Putz! Que diazinho duro esse. Fico pensando se hoje ainda terei tempo para mim mesmo. Tem gente que acha que só a terapia do blog já está de bom tamanho, mas nem isso eu conseguir fazer até agora. E sinceramente, já nem estou com muito tesão de fazer a postagem. Mas por honra da firma, em nome da palavra compromisso e para não quebrar o diário, aqui estou eu.
Almirante – A Maior Patente Do Radio (1986)
Recebi ontem a noite uma notícia que me deixou muito animando. Meu HD que havia pifado, pelo que parece, poderá ser recuperado. Estou cruzando os dedos para que tudo dê certo. Afinal, tenho nele quase um terabits de arquivos, se recuperar a metade já vou me dar por satisfeito. Vamos ver no que vai dar, estou muito confiante.
João Nogueira – Recado De Um Sambista (1985)
É, pelo jeito os amigos andam mais cultos que ocultos. Isso é bom, conviver com gente culta é sempre mais vantajoso. Eu estou sempre aprendendo, quando não o português correto, a maneira de como melhor lidar com certas situações embaraçosas. Me expondo assim, publicamente, sei que de vez em quando acabo ‘pagando mico’. Mas faz parte da ‘brincadeira’ e acaba sendo um bom motivo para um comentário. Fica claro que realmente existe vida inteligente (e culta, principalmente) orbitando pelo meu planeta Toque Musical. Daí é que eu estou sempre me lapidando. É vantajoso 😉
Armandinho – Armando Macedo (1970)
Olá amigos cultos e ocultos! Começamos a semana com uma colaboração do amigo Tales, que nos enviou dentro da NTTM (Normas Técnicas do Toque Musical) este raríssimo álbum do baiano Armandinho (não confundir com o cantor de reggae que é gaúcho).
viola enluarada
tico tico no fubá
martinha
desespero
hino do senhor do bonfim
aquarela do brasil
peguei um ita no norte
iracema
vassourinhas
prenda minha
minas gerais
são paulo quatrocentão
cidade maravilhosa
na baixa do sapateiro
pra frente brasil
molambo
divagando pelo cais
bentevi atrevido
carolina
o destino desfolhou
Conjunto Balambossa – Samba Ao Vivo (1966)
Nas décadas de 60 e 70, no auge da era dos LPs, havia no mercado de discos um leque dos mais variados títulos, gravadoras e selos dedicados à diferentes seguimentos fonográficos. Alguns deles surgiram buscando traçar um caminho alternativo, como vendas diretas a domicílio, através dos correios, pela televisão, em coleções vendidas em bancas de revistas ou mesmo através das próprias revistas em anúncios exclusivos. Nessas modalidades normalmente se encaixavam discos que poderíamos chamar de ‘segunda linha’ (o que necessariamente não quer dizer que sejam ruins). Aqueles suplementares, como as coletâneas, as coleções e os temáticos. Esses, em geral, não tinham a preocupação quanto à ficha técnica ou informações detalhadas sobre quem, quando ou como. Objetivavam apenas o produto acabado sem levar em conta os seus créditos, seja eles os autorais, de produção ou de execução. O selo Coledisc é bem um exemplo disso. Ele apareceu na segunda metade dos anos 60, atendendo ao lançamento de uma coleção em formato box de volumes temáticos com vários discos. Eu suponho que a origem do selo Coledisc é a mesma de outros como Nilsen e Distac. Provavelmente devem ser até mineiros, pois tem o mesmo estilão dos álbuns que a MGL/Bemol criou para o seu selo Paladium. Outro grande mistério são os conjuntos musicais que fazem parte ‘cast’. Pelo que podemos entender ou supor, esses nomes eram criados apenas e de acordo com o estilo de música dessas coletâneas. Se fosse um disco de bolero ou ritmos cubanos, eles procuravam criar um nome sugestivo, tipo “Orquestra Tropical qualquer coisa” ou “Don qualquer coisa também”. Se fosse música pop ou estilo Jovem Guarda era “Crazy Boys”, “Jet Boys”, “The Black Cats” ou coisa assim. Para a Bossa Nova e o Samba, também não seria diferente. Daí temos o “Conjunto Balambossa” que com este nome fizeram dois discos. “Samba ao vivo” faz parte da coleção nº 2, intitulada “Momentos de Ternura”. Um disco de samba e bossa muito bom, ao estilo e repertório de um Walter Wanderley, Ed Lincoln ou Waldir Calmon. Confiram aí…
Waldir Calmon – Uma Noite No Arpège Nº 3 (1959)
Vou confessar uma coisa. Até pouco antes de postar um primeiro disco do Waldir Calmon eu tinha uma certa antipatia (gratuita) dele. Não sei bem explicar isso, mas achava o seu ‘som’ algo meio cafona (cafona, que expressão antiga!). Acho que associei sua imagem com uma coisa fora do tempo. E realmente é, mas definitivamente não é cafona. Acho que no fundo eu não o conhecia bem. Não conhecia direito sua música e suas qualidades como instrumentista. Foi preciso ouvir com outros olhos e também com um melhor ouvido. Hoje posso dizer que sou fã (ou fan se quiserem) da música produzida pelo cara. Não é atoa que o presente álbum já é o quarto dele aqui no Toque Musical. E pelo jeito não sou o único o apreciador, todos que eu postei sempre deram o maior ‘ibope’. Assim, mais uma vez, vamos com ele em “Uma noite no Arpège Nº 3”. Este terceiro volume da série foi o primeiro lançado pelo selo Arpège, criado pelo próprio artista em sua “Produções Artísticas Waldir Calmon S. A.” Arpège, como todos sabem, também era o nome de sua casa noturna. Como podemos ver, o Waldir não era apenas bom como artista, também tinha um ‘olho empresarial’. O número 3, assim como os demais é um disco para dançar. Começa calmo, com músicas para se dançar a dois, juntinhos. O ritmo dançante, a cada faixa vai ficando mais animado, até chegar no lado B onde temos uma verdadeira festa de estilos ao compasso do samba e sem intervalo. Uma das coisas que me chama a atenção neste disco são os arranjos e o acompanhamento de uma guitarra (ou violão elétrico, sei lá) maravilhosa. Gostaria de descobrir quem era o músico que o acompanha. Muito bom! Se alguém aí sabe, conta pra mim, tá? 🙂
Carlos Lucena – Dança Das Flores (1985)
Olá! A semana passou tão rápido que eu nem me dei conta de já estarmos numa sexta feira. Quando a gente anda muito ocupado e com a cabeça cheia de problemas, as vezes essa percepção passa batida. Confesso que hoje, para mim, não é um dos melhores dias, embora seja o dia que eu mais gosto. Estou sem tesão até para escrever. Mas eu não vou deixar a peteca cair.
Paulinho E Seu Piano – Ritmo Fascinante Nº 3 (1959)
Olá! Inicialmente eu gostaria de esclarecer, mais uma vez, uma questão que sempre vem a tona. Muitos ainda me perguntam sobre um outro Toque Musical que se encontra restrito à convidados. Como já informei, o blog restrito é o original, foi nele que as minhas postagens começaram. Quando postei, em primeira mão, as gravações caseiras de João Gilberto feitas pelo fotógrafo Chico Pereira, houve aquele grande ‘bum’, se tornando um dos assuntos mais comentados da rede, notícia em todos meios de comunicação. Coisa que ainda hoje ecoa pelo quatro cantos. Diante a tanto barulho, mas principalmente em razão de ameaças anônimas por parte de uns e despeito de outros, resolvi transformar o blog num espaço privado, restrito apenas àqueles que fosse amigos cultos e ocultos 🙂 Infelizmente havia um limite para o número de associados o que me obrigou a rever minha intenções. As ameaças contra o blog continuaram. Foi conversando com o amigo Zecaloro, do Loronix, que ele me sugeriu criar um ‘espelho’, ou seja um blog clone. Durante um tempo (alguns ainda se lembram) mantive os dois blogs funcionando publicamente, sempre com as postagens diárias. Depois percebi que tudo aquilo era em vão e só criava mais confusão para os amigos usuários. Daí resolvi retirar o primeiro da circulação pública, mantendo-o ainda como um refúgio em caso de possíveis retaliações. Desde então ele continua lá, desatualizado, sem links e limitado aos meus fantamas. Mesmo não estando acessível ele ainda continua criando confusão na cabeça de alguns. Talvez porque as vezes acontece de eu estar ‘logado’ (de login) com outro e-mail 😉 Mas enfim, o que vale está aqui, no endereço atual.
Putz, que introdução! Vamos agora ao álbum do dia. Hoje vamos curtir o “Ritmo Fascinante Nº 3” da gravadora Copacabana. Lançado em 1959, este é mais um ‘long-play’ da série onde só existem os volumes 1 e 3. Neste, temos o pianista Paulo Lima de Jesus, o Paulinho Preto, que tocou nas orquestras dos maestros Carioca, Silvio Mazzuca e Casé. Acompanhou também a cantora Leny Everson, cujo o álbum Nº 1 é dela. Possivelmente o Paulinho deve também ter participado deste disco, pois justamente no ano seguinte o ‘Caramujo’ iria chamá-lo para assinar o Nº 3 (por favor, não me pergunte qual e nem onde entra o Nº 2). Pelo texto da contracapa deste álbum se percebe que a Copacabana ficou mesmo impressionada com o talento do Paulinho.
Sem dúvidas, o pianista, arranjador e compositor é muito bom. Acompanhado por uma pequena banda com sax, flauta, contrabaixo, bateria e percussão eles tocam um variado leque que vai do samba ao bolero, do fox ao jazz. Paulinho entra ainda com quase todos os arranjos e a faixa “Paulinho no choro”. Um trabalho bacana que ainda contou com um apelo visual. Uma típica capa de um disco de jazz, né não? Só por ela já vale uma conferida 😉
till
prelúdio
concerto d’autunno
mais um outono
i love paris
o rei do samba
love for sale
tente sorrir
poinciana
paulinho no choro
all the way
Wanda – Vagamente (1964)
Eduardo Araújo (1971)
Estou voltando hoje à rotina de trabalho, o que quer dizer que meu tempo para o blog se torna ainda mais curto. Com eu informei anteriormente, os links do Rapidshare serão aos poucos substituídos, conforme forem caducando. Fica difícil para eu trocar de imediato mais de mil títulos. A coisa será progressiva. Enquanto isso eu aconselho aos amigos cultos e ocultos tentarem baixar os “amarradinhos” a noite, fica bem mais fácil, podem acreditar.
Musical Pop’s – The Sound’s (1967)
Olá! Acho que eu fiz bem em mudar nossos links para o Mediafire. Mesmo com as propagandas embutidas, ainda assim vale mais a pena do que ficar ‘mendigando’ downloads no Rapidshare. Fiquei tão puto com este último que resolvi, para os arquivos acima de 100 MB usar outro servidor, o Megaupload, que tem me surpreendido com a qualidade. Não tivesse eu já começado com o Mediafire, ficaria apenas com o Megaupload. Para o momento ficamos assim. Quanto às antigas postagens com links no Rapidshare, esses continuarão até caducarem, depois eu mudarei para o atual.
Orquestra Serenata Tropical – O Novo Som Da Orquestra Serenata Tropical (1976)
Depois de uma sexta-feira independente, nada como os embalos de sábado a noite. John Travolta, discoteca, purpurina, Frenéticas, ‘Dancin’ Days’… Foi pensando assim que eu resolvi postar este disco da intitulada Orquestra Serenata Tropical. Conhecem? Por certo, alguns de vocês já devem ter ouvido outros discos com esta orquestra. E pelo que eu pude verificar, superficialmente, ela está em atividade desde os anos 60, talvez até mais. Mas afinal, quem são os músicos dessa orquestra? Pelo que eu pude entender, a Orquestra Serenata Tropical é apenas um nome que veio servindo a indústria fonográfica durante algumas décadas. Me corrijam se eu estiver errado, mas esta é mais um produção de oportunidade, que procura se encaixar no que acontece em um determinado momento. E o momento aqui é a onda discoteca, 1976. Mas o que tem a ver a OST, com seu repertório essencialmente de mpb? A ver pode até não ter nada, tem mesmo é que ouvir. Juntemos Ary Barroso, Dorival Caymmi, Luiz Gonzaga, Vinícius, Tom Jobim, Braguinha, entre outros… ah, tem também os vivos, as duplas João Bosco e Aldir Blanc, Roberto e Erasmo Carlos. Imaginem essa turma no embalo dos anos 70. Novamente… ‘discotheque’, lança perfume, As Panteras… e vamos nós para a discoteca. Acredito que a turma da velha guarda, principalmente o Sr. Ary Barroso, se tivesse ouvido a versão deste disco, teria se remexido todo dentro da sepultura. Só não saberia dizer se de ódio, execrando ‘a modernidade’ ou de alegria, se deixando levar no embalo do ‘dancin’ days’. Bem, falando assim vocês logo vão achar que o álbum não está com essa bola toda. Os puristas certamente não irão gostar. O que temos aqui é um trabalho, cuja a eminência (semi) oculta é do versátil e internacional Waltel Branco. Este é mais um dos muitos discos onde ele atuou por trás das cortinas, ou na cozinha, no caso aqui como arrajador (e possivelmente também como instrumentista). Waltel foi um músico prolixo, dos mais importantes tanto dentro do Brasil como fora. Não vou render aqui a história que vai ficar para uma próxima oportunidade, num de seus discos solo. Voltemos ao ‘novo som’ da Orquestra Serenata Tropical, mpb com gostinho de discoteca, mas se observamos a música com outros olhos, veremos (e ouviremos) bem mais que uma simples trilha para ‘os travoltas’ se requebrarem. Só mesmo o Waltel Branco para subverter com classe o imaculado. No fundo, um bom disco, podem conferir… 😉
João Boa Morte – Planeta Coração (1991)
Aqui vamos com o primeiro disco independente do ano. Sexta-feira é um dia bom para isso, embora eu não queira oficializá-lo como tal, mesmo já tendo se tornado o dia mais comum para essas postagens.
Banda De Pau E Corda – Nossa Dança (1981)
Olá! Como vocês já devem ter percebido, eu resolvi mudar nosso provedor. Saímos do Rapidshare, que está cada dia mais inacessível e desanimador, para o Mediafire que embora seja um tanto quanto limitado e cheio de propagandas, não faz ninguém passar raiva. Pelo menos, por enquanto, vamos confiar no Mediafire. O Rapidshare só entra para arquivos acima de 100 megas.
Marlene – Te Pego Pela Palavra (1974)
Resolvi incluir no dia de hoje um ‘repost’, movido por duas razões. A primeira foi no sentido de complementar o dia com algo mais musical. A segunda razão foi por um erro mesmo, hehehe… Foram tantas as postagens nesses quase três anos que as vezes eu até me esqueço do que já postei. Eu estava certo de que o presente disco ainda era novidade. Fiz uma busca rápida no Google e descobri que eu já o havia postado. Xiii… fazer o quê? Agora vai assim mesmo. Mas com um detalhe: um repost mais caprichado. Na postagem anterior deste disco os arquivos estavam em baixa qualidade e incompletos. Agora ele ficou redondinho, aqui e no primeiro (tem um link novo lá também). Aliás, este é um álbum que merece ser ouvido na íntegra e com tudo que ele tem direito. “Te pego pela palavra” foi um show antológico, dirigido por Hermínio Bello de Carvalho. Estreou no Rio em 1974, na boate Number One, teve também edição em São Paulo. Foi um espetáculo tão bem produzido e com uma qualidade musical tão boa que acabou virando disco. Marlene, a rainha do rádio, supera a si mesma, mostrando sua versatilidade, cantando um repertório variadíssimo, como podemos ver logo a baixo…
Roberto Faissal – Sermão Da Montanha (1962)
É… pelo jeito que vão as coisas por aqui, só mesmo pagando um sermão para os desajustados. Vamos com calma, moçada! Para quê pegar pesado quando se anda nas nuvens. Quem faz assim sempre acaba afundando e voltando para o lugar de onde veio.
Paulo Marquez – Orgia de Samba (1958)
Amigos cultos e ocultos, voltei! Agradeço imensamente as inúmeras mensagens e e-mails que recebi nos últimos dias. Olha, fiquei impressionado, entre comentários e e-mails foram mais de 100! Não sei nem se terei tempo para responder a todos. De qualquer forma, fico extremamente lisonjeado e agradecido a todos. Confesso que se não fosse por vocês eu teria deixa o barco a deriva. Realmente o meu HD foi mesmo pro saco. Hoje cedo fui a uma loja, comprei um novo HD e começamos do zero. Sem dúvida, estou super chateado, pois ainda não verifiquei a possibilidade de recuperar o seu conteúdo. Mas isso fica para um outro momento. Por hora vou apenas reorganizar a casa, instalar novos programas e procurar deixar tudo como antes. O importante agora, depois de consertado o meu computador, é voltar a rotina. Voltemos às nossas postagens, aos toques musicais. Quero também aproveitar nossa primeira postagem do ano para desejar a todos um feliz 2010.
Toque Final?
Era só o que me faltava… Hoje pela manhã tive a ingrata surpresa de não conseguir ligar o meu computador. Estou fazendo esta postagem no requisitadíssimo computador do meu garoto, que vendo minha situação, arrancando os poucos cabelos que ainda me restam na cabeça, me permitiu usá-lo por alguns dez minutos. Ao que tudo indica, o meu HD foi pro saco. Antes fosse para o do Papai Noel, que aqui em casa sou eu mesmo, daí eu teria como resgatá-lo. Mas infelizmente o saco é outro e de outros, que eu obviamente não vou colocar a mão. Estou tentando levar a coisa na brincadeira, mas a verdade é que é sério. Acho que perdi o meu HD principal e com ele todo o meu trabalho dos últimos meses. Maldita a hora em que pensei em fazer um ‘back up’ e resolvi adiar. Vivendo e aprendendo. Se minhas suspeitas forem mesmo confirmadas, vou ter muito trabalho para tentar recurperar tudo que perdi. E isso vale não apenas para os milhares de discos digitalizados, mas tanbém outros documentos pessoais e importantes que eu tenho nele. Confesso que depois dessa, senti uma grande ‘broxada’. Dá para perder o tesão numa hora dessas. Fico imaginado se esse não foi também o problema do Zecaloro. Se eu perder mesmo todos os meus arquivos de música, acho que abandono também essa idéia de continuar sendo blogueiro musical. Era só que me faltava… justo agora, no último dia do ano. Sinceramente, não é muito pelo computador ou o seu HD, mas pelo que havia nele. Como me lembrar de tudo que se perdeu? Acho que isso só vai acontecer no momento em que eu der falta mesmo. Sacanagem… Bodei…
Mesmo assim e apesar dos pesares, quero deixar aqui os meus votos de um feliz ano novo para todos os visitantes, amigos cultos e ocultos. Espero que em 2010 nosso pique continue, compartilhando muita música e alegria. Paz, amor, saúde e tudo aquilo que o dinheiro não pode comprar.
Se eu não voltar nos próximos dias é porque a coisa ficou pior do que eu imaginava. Daí, não precisam nem perguntar mais por mim. Estarei como o Zeca, fora de circulação. Desculpem, mas eu estou preocupado… 🙁
Vinicius de Moraes – Eterno Retorno (1986)
Eis que chegamos ao final de 2009. Apesar de vários pesares, eu não posso reclamar e dizer que foi um ano ruim. Teve chuva e teve sol, alegrias e tristezas. Mas a vida é isso, uma sequência ao acaso num caso sempre sequente. Entre tantas coisas que nos deixam para baixo, tivemos por aqui e diariamente, a música e as boas lembranças para nos por para cima. Um alento em dias tão tumultuados. Estar a frente deste blog tem sido para mim, uma terapia, um exercício de cultura musical, de relacionamento e principalmente um grande prazer. O que eu ganho em contrapartida ao apresentar diariamente uma nova postagem é mesmo a satisfação, alguns bons amigos cultos e outros ocultos. Um relacionamento agradável com pessoas com as mesmas afinidades. Isso é prazer 🙂
Cyro Monteiro Linda Batista – Filigranas Musicais Vol. XII (1988)
Olá amigos cultos e ocultos! Dentro do no show de variedades áudio musicais e já na reta final, temos para hoje um volume da série Filigranas Musicais. Esta série foi criada pelo pesquisador, o advogado carioca Milton Varela. A Filigranas Musicais Ltda foi uma editora cujo o sentido era o de resgatar antigos fonogramas, discos e gravações raras, assim como fazia a Collector’s Records, a Revivendo e outras. Ao contrário dessas outras, a editora de Milton trabalhou com matrizes da antiga RCA. Trata-se de fonogramas raros, lançados somente na fase do disco de 78 rpm. Através dessa editora diversas gravações foram recuperadas e relançadas em formato ‘Long Play’ de 33 rpm. Ao que parece, a Filigranas Musicais não durou muito, lançou pouco mais de duas dezenas de álbuns, talvez por estar atrelada à BMG-Ariola, detentora dos direitos. O certo é que foi essa mais uma das boas iniciativas de preservar um pouco a história da nossa Música Popular Brasileira.
Orlando Silva – Funart (1985)
Dilermando Reis – Junto A Teu Coração (1964)
Bom dia de natal, amigos cultos e ocultos. Ontem, na segunda postagem do dia eu reuni quatro discos do Jograis de São Paulo, num pacote especial de poesia e música, trazendo Fernando Pessoa, poetas brasileiros, poemas de natal e um raro momento do quinteto poético cantando bossa nova. Espero que vocês tenham gostado.
Jograis De São Paulo – (1956-59)
Titulares Do Ritmo – Brasílico (1976)
Olá amigos cultos e ocultos! Chegamos enfim às vésperas do Natal. Hoje teremos uma noite de confraternização. Família, amigos, amores… todos se juntam para comemorar o nascimento de Cristo. Um momento importante para que possamos refletir sobre os caminhos e acões que temos tomado ao longo de nossas vidas. Momento para acreditarmos mais na bondade humana. Para pedirmos perdão e também para sermos perdoados. Para mim, nesta data, o que importa mesmo é isso. Natal é alegria, mas também nos leva à tristeza, à melancolia… nos faz lembrar dos nossos entes amados que já não compartilham em vida da nossa ceia e do nosso encontro. É ruim sentir essa falta. A saudade mata a gente. Natal de alegria é com presente. Família, amigos e amores, todos presentes.
Poly – Natal Em Família (1975)
Eu não poderia deixar de fora um disco típico de natal. Daí reservei para nossa segunda edição o “Natal em Família” do excelente guitarrista Poly. Este álbum é daqueles tradicionais para se ouvir na noite do dia 24. Um natal em família. Através deste, inicio os meus votos de um feliz natal a todos vocês, amigos cultos e ocultos. Feliz Natal!
Waldir Calmon – Samba! Alegria Do Brasil (1956)
Bom dia prezados natalícios cultos e ocultos. Como é, estão gostando dos presentes em dose dupla de natal? Tenho certeza que sim 🙂 Vamos com Papai Noel trazendo mais uma raridade. Esta postagem vai em especial para o meu amigo Ed Pampani, grande incentivador e colaborador no Toque Musical. Atendendo ao seu pedido e que por certo irá agradar também aos demais visitantes.
Maestro Cipó – A Fantástica Orquestra De Stúdio De Cipó (1964)
Segue aqui mais uma postagem especial da semana natalina. Vamos agora com o maestro Cipó e sua fantástica orquestra de estúdio. Este disco, só pela capa já merece a nossa atenção. Simplesmente maravilhosa, né não? Representa bem o que é o mundo maravilhoso da música no vinil. A agulha pousada sobre o sulco do disco numa quase micro paisagem de ficção científica, um ‘close’ que surpreende e sugere. Bacana! Quanto ao conteúdo musical, também não há muito a dizer sabendo que a contracapa já nos dá uma ficha completa deste trabalho onde desfilam diversos ‘standards’ da música internacional. O maestro Cipó (Orlando Silva de Oliveira Costa) foi um dos grandes arranjadores e orquestrador brasileiro dos anos 60 e 70, reconhecido internacionalmente. Talvez mais conhecido lá fora do que aqui, em seu próprio país. Atuou ao lado do trompetista americano, Dizzy Gillespie. Na Inglaterra lançou vários discos de bossa nova. Trabalhou por muitos anos na televisão (Tupi, Globo e outras) como diretor musical, criando diversas trilhas, orquestrando e arranjando para os mais diversos artistas.
Sivuca – Som Brasil (1986)
Bom dia natalinos e natalícios! Aqui estamos pela manhã, trazendo o primeiro disco do dia. Começamos com este álbum do Sivuca que eu escolhi não muito por acaso. Ele sempre me lembrou Papai Noel e sua música tem a alegria de um presente de natal.
Ed Lincoln – A Volta (1964)
Para completar a postagem de hoje, temos aqui e mais uma vez o Ed Lincoln. Ele voltou. E nesta volta vem trazendo alguns de seus sucessos. O disco é uma verdadeira festa, com muito balanço e nos dias atuais cai bem em qualquer ocasião. Natal chegando aí… uma boa trilha para as noites de festas. Este álbum não é nenhuma novidade, mas não deixa de ser uma ótima opção musical que agrada gregos, troianos, amigos cultos e ocultos. 😉