Silvio Caldas – Serenata (1957)

Estou precisando começar essas postagens mais cedo. Normalmente as tenho feito na útima hora do dia e quase sempre ‘babando’ de sono. Isto afeta o meu raciocínio e eu acabo ‘trocando as bolas’. Ontem foi bem assim… Felizmente fui alertado do erro e de imediato fiz a correção. Assim, em gratidão ao um Silvio, vou trazendo outros dois 🙂
Para esta noite e pela semana vamos como mais alguns microgrooves interessantes. Começo com este lp de 12, gravado pela Columbia em 57. Este disco é bem bancana, com um repertório recheado de sucessos. Na capa ele aparece tocando o violão que recebeu de JK. Na contra-capa há também outras fotos, inclusive uma com o ‘presidente bossa nova’ (ou presidente seresteiro?), recebendo o tal violão.

serenata
viva meu samba
há um segredo em teus cabelos
a única rima
poema dos olhos da amada
porto dos casais
feitio do coração
maringá
meu segredo
quase que eu disse
fita amarela
dona da minha vontade

Sílvio Caldas – Em Pessoa (1960)

Para o dia de hoje tenho aqui este raríssimo álbum de Silvio Caldas, que com toda certeza irá agradar, tanto ou mais que os outros postados anteriormente. Em 1960 ele gravou dois discos: “Eternamente”, seu álbum de carreira e este, “Em Pessoa”, um registro ao vivo onde ele canta seus antigos sucessos, numa apresentação única. No encarte e selo do vinil não constam datas e informações sobre a gravação. Na rede também não há muita informação sobre o disco. Contudo (ou com nada?), o álbum não deixa de ser um registro histórico valioso. Como muitos outros discos do “Cabloquinho” (ou quase todos?), este lp nunca chegou a ser relançado em cd.

No sentido de preservar o show na íntegra, procurei manter como no lp, sem pausa entre as músicas, apenas lado A e B.
Viva meu samba (Billy Blanco)
Saudade dela (Ataulfo Alves)
Até breve (Ataulfo Alves – Cristóvão de Alencar)
Juramento falso (Foi uma pedra que rolou) (Pedro Caetano)
Minha palhoça (J. Cascata)
Nos braços de Isabel (José Judice – Silvio Caldas)
Cabelos brancos (Marino Pinto – Herivelto Martins)
Chuvas de verão (Fernando Lobo)
Inquietação (Ary Barroso)
Três lágrimas (Ary Barroso)
Chão de estrelas (Silvio Caldas – Orestes Barbosa)
Arranha céu (Silvio Caldas – Orestes Barbosa)
Arrependimento (Armando Reis – Silvio Caldas)
Na aldeia (De Chocolat – Carusinho – Silvio Caldas)
A tua vida é um segredo (Lamartine Babo)
Feitiço da Vila (Vadico – Noel Rosa)
Violões em funeral (Sebastião Fonseca – Silvio Caldas)
Até amanhã (Noel Rosa)

Silvio Caldas – Ary Barroso Na Voz de Silvio Caldas (1968)

Boa noite meus caros amigos. Hoje é quarta-feira, mas tá com a sêde de sexta. Vamos logo para o que interessa porque se não for agora, só amanhã. Então…
Em razão do grande sucesso (sempre velado, snif!) do Sílvio Caldas Depoimento, volto com mais um disco do “caboclinho querido”. Desta vez temos uma jóia, uma coletânea rara que reúne gravações do período de 1931 a 41, onde Silvio interpreta composições do grande Ary Barroso. Um disco, mais uma vez, imperdível. De nada…

1- faceira
2- bahia
3- tu…
4- perdão
5- é mentira, oi!
6- um samba em piedade
7- morena boca de ouro
8- três lágrimas
9- eu vou pro maranhão
10- flor de inverno
11- segura essa mulher
12- malandro sofredor

Sílvio Caldas – Depoimento (1975)

Nós os amadores… seguimos a trilha musical por pura paixão, apenas pelo prazer da sintonia, das afinidades e semelhanças. Nós que não somos nada além de amantes da música, dos artistas e seus discos. Estamos apenas ouvindo música na sala com nossos amigos. Compartilhando cultura, nos reunindo sem conspiração, sem anarquia… Organizados, mas não temos isto como profissão. O que se ganha aqui é apenas amizade. Estamos mais para associação do que para sindicato.
E o que tem isso a ver com a postagem? Absolutamente nada… são apenas divagações sobre ser ou não ser nesse mundo musical ‘blogalizado’. Tem gente que entende do que eu falo. Outros não querem nem saber, vamos direto ao assunto…

Vamos abrindo a semana com um registro histórico, um depoimento com um dos maiores nomes da música brasileira, o grande Sílvio Caldas. Este disco foi gravado ao vivo no TUCA (Teatro da Universidade Católica) em 1974 num espetáculo- depoimento promovido no intúito de recolher material para o Arquivo de Som e Imagem da PUC. Sílvio Caldas em suas histórias e respostas a platéia nos prende a atenção do inicio ao fim do disco. É sem dúvida um grande bate-papo com o artista. Um álbum indispensável para quem estuda sobre a música brasileira.