Orestes Barbosa – Emílio Escobar – Grandes Autores Grandes Intérpretes (1978)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Finalmente é sexta-feira, prenúncio do descanso, dia nacional da cervejada. Mas nessa eu vou apenas ficar olhando. Não posso beber e no sábado e domingo irei trabalhar 🙁 . Não sei nem se terei tempo para ir à Feira de Vinil & CDs Independentes, que neste fim de semana será em dose dupla, no sábado e domingo. Ela desta vez acontece na Praça da Savassi, mais exatamente no quarteirão fechado da Rua Antonio de Albuquerque, entre Cristovão Colombo e Alagoas. A feira acontece em paralelo ao Festival OutroRock, onde diversas bandas irão se apresentar. Um bom programa para o fim de semana. Quem estiver na cidade, não pode perder a festa. Eu vou fazer o possível para ir, pois sempre encontro raridades.

Bom, agora vamos ao disco do dia. Segue aqui um álbum da série Grandes Autores, Grandes Intérpretes, idealizada por Marcus Pereira para o selo Copacabana. Esta série é muito interessante porque busca resgatar antigos autores interpretados por cantores pouco conhecidos, mas de notável talento. Sem dúvida, uma grande sacada, uma coleção com autores de peso na voz de artistas que não circulam pela mídia. Neste álbum, o de número 3, temos o compositor Orestes Barbosa sendo apresentado ao lado dos parceiros Silvio Caldas e Francisco Alves em interpretações muito sóbrias do cantor da noite, Emílio Escobar. Os arranjos e regências são dos maestros Cyro Pereira e Marcus Vinicius. Participam também do disco músicos de calibre como Heraldo do Monte, Amilson Godoy, Dirceu Medeiros e muitos outros. O disco tem tudo de bom, só peca na prensagem. A qualidade do plástico vinil também não é lá grandes coisas, o que compromete a qualidade do som. Somado ao tempo em que ele ficou guardado juntando poeira, mesmo estando aparentemente novo, o resultado deixa um pouco a desejar. Contudo, vale a pena conferir o toque musical…
arranha céu
a mulher que ficou na taça
serenata
santa dos meus amores
por teu amor
chão de estrelas
quase que eu disse
suburbana
torturante ironia
não sei

Rio, Cidade Maravilhosa (1960)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Aqui vou eu me repetido no discurso e na saudação. Fica difícil ser diferente quando, mesmo sem querer, eu fui criando um formato tão pessoal para o meu blog. Isso se deve muito ao fato de que em um determinado momento eu precisei provar a todos que este espaço é estritamente amador, sem prentensões que vão além do meu desejo de trazer até vocês discos raros e que não se ouve mais. Não faz sentido para mim possuir ou ter acesso a riquezas fonográficas que eu não possa compartilhar. Amor como este não se faz sozinho. É preciso levá-lo a quem precisa ou àqueles que estão em mesma sintonia. Isso é diferente de querer sair na frente. De estar em busca de outros propósitos e objetivos. Isso aqui não é feito por jornalistas, estudantes de comunicação, ensaístas ou profissional do ramo de entretenimento pela web. Também não é o blog do ‘Gerson’, pois não penso em levar vantagem em nada. O Toque Musical é apenas um espaço amador e pessoal. Daí, cheio de falhas como deve caber a quem não é profissional. (putz! até rimou!)
Deixando de lado a polêmica (dizem que eu adoro!), vamos ao que interessa… Tenho aqui um álbum maravilhoso cujo o tema é uma cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro. Em 1954, o maestro Radamés Gnattali foi chamado para orquestrar a “Sinfonia Popular em Ritmo de Samba”, uma obra criada pelos então jovens compositores Antonio Carlos Jobim e Billy Blanco. O disco, de 10 polegadas, saiu naquele ano contando com a participação de grandes nomes como Dick Farney, Elizete Cardoso, Lúcio Alves, Gilberto Milfont, Os Cariocas, Doris Monteiro, Emilinha Borba, Jorge Goulart e Nora Ney (será que eu esqueci alguém?). Em 1960, Radamés é novamente chamado para uma segunda versão, agora neste álbum de 12 polegadas intitulado, “Rio, Cidade Maravilhosa” que eu apresento a vocês. Diferente do primeiro, neste, também da Continental, temos uma homenagem à cidade carioca, onde desfilam algumas das mais famosas músicas feitas louvando a belíssima capital fluminense. O álbum se divide em dois momentos. No lado A temos a referida segunda versão da Sinfonia do Rio de Janeiro, tão boa ou melhor que a primeira. Pessoalmente gosto mais desta. Nela encontramos um novo grupo de estrelas, algumas até da versão anterior. São eles: Os Cariocas, Risadinha, Luely Figueiró, Albertinho Fortuna, Nelly Martins, Maysa, Jamelão e Ted Moreno. No lado B temos outras sete músicas interpretadas pelo Coral de Severino Filho, Maysa e Albertinho Fortuna. Maravilha total! Este disco voltou a ser relançado com outra capa no início dos anos 80 e até já foi postado no amigo Loronix (aliás, os dois!). Tomei a liberdade de incluir o disquinho de 54, postado pelo Zeca, juntamente com este que eu estou apresentando agora. Assim fica mais fácil entender e com certeza, com esta capa, vai encher a boca de muito colecionador. Taí, uma pura raridade…

sinfonia popular em ritmo de samba – radamés gnattali
cidade maravilhosa – coral de severino filho
copacabana – maysa
valsa de uma cidade – coral de severino filho
fim de semana em paquetá – albertinho fortuna
corcovado – coral de severino filho
primavera no rio – coral de severino filho