Noel Rosa (1982)

Boa noite amigos cultos e ocultos! Aos trancos e barrancos, aqui vamos nós. Com alguns atrasos, algumas falhas… mas saibam que se dependesse só de mim, isso aqui estaria uma maravilha.

Hoje eu estou trazendo um disco especial, em homenagem a uma figura também especial, o nosso inigualável Noel Rosa. Se estivesse vivo, estaria fazendo hoje 102. Mais novo que o Niemayer, heim!? Mas o Noel, como aquela vida boêmia que levava não ia mesmo muito longe. Não foi, realmente. Mas teve tempo suficiente para se tornar eterno. O presente lp foi produzido pela FENAB (Federação Nacional de Associações Atléticas Banco do Brasil), um disco duplo e independente, de tiragem limitada, lançado no ano de 1982. O álbum se divide em dois momentos, o primeiro no disco 1, iremos encontrar uma seleção de fonogramas antigos com alguns de seus primeiros sucessos interpretados por Araci de Almeida, João Petra de Barros, Mário Reis, Francisco Alves, Mário Reis, Marília Batista e também pelo próprio Noel. No disco 2 iremos encontrar, de um lado, outras músicas de Noel em gravações mais recentes, a partir dos anos 60. Do outro lado, uma seleção de seis músicas gravadas especialmente para este disco. Foram reunidos aqui artistas como Roberto Paiva, Zezé Gonzaga e Roberto Silva, acompanhados pelo Conjunto Época de Ouro. As músicas contaram com arranjo e regência do maestro Orlando Silveira. Para completar o álbum traz um livreto de dez páginas contando um pouco a trajetória de Nole Rosa. Muito legal 🙂

festa no céu – noel rosa

eu vou pra vila – almirante e o bando de tangarás

nuvem que passou – francisco alves

prazer em conhece-lo – mário reis

cem mil réis – noel roda e marília batista

joão niguém –  araci de Almeida

feitiço da vila – joão petra de barros

capricho de rapaz solteiro – mario reis

pra me livrar do mal – francisco Alves

provei – noel e marilia batista

conversa de botequim – noel rosa

pela décima vez – araci de almeida

depoimento de joão de barro sobre ‘linda pequena’ e ‘pastorinhas’

linda pequena – joão petra de barros

pra que mentir – paulinho da viola

filosofia – mario reis

pra esquecer – clara nunes

não tem tradução – joão nogueira

mulato bamba – mario reis

tarzam (o filho do alfaiate) – roberto paiva e conjunto época de ouro

dama do cabaré – roberto silva e conjunto época de ouro

só pode ser você – zezé gonzaga e conjunto época de ouro

cor de cinza – zezé gonzaga e conjunto época de ouro

uma jura que fiz – roberto silva e conjunto época de ouro

mais um samba popular – roberto paiva e conjunto época de ouro

último desejo – roberto e conjunto época de ouro

 

 

Noel Rosa – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 47 (2012)

Nascido a 11 de dezembro de 1910, em um chalé da Rua Teodoro da Silva, no bairro carioca de Vila Isabel (onde atualmente está erguido um edifício residencial que leva seu nome), Noel de Medeiros Rosa viveu pouco, apenas 26 anos e quase cinco meses (morreu em 4 de maio de 1937, vitimado pela tuberculose), mas deixou uma obra musical extensa (quase 260 composições!), criativa e cheia de sucessos. E o impressionante é que as composições do Poeta da Vila são sempre atualíssimas, nunca passam de época. Um legado que tem atravessado os anos, com muita justiça, e faz a gente se sentir grato por ele ter existido, ainda que por pouco tempo, e deixado coisas tão eternas, tão permanentes.

Pois nesta sua quadragésima-sétima edição, o Grand Record Brazil reverencia o talento de Noel Rosa como autor e também intérprete, através de 14 preciosos fonogramas. E ele só levou a disco música sua, com e/ou sem parceria (aqui todas as músicas são dele sozinho). Quem mais gravou músicas de Noel, por sinal, acabou sendo ele próprio: 33 ao todo.

Noel deixou gravações nos selos Parlophon, Odeon, Columbia (futura Continental) e Victor. Sua primeira gravação como intérprete, aqui incluída, foi a toada “Festa no céu”, lançada pela Parlophon em agosto de 1930, disco 13185-A, matriz 3320. No verso, matriz 3654, a embolada “Minha viola”, a faixa seguinte. Depois temos um autêntico clássico noelino: o samba “Com que roupa?”, um eufemismo da época para “Com que dinheiro?”, traduzindo a crise econômica causada pelo “crack” da Bolsa de Nova York, em 1929. Outro registro Parlophon, datado de 30 de setembro de 1930 e lançado em novembro seguinte sob n.o 13245-A, matriz 4007. Um autêntico estouro no carnaval de 1931! Quase ao final do registro, o maestro e compositor Eduardo Souto diz de improviso: “Vai de roupa velha e tutu, seu trouxa!” (Noel depois fez nova gravação de “Com que roupa?”, com outra letra e em dueto com Inácio Guimarães de Loyola, o Ximbuca). No verso, matriz 4008, outro samba interessante, “Malandro medroso”. “Gago apaixonado” é um samba muito apreciado principalmente por sua originalidade, e o próprio Noel declarou ser esta sua melhor composição, pois além de original, não conseguia ser cantada por seus vizinhos e respectivos papagaios de estimação… A gravação, lançada pela Columbia em março de 1931 (disco 22023-B, matriz 381007), tem um atrativo à parte: o solo de lápis nos dentes do cantor Luiz Barbosa, abrindo e fechando a boca para alterar o timbre! “Cordiais saudações” é um “samba epistolar”, que surgiu na revista “Mar de rosas”, e nela foi interpretado por Sílvio Caldas. Noel gravou a música duas vezes na Parlophon, e esta é a primeira versão, com acompanhamento da Orquestra Copacabana, do palestino Simon Bountman, matriz 131170, não lançada comercialmente, uma vez que foi desaprovada pelo próprio compositor, que fez outro registro dias depois, com o Bando de Tangarás, sendo esse último o que foi para as lojas, em julho de 1931, com o número 13327-A. E é do lado B, matriz 131185, um outro bom samba do mestre Noel por ele próprio cantado, “Mulata fuzarqueira” (ser “da fuzarca” era o mesmo que farrear). O “samba fonético” “Picilone”, subintitulado “Yvone”, é uma alusão à reforma ortográfica que aboliu do alfabeto brasileiro a letra “y”, agora reconduzida ao mesmo. “Dizer um picilone” era a mesma coisa que elogiar. Noel canta junto com João “Braguinha” de Barro, seu colega no Bando de Tangarás, nesta gravação lançada pela Parlophon em setembro de 1931, com o n.o 13344-B, matriz 131208. Há também referência à Kananga do Japão, uma “sociedade familiar dançante e carnavalesca” então existente no Rio. “O pulo da hora” saiu pela mesma gravadora um mês mais tarde, em outubro de 31, disco 13350-A, matriz 131241, tendo no verso, matriz 131242, “Vou te ripar”, que também apresentamos aqui. Foram incluídas, igualmente, as duas músicas do único disco-solo de Noel na Victor, o de n.o 33488, gravado em 10 de outubro de 1931 e lançado em novembro seguinte. Abrindo-o, matriz 65252, “Por causa da hora”, referência ao horário de verão, adotado pela primeira vez naquele ano para economizar luz elétrica e que voltaria em outros anos, sendo adotado ininterruptamente no Brasil a partir de 1985. Mais atual impossível… No verso, matriz 65251, saiu “Nunca… jamais”. Em “Mentiras de mulher”, Noel canta junto com Artur Costa, ator do teatro de revista. Gravação lançada pela Columbia em fevereiro de 1932, sob n.o 22083-A, matriz 381158. Para encerrar, apresentamos “Espera mais um ano”, também cantado em dueto por Noel e Arthur em registro Columbia, de novembro de 1931, mas, ao que parece, não lançado comercialmente na época, sendo o disco de prova encontrado nos arquivos do pesquisador Eduardo Corrêa de Azevedo. Em 1983, “Espera mais um ano” foi registrado na Eldorado pelo Conjunto Coisas Nossas para o LP “Noel Rosa inédito e desconhecido”, aproveitando no início parte deste registro original. Enfim, uma pequena amostra da genialidade do grande Noel Rosa, que, mesmo tendo voz pequena, agradava bastante como intérprete, pois tinha muita bossa e talento!

Texto de SAMUEL MACHADO FILHO.

Renato Tito – Clarinete Jovem (1973)

Olá, amigos cultos e ocultos! Mais uma vez o Toque Musical se torna alvo de denúncias. Desta vez, como não conseguiram derrubar o blog, derrubaram a conta do Mediafire. Vocês devem ter percebido que os links nas últimas semanas foram todos deletados logo que entravam no GTM. Infelizmente, temos um ‘fator complicante’ (ou seria implicante?), um espírito de porco, capaz de todo tipo de ação negativa, a qual tem se intensificado pelo simples fato de eu o estar ignorando. Mas agora, estou vendo que precisarei tomar outras providências. Se é para sacanear, então vamos lá… Santos, me aguarde, pois estamos chegando! Esse papo a gente ainda continua. No momento, vamos à postagem do dia.

Hoje eu trago para vocês um outro disco do compositor e clarinetista Renato Tito. Um álbum bem procurado, solicitado por muitos aqui no Toque Musical. Gravado em 1973 pelo selo Tapecar, este lp procura trazer um Renato Tito mais ‘moderninho’, interpretando entre outros, temas da música pop nacional e internacional. O disco foi produzido pelo filho de Renato, o também compositor e instrumentista Paulo Tito. Paulo também participa do disco tocando guitarra. O disco, num todo, é bem agradável. Percebe-se, porém, que Renato Tito se sente mais a vontade tocando suas próprias composições ou músicas como “Carinhoso”, de Pixinguinha e Braguinha ou “Curare”, de Bororó.

A PARTIR DE HOJE, NOSSOS LINKS NO GTM TERÃO UM PRAZO LIMITADO DE VALIDADE, SENDO TODOS ATRAVÉS DO 4SHARED. A RENOVAÇÃO DOS MESMOS SERÁ GRADUAL E SEM PRAZO DETERMINADO. QUEM ESTIVER INTERESSADO NAS POSTAGENS DO TOQUE MUSICAL VAI PRECISAR FICAR MAIS ATENTO, LIGADOS DIARIAMENTE NO QUE ACONTECE POR AQUI. A PRIORIDADE É SEMPRE DA POSTAGEM DO DIA. SOLICITAÇÕES PARA ANTIGAS POSTAGENS SEGUEM POR ORDEM DE CHEGADA, OK?

music and me

juramento falso

minhas lágrimas

carinhoso

não sei porque

vou nesse balanço

em cada verso, em cada samba

curare

bem

evocação a luiz americano

meu retorno

a distância

Mediafire, Um Tremendo Lixo!

MEDIAFIRE É LIXO. QUEM USA ESTÁ SENDO ROUBADO, INVADIDO E PRINCIPALMENTE MONITORADO.
A APARENTE EFICIÊNCIA DO MEDIAFIRE É APENAS UM CHAMARISCO. QUEM CONSOME MEDIAFIRE ESTÁ ENGOLINDO SEM SABER TODO TIPO DE MERDA. ESTÁ ENCHENDO SEU COMPUTADOR DE PROGRAMAS ESPIÕES, SPAMS E CONTROLADORES REMOTOS. TODOS OS ARQUIVOS ENVIADOS PARA O MEDIAFIRE, MESMO QUE ESTEJAM COM SENHAS, SÃO ABERTOS E ANALISADOS. QUEM USA ESSE SERVIÇO PARA GUARDAR COISAS CONFIDENCIAS, TOME CUIDADO! O MEDIAFIRE ESTÁ SENDO INVESTIGADO PELA CIA. FIQUEM ESPERTOS! FUJAM DESSA ARAPUCA!

 

Raul De Barros – O Trombone De Ouro (1983)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Mais uma vez, correndo contra o tempo e na brecha, vou deixando logo cedo a postagem do dia. O dia hoje vai ser foda, muita coisa para fazer em apenas 18 horas. Mas vamos lá…

Puxando um ‘de gaveta’, o escolhido foi o Raul de Barros e seu trombone nota 10. Temos aqui um disco lançado por ele através do selo CID. Na verdade, uma seleção de seus grandes sucessos. E ao que parece, algumas faixas são regravações. Vão conferindo aí, porque eu já estou de saída.

na glória

pennsylvani 6-5000 – tea for two

copacabana

doce de côco

ave maria

pedacinhos do céu

ela disse-me assim – canção de amor

chattanooga choo choo – the continental

carinhoso

angustia – recuerdos de ipacaray

ginga das palmas

Alberto Rosenblit & Mário Adnet (1980)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Novamente estou as voltas com uma penca de solicitações de links para velhas postagens. Peço aos interessados que tenha paciência. Estou, na medida do possível, repondo por ordem de chegada as suas solicitações, ok?

Segue aqui um disco bem bacana, uma produção independente reunindo dois músicos de primeiríssima, Alberto Rosenblit e Mário Adnet. São, certamente, nomes pouco conhecidos do grande público, mas possuem carreiras sólidas como instrumentistas, compositores, arranjadores e produtores. Este álbum, gravado em parceria, foi o trabalho de estréia deles em discos. Gravado em 1979, contou com a participação de muita gente boa como o grupo vocal Boca Livre, Toninho Horta, Danilo Caymmi, e Leo Gandelman. Lançado em 1980, o disco foi escolhido como um dos melhores lançamentos independentes daquele ano. Algumas músicas chegaram inclusive a fazer um relativo sucesso, como é o caso de “Penedo”, música de Rosenblit, Márcio Resende, Luiz Fernando Gonçalves e Mário Adnet. O disco num todo é muito bom e vale a pena dar uma conferida 😉

tambá

penedo

pica pau

que mal me quer bem

baiambé

enviesado

ela

a meia noite e meia

adriana

não leve a mal

até o fim

valsa

Jorge Veiga – O Eterno Jorge Veiga (1979)

Olá amigos cultos e ocultos, bom dia! Para começar bem a nossa quarta feira, aqui vai um discão do cantor e compositor Jorge Veiga. Temos aqui este álbum, lançado pela CBS em 1979, como uma espécie de homenagem no ano em que o artista veio a falecer, aos 69 anos de idade. Trata-se de uma coletânea, reunindo alguns de seus maiores sucessos, como podemos ver logo a baixo. Essas gravações, ao que me parece, não são as originais de época. Parecem regravações feitas por ele em um momento mais recente. Infelizmente, no álbum não há essa informação, mas pela qualidade das gravações e arranjos, tudo me leva a crer nisso. Outra coisa que chama a atenção é esta bela capa com ilustração de Sérgio Giannini. Bacana, não? Taí um disco raro de seu ouvir por aí… 😉

confissão de boêmio

casa que tem cachorro

faustina

fizeram muamba

recado que a maria levou

o intrujão

sambista no céu

café society

coração também esquece

festival de bolachas

almerinda

boi com abóbora

Maestro Carioca – A Música Dos 4 Grandes (1969)

Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Enquanto eu engulo aqui o café da manhã, vou logo providenciando a postagem do dia, pois não sei se terei  hoje outro tempo. Vou postando aqui uma colaboração do nosso amigo Mauro, que gentilmente nos enviou o arquivo digital de uma fita cassete. Vocês se lembram dela? Pois é, aqui também tem espaço para esse tipo de mídia, uma versão em fita magnética de fonogramas que foi muito popular nos anos 60 e 70. Com a vinda do digital, nos anos 80, os K7, ou Cassete, acabaram perdendo a vez. Seus aparelhos de tocar fita viraram sucatas. Lembram do ‘walkman’, do tocafitas no carro do titio, ou mesmo aquele super aparelho que fazia gosto vê-lo ligado junto ao equipamento de som da sala? Pois é, hoje não vale mais nada. Eu mesmo tenho dois, um Technics e um Teac, mas há tempos que eles estão parados, esperando um comprador no Mercado Livre. Hoje em dia é difícil achar fitas gravadas originais, principalmente se forem dos anos 60 e 70, que é o que vale a pena. Nos anos 80 só mesmo duplas sertaneja ainda lançavam suas músicas nesse formato. Felizmente esta fita aqui, do Maestro Carioca, resistiu ao tempo e para a nossa felicidade, hoje a temos na íntegra no formato ‘webdisco’ para o nosso Toque Musical. Lançada em 1969 pelo selo Equipe, certamente com sua versão em vinil (disco este que eu nunca vi), temos então o Maestro Carioca e sua orquestra, interpretando quatro grandes compositores.

“Nesta fita há um retrospecto de trinta anos de música popular. Trinta anos do melhor do Maestro Carioca. Você vai encontrar o registro, de alguma forma, desde o tradicional (Pai Joaquim de Angola), passando pela pilantragem (Emília) e chegando à toada nova (Folhas mortas), a mais recente forma da música popular. “Os Quatro Grandes Compositores Tradicionais” estão aqui reunidos: Ary Barroso, Ataulfo Alves, Wilson Batista e Noel Rosa.”

na cadência do samba

morena boca de ouro

feitiço da vila

palpite infeliz

feitio de oração

emilia

na baixa do sapateiro

pai joaquim de angola

folha morta

lenço no pescoço

mundo de zinco

atire a primeira pedra

 

Nelson Cavaquinho – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 46 (2012)

Em sua edição de número 46, o Grand Record Brazil reverencia um dos maiores sambistas que o Brasil já teve: o carioca e mangueirense Nélson Antônio da Silva, que ganhou a imortalidade com o pseudônimo de Nélson Cavaquinho (1911-2002). Filho de músico da Banda da Polícia Militar e sobrinho de violinista, Nélson deixou um acervo de mais de quatrocentas composições, com letras quase sempre remetendo a temas como o violão, mulheres, botequins e em especial a morte. Entre suas músicas mais conhecidas estão “Rugas”, “A flor e o espinho”, “Quando eu me chamar saudade”, “Juízo final”, “Luz negra”, “Pranto de poeta”, “Cuidado com a outra” e “Degraus da vida”.

A seleção aqui contida reúne 14 preciosas gravações, todas elas sambas, e foi feita pelo blog Coisa da Antiga, do grande Ary do Baralho. Ciro Monteiro aqui comparece com quatro gravações Victor: “Apresenta-me aquela mulher”, parceria de Nélson com Augusto Garcez e G. de Oliveira, de 25 de maio de 1943, lançada em setembro do mesmo ano (80-0107-B, matriz S-052779), “Não te dói a consciência”, em que Nélson Cavaquinho tem a parceria também de Augusto Garcez mais Ari Monteiro, também de 1943, gravada em 6 de julho daquele ano com lançamento em outubro (80-0119-B, matriz S-052799), “Aquele bilhetinho”, que Nélson e Garcez assinam com Arnô Canegal, de 13 de abril de 1945, lançada em maio seguinte (80-0282-A, matriz S-078154), e por fim o clássico “Rugas”, da mesma tríade de “Apresenta aquela mulher”, gravado pelo “Formigão” em 21 de março de 1946 e lançada em maio do mesmo ano (80-0406-A, matriz S-078450). “Rugas” tem vários registros posteriores, entre eles os de Roberto Silva, Jair Rodrigues e Luiz Cláudio. Em “O fruto da maldade”, Nélson Cavaquinho tem a parceria de César Brasil, e o lançamento deu-se pela Continental, na voz de Jorge Veiga, entre julho e setembro de 1951, disco 16434-B, matriz 2632. “Minha fama”, parceria de Nélson com Magno de Oliveira, foi gravado na Odeon por Risadinha, em 4 de setembro de 1952, mas só saiu em junho de 53 com o n.o 13455-B, matriz 9413. Do carnaval de 1954, “Amor que morreu”, parceria de Nélson Cavaquinho com Roldão Lima e Gilberto Teixeira, foi gravado por Elizeth Cardoso na Todamérica em 12 de novembro de 53 e lançado ainda em novembro (TA-5380-B, matriz TA-591). E Elizeth seria mais tarde uma das mais assíduas divulgadoras da obra de Nélson. Da parceria dele com César Brasil também é “Não brigo mais”, gravado também na Todamérica por Vítor Bacelar (Salvador, BA, 1911-Rio de Janeiro, 2005) em 23 de agosto de 1954, com lançamento em setembro seguinte (TA-5471-B, matriz TA-723), visando a folia de 55. Em seguida uma curiosa incursão de Nélson pelo samba-canção, em parceria com Guilherme de Brito: “Garça”, com Ruth Amaral (também compositora e intérprete de marchinhas carnavalescas), lançado pela Columbia em agosto de 1955, disco CB-10192-A, matriz CBO-547. Ruth também interpreta “Cinzas”, dos mesmos autores mais Renato Gaetani, que a mesma Columbia lançou em novembro de 55, sob n.o CB-10210-A, matriz CBO-584. Foi também incluída a gravação de Nerino Silva, que a Chantecler lançou em janeiro de 1963, disco 78-0677-B, matriz C8P-1354, e depois incluída no LP “Arroz de festa”. Em seguida, Nélson assina com seu inseparável parceiro Guilherme de Brito o samba “Palavras malditas”, gravado na Todamérica por Ary Cordovil em 6 de setembro de 1957, disco TA-5724-B, matriz TA-100091, visando o carnaval de 58, e que foi regravado por Beth Carvalho em 2011, no CD “Nosso samba tá na rua”. O mesmo Ary Cordovil canta “Cheiro de vela”, de Nélson com José Ribeiro, em gravação do extinto selo Vila, disco 10003-A, que o Instituto Memória Musical Brasileira diz ser de 1961. E o cantor Orlando Gil encerra nossa seleção com “Negaste um cigarro”, parceria de Nélson Cavaquinho com José Batista, gravação de 1962 para outro selo extinto, o Albatroz, disco A-121-B. É a homenagem do Coisa da Antiga e do Toque Musical, através do GRB, a este grande compositor e poeta que foi Nélson Cavaquinho!

Texto de SAMUEL MACHADO FILHO.

São Paulo Dixieland Band – Homenagem À Robert (1976)

Olá amigos cultos e ocultos do Toque Musical! Aqui vai, mais uma vez já no fim do dia, a nossa postagem. Hoje eu trago para vocês um disco que há tempos eu venho ensaiando em posta-lo, mas nunca achava um momento. Vamos hoje ouvir a São Paulo Dixieland Band. Um conjunto criado no início dos anos 60 por um grupo de rapazes apaixonados pelo chamado ‘hot jazz’, ou ‘dixieland’, um estilo de jazz típico de New Orleans. Entre seus músicos mais famoso, temos o pianista Nelson Ayres que foi um dos fundadores. O baixista Zeca Assumpção também foi um músico que começou sua carreira na São Paulo Dixieland Band. Fernando Kfouri, Pedro Lodovici e Décimo Mazzocato são também membros fundadores importantes da banda e já tocaram com muitas feras do jazz americano. Este álbum, reúne gravações feitas pelo grupo em setembro de 1975. Na ocasião, Nelson Ayres, já famoso, reconhecido internacionalmente como um dos mais brilhantes pianistas mundiais, apareceu nos estúdios e deu até uma ‘palinha’, gravando com eles (sem ensaio e de supetão) a música “Indiana”. Este disco saiu como uma homenagem ao clarinetista da banda, Robert Ouakil, que veio a falecer um mês após as gravações.

royal garden blues

mama’s gone

i want a big butter and eggman

black and white rag

indiana

at the jazzaband ball

sweet georgia brown

limehouse blues

i ain’t gonna give nobody none of this jelly roll

everybody you’ll be sorry

coney island washboard

O Melhor Da Bossa (1965)

Olá meus prezados amigos cultos e ocultos! Custei, mas cheguei! Fui tomado pela preguiça e acabei deixado para a última hora esta postagem. Como aqui ninguém está com pressa, qualquer hora é hora…

Tenho aqui uma coletânea de bossa nova da melhor qualidade. Material da saudosa RGE, com alguns de seus mais expressivos artistas da linha jazz e bossa. Este álbum, “O Melhor da Bossa” é o autêntico, lançado em 1965! Muita gente confunde. Isto porque em 1989, comemorando os 30 anos de Bossa Nova, a RGE relançou o disco com outra lista de fonogramas e artistas. Manteve a capa e a mesma concepção da contracapa com cada artista com uma fonte texto diferenciada. Sinceramente, eu não entendi. Será que o pessoal da gravadora/selo não tinha mais as fitas masters, ou mesmo um exemplar em lp? Se tivessem me procurado, talvez eu pudesse ter ajudado. Olha o disco aqui…

garota de ipanema – zimbo trio

onde está você – paulinho nogueira

nós e o mar – maysa

evolução – manfredo fest

primavera – agostinho dos santos

berimbau – luiz chaves

sambão – ely arcoverde

balanço do mar – ana lucia

inútil paisagem – tenório jr

o menino das laranjas – os seis em ponto

também quem mandou – wanda

borandá – conjunto ok

Antonio Guimaraes e Seu Conjunto – O Fabuloso Guimaraes (1963)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Durante a semana, estive ouvindo aquele disco do Waldir Calmon, o “Boleros”, o qual eu não conhecia. Apesar de ter uma capa super bacana e um repertório interessante, ainda assim, achei meio sonso, sei lá… não me agradou. Fiquei na vontade… Coincidentemente, ontem, encontrei em um sebo este álbum do pianista Antônio Guimarães, que de uma certa forma sempre me lembrou o Waldir Calmon. Guimarães e Seu Conjunto eram nos anos 50 uma das grandes atrações da boate Fred’s, no Rio de Janeiro. Este álbum, pelo que eu pude verificar, foi lançado em 1963 pela Chantecler. Um disco aos moldes dançantes da época, com uma seleção musical eclética, embalanda ao ritmo do samba. Bem curioso e porque não dizer interessante. Coisa bem típica de casa noturna, como era o Arpège, do Calmon. Outro detalhe interessante é a presença de Airto Moreira, que era o baterista do conjunto e na época era chamado de Airto Guimorvan.

mattinata

hollyday for strings

lenda do beijo

dança das horas

viúva alegre

malagueña

jalousie

copacabana

i love paris

perfídia

c’est ci bom

yo soy manouga

 

Quarteto Em Cy – Antologia Do samba Canção – Vol. 2 (1976)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui vamos nós para mais um toque musical. Hoje, atendendo a tantos pedidos que foram feitos, vou então postando o segundo volume da “Antologia do Samba Canção”. Realmente, essa produção foi um achado e daria para render mais uns dois ou três volumes com outros tantos autores e compositores de samba canção. Se no primeiro disco, de 1975 as baianinhas tiveram a participação de um monte de feras (Oscar Castro Neves, Pascoal Meirelles, Luiz Cláudio Ramos, Zé Menezes, MPB-4 e outros), em 76 elas voltam trazendo também convidados ilustres como Tom Jobim, Chiquinho do Acordeon e Abel Ferreira. Temos assim outros dez grandes compositores em um quase ‘pot-pourri’, com duas ou três músicas de cada. É  pouco, mas é ótimo! Só mesmo ouvindo…

Armando Cavalcanti

nesse mesmo lugar

Chocolate

vida de bailarina

canção de amor

Custódio Mesquita

saia do caminho

Marino Pinto

reverso

prece

Tom Jobim

dindi

se todo fosse iguais a você

eu sei que vou te amar

Noel Rosa

último desejo

Fernando Lobo

siga

chuvas de verão

Haroldo Barbosa

Meu nome é ninguém

bar da noite

Fernando César

dó ré mi

joga a rede no mar

Dorival Caymmi

nem eu

não tem solução

nunca mais

Altemar Dutra – Compacto (1964)

Boa tarde a todos! Eu havia dito que não mais enviaria e-mails via GTM, mas pelo que parece, por falha minha ao reconfigurar o grupo, acabei deixando uma boa parcela de fora,  a qual continuou recebendo os links em suas caixas de e-mails. Bom, agora acabou geral 🙂 Quem realmente quiser, vai ter que acessar o GTM, ok?

Na semana passada eu acabei não postando nenhum compacto. Desta vez, antes que a semana termine, vou logo fazendo valer o prometido. Vamos então com o Altemar Dutra. Vai cair bem com esse tempo chuvoso. Segue aqui um compacto lançado em 1964. Uma pequena degustação do lp “Serenata da Chuva” lançado também naquele ano. Segundo o Dicionário Cravo Albin de MPB, este foi o terceiro disco do cantor. No disquinho temos…

serenata da chuva

sigamos (sigamos pecando)

Waldir Calmon – Boleros (1955)

Olá amigos cultos e ocultos! Aqui vamos nós com mais um toque musical. Da gaveta eu estou tirando mais um Waldir Calmon. Juro que foi uma escolha alheatória, puxei o primeiro que peguei e sem ver! Vamos nesta noite chuvosa, com boleros. Uma coletânea lançada pela gravadora Copacabana em 1955 com oito expressivos sucessos da época. Ao que tudo indica, são gravações extraídas de bolachas de 78 rpm. Vamos conferir?

por quanto tempo?

por que ya no me quieres

embraceable you

golden earring

troppo tardi

como eras linda

j’ai deux amours

cerejeira rosa e macieira branca

It’s Rock 2 – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 45 (2012)

E chegamos esta semana à quadragésima-quinta edição do meu, do seu, do nosso Grand Record Brazil, apresentando a segunda parte de uma seleção dos primórdios do rock brasileiro, feita e digitalizada pelo amigo Chico, administrador do blog Sintonia Musikal, que gentilmente a liberou para os amigos cultos, ocultos e associados do nosso TM, e a quem mais uma vez agradecemos a cortesia.

Abrindo a seleção desta semana, que perfaz um total de 13 fonogramas, o mambo-rock (ou rumba-rock) “Cha-hua-hua”, de Joe Lubin e Irving J. Roth, na execução de Luizinho e seu Conjunto, gravação lançada pela Columbia em 1958 com o n.o CB-11044-A, matriz CBO-1630, e que também integrou o LP “Um baile com Luizinho”, reedição ampliada de um álbum de dez polegadas com o mesmo título, editado um ano antes. Guitarrista, o músico teve também a banda Luizinho e seus Dinamites, e faleceu na década de 1990. Em seguida outra faixa instrumental, lançada pela mesma gravadora e também em 58, um pouco antes: o rock “Short shorts”, de Tom Austin, Bob Gaudio, Billy Dalton e William Crandall, integrantes do grupo americano Royal Teens, aqui na interpretação de Bolão e seus Rockettes, disco CB-11035-A, matriz CBO-1556, sendo também faixa do LP “Rock sensacional” (ironicamente reeditado mais tarde como “Viva a brotolândia”, mesmo título do primeiro LP de Elis Regina!). Saxofonista, clarinetista e flautista, Isidoro Longano, o Bolão (1925-2005) profissionalizou-se como músico em 1944, integrando várias orquestras e, como roqueiro, também gravou discos com os pseudônimos de Edward Long e Bob Longano, além de ter também integrado os Jet Blacks.

O pianista Aldovrando de Castro, o popular Mestre Duda,  foi durante anos muito popular na noite paulistana, teve conjunto próprio e gravou diversos discos de cunho dançante. Ele aqui comparece  com “The Tennessee rock and roll”, de Larry Coleman e Irving Reid, lançado em janeiro-fevereiro de 1958 pela Continental com o n.o 17514-B,  matriz 12017,  faixa depois incluída em seu segundo LP,  “Vai começar o baile”.

A faixa 4 é “Ski rock, ski roll”, de autoria de “Louis Oliveira and friends”, interpretada pelo grupo Os Cometas, gravação Odeon de 29 de janeiro de 1957, lançada em abril seguinte com o n.o 14185-B, matriz 11520. Na faixa 5, “A zoo rock”, composição e interpretação de Luiz de França, um autêntico zoológico musical, com imitações de animais diversos. Foi o primeiro lançamento, em 1959, de uma gravadora que durou pouco tempo, a Discobrás (0001-A).

Cantor e compositor paulistano, Osvaldo Rodrigues (n.1920) era linotipista nas oficinas de impressão do “Diário Oficial” de São Paulo antes de seguir carreira musical, e os colegas de trabalho o incentivaram a cantar. Gravou seus primeiros discos no selo Carnaval, da Star (futura Copacabana) em 1951, com músicas para a folia de Momo. Sua discografia, também nos selos Continental, Odeon e Philips, é bastante extensa: algo em torno de 50 discos 78, além de um compacto duplo e participações em LPs-coletâneas. Aqui, Osvaldo interpreta “Personality”, grande sucesso de Lloyd Price, composto por ele e Harold Logan, em versão de Sérgio Galvão e Neide Garcia. A gravação saiu em outubro de 1959 pela Continental, com o n.o 17740-A, matriz 12359. A versão teve também registros de Regina Célia e dos Golden Boys, na mesma ocasião.

Paraibano de João Pessoa, Jayro Aguiar (n. 1937)  gravou seu primeiro disco em 1956, na Copacabana, interpretando o samba “Uma noite no Rio” e a valsa “Sussu”. Tem também nove Lps, vários 78 rpm e alguns compactos em sua discografia. Seu último trabalho em disco foi o CD independente “Ontem, hoje e sempre”, nos anos 1990. Jayro Aguiar aqui comparece com o calipso “O herói da lambreta”, dele próprio em parceria com o acordeonista Mário Mascarenhas, lançado pela Copacabana em novembro de 1959 com o n.o 6051-A, matriz M-2508.

Liderado por Renato Barros, o grupo Renato e seus Blue Caps foi um dos mais populares dos anos 1960/70, e também um dos ícones da Jovem Guarda. Eis aqui uma faixa rara, em que eles aparecem com o nome de Os Adolescentes, lançada em 1960 pela modesta gravadora Ciclone, com o número 12015-A: “Espante a tristeza (Shoo ya blues)”, de Luther Dixon e Smith, em versão de Pedro Leandro Nunes. Foi aliás a estreia do grupo em disco.

Humorista e entrevistador de televisão, tendo criado tipos inesquecíveis, o carioca Jô Soares (n. 1938) mostra aqui seu lado roqueiro com a divertida “Volks do Ronaldo”, que ele mesmo lançou no compacto simples de selo Farroupilha n.o FA-103-B, em 1963. Naquele tempo, é bom que se frise, o Volkswagen 1300 ainda não era chamado de Fusca. Logo em seguida vem outro comediante famoso, Tutuca, pseudônimo de Usliver João Baptista Linhares (n.1934), famoso pelo bordão “Xiiiiiiii…..”. Ele aqui interpreta, de sua autoria, “Playboy maluco”, gravação de 12 de maio de 1960, lançada em julho seguinte, que inaugurou o selo Camden, da RCA Victor, com o n.o CAM-1001-A, matriz 13-L3PB-0966. E olha só quem vem depois: José Messias. Sim, ele mesmo, aquele jurado do Raul Gil! Admirado por uns, detestado por outros, ele aqui interpreta, de sua autoria, o “Rock do Cauby”, satirizando a popularidade do grande Cauby Peixoto, em gravação lançada pela Philips em abril de 1961, sob n.o P-61088-H-A. Nascido em Bom Jardim de Minas, no ano de 1928, Messias tem mais de duzentas composições gravadas, nas vozes de inúmeros intérpretes, como Ângela Maria, Cauby Peixoto, Nélson Gonçalves, Roberto Carlos e José Ricardo, entre outros.

Outro comediante querido, este lembrado com saudade pelo público, Walter d’Ávila (Porto Alegre, RS, 1911-Rio de Janeiro, 1996) aqui comparece com o “Rock do vovô”, de Bruno Marnet e Ari Monteiro, que gravou na Odeon em 30 de junho de 1961, com lançamento em novembro seguinte sob n.o 14744-B, matriz 14802.

E encerramos esta seleção com chave de ouro, trazendo nada mais nada menos que o futuro “Rei”, Roberto Carlos! Ele aqui interpreta, de Hélio Justo e Erly Muniz, “Triste e abandonado”, lançada pela CBS em outubro de 1962 com o número 3239-B, matriz CBO-3495, e depois disponibilizada em compacto duplo. Não poderia haver encerramento melhor para esta seleção, vocês não acham? Pois então, divirtam-se!

*Texto de Samuel Machado Filho

Milton Banana Trio (1969)

Boa noite senhoras e senhores, amigos cultos e ocultos do Toque Musical! Aqui estou trazendo a pedra do dia. Por sinal, uma pedra das mais preciosas, a qual, com certeza irá despertar muito interesse de todos. Trata-se de mais um excelente disco do Milton Banana Trio, este de 1969. Outra maravilha da melhor fase de produção do baterista ao lado de seu conjunto. Gravado em um País Tropical, onde existe também a Bahia De Todos Os Deus. Mas Se Você Pensa Que Maravilha não tem preço, Custe O Que Custar, compre um Chivas 12. Receba aqui Aquele Abraço e me passe logo esse Casaco Marrom, que eu vou ler uma História Em Quadrinhos e cantar You’ve Got Your Troubles. Pra Dizer Adeus, Vou Me Pirulitar que o sono já bateu. Brincando, brincando, tá tudo aí e também lá no GTM, daqui a pouco…

 

Pedro Sorongo – Sorongando – Uma Coletânea Toque Musical (2012)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje eu atrasei, mas não vacilei. Ainda no último momento do dia, aqui estou trazendo sempre uma boa surpresa. Passei duas horas preparando esta coletânea especial e exclusiva em homenagem ao grande músico, o compositor e percussionista Pedro Santos, ou mais conhecido como Pedro ‘Sorongo’.

Ao ler uma mensagem postada hoje no blog pela Lys Araújo, filha de Pedro, acabei me empolgando e passando a tarde toda ouvindo diversos discos onde o artista deu lá a sua contribuição. Discos de diversos e diferentes artistas e também trabalhos seus. Não foi fácil selecionar apenas 35 gravações. Aliás, difícil foi reduzir a apenas esse número. O cara gravou muito e com muita gente. Separei aqui o que me pareceu mais interessante. Gosto pessoal, mas com toda certeza irá agradar a muita gente. Como são muitas músicas, podemos considerar este ‘webdisco’ um álbum duplo, ou triplo se fosse o caso de ser vinil. Para embrulhar o presente, fiz também a capa e contracapa. Como todos sabem, gosto de serviço completo. O bom de coletâneas como essa é que ela só seria possível nessas circunstâncias. Comercialmente isso nunca iria acontecer. Então, não percam tempo, vamos a mais “Uma Coletânea Toque Musical”. São tantas as músicas que eu fiquei com preguiça de lista-las como de costume. Mas vocês poderão checar na contracapa, ok? Vamos lá…

 

Quarteto Em Cy – Antologia Do Samba Canção (1975)

Olá amigos cultos e ocultos! Aproveitando a tarefa que recebi de digitalizar alguns discos, escolhi entre esses uma belezura de trabalho das baianinhas do Quarteto Em Cy, o álbum “Antologia do Samba Canção”, lançado em 1975. Aqui estão reunidos dez grandes compositores da nossa música, dez mestres do samba canção. Para cada um deles o quarteto presta uma homenagem em forma de ‘pot pourri’, apresentado algumas de suas mais expressivas composições. É, sem dúvida, um lp muito bacana que merece ser sempre lembrado. A ideia de produção deste lp foi tão boa que até gerou um segundo volume, o qual eu logo poderei postar, caso tenha interesse. Vamos conferir? 😉

Pot pourri Antonio Maria:

ninguém me ama

se eu morresse amanhã

Pot pourri de Ary Barroso:

rancho fundo

risque

folha morta

Pot pourri de Garoto:

duas contas

gente humilde

Pot pourri de Tito Madi:

não diga não

cansei de ilusões

fracassos de amor

Pot pourri de Jair Amorim:

ponto final

alguém como tu

Pot pourri de Lupicínio Rodrigues:

vingança

nunca

esses moços

Pot pourri de Herivelto Martins:

caminhemos

segredo

Pot pourri de Carlos Lyra:

primavera

minha namorada

Pot pourri de Johnny Alf:

eu e a brisa

ilusão à toa

Pot pourri de Dolores Duran:

por causa de você

ternura antiga

Orquestra Entré – Melodias Imortais (1965)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Ao que parece, estamos novamente com problemas no link do Baden Powell. Tenham paciência que tudo se resolve, ok?

Hoje eu tô meio corrido. Vou deixando aqui para vocês a Orquestra Entré, sob direção do maestro Renato de Oliveira.. Um belo disco orquestral com uma das melhores orquestras da época, presente em diversos lançamentos da CBS. Confiram aí que hoje o meu tempo não existe…

avant de mourir

a lenda do beijo

serenata

fascinação

leda

csardas

amoureuse

os milhões de arlequim

Baden Powell – A Vontade (1963)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Cá estou, um tanto atrasado, mas sempre presente. Talvez até atrasado para a apresentação deste lp de Baden Powell. Por certo, todos aqui já o conhecem bem, mesmo assim faço questão de postá-lo aqui no Toque Musical, afinal, não é em qualquer lugar que se acha um ‘arquivinho completo”, com capa, contracapa e selo, bem original 🙂 Eis então o nosso toque do dia. Bem à vontade, vai aqui o grande Baden com seu violão, cheio de samba e de bossa, em composições próprias, parcerias e mais uns tantos clássicos que fazem deste álbum também um clássico. Baden vem acompanhado apenas, e em algumas faixa, de Jorge Ferreira da Silva (na flauta), João Batista Stockler (na batera) e Pedro (Sorongo) Santos (no seu Sorongo). Com uma capa super bonita – desenho e criação de Cesar Villela, o homem das artes gráficas, responsável por tantas outras que deram uma identidade visual à Elenco – o álbum está perfeito! Podemos também apreciar a contracapa, com fotos onde aparecem ao lado de Baden as ilustres figuras de Nara Leão, Caymmi, Tom, Menecal e Odette Lara. Não sei bem qual foi o motivo dessas fotos, pois nenhum deles participam do disco. Talvez tenha sido mais como uma espécie de ‘aval’ para um músico em seu segundo disco. Maravilha total. Este é curtir e curtir… (putz, como estou repetitivo!)

garota de ipanema

berimbau

o astronauta

consoloção

sorongaio

samba do avião

saudades da bahia

candomblé

conversa de poeta

samba triste

 

Os Violinos Do Rio – Valsas Eternas (1961)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje não tem samba, não tem bossa, não tem jazz, rock ou mpb. Hoje todo mundo vai dançar… Dança mais quem não gostar. Vamos de valsa, pois afinal o Toque Musical é um espaço onde se escuta com outros olhos. E eu digo isso não é atoa, pois, pessoalmente não sou muito fã de valsa. Nem para dançar. Mas há sempre algumas, que de tanto que se houve, acaba se acostumando. São clássicas, são clássicos…

Eis aqui um disquinho bem escolhido. Valsas de Strauss, Lehar, Ivanovici, Tchaikovsky e tantas outras, sem esquecer uma bem brasileira, a única, de Gastão Lamounier e Mário Rossi, “E o destino desfolhou”. Encontrar esse disco na rede é coisa muito fácil, há vários a venda no Mercado Livre, porém o que é mesmo difícil é saber quem foi esse tal Maestro Petek. Sinceramente, eu não sei. Ao que tudo indica parece ser um nome fantasia para uma orquestra chamada “Violinos do Rio”. De verdadeiro aqui só sei do arranjador, o compositor e violinista Nelson Macedo, autor de inúmeras obras do repertório erudito brasileiro. Possivelmente foi o próprio Nelson o regente deste disco, feito para o selo Imperial em 1961. A orquestra Violinos do Rio, provavelmente, foi formada por músicos da Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. O disco tem sim um certo apelo comercial e busca nesse repertório agradar a um público além daquele erudito, que frequentava os concertos. Música ‘crássica’ para o povo!

dança húngara nº 5

viúva alegre

olhos negros

fascinação

pigalle

conto dos bosques vienenses

ouro e prata

mademoiselle de paris

la seine

cielito lindo

sobre ondas

tema do concerto para piano e orquestra

vida vienense

princesa das czardas

rosa do sul

eva

valsa do danúbio

conde de Luxemburgo

sonho de outono

os patinadores

valsa das flores

amor cigano

true love

torna a surriento

danúbio azul

ciribiribin

e o destino desfolhou

sous le ciel de paris

maria bonita

vozes da primavera

valsa do imperador

It’s Rock 1 – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 44 (2012)

Esta semana, em sua quadragésima-quarta edição, o Grand Record Brazil apresenta a primeira de duas partes de uma seleção de rock (ou coisa parecida) produzida e digitalizada pelo blog Sintonia Musikal, na pessoa de seu administrador Chico, um autêntico especialista em resgatar o passado de nossa música dita “jovem”, e seguidor de carteirinha do TM. Aquele abraço, Chico!

Permitam-me os amigos cultos, ocultos e associados começar minha resenha desta primeira parte pela faixa 5. Ela foi justamente o começo, o pontapé inicial do rock tupiniquim. Estou falando da gravação feita pela carioca Nora Ney (Iracema de Souza Ferreira, 1922-2003) de “Rock around the clock”, de Jimmy de Knight e Max C. Freedman. A música era sucesso com Bill Haley e seus Cometas, e fazia parte do filme “Sementes da violência (The blackboard jungle)”, da MGM. Em 24 de outubro de 1955, Nora compareceu ao estúdio da Continental, no Edifício Cineac-Trianon (Avenida Rio Branco, esquina com Rua Bittencourt da Silva, em frente ao lendário Café Nice) para gravar sua personalíssima versão deste rock pioneiro, lançada em novembro-dezembro do mesmo ano com o n.o 17217-A, matriz C-3730. Foi assim que o rock and roll começou a balançar a juventude brasileira!

No restante do programa que o Chico nos oferece, outras doze peças raras, curiosas e interessantes do início do rock brasileiro, a chamada “pré-Jovem Guarda”. Nem mesmo a pianista Carolina Cardoso de Menezes (Rio de Janeiro, 1916-idem, 1999) resistiu aos encantos do chamado “ritmo alucinante”, compondo e executando o seu “Brasil rock”, em gravação Odeon de 14 de março de 1957 (14191-B, matriz 11601), lançada em maio daquele ano. Em seguida vem a faixa mais antiga desta seleção do amigo Chico: uma versão em português de “Jambalaya (On the bayou)”, clássico country de Hank Williams, assinada pelo comediante Edair Badaró, então atuando nas Emissoras Unidas (Rádio e TV Record de São Paulo). Na  interpretação, Neyde Fraga (São Paulo, 1924-Rio de Janeiro, 1987), então também atuando na Record. Gravado pela Odeon em 4 de setembro de 1953 e lançado em novembro do mesmo ano (13527-A, matriz 9873), este é considerado o maior sucesso da cantora. Em seguida, a versão de Aloysio de Oliveira para “In the mood”, clássico da big band de Glenn Miller, de Joe Garland e Andy Razaf, interpretada pelo Bando da Lua, formado e dirigido por Aloysio, com o nome de “Edmundo”. Gravação de 8 de junho de 1954, feita nos EUA pela Decca (hoje Universal Music), mas só lançada no Brasil vinte anos mais tarde, no LP “Bando da Lua nos EUA”, produzido por João Luiz Ferrete para a Chantecler, então representante da Decca/MCA. Depois, o curioso “rock-baião-samba” “Eu sou a tal”, de Murilo Vieira, Edel Ney e O.Vargas, interpretado por Mara Silva (Isabel Gomes da Silva, Campos, RJ, n.1930), em gravação lançada pela RGE em dezembro de 1957 (10076-A, matriz RGO-335). A faixa 6 traz aquele que é considerado o primeiro rock cem por cento brasileiro, letra e música: “Rock and roll em Copacabana”, assinado por esse verdadeiro cronista que foi Miguel Gustavo, e gravado na RCA Victor por Cauby Peixoto em 30 de janeiro de 1957, com lançamento em maio seguinte (80-1774-A, matriz 13-H2PB-0043). Temos depois a versão feita pelo radialista Paulo Rogério para o conhecido mambo-rock “Tequila”, de Chuck Rio, originalmente instrumental. A gravação coube à carioca Araci Costa (1932-1976) e saiu pela Continental em setembro-outubro de 1958, com o número 17595-A, matriz C-4123. “Tequila” era um dos números mais apreciados da orquestra do “bandleader” e vibrafonista Sylvio Mazzucca (São Paulo, 1929-idem, 2003), que curiosamente vem aqui com o chá-chá-chá “Cerveza”, de Boots Brown, em gravação lançada pela Columbia no mesmo ano de 1958 (CB-11079-A, matriz CBO-1767). O cantor Mário Augusto, criador de hits como “O amor de Terezinha” e “Calcutá”, aqui comparece com a versão de Fred Jorge para “Claudette”, de Roy Orbison, extraída de seu segundo disco, o Odeon 14372-B, gravado em 26 de agosto de 1958 e lançado em setembro do mesmo ano, matriz 12848. “A minha, a sua, a nossa favorita” (como César de Alencar a anunciava em seu programa na Rádio Nacional) Emilinha Borba vem aqui com a versão do misterioso A.Bourget para o chá-chá-rock “Patrícia”, de Pérez Prado, lançada pela Columbia também em 1958 (CB-11070-B, matriz CBO-1766). Marita Luizi, um daqueles nomes atualmente relegados ao mais completo esquecimento, apesar de terem tido sua época, aqui comparece com o calipso “Sonho maluco”, de Elzo Augusto e Miranda, lançado pela Copacabana em dezembro de 1959 com o n.o 6086-B, matriz M-2590, o segundo de seus três discos nesse formato. Marita também deixou um LP intitulado “Os grandes momentos” (Alvorada/Chantecler, 1978), ao que parece coletânea, e participou do álbum “Cinco estrelas apresentam Inara” (Copacabana, 1958), reunindo músicas de Inara Simões de Irajá (suas faixas nesse disco são”E ele não vem” e “Boca da noite”). Outro nome da pré-história de nosso rock and roll, Regina Célia, comparece aqui com a divertida “Aula de inglês em rock”, de Canarinho e Kid Sax, gravada na Polydor em 9 de dezembro de 1959 e lançada em janeiro de 60 no 78 rpm n.o 342-B, matriz POL-3774. Encerrando esta primeira seleção do amigo Chico, Cizinha Moura, que deixou apenas dois discos 78 com quatro músicas, aqui interpretando, do segundo e último deles, o Chantecler 78-0134-B, lançado em junho de 1959, o fox “Brotinho Lili”, de Alberto Roy e Domingos Paulo, matriz C8P-268. Enfim, um interessante panorama dos primórdios do rock and roll no Brasil, que continuaremos na próxima semana, sempre agradecendo ao Chico do Sintonia Musikal pela gentileza de permitir o aproveitamento desta seleção no GRB. Até lá!

SAMUEL MACHADO FILHO.

Moacyr Franco – Compacto (1963)

E eu já ia deixar passar batido, sem o compacto da semana. Nem me lembrei. Como ainda é domingo, vou logo cumprindo o prometido, um compacto por semana.

Segue aqui este que é duplo, ou seja, com duas músicas em cada lado. Onde ele interpreta “Tender is the night” em versão de Nazerno de Brito; o sucesso “Ninguém chora por mim” da dupla Evaldo Gouveia e Jair Amorim e as humoradas “Toureiro suburbano”, de Haroldo Barbosa e Luis Reis e “Meu querido lindo”, música de sua autoria em parceria com Canarinho. Não tenho certeza, mas creio que o disquinho é de 1963. Uma produção de Nazareno de Brito, com arranjos de Pachequinho, Severino Araújo e Ted Moreno.

meu querido lindo

suave é a noite

ninguém chora por mim

toureiro suburbano

Geraldo Vespar – Eu E O Violão (1968)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Hoje eu acordei muito bem disposto. Nada como uma boa noite de sono. Melhor ainda com tantos e-mails e comentários. Percebo que por mais que eu quisesse, acho que nunca poderia fechar esse blog. O índice de popularidade e a quantos ele atinge é maior do que eu imaginava. A gente percebe isso até pelo amor invertido ao Toque Musical. Adoro isso… 😉 Dizem que eu sou polêmico, mas a verdade é que sem agitação as coisas não se transformam. Talvez seja por isso o Toque Musical tem passado por tantas mudanças e ao contrário da maioria dos outros blogs se renova em seu conceito. E nessas mudanças fica claro, só permanecem no ‘barco’ quem realmente gosta de navegar ao lado do comandante Augusto TM. O Toque Musical, vez por outra, pára em algum porto, mas logo volta ao mar. Quem desceu do barco e não seguiu as regras para retornar, ficou a ver navios ou está dando braçadas tentando nos alcançar. Mas não tem nada não, eu continuo jogando os botes salva-vidas. Aqui, ninguém fica de fora, até mesmo os ratos de porão. Afinal precisamos ter alguma coisa para alimentar os clandestinos.

Sei que muitos aqui não devem estar se perguntando, que discurso é esse? Não é nada, liga não, apenas uma introdução ao gosto de um certo Zé Ruela. 😉

Bom, mas vamos ao que interessa. Olha aí o disco que tenho hoje para vocês. Vamos com o violonista, compositor e arranjador Geraldo Vespar, fazendo a sua estréia solo aqui no TM. Vespar é um desses músicos imprescindíveis à música popular brasileira e também, porque não dizer à internacional, como integrande da Orquestra de Paul Mauriat. Sua tragetória começa nos anos 50. Tocou com os mais diversos artistas. Está presente em tantos outros discos importantes, assim como em trilhas para cinema e televisão. O cara é mesmo muito bom. Neste álbum, lançado em 1968 pela Odeon, através do selo Parlophone, vamos encontra-lo bem a vontade com seu violão, tocando músicas consagradas de diversos e ótimos compositores. Apenas uma das faixas é de sua autoria, aliás, uma faixa dupla, digamos assim, “Por que?”, em parceria com Mário Telles e “Bourré”. Taí um excelente disco para se ouvir neste domingão. Querem conferir? Vão lá no GTM 🙂

sá marina

eu e a brisa

desencontro

fetiço da vila

viola enluarada

por que? / bourré

corcovado

até segunda feira

no brilho da faca

mancada

olé olá

lapinha

Luiz Bonfá – Recado Novo (1963)

Passei o dia ensaiando a postagem, mas a preguiça foi tanta que acabei deixando para a última hora. Para não dizerem que esqueci do Luiz Bonfá, segue aqui um segundo disco no Toque Musical. Desta vez vamos com o álbum “Recado Novo”, gravado em 1963, com direção artística de Ribamar. Trata-se de um disco dos mais interessantes de Bonfá, onde ele além de executar seu violão, ainda canta. Traz também um repertório fino, onde quase toda as músicas são de sua autoria junto com a esposa, a cantora Maria Helena Toledo. Cabe ainda “Fio da canção” e “Chorou, chorou”, de Luiz Antônio. Um belíssimo trabalho que conta também com a participação de Dalva Andrade fazendo a vocalização na faixa “Canção do mar”. Muito bom. Eu recomendo 😉

menina flor

amor demais

mania de Maria

melancolia

saudade vem correndo

canção do mar

fio de canção

sem esse céu

cheiro de saudade

reverso do verso

indiferença

chorou, chorou

Leo Romano – Lua Azul (1960)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Com as novas alterações que fiz por aqui, já consigo perceber quem são realmente os interessados no Toque Musical. Creio que muita gente se associou porque queria baixar algum determinado disco, depois que conseguiu não deu mais bola, se acomodou e ficou esperando eu servir na bandeja. Digo isso porque já houve um ‘Zé Ruela’, metido a besta, que me veio com essa. Servir de bandeja eu sirvo sim, mas tem que ser boa a gorjeta 😉 O certo é que agora a coisa ficou mais justa. Acabo com esse negócio de só dar o link se alguém pedir. Agora não precisa mais. Postei um álbum, ele de imediato já vai estar lá, disponível no GTM.  Bom, assim espero…:)

Para esta sexta-feira com cara de sábado eu venho trazendo um disco que por certo irá agradar muita gente. Leo Romano em seu álbum “Lua Azul”. Confesso que eu mesmo pouco o conhecia. Hoje, assistindo alguns filminhos no Youtube, dei de encontro com um vídeo que me chamou a atenção. Ouvindo a música, me lembrei do disco, o qual, por sorte eu já havia digitalizado. Daí, foi só busca-lo na minha discoteca virtual. E agora eu o apresento aqui para vocês.

Segundo as informações no próprio Youtube, soube que Leo Romano fez muito sucesso com este disco, em especial com a música “Lua Azul”, a qual é a do vídeo. Contam lá que a música foi gravada em 1959. Leo Romano, conforme li no Dicionário Cravo Albin foi um cantor gaúcho. Estreou em gravações no início dos anos 50, contratado pela Sinter. Gravou por lá alguns discos de 78 rpm e logo se transferiu para a Odeon. Nesta gravadora lançou outras bolachas e fez muito sucesso. Essas músicas, juntamente com outras, foram então lançadas neste lp, em 1960, contando com a Orquestra e Coral de Luiz Arruda Paes.

No repertório vamos encontrar um misto de coisas: samba, bolero, tango, rancheira, fox, calipso e ecos de rock (em seus primórdios) aplicados à tarantela, música cigana. São músicas, em sua maioria, estrangeiras em versões adaptadas. Segundo informam nos comentários do clipe no Youtube, várias dessas versões foram feitas por Sidney Espírito Santo Moraes, um dos fundadores do Conjunto Farroupilha, também integrante do trio vocal Os Três Moraes. Leo Romano atuou até o início dos anos 70. Gravou mais de vinte discos e participou de tantos outros, coletâneas carnavalescas.

Querem ouvi-lo? Então corram lá no GTM. Ele está à espera de vocês 🙂

lua azul

olha nos meus olhos

sarita

boa sorte

louca

minha vida

alegria

mar negro

noites de moscou

calypso ginga

preciso amar

remember this gumbá

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FICOU CLARO?

Maringá – A Cidade Que Nasceu De Uma Canção (1972)

Olá amigos cultos e ocultos! Custei mais cheguei… cansado, esgotado e quase dormindo. Antes, porém, deixa eu fazer aqui a minha postagem diária para não sair do compasso.

Hoje eu trago para vocês um disco que há muito eu venho ensaiando postar. Aliás, era para ter sido postado logo nos primeiros dias do Toque Musical. Acabou ficando na ‘gaveta’. Vamos com este álbum lançado pelo selo Copacabana, em 1972. Um disco que canta e tem como título a cidade paranaense de Maringá. Nele vamos encontrar diferentes intérpretes e um único autor, o mineiro de Uberaba, Joubert de Carvalho. Como todos aqui devem saber, Joubert de Carvalho era médico e compositor. Autor de inúmeras pérolas, entre essa, “Maringá”, canção celebrada por muitos cantores ainda hoje. O disco foi lançado em comemoração ao Jubileu da cidade, como um presente, conforme está escrito no texto da contracapa. E pelo que eu pude entender, Joubert de Carvalho, foi até a cidade, a qual apadrinhou, para prestar essa homenagem. Vamos encontrar aqui, além desta canção, outras também famosas, nas vozes de cantores como Agnaldo Rayol, Ângela Maria, Cyro Monteiro, Ataíde Beck, Jairo Aguiar, Silvio Caldas e o Coral Sabiá. Um bom disco que por certo os amigos irão querer ouvir. Tá na ponta da agulha, é só dar o toque 🙂

maringá – ataíde beck

minha casa – silvio caldas

hora da despedida – ataíde beck

silêncio do cantor – ângela maria

pierrot – agnaldo rayol

flamboyant – ataíde beck

a cidade que nasceu de uma canção – ataíde beck

tahi – ângela maria e cyro monteiro

lembro-me ainda – ataíde beck

rosalinda – agnaldo rayol

de papo pro á – coral sabiá

zingara – jairo aguiar

Francisco Mário – Pijama De Seda (1985)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje eu trago para vocês um disco muito bonito do Chico Mário. Aliás, mais um, diga-se de passagem. Temos aqui no Toque Musical outros dois discos dele, na mesma linha, instrumental de primeiríssima. “Pijama de Seda” foi um disco de 1985, mais uma produção independente lançado com estréia em show na Sala Cecília Meireles, no dia 30 de setembro. Neste lp ele faz uma homenagem à Pixinguinha com a música que dá nome ao disco. Há também “Ressureição”, outra homenagem, desta vez ao irmão Henfil. Música esta onde ele toca com oito violões diferentes. De todas as músicas do disco, gosto em especial de “Violada”, me traz boas recordações, além de ser realmente linda. Todas as músicas são de autoria do próprio Francisco Mário. Este álbum foi também relançado em cd, mas com outra capa. Certamente ainda é possível encontra-lo em lojas.

ressureição

espanhola

terra queima

3ª guerra

lãs locas

pijama de seda

souza

venceremos

violada

faz que vai

coceirinha

saudade de mim