Maria Bethania – Rosa Dos Ventos (1971)

Achei ter publicado esta postagem ontem, mas só agora a pouco percebi que ela não estava na rede. Bom, antes tarde do que nunca… Mais um disco de rara beleza da sensacional Maria Bethânia. Em 1971 ela estreou, no Teatro da Praia (RJ), o show “Rosa dos Ventos”, com direção de Fauzi Arap. O espetáculo foi um grade sucesso e dele acabou gerando o lp homônimo, com produção de Roberto Menescal. Como se trata de um show sem pausas, não há separação de faixas, apenas lado A e lado B. Toque esse toque…

Lado A

Assombrações (Sueli Costa – Tito Lemos)
O Tempo e o Rio (Edu Lobo – Capinan)
Ponto de Oxum (Toquinho – Vinícius de Morais)
Texto n° 1 (Fernando Pessoa)
O Mar, Canção Praieira (Dorival Caymmi)
Suíte dos Pescadores (Dorival Caymmi)
Avarandado (Caetano Veloso)
Toalha da Saudade (Batatinha – J. Luna)
Imitação (Batatinha)
Hora da Razão (Batatinha – J. Luna)
Cantigas de Roda (Folclore Baiano)

Lado B
Doce Mistério da Vida (Victor Herbert – versão brasileira por Alberto Ribeiro)
Texto n° 2 (Fernando Pessoa)
Minha História (Gesubambino) (Dalla – Pallottino – versão brasileira por Chico Buarque)
Lembranças (Raul Sampaio – Benil Santos)
El Dia Que Me Quieras (Gardel – Le Pera)
Rosa dos Ventos (Chico Buarque)
Texto n° 3 (Fernando Pessoa)
Janelas Abertas n° 2 (Caetano Veloso)
Não Identificado (Caetano Veloso)
Flor da Noite (Toquinho – Vinícius de Morais)
Texto n° 4 (Clarice Lispector)
Movimento dos Barcos (Macalé – Capinan)Texto n° 5 (Moreno)

Globo de Ouro – A Super Parada Musical (1974)

O Toque Musical é pautado na qualidade, raridade e curiosidade. Não necessariamente nessa ordem e nem exatamente em conjunto. Assim tenho procurado postar os mais variados exemplares e gêneros, lembrando também que por aqui só não passam lançamentos e álbuns em catálogo. Mais uma vez sei que haverão aqueles que torcem o nariz para títulos duvidosos (pero, curiosos) como este lp coletânea, o Globo de Ouro. Este foi o primeiro disco da série que no início baseava sua seleção a partir do índice de popularidade nas rádios Globo e Mundial, além de pequisa no Ibope. Depois virou um programa musical famoso da TV Globo e todo ano tinha uma coletânea. A seleção musical deste disco é até muito boa, foi ficando mais popular nos anos seguintes. Mesmo assim, ainda é possível encontrar pérolas raras. Se por aqui também der ibope, a gente dá um jeitinho de postar outros. Mas é bom deixar um comentário, senão eu vou achar que ninguém gostou.

Tema de Bárabara (canção de Ana) – Moacyr Franco
A escola – Djavan
Na rua, na chuva, na fazenda – Hyldon
Gerações – Zé Rodrix
Lady Lay – P. Groscolas
Eres tu – Mocedad de America
Gita – Eustáquio Sena
Excuse me – Little Gus
O bêbado/O boi vai atrás – Coral Som Livre
Manhãs de setembro – Ned Helena
Malandragem dela – Tom e Dito
I’m fallingin love with you – Little Anthony and The Imperials

João Donato & Grupo – Ao Vivo No Palácio Das Artes/BH (2007)

Esta é uma postagem especial, exclusivamente para fans do jazz e de João Donato. No início deste mês, aconteceu em Belo Horizonte um projeto musical com vários shows gratuitos de grandes nomes da música brasileria, no Palácio das Artes. Como era de se esperar, os ingressos esgotaram em poucas horas. Fiquei sabendo dos eventos meio que em cima da hora, mas mesmo assim ainda deu tempo de dar uma chegada à Belô e garantir pelo menos um dia de show. Consegui, por sorte, ver o João Donato. Pura maravilha! Se o cara já é bom em disco, fica melhor ainda ao vivo. Ainda mais acompanhado de Luiz Alves, Robertinho Silva e Ricardo Pontes. Foi um show imperdível, numa das melhores casas de espetáculos da cidade. Dei sorte mesmo, pois sentei-me ao lado de um rapaz, que com seu gravadorzinho DAT fez a festa, registrando de cabo a rabo todo o show. Como ele estava ao meu lado e eu vi tudo, não tive dúvida, pedi-lhe uma cópia. Ontem recebi por e-mail o link da gravação. Embora não tenha sido um registro profissional ou apesar de ser uma gravação direta, valeu o trabalho. A qualidade do som não chega a ser uma maravilha, além dos eventuais ruidos captado pelo som direto, mas de todo, não ficou ruim. Me faz lembrar aqueles velhos discos de jazz gravados ao vivo em cafés. Assim, depois de ouví-lo, achei que merecia uma capinha, um formato tipo ‘bootleg’ para ser apresentado aqui no Toque Musical. Espero que gostem, pelo menos do encarte (capa e contra-capa) que me tomou quase umas duas horas de criação.

1-Abertura
2-Cala boca, menino
3-Suco de maracujá
4-Black orchid
5-Bananeira
6-A paz
7-Café com pão
8-Emoriô
9-A rã
10-Simples carinho
11-Vento do canavial
12-Cadê…
13-Lugar comum
14-Nasci para bailar

Doroty Marques – Semente (1979)

Agora vamos com mais um disco nota 10. “Semente”, primeiro disco de Doroty Marques. Para os que não a conhece, ela é uma artista excepcional – arte-educadora, cantora, musicista e compositora. Irmã de Dércio Marques. Seu trabalho musical tem naturalmente muito em comum. Aliás, foi tocando junto com o irmão em um show em São Paulo que ela garantiu o nascimento deste disco. Marcus Pereira encantado com o trabalho da artista, convidou-a para gravar um disco pelo seu selo. Esse cara tinha visão…
Canção Cansada
João Semente ( poema de Tejada Gomes)
Eterno como Areia
Vento Vadio
Caminhada (Minha História)
Lamento Boricano
Giramundo
João Semente
Mourão de Cerca
Não Mande a Geada Não
Tonta
Salário Nanico
Estrêla do Norte

Heitor Dos Prazeres E Sua Gente (1957)

Em homenagem ao meu amigo Claudinei, grande pesquisador da MPB e também em virtude do seu atual trabalho, estou postando este disco do fabuloso Heitor do Prazeres. Com certeza este álbum servirá de complemento para seus estudos sobre este compositor carioca.
Heitor dos Prazeres foi um artista que se dedicou tanto a música quanto à pintura. Sua obra musical e sua pintura têm a mesma relevância. Como artista plástico (pintor), tem em sua obra o cotidiano da vida no Rio de Janeiro. Sua pintura primitiva tem cores claras e brilhantes. As favelas, as mulatas e as rodas de samba são seus temas recorrentes. Na música também não foi diferente. Suas composições, sambas e marchinhas, também estão intimamente ligados à vida nos morros do Rio antigo. Teve também uma importância fundamental na criação das escolas de samba.

01 – Nada de Rock Rock
02 – Madureira
03 – Vem Pro Samba, Mulata
04 – Cheguei, Mocada
05 – Mulher de Malandro
06 – Êta Seu Mano
07 – Tudo Acabado
08 – Pierrot Apaixonado

Luli (1965)

Primeiro disco de Luli – da dupla Luli & Lucinha – gravado em 1965, quando ela tinha apenas uns 18 anos. Mocinha nova e inexperiente, encarou um repertório que não era o seu, seguindo a linha dos artistas de protesto, por imposição da gravadora. Mesmo assim mostrou talento e desenvoltura na interpretação de doze canções, sendo duas de sua autoria. Curiosamente, são essas duas faixas que contrastam com as demais, deixando claro qual seria a sua. Apesar dos pesares, o disco é bem acima da média. Confira esse toque…

PEÇO LICENÇA
POVO
TRISTEZA DE AMAR
CADÊ MEU BARRACÃO
CANTO DA PLANTAÇÃO
MISSÃO
BALEIRO
SAMBA DA AURORA
EM TEMPO DE VIDA
INÁ
ESTA FAVELA QUE EU AMO
SOL

Cinco Só – 5 Só (1969)

Olhando rápido para a capa deste disco tem-se a primeira impressão que se trata de um álbum de reggae. Digo isso principalmente pelas cores muito vivas. Mas à medida em que observamos a turma e seus instrumentos, fica claro que o negócio aqui é samba. Os “5 Só” foi um grupo fundado em 1968 por Wilson Moreira, Zuzuca do Salgueiro, Jair do Cavaquinho, Zito e Velha – todos com experiência anteriores no universo do samba, com músicas gravadas por grandes nomes da MPB. Este foi o único disco do grupo. Com o mesmo nome, mas com mudança de componentes, chegaram a gravar outro disco pela CBS, no ano de 1971. Mais tarde, esses mesmos componentes formariam “A Turma do Ganzá”. Mas essa é uma outra estória que fica para um próximo momento.

01 – Fim de Festa (Zuzuca)
02 – Arrastão de Sinhá (Catoni – Pelado da Mangueira – Jorginho)
03 – Limão Com Pinga (Jair do Cavaquinho – Ari Araújo)
04 – Falem mal mas falem de mim (Dedé da Portela)
05 – Mais um exemplo da História (Walter Rosa)
06 – O tempo passa (Dedé da Portela)
07 – Cara de Pau (Gracia do Salgueiro – Roberto Nunes)
08 – Rouxinol (Marinheiro)
09 – Os Cinco Bailes da História do Rio (Silas de Oliveira – Dona Ivone Lara – Bacalhau)
10 – Ê Bahia (Anescar do Salgueiro – Ivan Salvador)
11 – Na casa de João Jan (Gracia do Salgueiro)
12 – Samba crioulo que tem não (Pelado da Mangueira – Branco)

Francisco Egydio – Vive Os Sucessos De Lupicinio Rodrigues (1962)

Para recordar, temos aqui o Francisco Egydio. Cantor de sambas e marchinhas famosas que no início dos anos 60 se voltou para o gênero romântico, onde então passou a fazer mais sucesso. Neste disco, de 62 pela Odeon, ele faz uma homenagem ao grande compositor gaúcho, Lupicínio Rodrigues, de quem ele gravou várias canções. É um disco que eu recomendo, ainda mais porque os arranjos e acompanhamento são de Walter Wanderley. Toque de mestre…

Maria Rosa
Nunca
Lavadeira
Brasa
Nervos de aço
Cadeira Vazia
Vingança
Esses moços
Se acaso você chegasse
Taberna
Quem há de dizer
Exemplo

Ely Camargo – Canto Da Minha Gente (1974)

Ainda impregnado com a música folclórica latino-americana, inicio a semana com a Ely Camargo, pesquisadora e artista de Goias. Seu trabalho se extende através da música em shows, palestras, oficinas e videos que são mostrados principalmente na Europa. Mesmo com tantos anos de estrada, pesquisando a música folclórica brasileira, ela ainda hoje é pouco conhecida. Neste disco ela trabalha com temas tradicionais e recolhidos nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Um trabalho genuinamente brasileiro!
(Infelizmente os putos do DMCA estão reclamando de direitos autorais deste disco. Fui proibido pelo Blogger de colocar um endereço indicador para baixar o disco. Mas se eles acham que o bloqueio ao acesso a cultura se resolve desse jeito, estão muito enganado. Agora, mais que nunca, faço questão de divulgar este álbum e todo aquele que por desventura passar por essa situação. Quem estiver interessado em ouvir este disco, basta me enviar um e-mail – toquelinkmusical@gmail.com. Se não vai pelas vias normais, a gente usa as alternativas. Esse povo ainda não se deu conta de que estamos num caminho sem volta. Eles que procurem uma outra forma de ganhar dinheiro. Dizer que estão defendendo o direito de criação autoral é uma grande hipocrisia, é falso! Eles defendem seus próprios interesses, isso sim!)

Folclore Latino Americano (1976)

Encerrando com chave de ouro, trago agora uma coletânea pra lá de especial. São 3 discos com um apanhado de algumas das obras mais expressivas da música folclórica latino americana. Constam até duas músicas do repertório brasileiro, com Estelinha Egg e Ely Camargo. Coletâneas em geral sempre pecam ao excluir e selecionar uma ou outra música. Este álbum não é diferente disso, porém, pelo fato de ser um álbum triplo, com certeza terá muita coisa boa e interessante. A própria capa já nos mostra o que podemos encontrar aqui dentro. O toque está dado…
Boa noite!

America Latina Canta Vol. 2

Minha intensão era postar o volume 1 e 2 desta coleção super bancana. Porém me lembrei que havia passado o vol. 1 pra frente. Mas como se trata de uma coletânea especial com novas músicas e artistas de Cuba, Argentina, Chile e Mexico – achei que seria importante este toque.

1-Amparo Ochoa – a que le tiras cuando suenas mexicano
2-Pablo Milanés – pobre del cantor
3-Quilla Huasi – cuanto trabajo
4-Una Ramos – el condor pasa
5-Huayra Puka- cancion por nicolas
6-Daniel Viglietti – nuestra bandera
7-Gabino Palomares – nicaragua
8-Lucho Cavour Y Greda Mestiza – challa
9-Silvio Rodriguez – el rey de las flores
10-Antonio Pantoja – el chapaco
11- Los Folkloristas – la renca
12- Isabel, Angel Parra Y Daniel Viglietti – cancion para mi america

Manduka – Brasil 1500 (1972)

Chegamos a fim de nossa jornada musical através da música latino-americana. Havia dito, logo ao iniciar essas postagens, que pretendia apresentar os latinos e também artistas de língua portuguesa. Confesso que fiquei tão envolvido com a ‘nueva canción’ que acabei me esquecendo dos portugueses. Mas em breve voltarei dando enfanse a esses artistas. Finalizando a semana, vamos com o Manduka. Talento precoce, aos 18 anos já fazia parceria com Geraldo Vandré no Chile. Também teve parceiros chilenos como Los Jaivas. Correu de cabo a rabo essa América Latina, mostrando sua arte. Filho (de peixe) do poeta Thiago de Mello e afilhado de Manoel Bandeira, o cara tinha tudo para ser genial, e foi! Paralelo a música, tinha nas artes plásticas sua outra paixão. Morreu em 2004 aos 52 anos… Este disco foi seu primeiro álbum, gravado no Chile.

01. Brasil 1500
02. Entra Y Sale
03. Naranjita
04. De La Tierra
05. Patria Amada Idolatrada Salve Salve
06. Oiticumana
07. De Un Extranjero
08. Qué Dirá El Santo Padre

Tarancón – Lo Único Que Tengo (1977)

Acho que já deu para perceber o quanto eu gosto do Tarancón. Sim, foi através desse grupo que vim a conhecer melhor Violeta Parra, Victor Jara, Silvio Rodrigues, Atahualpa Yupanqui e tantos outros como os que foram apresentados aqui durante essas duas semana. Estou trazendo mais um disco desse grupo porque três toques não foram suficientes, todos querem mais… Assim, vamos a mais um álbum repleto de coisas boas ‘lo ultimo que tengo’. 😉

1-el cantar tiene sentido
2-duerme negrito
3-canto del agua
4-tan alta que esta la luna
5-urubamba
6-cancion y huayno
7-milonga de andar lejos
8-plegaria a un labrador
9-lo unico que tengo
10-cancion con todos

Tito Fernández – Al Amor (1972)

Antes que cheguemos ao fim destas duas semanas de puro prazer – ouvindo canções e álbuns que se eternizaram nas vozes e na arte musical desses fabulosos artistas latino-americanos – eu gostaria de trazer mais um grande nome do canto e poesia chilena. Falo de Tito Fernández, “El Temucano”, em seu terceiro lp. Sua poesia é de rara beleza, exaltando o amor de forma singela, num canto onde só cabe sua voz e o violão. Muito lindo!

01 – El amor y las palomas
02 – El marío de la Juana
03 – Mi hijo
04 – Hombre, angustia y siglo XX
05 – ¿Adónde vas?
06 – El árbol
07 – ¿Cómo llorar al abuelo?
08 – El vendedor de diarios
09 – Cantor de caminos
10 – La mañana
11 – El padre

América Do Sol – Vol.2 (1979)

Dando seguimento à postagem anterior do selo Band, vamos agora para o segundo volume. Depois do sucesso do volume um, no ano seguinte foram lançadas novas coletânes por este selo criado em virtude da programação da rádio do grupo Bandeirantes de SP. Havia nesta época um programa de muito sucesso na rádio Band FM dedicado à música latino americana. Foi um dos primeiros programas a divulgar intensamente este tipo de música. A seleção de artistas é a dos mais expressivos – nomes que fizem história e são conhecidos internacionalmente. Vale a pena ouvir esse toque…

1-huahuallau huahua – Los Incas
2-pequena serenata diurna – Silvio Rodriguez
3-el humahuaqueno – Raymond Thevenot
4-balderrama – Mercedes Sosa
5-fiesta del senor – Los Runas
6-vamos mujer – Quilapayun
7-mi raza – Grupo Aymara
8-la vina nueva – Buenos Aires 8
9-campesina – Plabo Milanés
10-chaquinan – Lucho Cavour Y Greda Mestiza
11- la flor de la canela – Chabuca Granda Y Oscar Aviles
12-a desalambrar – Daniel Viglietti

America do Sol (1978)

Mais uma super coletânea da música tradicional latino-americana. Este álbum foi editado pelo selo Band Discos, um dos poucos que se dedicou a divulgação da música folclórica sulamericana nos anos 70 e 80 no Brasil. Muitos desses artistas, durante o (nosso) regime militar, nunca foram ouvidos no país. Foi através de iniciativas como esta que passamos a conhecer melhor o que foi o movimento latino-americano da “nueva canción”. Vamos a mais um toque?

1-alfonsina y el mar – Mercedes Sosa
2-la batea – Quilapayun
3-los ejes de mi carreta – Atahualpa Yupanqui
4-despedida del pueblo -Illapu
5-polo margariteno – Soledad Bravo
6-parabien de la paloma – Rolando Alarcon
7-decimas venezoelanas – Isabel Y Angel Parra
8-rin del angelito – Violeta Parra
9-cerrito de santa cruz – Las Cuatro Brujas
10-te recuerdo amanda – Victor Jara
11-peguche tiu – Jatari
12-vienteuno son los dolores – Tita Parra
13-luchin – Inti-Illimani
14-mi nino nino – Amparo Ochoa
15-america – Pablo Neruda Y Grupo Aparcoa

Isabel Parra – De Aqui Y De Alla (1971)

Como dizem, “filho de peixe, peixinho é”. Aqui temos agora outro grande nome do clã dos Parra, Isabel, filha deVioleta. Desde de cedo acompanhou os passos de sua mãe, cantando em diversos lugares de Santiago. Foi em Paris que ela começou realmente sua carreira como cantora folclórica ao lado do irmão Angel. No final dos anos 60 ela já era uma artista celebrada interancionalmente.Participou do movimento neo-folclorista chileno, mas seu trabalho artístico ia muito além. Foi uma das figuras mais destacadas no movimento “Nueva Canción Chilena” Após o golpe de Pinochet, ela partiu para o exílio na França e depois foi para a Argentina. Só voltou ao seu país no final dos anos 80. Para o nosso toque musical eu escolhi este álbum que entre outros maravilhosos de Isabel é o que registra sua experiência em Cuba e seu encontro com Silvio Rodriguez. O disco se divide entre a música chilena e cubana (com o apoio incondicional de Victor Jara). Maravilhoso!

01. – Póngale El Hombro, M’hijito – 2:15″
02. – El Encuentro – 3:41″
03. – Solitario Solo – 3:19″
04. – A Que No Divina – 2:20″
05. – Déme Su Voz, Déme Su Mano – 3:13″
06. – La Compañera Rescatable (Versión Con Los Jaivas) – 3:16″
07. – Son De La Loma (Con Horacio Salinas) – 2:58″
08. – El Rey De Las Flores – 2:03″
09. – Como En Vietnam – 1:42″
10. – Lo Que Quisiste Ser – 3:52″
11. – Perla Marina – 3:17″
12. – Al Final De Este Viaje – 3:03″

Atahualpa Yupanqui – El Payador Perseguido (1972)

Depois de ter postando aqui um disco da Mercedes Sosa com composições de Atahualpa Yupanqui, achei que seria conveniente apresentá-lo também. Ele é por certo o mais famoso folclorista argentino, autor de obras que fizeram história, também cantado em toda a América do Sul. “El Payador Perseguido” é uma espécie de conto poético, uma estória contada ao som de uma milonga que Atahualpa interpreta com verdadeira emoção.

Victor Jara – Canto Libre (1970)

Vamos mais uma vez com este excepcional artista chileno. Aqui temos “Canto Libre”, gravado em 70 e mais o o Volume 2. Esta edição foi lançada em 1993 pelo selo Monitor para o mercado internacional. Estão assim reunidos dois álbuns com o mesmo nome. Isso sim é que é um toque musical!

inga
canción del árbol del olvido
la pala
lamento borincano
vetolera
el tinku
angelita huenumán
corrido de pancho villa
caminando, caminando
quién mató a carmencita
canto libre
+
el aparecido
el lazo
que alegres son las obreras
despedimiento del angelito
solo
ay mi palomita
asi como hoy mantn negros
el amor es un camino que de repente aparece
casi, casi
cancion de cuna para un nino vago
romance del enamorado y de la muerte
en algun lugar del puerto

Amerindios (1970)

Apresento agora este duo, os Amerindios, formado pelos antropólogo Julio Numhauser e o sociólogo Mario Salazar. Eles começaram se apresentado por volta de 1969 ao lado do grupo de Ernesto Parra. Depois se tornaram uma dupla, trabalhando em conjunto com um grupo teatral Aleph, percorrendo todo o Chile com um projeto chamado “Tren de la Cultura’ – levando arte para os lugares mais remotos do país. A música dos Amerindios busca a inovação da canção chilena. Dessa forma, incorporam instrumentos eletrônicos mesclado aos ritmos folclóricos. As letras de cunho social e político apontam para o que acontece no Chile e no mundo. Este disco pertence à série do emblemático selo Dicap (Discoteca del Cantar Popular), criando em 1968 por iniciativa grupo de Cultura da Juventude Comunista do Chile. Destaque para “Nixon” de Sergio Ortega e “Disparada” de Geraldo Vandré. Vale uma conferida…

1. Nixon (Sergio Ortega)
2. Una vez un yankee yo encontré (S. Ortega)
3. Los vietnamitas (Carlos Puebla – Amerindios)
4. Sr. Juez (Amerindios)
5. ¡Achís! ¡Achís! Qué catarro (Amerindios)
6. La disparada (Amerindios – G. Vandré)
7. Juan Verdejo (R. Figueroa – Amerindios)
8. Mentiras sólo mentiras (Amerindios)
9. Sembrador de lunas (B. Dewers – Amerindios)
10. Como un árbol (Amerindios)
11. Mes de volantines (Amerindios)
12. Blanco, rojo y azul (Amerindios)

Nueva Cancion de Chile (1978)

Aqui vai uma coletânea como uma amostra do que foi o movimento Nueva Canción do Chile.
Segundo alguns, este movimento musical surgiu no Chile, se espalhando rapidamente por toda a America Latina. Um música de cunho político e social. Que criticava as ditaduras e o imperialismo e enaltecendo os valores tradicionais e folclóricos.
1-caliche – los curacas
2-america novia mia – patricio manns
3-si vas para chile – los cuatro cuartos
4-acuarel andina – illapu
5-casamiento de negros – violeta parra
6-mi patria – quilapayun
7-a los cantores del mondo – tita parra
8-alturas – inti-ullimani
9-el cigarrito – angel parra
10-canto libre – victor jara
11-el pueblo – aparcoa
12-los pueblos americanos – isabel parra y patriciocastillo

Los Jairas – Folklore Bolivien (1969)

Agora vamos para a Bolívia. Desta vez trago um dos grupos mais expressivos boliviano, conhecidos internacionalmente, Los Jairas. Em 1969 Los Jairas foram convidados pela Fundación Patiño para uma turnê pela Europa. Nesta ocasião decidiram mostrar algo mais a cerca da realidade boliviana e levaram também danças típicas de várias regiões do país. Com essa primeira experiência pela Europa, Los Jairas foram se tornando conhecidos de um além da América (do Sul). Este disco sintetiza bem a cultura folclórica e musical da Bolívia. Um bom disco, vale o toque…
01 – llanto del olvido
02 – olvídate
03 – sarjahuay
04 – fiesta del tambo
05- el cisne
06 – cambita
07 – juanito laguna
08 – pequeño manuel
09 – pasito del moreno
10 – san benito
11 – la chapaca
12- romance de un charango
13 – mi soledad
14 – par par palomita

Mercedes Sosa – Interpreta Atahualpa Yupanqui (1978)

Postei anteriormente um disco da Mercedes Sosa interpretando Violeta Parra. Agora vamos com mais um disco desta artista, interpretando outro grande nome da música tradicional argentina (e sulamericana) Atahualpa Yupanqui. Não preciso nem dizer o quanto este álbum é bom. Lançado no Brasil em 1978, um ano após o lançamento na Argentina, o álbum fez (e faz) muito sucesso por aqui. Vale a pena conferir este toque.

1. Piedra y camino
2. Guitarra dímelo tú
3. Chacarera de las piedras
4. Tú que puedes vuélvete
5. La viajerita
6. Los hermanos
7. Criollita santiagueña
8. La alabanza
9. La arribeña
10. Duerme negrito
11. Zambita de los pobres
12. El alazán

Altemar Dutra – El Trovador (1968)

Ok, ok… atendendo ao SEU pedido, vou abrir uma excessão para um disquinho do Altemar Dutra. Espero que esteja ao seu agrado 🙂 Sei que tem gente por aqui que vai virar o nariz para este post, principalmente pelo contraste com outros ‘hermanos de luta’. Mas convenhamos, apesar de muito popular, Altermar é um grande intérprete brasileiro do gênero romântico latino. Com suas versões em espanhol, chegou a vender mais de 500 mil cópias na América Latina. Depois de ter dominado as paradas de sucesso locais, a partir de 1969 passou a conquistar fãs de origem latina nos EUA. Tornou-se um dos mais populares cantores estrangeiros nos EUA.

Pelas
La mentira
He comprendido que te amo
Yo te agradezco
Martha
El dia que me quieras
Vida mia
Tres palabras
Vete de mi
Caminemos
Dime que si
Paloma

Felippo Sosa Y Su Tipica – A Media Luz (1966)


Para os amantes do tradicional tango argentino tenho aqui este obscuro álbum de Felippo Sosa Y Su Tipica. Uma seleção de clássicos do tango mundialmente conhecidos. Este disco, infelizmente não traz informações e pesquisando na rede também não há nada complementar, nem mesmo sobre Felippo Sosa (seria um parente de Mercedes Sosa?) . Porém e apesar de tudo, trata-se de um excelente disco de tango.

la cumparsita
cristal
adios pampa mia
mano a mano
cuartito azul
madreselva
uno
a media luz
adios muchachos
yira-yira
el panuelito blanco
nostagias

Patricio Manns (1971)

Para não perdermos o rumo dos temas revolucionários, folclóricos e de protesto, vamos com mais um grande nome da música latino americana, Patrício Manns. Pouco comentado, este artista vem do Chile. Patrício foi por muitos anos colaborador da “Unidad Popular, que levou Salvador Allende à presidência no Chile. Com o golpe militar, foi para o exílio, inicialmente em Cuba e depois na Europa. Durante todo esse tempo, mesmo longe da terra natal, sempre esteve atuante. Retornou ao Chile em 90.
Este disco foi produzido e dirigido por Luis Advis e conta com a participação do Inti Illimani. Los Blops, Orquestra Sinfônica do Chile e Orquestra Filarmônica de Santigo. Belo trabalho, vale ouvir…

edume
canción para levantar una casa
estación terminal
morimos solos
el exiliado del sur
su nombre ardió como un pajar
fiesta
tamara bunke
no cierres los ojos
el canto de los gallos
la ventana
valdivia em la niebla

Eugénia Melo E Castro (1986)

Confesso que este disco, na época, eu comprei mais pela capa. Essa moça linda me chamou a atenção. Ao virar a contra-capa tive então certeza de que o compraria. O álbum trazia oito faixas, algumas assinadas por ela e parcerias como Caetano Veloso, Toninho Horta e Francis Hime, além de composições de Milton Nascimento, Wagner Tiso, entre outros… Ao ouvir o disco percebi que não se tratava apenas de mais uma cara bonita. Competente cantora e compositora vinda lá de Portugal. Eugénia Melo e Castro é hoje um nome respeitadíssimo, tanto aqui quanto por lá. Sua relação com a música brasileira é muito forte, coisa que se pode ver também em seu outros trabalhos. Linda Eugénia, linda de se ouvir.

meu e assim
velho mar
caso de amor
a cor do ar
mágicamente
que amor não me engana
cobra aranha
vaga no azul

Quelentaro – Buscando Siembra (1979)

Quelentaro foi um grupo folclórico chileno surgido no início dos anos 60 e que depois se transformou num duo, formado pelos irmãos Gastón e Eduardo Guzmán. “Buscando Siembra” é um álbum raro, embora tenha sido relançado a alguns anos atrás em cd. Neste disco inclui um dos temas mais emblemáticos do grupo, “Copla del Hijo”. Este é mais um toque que vale a pena conferir…

01. – Buscando Siembra – 6:09″
02. – Despues De La Tormenta – 5:11″
03. – La Canción Del Organillo – 4:18″
04. – Esperanza Del Palo – 3:25″
05. – Nahuelbuta – 4:17″
06. – Del Huerto – 3:15″
07. – Quelentaro – 3:25″
08. – A Favor Del Canto – 4:02″
09. – Volviendo – 3:35″
10. – Copla Del Hijo – 9:01″
11. – Sobre El Martirio – 6:36″

Astor Piazzolla – Retrospectiva (1979)

Começo a semana com um dos nomes mais importantes da música instrumental argentina e mundial, Astor Piazzolla, compositor e bandoneonista. Sua música incorpora elementos do jazz, da música erudita e do tango. Foi com um quinteto e através do timbre ímpar do bandoneon (primo do acordeon e da sanfona) que passou a ser reconhecido como maior compositor contemporâneo de tangos. O disco que apresento é uma coletânea produzida pelo selo Band Records, com algumas músicas compostas ao longo de sua carreira.

1-fuga y misterio
2-adios nonino
3-buenos aires hora 0
4-michelangelo 70
5-tango del angel
6-la cumparsita
7-zum
8-allegro tangabile
9-loca bohemia
10-libertango
11-pulsacion n.5