segundo disco temos uma seleção de suas músicas com diferentes artistas. Sem dúvida, um álbum que merece atenção, inclusive por ser promocional, uma produção para a Petrobrás em edição limitada e gratuita. Ainda é possível encontrar alguns exemplares pelo Mercado Livre e vale muito a pena, pois esse ainda não entrou na lista dos especuladores e se pode comprar por um preço honesto. Quer dizer, isso, até antes desta postagem, pois depois que passa por aqui a coisa muda de figura. Ainda bem que eu já tenho o meu 😉
 
disco 1:
depoimentos e jingles
disco 2:
tema do boneco de palha – tito madi
me faz um bem – zezé gonzaga
tema para sonata – márcia e luiz eça
se ela perguntar – maurício duboc e chiquinho do acordeon
deixei uma lágrima rolar – conjuntos nó em pingo d’agua e ugo morotta
chorar e cantar – márcia e osmar milito
rococó – marilía barbosa e chiquinho do acordeon
felicidade – zezé gonzaga e conjunto nó em pingo d’agua
quando a noite vem – tito madi, maurício einhorn e ary piasarolo
quatro letras – conjunto ugo marotta e osmar milito
vão falar de mim – helena de lima e luiz eça
brincar de amor – conjunto ugo marotta, marcio lott e don harris
o amor é assim – márcia, tito madi e osmar milito
 
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Raízes – Denis Brean & Oswaldo Guilherme – Serie Grandes Autores (1975)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Sempre correndo contra o tempo, aqui vamos nós sempre atrasados 🙂 E nessas horas o jeito é buscar discos que não nos dê tanto trabalho, seja para montar, seja para resenhar. Assim, aqui vai este discaço, trazendo um pouco da obra dessa dupla de compositores, Denis Brean e Oswaldo Guilherme, na interpretação de outros grandes artistas, como se pode ver na imagem da contracapa. Está aí um disco dos mais interessantes, parte de uma série rara lançada pela RCA/Camden sobre grandes compositores. Vale muito a pena conhecer e ouvir…
 
franqueza- tito madi
zé do contra – isaura garcia
chora coração – haroldo e seu conjunto
baiana no halem – linda baptista
como é buro o meu cavalo – bob nelson e seus rancheiros
brancura – alda perdigão
sei que você volta – isaura garcia
raizes – maysa
boogie woogie na favela – cyro monteiro
conselho – nora ney
cadência do brasil – trio marayá
cachorro de madame – isaura garcia
jardineiro da amargura – mario zan
rodeio – bob nelson e seus rancheiros
 
 
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Ramoncito Gomes – Boleros (1966)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Em nosso leque de variedades cabe um pouco de tudo, afinal este é o Toque Musical, um blog para quem escuta música com outros olhos. E hoje nosso encontro é Ramoncito Gomes, um artista popular que gravou vários discos entre os anos 60 e 70. Para a grande maioria, era um artista mexicano radicado aqui no Brasil. Cantor e compositor, seu nome na verdade era Júlio Cândido Gomes, também conhecido como Ramón Cariz, nascido no estado do Mato Grosso do Sul e pelo que se sabe, sempre foi um apaixonado pela música espano-americana, em especial a música mexicana. Mas também fazia parte de seu repertório a música caipira, sertaneja. Fazia um estilo meio brega romântico e nessa linha não há nada que se encaixe tão bem quanto os seus boleros. E aqui temos um disco dele que é a essência disso, lp lançado em 1966 pelo selo Continental. Confiram no GTM…
 
ébrio de amor
a voz do amor
não vá embora
pouco a pouco
mato grosso
linda paranaense
porta na cara
nasci pra te amar
pedacinho de gente
sei que és noiva
canarinho prisioneiro
quero comprar teus olhos
 
 
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Babi De Oliveira – A Estrela Do Céu (197…)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Entre tropeços, enganos e por certo, correções, aqui vamos nós sempre atrasados 🙂 Para hoje, temos este compacto triplo da pianista e compositora Babi Oliveira, a qual já apresentamos aqui em outra oportunidade. Mais uma vez a Bahia mostrando seu talento musical. Trata-se de uma artista que trilhou tanto pelo caminho da música erudita (a canção erudita brasileira), quanto a popular tradicional, a música folclórica brasileira. Podemos encontrar algumas de suas mais conhecidas obras na interpretação de artistas como Inezita Barroso, Vanja Orico, Vitor e Laurici Ávila Pochet, Vicente Celestino e  muitos outros. Por certo, como já foi dito aqui, em outro disco dela que postamos, Trata-se de uma artista que até bem pouco tempo quase nada se encontrava sobre ela na internet. Hoje já temos várias fontes, sendo a melhor delas uma dissertação de mestrado em Artes, de Vânia Maria dos Guimarães Alvim, a qual está incluída no arquivo que vocês irão encontrar no GTM.
Sobre o disco que hoje apresentamos, trata-se de um compacto produzido pela Academia Santa Cecília de Discos, que foi uma editora musical surgida em 1971 e na qual existem mais coisas sobre Babi de Oliveira em seu catálogo. E neste compacto, como se pode ver, temos dela seis composições. Babi dedica este disco as mães brasileiras, em homenagem a Mãe de Deus. Um belo e singelo disquinho que teria caído melhor se hoje fosse o Dia das Mães. Mas, como todo dia é dia da mães, acho que hoje está valendo também 🙂
 
cantiga para nani
canção de natal
canção de ninar
nana nani
poema para minha mãe
singela canção de maria
 
 
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Carlos Lacerda – O Governador Do Teclado interpreta Djalma Ferreira (1961)

Olás, caríssimos amigos cultos e ocultos! Mais uma vez marquei bobeira… creio que foi por conta da pressa, cometi um engano, no mínimo engraçado. Confundi o maestro baiano Carlos Alberto Freitas de Lacerda com o político Carlos Lacerda. E isso se deu, confesso, pela minha total ignorância musical que não procurou checar a história do disco e nem me toquei para a existência do músico baiano. Mas, antes tarde do que nunca, vamos aqui fazendo as correções, graças ao amigo Salvador Lacerda Falcão, que atenciosamente me fez essa observação.
Então, aqui temos o Carlos Lacerda baiano, pianista, compositor, maestro e arranjador. Atuou na fase áurea do rádio na Bahia, pela Rádio Sociedade da Bahia. Foi diretor musical da gravadora JS (Jorge Santos) e também da TV Itapoan. Conforme o texto do excelente blog TempoMusica, este foi o primeiro lp do maestro baiano que, coincidentemente, tendo o mesmo nome do governador da Guanabara, acabaram criando essa associação entre o músico e o político. Uma galhofa, por certo. Mas convenhamos, se o disco não vendeu muito, isso se deve a essa infeliz associação. Por essa, os dois Carlos chegaram até a se encontrar, mas convenhamos, de semelhança, só mesmo no nome e aquele óculos típico dos anos 60. Se fez bem para o político, com certeza, não foi a melhor escolha para o músico. Mas isso em nada afeta a reputação deste grande maestro baiano. Salve a Bahia!
“O Governador do Teclado” interpreta neste seu primeiro disco obras de outro grande músico, o internacional Djalma Ferreira, o qual já apresentamos aqui vários de seus discos. A capa deste lp é de uma reedição, se fosse a original, eu não teria trocado as bolas, pois nela consta um texto de Canio Ganeff falando sobre o músico e também traz seu retrato. Enfim, acho que está corrigido o texto de apresentação. De acordo, Salvador? 🙂
 
recado
lamento
samba do drink
devaneio
murmúrio
casa da loló
confissão
volta
samba do perroquet
fala amor
choro sim
cheiro de saudade
 
 
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Serginho Beagá – Impressão Digital (1994)

Boa tarde, meus caros amigos cultos e ocultos! Hoje eu tenho para vocês um disco de samba. E samba mineiro, diga-se de passagem. Temos aqui o cantor, compositor, instrumentista e porque não dizer, sambista Serginho Beagá, um dos muitos talento da nossa cidade, Belo Horizonte. Serginho está presente na cena musical, do samba, desde o final dos anos 70. Músico com suas qualidades, acabou sendo também ouvido e gravado para além das montanhas. Já teve seus sambas interpretado por grandes nomes da mpb. Um de seus maiores sucessos, gravado por vários artistas é o samba “Me leva” que está presente aqui neste lp, lançado em 1994. Se querer puxar a sardinha… “Impressão digital” é um disco que merece um toque musical. Não deixem de conferir no GTM…
 
flor de seda
lei do silêncio
me leva
é bom te amar
rascunho
legitima defesa
brilha por si
impressão digital
nó de marinheiro
medo e segredo
fica
folclore mineiro
 
 
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Radamés Gnattali – Em Ritmo De Samba (1958)

Boa hora, meus prezados amigos cultos e ocultos! Seguimos aqui desta vez trazendo o mestre Radamés Gnattali, em lp lançado pela Continental, em 1958. Como podemos ver, pela capa, trata-se de um disco dedicado ao samba. Uma seleção de sambas que hoje são verdadeiros clássicos da nossa música. Como já disse, quando houver um texto descritivo na contracapa sobre o trabalho, não irei me estender na ‘resenha’. É o que me pede a preguiça e mais ainda, a falta de tempo. Taí, um belo disco, que vocês não podem deixar de conferir…
 
atire a primeira pedra
fim de semana em paquetá
copacabana
agora é cinza
já é demais o meu sofrer
vem meu amor
duas contas
o morro canta assim
foi a noite
nova ilusão
quem foi que prometeu
esquina da saudade
 
 

 

Gaúcho E Seu Conjunto – Em Ritmo De Boite (196…)

Bom dia, meus caros amigos cultos e ocultos! Segue aqui um disco raro, que eu mesmo nunca tinha visto. São coisas que fazem parte dos meus arquivos, de coisas que encontro ou que me são enviadas. Daí, vou guardando até achar uma hora para postar. E no caso deste lp, o que temos é quase nada em matéria de informação. Estou entendendo este artista como sendo o gaúcho Auro Pedro Tomaz, nascido na cidade de Santo Ângelo, segundo informações colhidas pelo nosso saudoso Samuca e que aqui eu apenas copio e colo. “Seu primeiro instrumento foi o banjo, então na moda, que tocava no conjunto orquestral de seu pai, o Jazz Elite, em 1942. Mais tarde, transferiu-se para a capital do estado, Porto Alegre, e ficou três anos na Rádio Gaúcha, atuando no conjunto de Paraná e na orquestra típica da emissora. Aperfeiçoando sua técnica no acordeom, do qual seria autêntico virtuose, logo que ingressou na Aeronáutica, foi nomeado sargento-músico, depois mudando-se para a capital pernambucana, Recife, onde tomou parte nos festejos de inauguração da Rádio Tamandaré, como chefe do conjunto dançante. De lá, foi para a Rádio Jornal do Commercio, criando uma orquestra de danças, e seu acordeom é inclusive ouvido nos primeiros discos de Jackson do Pandeiro, lançados pela Copacabana entre 1953 e 1955. Em 1955, Gaúcho desliga-se da Aeronáutica e muda-se para o Rio de Janeiro, ingressando na lendária PRE-8, Rádio Nacional, então “a estação das multidões”. Atuou ainda nos conjuntos do violonista Djalma de Andrade, o Bola Sete (com quem excursionou pelo Chile, Peru e Argentina), e do flautista e maestro Copinha. Participou ainda da terceira formação do Trio Surdina, com o violinista Al Quincas e violonista Nestor Campos, e teve orquestra própria, que tocava no Dancing Avenida”. 
Porém, o que temos aqui neste lp são, na verdade, dois conjuntos, Gaúcho e seu Conjunto e Don Agustin e Sus Muchachos. Este último, ao que parece, era um saxofonista e possivelmente era um pseudônimo de algum instrumentista conhecido gravando por um selo obscuro. O disco, no geral, é bem interessante, com temas bem conhecidos por todos nós. Música de boate dos anos 50. Contudo, o disco tem uma cara de ser coisa produzida no início dos anos 60. Confiram no GTM…
 
luz y sombra – don agustin
tender is the night – don agustin
recuerdo ipacarai – gaúcho
la mer – gaucho
contigo en la distancia – gaucho
esperame en el cielo – gaucho
stela by starlight – don agustin
vivemos para amar – don agustin
que murmurem – gaucho
perfidia – gaucho
angustia – gaucho
sonãndo contigo – gaucho
 
 
 
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Chrystian, Day By Day, Lee Jackson, Light Reflections E Paul Bryan – Compactos 70’s

Olá, meus caros amigos cultos e ocultos! Hoje estamos fazendo uma espécie de reprise. Estou trazendo aqui seis compactos que representam bem a fase da música pop nacional, quando alguns grupos e artistas se travestiram de pop internacional, buscando mais destaque e sucesso. Afinal, este é o “Brazil”, que não fala inglês, mas sempre adorou a pompa de se ouvir e cantar em outra língua, é chique, é pop! E foi mesmo um sucesso quando começaram a aparecer nas rádios artistas com nomes como Chrystian, Lee Jackson, Ligh Reflections, Paul Bryan, Pholhas e tantos outros, que por sinal já citamos e postamos aqui no Toque Musical. Tudo artista brasileiro produzido com cara de importado. E o povo por aqui consumiu com gosto. 
Agora estou trazendo em uma só postagem, seis compactos lançados por alguns desses grupos e artistas na década de 70. Alguns até já foram postados aqui em outros tempos, mas, achei que seria bom reunir esse grupinho, que equivale a um lp. Assim, vamos a eles, relembrando o que ainda hoje é sucesso, ou já seriam clássicos do pop (inter)nacional?
 
chrystian – for better
day by day – never goin’ back / we can work it out
lee jackson – hey girl / somenthing in the way she move
lee jackson – adelita / mais que nada / xica da silva / only you / el bodeguero
light reflections – tell me once again / send it for tomorrow
paul bryan – windows
 
 
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Banda Do Corpo De Fuzileiros Navais (1958)

Boa noite, meus camaradinhas cultos e ocultos! Como dizem e como já disse outras vezes, toda araruta tem seu dia de mingau. Hoje resolvi postar este lp aqui de marchas militares, lançado em 1958, pelo selo Rádio. Me recordo bem dessas músicas e por certo muitos de vocês também. afinal esses eram os hits de um Brasil da ditadura, dos tempos de chumbo. Na escola onde eu estudava, o sinais de entrada e de saída eram sempre essas marchas. Se ouvia isso todos os dias, era um saco. Nunca pensei que viria uma hora a postar esse gênero musical, ainda mais nos tempos de hoje, onde cada vez mais tomamos antipatia por essa rainha da mamatas, a qual chamamos de Forças Armadas. Fica difícil desassociar… Porém e todavia, seria uma injustiça da minha parte condenar o que de menos ruim há nessa coisa… que pelo menos a música os salve e lhes dê sensibilidade…
 
salve fuzileiros
velhos camaradas
bandeira americana
sambre et meuse
quand madelon
cisne branco
batista de mello
barão do rio branco
na vanguarda
alvorada
 
 

Les Paul – The New Sound (1950)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Já que o domingo amanheceu trazendo uma friagem danada, eu vou aqui mudando o disco… E mais ainda, tocando o que se escuta com outros olhos. Hoje, para variar um pouquinho, vamos com um disco internacional, mas sem perder o norte, ou seja, trazendo sempre um referência brasileira, é claro. E aqui temos um disquinho bem bacana e de uma certa forma até raro, considerando ser um lp de 10 polegadas, lançado em 1950. Aqui temos um importante músico americano, que por certo, muitos devem conhecer, o genial Les Paul. Músico que foi um dos pioneiros no uso da guitarra elétrica e se tornou mundialmente conhecido, não apenas pela sua técnica, mas também por ter projetado uma guitarra de corpo sólido, na década de 40, que viria a ser um protótipo das guitarras elétricas atuais e daí um dos modelos mais usados desde então, recebendo seu nome, as Gibson Les Paul, instrumento que hoje em dia é o sonho de consumo de muitos guitarristas.
“The New Sound” de Les Paul, segundo contam, foi o primeiro seu primeiro lp, lançado pelo selo Capitol, em 1950. Naqueles tempos havia um gênero musical adotado por muitos, chamado de ‘exotica’, no qual se destacava por uma sonoridade rica e diferenciada de ritmos e músicas de outros lugares do mundo e que para os americanos eram considerados exóticos. Fez muito sucesso e nesse embalo podemos lembrar nomes como Martin Denny, Enoch Light, Les Baxter, Raymond Scott, Arthur Lyman, Esquivel e outros… ‘The New Sound’ é também um pouco disso. Les Paul demonstra sua técnica virtuosa em uma sonoridade inovadora, em ‘standards’ nos quais se inclui o samba de Ary Barroso, “Aquarela do Brasil”, aqui chamado apenas de “Brazil”. Por certo, o disquinho não se limita a apenas esse sucesso e vocês podem conferir aqui na lista do repertório e se certificarem no GTM…
 
brazil
hip-billy boogie
swiss woodpecker
caravan
lover
the man on the flying trapeze
by the light of the silvery moon
what is this thing called love
 
 
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Leal Brito – Rítimos Do Brasil Nº 1 (1953)

Bom dia, amiguinhos cultos e ocultos! Existem alguns artistas que, aqui no Toque Musical, que vez por outra sempre acabam aparecendo mais do que outros. Isso se deve ao fato de gostarmos deles, mas também porque temos muitos discos e de tão interessantes, seria um pecado não publicá-los. Este é o caso do gaúcho, pianista João Adelino Leal Brito, também conhecido como Leal Brito ou Britinho. Também compositor, maestro e arranjador, foi um músico muito atuante, principalmente entre os anos 40 e 60. Tocou em boates, quando então era conhecido como Britinho e a partir dos anos 50 entra na fase dos discos, das gravações e nas quais conta com mais de 120 discos. Eis aí uma razão para termos dele tantos discos e por certo, muitos desses discos ele aparece com pseudônimos, ou em participações. Aqui temos dele este lp de 10 polegadas, lanaçado em 1953 pela Musidisc. Um disco essencialmente de de choros, sendo três deles de sua própria autoria.. Confiram, no GTM….
 
brejeiro
neusa
bem-ti-vi atrevido
kaximbodega
andré de sapato novo
porto alegre
tico-tico no fubá
tristonho
 
 
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Vanja Orico – A Volta De Vanja Orico (1967)

Olá, amigos cultos e ocultos! Em tempos como os que estamos vivendo, em especial o momento político, onde militares (as Forças Armadas), se vendem por leite condensado e viagra, pela manutenção das mamatas que sempre tiveram, em troca de se sujeitarem a ser comandados por um capitãozinho louco, insubordinado e que chegou a ser expulso da corporação. Tempos vergonhosos para as fardas militares que mais uma vez se sujam, se sujeitam a serem comandados por um crápula e sua família de milicianos. Triste momento para o Brasil. E mais triste ainda é perceber o quanto este nosso povo é tosco, rude, mal informado e mal educado, burro, mas essencialmente pretencioso. Triste ver que uma boa parcela desse povo sofrido ainda não tenha conseguindo ver quem realmente é seu opressor. Gente com memória fraca, gente que ignora seu próprio câncer e acha graça da dor que sente no seu próprio estômago. Em momentos como este, de ataques a Democracia, ao Congresso e a Justiça em nome de um radicalismo de direita que assola o país, a gente as vezes precisa lembrar os fatos do passado, trazer de volta nossa luta por liberdade, palavra que hoje caiu na boca dessa gente de forma errada. Seria irônico se não fosse trágico ver essas ‘tosqueiras’ pedindo liberdade de expressão e ao mesmo tempo ditadura militar. 
Estou fazendo esta introdução porque de certa forma ela tem a ver com Vanja Orico. Cantora, atriz e cineasta, surgiu no cenário artístico cantando o tema ‘Mulher rendeira” no filme “O Cangaceiro”. Foi uma artista internacional, mas sempre valorizou a cultura nacional e por ela esteve sempre a frente defendendo o que é nosso. Inclusive, há de se lembrar, em 1968, em plena ditadura, no dia 07 de novembro Vanja, em protesto se ajoelhou na rua, impedindo a passagem de um comboio militar que ia de encontro a manifestantes que carregavam o corpo de um estudante assassinado pela repressão. Uma cena triste de se ver e que boa parte dessa gente burra e sem noção, talvez não façam a mínima ideia do que foi e do que simbolizou aquele momento. Essa era uma das facetas dessa mulher incrível, a qual já falamos e postamos vários outros discos. Agora trazemos para vocês este lp, lançado em 1967, pela Chantecler. “A volta de Vanja Orico”, como o próprio título afirma, marca o retorno da artista ao Brasil. Neste lp ela canta um repertório cheio de clássicos, um disco maravilhoso de se ouvir, com músicas de Fernando Lona, Geraldo Vandré, Chico Buarque, Gil e Torquato Neto, Catulo de Paula, Paulinho Nogueira, Tom e Vinícius, Nonato Buzar e Carlos Imperial. Por aí já dá para se ter uma ideia do quanto este disco é legal. Confiram no GTM…
 
cantilena
contracanto
é ou não é
andam dizendo
mulé rendeira
casa de pau po pa
a banda
minha zabelê
a lua girou
depois do amor
samba de protesto
 
 
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Bebeto Castilho (1975)

Boa hora, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! Hoje o nosso encontro é com o carioca Adalberto José de Castilho e Souza, mais conhecido como Bebeto Castilho. Flautista, saxofonista e contrabaixista, cantor e também compositor. Entre muitas coisas, foi um dos integrantes do conceituado Tamba Trio. Ao longo de sua carreira gravou uma centena de discos, com o Tamba Trio, com outros artistas e também solo. Mas este disco que aqui apresentamos foi seu único lp e por certo uma joinha de trabalho que recebeu uma reedição, em cd, no início dos anos 2000. Está aí um disco que cabe muito bem em nossas fileiras e que vocês podem conferir no GTM…
 
batuque
pra não chorar
salgueiro chorão
nosotros
tristeza de nós dois
dejame ir
mendigo e ladrão
estardalhaço
canção do nosso amor
voltei ao meu lugar
moça flor
razão de viver
 
 
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Banda Patropi – A Banda Da Grande Família (1974)

Boa noite, caros amigos cultos e ocultos! Como se pode ver, por aqui gostamos bem das bandas de quermesse, de praças e coretos. E aqui, mais uma vez estamos trazendo um disco nessa linha. Numa produção do selo CID temos a Banda Patropi, a banda da grande família. Eis um disco bem gostoso de se ouvir, tanto pelo banda em si, como pelo seu repertório moderno, então bem atual para a época e ainda hoje soa bem. Confiram no GTM….
 
alegria da vida
o bem amado
ave maria
supermanoela
os ossos do barão
o vira
fantástico
o mensageiro
glorioso santo antonio
tudo menos amor
ben
assassinato do camarão
song for anna
always
in my heart
o espigão
fogo sobre a terra
a grande família
tema de monica
uma rosa em minha mão
o boi vai atrás
que beleza
toró de lágrimas
boa noite
o mundo melhor de pixinguinha
gugu
 
 
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Salinas E Seu Conjunto – Tarde No Rio (1957)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Segue aqui mais um disco interessante e como o de ontem, um dos primeiros lps de 12 polegadas que começariam a chegar no final dos anos 50, quando até então ‘long plays’ eram só os de 10 polegadas e geralmente com apenas oito faixas.
Aqui temos Daniel Salinas, agora em seu primeiro lp de 12, numa seleção musical que remete a ‘cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro. Ou seja, um disco com muito samba e choro 🙂 Leiam o texto na contracapa e confiram o conteúdo no GTM…
 
copacabana
aos pés da santa cruz
peguei um ita no norte
tico tico no fubá
delicado
cabeça inchada
favela
para que recordar
asa branca
maracangalha
maria escandalosa
aquarela do brasil
 
 
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Maciel E Seus Cariocas Serenaders – Na Cadencia Do Samba (1957)

Boa hora, caros amigos cultos e ocultos! O toque musical de hoje é com o trompetista, arranjador, compositor e maestro Edmundo Maciel, conhecido como Ed Maciel. Músico exemplar, atuante nas décadas de 50 a 70. Passou por diversas orquestras, inclusive a Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Gravou dezenas ou até centenas de discos, se considerarmos sua participação também como músico de estúdio. Tocou também com todos os principais nomes da música brasileira
Aqui temos ele em seu primeiro disco, lançado em 1957 pelo selo Sinter, um dos primeiros lps de 12 polegadas lançados no Brasil. Leia mais na contracapa.
 
confiança
na cadência do samba
sal e pimenta
saudades da bahia
o apito no samba
não tem solução
se você jurar
helela… helena
não me diga adeus
vai amor
está chegando a hora
maracatucá
mulher rendeira
 
 
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Noel Rosa – Noel Por Noel (1971)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Cá estamos, mais uma vez chovendo no molhado. Mas quando a chuva é boa e necessária, pode continuar chovendo, principalmente se for chuva de Noel Rosa. Creio que já postamos aqui, no Toque Musical, tudo ou quase tudo desse genial compositor. Porém, agora há pouco estava eu começando o meu domingo e peguei de cara este lp para ouvir. Seria um pecado não compartilhar ele também com vocês. Embora essas mesmas gravações já tenham aparecido em outros discos, esta edição de 1971 lançada pelo selo Imperial, da Odeon, foi a primeira a reunir num lp de 12 polegadas os poucos registros do compositor cantando seus próprios sambas. É, sem dúvida, um disco para se ter na estante. Um verdadeiro resumo da ópera na voz de seu próprio autor. Aqui estão reunidas algumas de suas mais expressivas composições. A ver e a ouvir…
 
cem mil réis
malandro medroso
com que roupa
seu jacinto
quem dá mais
quem não dança
da babado
mulata fuzarqueira
coração
joão ninguém
cordiais
saudações
conversa de botequim
 
 
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Bebeto Alves (1981)

Olá, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! Olha, definitivamente… vejo que não vou conseguir atualizar um mês de atraso em nossas postagens. Isso, na verdade, nunca aconteceu antes. Eu nunca fiquei tanto tempo se fazer uma postagem como tem acontecido agora. As razões são diversas, mas eu vou sempre culpar a falta de tempo, o tempo que falta para eu me dedicar mais a essa cachaça. Digamos apenas que os tempos hoje são outros. Dessa forma, vamos considerar aqui a coisa de uma outra maneira. Entendam essa pausa como férias, como se eu tivesse tirado um mês de férias e agora estivesse voltando. E neste retorno, vamos trazendo aqui o gaúcho Bebeto Alves, um dos grandes expoentes da música popular gaúcha nos anos 80. Cantor e compositor, tem em sua carreira dezenas de discos lançados, sendo este, de 81, seu primeiro álbum, lançado pela CBS através de seu selo Epic. E diga-se de passagem, um excelente lp, com um repertório autoral e de primeira linha, trazendo também um time de músicos, não apenas gaúchos, que dão a este primeiro trabalho um gosto de ‘quero mais’. Já apresentamos outro disco deste artista por aqui e por certo, em uma outra oportunidade traremos outros. Confiram no GTM….
 
sant’anna do uruguay
de um bando
agua
momento encantado
moleque do parque
a mão e o medo
fogueiras
raiar
bandeira
kraft…mesmo
polvadeira
 
 
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Paulinho Soares (1978)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Seguimos aqui com o primeiro e único lp do cantor e compositor Paulinho Soares. Foi um artista mais conhecido pelas suas músicas cantadas por outros artistas, como é o caso da Beth Carvalho que, inclusive, é quem escreve o texto de apresentação do artista na contracapa. Paulinho chegou a gravar vários compactos. Algumas de suas músicas, principalmente no início de carreira fizeram sucesso em festivais. Infelizmente, veio a falecer aos 59 anos, vítima de enfarte. Curiosamente, seus discos, lp e compactos, ainda podem ser encontrados em sites com o Mercado Livre e Discogs por um preço honesto. Acho que os “colecionadores especulativos”, ainda não se tocaram das qualidades desse artista. Ainda não havia sido mencionado no Toque Musical. Agora vai… 😉
 
o patrão mandou
quebra cabeça
dificilmente
pára com isso
tira teima
antes ele do que eu
zé maria e conceição
olha eu de novo
as moças
antes
 
 
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Collin Walcott Don Cherry E Nana Vasconcelos – Codona (1983)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Uma coisa boa neste nosso Toque Musical é que a cada dia temos uma surpresa diferente. Ou a gente mergulha numa sequencia temática, ou quebra o ritmo, variando o máximo possível. E assim vamos nós, desta vez trazendo um disco do conceituado selo ECM, no qual gravaram grandes músicos, instrumentistas mundiais, principalmente do jazz contemporâneo e entre esses também músicos brasileiros, sendo os mais conhecidos, Naná Vasconcelos e Egberto Gismonti. A ECM (Edition of Contemporary Music) foi fundada na Alemanha por Manfred Eicher. Uma gravadora que surgiu no final dos anos 60. Primava pela qualidade técnica e uma seleta escolha musical. Embora tivesse lançado discos de gêneros diversos, foi na linha jazzística que o selo ganhou fama. Tinha como lema, a frase ‘o som mais belo depois do silêncio’. Produziram centenas de discos de altíssima qualidade, muitos desses chegaram ao Brasil, principalmente por conta da presença e participação de músicos brasileiros. Aqui temos um bom exemplo, “Codona”, disco originalmente gravado em 1979 trazendo os americanos Collin Walcott e Don Cherry e o nosso Naná Vasconcelos. “Codona” foi lançado no Brasil em 1983. Para quem gosta de jazz, world music, new age, experimentalismos sonoros e improvisações, está aí uma boa opção. Eu, pessoalmente, adoro 🙂
 
like that of sky
codona
colemanwonder
mumakata
new light
 
 
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Banda Dos Coroas – Volume III (1968)

Olá, caros amigos cultos e ocultos! Se tem uma coisa que a gente gosta por aqui é de bandas, ao estilo as bandas de coreto, bandas de fanfarras, bandas de praças, de marchas, de rua… E depois de termos postado aqui a Bandinha do Irio, achei que seria legal mais uma dose :), visto que muita gente também gosta desse gênero musical. Nós já apresentamos aqui o primeiro volume dessa obscura Banda dos Coroas. Digo obscura pelo fato de não termo nenhuma referência sobre quem eram os músicos. Embora fosse um disco lançado pela Odeon através de seu selo internacional London, não era um disco de artista, mas antes um disco de músicas sortidas, cujo o repertório era de sucessos do momento. Por certo, também não era uma autêntica banda de coreto, de quermesse. Percebe-se que são músicos de estúdio, gente que toda de tudo em uma gravadora. Talvez fosse o multinstrumentista José Menezes e seu conjunto, pois ele esteve presente em boa parte de discos como este, um tanto que genéricos, mas de qualidade inquestionável. Como podemos ver, este volume 3 traz um repertório sortido, com temas populares da época. Vale a pena conferir…
 
eu te amo, te amo, te amo
quando me enamoro
última canção
bom tempo
parabéns querida
l’amour est bleu
você passa eu acho graça
a pobreza
quero lhe dizer cantando
quem será
viola enluarada
la tramontana
 
 
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As Frenéticas (1977)

Bom dia aos amigos cultos e ocultos! Eis um disco que há tempos estava para ser postado aqui, mas com tantas outras emoções, creio que acabei me esquecendo… Seguimos, então, com as Frenéticas, em seu primeiro lp, lançado em 1977, pela Warner, através de seu selo internacional Atlantic, que naquela época estava chegando ao Brasil.
As Frenéticas, como todos já devem saber, foi um grupo vocal feminino formado por seis cantoras. Surgiram no auge da discoteca, aqui no país. Incialmente foram contratadas para serem estilosas garçonetes da grande atração carioca daquele momento, a “Frenetic Dancing Days” a primeira discoteca da moda, criada por Nelson Motta. Por conta do nome da danceteria, as moças passaram a se chamar de Frenéticas. O grupo era formado por Dhu Moraes, Edyr Duque, Lidika Martuscelli, Leiloca Neves, Regina Chaves e Sandra Pera. Do sucesso das moças que cantavam umas quatro a seis músicas nas noitadas da discoteca, surgiu então a ideia de gravarem um disco. Como de costume, veio primeiro um compacto que trazia a música “A felicidade bate a sua porta”, de Gonzaguinha. A música foi muito executada nas rádios pelo Brasil, se tornando um grande sucesso, levando assim o grupo a este que foi o primeiro disco. Um lp muito bem produzido por Liminha, com uma ótima escolha de repertório. Contou com a assistência de muitos músicos e arranjadores e de cara, se tornou um disco muito bem aceito pelo público. As Frenéticas se destacaram de 1976 a 84, quando então gravaram quatro discos pela WEA. Em seguida o grupo se desfez com a saída de Sandra Pera e Regina Chaves. Como quarteto, as remanescentes, até tentaram um quinto álbum, mas que não chegou a fazer sucesso. Depois teve a morte de Lidoka que acabou selando de vez o sonho das Frenéticas. Surgiram depois outras coletâneas, inclusive com material inédito. Mas a fase daqueles dias frenéticos e dançantes se foi e ficaram apenas as lembranças…
 
perigosa
quem é
vingativa
vida frenética
exército do surf
let me sing
o gênio
bye bye love
pessoal e intransferível
fonte da juventude
cantores de rádio
tudo bem, tudo bom
a felicidade bate a sua porta
 
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Bandinha Do Irio – Quermesse (1957)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Por mais que eu diga que para alguns discos, os que trazem um texto na contracapa, eu não farei apresentações, resenhas e coisa e tal…, acabo me vendo obrigado a ‘pitacar’ algumas palavras, como no caso deste lp “Quermesse”, de 1957, um disco de 10 polegadas lançado pelo selo Copacabana. Conforme o texto, trata-se de uma seleção musical típica das bandinhas de coreto, das quermesses que ainda hoje vemos por aí, em cidades do interior do Brasil. São dobrados e valsas que já embalaram muitas manhãs de domingo em praças por aí. Sobre a Bandinha do Irio, não há nenhuma informação, ficamos sem saber se Irio é o nome do maestro. Apenas são citados os nomes de Irvando Luiz, que é o produtor e idealizador do projeto e Ubaldo de Abreu como arranjador. Por certo, não acrescentamos nada aqui além da dica, do toque musical para este curioso disquinho que de qualquer forma merece a nossa atenção. 
 
quermesse
irmãos querolo
geni silva
aluisio dos santos
capitão barduíno
coronel braulio guimarães
boêmio
marlene
visconde de guarapuava
itu berço da república
 
 

Paolo Mazzaroma – Amorosamente (1958)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Iniciamos o mês de abril trazendo mais uma vez o maestro e violinista italiano Paolo Mazzaroma, aqui também chamado de Paulo Mazzaroma. Ele atuou no Brasil nos anos 50 e 60. Era amigo de infância de outro maestro famoso, o Simonetti, que também teve uma temporada aqui no país. Disco bacana, com um repertório misto, romântico e orquestral. Confiram no GTM…
 
amorosamente
an affair to remember
abismo
insonia
eu sem você
se você voltar
fascination
fracassos de amor
tema da meia noite
felicidade infeliz
viver sem você
relembrando
 
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