Clara Nunes – Compacto (1968)

Nascida em 12 de agosto de 1942, em Cedro, distrito de Paraopeba (hoje Caetanópolis), na região central do estado de Minas Gerais, Clara Francisca Gonçalves, aliás Clara Nunes, prestou notável contribuição para nossa música popular, e é considerada, com justiça, uma das maiores e melhores intérpretes do Brasil. Era filha de um violeiro, Mané Serrador, que exercia importante papel em sua comunidade, sobretudo na Folia de Reis. Talento precoce, a futura Guerreira, aos 10 anos de idade, venceu seu primeiro concurso de canto, em sua cidade natal, e aos 14, começou a trabalhar como tecelã, ofício que continuou a exercer ao mudar-se para Belo Horizonte, em 1958. Cantando nas quermesses do bairro Renascença, onde morava, Clara chamou a atenção do violonista Jadir Ambrósio, que lhe abriu espaços principalmente em programas de rádio. Em 1960, venceu a fase mineira do concurso A Voz de Ouro ABC, e obteve o terceiro lugar na versão nacional. Mais tarde, é contratada pela Rádio Inconfidência e, em 1961, recebe o Troféu Ary Barroso de melhor cantora do rádio mineiro. Atuou também em clubes e boates da capital mineira, chegando a trabalhar junto com nada mais nada menos que Mílton Nascimento, então contrabaixista. Nessa época, fez sua primeira apresentação na televisão, em um programa que a lendária Hebe Camargo apresentava em BH. E, em 1963, ganhou programa exclusivo, “Clara Nunes apresenta”, na extinta TV Itacolomi, onde se apresentavam “medalhões” da MPB de então, como Altemar Dutra e Ângela Maria. Em 1965, muda-se para o Rio de Janeiro, logo atuando no rádio na televisão, casas noturnas e escolas de samba. Nesse ano, é contratada pela Odeon, sua única gravadora em toda a carreira, e, umano depois, lança o primeiro LP, “A voz adorável de Clara Nunes”, com repertório essencialmente romântico (boleros e sambas-canções), mas sem repercussão. Seu primeiro sucesso comercial viria em 1968, com “Você passa, eu acho graça”, de Ataulfo Alves e Carlos Imperial. A partir daí, aderiu de vez ao samba (interpretando também MPB e forró), sendo inclusive uma das cantoras que mais gravou músicas de compositores da Portela, sua escola de coração. Foi também a primeira cantora brasileira a vender mais de cem mil cópias, quebrando o tabu de que vozes femininas não vendiam discos. Conhecedora das músicas, danças e tradições afro-brasileiras, converteu-se à umbanda e levou a cultura africana para suas canções e vestimentas. Seu currículo também inclui apresentações no exterior, onde representou dignamente a cultura do Brasil, ela que também foi pesquisadora de nosso folclore e nossos ritmos. Em 1973, participou do show “Poeta, moça e violão”, junto com a dupla Toquinho e Vinícius de Moraes, então em evidência, no Teatro Castro Alves de Salvador, Bahia . Também fez, ao lado do ator Paulo Gracindo, em 1974, no extinto Canecão do Rio, o show “Brasileiro, profissão:  esperança”, no qual cantava músicas de Dolores Duran, entremeadas por crônicas de Antônio Maria, interpretadas por Gracindo, e que gerou um álbum de mesmo nome. Entre seus maiores sucessos, destacam-se: “Ê baiana”, “Conto de areia”, “Tristeza pé no chão”, “Menino Deus”, “O mar serenou”, “Deusa dos orixás”, “Banho de manjericão”, “Meu sapato já furou”, “Morena de Angola”, “Peixe com coco”, “Basta um dia”, “Na linha do mar”, “Portela na avenida”, “Nação”, “Tributo aos orixás”, “Guerreira”, “Feira de mangaio”, “As forças da natureza”, “Coração leviano” e “Ijexá”.  Uma gloriosa carreira que se encerrou prematuramente no dia 2 de abril de 1983, quando Clara Nunes faleceu, aos 40 anos, na Clínica São Vicente do Rio de Janeiro. Ela havia se submetido a uma cirurgia de varizes, aparentemente simples, mas acabou tendo uma reação alérgica a um componente do anestésico (o chamado “choque anafilático”), e sofreu uma parada cardíaca, permanecendo 28 dias em coma. Em sua homenagem, a Rua Arruda Câmara, onde fica a quadra da Portela, passou a chamar-se Rua Clara Nunes. A discografia da eterna Guerreira, que vendeu, em toda a sua trajetória artística, pelo menos4,4 milhões de cópias, segundo dados disponíveis, engloba 16 álbuns de estúdio e mais de 90 compactos, sem contar as coletâneas, tudo isso pela Odeon (depois EMI, hoje Universal Music). Dela, o TM foi buscar, para deleite de seus amigos cultos e ocultos, este raríssimo compacto duplo de 1968. Nele, vamos encontrar uma Clara Nunes ainda em início de carreira, interpretando versões de hits internacionais da época, todas assinadas por Geraldo Figueiredo. Destaque para “O amor é azul (L’amour est bleu)”, originalmente sucesso da cantora grega VickyLeandros, e merecedora até mesmo de uma famosa versão orquestrada do maestro francês Paul Mauriat, lembrada até hoje. Completam este precioso disquinho, “Mamãe (Mama)”, “Sozinha” (adaptada da “Suíte número 3”, de Johann Sebastian Bach) e “Adeus à noite (Adieu a lanuit)”. Nenhuma dessas faixas apareceu nos LPs da inesquecível Clara Nunes, o que redobra o valor histórico desta postagem do TM, precioso documento do início de carreira de uma das mais expressivas cantoras que o Brasil já teve. É só conferir.

mamãe
sozinha
o amor é azul
adeus a noite

*Texto de Samuel Machado Filho

II Festival Universitário da Guanabara (1969)

Olá, amigos cultos, ocultos e associados! Prosseguindo o ciclo dedicado aos festivais, o TM nos oferece hoje um compacto duplo com quatro músicas que concorreram no II Festival Universitário do Rio de Janeiro (então estado da Guanabara), promovido pela TV Tupi em 1969. Ao contrário dos certames similares promovidos pelas TVs Excelsior, Record e Globo, este destinava-se exclusivamente a compositores universitários, e foi realizado pela Tupi no Rio de Janeiro e em São Paulo durante quatro anos, de 1968 e 1972. Curiosamente, não consta deste compacto da Odeon a música vencedora da edição carioca de 1969 (quando o regime militar e, por tabela, a censura,  já estavam bastante endurecidos, com a decretação do draconiano Ato Institucional número 5), “O trem”, de e com Gonzaguinha, então assinando-se Luiz Gonzaga Júnior. Em compensação, vamos encontrar aqui grandes nomes da MPB em princípio de carreira, aos quais coube a apresentação das músicas dos então jovens compositores universitários.  Abrindo o precioso disquinho, temos “Nada sei de eterno” de Sílvio da Silva Jr. e Aldir Blanc, na voz de Taiguara, incluída depois no primeiro LP do cantor-compositor, uruguaio radicado no Brasil. “Dois minutos de um novo dia”, de Ruy Maurity e José Jorge, é interpretada pelo grupo Antônio Adolfo & A Brazuca, então em evidência.  Clara Nunes, acompanhada pelo Quarteto 004, apresenta a quinta colocada, “De esquina em esquina”, de César Costa Filho e Aldir Blanc, incluída depois no terceiro LP de Clara, “A beleza que canta”. Finalizando, os sempre afinadíssimos Golden Boys, interpretando “A menina e a fonte”, de Arthur  Verocai, Paulinho Tapajós e Arnoldo Medeiros.  Enfim, é um pequeno-grande documento sonoro que enriquecerá os acervos de tantos quantos apreciem o que a MPB produziu de melhor e mais expressivo na década de 1960. É só conferir…

nada sei de eterno – taiguara
2 minutos de um novo dia – antonio adolfo & a brazuka
de esquina em esquina – clara nunes
a menina e a fonte – golden boys

*Texto de Samuel Machado Filho

Noitada De Samba (1978)

Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Tenho hoje para vocês uma ‘Noitada de Samba’. Vamos hoje com um disco que certamente passou batido  para muita gente. Coisa fina, coisa rara…
Em 1971 nascia a ideia da Noitada de Samba, um projeto musical criado por Jorge Coutinho e Leonides Bayer. Um encontro de grandes artistas da música popular brasileira que aconteceu no Teatro Opinião por mais de uma década! A Noitada de Samba surgiu em plena ditadura, sendo um foco de resistência, onde os artistas buscavam através de suas músicas expressar seus sentimentos de oposição ao regime militar. O Teatro Opinião foi palco de um espetáculo musical de samba, do artista popular, compositor e intérprete carioca. Um espetáculo que acontecia todas as segundas feiras. Pela noitada passaram dezenas de artistas, grandes nomes do samba como Adelzon Alvea, Ademildes Fonseca, Alcione, Aluisio Machado, Arlindo Cruz, Baianinho, Beth Carvalho, Carlos Lyra, Dona Ivone lara, Leci Brandão, Roberto Ribeiro, Monarco, Cartola, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, João Nogueira, Martinho da Vila e tantos outros que nem dá para listar. Não somente os sambistas, mas artistas em geral, tinham no Teatro Opinião im dos poucos espaços de expressão. Foram 617 espetáculos ao longo de 13 anos. A Noitada de Samba durou até 1984, Recentemente virou um documentário, dirigido por Cely Leal, (preciso assistir!).
Este disco, um álbum histórico, reúne um pouco do que do que foi a Noitada de Samba, trazendo registros de Clara Nunes, Cartola, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, Odete Amaral, Xangô da Mangueira e muitos outros. É uma pena que seja um disco simples. Considerando o tempo que esse projeto durou, a centena de artistas que participaram e certamente as infinitas horas de gravação, poderiam ter gerado, no mínimo um álbum duplo. Mas é compreensível, tem sempre aquela questão dos direitos autorais, contratos de exclusividade e tantos outros obstáculos nesse grande negócio que foi o mundo da música.

seca do nordeste – clara nunes
tom maior – conjunto nosso samba
em cada canto uma esperança – dona ivone lara
tempos idos – odete amaral e cartola
ao amanhecer – cartola
estrela de madureira – roberto ribeiro
folhas caídas – odete amaral
eu e as flores – nelson cavaquinho
jurar com lágrimas – paulinho da viola
moro na roça – clementina de jesus
meu canto de paz – joão nogueira
verdade aparente – gisa nogueira
ah, se ela voltasse – baianinho
isso não são horas – xangô de mangueira
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III Festival Internacional Da Canção Popular – Vol. 1 (1968)

Olá amigos cultos e ocultos! Hoje a noite estou indo para o Rio buscar um tocadiscos que eu comprei. De quebra, claro, vou dar umas garimpadas nas lojas, sebos e feiras pela cidade. Se alguém aí tiver uma boa dica de compra, me avise. Tô ligado! Estou indo para a Cidade Maravilhosa, mas volto no domingo (tempo é curto!)
E como já dizia o Geraldo Vandré: prá não dizer que não falei de flores… quer dizer, que não postei nada nesta semana… aqui vai um disquinho bem legal. Uma seleção da Odeon da músicas classificadas no III Festival Internacional da Canção, de 68. Como vocês podem ver (e também ouvir, claro), temos uma seleção de ótimas músicas e excelentes intérpretes. Interessante notar que aqui também destacaram os maestros em cada música, um dado importante que deveria estar contido em todos os discos do gênero. Deixo aqui o volume 1, quando voltar postarei o volume 2, ok? No mais, aquele abraço! Pois o Rio, mesmo violento e manifestante, continua lindo! 😉

amada canta – luis claudio e grupo de ensaio
razão de cantar – doris monteiro
terra santa – maria creuza
passacalha – vocalistas modernos
capoeira – elza soares
rainha do sobrado – luiz claudio
sabiá – clara nunes
roda de samba – miltinho
salmo – luiza
a noite, a maré e o mar – mary lauria e grupo de ensaio
rua da aurora – clara nunes
herói de guerra – vocalistas modernos
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Clara Nunes – A Beleza Que Canta (1969)

Boa noite a todos! Hoje o nosso encontro é com a cantora Clara Nunes. Escolhi a artista para me facilitar a vida. Já estamos chegando ao final do domingo e eu inteiramente esgotado. Antes que eu despenque de vez, segue aqui “A beleza que canta”, segundo álbum gravado pela cantora, em 1969. Pessoalmente, gosto mais dessa primeira fase, ou melhor, dos três primeiros discos dela. Neste álbum, produzido por Milton Miranda e direção musical de Lyrio Panicalli, temos um repertório de excelentes sambas. Os arranjos e orquestração são todos do maestro Bruno Ferreira, exceto a faixa “De esquina em esquina”, que é do maestro Ivan Paulo, com participação especial do quarteto vocal 004. Um bom disco, com certeza. Se for do interesse, dá um toque que a gente sobe ele para o GTM, ok?

de esquina em esquina

espuma congelada

meus tempos de criança

gente boa

graças a deus

guerreiro de oxalá

a casinha pequenina

foi ele

até voltar

felicidade

hora de chegar

a estrela e o astronauta

 

Brazilian Music Now (1977)

Boa noite, amigos cultos e ocultos. Mais uma vez eu estou chegando no fim do dia, aproveitando a brecha, ou talvez os poucos minutos livres que antecedem ao sono. Escolhi este disco para ser a estampa da próxima semana. Quero dizer, VOU DAR UMA PAUSA por alguns dias. Preciso descansar minha cabeça e me afastar de alguns problemas. Portanto, já fiquem os amigos avisados da minha ausência na próxima semana, ok? Espero voltar antes do Natal, vamos ver…
Segue assim mais um exemplar da série, promocional criada pela Funart para o então Departamento de Cooperação Cultural, Científica e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, a partir de 1978. A ideia era a de propagar a diversidade musical brasileira pelos cinco continentes, em vários países, dando a esses a oportunidade de conhecer melhor o variado leque musical produzido originalmente em nosso país. Ao que tudo indica, esse trabalho teve bons resultados, o que acabou gerando uma segunda versão, a qual passou-se a chamar “Projeto Ary Barroso” e sendo coordenado por Hermínio Bello de Carvalho.
Neste álbum, o número 3, iremos encontrar uma excente e variada coletânea com alguns de nossos melhores artistas, contratados da EMI – Odeon desde a década de 50. As músicas interpretadadas por eles foram sucesso que é muito bom relembrar. Confiram…

marinheiro só – clementina de jesus
foi um rio que passou em minha vida – paulinho da viola
canto de areia – clara nunes
mineira – noão nogueira
estrela madureira – roberto ribeiro
ponto de caboclo desengano – joão de aquino
quadras de roda – ivan lins
gota d’agua – simone
moleque – luiz gonzaga jr
dentro de mim mora um anjo – sueli costa
das rosas – dorival caymmi
1×0 – pixinguinha

Compactos De Cantoras II

Amigos cultos e ocultos, seguimos ainda no fim de semana com os compactos. Como eu havia mencionado, na próxima semana ainda teremos mais disquinhos, mas desta vez farei de maneira alternada, quer dizer, um dia Long Play, no outro Compacto, ok?

Bom, hoje, como se pode ver logo acima, teremos as cantoras: Brigite, Clara Nunes, Claudia e Marisa. Quatro grande vozes e intérpretes da música popular brasileira das décadas de 60 e 70.
Começamos por Irene Andrade, cujo o nome artístico era Brigite. Cantora pouco lembrada, dona de uma voz forte e impostada, ficou mais conhecida por participações na Jovem Guarda. Ela ganhou este nome pela semelhança com a atriz francesa Brigitte Bardot. Mas neste compacto, seu primeiro disco, não tem nada a ver com a turma do Roberto Carlos. Aqui ela canta “Viola Enluarada” de Marcos e Paulo Sergio Valle e “Nosso amor é bem melhor” de Léo e Gilberto Karan. Começou bem a moça, mas depois de alguns outros compactos na linha romântica, sumiu do mapa. É muito difícil achar informações sobre ela. Os discos, nem se fala…
A segunda cantora é Clara Nunes. Esta dispensa apresentações. Neste compacto duplo, lançado em 1968, ela ainda não era aquela intérprete do gênero que a consagrou. Aqui temos Clara cantando versões de temas famosos internacionais feitas por Geraldo Figueiredo. Das quatro faixas destaco “Sozinha” uma versão adaptada da Suite nº3 de Bach, muito bonita.
Seguindo, vamos com Cláudia num compacto de 1971 trazendo “Mudei de ideia”, de Antonio Carlos e Jocafi. Do outro lado ela interpreta dos irmãos Valle, “Minha voz virá do sol da América”, uma gravação que, me parece, não chegou a ser lançada em nenhum dos seus lps. Raridade!
Finalmente chegamos em Marisa, outra grande cantora em um dos seus melhores momentos. Neste disquinho ela canta o sucesso “Viagem” de João de Aquino e Paulo Cesar Pinheiro. Do outro lado vai “Samba do Estácio”, composição de Cesar Costa Filho com Jair Amorim. Também muito bom! Vamos conferir?
Brigite
viola enluarada
nosso amor é bem melhor
+
Clara Nunes
mamãe
sozinha
o amor é azul
adeus a noite
+
Claudia
minha voz virá do sol da américa
mudei de ideia
+
Marisa
viagem
samba do estácio

Vinicius De Moraes, Clara Nunes E Toquinho – Poeta, Moça E Violão – A Historia Dos Shows Inesqueciveis (1973)

Este é mais um disco que merece a nossa atenção. Um álbum triplo com o registro de um show de Clara Nunes, Vinícius de Moraes e Toquinho. O espetáculo entitulado “Poeta, moça e violão”, aconteceu no Teatro Castro Alves, de Salvador, em 1973. No show, obviamente, há um pouco dos três, mas principalmente a poesia de Vinicius. Um disco imperdível!

01 – Pátria Minha (Vinicius de Moraes) Poema
02 – O Poeta Aprendiz (Toquinho / Vinicius de Moraes)
03 – Canção de Amor (Elano de Paula / Chocolate)
04 – Olhe Aqui Mr Buster (Vinicius de Moraes) Poema
05 – Lamento (Pixinguinha / Vinicius de Moraes)
06 – Mundo Melhor (Pixinguinha / Vinicius de Moraes)
07 – Chorando Pra Pixinguinha (Toquinho / Vinicius de Moraes)
08 – O Rancho das Namoradas (Ary Barroso / Vinicius de Moraes)
09 – Eurídice (Vinicius de Moraes) – Toquinho (Violão) e Franklin (Flauta)
10 – A Felicidade (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
11 – Garota de Ipanema (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
12 – Marcha da Quarta-feira de Cinzas (Carlos Lyra / Vinicius de Moraes)
13 – Berimbau (Baden Powell / Vinicius de Moraes)
14 – Consolação (Baden Powell / Vinicius de Moraes)
15 – Canto de Ossanha (Baden Powell / Vinicius de Moraes)
16 – Se Todos Fossem Iguais a Você (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
17 – Como Dizia o Poeta (Toquinho / Vinicius de Moraes)
18 – Veja Você (Toquinho / Vinicius de Moraes)
19 – Regra Três (Toquinho / Vinicius de Moraes)
20 – Cotidiano Nº 2 (Toquinho / Vinicius de Moraes)
21 – Cotidiano Nº 2 (Toquinho / Vinicius de Moraes) Versão francesa
22 – Gente Humilde (Garoto / Vinicius de Moraes / Chico Buarque)
23 – Paiol de Pólvora (Toquinho / Vinicius de Moraes)
24 – Clarice (Caetano Veloso / Capinan)
25 – Morena do Mar (Dorival Caymmi)26 – Opção (Gisa Nogueira)
27 – Tributo aos Orixás (Mauro Duarte / Ruben Tavares / Noca da Portela)
28 – São Demais os Perigos Desta Vida (Toquinho / Vinicius de Moraes)
29 – Tatamirô (Toquinho / Vinicius de Moraes)
30 – Tarde Em Itapoã (Toquinho / Vinicius de Moraes)