Ataulfo Alves – Nova História da Música Popular Brasileira (1978)

Olá a todos! Vamos aos poucos voltando à normalidade, pois como diz o outro, o ano só começa depois do Carnaval. Acho que é talvez por isso que o ano nunca começa direito, pois continuamos contaminados pela folia. Nossa música nos faz lembra disso o tempo todo. Principalmente o samba e as marchinhas que viraram sinônimo de Carnaval.
Logo no inicio do ano comecei a postar os álbuns da coleção Nova Historia da MPB. Porém, diante à tantos fatos recentes e uma tremenda ‘falação’, achei por bem dar uma ‘manerada’. Vamos a partir de agora espaçar ainda mais os intervalos entre um volume e outro. Para aqueles que quiserem eu poderei enviar por e-mail links temporários dos álbuns, na medida em que eu os for digitalizando. Para isso, basta que a pessoa envie um e-mail fazendo a solicitação. Criarei uma listagem exclusiva somente para este caso, em especial.
Temos então, mais um volume (na ordem alfabética) da coleção. Desta vez com o grande (literalmente) Ataulfo Alves. Figurinha já bastante apresentada no Toque Musical, volta agora em oito faixas interpretadas por outros grandes nomes da MPB e muita história pra contar. Aproveitem…

mulata assanhada – miltinho
errei, erramos – orlando silva
a você – carlos galhardo
atire a primeira pedra – orlando silva
ai, que saudade da amélia – ataulfo e academia do samba
saudade dela – silvio caldas
lenço branco – ataulfo alves
meus tempos de criança – ataulfo jr.

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6 thoughts on “Ataulfo Alves – Nova História da Música Popular Brasileira (1978)

  1. Tive o prazer de receber um email do administrador do Toque Musical um email elogiando os comentários que tenho feito aqui. E creio que tudo que eu sei em matéria de MPB devo principalmente a esta inesquecível coleção de discos e fascículos da Abril Cultural (agora de volta à ativa como Abril Coleções). O dez polegadas dedicado ao poeta de Miraí, Ataulfo Alves, tem uma interessante e resumida amostra de seu trabalho, apresentando sete clássicos e uma que não é muito lembrada mas vale a pena, “Lenço branco”, uma referência ao lenço com que o mestre Ataulfo conduzia suas pastoras e que nos anos 1960 entregou ao filho Ataulfo Júnior. Aqui, por sinal, ele canta o clássico ataulfiano “Meus tempos de criança”, também conhecido como “Saudade da professorinha” e “Meu pequenino Miraí”, em registro de 1974 (Ataulfo lançou a música na Sinter, em outubro de 1956). A clássica 'Ai, que saudade da Amélia”, lançada no carnaval de 1942 e aqui no registro original de Ataulfo à frente de sua Academia de Samba, provocaria protestos de feministas se fosse lançada hoje. A Amélia em questão era empregada doméstica na casa de Aracy de Almeida,e o irmão dela, o baterista Altemir, vivia dizendo: “Amélia, aquilo sim é que é mulher de verdade!” Aí Ataulfo foi direto à presença do grande Mário Lago para pedir letra para a música. Ninguém quis gravar “Amélia”, talvez pelo andamento lento e lamentoso, e o próprio Ataulfo teve de fazê-lo, tendo sido muitíssimo bem-sucedido, assim como acontecera antes com “Leva meu samba”, a estreia de Ataulfo como intérprete de seus próprios trabalhos. “Mulata assanhada” é outro clássico ataulfiano, originalmente lançado em 1956 pelo autor e aqui interpretado pelo grande Miltinho (originalmente do LP “Poema do adeus”, de 1961). O grande Orlando Silva aqui comparece com “Errei, erramos”, lançada no auge de sua carreira, em 1938, e outro êxito esmagador até hoje conhecido, o samba “Atire a primeira pedra”, do carnaval de 1944. Completando o cardápio, duas joias de 1936: “Saudade dela”, com o Caboclinho Querido Silvio Caldas e até uma valsa, “A você”, na voz do “cantor que dispensa adjetivos”, Carlos Galhardo. Aliás, depois da morte de Galhardo, em 1985, descobriu-se que o cantor nasceu não em São Paulo, como ele mesmo dizia, mas sim em Buenos Aires, capital da Argentina!

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