Mineirinha da cidade de Mariana, Silvinha é uma cantora que surgiu em 1967, lançada no programa do Chacrinha. Participou de diversos programas musicais na televisão, tendo também seu próprio programa, “O Bom”, no qual ela se apresentava ao lado de Eduardo Araújo, que veio a ser depois o seu marido. Gravou três lps na Odeon, nos anos de 1968, 1969 e este que apresento, de1971. Tornou-se uma das mais requisitadas cantoras de estúdio do Brasil, gravando em dupla com vários artistas, inclusive com o maridão Eduardo Araújo. Embora não sendo exatamente uma maravilha, este disco é mais um que reflete bem o clima do início dos anos 70. Vale o toque, vale conferir…
Gal Costa – Gal (1969)
Falar sobre a cantora Gal Costa é chover no molhado. Uma interprete inquestionável, cantora de um timbre dos mais agradável e versátil como poucas. Seus discos refletem bem cada momento de sua carreira. E é justamente no início, nos primeiros discos, que podemos saborear sua fase mais jovial e rebelde. Aliás, quem não é rebelde na juventude, principalmente nos anos 60. Aqui temos o segundo lp de Gal, um disco psicodélico até na capa. Um misto de rock lisérgico e ‘baforadas tropicalientes’. Eu ouvi este disco a primeira vez quando tinha uns 15 anos e fiquei muito impressionado com um lado da cantora que eu até então não conhecia, e olha que já haviam se passado 7 anos da época do lançamento. Naquele momento eu achava este disco super atual. Na verdade, continuo achando. Para mim, este álbum é básico! Toca esse toque aí…
2 Tuareg
3 Cultura e civilização
4 País tropical
5 Meu nome é Gal
6 Com medo, com Pedro
7 The empty boat
8 Objeto sim, objeto não
9 Pulsars e quasars
Jorge Amiden, Luiz Junior & Alen Terra – Karma (1972)
Este é outro grupo muito interessante, que na verdade eu pretendia postá-lo em um segundo momento do ‘rock brasilis e seus derivados’. Acabei fazendo uma confusão nas postagens que pretendia levar cronológicamente até 1970. Acabaram entrando alguns que ultrapassam essa data. Assim sendo, extenderei os álbuns até 1972. Foi exatamente nesta data que o guitarrista Jorge Amiden (primeiro músico de que se tem notícia no mundo que apareceu tocando uma guitarra de três braços) saído dO Terço, se juntou a Luiz Junior e Alen Terra para gravarem este disco, o Karma. Mais um grande e único álbum que deu nome a banda que também participou do FIC (Festival Internacional da Canção), com a música “Depois do porão”. O grupo teve outras formações até por volta de 1976, mas não chegaram a gravar outro disco. Vai neste toque…
Liverpool – Por Favor Sucesso (1969)
Depois de já ter postado aqui na última semana uma série de deliciosos discos de rock, fico pensando se já não é hora de trocar o tema. Contudo, ainda gostaria de apresentar mais alguns, aproveitando a leva dos ripados. Para os fans de outros gêneros, eu peço apenas um pouco mais de paciência. Em breve entrarei com coisas mais inéditas. Enquanto isso, vamos com mais uma destacada e ‘descolada’ banda do fim dos anos 60. O Liverpool foi um dos representantes do rock feito no sul. Formado em Porto Alegre, a banda gravou um único álbum, em 1969, recheado de psicodelia e tropicalismo. “Por Favor Sucesso” é resultado da classificação do grupo na fase regional no II Festival Universitário da Música Popular, em que o grupo defendeu a música que deu nome ao álbum, de autoria de Carlinhos Hartlieb. Um disco cheio de influências do rock americano, inglês e tropicalista, abusando de guitarras distorcidíssimas e harmonias ousadas. O diferencial da banda está no fato de tocarem músicas próprias e em português. Grande banda! Vale o toque.
Espectrum – Geração Bendita (1971)
Este álbum é na verdade a trilha sonora de um filme, “Geração Bendita”, tão obscuro quanto o grupo que toca, o Espectrum. Foi considerado a um tempo atrás um dos discos de rock progressivo mais raros e cultuados do mundo, chegando a valer uma baba para colecionadores que corriam os quatro cantos do país (e também do mundo), por lojas e sebos, atrás da preciosa bolacha. Hoje eu não sei exatamente a quantas anda este disco no mercado, pois a um tempo atrás, com toda essa badalação, um dos criadores do grupo, José Luiz Caetano, resolveu investir em seu relançamento. Criou um site onde conta toda a história do grupo e do filme. Para quem quizer saber mais detalhes e adquirir o disquinho, vale a pena dar uma conferida no endereço http://www.spectrum.mus.br/. O toque tá dado…
The Galaxies (1968)
Outra banda que marcou vez no circuito ‘underground’ paulista dos anos 60, foi o The Galaxies.
Formado pelo inglês David Charles Odams (guitarra e vocal), pela americana Jocelyn Ann Odams (maracas e vocal) e pelos brasileiros Alcindo Maciel (guitarra e vocal) e José Carlos de Aquino (guitarra e bateria). Com um repertório totalmente de baseado em covers de grupos ingleses e americanos, eles gravaram este que foi o seu único lp, pelo selo Forma em 1968. A sonoridade da banda, no alge do psicodelismo, nos faz lembrar em muito o rock lisérgico de Grace Slick e seu fabuloso Jefferson Airplane. Toque este toque.
Os Brazões (1969)
Como tantos bons grupos que surgiram no final dos anos 60, Os Brazões foram outro que mesmo acima da média não passou deste único disco. Porém, eles não fizeram feio, muito pelo contrário. Gravaram um disco bem dosado entre o psicodelismo e tropicalismo, rico em percussão e com letras em português. Os Brazões era banda que acompanhava Gal Costa naqueles tempos. Vale a pena ouvir e conhecer mais este toque.
Módulo 1000 – Não Fale Com Paredes (1972)
Este é um disco que merece atenção. Quando o rock no fim dos anos 60 no Brasil era mais ou menos o que tem sido mostrado aqui, um grupo estaria surgindo com uma nova proposta. Era a primeira vez no Brasil que se ouvia um tipo de rock que ultrapassava os limites do psicodélico, uma nova sonoridade com pretensões bem maiores que um simples modismo. “Não fale com paredes” era revolucionário até na capa totalmente conceitual. O Módulo 1000 apareceu através deste lp, que eu considero uma obra prima, um marco inicial do rock progressivo brasileiro. Como sempre, foi mais uma jóia mal apreciada, esquecida e raramente lembrada. Contam que na década de 90, um colecionador de discos do Rio de Janeiro comprou os direitos do Módulo 1000 junto a Top Tape e transformou o LP em CD com um número limitado de cópias (no Brasil). O CD saiu pela Zaher Zein/Projeto Luz Eterna. E me parece que também se extendeu ao mercado internacional, sendo relançado na Europa. Alguém me falou que havia comprado um na Alemanha. Enquanto isso na terra mãe, ficamos com arquivos em mp3 e os poucos e raros exemplares em vinil, como este que eu só vendo por 1000 (reais). Quer comprar? Eu tenho dois 🙂 . Segue aqui então o álbum com direito a capa, contracapa, selos e partes internas. Aproveito e incluo também de bônus mais 8 músicas do grupo, que fizeram parte do “Love Machine” e da coletânea “Posições”. Gostaram? Isso sim é que é uma senhora postagem. Serviço completo!
02. Não Fale Com Paredes
03. Espêlho
04. Lem – Ed – Êcalg
05. Ôlho por Ôlho, Dente por Dente
06. Metrô Mental
07. Teclados
08. Salve-se Quem Puder
09. Animália
The Brazilian Bitles – Brazilian 60’s Nuggets Collection (2001)
Outra banda que não pode faltar é sem dúvidas o Brazilian Bitles. Esse grupo fez muito sucesso durante os anos 60. Esteve totalmente envolvido na Jovem Guarda e na beatlemania. Foi um dos primeiros a aparecer com um visual diferente, cabelos compridos e atitude. Tiveram um programa na TV Excelcior nas tardes de sábado, o “Brazilian Bitles Club” de onde surgiram vários artistas e bandas no cenário pop nacional. Gravaram ótimos discos que, injustamente, nunca foram relançados em cds. Uma pena… Segue então esta coletânea, num toque especial, que define basicamente o trabalho do grupo.
O Bando (1969)
Red Snakes – Trying To Be Someone (1970)
Taí outra banda muito boa que reinou nos fins dos anos 60 em bailes no Rio. Os caras começaram ainda crianças, meio que na brincadeira, seguindo a linha instrumental que outros grupos faziam. Estrearam em disco em 1966, gravaram alguns álbuns, mas foi somente neste “Trying To Be Someone”, seu último álbum, que eles realmente mostram como eram bons. Foi o único disco onde eles apresentaram composições próprias. Mesmo apesar de uma certa popularidade, com o lp lançado com cuidado por um selo grande, o Mocambo, e ter sido bem divulgado, o álbum não decolou como deveria. Uma pena. Isso talvez, devido ao fato das letras serem em inglês. Seja como for, este é mais um disco que merece o toque musical.
Os Megatons (1964)
Um álbum curioso e raro. Digo isso porque depois de uma pesquisa prolongada, ainda não consegui juntar inteiramente as peças deste grupo com o disco. Este álbum consta como sendo de 1964. O banda foi criada no inicio dos anos 60 pelo guitarrista Joe Primo do Jet Blacks e até 66 era exclusivamente instrumental, aliás era o que predominava na época. Até aqui tudo encaixa direitinho, porém não encontrei informação sobre este disco. O que é curioso, se tratando de um álbum gravado pela Philips. Na discografia do grupo este lp não está presente. Seria um outro Megatons? Parece que não… Alguém pode nos dar a luz? Eu dou o toque musical.
Sound Factory (1970)
Beat Boys (1968)
Mais uma turma de ‘descolados’ da Jovem Guarda, composta por músicos brasileiros e argentinos. Na verdade, acho que esses caras não tinham muito a ver com a Jovem Guarda, a assosciação vem do fato de serem e fazerem música jovem, por viverem o mesmo contexto socio-cultural da época. O mesmo vale para os Baobás. A Jovem Guarda sempre me pareceu algo mais pop(ular), ingenuo, romântico e um pouco caricatural. Foram os Beat Boys quem acompanham Caetano Veloso no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, em 1967, na música “Alegria, Alegria”. Naquela época eles escandalizaram os conservadores (assim como a apresentração de Gilberto Gil e Os Mutantes em Domingo no Parque) ao misturarem pela primeira vez rock e MPB em um festival de música popular. Eles também gravaram com Gilberto Gil um compacto, hoje raríssimo com a música “Questão de Ordem” e tiveram participação em algumas faixas do terceiro disco do Ronnie Von. Este que foi o único disco da banda só saiu em maio de 1968. Apesar do pouco material produzido e de não terem conseguido o devido reconhecimento, considero esta uma das melhores bandas do rock nacional. Vale o toque!
Os Incríveis (1970)
Na mesma seqüencia e sintonia, segue agora o álbum de 70, outro grande disco. Embora muito mal falado por muitos, devido a emblemática música de Dom e Ravel “Eu te amo meu Brasil”, que foi de imediato associada à propaganda a favor do governo militar e a ditadura. Acho que foi em razão disso que eles pararam. Acho também que esta parada foi fatal, minando todas as outras tentativas de retorno. Uma pena… Sei que alguns dos integrantes se reuniram e lançaram em 2001 um disco ao vivo. Eu bem que gostaria de ouvir, ainda não tive a oportunidade de achá-lo. Se alguém souber e puder me dar uma dica de onde baixá-lo, ficarei grato. 🙂
Os Incríveis (1969)
Não sei se ja deu para perceber, mas sou fan dos Incríveis, principalmente nesta fase que vai de 1968 a 72. Este disco de 69 é tudo de bom e por essa e outras que não pode faltar no Toque Musical. Este álbum foi relançado em cd juntamente com o de 70, na Série 2 em 1 como um presente. Dois dos melhores discos da banda que eu não irei poupar um toque.
Os Baobás (1968)
Oscilando entre o que podemos chamar de ‘diversidade musical nos primóridios do rock nacional’, vamos agora para um grupo dos mais ‘antenados’ com o que se passava lá fora, os Baobás. Me parece que eles gravaram apenas este lp, mas como tantos outros deixaram sua marca. Era um grupo onde o repertório, em ingles, se pautava quase sempre em covers da psicodelia. Kinks, Jimi Hendrix, Love, The Doors e tantos outros faziam parte do repertório da banda. Tinham também músicas próprias, como constam no disco: “Tonite” e “Got To Say Goodbye” Eram o lado ‘descolado’ da Jovem Guarda. O grupo também acompanhou Caetano Veloso pós-Alegria Alegria em programas de televisão e shows, substituindo os Beat Boys. Este é mais um daqueles discos que só não é mais raro porque raro se tornou comum. Mais vale o toque…
The Pop’s – Vol. 3 (1968)
Achei na rede este disquinho e resolvi posta-lo devido a sequencia dos álbuns já apresentados e deste no contexto da música jovem dos anos 60. Embora considerados um pouco ‘brega’, os cariocas The Pop’s foram um dos importantes grupos de rock instrumental, ao lado de The Jordans, The Jet Blacks, The Clevers, The Rebelds e outros. O grupo passou por algumas formações, mas a fase boa mesmo foi quando o J. Cesar era seu guitarrista. Ele tem solos incríveis! Infelizmente neste álbum ele já havia saído.
Os Populares (1969)
Os Populares surgiram em 1967 no Rio de Janeiro, de uma dissidencia do The Pop’s. O guitarrista J. Cesar, por sinal um dos melhores do Brasil, resolveu criar o grupo em paralelo com os Pop’s que ainda continuavam a existir.Eles se lançaram em um compacto com músicas de Natal, hoje muito raro. O grupo se apresentou em diversos programas de rádio e TV, gravaram alguns discos e atuaram até por volta de 1978, conseguindo alguma popularidade. Seu estilo era a princípio e basicamente instrumental, bem na linha ‘conjunto de beira de piscina e bailes’. Neste lp, destacam-se as músicas “Índia” e os medleys “Maravilhas da Itália” e “Maravilhas de Portugal”. J. César e seus Populares chegaram a gravar 26 lps, mas apenas quatro constam com o nome do grupo, nos outros, por questão de contrato, foram lançados com pseudônimos ou nem isto.
O Seis (Pré-Mutantes) – Compacto (1966)
Para quem tem acompanhado as postagens do Toque Musical, devem perceber que estou prolongando a temática Jovem Guarda/rock nacional. Resolvi fazer assim, numa só levada, quero estar postando tudo aquilo que acho relevante na música jovem brasileira nas décadas de 50, 60 e 70. Por certo existem milhares de títulos bacanas e se eu ficar só nessa acabo dando a impresão de que o blog só dá isso. Não, a coisa não é bem assim… Darei uma pausa ao final desta semana. Entrarei com outros gêneros e mais pra frente a gente volta ao bom e velho rock’n’roll.
Seguimos agora com este compacto, numa antológica, primeira e única gravação de um grupo, O Seis, que dois anos depois se tornaria a maior banda de rock nacional, Os Mutantes. Ligados ao artista plástico Antônio Peticov, espécie de empresário da banda, O’Seis agitou a capital paulista, incluindo aparições na televisão, e no palco da Folha de S. Paulo, por mais de dois anos. O grupo era formado pelos irmãos Arnaldo e Sérgio Dias Baptista, Rita Lee, Rafael Vilardi, Luiz Pastura e Mogly O disquinho trás duas músicas, “Suicida” e “Apocalipse”, que já prenunciavam o que viria pela frente. Além do disquinho dO Seis, inclui de bônus um outro compacto surpresa. Querem saber o que é? Confiram mais este toque.
Analfabitles – Compacto Simples (1968) & Duplo (1969)
Um dos grupos do rock nacional que eu acho mais interessantes é o Analfabitles. Eles foram um dos poucos que não adotaram o estilo predominantemente brega da jovem guarda. Faziam cover de bandas descoladas americanas e inglesas, fugindo da formula tradicional, nada de versões. Em 1968, nos bailes domingueiros da zona sul carioca, os Analfabitles eram a grande sensação. Ficaram apenas nos compactos, tocando música em inglês e de outros, mas longe de serem apenas mais um grupinho de garagem. Eles tinham qualidade e determinação. Não era para qualquer um naquele tempo imitar bandas como, por exemplo, Traffic. Segue então neste toque os dois compactos lançados pelo grupo, de 68 e 69. Divirtam-se…
Os Abutres – Os Abutres Atacam (1969)
Outro grupo dos anos 60 que também merece o toque é Os Abutres. Este disco durante muito tempo era uma raridade. Muito se falava do lp, mas poucos o tinham (pelo menos) ouvido. Como disco continua sendo uma peça rara e cobiçada por colecionadores. Mas desde que surgiram os blogs musicais esta e outras tantas obras raras se tornaram ‘figurinhas fáceis’. Nem por isso perderam seu encanto e interesse. Continuam sempre muito bem visitadas, o que é muito bom, afinal este é o objetivo, resgatar e divulgar.
The Sunshines – O Último Trem (1967)
Eduardo Araujo – O Garoto do Rock (1961)
Já que estou apresentando alguns álbuns sobre os primórdios do rock no Brasil, vamos agora com outro grande nome (embora um tanto quanto esquecido), Eduardo Araújo. Mineiro, Eduardo Araújo é um dos nossos heróis do rock, infelizmente sem o devido reconhecimento de seu papel. Normalmente, é lembrado apenas pela sua participação na Jovem Guarda, mais exatamente pelos hits O Bom e Vem Quente Que Estou Fervendo. Ele começou sua carreira no final dos anos 50, ainda em Belo Horizonte. Em 1961 já estava no Rio de Janeiro, onde gravou este que foi seu primeiro disco, um bolachão de 78rpm. Segundo contam, este é um álbum raro até mesmo para o artista, que até a um tempo atrás andou procurando por este seu álbum inicial. O toque é este…
Beatniks (1968)
Os Beatniks foi o grupo que acompanhava Roberto Carlos no programa Jovem Guarda (TV Record), e que gravou excelentes e raríssimos compactos, pelo selo Mocambo/Rozenblit. Neste compacto duplo temos a versão alternativa ao cover feito pelos Incríveis para o clássico italiano “Era Um Rapaz Que Como Eu Amava Beatles e Rolling Stones” de Migliacci e Lusini Também gravaram covers para “Gloria” (Van Morrison/Them), “Fire” (Jimi Hendrix) e “Outside Chance” (Turtles). Confira mais este toque.
Os Versáteis – Coletânea Especial
Mais um grupo de destaque no cenário pop/rock musical dos anos 60 foi “Os Versáteis”. Acho que se chamavam assim por serem realmente versáteis musicalmente. A turma flertava com o rock da Jovem Guarda, como também com a Bossa e outros generos. Em 68 gravaram com Tom Zé no disco “Grande Liquidação” como banda de apoio. O que temos aqui é uma coletânea com 25 músicas retiradas de 4 álbuns solos que vão do período de 1966 a 68. Como tantos outros grupos da época, quase nada pode ser encontrado na rede sobre esse versátil grupo. Mas o toque inicial está dado, o resto é com vocês….
Os Canibais (1967)
Os Canibais surgiram em 1965, revelados em um programa de TV. Foi graças também às frequentes apresentações do grupo em programas jovens que seu nome foi ganhando popularidade, sendo assim uma das bandas cariocas mais respeitadas em bailes do Rio. Como Os Mugstones, Os Canibais tiveram uma carreira que durou até o início dos anos 70. Em 1970, eles gravaram para a Polydor a canção “Hoje É Dia De Rock” de Zé Rodrix, mas o contrato não vingou e nem foi lançado disco. Com as mudanças de uma nova década, mudou-se também a concepção musical e o nome do grupo para “Bango” (nome de uma especie de canabis encontrada no nordeste Africano). Mas esta é uma outra estória e o “Bango”, um toque que virá em breve.
02. Felizes Juntinhos (Happy Together) (vrs. Romeo Nunes)
03. Lindo Sonho
04. Um Milagre Aconteceu (Magic Potion)
05. Garota Teimosa (Time Won’t Let Me)
06. Quase Fico Nú (Everything You Do)
07. Ao Meu Amor
08. A Praça
09. Descubram Onde Meu Bem Está (Wonder Where My Baby is Tonight)
10. Se Você Quer (See Me Back)
11. Nosso Romance
bonus track:
12. Para o Meu Bem (Ticket to Ride) (Lennon – McCartney – vrs. Aramis) – 1966
The Sunshines (1966)
No final de 1966, este grupo carioca, que também gravou com nome de The Suns, alcançou grande sucesso com o primeiro compacto “O Último Trem, versão de Leno para o clássico “The Last Train To Clarksville”, original dos americanos The Monkees. Daí gravaram dois LPs, este de 66 e outro em 67, além de alguns compactos até o final dos anos 60, quando por fim se separaram. Segue este toque com a promessa de uma outra postagem do álbum seguinte. Aguarde…
The Jordans – Studio 17 (1966)
Um dos expoentes do rock instrumental brasileiro, os Jordans surgiram no final dos anos 50, no programa de Tony e Celly Campello na TV Record. Seu primeiro sucesso, em 1961, foi “Blue Star”, que ficou oito meses nas paradas. “Tema de Lara” também foi outro sucesso que deram a eles o prêmio “Roquete Pinto” como o melhor conjunto da juventude. Lançaram vários discos (lps e compactos) e acompanharam diversos intérpretes da Jovem Guarda. Em 1967, encontraram-se com os Beatles, em Londres. Foram, sem dúvida um dos grupos pioneiros. Toque básico!
Os Mugstones (1967)
Os Mugstones foi também um dos muitos grupos que fizeram parte do cenário rock dos anos 60 no Brasil. Inicialmente se chamavam “Os Poligonais” e gravaram um disco em 66. Infelizmente não há muita informação sobre grupo. Me parece que eles continuaram na ativa até o inicio dos anos 70. Neste disco temos uma salada mista de generos liquidificados que agradavam bem na época. Não adianta me perguntarem o porquê dos modelitos tipo “kilt” – também gostaria de saber o motivo. Alguém pode completar o toque aí?