Sucessão de Sucessos (1961)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Para manter diária a nossa produção, as vezes somos obrigados a recorrer aos ‘arquivos de gaveta’, ou ainda os arquivos enviados por amigos. Para fechar nosso domingão vamos com uma coletânea da Odeon, trazendo o melhor do seu ‘cast’ em 1961 no lp “Sucessão de Sucessos”. Um disco, que como já se pode ver pela capa tem Dalva de Andrade, Elza Soares, Celly Campello, Jayme Ferreira, Trio Irakitan, Anisio Siilva, Hebe Camargo, Orlando Dias, Isaura Garcia e Carlos Augusto. Infelizmente, as letras das músicas que, num raro momento, foram impressas na contracapa estão em baixa qualidade e quase não se pode ler. Fico devendo, logo que achar o disco, refaço o link. Por hora, ficamos aqui. Valeu, meu caro Denys!

beija-me depois – anisio silva
boato- elza soares
juro – carlos augusto
palhaçada – isaura garcia
ainda te espero – orlando dias
no domingo não – hebe camargo
perdoe-me pelo bem que te quero – orlando dias
broto legal – celly campello
o matador – trio irakitan
ser só – dalva andrade
estou pensando em ti – anisio silva
esmeralda – jayme ferreira



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Rosa Maria – Uma Rosa Com Bossa (1966)

Olá amiguinhos cultos e ocultos! Tempo corrido, vamos direto ao assunto. Tenho hoje para vocês a cantora Rosa Maria. Por certo, muitos irão lembrar do sucesso “California Dreamin”, do grupo The Mamas & The Papas, que ela regravou para uma campanha publicitária nos anos 80. A gravação fez tanto sucesso que acabaram lançado em um EP (um disco de 12 polegadas com apenas duas músicas) com outro grande clássico, a música “Summertime. Um disco promocional onde participa também o fantástico Tony Osanah. Mas a história de Rosa Maria começa nos anos 60, quando sai de Minas e vai para o Rio de Janeiro tentar a carreira artística como cantora e também atriz. Cantava jazz e bossa nova no Beco das Garrafas. ‘Apadrinhada’ por Wilson Simonal, participa como convidada em seu disco “S’Imbora”. Foi logo em seguida que ela assina contrato com a Odeon para gravar este que foi o seu primeiro disco: “Uma Rosa Com Bossa”, em 1966. Um discaço, diga-se de passagem. Cheio de bossa num repertório que ainda cabe a participação do Wilson Simonal em uma das faixas. É ele também que assina o texto de apresentação da cantora na contracapa. Não deixe de conferir essa joinha no GTM.

capoeira de oxalá
vivendo só
amor de nada
minha filosofia
a resposta
fica só comigo
você e eu 
tem dó
menino de braçanã
costa brava
o grito

 

Clementina de Jesus (1966)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Mais uma vez marcando presença em nosso espaço, temos o prazer de postar mais um disco da maravilhosa Clementina de Jesus. Esta é outra que despensa apresentações, até porque neste lp que agora estou trazendo, temos um longo texto de Hermínio Bello de Carvalho que não só nos dá um apanhado geral dessa artista, como também de cada faixa do disco. Isso me facilita a vida, pois nesse corre-corre de fim de ano fica difícil me debruçar para uma resenha, tal qual faz o nosso Samuca. Confesso, sou um preguiçoso, kkkk… Mas, enfim, taí o disco de Clementina lançado originalmente em 1966, reeditado nos anos 80. Neste disco Clementina canta uma série de músicas, sambas tradicionais, coisas que ela traz em sua bagagem. Um verdadeiro mostruário das raízes do samba e da nossa música popular. Segundo o próprio Hermínio, a ideia era mostrar a diversidade e riqueza de nossa música, mesmo sendo essas, em grande parte, sem origem ou autoria. Velhos sambas e jongos remanescentes das rodas de pagode e candomblé. Confiram no GTM!

piedade
cangoma me chamou
barracão é seu
tava dormindo
orgulho hipocrisia
coleção de passarinhos
garças pardas
esta melodia
tute de madame
vinde vinde companheiros



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Leny Andrade – Estamos Aí (1965)

Feliz Natal, amigos cultos e ocultos! Diferente dos anos anteriores, neste eu não fiz festa e nem publiquei discos com músicas natalinas. Sinceramente, não é de hoje que eu perdi o tesão com isso aqui. E não é por culpa do cansaço ou falta de tempo… É mesmo pela atual conjuntura política e social que passamos. Confesso, estou muito desanimado, decepcionado e desiludido com muita gente. A tamanha ignorância, estupidez e burrice tomaram conta desse nosso povo. Na verdade, as flores do mal se desabrocharam, um pensamento radical direitista, xucro e ignóbil se lançaram como uma onda sobre o Brasil. Vivemos hoje momentos tristes com a polarização social, um povo que antes era unido, agora se deixa levar por um plano diabólico de autodestruição. O país está partido, dividido entre conservadores adestrados de Direita com seu ‘baixo clero’ e uma Esquerda desunida e vaidosa, que não tem força para desbancar um idiota miliciano. Sinceramente, estou enojado com tanta estupidez e burrice. E isso, claro, se reflete também aqui, no Toque Musical. Sei que há muitos ‘bolsominions’ orbitando por aqui. Gente que até pouco tempo se dizia amigo culto. Gente que fazia parte desse nosso metiê. Por certo, eu não dou corda pra esse povo (a não ser que seja para eles se enforcarem), mas sei que estão por aqui e isso me incomoda, pois não penso mais em dividir com eles o que compartilho aqui. O Toque Musical é para pessoas com sensibilidade, pessoas que prezam e respeitam a cultura e arte, a música e sua história. Tenho tentado me livrar dessa gente, assim como faço nas redes sociais. Mas isso é uma praga, toda hora aparece. Daí, vem o desânimo… ficar aqui dando de bandeja esse toque musical pra gente ruim? Eu não! Por essas e outras é que o TM perdeu o encanto, o tesão diário. Porém, ainda assim, a gente continua, pois também sei que metade da maçã ainda está boa e é por essa que eu inspiro. O Toque Musical continua até não poder mais. E mais uma vez eu desejo, a este lado bom, um feliz Natal com muito amor, paz e consciência de classe! Classe musical, social e política. Somente a Educação é capaz de salvar o Brasil!
Dito isso, segue aqui o meu presente de Natal para vocês. É claro que não é uma grande surpresa, mas é sem dúvida um grande disco, talvez o melhor de uma das nossas maiores cantoras, a excepcional Leny Andrade, que aqui dispensa maiores apresentações, pois há tempos já faz parte do nosso ‘cast’ de artistas. “Estamos aí” é uma obra fina, cujo o repertório nos apresenta um valioso leque da atmosfera do samba bossanovista, sendo também responsável por essa pérola Eumir Deodato quem cuidou dos arranjos. Não deixem de conferir no GTM.

estamos aí
a resposta
deixa o morro cantar
o morro não tem vez
opinião
enquanto a tristeza não vem
reza
clichê
olhando o mar
banzo
samba de rei
tema feliz
razão de viver
esqueça não
samba em paris
coisa nuvem



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Márcia (1973)

Bom dia, prezados amigos cultos e ocultos! Devido a algumas atualizações feitas nas plataformas dos nossos blogs (WordPress e Blogspot), acabei também mudando o layout das edições, coisa simples, mas que alguns poderão notar. Temos que nos adaptar as mudanças. Além do mais, estamos sempre sendo invadido por idiotas que pensam em surfar em nossa onda, mas aqui o mar é bravo!
Muito bem, temos para hoje a cantora Márcia, uma das nossas grandes intérpretes, figura já apresentada aqui em outros discos, mas que merece sempre estar em nossas fileiras pela qualidade, talento e repertório. Este lp é na verdade o álbum “Rimas”, de 1973. Curiosamente lançado no mesmo ano pela Série Coronado, mas também trazendo no selo o ano 1972, isso por conta da faixas “Última forma”, “Pra não ser mais tristeza” e “Rimas”, que foram editas um ano antes, talvez em algum compacto, mas esse eu nunca vi. O certo é que se trata do mesmo disco, um excelente disco, diga-se de passagem, como se pode ver pela seleção musical. Não deixem de conferir no GTM.

última forma
e mais um samba
caminhos
pra não ser mais tristeza
minhas mãos
chorar chorei
rimas
só pode ser você
fez bobagem
tema da cidade longe
lua aberta
 
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Gao, Seu Piano e Orquestra (1964)

Olá amiguinhos cultos e ocultos! Hoje nós vamos com um disco do renomado pianista Gaó, Odmar Amaral Gurgel. Músico paulista, foi maestro, arranjador, compositor e instrumentista. Gaó foi inspirado em suas iniciais ao contrário. Foi diretor artístico da gravadora Columbia e da famosa Orquestra Colbaz, a qual gravou pela primeira vez a música “Tico-tico no fubá”, de Zequinha de Abreu. Não bastasse, ele foi muito além seguindo uma carreira internacional. Gaó teve um currículo extenso que merece um aprofundamento, mas por hoje ficaremos apenas nessa breve apresentação. O disco que hora apresentamos é uma seleção musical com temas nacionais e internacionais. Um disco gravado por ele, segundo consta no texto de contracapa em um momento de sua passagem pelo Brasil, quando na época morava nos Estados Unidos. Confiram aí mais esse resgatado no GTM.

diamante azul
in other words
mimoso
my beloved
roberta
minha garota sincopada
odeon
au revoir
anema e cuore
história de um amor
samba em prelúdio
greensleeves

 

George Kenny – Uma Noite No Beguin (1956)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Aqui, mais um náufrago resgatado, outro disco que merece o nosso toque musical. Hoje vamos com o organista argentino George Kenny, que segundo a contracapa nos informa ser este, na época, um dos grandes mestres dos teclados. Veio ao Brasil para se apresentar na lendária boate Beguin, do também lendário Hotel Glória, no Rio de Janeiro. Embora tenha todo esse mérito no texto de contracapa, George Kenny é hoje um ilustre desconhecido, pois nem mesmo fazendo uma busca no Google conseguimos encontrar mais informações sobre esse artista. Fica então mais essa chance, imortalizado no TM enquanto existir. Confiram no GTM!

holiday for strings
guacyra
laura
apanhei-te cavaquinho
andalucia
chuá chuá
all the things you are
liza

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