Ary Barroso – Nova História Da Música Popular Brasileira (1977) 6

Olá meus caríssimos! Continuo a lembrar, principalmente aos desavisados e desatentos visitantes, que estou recolhendo os contatos de interessados em manter o acesso ao blog, caso venhamos mesmo a nos transferir para um espaço privado. Já temos listado mais de 600 solicitações. Ainda bem que o espaço e virtual 😉
Temos aqui outro campeão de audiência da coleção Nova História da Música Popular Brasileira. Seguindo a ordem alfabética, a semana é de Ary Barroso. Um dos mais férteis compositores brasileiros e mundialmente conhecido, principalmente por sua Aquarela do Brasil. Nasceu em Ubá, Minas Gerais, onde viveu até por volta dos 18 anos. Mudou-se para o Rio de Janeiro e daí começa sua grande caminhada. Foi advogado, jornalista, radialista, vereador, dirigente esportivo, amante do futebol e principalmente compositor de canções que refletem o verdadeiro espírito brasileiro. Sua música sempre foi evocando os valores e costumes de seu país. Ary sempre lutou pela autenticidade da nossa arte maior, a música popular.
Eu sou um cara privilegiado, pois tenho comigo há mais de 20 anos, um óculos que pertenceu ao Ary Barroso. Quando eu conto esta história todo mundo duvida e nem mesmo mostrando ele na minha cara as pessoas se convencem. Na verdade, nem eu acredito, pois a única coisa que tenho é a palavra do antiquário que jurou de pé junto que o óculos era do Ary. Nunca dei muita bola para isso, embora já tivesse visto fotos antigas dele com o tal óculos. A foto da capa deste disco é uma delas e é possível comparar. De puro sarro, resolvi incluir no pacote as fotos do meu óculos do Ary Barroso para vocês também compararem. Infelizmente este não tem como compartilhar, mas está à disposição para aqueles que queiram comprovação.

na batucada da vida – elis regina
no tabuleiro da baiana – carmen miranda e luiz barbosa
como vaes você? – carmen miranda
na baixa do sapateiro – anjos do inferno
aquarela do brasil – silvio caldas
os quindins de iáiá – cyro monteiro
morena boca de ouro – joão gilberto
risque – linda batista

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5 thoughts on “Ary Barroso – Nova História Da Música Popular Brasileira (1977) 6

  1. ola bom dia e parabens pelo blog sou novo por ca nao conhecia o blog mas vim ca parar atraves do loronix gostaria de fazer partye desse novo espaco para onde pensa se mudar ecomo tal deixo aki meu email-aureliomartins76@gmail.com ficaria muito honrado em fazer parte do novo espa ço aguardo noticias abraços eletronicos de amizade
    aurelio martins
    Porto-Portugal

  2. Nessa preciosíssima coleção de discos e fascículos da então Abril Cultural (hoje Abril Coleções), aqui temos oito trabalhos do gênio de Ubá, Ary Evangelista de Rezende Barroso, que morreria em pleno domingo de carnaval de 1964, no momento em que a Escola de Samba Império Serrano estava se preparando para desfilar com o enredo “Aquarela brasileira”, justamente em homenagem a Ary. Esse título foi com o qual a partitura original de seu clássico “Aquarela do Brasil” foi editada pelos irmãos Vitale. Etse clássico aqui aparece numa interpretação de Sílvio Caldas, de 1942 (todos sabem que o criador da “Aquarela” é Francisco Alves, que a lançou em 1939, dando o pontapé inicial para seu sucesso, inclusive hoje é uma das músicas brasileiras mais conhecidas e gravadas em todo o mundo). Abrindo o disco, “Na batucada da vida” (subintitulada “A canção da enjeitada” na edição), lançado originalmente por Cármen Miranda em 1934 e aqui na contundente interpretação de Elis Regina, registrada 40 anos depois e uma das gravações favoritas dos fãs da “Pimentinha”. Cármen aqui comparece com duas faixas de 1936, ambas do mesmo disco: de um lado, o conhecido batuque “No tabuleiro da baiana”, que ela canta em dueto com Luiz Barbosa (“o sambista do chapéu de palha”, que morreria prematuramente em 1938), acompanhados pelo próprio Ary ao piano, Luperce Miranda ao bandolim e o cantor Joel de Almeida “o magrinho elétrico”) no ritmo. Aliás, Luiz Barbosa comete um erro na letra: em vez de “meus trapinhos juntar com você”, ele canta “meus trapinhos JUNTEI com você”. Entretanto, Ary, mais tarde alertado desse erro por Cármen Miranda ao telefone, perdoaria Luiz Barbosa, pois o mestre de Ubá estava ao piano na gravação e nem notou. Do outro lado, a marchinha “Como 'vais' você?”, do carnaval de 1937, desta vez com a participação vocal de Ary. Gravação esta que se tornou difícil, pois Cármen ria a todo momento toda vez que ouvia a voz metálica de Ary. O clássico samba-jongo “Na Baixa do Sapateiro”, lançdo pela Pequena Notável em 1938, aqui está na regravação dos Anjos do Inferno, de 1947, inclusive com o inconfundível “pistão nasal” de Harry Vasco de Almeida. Lançada em disco por Ciro Monteiro (“o cantor das mil e uma fãs”, e também o “formigão”) no início de 1941, o samba “Os quindins de Iaiá”, uma das composições em que Ary Barroso mostra seu entusiasmo com a velha e boa Bahia de Todos os Santos, aqui aparece em regravação do próprio Ciro, feita por ele em 1970 especialmente para a primeira edição dessa coleção da Abril (morreria três anos depois). Também lançado em 1941, só que por Sílvio Caldas, o samba “Morena boca de ouro” aparece com João Gilberto, em registro extraído do histórico álbum “Chega de saudade”, infelizmente fora de catálogo por problemas judiciais. E, para encerrar, o clássico samba-canção “Risque”, na interpretação arrebatadora de Linda Batista, registrada em 28/11/1952 e lançada pela RCA Victor em março do ano seguinte. O curioso é que a primeira gravação de “Risque” foi feita por Aurora Miranda, irmã de Cármen, então voltando ao Brasil após quinze anos de permanência nos Estados Unidos. Lançado em março-abril de 1952, o disco encalhou nas prateleiras das lojas porque, segundo a própria Aurora, a gravadora (Continental) não tev muito empenho na sua divulgação. E quem se beneficiou com o sucesso da música foi mesmo Linda Batista, dando o pontapé inicial para muitas outras gravações que se seguiriam à dela.

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