Quarteto Excelsior – Coquetel Dançante N. 1 (1958)

Clarinetista, maestro e compositor, paulista de Jaboticabal, porém criado em São José do Rio Preto, Aristides Zaccarias (1911-?) prestou inestimável contribuição à música popular brasileira. Sua orquestra, por exemplo, animou os bailes de carnaval do Clube Internacional do Recife, ao som contagiante do frevo, durante a maior parte dos anos 1950 e até 1961. Além disso, Zaccarias teve também o Quarteto Excelsior, cujo primeiro LP, o dez polegadas “Jantar dançante” (Copacabana, 1955),  já foi oferecido a vocês pelo Toque Musical, e foi regente da Orquestra Namorados do Caribe, que só existiu em estúdio, revezando-se com o maestro Carioca, e de quem o TM, claro, também tem títulos postados, criada pela RCA Victor para fazer frente aos Românticos de Cuba, da Musidisc.  Pois agora apresentamos aos nossos amigos cultos e associados, com a satisfação e o orgulho costumeiros, o segundo LP do Quarteto Excelsior. Trata-se de “Coquetel  dançante”, que a marca do cachorrinho Nipper editou em 1957/58, mais ou menos, já no formato-padrão de doze polegadas. O disco mantém a mesma formação do álbum anterior, com o mestre Zaccarias ao clarinete, Fats Elpídio ao piano, Bill no contrabaixo e Romeu na bateria. E Zaccarias e Romeu ainda atuam como vocalistas, cantando em uníssono.  No repertório, sucessos nacionais (no lado A) e internacionais (no verso), bem no clima das boates e casas noturnas da época. Abrindo o LP, uma composição própria de Zaccarias, “Baião do lavrador”, com a parceria de Walfrido Silva. Seguem-se outros sambas e baiões, com destaque especial para “Tiradentes” (ou “Exaltação a Tiradentes”), samba-enredo clássico que deu à escola Império Serrano o título de campeã do carnaval carioca de 1949, mas que só chegou ao disco em  1955, na voz de Roberto Silva. O lado B nos traz boleros e foxes de sucesso mundial, até hoje lembrados, com destaque para “Angustia”, “Que murmuren”, “True love”, “Anastasia” e até mesmo “Love me tender”, um dos primeiros hits do eterno rei do rock, Elvis Presley. Enfim, uma “brilhante coletânea”, como diz a contracapa, da qual a RCA Victor já pressentia o sucesso de vendas, tanto que colocou  “número 1” no título. E, até 1961, de fato, viriam mais três “Coquetéis dançantes”, sendo este primeiro uma amostra dos que viriam a seguir. É baixar, ouvir e dançar…

baião do lavrador

abre a janela

lá no norte

tiradentes

pau de arara

batuque no morro

the veru thougt of you

love me tender

anastasia

petticoats of portugal

angústia

espérame en el cielo

que murmuren

you’re sensational

i love you, samantha

true love

*Texto de Samuel Machado Filho

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