José Emmanuel – Astor Apresenta José Emmanuel (1964)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Apenas avisando, as solicitações vão sendo atendidas dentro do meu possível e por ordem de chegada. Assim, como são muitas, o jeito é aguardar, ok?

Hoje eu trago para vocês um compacto que acabou virando álbum. Meio que por acaso, achei de postar este compacto de um artista baiano chamado José Emmanuel. Como hoje é (ou seria) dia de artista/disco independente, resolvi atacar com este obscuro compacto. Eis que para a minha surpresa, ao procurar possíveis informações sobre o artista, fui cair no ‘túnel do tempo’, ou melhor dizendo, encontrei um prato cheio de informações sobre José Emmanuel no excelente site ‘Linha do Tempo da Invenção Musical”. Lá, o pesquisador Roberto Luis, nos apresenta toda a trajetória do artista baiano. Inclusive falando deste compacto e outros trabalho de sua carreira. Como haviam outras músicas, além das que eu tinha no disquinho, resolvi incluir no pacote tudo o que ali estava disponível, afinal já que estamos falando do artista e temos tanta informação, nada como mostrar outras músicas. O que realmente me chamou a atenção neste artista foi a sua transformação. Ao entrar em seu ‘Myspace’, o que eu ouvi não parecia nem de longe com o que eu já conhecia. É certo que estamos falando de um espaço no tempo de uns 40 anos ou mais. Porém, sua transformação foi de água para o vinho, ou vice versa. O cara saí da música popular e romântica para um trabalho experimental ‘eletroworldagemusic’ (deu para entender?). Vamos encontrar na seleção, que acabou virando álbum, nove música, sendo as quatro últimas da fase ‘myspace’. Eis aí uma postagem com a cara do Toque Musical. Mas para conhecer melhor José Emmanuel e seu trabalho, vou deixar aqui apenas a dica, um convite para os amigos visitarem a Linha do Tempo da Invenção Musical. Ta tudo lá…

prelúdio do amor perdido

meu bem

estrela azul

maria

cadeira na avenida

alguma coisa

yara

emmanuel na parede

faixa branca

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6 thoughts on “José Emmanuel – Astor Apresenta José Emmanuel (1964)

  1. Olá, caro Augusto!
    Essa foi surpresa e das boas. Eu passei boa parte da noite trabalhando no blogger draft, preparando uma nova postagem, porisso não vi o seu post ali na barra lateral do tempomusica. Mas já avisei o José Emmanoel (assim ele assina agora, mas o chamamos de “Zé”) e tenho certeza de que ficará muito contente, como também eu fiquei. Aguardarei a novidade no nosso grupo, para enviar a ele o link para essa raridade, que é o compacto da Astor de 1964.
    Muito obrigado pela referência ao nosso modesto blog, mas todo o mérito da matéria sobre José Emmanuol pertence a ele próprio, que me prestou os depoimentos e forneceu diversos arquivos. Aliás, ele atualmente é escritor, tendo publicado este ano na Bahia o seu livro “O Guardião do Trovão”, que tem distribuição gratuita para todos os interessados na cultura afro-religiosa. Se alguém desejar maiores detalhes, entre em contato.
    Abraços!
    Roberto Luis Castro

  2. caro augusto,
    muito obrigado pelo achado. pessoas como voce e como roberto luiz castro merecem respeito. esse disco da astor e’ um disquinho mesmo, errei na escolha do repertorio, etc….mas tem o merito de ser talvez o primeiro disco independente da bahia, e a boa vontade e amizade de gino frei em me ajudar..o arranjador foi de ultima hora arranjado, pois caculinha, q estava acertado, sumiu…seu gefe’, o arranjador, estava velhinho, quase surdo, cantei as musicas pelo telefone, e foi um problema, quase comico…. mesmo assim, na epoca , o critico carlos coqueijo costa escreveu no jornal atarde sobre o disco; arranjos bizarros, mas o interprete mostra rara sensibilidade…. minha vida e’ cheia de misterios, nao me arrependo de nada, foi tudo muito curtido, e continuo curtindo-a sem ser famoso….sendo sem ser, tendo sem ter….e aprendendo sempre a dancar com os misterios….

    um grande abc
    jose emmanoel

  3. Olá José Emmanuel,
    prazer tê-lo aqui no Toque Musical. Espero podermos apresentar aqui outros trabalhos seus, principalmente os atuais 🙂
    Valeu!

  4. O prédio em que ficava a gravadora Astor, na Rua Martim Francisco, 53, bairro paulistano de Santa Cecília, está atualmente ocupado pela Faculdade de Tecnologia em Hotelaria, Gastronomia e Turismo de São Paulo (Hotec). Dê uma olhada nos mapas do Google e confira.

  5. É muito comum artistas de um momento musical anterior – principalmente se for de gênero considerado “ultrapassado” para as novas gerações – queixarem-se, ao serem confrontados com seus primeiros trabalhos, de escolha de repertório, etc. Talvez seja o caso desse já raro disco da Astor com o intérprete José Emmanuel. Ora, ele não é um disco ruim. Dizê-lo torna-se até ofensivo às pessoas que dele gostam. O intérprete sabe que – naquele momento, os anos 60 – o repertório era assim mesmo: singelo, qualidade de som apenas razoável e apresentação do disco sem muita qualidade, principalmente, em se tratando de um pequeno selo como o Astor.

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