The Hot Gang – Explosive Young Impact (S/D)

Olá amigos cultos e ocultos. Logo nos primeiros meses de existência do Toque Musical, eu comecei a levantar a lebre sobre o selo mineiro Paladium. Até então obscuro, não havia nada na rede falando sobre os discos lançados por essa etiqueta. O que víamos eram alguns desses discos sendo vendidos através do Mercado Livre e Ebays da vida. Eu já sabia que a Paladium era na verdade um produto da gravadora Bemol, ou antes disso, da MGL (Minas Gravações Limitada). Porém, na época, nem mesmo no site da Bemol havia informações a esse respeito. Foi meio que por acaso que eu encontrei uma entrevista com Dirceu Cheib, criador da lendária gravadora, feita pelo engenheiro de som Peron Rarez. Nessa entrevista, muito esclarecedora por sinal, Dirceu também fala sobre a criação da Paladium. Segundo ele: “Depois da fracassada tentativa de encarar as multinacionais e com grande quantidade de discos em estoque, meu irmão Afrânio Cheib, que também trabalhava comigo no estúdio, sugeriu a ideia de venda domiciliar. Criamos coleções de seis discos, montamos várias equipes de vendas e saímos pelo Brasil afora com as coleções Paladium, vendendo de porta em porta (loja em loja).” Não ficou muito claro se a Paladium foi criada naquele momento ou se já existia e não conseguia emplacar devido às grandes gravadoras. Segundo o maestro e arranjador Aecio Flávio, que no início de carreira também passou pela gravadora, os discos da Paladium vendiam mais que chuchu em feira. O fato é que a Paladium foi uma etiqueta mineira cujos os seus discos, hoje, são disputadíssimos por colecionadores (principalmente os estrangeiros). Uma das curiosidades da Paladium era a criação de títulos dos mais variados, buscando abranger os mais diversos gostos musicais. Assim, temos sambas, orquestras, músicas românticas internacionais, jovem guarda e até bossa nova. Nessa onda, eles criavam também nomes fictícios de artistas e orquestras, pseudo artistas internacionais com nomes realmente curiosos. Ao longo da semana vocês verão um pouco mais dessa fantástica iniciativa fonográfica. Eu pretendo apresentar aqui mais alguns discos dessas coleções. Digo mais, porque antes disso, já havíamos postado alguns outros, que podem também serem conferidos aqui.
Para começar, vamos como “The Hot Gang”. Gostaram do nome? Pois é, um disco jovem, feito para o gosto musical da rapaziada da época. Saber quem são os músicos verdadeiros é uma investigação trabalhosa e talvez impossível. Inicialmente a coisa era toda feita em estúdios e com músicos de São Paulo. Depois, para baratear as despesas, passaram a gravar em Belo Horizonte mesmo, mais precisamente utilizando a Igrejinha da Pampulha, construida por Niemayer. Mas essa história a gente continua nas outras postagens. Melhor agora é ouvirmos o “The Hot Gang” que traz em seu repertório uma verdadeira salada mista. Confiram…

pata-pata
eu daria minha vida
cordão da saideira
mr. lucky
fly me to the moon
é tempo de amar
benzinho
foi assim
se a gente grande soubesse
samba de rei
georgie girl
mar amar

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