Célia Villela – …E Viva A Juventude!!! (1961)

Olá, prezados amigos cultos e ocultos! Eis aqui uma postagem que por certo irá ao encontro dos colecionadores das raízes do rock brasileiro. Trata-se do primeiro LP da cantora Célia Villela, “…E viva a juventude!!!”, lançado pela RGE em 1961. Mineira de Belo Horizonte, nascida em 24 de novembro de 1936 (ou 1939, como dizem certas fontes), Célia iniciou sua carreira fonográfica em 1955, e gravou alguns discos de 78 rpm até fazer parte da primeira geração do rock brazuca, por volta de 1960. Nesse ano gravou para a RGE, em 78 rpm, dois grandes sucessos, “Conversa ao telefone (Pillow talk)” e “Trem do amor (One ticket to the blues)”, ambos em versões de Fred Jorge e posteriormente incluídos no presente LP, por sinal recheado de versões. Nessa época, teve programas na TV Continental do Rio de Janeiro (“Célia, música e juventude”) e na Rádio Globo, também do Rio (“Na roda do rock”), tendo depois se transferido para a Rádio Guanabara. Após este LP, em 1962, Célia gravaria um 78 rpm na RCA Victor, com dois twists: “A fã e o namorado” e “Se tu me telefonas”. Seu segundo e último LP, “F-15 Espacial”, só sairia em 1964, pela Musidisc. Casou-se com o músico Carlos Becker, ex-integrante do grupo The Angels, abandonou a carreira antes da explosão da Jovem Guarda (1965) e a partir de então se tornou reclusa, tendo se recusado veementemente a dar seu depoimento sobre a história do rock brasileiro para Albert Pavão, em 1987, apesar das diversas tentativas do músico de contatar a cantora. Célia Villela faleceu em primeiro de janeiro de 2005, em Teresópolis, estado do Rio de Janeiro, de causa desconhecida. Este seu primeiro LP, “…E viva a juventude!!!”, muito embora tenha sido relançado em CD pelo selo Discobertas, é mais uma raridade que merece, e muito, nosso Toque Musical, além de ser um precioso documento dos primórdios do rock no Brasil. Não deixem de conferir no GTM. 

valentino, valentino

trem do amor

streap tease rock

quando o amor vem

passo a passo

parabéns

perdi a chave

fish walk

diga-me

conversa no telefone

és meu amor

sempre houve amor

*Texto de Samuel Machado Filho

Grupo Fundo de Quintal – Samba É No Fundo Do Quintal (1980)

Olá amigos cultos e ocultos! Cá estamos com mais um disco de samba. Desta vez temos aqui o Grupo Fundo de Quintal, que já teve aqui um outro de seus discos publicado. O Fundo de Quintal é um grupo de pagode formado no final dos anos 70. Surgiu a partir do bloco carnavalesco Cacique de Ramos. Pelo grupo já passaram uma dezena de sambistas, principalmente da Escola de Samba Imperatriz Leopodinense. Pelo grupo passaram nomes de peso do samba, figuras como  Almir Guineto, Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Bira Presidente, Arlindo Cruz, Cleber Augusto, Neocy, Walter Sete Cordas e outros feras… O grupo, ao que parece, continua na ativa, hoje com outros integrantes. Gravaram mais de 30 discos ao logo da carreira. E hoje o que apresentamos aqui é o primeiro. Disco de estréia no qual trazia Bira, Ubirany, Jorge Aragão, Sereno, Almir Guineto, Neoci e Nemeato. Neste primeiro disco o Fundo de Quintal emplacou sucessos com “Você quer voltar”, “Sou Flamengo, Cacique de Ramos”, “Gamação danada” e outros. Disco produzido por Durval Ferreira e apresentação da saudosa Beth Carvalho. Não deixem de conferir no nosso GTM.

você quer voltar
sou flamengo, cacique de ramos
prazer da serrinha
olha a intimidade
volta da sorte
marido de madame
bate na viola
gamação danada
lá no morro
bar da esquina
voltar a paz
zé da ralé
 
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Lee Konitz – In Rio (1990)

Olá, amigos cultos e ocultos! Para esta nossa sexta-feira de clausura, estou trazendo um artista internacional, o lendário saxofonista americano Lee Konitz e que, infelizmente, faleceu dias atrás, segundo informam, por conta de infecção pelo Covid-19. Konitz foi um compositor e saxofonista dos mais importantes no estilo ‘cool jazz’ e ‘post-bop’, mestre do improviso. Tocou com meio mundo de artistas, grandes nomes do jazz, tanto americano quanto o internacional. E como todo bom músico de jazz, também gostava da música brasileira, tendo passado por aqui algumas vezes. No final dos anos 80 ele encarou um projeto criado pelos produtores Allan Botschinsky e Marion Kaempfert, vindo a gravar aqui no Brasil este disco, “Lee in Rio”, acompanhado por um time de instrumentistas brasileiros: Luiz Avellar, Victor Biglione, Nico Assumpção, Carlos Bala e Marçal. As músicas e os arranjos são todos do produtor Allan Botschinsky. O disco foi lançado por aqui em 1990. Um trabalho bacana com sabor tropical, que merece ser ouvido. Confiram no GTM…

ocean song
easy dancing
rainy afternoon
saba zezita
o carinho
waltz for lee
googdbye ipanema



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Os Seis Em Ponto (1966)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Depois de chegarmos a mais de 3 mil títulos/discos postados aqui a gente começa a não mais lembrar do que já publicou. Daí, temos antes que verificar no index para não repetirmos a postagem. Hoje, farei diferente. Temos aqui o raro e único exemplar do conjunto de bossa nova do Francis Hime, Os Seis em Ponto. Este foi o disco de estréia de seis ‘garotos’, como definiu Ronaldo Boscoli no texto de contracapa do disco. Todos estreantes no mundo do disco, mas desde cedo focados na ideia de formarem um conjunto musical. E foi em 1966 que eles conseguiram gravar e lançar este álbum pelo selo RGE. Formado por Francis Hime (piano), Alberto Hekel Taveres (flauta), Carlos Alberto Cumarão (trombone), Nelson Motta (violão), Carlos Eduardo Sadock de Sá (contrabaixo) e João Jorge Vargas (bateria), Os Seis em Ponto nos apresenta um repertório fino e moderno para sua época. Músicas de Tom Jobim, Carlos Lyra, Vinícius de Moraes, Théo, Oscar Castro Neves, Edu Lobo, Roberto Menescal e Ronaldo Boscoli e também composições de Francis Hime em parceria com João Vitorio: “Mar Azul”, “Amor A Esmo” e “Se Você Pensar”. Os arranjos são também de Francis Hime. Um disco que conta ainda com texto de Tom Jobim. Tido como uma promessa de sucesso, infelizmente Os Seis em Ponto, mesmo com um repertório de primeiríssima, não chegou a emplacar. Por outro lado, seus membros seguiram cada qual um caminho. Francis e Nelson Motta foram os que mais se destacaram seguindo carreiras de sucessos e reconhecimento de público. Mais uma vez vamos trazê-los para o nosso toque, até porque, desta vez o pacote vem completo, com capa, contracapa e selos. Não deixem de conferir no GTM.

samba carioca
inútil paisagem
mar azul
luciana
borandá
amor a esmo
a paz de um homem só
sem mais adeus
se você pensar
canção da liberdade
só tinha de ser você
o menino das laranjas
 


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Marlene – É A Maior! (1970)

Boa noite, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! Então, finalizando nossas postagens de 2019, trago com prazer este raro lp com a cantora Marlene. Marlene é a maior! (e tenho dito!). Antes, porém, quero deixar aqui os meus votos de um feliz 2020. Desejo a todos um ano menos ruim do que foi este. Pois, sinceramente, não vejo muita luz no fim do túnel, pelo menos nesses próximos anos. Estamos vivendo hoje um momento de castigo, um país assolado pela ignorância, pela intolerância e pela falta de tudo que é básico, educação, saúde e cultura. Estamos tomados por uma onda de obscurantismo, uma regressão social de causar espanto. O brasileiro tem se mostrado um povo de uma tamanha ignorância que dá medo. Nessas horas fico pensando se vale a pena continuar levando cultura a essa gente. Aqui mesmo, entre nossos amigos cultos e ocultos há, com certeza, tipos reacionários retrógrados, pessoas toscas e mal informadas, gente que colaborou e ainda colabora para esse estado político crítico e polarizado. Na verdade, a polarização é uma consequência e essa, hoje, já não me permite sentir bem ao lado da toxidade de algumas pessoas. Acredito ter exorcizado boa parte desses diabos em minha vida e ao meu redor, mas eles continuam presentes, ocultos quase sempre. Toda essa situação é muito desanimadora e se nos últimos tempos nosso Toque Musical andou devagar, quase parando, podem ter certeza, foi mesmo por conta desses desencantos. Mas sei que não devemos parar, não é hora de entregar o jogo. O TM continua em 2020 acreditando no Brasil. Continuaremos nossas postagens, pois esse prazer que nós nos propomos não pode acabar. Ainda há sensibilidade por aqui… Feliz 2020!
Selando então 2019, vamos com este disco “É a maior! com Marlene” que é literalmente um show. Um show criado por  Fauzi Arap e Hermínio Bello de Carvalho, trazendo a extraordinária Marlene, que mesmo já longe dos tempos áureos do rádio continuava a fazer sucesso. Este disco é na verdade uma gravação ao vivo do show de sucesso, realizado em 1970. Neste, temos ainda a participação de gente importante com Arthur Verocai que foi o diretor musical e também fez parte do conjunto que acompanha a cantora formado por nomes de peso, Helvius Vilela (piano), Novelli (baixo) e Gegê (bateria). O álbum tem versões de clássicos da nossa música com composições de Caetano Veloso, Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, Marcos e Paulo Sérgio Valle, Milton Nascimento e outros… Taí, finalizando a parada com este disco já visto em outros blogs, mas é no Toque Musical que ele encontra seu porto seguro. Confiram no GTM.

inimigo do batente
para o inferno ou para o céu
se é pecado sambar
mustang cor de sangue
lata d’água
cansado de sambar
país tropical
meu pai amarrou meus olhos
tropicália
fez bobagem
recenseamento
uva de caminhão
qui nem jiló
coração vagabundo
a onda
máscara da face
mora na filosofia
vagabundo
quixa
joia falsa
eu fui a europa
trio eletrico
beco do mota
pode ser
irene




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Roberto Leal (1976)

Hoje, o Toque Musical oferece a seus amigos cultos e ocultos um disco de um autêntico embaixador da música portuguesa no Brasil. Estamos falando de Antônio Joaquim Fernandes, ou, como ficou para a posteridade, Roberto Leal, uma das grandes perdas deste 2019. Nascido no Vale da Porca, em Macedo de Cavaleiros, distrito de Bragança, Portugal, em 27 de novembro de 1951, nosso focalizado veio para o Brasil em 1962, com onze anos de idade, juntamente com os pais e nove irmãos, em cinco viagens. Na cidade de São Paulo, após trabalhar como sapateiro e comerciante de doces, iniciou a carreira de cantor de fados e músicas românticas. Em 1971, obteve seu primeiro sucesso com “Arrebita”, e ganhou grande popularidade apresentando-se em diversos programas de auditório da TV brasileira, como os de Chacrinha e Silvio Santos. Além do repertório romântico-popular, seu trabalho também se caracterizava por misturar ritmos lusitanos aos brasileiros, além de ter gravado em estilos tipicamente brasileiros, como o forró e o samba. Roberto Leal viveu entre o Brasil e Portugal, além de se apresentar em países da América do Sul, América Central e Europa divulgando a cultura portuguesa. Em toda a sua carreira, vendeu cerca de dezessete milhões de discos, e teve mais de trezentas músicas gravadas. Foi também apresentador de programas na Rádio Capital de São Paulo, e nas TVs brasileira e portuguesa. Casado durante 45 anos com Márcia Lúcia (também parceira dele em várias músicas), teve três filhos, nascidos no Brasil, e dois netos. Faleceu em 15 de setembro deste ano, aos 67 anos, em São Paulo, vítima de um melanoma maligno, contra o qual lutava havia dois anos, que evoluiu, atingindo o fígado, causando síndrome hepatorrenal. Em merecida homenagem póstuma a Roberto Leal, o TM oferece hoje o seu quarto álbum-solo, editado em 1976. Duas músicas deste disco foram grandes sucessos, “Bate o pé” e “Carimbó português”, com destaque ainda para a regravação de um clássico lusitano, “Só nós dois”. Aqui, Leal está no auge de sua carreira e este é um trabalho primoroso, que vale a pena ser ouvido de ponta a ponta. Não deixem de conferir no GTM.

viagem a lisboa

só nós dois

caninha verde

melro

fim dos tempos

linda gajinha

carimbó português

além da vida

madeira porto dourado

não fique triste

bate o pé

neste natal

 



*Texto de Samuel Machado Filho.

RGE Em Marcha (1957)

Olá, amiguíssimos cultos e ocultos! Quando eu era criança estudei num grupo escolar municipal, uma escola, na qual havia um sistema de som com tocadiscos, que era usado diariamente como trilha para a marcha dos alunos enfileirados na saída das aulas. Me lembro que eram poucos discos na salinha reservada do som, entre esses havia o “RGE em Marcha”, este velho lp que eu hoje apresento a vocês. Como esse mundo dá voltas. Eu nem me lembrava, não fosse por conta da capa. Bati o olho e lembrei e daí pensei, seria uma ótima opção de postagem e aqui agora está… Temos neste lp de 1957, da RGE, uma seleção de melodias, dobrados, maxixes, músicas antigas em ritmo de marchas. A Orquestra RGE vem sob a regência do maestro italiano Henrique Simonetti. Taí, mais um inesquecível momento de um passado que certamente haverão outros compartilhando. Confiram, no Grupo do Toque Musical 😉

dois corações
dionisio gilberto
pé de anjo
formosa
princesa d’oeste
americanense
piraporinha
marcha dos futebolistas
maxambombas e maracatús
são paulo quatrocentão
marcha das bandeiras
domingo em ibirapuera


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14 Sucessos De Ouro Vol. 4 (1965)

Olá, amigos cultos e ocultos! Seguimos neste mês com algumas coletâneas, alguns daqueles discos que se não fosse aqui, vocês nunca teriam escutado. Nesta, eu confesso, até mesmo eu. E taí um bom motivo para apreciarmos, por exemplo, essa seleção da RGE, reunindo 14 músicas extraídas de discos de seus artistas. Temos assim um variado leque para promover seus lançamentos e artistas e atender ao seu mais diverso público. Um misto de sucessos nacionais e internacionais. Não deixem de conferir no GTM, pois temos aqui…

distância – miltinho
sukiyaki – the andrews sisters
garota de ipanema – paulinho nogueira
sabe deus – oslain galvão
blame it on the bossa nova – lawrence welk 
tudo de mim – rosana toledo
eu hei de seguir – george freedman
doce amargura – alda perdigão
soñar contigo – bienvenido granda
bonaza – billy vaughn
prova de amor – miguel angelo
apache – the bells
o tempo te dirá – raul sampaio
el relicario – ubirajara



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Jessé – Todos Os Palcos (1985)

Este é o terceiro álbum do cantor Jessé (Niterói, RJ, 25/4/1952-Ourinhos, SP, 29/3/1993) que o Toque Musical oferece a seus amigos cultos e ocultos. Desta vez, o disco é “Todos os palcos”, cronologicamente o sexto álbum de carreira do saudoso intérprete, lançado pela RGE de sempre em 1985. Aqui, Jessé mantém a qualidade e a competência que sempre caracterizaram seus trabalhos em disco, apresentando composições dele mesmo (“Colo de serpentes” e “Blues solidão”, ambas em parceria com Elifas Andreato), Renato Teixeira (“Lua, lua, lua”), Piska (“Gaivota dourada” e “Tempo de paz”), Accioly Neto (“Segredos”, “OVNI” e a ecológica “Amar… zônia”) e da dupla César Rossini-Gil Gerson (“Ravinas”). Temos ainda a faixa-título, “Todos os palcos”, de autoria de Miltinho e Magro, do MPB-4, com participação especial do grupo. Agora, é ouvir mais este trabalho de Jessé, e, mais uma vez, lamentar seu trágico e prematuro falecimento em desastre automobilístico.

gaivota dourada
blues solidão
tempo de paz
segredos
amar… zonia
todos os palcos
lua lua lua
ovini
ravinas
colo de serpentes


*Texto de Samuel Machado Filho 

Jessé – O Sorriso Ao Pé Da Escada (1983)

Cantor dos melhores que nossa música popular já teve, Jessé volta a bater ponto aqui no Toque Musical. Desta vez, apresentamos “O sorriso ao pé da escada”, quarto álbum de carreira do cantor e primeiro dele gravado ao vivo, no Teatro Tuca de Guarulhos, Grande São Paulo, editado em 1983 pela RGE, com capa assinada por Elifas Andreato, também responsável pela criação e direção geral do espetáculo. Neste disco, Jessé está em sua melhor forma, apresentando sucessos de seu repertório (“Porto solidão”, “Voa liberdade”, “Solidão de amigos”) e de outros cantores, com direito até a uma homenagem a Elis Regina, ouvindo-se um pequeno trecho de “O bêbado e a equilibrista”, com ela mesma. Um trabalho primoroso, parte do precioso legado do inesquecível Jessé, tão prematuramente desaparecido, e merecedor de mais esta postagem do TM. 

a deusa da minha rua
moonlight serenade
concerto parta uma só voz
bridge over troubled water
let it be
rock around the clock
sabor a mi
dois pra lá dois pra cá
nos bailes da vida
campo minado
a noite do meu bem
meu mundo caiu
bandeira branca
romaria
onde está você
 


*Texto de Samuel Machado Filho

 

Grupo Fundo De Quintal – O Mapa Da Mina (1986)

Olá amigos cultos e ocultos. Vamos com o Grupo Fundo de Quintal e seu álbum “O mapa da mina”, lançado em 1986. Eu sou do tipo que desconfia do samba de uns 30 anos pra cá. Desde que o samba de partido alto virou pagode e que o pagode virou sabão (eu disse sabão e não sambão). O fato é que como já dizia uma música, “o samba deixou de ser uma música negra… o samba passou a ser música de gente ‘sastisfeita’. Entre as exceções, felizmente, existem coisas boas como o Grupo Fundo de Quintal. A gente pode até não conhecer o disco e os artistas, mas se tem a assinatura do Rildo Hora, podemos ter certeza de que é coisa boa. Confiram…

seleção de pagodes:
chuá chuá
fui passear no norte
moemá morenou
baiana serrana
serei teu iô iô
nem lá nem cá
só pra contrariar
ô irene
o mapa da mina
no calor dos salões
nem lá nem cá
sorriu pra mim
receita da sorte
primeira dama
cansei de esperar você
força, fé e raíz
mais uma aventura
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