Jograis De São Paulo – Moderna Poesia Brasileira (1956)

Olá amigos cultos, ocultos e demais visitantes! Inicialmente eu gostaria de pedir as minhas desculpas pela infinidade de erros ortográficos que vez por outra eu cometo aqui no blog. Aliás, meus erros não ficam só nisso. Eu sei bem das minhas falhas e limitações, mas tenho procurado sempre corrigir, melhorar e me lapidar. Minha pretensão ao escrever textos que acompanham a publicação dos discos se fez pela própria necessidade que vejo de alguma informação paralela ou explicativa na postagem. Obviamente, para se fazer um trabalho dessa forma o ‘cabra’ tem que saber escrever. Eu sempre gostei mais de falar e diferente da escrita, a fala em sua informalidade é sempre cheia de erros. Este blog procura manter a informalidade de uma maneira de expressar muito pessoal. Ao passar da forma oral para a escrita, acabo trazendo os erros e vícios da minha fala. Isto não justifica erros bôbos como confundir “enfrente” com “em frente”. É mesmo uma falha, um mal hábito que só corrigimos depois de tomarmos na cabeça várias vezes. Mas como disse um de nossos frequentadores, “só erra quem faz”. A gente vai errando, fazendo e aprendendo…

E por falar em letras, palavras e frases, que tal um disco de poesias? Hoje eu tenho o prazer de trazer um disco que a cada dia ao ouví-lo me parece ainda mais bonito. Hoje temos aqui os Jograis de São Paulo, um grupo inspirado nas tradições dos jograis de poesia da Idade Média, idealizado pelo ator, diretor e autor, Ruy Affonso. Os Jograis de São Paulo estrearam em 1955, no Teatro de Arena, em São Paulo. O grupo, inicialmente foi formado por Rubens de Falco, Armando Bogus, Carlos Vergueiro e Ruy Affonso. Ao longo de quase três décadas de existência passaram pelo Jogral outros diversos atores como Carlos Zara, Felipe Wagner, Fulvio Stefanini, Raul Cortez, Ítalo Rossi e muitos mais. Não vou entrar em detalhes, esperando que vocês vistem o site dedicado ao Jogral de São Paulo. Nele vocês irão encontrar mais informações sobre o grupo e poderão ouvir ‘on line’, além deste disco que eu estou postando, outros trabalhos do grupo. Quem gosta de poesia não pode perder esse toque.

A bolachinha que temos aqui foi o disco de estréia, lançado em 56 pelo selo de Irineu Garcia, o excelente Festa. Nele temos a interpretação de alguns dos maiores nomes da moderna poesia brasileira. Um trabalho de fôlego e bastante inovador para a época. Adorável! Confiram…
carnaval carioca – mário de andrade
evocação do recife – manuel bandeira
catimbó – ascenso ferreira
poema – augusto frederico schimidt
josé – carlos drummond de andrade
o estrangeiro – guilherme de almeida
canção de alta noite – cecília meireles
jandira – murilo mendes
o dia da criação – vinicius de moraes
o alto – mário de andrade

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